Perguntas do paciente (917)
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Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando o
Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando outra medicação,mais minha cabeça, está aérea, confusão mental,formigando de um lado,ouvidos entupido,pode ser falta da medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(clonazepam) após uso contínuo pode, sim, estar relacionada a alguns dos sintomas que você descreve, principalmente quando a retirada é feita de forma abrupta. O clonazepam é um benzodiazepínico e o organismo pode precisar de um período de adaptação após a interrupção.
Sintomas de retirada ou adaptação podem incluir ansiedade aumentada, sensação de cabeça “aérea”, dificuldade de concentração, confusão, alterações do sono, sensação de formigamento, maior sensibilidade a estímulos e mal-estar físico. Além disso, a condição que estava sendo tratada pelo medicamento (como ansiedade, crise de ansiedade ou insônia) também pode reaparecer durante esse período.
Porém, o formigamento em apenas um lado do corpo e a sensação de confusão mental precisam ser avaliados com atenção, pois nem sempre são explicados apenas pela retirada do medicamento. Procure atendimento médico com mais urgência se houver sinais como fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, rosto torto, perda de força, desmaio, dor de cabeça intensa diferente do habitual ou alteração visual.
Como você já passou pela médica e iniciou outra medicação, é importante informar exatamente quando parou o Rivotril, qual era a dose utilizada, por quanto tempo fazia uso e qual medicamento novo foi iniciado. Isso ajuda o psiquiatra a diferenciar sintomas de retirada, adaptação ao novo tratamento ou retorno dos sintomas de base.
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Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma
Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma falta de energia grande, devo estar com a b12 baixa, ansiedade que me causa compulsao alimentar, de carboidratos e industrializados
Parar pode ser uma boa opção?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sertralina pode continuar sendo uma medicação eficaz mesmo após um ano de uso, mas o surgimento de falta de energia, aumento da ansiedade ou compulsão alimentar merece uma avaliação antes de pensar em interromper o tratamento. Nem sempre esses sintomas significam que a sertralina deixou de funcionar; eles podem estar relacionados a diversos fatores, como alterações nutricionais (incluindo possível deficiência de vitamina B12), sono inadequado, estresse, mudanças de rotina, alterações hormonais ou uma possível oscilação do quadro de ansiedade/depressão.
A suspensão da sertralina de forma abrupta não é recomendada, pois pode causar sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e mal-estar. A decisão de reduzir, trocar ou manter a medicação deve ser feita com o psiquiatra após avaliar seu estado atual e, se necessário, solicitar exames.
A compulsão por carboidratos e alimentos ultraprocessados pode estar relacionada à ansiedade, estresse, alterações do humor ou mecanismos de recompensa alimentar, e o tratamento costuma envolver uma abordagem ampla, com ajustes de medicação quando necessário, psicoterapia e estratégias comportamentais.
Converse com seu médico antes de parar a sertralina, principalmente porque você relata que ela trouxe bons resultados. Pode ser mais adequado investigar a causa dessa mudança e avaliar alternativas.
Se puder informar: qual sua idade, se a sertralina foi prescrita para ansiedade, depressão ou ambos, se houve ganho de peso recente e se você usa outros medicamentos ou suplementos, consigo contextualizar melhor.
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Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna?? Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?
Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna??
Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode existir interação entre a lamotrigina e a Cicloprimogyna®, principalmente por causa do componente estrogênio presente na medicação hormonal.
O estrogênio pode aumentar a metabolização da lamotrigina pelo fígado, fazendo com que os níveis de lamotrigina no sangue diminuam. Na prática, isso pode reduzir o efeito terapêutico da lamotrigina em algumas pessoas, especialmente quando ela é utilizada para transtorno bipolar ou controle de crises epilépticas.
Isso não significa que a Cicloprimogyna “corta” completamente o efeito da lamotrigina, mas pode haver necessidade de acompanhamento e ajuste de dose pelo médico, observando se ocorre retorno de sintomas como alterações do humor, ansiedade, irritabilidade, depressão ou instabilidade emocional.
