Perguntas do paciente (917)

  • Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?

    Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco é essencial para garantir que o tratamento seja direcionado à condição clínica adequada, aumentando a possibilidade de resposta e reduzindo riscos. Diversos transtornos psiquiátricos podem apresentar sintomas semelhantes, como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, falta de motivação, alterações do humor e dificuldades cognitivas, porém podem exigir abordagens terapêuticas diferentes.

    Uma avaliação psiquiátrica completa permite identificar o diagnóstico principal, possíveis comorbidades, histórico médico, uso de outras medicações, características individuais e fatores que podem influenciar a resposta ao tratamento. Dessa forma, é possível escolher o medicamento mais adequado, definir dose, tempo de uso e necessidade de associações terapêuticas.

    A prescrição baseada em uma avaliação cuidadosa reduz o risco de efeitos adversos, tratamentos inadequados ou piora de sintomas. Além disso, o acompanhamento contínuo possibilita reavaliar a evolução clínica e realizar ajustes quando necessários, considerando aspectos biológicos, emocionais e sociais do paciente para promover um cuidado mais seguro, individualizado e eficaz.


  • Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A educação em saúde é fundamental para pacientes que utilizam psicofármacos, pois promove maior compreensão sobre o tratamento, aumenta a adesão e contribui para o uso mais seguro das medicações. Informações claras sobre o objetivo do medicamento, tempo esperado para início dos efeitos, possíveis efeitos adversos e importância do acompanhamento médico ajudam o paciente a participar ativamente das decisões relacionadas à sua saúde.

    Muitas dificuldades no tratamento ocorrem por dúvidas, medo de efeitos colaterais ou interrupção da medicação sem orientação profissional. A educação em saúde permite que o paciente reconheça sintomas esperados de adaptação, identifique sinais de alerta e compreenda que medicamentos como antidepressivos, estabilizadores do humor e outros psicofármacos geralmente apresentam resposta gradual.

    Além disso, a orientação adequada fortalece a relação entre médico e paciente, reduz preconceitos relacionados ao tratamento psiquiátrico e favorece uma abordagem mais completa, associando quando indicado psicoterapia, mudanças de hábitos e estratégias de autocuidado. Dessa forma, o paciente torna-se parte ativa do processo terapêutico, aumentando a segurança e a efetividade do tratamento.


  • Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A psicoterapia pode ser uma ferramenta essencial junto ao uso de psicofármacos porque atua em aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais que os medicamentos, isoladamente, nem sempre conseguem modificar. Enquanto os psicofármacos podem auxiliar na redução de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crises de ansiedade e alterações do humor, a psicoterapia ajuda o paciente a compreender seus pensamentos, emoções, comportamentos e padrões de relacionamento.

    Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental podem auxiliar na identificação de pensamentos disfuncionais, desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e mudança de comportamentos que mantêm o sofrimento psíquico. Além disso, o processo terapêutico favorece autoconhecimento, regulação emocional, melhora da autoestima e prevenção de recaídas.

    A combinação entre tratamento medicamentoso e psicoterapia, quando indicada, proporciona uma abordagem mais completa e individualizada, considerando os aspectos biológicos, psicológicos e sociais do paciente. Dessa forma, o objetivo não é apenas reduzir sintomas, mas também promover maior autonomia, qualidade de vida e habilidades para lidar com desafios futuros.


  • Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?

    Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O desmame do carbonato de lítio 600 mg e da risperidona 2 mg deve ser realizado de forma gradual e individualizada, sempre com acompanhamento do psiquiatra. A velocidade da redução depende do motivo pelo qual as medicações foram prescritas, tempo de uso, histórico de episódios de alteração de humor, resposta ao tratamento e risco de retorno dos sintomas.

    O carbonato de lítio é um estabilizador do humor, frequentemente utilizado no transtorno bipolar, e sua retirada abrupta pode aumentar o risco de descompensação do humor em algumas pessoas. A risperidona também deve ser reduzida com cautela, pois a suspensão rápida pode favorecer o retorno de sintomas como insônia, ansiedade, agitação, irritabilidade ou outros sintomas que estavam controlados.

