Perguntas do paciente (32)

  • Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem,

    Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem, em novembro começou a morder alguns coleguinhas. Esse ano ele continua na mesma sala só que com outros amigos pq ele continuou por conta da idade e os amigos avançaram. E aí ele apresentou a questão de morder novamente, fiz uma rotina de dia a dia e ele parou de morder, mais agr está batendo coisa que não fazia antes, beliscando, chorando por qualquer coisa e não quer dividir com os amigos. Os novos amigos são menores que ele. O que eu devo fazer ? Devo me preocupar com algum transtorno ou é somente questão da idade e da mudança ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Pelo que você descreve, o comportamento do seu filho é bastante compatível com a fase do desenvolvimento em que ele está, e não indica, a princípio, necessariamente um transtorno. Crianças entre 2 e 3 anos ainda estão aprendendo a regular emoções, lidar com frustração, esperar a vez e dividir. Nessa idade, quando não conseguem expressar bem o que sentem ou querem com palavras, é comum que utilizem o corpo: morder, bater, empurrar ou beliscar.

    Além disso, existem dois fatores importantes na situação dele. O primeiro é a mudança no grupo. Mesmo estando na mesma sala, ele perdeu os amigos com quem já tinha vínculo e passou a conviver com crianças menores, o que pode gerar frustração, sensação de perda ou até tentativa de afirmar controle sobre o grupo. O segundo fator é a fase natural de desenvolvimento da autonomia, em que a criança começa a dizer mais “não”, testa limites e reage com mais intensidade às frustrações. Chorar mais, não querer dividir e reagir fisicamente pode aparecer nesse período.

    O fato de ele ter parado de morder quando você estruturou uma rotina é um sinal muito positivo, porque mostra que ele responde bem a organização, previsibilidade e limites. Isso indica mais um comportamento ligado ao contexto e à regulação emocional do que algo estrutural.

    O mais importante agora é manter rotina previsível, nomear emoções para ele (“eu sei que você ficou bravo porque queria o brinquedo”), ensinar alternativas ao comportamento agressivo (“quando estiver bravo, chama a professora ou fala ‘é minha vez’”), e intervir com firmeza calma quando ele bater ou beliscar, mostrando que machucar não é permitido. Ao mesmo tempo, valorize muito quando ele consegue dividir, esperar ou resolver algo sem agressividade.

    Eu só recomendaria investigar mais profundamente se esses comportamentos fossem muito intensos, constantes em todos os ambientes, se houvesse atraso significativo de linguagem, dificuldade de interação social ou ausência de melhora com orientação e limites ao longo dos próximos meses. Pelo que você relatou, parece muito mais uma combinação de fase do desenvolvimento com mudança de grupo e adaptação emocional. Com consistência dos adultos e tempo, a tendência é que ele aprenda formas mais adequadas de se expressar.

    Se quiser, também posso te explicar quais são os sinais que realmente indicam alerta nessa idade e quais comportamentos são considerados totalmente normais entre 2 e 3 anos. Isso costuma tranquilizar bastante os pais.


  • Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente

    Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.

    Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.

    Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.

    O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.

    Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.

    Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.

    O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    O que você descreve é algo relativamente comum em pessoas que passaram por períodos prolongados de ansiedade intensa e também em quem está interrompendo um comportamento que funcionava como uma fonte artificial de estímulo, como a pornografia. Quando alguém passa muito tempo recorrendo a um estímulo muito forte e frequente, o cérebro tende a se adaptar a esse nível de dopamina; quando esse estímulo é retirado, pode surgir um período de “achatamento emocional”, no qual a pessoa sente menos prazer, menos motivação e uma sensação de estar vivendo no automático. Isso não significa que sua identidade foi perdida ou que seu cérebro foi permanentemente danificado; muitas vezes é um período de reajuste neuroemocional.

    Além disso, crises fortes de ansiedade no passado podem deixar o sistema nervoso em um estado de hipervigilância ou esgotamento emocional. Em algumas pessoas isso se manifesta não como tristeza intensa, mas como um certo entorpecimento emocional, algo parecido com o que você descreve: nem felicidade nem tristeza, apenas neutralidade. Na psicologia, esse estado costuma estar relacionado a processos como anedonia ou uma forma de proteção do próprio sistema psíquico após períodos prolongados de estresse.