Também é importante ter atenção quando o uso do hormônio é interrompido, pois a retirada do estrogênio pode aumentar novamente os níveis de lamotrigina, podendo exigir nova avaliação da dose.
Não faça ajustes por conta própria. O ideal é informar ao psiquiatra e ao ginecologista que você usa as duas medicações para que o tratamento seja monitorado adequadamente.
Se puder informar qual dose de lamotrigina você usa, se o objetivo é tratamento de transtorno bipolar ou epilepsia, e qual a composição da sua Cicloprimogyna (ou se é para reposição hormonal/menopausa), consigo explicar de forma mais direcionada.
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Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos resid
Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos residuais / resposta parcial após nova crise / oscilação da ansiedade?
N foi modificada a dose da venla por otima resposta há mais de 2 anos, porém alguns sintomas desconfortáveis ainda persistiram após 30 dias da crise e do período “pior”.
Com 6 dias de uso ja ajudou no sono e na angústia diurna nas primeiras horas da manhã.
Sd pânico.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de quetiapina 25 mg à venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns casos como estratégia de potencialização quando há resposta parcial, sintomas ansiosos residuais ou uma descompensação após um período de estabilidade. A venlafaxina em dose de 225 mg já está em uma faixa terapêutica adequada e, considerando que havia boa resposta há mais de dois anos, a introdução da quetiapina pode ter como objetivo auxiliar no controle de sintomas persistentes sem necessariamente modificar a dose do antidepressivo.
A melhora percebida em apenas 6 dias, principalmente no sono, redução da angústia matinal e menor intensidade da ansiedade, pode ocorrer devido ao efeito inicial da quetiapina sobre sistemas relacionados à sedação, redução da hiperativação ansiosa e regulação do ciclo sono-vigília. Entretanto, a avaliação mais completa do efeito terapêutico costuma ser feita após algumas semanas, frequentemente entre 4 e 8 semanas, observando estabilidade dos ganhos, redução das crises de pânico e melhora funcional.
É importante lembrar que a dose de 25 mg geralmente apresenta maior efeito sedativo e ansiolítico inicial, enquanto ajustes de dose dependem do objetivo clínico, resposta individual e tolerabilidade. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para avaliar benefícios e possíveis efeitos adversos, como sonolência excessiva, ganho de peso ou alterações metabólicas.
No transtorno do pânico e no transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia, especialmente Terapia Cognitivo-Comportamental, auxilia na prevenção de recaídas e no desenvolvimento de estratégias para lidar com oscilações de ansiedade.
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O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A venlafaxina 150 mg pode ser utilizada no tratamento do transtorno do pânico, assim como a paroxetina. Embora sejam medicamentos diferentes, ambos atuam nos sistemas de serotonina e podem reduzir sintomas como crises de pânico, ansiedade intensa, medo antecipatório e sintomas físicos relacionados à ansiedade.
A paroxetina pertence ao grupo dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), enquanto a venlafaxina é um IRSN (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina). A venlafaxina, em doses terapêuticas, possui ação nesses dois sistemas, podendo ser eficaz para transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e depressão associada.
A troca pode ser indicada quando houve resposta insuficiente, efeitos colaterais, necessidade de uma nova estratégia terapêutica ou outros fatores avaliados pelo psiquiatra. É importante lembrar que a venlafaxina costuma precisar de algumas semanas para demonstrar seu efeito completo, geralmente entre 4 e 8 semanas, embora algumas pessoas percebam melhora gradual antes.
Durante a adaptação, podem ocorrer sintomas como aumento temporário da ansiedade, alterações do sono, náuseas ou desconfortos físicos. O acompanhamento médico é fundamental para ajustar a dose e acompanhar a evolução dos sintomas de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico e possíveis alterações do humor.
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Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade. Estou em uso de Sertr
Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade.
