Perguntas do paciente (917)
-
Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?
Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Daforin® pode parecer funcionar melhor do que a fluoxetina genérica para algumas pessoas, mas isso não significa que ele seja um medicamento mais potente ou superior. Os dois têm o mesmo princípio ativo: fluoxetina. Quando estão na mesma dose, ambos devem ter o mesmo efeito terapêutico esperado.
A diferença está principalmente no fabricante e nos excipientes (componentes sem ação terapêutica, usados na formulação). Algumas pessoas percebem mudanças ao trocar de laboratório, podendo relatar melhora, piora de efeitos colaterais ou uma adaptação diferente. Isso pode acontecer por variações individuais de resposta, tolerabilidade ou até pela percepção do paciente com a mudança do medicamento.
Na prática, se uma pessoa não estava respondendo bem à fluoxetina genérica, a troca para Daforin® pode coincidir com uma melhora, mas muitas vezes isso está relacionado ao tempo de tratamento, dose adequada, adesão e evolução natural do quadro, e não necessariamente à marca.
O ideal é avaliar a resposta por algumas semanas após a troca e não interromper ou modificar o tratamento sem orientação. O acompanhamento psiquiátrico é importante para ajustar a medicação no tratamento de depressão, ansiedade, crise de ansiedade, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e transtornos de humor, buscando a melhor resposta com o menor número de efeitos adversos.
-
durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado
durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado (funcionalidade, vindo trabalhar, socializando, sono, despertar sem angústia, ausência de novas crises, apetite….) mas ainda permanecerem alguns do tipo despersonalização / sensação de estar agindo no “piloto automático” mesmo sem crises de fato ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer durante a recuperação de uma crise de ansiedade. É relativamente comum que a melhora ocorra em etapas: alguns sintomas mais intensos desaparecem primeiro, enquanto outros, principalmente os relacionados à percepção, alerta e medo, podem permanecer por mais tempo.
A melhora da funcionalidade, como voltar a trabalhar, socializar, dormir melhor, acordar sem angústia, recuperar o apetite e não apresentar novas crises, são sinais importantes de recuperação. Porém, sintomas como despersonalização, sensação de estar no “piloto automático”, estranheza consigo mesmo, sensação de desligamento ou medo de “não voltar ao normal” podem persistir mesmo quando a ansiedade mais intensa já diminuiu.
Isso acontece porque, após um período de ansiedade elevada, o sistema nervoso pode permanecer mais sensível e em estado de alerta. A despersonalização/desrealização é frequentemente uma resposta associada ao estresse e à ansiedade intensa, e pode demorar mais para desaparecer porque costuma ser alimentada pela atenção constante ao sintoma e pelo receio de que ele signifique algo grave.
O fato de você estar retomando atividades e conseguindo manter sua rotina, mesmo com algum desconforto, geralmente é um indicativo positivo. Muitas vezes, a melhora desses sintomas residuais ocorre de forma gradual: eles vão ficando menos frequentes, menos intensos e passam a interferir cada vez menos.
Continue seguindo o tratamento orientado pelo seu psiquiatra e evite mudanças por conta própria. A evolução de quadros de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e transtorno depressivo costuma ser progressiva, e a presença de alguns sintomas residuais durante a recuperação não significa necessariamente uma recaída ou falha do tratamento.
-
Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?
Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(metilfenidato) é um medicamento de controle especial, utilizado principalmente no tratamento do TDAH e de algumas outras condições específicas. A prescrição depende de uma avaliação médica, geralmente realizada por um psiquiatra, neurologista ou outro médico habilitado, que irá analisar sintomas, histórico, exames quando necessários e possíveis contraindicações.
A consulta pode ser realizada online (telemedicina), desde que o médico faça uma avaliação adequada e siga as normas vigentes para prescrição de medicamentos controlados. Não é possível garantir uma receita antes da consulta, pois a indicação depende da confirmação diagnóstica e da avaliação individual.
Durante a consulta, o médico costuma investigar sintomas como dificuldade de atenção, impulsividade, organização, procrastinação, agitação, ansiedade, alterações de humor e impacto na vida acadêmica ou profissional, além de diferenciar TDAH de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como ansiedade, depressão, transtornos de humor e estresse.