    É importante observar também um detalhe que aparece no seu relato: apesar de sentir esse vazio interno, você continua presente na sua vida. Você mantém o relacionamento, comparece às consultas, continua com suas responsabilidades. Isso mostra que existe em você uma parte muito saudável e comprometida com a própria recuperação. Muitas pessoas, quando entram em estados emocionais difíceis, abandonam completamente essas áreas; o fato de você continuar presente indica força psicológica e capacidade de reconstrução.

    Sobre a pornografia, parar pode inicialmente aumentar a percepção do vazio porque ela funcionava como uma forma rápida de regular emoções. Quando esse recurso é retirado, emoções que estavam amortecidas ou evitadas começam a aparecer. Isso pode dar a sensação de que as coisas pioraram, quando na verdade o sistema emocional está começando a se reorganizar. Com o tempo e com novas fontes de prazer e conexão — especialmente relações reais, atividades físicas, experiências significativas — o cérebro tende a recuperar gradualmente a sensibilidade.

    O ponto mais importante, porém, é que você não precisa carregar essa parte sozinho. O fato de você ter dificuldade de falar sobre pornografia ou sobre essa sensação de vazio com seu psicólogo é muito compreensível, porque envolve vergonha, medo de julgamento e vulnerabilidade. Ainda assim, justamente essa parte costuma ser uma das chaves do tratamento. Muitas vezes, quando o paciente consegue colocar em palavras exatamente o que você escreveu aqui, o processo terapêutico muda de qualidade, porque o terapeuta passa a trabalhar diretamente com o núcleo do sofrimento.

    Também vale considerar que sintomas como perda de prazer, sensação de viver no automático e baixa motivação podem estar associados a quadros tratáveis, como depressão ou esgotamento emocional. Um psicólogo pode ajudar muito, mas em alguns casos uma avaliação psiquiátrica complementar também pode ser útil para entender melhor o funcionamento do seu humor e da sua ansiedade.

    Por fim, é importante lembrar que recuperação emocional raramente acontece de forma linear. O que você está vivendo pode ser entendido menos como um colapso da sua identidade e mais como uma fase de transição: você está retirando um hábito que ocupava um espaço importante na regulação emocional e, ao mesmo tempo, está tentando reorganizar sua vida interna depois de anos de ansiedade. Esse tipo de processo pode gerar justamente a sensação de vazio antes que novos significados, prazeres e emoções voltem a ocupar esse espaço. O caminho mais saudável agora é continuar no tratamento, trazer gradualmente essas questões para a terapia e permitir que esse processo seja acompanhado em vez de enfrentado sozinho.


  • Meu esposo parece está com bloqueio emocional ele vem ficando estranho por um tempo tendo altos e ba