Estou em uso de Sertralina há 19 dias.
Sinto extremo alívio na ansiedade, porém sinto "tranquilidade extrema", mas que não atrapalha em minha rotina, mas causa muita estranheza, pois por consequência, acabo me sentindo lenta. Ao questionar a psicóloga, ela comentou que isto é comum de uma mente não ansiosa e a psiquiatra comentou que a expectativa é que esta sensação seja cada vez mais comum para mim.
Esta expectativa é correta? A tendência é que com o andar dos tratamentos, essa sensação seja meu novo normal e eu me sinta bem deste modo ou pode ser sinal do tratamento incorreto ainda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação descrita pode ocorrer durante o tratamento da ansiedade com sertralina, especialmente nas primeiras semanas, quando o organismo ainda está se adaptando à medicação. Muitas pessoas que passaram muito tempo em estado de hiperalerta, preocupação constante e tensão podem estranhar uma redução importante da ansiedade, pois o contraste com o estado anterior é percebido como uma “calma excessiva” ou sensação de estar mais lenta.
A explicação da psicóloga e da psiquiatra pode fazer sentido: uma mente que estava frequentemente acelerada pode inicialmente interpretar um estado de maior tranquilidade como algo diferente ou até desconfortável. Com a continuidade do tratamento, algumas pessoas passam a reconhecer essa nova estabilidade emocional como algo natural, mantendo energia, concentração e capacidade de realizar suas atividades.
Por outro lado, é importante diferenciar uma tranquilidade saudável de efeitos como sedação excessiva, apatia, perda de motivação, redução importante de prazer, dificuldade de concentração ou sensação de “estar desligada”. Esses sinais podem indicar necessidade de reavaliar dose, horário ou estratégia terapêutica.
Como você está com apenas 19 dias de uso, ainda está em uma fase inicial. A resposta completa da sertralina costuma ser avaliada após algumas semanas, frequentemente entre 6 e 8 semanas. Continue acompanhando com sua psiquiatra e observe a evolução da funcionalidade, do humor e da qualidade de vida. O objetivo do tratamento da ansiedade não é deixar a pessoa “sem emoções”, mas permitir que ela tenha mais controle, equilíbrio e liberdade para viver sem o excesso de sintomas ansiosos.
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Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não ac
Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não achei necessário tomar mais. Porém estou sentindo falta de ar durante o dia. A noite tomo aprazolam e a falta de ar vai passando. A pergunta é , essa falta de ar tá relacionada a retirada da falta de ar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A retirada do tramadol após uso prolongado pode, em algumas pessoas, causar sintomas de adaptação ou abstinência, principalmente quando a suspensão ocorre de forma abrupta. Entre os sintomas possíveis estão ansiedade, inquietação, alteração do sono, irritabilidade, mal-estar físico e sensação de desconforto corporal. A sensação de falta de ar pode aparecer indiretamente nesses quadros, principalmente quando está relacionada ao aumento de ansiedade ou ativação do sistema nervoso.
O fato de você perceber melhora após tomar alprazolam sugere que a ansiedade pode estar participando desse sintoma, pois os benzodiazepínicos reduzem a hiperativação ansiosa. Entretanto, é importante não atribuir automaticamente toda falta de ar à retirada do tramadol, pois também existem causas respiratórias, cardíacas, metabólicas e outras condições clínicas que precisam ser consideradas.
Após anos de uso, a retirada do tramadol geralmente deve ser planejada de forma gradual, pois a redução lenta permite que o organismo se adapte melhor e diminui o risco de sintomas de abstinência. Converse com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar a melhor conduta.
Procure atendimento com maior urgência se a falta de ar for intensa, surgir em repouso, vier acompanhada de dor no peito, desmaio, lábios arroxeados, confusão, palpitações importantes ou piora progressiva. A avaliação adequada ajuda a diferenciar sintomas de ansiedade, abstinência medicamentosa e outras causas.