O ideal é realizar a avaliação com um profissional para entender se há indicação de tratamento e qual seria a opção mais segura e adequada para o seu caso.
-
Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan Causam dependência?
Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan
Causam dependência?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(clonazepam) 0,25 mg corresponde a 0,25 mg de clonazepam. Já o alprazolam 1 mg corresponde a 1 mg de alprazolam. Apesar de ambos pertencerem à classe dos benzodiazepínicos, eles não têm a mesma potência em miligramas, pois cada medicamento possui características próprias.
Sim, tanto o clonazepam quanto o alprazolam podem causar dependência física e psicológica, principalmente quando utilizados de forma contínua por períodos prolongados, em doses elevadas ou sem acompanhamento médico. A dependência não ocorre em todas as pessoas, mas o risco aumenta com o tempo de uso. A retirada deve ser gradual e orientada pelo médico para evitar sintomas de abstinência, como ansiedade intensa, insônia, irritabilidade, tremores ou mal-estar.
Esses medicamentos podem ser úteis no controle de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico e sintomas agudos, mas geralmente são utilizados com planejamento e acompanhamento psiquiátrico, buscando também tratamentos de longo prazo para transtorno de ansiedade, depressão e transtornos de humor quando presentes. Não interrompa ou ajuste a dose por conta própria.
-
Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído
Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De modo geral, o vinagre de maçã orgânico diluído não apresenta uma interação medicamentosa relevante conhecida com a fluoxetina ou o clonazepam (Rivotril®) quando utilizado em pequenas quantidades, como alimento ou complemento ocasional. O fato de você tomar a fluoxetina pela manhã e o clonazepam à noite também reduz a chance de qualquer relação direta entre os horários.
Entretanto, é importante ter alguns cuidados: o vinagre de maçã é ácido e pode causar azia, refluxo, irritação gástrica e, em uso excessivo, pode contribuir para alterações de minerais no organismo. Além disso, não deve ser utilizado como substituto de tratamentos indicados para ansiedade, depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade ou transtornos de humor.
Se você tem gastrite, refluxo, usa outros medicamentos ou pretende fazer uso diário do vinagre, vale informar ao seu médico. Mantenha o uso da fluoxetina e do clonazepam conforme prescrito e não faça mudanças no tratamento psiquiátrico sem orientação.
-
Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente
Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente tomo 4mg de noite. Fui em uma nova psiquiatra pois o outro saiu do lugar que me atendia. Ela manteve a resperidona e receitou o quetiapina 25mg pois relatei que não estou dormindo muito bem. É seguro eu tomar estou um pouco receoso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível ter receio ao iniciar uma nova medicação, principalmente após vivenciar uma crise psicótica e ainda estar em investigação diagnóstica. A associação de risperidona 4 mg com quetiapina 25 mg pode ser utilizada em algumas situações, especialmente quando há necessidade de controlar sintomas específicos, como dificuldade para dormir, ansiedade intensa, agitação ou alterações do humor. A quetiapina em doses baixas costuma ter efeito mais relacionado ao sono e à redução da hiperativação, enquanto a risperidona pode estar atuando no controle dos sintomas psicóticos.
Apesar de serem medicamentos da mesma classe (antipsicóticos), a associação deve ser feita com acompanhamento psiquiátrico, avaliando benefícios, possíveis efeitos adversos e necessidade de manutenção ou ajuste ao longo do tempo. É importante observar sinais como sonolência excessiva, tontura, aumento importante do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas ou piora de sintomas.
Não suspenda ou modifique as medicações por conta própria. Como você ainda não recebeu um diagnóstico definitivo, o acompanhamento regular com o psiquiatra será fundamental para entender a causa da crise psicótica, acompanhar a evolução e definir o tratamento mais adequado para sua recuperação e qualidade de vida.
-
Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental Tomo remédio passa mas volta a doer novamente
Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental
Tomo remédio passa mas volta a doer novamente. O que fazer? Devo retornar ao médico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dor de cabeça constante associada a enjoo e confusão mental merece uma nova avaliação médica, principalmente porque os sintomas estão retornando após o efeito do remédio passar. O analgésico aliviar temporariamente a dor, mas a causa pode continuar presente e precisa ser investigada.