    Geralmente, o médico estabelece reduções progressivas, com períodos de observação entre as etapas, acompanhando sinais como qualidade do sono, energia, humor, ansiedade, impulsividade e funcionamento no dia a dia. No caso do lítio, também pode ser necessário acompanhar exames como função renal e níveis séricos do medicamento, conforme orientação médica.

    Não é recomendado iniciar o desmame sozinho ou seguir um esquema fixo encontrado na internet, pois a redução precisa ser adaptada ao seu caso. Converse com o psiquiatra para elaborar um plano seguro. Caso surjam sinais como redução importante da necessidade de sono, pensamentos acelerados, aumento incomum de energia, irritabilidade intensa, impulsividade ou piora significativa do humor, procure avaliação médica.


  • Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve

    Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve uma crise intensa de enxaqueca por 3 meses. Fez tratamento com neuro, está tomando amitripitilina 25mg e propanolol 10mg. As dores melhoraram mas está bem deprimida, se sentindo exausta e o apetite está
    horrível. Está em acompanhamento com psicóloga há 2 meses mas não melhorou ainda.
    A levei a psiquiatra que receitou aumentar a amitripitilina para 50mg, mas tenho tanto medo, por outro lado não quero que continue sofrendo.
    Ja inicou natação, aula de música mas a tristeza nao vai embora, embora tenha dias bons. É segura essa medicação? Não causa dependência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    É compreensível a preocupação diante de uma adolescente de 14 anos com sintomas persistentes de tristeza, cansaço, alteração do apetite e histórico de dor intensa. A amitriptilina é uma medicação que pode ser utilizada em algumas situações, incluindo prevenção de enxaqueca e tratamento de sintomas depressivos, sempre com indicação e acompanhamento médico. O aumento de 25 mg para 50 mg deve ser avaliado individualmente pelo psiquiatra, considerando a resposta até o momento, os sintomas apresentados e a tolerância da paciente.

    A amitriptilina não causa dependência no sentido de gerar compulsão ou necessidade de uso contínuo como ocorre com alguns medicamentos sedativos. Porém, após uso prolongado, a retirada deve ser feita gradualmente e com orientação médica para evitar sintomas de descontinuação.

    Em adolescentes, é essencial manter acompanhamento próximo, observando evolução do humor, sono, energia, apetite, ansiedade, irritabilidade e mudanças de comportamento. A melhora da depressão pode ser gradual, e muitas vezes envolve a combinação de psicoterapia, tratamento medicamentoso quando indicado e retomada progressiva de atividades prazerosas, como a natação e a música.

    O fato de ela estar tendo alguns dias melhores é um sinal positivo, mas a persistência do sofrimento indica a importância de manter o seguimento com a psiquiatra. Caso surjam pensamentos de morte, vontade de se machucar, piora intensa do isolamento ou mudanças abruptas de comportamento, é importante procurar avaliação médica rapidamente.


  • Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita ag

    Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita agitação, coração acelerado, tremor, soa as mãos, depois de 2hrs que tomei o remédio aí começo ficar mais tranquila, é normal sentir isso com 1 semana? Quanto tempo começa ficar mais tranquila em relação aos efeitos colaterais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    É compreensível a sua preocupação, principalmente por se tratar de uma adolescente que passou por um período prolongado de dor, insônia, perda de apetite e agora apresenta sintomas depressivos. A amitriptilina é uma medicação utilizada há muitos anos na medicina, inclusive em algumas situações neurológicas como prevenção de enxaqueca, além de poder ser indicada em determinados quadros de depressão, sempre com avaliação médica individualizada. O aumento de 25 mg para 50 mg pode ser uma estratégia considerada pela psiquiatra quando os benefícios esperados superam os riscos, especialmente diante da persistência dos sintomas.

    A amitriptilina não é considerada uma medicação que causa dependência no sentido de provocar compulsão ou necessidade de aumentar a dose para obter o efeito, como ocorre com alguns medicamentos sedativos. Entretanto, após uso contínuo, a suspensão deve ser feita de forma gradual e orientada pelo médico para evitar sintomas de retirada.

    Em adolescentes, é fundamental manter acompanhamento próximo, observando mudanças no humor, ansiedade, sono, energia, apetite, irritabilidade e comportamento. O tratamento da depressão geralmente envolve uma combinação de estratégias, incluindo psicoterapia, apoio familiar, rotina de sono, atividades físicas e, quando indicado, medicação.