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Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo
Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psiquiátrico, um profissional pode avaliar que um encaminhamento para avaliação neuropsicológica não é indicado naquele momento, desde que essa decisão seja baseada em critérios clínicos, raciocínio diagnóstico e avaliação individualizada do paciente. A solicitação de uma avaliação complementar não é obrigatória em todos os casos, pois o diagnóstico de condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é clínico e deve considerar história de desenvolvimento, funcionamento atual e prejuízos associados.
Entretanto, a decisão não deve ser fundamentada apenas em uma opinião pessoal, em estereótipos ou na ideia de que o paciente está “procurando pelo em ovo”. O fato de uma pessoa não apresentar características mais conhecidas ou estereotipadas do autismo não exclui automaticamente a possibilidade de investigação, especialmente em adultos, mulheres ou pessoas com estratégias de adaptação social desenvolvidas ao longo da vida.
O psiquiatra costuma avaliar a indicação considerando elementos como: dificuldades persistentes de comunicação social, padrões de comportamento e interesses, características sensoriais, história desde a infância, impacto funcional, queixas do paciente e informações de familiares quando disponíveis. A avaliação neuropsicológica pode ser útil em alguns casos para investigar cognição, atenção, funções executivas, perfil comportamental e auxiliar no diagnóstico diferencial com outras condições, como TDAH, transtornos de ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade.
Uma boa prática clínica envolve discutir com o paciente o motivo da decisão: explicar por que considera o exame necessário ou desnecessário, quais hipóteses estão sendo avaliadas e quais alternativas existem. A relação terapêutica deve ser baseada em escuta, respeito e construção conjunta do plano de investigação.
Caso o paciente permaneça com dúvidas, é legítimo buscar uma segunda avaliação psiquiátrica para obter outra perspectiva clínica. O mais importante é que a investigação seja guiada por evidências e pela compreensão da história individual, e não por julgamentos prévios sobre o diagnóstico.
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após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle
após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A venlafaxina, mesmo após uso prolongado e resposta previamente adequada, pode apresentar períodos de recrudescimento dos sintomas em situações de maior vulnerabilidade emocional, estresse ou mudanças na dinâmica da ansiedade. Após uma nova crise, o tempo para recuperar o controle dos sintomas pode variar, mas muitas vezes são necessárias algumas semanas para que o equilíbrio clínico seja restabelecido, especialmente quando há sintomas residuais como ansiedade antecipatória, desrealização e sensação de distanciamento. A quetiapina em dose baixa pode ser utilizada como estratégia complementar em alguns casos, porém seus efeitos também dependem da adaptação individual e da avaliação contínua pelo psiquiatra. O acompanhamento é essencial para monitorar sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crises de ansiedade, ataques de pânico e possíveis ajustes no tratamento. A retirada ou manutenção de benzodiazepínicos também deve ser conduzida de forma gradual e supervisionada, evitando mudanças abruptas.
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento do Transtorno Bipolar tipo 2 deve ser individualizado, considerando a predominância dos episódios depressivos, histórico de hipomania, intensidade dos sintomas, comorbidades e resposta prévia às medicações. Em alguns casos, antipsicóticos atípicos podem ser utilizados como parte da estratégia terapêutica, especialmente por apresentarem propriedades estabilizadoras do humor e eficácia em determinados quadros. Entretanto, a escolha de utilizar apenas um antipsicótico atípico depende da avaliação psiquiátrica criteriosa, pois nem todos possuem a mesma evidência ou indicação para todas as fases do transtorno bipolar. O acompanhamento deve monitorar sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e alterações do comportamento, buscando prevenção de recaídas e melhor qualidade de vida. A decisão terapêutica deve sempre ser feita de forma personalizada pelo psiquiatra.