    Meu esposo parece está com bloqueio emocional ele vem ficando estranho por um tempo tendo altos e baixos agora ele pediu um tempo ele chora bastante,fala q dói por está fazendo isso ,parece está confuso ,todos os domingos ele fica comigo a gente namora temos uma ótima conexão quando volta pra casa da mãe no dia seguinte ele já fica distante,agora ele fala q fica lembrando de coisas q aconteceu no casamento q não resolvemos e está ferindo ele aí começa a falar só as feridas q eu fiz as q ele fez ele nem comenta .agora está se sentindo mal por agente fazer sexo aos domingos e ele está achando q está me usando.de uma certa forma eu sei q é errado a gente fazer isso .mas ele falou tbm q não tem vontade de voltar a dormir em casa que está quase sem vontade de voltar , mas sempre chora quando vai se abrir com alguém.então eu acho q ele deve está com esse bloqueio.oq podemos fazer para resolver outra coisa falei pra ele procurar ajuda profissional ele fala q não confia nesses profissionais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    elo que você descreve, o comportamento dele é compatível com um conflito emocional intenso: há afeto, vínculo e desejo de proximidade, mas também culpa, ambivalência e dores antigas não elaboradas. Quando feridas do passado não são resolvidas, elas costumam reaparecer como confusão, oscilação emocional, choro frequente e dificuldade de decisão. O afastamento após momentos bons, especialmente ao voltar para a casa da mãe, sugere que ele entra em contato com sentimentos de culpa, lealdade dividida ou medo de repetir padrões do casamento. O foco exclusivo nas feridas que você causou pode ser uma defesa psíquica: é mais fácil olhar para a dor provocada pelo outro do que para a própria responsabilidade e ambivalência. O desconforto dele em relação ao sexo indica conflito entre desejo e valores, o que aumenta ainda mais a culpa e o sofrimento.
    Para avançar, o mais importante agora é desacelerar a dinâmica. Manter encontros íntimos enquanto ele está confuso tende a intensificar a culpa e o afastamento, mesmo que exista conexão. Estabelecer limites claros, com respeito e cuidado, pode ajudá-lo a organizar os sentimentos e a perceber que a relação não depende apenas do alívio momentâneo. Você não pode resolver o bloqueio emocional por ele, mas pode oferecer um espaço seguro, sem pressão, onde ele se responsabilize pelo próprio processo. Quanto à resistência à ajuda profissional, isso é comum quando a pessoa tem medo de se confrontar com a própria dor; você pode validar esse receio sem insistir, apenas reforçando que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, e sim de maturidade. Se ele não quiser terapia agora, cuide também de você: ter apoio psicológico pode ajudá-la a atravessar esse momento com mais clareza, limites e menos sofrimento.


  • Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e

    Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e continuam a relação... E deu tudo certo. detalhe gosto muito da minha namorada, temos 3 anos, mas não consegui criar aquele amor ainda. estamos construindo uma casa e pensando em casar, por um lado confio nela, e essa mulher(22anos) faz tudo por mim e eu(27anos) por ela(sabe quando uma pessoa e muito boa falo de caráter, índole, faz tudo para te agradar, soma em tudo, quer um futuro, filho e fiel, você não consegue retribuir ou sentir aquele sentimento).
    Afinal o amor vem com o tempo ou ele já vem de primeira?
    Não quero ser aquele que terminar por nenhum motivo e perde uma pessoa por um pensamento de momento, afinal acredito que seja só um pensamento bobo e que no final tudo vai ficar bem, o que você me orientam voz da experiência.
    Independente vou tentar até onde for possível, só não quero ter esses pensamentos constantes e chatos.

    Detalhe somos cristãos, louvamos juntos, ultimamente quando tenho esses pensamentos procuro orar e pedir orientação a Deus e pedir para ele me acalmar diante desses tipos de pensamentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Pelo que você descreve, o que você sente é bastante comum: é possível amar alguém sem sentir aquela intensidade romântica arrebatadora desde o início. O amor de fato pode crescer com o tempo, principalmente quando há respeito, cuidado e projetos em comum, como vocês têm. O que você está sentindo não necessariamente indica que a relação está errada, mas que há uma dificuldade em conectar emocionalmente de forma mais intensa. Os pensamentos de “e se eu terminasse” podem surgir por insegurança, medo de responsabilidade ou frustração com a própria expectativa de sentimentos. O que ajuda é diferenciar impulso de reflexão: nem todo pensamento merece ação imediata, e orar, refletir e dialogar com a própria consciência é saudável. Continuar investindo na relação, criando intimidade, compartilhando planos e cuidando do vínculo emocional tende a fortalecer o sentimento. Se esses pensamentos se tornarem constantes a ponto de gerar angústia, pode ser útil conversar com um psicólogo para compreender de forma mais profunda suas emoções e padrões de pensamento, sem tomar decisões precipitadas. O essencial é observar se há desejo genuíno de construir a vida juntos, porque o amor verdadeiro muitas vezes se manifesta na construção diária, não apenas na paixão inicial.


  • Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou me

    Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou menos 6 meses, quando nossa relação começou a esfriar, ela se distanciou e e começou a me evitar, ficando mais fria e a o mesmo tempo mais estressada, temos 16 anos de casdos e uma filha de 15 anos e outra de 7 anos. A amo muito sempre fui bom marido, bom pai, sem vicios de alcool, fumo, jogos, etc, sempre caseiro e a ajudava com tudo em casa dese limpeza ate cozinhar. Sempre passamos por alguns perrengues de contas o que nois limitava a passeios caros, mas eramos felizes e uma familia muito unida. Ao longo deste periodo ela teve algumas crises de ansiedade mas estive ao lado dela sempre.
    Este ano passei por algumas dificuldades no trabalho e nao conseguia de imediato perceber o distanciamento dela, mas quando percebi ja era tarde demais. ela ao mesmo tempo começou a cuidar mais da aparencia, emagreceu e ficou muito mais bonita, fez tatuagens e mais ativa nas redes sociais. e nos ultios meses quando comecei a conversar melhor sobre isso ela pediu um tempo, depois a separação. Consegui de forma paliativa a convencer a voltar mas ela me trata com indiferença e estou cansado de lutar sopzinho, nao quero perde-la nem o contato com minhas filhas, mas nao consigo ter uma conversa amigavel com ela pois tudo é resposta seca e curta. O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Sinto muito pela dor que você está vivendo. O que você descreve é um luto afetivo em andamento: a relação que você conhecia mudou, e isso gera confusão, angústia e sensação de injustiça, especialmente quando você sente que fez o seu melhor. É importante entender que amor não acaba apenas por falhas visíveis; muitas vezes ele se desgasta em silêncios acumulados, mudanças internas e necessidades que não foram nomeadas a tempo. Nada disso invalida quem você é como marido ou pai.

    Neste momento, insistir sozinho tende a aumentar ainda mais a distância. Quando uma pessoa está emocionalmente desligada, a pressão por respostas, afeto ou definições costuma gerar defesa e frieza, não reaproximação. O passo mais saudável agora é interromper a dinâmica de perseguição e recuo: diminua as tentativas de convencê-la, preserve sua dignidade emocional e foque em se estabilizar internamente. Isso não significa desistir, mas mudar a postura.

    Cuide de você de forma concreta: procure apoio psicológico, fortaleça sua rede de apoio e organize sua vida emocional e prática. Uma postura mais centrada, menos reativa e mais segura tende a abrir espaço para diálogo futuro — se houver possibilidade. Caso ela aceite, uma terapia de casal pode ajudar, mas só funciona se houver mínima disposição dos dois; não pode ser usada como último recurso de alguém só.

    Quanto às suas filhas, elas precisam de um pai emocionalmente presente e equilibrado. Mesmo que o casamento não se restabeleça, o vínculo com elas não depende da relação conjugal, e sim da sua constância, respeito à mãe delas e capacidade de oferecer segurança. Evite envolvê-las no conflito ou usar a culpa como ponte.

    Por fim, é fundamental aceitar que você não controla o sentimento dela. O que você controla é como atravessa essa dor. Às vezes, o maior ato de amor — por si mesmo e até pelo outro — é parar de lutar contra quem não está disponível e começar a se reconstruir. Isso não é fracasso, é maturidade emocional.


  • Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada. Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho cre

    Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada.

    Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho crenças ou religiões. Por isso eu estive a procura de uma explicação científica para a sensação de morte que sinto antes de realmente alguém falecer. Parece que eu tenho uma "intuição" que maioria das vezes é um dia antes da notícia infeliz.
    Eu andei dando uma pesquisada e a explicação mais lógica que eu achei é que talvez meu subconsciente percebe sinais nas pessoas? (luto antecipatório). Mas sinceramente, mesmo essa explicação me parece um pouco fantasiosa e sem sentido já que aconteceu de eu sentir isso sem ter contato muito próximo da pessoa.
    Por isso eu queria opinião de profissionais que estudaram bem mais que eu.

    Eu acredito que é apenas realmente coincidências infelizes ou até mesmo meu cérebro pregando uma peça comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    É compreensível que essa experiência te deixe desconfortável e curioso. Quando alguém relata uma sensação de “pressentimento” antes da morte de outra pessoa, a tentação é buscar uma explicação extraordinária, mas a psicologia trabalha justamente em entender como o cérebro cria essas vivências sem recorrer ao sobrenatural.