Existem diversas possibilidades, desde situações mais comuns, como enxaqueca, cefaleia tensional, alterações do sono, estresse, ansiedade ou uso frequente de analgésicos, até outras causas que precisam ser avaliadas conforme sua história clínica. A presença de confusão mental é um sintoma que merece atenção, principalmente se for algo novo ou diferente do habitual.
O ideal é retornar ao médico para uma reavaliação, especialmente se a dor:
está acontecendo diariamente;
mudou de padrão ou intensidade;
vem acompanhada de náuseas importantes;
não melhora completamente com medicamentos;
está associada a alterações de memória, fala, visão, força ou equilíbrio.
Procure atendimento de urgência se a dor for muito intensa e súbita (“a pior dor da vida”), vier com fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, desmaio, febre alta, rigidez no pescoço, convulsão ou piora rápida da confusão.
Para ajudar na avaliação, seria importante saber: há quanto tempo essa dor de cabeça começou? Qual sua idade? A dor é em algum lado específico da cabeça ou no rosto? Você tem histórico de enxaqueca? E quais remédios está tomando para aliviar a dor?
-
estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de
estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de sintomas residuais e desconfortáveis após uma nova crise de pânico - estádio lotado, deflagrada por uma vasovagal. Já vinha em uso da venla há mais de 2 anos com a ansiedade mto bem controlada.
tem me ajudado a dormir rápido, a noite toda, e a acordar sem angústia / taquicardia. Pouca sonolência diurna se tomada cedo da noite.
essa resposta positiva inicial sugere que 25mg serão suficientes para controlar os sintomas ansiosos após atingir o tempo necessário de ação, ou é um efeito esperado pros primeiros dias independente da dose (sonolência / menos hiper ativação matinal) ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resposta inicial que você descreve é um achado positivo, principalmente pela melhora do sono, redução da hiperativação noturna e menor angústia ao despertar. Porém, é importante diferenciar dois efeitos da quetiapina 25 mg: o efeito mais imediato e o efeito terapêutico mais amplo sobre sintomas ansiosos.
Nos primeiros dias, especialmente em doses baixas como 25 mg, a quetiapina costuma exercer principalmente um efeito sedativo e regulador do sono, relacionado à ação em receptores como os de histamina. Isso pode explicar dormir mais rapidamente, manter o sono e acordar com menos sensação de alerta fisiológico. Esse efeito pode aparecer já nas primeiras tomadas e não necessariamente indica, sozinho, qual será a dose ideal para controle completo da ansiedade.
Por outro lado, a melhora de sintomas como ansiedade persistente, hiperalerta, medo antecipatório, crises de pânico e instabilidade emocional costuma depender de uma avaliação mais prolongada e, em muitos casos, de doses diferentes. A resposta clínica varia bastante entre indivíduos. Algumas pessoas apresentam boa estabilização com doses baixas, enquanto outras precisam de ajustes conforme a evolução dos sintomas.
No seu caso, há um ponto relevante: você já utilizava venlafaxina 225 mg há mais de 2 anos com bom controle da ansiedade, e a quetiapina foi adicionada após uma crise de pânico desencadeada por um evento vasovagal. Isso pode indicar que o objetivo da associação talvez seja reduzir a hiperativação residual, restaurar o sono e diminuir a vulnerabilidade após a crise, e não necessariamente tratar uma ansiedade de base descontrolada.
O acompanhamento nas próximas semanas será fundamental para observar se há melhora sustentada em sintomas como medo de novas crises, ansiedade antecipatória, evitação de situações, sintomas físicos de pânico e sensação de ameaça constante. A boa resposta inicial é um sinal encorajador, mas ainda é cedo para afirmar que 25 mg será definitivamente a dose suficiente.
Não ajuste a dose por conta própria. Leve ao psiquiatra exatamente essa evolução: “com 25 mg estou dormindo melhor, acordo sem taquicardia e com menos angústia”. Essa informação ajuda bastante na decisão de manter a dose ou fazer algum ajuste.