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Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent
Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, a dose da atomoxetina (Atentah) em adultos não é definida exclusivamente pelo peso corporal, especialmente em indivíduos acima de 70 kg. A resposta terapêutica depende principalmente de fatores como metabolismo individual, funcionamento hepático, sensibilidade aos efeitos do medicamento, intensidade dos sintomas e presença de comorbidades. Embora o peso possa influenciar alguns aspectos farmacocinéticos, não existe uma relação direta comprovada de que adultos com maior peso necessitem obrigatoriamente de doses mais elevadas, como 80 a 100 mg, para obter estabilização. O psiquiatra realiza o ajuste de forma gradual, avaliando resposta clínica, efeitos adversos e evolução dos sintomas de TDAH em adultos, ansiedade, irritabilidade, alterações de humor e impacto funcional. A dose ideal é aquela que proporciona benefício terapêutico com boa tolerabilidade, sempre com acompanhamento médico.
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Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:- MANHÃ : Vortio
Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:
- Manhã: Vortioxetina 20mg, Lítio 600mg, Bupropiona xl 300mg, Lamotrigina 100mg.
Noite: Mirtazapina 45mg, Litio 300, Lamotrigina 100.
Ela tem apresentado muito enjôo o dia todo, e após tomar os remédios da noite ela diz que parece que vai morrer (dor de cabeça como se estivesse apertando a cabeça), aperto no peito, dor abdominal e fraqueza, com sensação de desmaio.
Tenho tentado contato com o psiquiatra dela, sem sucesso. Ela está pensando em parar com tudo, tenho muito medo da piora só Borderline. Ela com essa medicação está com menos impulsividade, e a depressão parece melhor, mas muito triste com os efeitos colaterais.
A litemia está ok! O que posso fazer pra melhorar o estado dela? Há alguma interação dos medicamentos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso de múltiplas medicações exige acompanhamento psiquiátrico próximo, principalmente quando surgem sintomas físicos importantes após ajustes ou combinações terapêuticas. Náuseas, desconforto abdominal, cefaleia, fraqueza, tontura e sensação de mal-estar podem estar relacionados a efeitos adversos individuais ou à interação entre medicamentos, mesmo com litemia dentro da faixa esperada. A combinação de estabilizadores do humor e antidepressivos precisa ser avaliada considerando dose, horários, tolerabilidade e evolução clínica.
É importante que ela não suspenda todas as medicações abruptamente sem orientação médica, pois mudanças repentinas podem favorecer descompensação do humor e aumento de sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, impulsividade ou crises emocionais. O ideal é buscar contato com o psiquiatra assistente ou serviço de apoio para uma avaliação breve, podendo ser necessário revisar horários, doses ou a necessidade de cada componente do esquema. Diante de sintomas como sensação de desmaio, aperto no peito intenso, piora importante do estado emocional ou pensamentos de autoagressão, é indicada avaliação médica imediata. O objetivo do tratamento é equilibrar controle dos sintomas e qualidade de vida, com o mínimo possível de efeitos adversos.
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minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu
minha psiq associou quetiapina
25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de quetiapina 25 mg à venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns contextos clínicos como estratégia complementar, especialmente quando persistem sintomas residuais de ansiedade, dificuldade de sono, hiperativação emocional ou desconforto após uma crise. Entretanto, a resposta à quetiapina varia bastante entre os pacientes, e a dose considerada adequada depende do objetivo terapêutico, do perfil de sintomas, da tolerabilidade e da avaliação do psiquiatra assistente. Em doses baixas, como 25 mg, muitas vezes o efeito mais observado está relacionado à melhora de sono, redução de agitação e efeito ansiolítico/sedativo, enquanto outras indicações podem exigir doses diferentes.