    Do ponto de vista psicológico, a experiência que você descreve é compatível com alguns mecanismos cognitivos conhecidos. Um deles é a tendência humana de buscar padrões e conexões mesmo quando eles não existem de fato. Nosso cérebro é excelente em encontrar sentido em coincidências, e quando algo emocionalmente significativo acontece — como a morte de alguém — tendemos a olhar para trás e reinterpretar sensações vagas que tivemos antes, dando-lhes mais peso do que tinham na hora em que aconteceram. Isso não significa que você esteja “inventando” a sensação, mas sim que ela só se torna relevante depois do acontecimento. Na maior parte das vezes em que você teve um mal-estar, um pressentimento ou uma sensação ruim e nada aconteceu, o cérebro simplesmente não armazenou a experiência com a mesma força.

    Além disso, emoções e sensações físicas podem surgir por diversos motivos: estresse acumulado, ansiedade, preocupações inconscientes, memórias reativadas por algum estímulo. Às vezes essas sensações aparecem justamente quando não estamos prestando atenção ao que as desencadeou, e por isso parecem surgir “do nada”. Se por coincidência um evento negativo acontece depois, nosso cérebro liga uma coisa à outra, mesmo que os dois fatos não estejam realmente relacionados.

    Quando envolve alguém que estava doente ou passando por alguma situação difícil, mesmo que você não estivesse em contato próximo, é possível que pequenas informações tenham chegado a você indiretamente: tom de voz de outras pessoas, mudanças sutis no ambiente familiar, lembranças ativadas por conversas anteriores. Nosso inconsciente trabalha com pistas mínimas, e isso não tem nada de místico — é apenas a forma como o cérebro processa dados sem que a gente perceba.

    Por fim, existe uma dimensão emocional importante: quando lidamos com perdas, mesmo que não sejam muito próximas, o tema da morte pode ficar mais presente na nossa mente. Isso pode aumentar episódios de apreensão ou mal-estar, que depois se alinham com acontecimentos reais de forma puramente acidental.

    Nada disso significa que você está “imaginando coisas” nem que suas sensações não são válidas. Elas são reais para você, mas não necessariamente possuem uma ligação causal com a morte em si. Quando olhamos de forma técnica, a explicação mais consistente continua sendo uma mistura de coincidência, interpretação retrospectiva e funcionamento normal dos nossos processos cognitivos e emocionais.

    Se essas sensações estiverem te causando sofrimento, ansiedade ou medo, conversar com um profissional presencialmente pode ajudar a explorar melhor o que acontece no seu corpo e na sua mente antes desses episódios. Mas pelo que você descreve, nada indica algo fora do comum do ponto de vista psicológico — apenas um fenômeno humano, compreensível e frequentemente mais simples do que parece.


  • Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em

    Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em momentos normais do dia. Também percebo que minhas emoções são muito intensas, mas não o tempo todo. É como se eu fosse extremamente sensível por dentro, mas por fora pareço tranquila. Isso me deixa confusa, porque, apesar de tudo, me sinto lúcida e estou sempre tentando me entender melhor. Só não tenho certeza do que tudo isso significa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    que você descreve merece ser acolhido com muito cuidado. Perceber vozes, sussurros ou imagens que não parecem ter uma fonte externa clara, junto com uma sensibilidade emocional intensa, pode ser bastante desconcertante. O fato de você se sentir lúcida e reflexiva é importante, e mostra que você está observando a si mesma com atenção, mas isso não diminui o peso dessa experiência.

    Quando alguém relata vivências sensoriais incomuns, isso não significa automaticamente algo grave ou definitivo. Essas experiências podem surgir por uma variedade de razões: períodos de estresse prolongado, privação de sono, traumas antigos que começam a se manifestar, estados emocionais muito intensos, ou até condições psicológicas específicas. O ponto essencial é que elas merecem ser compreendidas em um espaço seguro, onde você possa explorar o que está acontecendo sem julgamento.