Também vale observar: após essa crise vasovagal, você ficou com medo de passar mal novamente ou começou a evitar lugares cheios/estádios, transporte ou situações em que seria difícil sair? Isso ajuda a diferenciar sintomas residuais do pânico de uma resposta de ansiedade antecipatória.
-
Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg
Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg e neuleptil 10mg, mas acontece que estou dormindo pouco, só 4 horas por noite e, costumo dormir 8 horas com o amytril e o neuleptil. Será que o desogestrel está interferindo no efeito dos remédios que eu durmo e, fazendo eu dormir pouco? Algum médico psiquiatra pode tirar a minha duvida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desogestrel 75 mcg (anticoncepcional apenas com progesterona) não costuma ser conhecido por reduzir o efeito sedativo do Amitriptilina (Amytril) 75 mg ou do Neuleptil (periciazina) 10 mg. Não há uma interação comum descrita em que o desogestrel “corte” o efeito desses medicamentos ou impeça diretamente o sono.
Entretanto, alterações hormonais podem influenciar o humor, ansiedade, disposição e padrão de sono em algumas pessoas. Além disso, a redução do sono após um período em que você dormia 8 horas pode ter outras causas, como mudanças no nível de estresse, ansiedade, rotina, qualidade do sono, adaptação a medicamentos ou até alterações do próprio quadro psiquiátrico.
Como você utiliza amitriptilina e neuleptil, é importante que o psiquiatra avalie a situação como um todo: se houve mudança recente de dose, horário de tomada, retorno de sintomas de ansiedade, insônia, irritabilidade, agitação, pensamentos acelerados ou alterações do humor. Em algumas situações, dormir apenas 4 horas pode ser um sinal de que o tratamento precisa ser revisado.
Não suspenda o anticoncepcional ou ajuste as medicações por conta própria. O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha seu caso e informar essa mudança no padrão de sono.
Para entender melhor: há quanto tempo você começou o desogestrel? A redução do sono começou depois dele? E você está dormindo pouco porque não sente sono, porque acorda durante a noite ou porque acorda cedo e não consegue voltar a dormir?
-
No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem
No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem está tentando engravidar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No contexto de compulsão alimentar grave em uma pessoa que está tentando engravidar, a bupropiona precisa ser avaliada com bastante cautela e individualização pelo psiquiatra e pelo obstetra. Ela não é considerada uma medicação de primeira linha especificamente para o tratamento da compulsão alimentar, embora possa ajudar em alguns casos com sintomas associados, como depressão, baixa energia, falta de motivação e controle de impulsos, especialmente quando esses fatores contribuem para o quadro alimentar.
Em relação à tentativa de gravidez, a decisão envolve avaliar o risco-benefício. A bupropiona possui dados de segurança reprodutiva mais limitados quando comparada a alguns antidepressivos mais estudados na gestação. Os estudos disponíveis não demonstram um grande aumento de malformações, mas existem discussões sobre possíveis riscos específicos e, por isso, seu uso durante a fase de tentativa de engravidar deve ser feito apenas quando os benefícios esperados superam os possíveis riscos.
É importante considerar também que uma compulsão alimentar gravíssima não tratada pode trazer impactos importantes para a saúde materna e gestacional, como ganho de peso excessivo, sofrimento psicológico, piora de ansiedade, depressão e dificuldades metabólicas. Portanto, nem sempre “retirar a medicação” é a opção mais segura; às vezes, manter um tratamento adequado é a melhor estratégia.
O tratamento ideal costuma envolver uma abordagem integrada com psiquiatria, nutrição e psicoterapia, especialmente terapias focadas em compulsão alimentar e regulação emocional. O psiquiatra pode avaliar alternativas com maior experiência em gestação, ajustar doses ou decidir pela manutenção da bupropiona conforme seu histórico.
Na consulta, é importante discutir:
intensidade e frequência dos episódios de compulsão;
presença de ansiedade, depressão, transtornos de humor, estresse ou impulsividade;
histórico de resposta a outros medicamentos;
tempo planejado para engravidar.
A decisão deve ser individualizada, evitando tanto a exposição desnecessária a medicamentos quanto a interrupção de um tratamento necessário para uma condição psiquiátrica importante.