A retirada do alprazolam após uso diário deve ser feita de forma gradual e individualizada, pois a redução abrupta pode provocar aumento de ansiedade, sintomas físicos e desconforto. O acompanhamento permite ajustar o ritmo do desmame e avaliar a evolução dos sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade e sensação de desrealização. Como você já estava em uso de venlafaxina há longo prazo com boa resposta, a reavaliação clínica é importante para diferenciar sintomas residuais da crise, adaptação à nova medicação ou necessidade de ajustes no plano terapêutico.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A mudança de rotina e a transição para uma nova fase da vida podem despertar sentimentos intensos de ansiedade, culpa e preocupação, especialmente quando envolvem uma pessoa importante como a mãe. Do ponto de vista psiquiátrico, é importante compreender que esse sofrimento não significa falta de capacidade para seguir em frente, mas pode estar relacionado ao vínculo afetivo, ao medo de abandono, à responsabilidade percebida e à dificuldade de lidar com mudanças.
O ideal é buscar um equilíbrio entre cuidar da sua mãe e permitir que você construa sua própria vida. Planejar formas de manter proximidade, como visitas programadas, contatos frequentes, organização de uma rede de apoio e avaliação das necessidades reais dela, pode reduzir a insegurança. Também é importante observar se essa preocupação está causando sintomas como ansiedade intensa, insônia, crise de ansiedade, aperto no peito, pensamentos repetitivos ou sofrimento desproporcional.
A psicoterapia e, quando necessário, a avaliação com psiquiatra podem ajudar no manejo da ansiedade, culpa e adaptação a essa nova etapa, favorecendo uma relação saudável entre autonomia pessoal e cuidado familiar.
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Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan
Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação entre sertralina e trazodona pode ser utilizada na prática psiquiátrica, especialmente quando há necessidade de tratar sintomas de ansiedade, pânico e alterações do sono. Ambas atuam sobre o sistema serotoninérgico, portanto existe uma possibilidade teórica de síndrome serotoninérgica, porém esse evento é considerado incomum quando as medicações são utilizadas em doses terapêuticas e com acompanhamento médico adequado.
No início do tratamento com sertralina, é relativamente frequente ocorrer uma fase de adaptação com aumento transitório de ansiedade, inquietação ou insônia, que tende a melhorar com o passar das semanas. A trazodona em dose baixa é frequentemente utilizada como auxiliar para sono, conforme avaliação individual.
É importante manter acompanhamento com seu psiquiatra e não realizar mudanças por conta própria. Procure avaliação se surgirem sinais como agitação intensa, confusão, febre, tremores importantes, rigidez muscular, diarreia intensa ou piora significativa dos sintomas. O acompanhamento permite ajustar o tratamento para TAG, transtorno do pânico, insônia e sintomas associados, buscando eficácia com segurança e melhor qualidade de vida.
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Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(escitalopram) pode causar algumas alterações no início do tratamento, incluindo sensação de cansaço, redução de energia, sonolência ou uma percepção de menor motivação em alguns pacientes, principalmente nas primeiras semanas de adaptação. Entretanto, a sensação persistente de não ter vontade de fazer absolutamente nada também pode estar relacionada aos próprios sintomas depressivos, ansiedade intensa ou à necessidade de ajuste da dose e do horário da medicação.
Durante a avaliação psiquiátrica, é importante analisar a evolução dos sintomas, o tempo de uso, a dose utilizada e o impacto funcional, observando aspectos como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e sintomas associados. Não é recomendado suspender o medicamento de forma abrupta sem orientação médica, pois pode ocorrer piora dos sintomas ou desconfortos de retirada.
O ideal é conversar com o psiquiatra responsável para avaliar se essa reação faz parte da fase de adaptação ou se é necessário ajustar a estratégia terapêutica, buscando o melhor equilíbrio entre controle dos sintomas e qualidade de vida.
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Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?
Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ácido valproico pode estar associado a alterações hormonais em algumas pessoas, especialmente em mulheres, e existe relação descrita entre seu uso e maior risco de desenvolvimento de síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou alterações semelhantes em determinados grupos, principalmente em mulheres jovens e com fatores predisponentes. Entretanto, o uso de 500 mg ao dia não significa que obrigatoriamente haverá desenvolvimento de SOP, pois o risco depende de fatores individuais, tempo de uso, predisposição genética, peso, metabolismo e características hormonais.