    A sensibilidade que você descreve — sentir muito por dentro, parecer calma por fora — é mais comum do que se imagina, mas quando vem acompanhada dessas percepções auditivas ou visuais, vale a pena investigá-las com um profissional presencial. Isso não é uma crítica ou um alerta alarmista; é apenas uma forma de garantir que você tenha suporte adequado e não carregue isso sozinha.

    Se você puder, buscar um psicólogo ou psiquiatra para conversar abertamente sobre essas experiências seria um passo muito importante. Eles poderão te ajudar a entender melhor o que essas sensações representam no seu contexto de vida, e se existe algo emocional, fisiológico ou situacional contribuindo para isso. Enquanto isso, se essas experiências se tornarem mais intensas, frequentes, ameaçadoras ou te colocarem em risco, é fundamental procurar atendimento imediatamente.

    Você não está sozinha, e nada do que você descreveu invalida sua lucidez ou sua capacidade de se compreender. Pelo contrário, a forma como você fala sobre tudo isso mostra muita consciência e coragem.


  • Para quem a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicada?

    Para quem a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    A Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicada principalmente para:

    1. Prevenção de recaídas em depressão

    É a indicação mais estabelecida.

    Especialmente eficaz para pessoas com três ou mais episódios prévios de depressão, ajudando a reduzir o risco de recaída ao mudar padrões de ruminação e pensamentos automáticos negativos.

    2. Pessoas com sintomas residuais de depressão

    Mesmo após melhora clínica, muitos permanecem com sintomas leves.

    O MBCT ajuda a estabilizar o humor e promover maior consciência emocional.

    3. Ansiedade e transtornos relacionados ao estresse

    Pode beneficiar quem sofre com:

    ansiedade generalizada,

    estresse crônico,

    preocupação excessiva e ruminação.

    4. Pessoas que se beneficiam de maior regulação emocional

    MBCT melhora atenção plena, autoconsciência e capacidade de responder em vez de reagir impulsivamente.

    5. Indivíduos que desejam desenvolver habilidades de mindfulness

    Mesmo sem diagnóstico clínico, pode ajudar a lidar com:

    dificuldades de concentração,

    sobrecarga mental,

    reatividade emocional,

    padrões de pensamento autocrítico.

    Para quem MBCT não é recomendada?

    Geralmente não é indicada isoladamente (ou exige adaptações) para pessoas em:

    episódios depressivos graves com risco suicida iminente;

    psicose ativa;

    transtorno bipolar em fase maniforme;

    traumas não tratados que possam ser intensificados pela introspecção;

    condições neurológicas ou cognitivas que dificultem seguir práticas meditativas.


  • Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas

    Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me fa

    gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me faz querer morrer sempre que essa tristeza se faz presente. sinto que estou morrendo aos poucos e não sei o que fazer para mudar isso. me sinto "bem" na tristeza e péssima quando estou relativamente alegre ou bem com o dia. o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Oi então tenho 17 anos e acho que tô sofrendo de fobia social, eu tenho entrado em pânico em ir para

    Oi então tenho 17 anos e acho que tô sofrendo de fobia social, eu tenho entrado em pânico em ir para escola ou só de pensar em ir tenho tido crises de ansiedade, dor de cabeça, dor de barriga não sinto mais fome e quando eu como sinto vontade de vomitar, não tenho vontade de fazer nada nem de mexer no celular mais e também não tenho conseguido falar com meus professores, apresentar trabalhos, falar com meus amigos etc... Tenho evitado sair por medo das pessoas perceberem o que está acontecendo comigo, na escola tenho sofrido bullying também, eu tenho faltado mas já tô com muitas faltas e não sei como devo contar isso para os meus (eles não sabem de nada que está acontecendo) eles já estão ficando bravos achando que eu quero largar a escola mas eu realmente não tenho conseguido ir mesmo que eu tentei

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Casos, em que adolescentes, são encaminhados, pelo Conselho Tutelar, porém, não há responsáveis lega

    Casos, em que adolescentes, são encaminhados, pelo Conselho Tutelar, porém, não há responsáveis legais, qual seria a postura da/do psicóloga/o, de acordo, com o CRF?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Olá! A minha questão é a seguinte: Tenho atualmente 21 anos e, desde 2021 , não consigo morar muito