-
Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha
Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha depressão é severa
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ciclotimia é um transtorno do espectro bipolar caracterizado por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas depressivos e períodos de elevação do humor (hipomania) que geralmente não atingem a intensidade de episódios completos de depressão maior ou mania. Porém, na prática clínica, a apresentação pode ser bastante variável, e algumas pessoas podem vivenciar sofrimento emocional intenso.
Quando uma pessoa diagnosticada com ciclotimia relata uma depressão severa, o psiquiatra costuma avaliar cuidadosamente se o quadro realmente corresponde à ciclotimia isolada ou se pode haver outro diagnóstico associado, como transtorno bipolar tipo II, em que podem ocorrer episódios de depressão maior grave alternados com períodos de hipomania. Também é importante investigar ansiedade associada, traumas, alterações do sono e outros fatores que podem intensificar os sintomas.
A ciclotimia pode causar grande prejuízo na vida da pessoa, mesmo quando as oscilações não preenchem critérios para episódios completos. Sintomas como tristeza profunda, falta de energia, perda de interesse, desesperança, ansiedade intensa, irritabilidade e alterações do sono podem ser muito incapacitantes.
O diagnóstico em psiquiatria é baseado principalmente na história do paciente: duração dos sintomas, intensidade das fases de humor, presença de períodos de aumento de energia, redução da necessidade de sono, impulsividade, aceleração dos pensamentos e padrão ao longo dos anos.
Se sua depressão é descrita como “severa”, vale conversar novamente com seu psiquiatra e perguntar como ele diferenciou ciclotimia de transtorno bipolar tipo II ou outro transtorno do humor. Essa diferenciação é importante porque influencia o tratamento, principalmente em relação ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.
Se quiser,
posso explicar também as principais diferenças entre ciclotimia, bipolar tipo II e depressão unipolar grave.
-
Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo me
Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo meu médico me deu diagnóstico de tab 1 estou em fase de depressão ele diz não ser grave e sim moderado o grau minha pergunta é depakene serve pra fazer de depressão sozinho estou tomando a uma semana fiz exame pra dosar o depakene no sangue médico disse que tá numa faixa boa tomo 2.500 mg três vezes ao dia minha pergunta depakene serve pra depressão bipolar ? E com quantos dias para fazer efeito total ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(valproato/divalproato de sódio) é um medicamento estabilizador do humor utilizado principalmente no transtorno bipolar tipo 1, com importante atuação no controle e prevenção de episódios de mania, além de auxiliar na manutenção da estabilidade do humor. Na fase de depressão bipolar, ele pode ter benefício em alguns pacientes, mas sua eficácia pode variar e, muitas vezes, o psiquiatra avalia a necessidade de associação com outros tratamentos específicos para sintomas depressivos.
Como você iniciou há apenas uma semana, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. O tempo de resposta depende do objetivo do tratamento, mas a melhora dos sintomas de humor geralmente ocorre de forma gradual ao longo de algumas semanas, podendo levar mais tempo para uma estabilização mais completa. O fato de o nível sanguíneo estar em uma faixa adequada indica que a dose está sendo monitorada, mas não significa que o efeito clínico máximo já tenha ocorrido.
É importante manter o acompanhamento com seu psiquiatra e relatar a evolução de sintomas como falta de ânimo, tristeza profunda, falta de motivação, alterações do sono, ansiedade ou irritabilidade. Não ajuste a dose por conta própria, pois o valproato exige acompanhamento com exames e avaliação clínica contínua.
-
Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente aval
Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente avaliar a resposta ou a necessidade de aumento ?
Venla já de longa data e quet adicionada após nova crise.
Transtorno do pânico de base / TAG.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de quetiapina 25 mg à venlafaxina 225 mg em casos de transtorno do pânico e transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode ser considerada quando há piora dos sintomas, crises recorrentes, insônia ou resposta parcial ao tratamento de base. Como a venlafaxina já estava em uso há longo prazo, a quetiapina geralmente é introduzida como estratégia complementar para controlar sintomas residuais ou uma descompensação recente.