O acompanhamento psiquiátrico deve incluir avaliação dos possíveis efeitos adversos, enquanto a investigação de alterações hormonais pode envolver avaliação ginecológica e exames específicos quando houver sinais como irregularidade menstrual, aumento de pelos, acne, queda de cabelo ou alterações de peso. A decisão sobre manter, ajustar ou substituir o estabilizador do humor deve ser individualizada, considerando o controle dos sintomas psiquiátricos e a segurança do tratamento.
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Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? S
Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? Se sim, como resolver esse problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ácido valproico pode, em alguns pacientes, estar associado à queda de cabelo, conhecida como eflúvio telógeno medicamentoso. Esse efeito costuma ser dependente da sensibilidade individual, podendo ocorrer mesmo em doses consideradas moderadas, como 500 mg ao dia, embora não aconteça com todas as pessoas. Geralmente, a queda é difusa e pode surgir após algumas semanas ou meses de uso.
A avaliação psiquiátrica deve considerar o equilíbrio entre o benefício do estabilizador do humor e os possíveis efeitos adversos. É importante não suspender o ácido valproico por conta própria, pois a interrupção abrupta pode aumentar o risco de descompensação do quadro tratado. O médico pode avaliar fatores associados, como deficiência de ferro, alterações da tireoide, vitaminas e outras causas de queda capilar. Em alguns casos, ajustes de dose, mudança do horário, suplementação quando indicada ou troca do medicamento podem ser considerados pelo psiquiatra.
O acompanhamento individualizado permite manter o controle de sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, alterações de humor e impulsividade, buscando uma estratégia terapêutica eficaz com melhor tolerabilidade.
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Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so
Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A paroxetina, um antidepressivo da classe dos ISRS, pode causar sonolência e sensação de maior cansaço em alguns pacientes, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Em algumas pessoas, esse efeito pode persistir e se manifestar como aumento da necessidade de sono ou antecipação do horário habitual de dormir. Como você percebeu uma mudança clara em relação ao seu padrão anterior, é importante observar a evolução e discutir com o médico que prescreveu a medicação.
Durante a avaliação psiquiátrica, são considerados o tempo de uso, dose, horário da tomada, resposta ao tratamento e possíveis fatores associados, como ansiedade, depressão, insônia prévia, estresse, alterações do humor e nível de energia. Em alguns casos, ajustes simples, como mudança do horário de administração, podem ajudar, mas isso deve ser orientado pelo profissional responsável.
Procure avaliação antes se a sonolência for intensa a ponto de prejudicar suas atividades, causar dificuldade para dirigir ou trabalhar, vier acompanhada de confusão, fraqueza importante ou piora significativa do estado emocional. Não interrompa a paroxetina de forma abrupta, pois a suspensão sem orientação pode causar sintomas de retirada. O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento buscando melhora dos sintomas com boa qualidade de vida.
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Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?
Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A combinação de sertralina, duloxetina e quetiapina pode ser utilizada em algumas situações clínicas, desde que exista indicação e acompanhamento psiquiátrico, pois são medicamentos que atuam em diferentes sistemas do cérebro. A quetiapina costuma ser administrada à noite devido ao seu potencial efeito sedativo, podendo auxiliar no sono e reduzir sonolência durante o dia.
A sertralina e a duloxetina podem ser tomadas pela manhã em alguns pacientes, principalmente quando há necessidade de reduzir possíveis efeitos sobre o sono ou organizar melhor a rotina. Entretanto, a associação de dois antidepressivos serotoninérgicos exige acompanhamento cuidadoso, observando sintomas como agitação, ansiedade aumentada, tremores, sudorese, alterações do sono ou mudanças importantes de humor.
O horário e a dose devem ser individualizados conforme a resposta de cada pessoa, e qualquer ajuste deve ser feito com o médico responsável pelo tratamento para garantir segurança e melhor eficácia ter
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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