    Olá! A minha questão é a seguinte: Tenho atualmente 21 anos e, desde 2021 , não consigo morar muito tempo em um local. A minha mudança constante começou faz quase 4 anos e até hoje já morei em 5 cidades diferentes. Hoje em dia moro "sozinha", mas também já tenho a ansia de mudar de novo; me vejo fazendo muitas coisas erradas e os meus sentimentos estão muito instavéis, o que acabam me levando sempre para a vontade de mudar. Sei que sofri um período com depressão e ansiedade, e penso que talvez isso pode estar interligado; o medo de fazer coisas erradas e de me apegar a alguma coisa, ou alguém ou a algum lugar, sempre me desenvolve o desejo de mudança, como se fosse uma valvula de escape. Mas isso já está me esgotando, tanto mentalmento quanto financeiramente. Já não sei mais o que fazer, será se começo um acompanhamento psicologico?! Eu não sei. Poderia me dar algum caminho, estou muito perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • é normal sentir nojo dos meninos que gostam de mim? sempre quando alguém começa a gostar de mim eu

    é normal sentir nojo dos meninos que gostam de mim?
    sempre quando alguém começa a gostar de mim eu fico com nojo e tento ao máximo me afastar, quando a pessoa é gentil comigo eu fico com raiva.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • minha mãe gostar de me controlar o tempo todo. As vezes me sinto um criança ou

    minha mãe gostar de me controlar o tempo todo. As vezes me sinto um criança ou como se eu não fosse uma pessoa normal. Estou sempre seguindo as ordens dela, mas quando falo “não” ou reclamo da situação, sou chata ou reclamona demais. Não sou de pedir favores, tento sempre resolver tudo sozinha mas fico irritada por ela me mandar fazer tantas coisas. Como fazer para não me sentir tão sufocada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem nin

    Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem ninguém em específico.(a pesar de que quando sinto raiva de alguém, o foco vira ela.) Me imagino fazendo isso e olhando dentro dos olhos dela. (Não que eu vá fazer.) Mas eu posso ser uma sociopata? , ou será que de vez enquanto todo mundo pensa nisso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Boa noite! Sou pai de uma criança de 06 anos de idade. Sempre sou eu quem acompanha os atendimentos

    Boa noite! Sou pai de uma criança de 06 anos de idade. Sempre sou eu quem acompanha os atendimentos quinzenais. Porém a especialista disse que só atenderá se a mãe for a acompanhante. Questionei o motivo dessa exigência, porém não me respondeu. Está certo? Digo, ela pode escolher quem irá acompanhar?
    Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Porque meu cérebro deu como importante uma coisa que eu vi ? Não consigo relaxar e viver normal porq

    Porque meu cérebro deu como importante uma coisa que eu vi ? Não consigo relaxar e viver normal porque não consigo esquecer daquela informação, parece que se eu não pensar "algo vai acontecer" quando esqueço logo me apavoro pq lembro "é importante tenho que ficar ligada" tenho medo que seja toc, não tenho "rituais" mas minha cabeça parece um disco riscado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • Gostaria de saber se é normal chorar com muita frequência, até no sexo já aconteceu de eu chorar??!

    Gostaria de saber se é normal chorar com muita frequência, até no sexo já aconteceu de eu chorar??! Em consultas com dentista? Demissão de emprego? Acabou chorando e não consigo me controlar, e acabar sendo situação chata das pessoas me perguntando e eu não sei explicar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


  • É normal se sentir muito mal quando a namorada saí com os amigos dela, e eu sendo uma pessoa sozinha

    É normal se sentir muito mal quando a namorada saí com os amigos dela, e eu sendo uma pessoa sozinha e sem amigos e acaba escondendo dela que se senti mal quando ela está acompanhada por outras pessoas???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adalberto Silva

    Não posso usar de achismo, preciso realizar uma avaliação mais criteriosa e aplicar alguns testes psicológicos . Só depois de uma anamnese bem feita posso lhe da um parecer. No seu caso é recomendável que faça terapia. Estou a disposição! Caso queira agendar é só clicar em agendar uma visita.


Perguntas frequentes

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