A avaliação da resposta costuma ser mais adequada após algumas semanas de uso contínuo, geralmente entre 4 e 8 semanas, considerando redução das crises de ansiedade, ataques de pânico, sintomas físicos, qualidade do sono, funcionamento diário e tolerabilidade. A dose de 25 mg costuma ter maior efeito sedativo e regulador do sono; a necessidade de aumento depende do objetivo terapêutico e da resposta individual.
É importante que o ajuste seja realizado pelo psiquiatra, pois doses maiores podem trazer benefícios em alguns casos, mas também aumentam a possibilidade de efeitos como sonolência, ganho de peso, alterações metabólicas e outros eventos adversos. O acompanhamento permite equilibrar eficácia e segurança, especialmente em pacientes com histórico de ansiedade crônica e transtornos do humor. A psicoterapia, principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, também apresenta papel importante no controle do TAG e do transtorno do pânico.
-
Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adorm
Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adormeço perto da 1:00, depois acordo às 4 e qualquer coisa. Demora muito tempo para dormir uma noite inteira? Tomei o Zolpidem mais ou menos 1 mês.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A suspensão do zolpidem após cerca de um mês de uso pode ser acompanhada por um período de adaptação do cérebro e do organismo, principalmente quando a medicação estava auxiliando no início ou na manutenção do sono. É relativamente comum ocorrer uma insônia de rebote, com dificuldade para adormecer, despertares durante a madrugada ou sensação de sono insuficiente após interromper o medicamento.
O tempo para recuperar um sono mais contínuo varia conforme cada pessoa. Em muitos casos, há melhora progressiva ao longo de algumas semanas, mas fatores como ansiedade, estresse, depressão, rotina de sono e preocupação excessiva com a própria insônia podem prolongar o quadro. O fato de você conseguir dormir, mesmo que mais tarde e com despertares, indica que o sistema de sono continua funcionando, mas pode estar passando por uma fase de reajuste.
Algumas medidas ajudam: manter horários regulares para acordar, evitar permanecer longos períodos acordado na cama, reduzir telas e estímulos à noite, praticar técnicas de relaxamento e evitar tentar “forçar” o sono. A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) também possui excelente evidência para recuperar um padrão de sono mais estável.
Se a dificuldade persistir ou vier acompanhada de ansiedade intensa, crise de ansiedade, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação ou piora do humor, é importante conversar com o psiquiatra para avaliar se existe algum fator associado e definir a melhor estratégia de tratamento. Não é recomendado retomar ou suspender medicamentos para dormir sem orientação médica.
-
Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 compr
Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 comprimido de 100mg. Tomo o desve de 100mg mas estou com uma caixa de 50mg e como esse medicamento é de *liberação prolongada*, tenho dúvida se isso pode ser feito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A desvenlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), utilizado no tratamento de depressão, transtornos de ansiedade e sintomas associados. Em relação à dose, 2 comprimidos de 50 mg podem equivaler à dose total de 100 mg, desde que sejam da mesma formulação de liberação prolongada e tenham a mesma composição do medicamento que você utiliza habitualmente.
O fato de ser de liberação prolongada significa que o comprimido foi desenvolvido para liberar o princípio ativo de forma gradual ao longo do dia, por isso não deve ser partido, triturado ou manipulado de maneira diferente da orientação da bula. Porém, tomar dois comprimidos inteiros de 50 mg geralmente mantém a característica de liberação prolongada, quando a apresentação é equivalente.
Mesmo assim, é importante confirmar com o psiquiatra ou farmacêutico, principalmente porque algumas marcas podem ter diferenças na tecnologia de liberação. Observe também possíveis alterações após a troca, como tontura, náuseas, ansiedade, irritabilidade, insônia ou sintomas de descontinuação. O acompanhamento adequado ajuda a manter o controle de sintomas como ansiedade, depressão e transtornos do humor com segurança.
-
Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura . Me
Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura .
Meu sonho é cursar psicologia ,porém penso que mesmo aprovada pela graduação não poderei trabalhar como psicóloga . Isso, porque tentarei uma aposentaria por invalidez . Tenho a opção de estudar pra ter apenas autoconhecimento .
Estou triste e desanimada pois eu penso que poderia ajudar as pessoas ,mas sei que não poderei .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Receber um diagnóstico de esquizofrenia paranoide pode gerar muitas dúvidas sobre o futuro, mas é importante compreender que a expressão “sem possibilidade de cura” não significa ausência de melhora, autonomia ou capacidade de desenvolver projetos pessoais e profissionais. A esquizofrenia é uma condição que pode apresentar diferentes evoluções, e muitas pessoas conseguem alcançar estabilidade dos sintomas com tratamento adequado, acompanhamento psiquiátrico e suporte psicossocial.
O diagnóstico, por si só, não define automaticamente a capacidade de estudar ou exercer uma profissão. A possibilidade de cursar Psicologia e atuar na área depende da avaliação individual da evolução clínica, estabilidade dos sintomas, funcionamento cognitivo e capacidade funcional ao longo do tempo. Muitas pessoas com transtornos psiquiátricos constroem trajetórias acadêmicas e profissionais significativas.
O sentimento de tristeza, desânimo e perda de perspectiva pode estar relacionado ao impacto emocional de receber esse diagnóstico e também a sintomas depressivos associados. É importante discutir essas preocupações com seu psiquiatra, pois o tratamento deve considerar não apenas a redução de sintomas, mas também a recuperação de autonomia, autoestima e qualidade de vida.
Seu desejo de ajudar outras pessoas demonstra valores importantes e pode fazer parte da sua trajetória de diferentes formas. Buscar conhecimento, estudar e investir em sua recuperação são atitudes que podem ampliar suas possibilidades, sempre respeitando seus limites e o acompanhamento necessário.
-
Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 di
Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 dia sim um dia não a sertralina e o bup vou começar TDS?
Só q estou tontura é normal será q estou fazendo o certo?eu comecei ter crise de ansiedade depois q parei fumar aí tive crise muita crise, agora estou bem por isso o desmame da sertralina será que estou fazendo o certo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca da sertralina pela bupropiona (BUP) pode causar alguns sintomas de adaptação, e a tontura que você está sentindo pode estar relacionada ao processo de redução da sertralina, ao início da bupropiona ou à própria adaptação do organismo à mudança do tratamento.
A retirada da sertralina, mesmo após um período relativamente curto de uso, pode provocar sintomas em algumas pessoas, como tontura, sensação de desequilíbrio, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e mal-estar. A estratégia de tomar a sertralina em dias alternados é utilizada em algumas situações, mas o melhor esquema depende da dose que você usava e da avaliação do psiquiatra, pois algumas pessoas podem sentir oscilações com esse tipo de redução.
A bupropiona pode ser uma opção adequada em determinados casos, especialmente quando há sintomas depressivos ou quando foi escolhida após a interrupção do tabagismo. Porém, em algumas pessoas, principalmente no início, pode aumentar temporariamente ansiedade, agitação ou insônia.
Como você relata que teve crises de ansiedade após parar de fumar, é importante que a troca seja feita com acompanhamento médico para reduzir o risco de retorno de sintomas como crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia ou piora do humor. Não altere as doses por conta própria; confirme com seu psiquiatra se o ritmo do desmame está adequado.
Se puder informar:
qual era a dose da sertralina que você tomava (25 mg, 50 mg, 100 mg ou outra);
qual dose de bupropiona iniciou (150 mg ou 300 mg);
há quanto tempo parou de fumar;
consigo contextualizar melhor se a tontura está dentro do esperado nessa fase de transição.
-
Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti mel
Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti melhoras da depressão bipolar. Ele não consegue tratar essa parte?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O carbonato de lítio é uma das medicações mais importantes no tratamento do transtorno bipolar, mas a resposta depende da fase da doença e das características de cada paciente. Ele possui uma ação comprovada principalmente na prevenção de recaídas, especialmente de episódios de mania, e também apresenta efeito antidepressivo em parte das pessoas com depressão bipolar.
Entretanto, o lítio nem sempre consegue controlar sozinho a fase depressiva do transtorno bipolar. Alguns pacientes apresentam melhora parcial ou necessitam de uma estratégia complementar, definida pelo psiquiatra, com medicamentos que tenham maior ação sobre sintomas depressivos, sempre considerando o risco de desestabilização do humor.
Outro ponto importante é o tempo de resposta. Você relata que aumentou a dose há cerca de duas semanas, e esse período pode ser insuficiente para avaliar completamente o efeito. Além disso, a dose em miligramas (900 mg) não informa necessariamente se o nível do lítio está adequado, pois o acompanhamento costuma ser feito por meio da dosagem sérica do lítio no sangue, além de avaliação da função renal e da tireoide.
Não é recomendado aumentar ou reduzir o lítio por conta própria, pois ele exige acompanhamento devido à necessidade de ajuste individualizado.
Se a depressão bipolar continua com sintomas como tristeza persistente, falta de energia, perda de prazer, ansiedade, insônia, irritabilidade ou pensamentos negativos, vale conversar com seu psiquiatra para reavaliar a estratégia.
Se puder informar:
se o diagnóstico é transtorno bipolar tipo 1 ou tipo 2;
há quanto tempo usa lítio;
qual era a dose antes de aumentar;
se já fez exame de nível sérico do lítio;
consigo contextualizar melhor o que pode estar acontecendo.
-
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O escitalopram é uma medicação bastante utilizada para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e, na maioria das pessoas, apresenta boa tolerabilidade. Trabalhar à noite não impede o uso, mas é importante observar como seu organismo reage principalmente no início do tratamento.
Nas primeiras semanas, algumas pessoas podem apresentar efeitos de adaptação, como:
aumento temporário da ansiedade ou inquietação;
náuseas ou desconforto no estômago;
dor de cabeça;
alteração do sono (mais sonolência ou dificuldade para dormir);
sensação de cansaço ou alteração da concentração.
Geralmente esses efeitos são mais intensos no começo e tendem a melhorar conforme o organismo se adapta. A melhora dos sintomas de ansiedade costuma aparecer de forma gradual, muitas vezes entre 4 e 8 semanas de uso contínuo.
Como você trabalha no período noturno, o horário da tomada pode ser ajustado conforme sua resposta. Algumas pessoas preferem tomar após acordar, antes do turno de trabalho, enquanto outras se adaptam melhor em outro horário. O ideal é seguir a orientação do seu psiquiatra e evitar mudanças sem avaliação.
É importante lembrar que, em alguns pacientes com TAG, o início pode gerar uma sensação de aumento da ansiedade antes da melhora, mas isso não significa que o medicamento não funcionará. O acompanhamento é fundamental para ajustar a dose e manejar possíveis efeitos iniciais.
Se puder informar qual dose de escitalopram foi prescrita (5 mg, 10 mg ou 20 mg), seu horário de trabalho e se você tem crises de ansiedade ou ataques de pânico, consigo orientar melhor sobre o que esperar nessa fase inicial.
-
Olá tudo bem? Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteig
Olá tudo bem?
Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteiga e queijo e suco. Será que é suficiente para absorção do remédio, ou seria melhor mudar para o almoço?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(lurasidona) deve ser tomado junto com alimento, pois a presença de uma refeição adequada aumenta a absorção do medicamento e ajuda para que ele atinja o efeito esperado.
O lanche que você descreveu (1 pão com manteiga e queijo + suco) pode ser suficiente ou não, dependendo da quantidade. A recomendação é que o medicamento seja tomado com uma refeição de aproximadamente 350 calorias ou mais. Se esse lanche for pequeno, pode não atingir essa quantidade e a absorção pode ficar reduzida.
Se no almoço você costuma fazer uma refeição mais completa, com maior quantidade de alimentos, pode ser uma alternativa melhor. Porém, o ideal é manter um horário fixo e confirmar a mudança com sua psiquiatra, principalmente se você já está em acompanhamento para depressão bipolar, transtornos do humor ou sintomas de ansiedade.
Caso prefira continuar à noite, pode conversar com sua médica sobre formas de tornar essa refeição mais adequada, por exemplo acrescentando uma porção maior de alimentos.
Se puder informar qual dose do Aymée você usa (20 mg, 40 mg, 60 mg ou outra) e qual foi o motivo da prescrição (depressão bipolar, ansiedade ou outro quadro), consigo orientar de forma mais direcionada.
Autor
Perguntas frequentes
-
roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…