    O fato de ela ter iniciado natação, música e apresentar alguns dias melhores é positivo, mas a persistência da tristeza mostra a importância de manter o acompanhamento com a psiquiatra. Se houver piora importante, isolamento intenso ou pensamentos de se machucar, é necessário procurar avaliação médica imediatamente.


  • Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com g

    Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com gatilhos, não consigo prestar atenção no trânsito e nem no carro. Reprovei na prova e fiquei pensativa sobre meu diagnostico e atenção (Eu paraliso em situações de risco, não tenho resposta de reação) Estou me colocando em risco, mesmo se eu passar na prova? Atualmente meus sintomas estão mais leves, mas continuo sofrendo com gatilhos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O que você descreve merece uma avaliação cuidadosa, especialmente porque envolve situações que exigem atenção, tomada de decisão rápida e percepção de risco, como dirigir. No Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C), algumas pessoas podem apresentar respostas intensas diante de gatilhos, incluindo hipervigilância, bloqueio, sensação de paralisação, dificuldade de concentração ou uma resposta de “congelamento” (freeze). Esses mecanismos são formas do cérebro lidar com situações percebidas como ameaçadoras, mas podem interferir temporariamente no desempenho em determinadas atividades.

    Isso não significa automaticamente que você não possa dirigir ou que esteja colocando outras pessoas em risco, mas indica a importância de compreender como seus sintomas aparecem e em quais situações. O fato de você perceber esses padrões e questionar sua segurança demonstra consciência e responsabilidade.

    A psicoterapia, especialmente abordagens focadas em trauma, pode ajudar a reduzir a reatividade aos gatilhos, desenvolver estratégias de regulação emocional e aumentar a sensação de segurança. Também é importante avaliar fatores associados, como ansiedade, dissociação, desatenção, crises de ansiedade ou sintomas depressivos, pois podem influenciar a condução.

    Antes de concluir a habilitação, converse com seu psicólogo ou psiquiatra sobre essa dificuldade específica e, se possível, treine gradualmente em ambientes controlados, com acompanhamento de instrutor e sem se expor a situações acima do seu nível atual de segurança. A evolução dos sintomas e a capacidade de manter atenção e tomar decisões durante a direção devem ser os principais critérios para essa decisão.


  • Faço uso de 25mg topiramato, 20mg escitalopram e o médico incluiu ontem 150mg bupXL. Ontem tive náu

    Faço uso de 25mg topiramato, 20mg escitalopram e o médico incluiu ontem 150mg bupXL. Ontem tive náuseas toda vez que comi ( bari a 12 anos pedo 61kg, mas tenho compulsão alimentar), hj acordei com enxaqueca. Esses sintomas são comuns?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Os sintomas que você descreve podem ocorrer durante a fase inicial de adaptação à bupropiona de liberação prolongada (Bup XL), especialmente nos primeiros dias após a introdução. Náuseas, desconforto gastrointestinal, redução ou alteração do apetite, sensação de ativação, dor de cabeça e piora transitória de sintomas físicos podem aparecer em algumas pessoas enquanto o organismo se ajusta à nova medicação.

    A associação de bupropiona com escitalopram e topiramato pode ser utilizada em alguns contextos clínicos, inclusive quando existem sintomas depressivos, baixa energia ou dificuldades relacionadas ao controle de impulsos alimentares, mas deve ser acompanhada pelo médico que realizou a prescrição. O topiramato também pode influenciar apetite, paladar e sintomas cognitivos em algumas pessoas, por isso é importante avaliar o conjunto do tratamento.

    Como você iniciou a bupropiona recentemente, ainda é cedo para avaliar o efeito terapêutico completo. Muitas vezes os efeitos iniciais melhoram ao longo das primeiras semanas. Tomar a medicação conforme orientação, geralmente pela manhã, e manter hidratação e alimentação fracionada pode ajudar na adaptação.

    Não suspenda ou ajuste a dose por conta própria. Converse com seu médico caso as náuseas sejam intensas, haja piora importante da enxaqueca, agitação, insônia importante, aumento da ansiedade ou qualquer sintoma diferente do habitual. O acompanhamento é essencial para equilibrar o controle da compulsão alimentar, do humor e a tolerabilidade do tratamento.


  • olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que po

    olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que possa nos ajudar, qual especialista da área, é mais indicado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O profissional mais indicado para o acompanhamento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) em adultos é, geralmente, o psiquiatra, pois é o médico habilitado para realizar a avaliação diagnóstica, investigar possíveis condições associadas e, quando necessário, indicar tratamento medicamentoso. O diagnóstico do TDAH envolve uma análise detalhada da história de vida, sintomas desde a infância, funcionamento profissional, acadêmico e relações pessoais.

    Além do psiquiatra, o acompanhamento pode ser complementado por psicólogo, especialmente com abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, que auxilia no desenvolvimento de estratégias para organização, manejo da impulsividade, regulação emocional e melhora da qualidade de vida. Em alguns casos, profissionais como neurologista ou neuropsicólogo também podem participar da avaliação.

    O ideal é buscar um profissional com experiência em TDAH em adultos, pois muitas vezes os sintomas podem se confundir com ansiedade, depressão, estresse, transtornos de humor ou dificuldades relacionadas ao sono. Uma avaliação completa permite definir o tratamento mais adequado e individualizado.


  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O escitalopram pode causar algumas oscilações de sintomas no início do tratamento ou após mudanças de dose, pois o organismo precisa de tempo para se adaptar à alteração dos níveis de serotonina. Ao aumentar de 10 mg para 20 mg e retornar para 10 mg, é possível ocorrer um período de instabilidade com aumento transitório de ansiedade, sensação de nó na garganta, sintomas físicos de crise de ansiedade, como formigamentos ou dormências.

    Entretanto, é importante avaliar esses sintomas com o médico que acompanha o tratamento, especialmente porque houve uma mudança recente de dose e uma crise intensa. A sensação de dormência abaixo do queixo pode ocorrer em crises de ansiedade por alterações na respiração e tensão muscular, mas também é necessário descartar outras causas se for persistente, diferente do habitual ou acompanhada de outros sinais.

    Não interrompa o escitalopram de forma abrupta sem orientação, pois isso pode piorar os sintomas. O tratamento dos transtornos de ansiedade costuma apresentar melhora progressiva após algumas semanas de uso na dose adequada. Uma avaliação individualizada com o psiquiatra é fundamental para ajustar a dose e conduzir o tratamento com maior segurança.


  • Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo

    Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    (BUP) pode, em algumas pessoas, causar aumento transitório de ansiedade, agitação, tremores, sensação de alerta excessivo, aperto no peito ou desconforto físico principalmente nos primeiros dias de uso. Como você está no terceiro dia, é possível que esses sintomas estejam relacionados ao período inicial de adaptação do organismo.

    Entretanto, uma sensação intensa de crise de ansiedade, tremores pelo corpo e peso no peito merece ser comunicada ao médico que prescreveu, pois é importante avaliar a intensidade dos sintomas, a dose utilizada, o histórico de ansiedade e se há necessidade de algum ajuste. Não é recomendado interromper a medicação por conta própria, pois a decisão deve ser individualizada.

    Se o aperto no peito for forte, diferente do habitual, vier acompanhado de falta de ar importante, desmaio, dor irradiada para braço ou mandíbula, procure atendimento imediato para descartar causas não relacionadas ao medicamento. Com acompanhamento adequado, muitos efeitos iniciais tendem a reduzir nas primeiras semanas, enquanto o benefício terapêutico costuma aparecer de forma gradual.


  • Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela man

    Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela manhã:
    Hibisco, chá verde, matte ou espinheira santa.
    Eu tomo a sertralina somente as 23h

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    De modo geral, o consumo ocasional de hibisco, chá verde, chá-mate ou espinheira-santa pela manhã não costuma apresentar uma interação significativa com a sertralina 50 mg, especialmente considerando que existe um intervalo de várias horas entre os chás e o horário da medicação. Porém, alguns cuidados são importantes.

    O chá verde e o chá-mate possuem cafeína, que em algumas pessoas pode aumentar sintomas como ansiedade, agitação, palpitações, insônia ou sensação de alerta excessivo, podendo interferir na melhora de quadros de ansiedade ou transtornos do humor. A espinheira-santa e o hibisco geralmente não apresentam interação relevante conhecida com a sertralina, mas o uso frequente de qualquer fitoterápico deve ser informado ao médico, pois a composição e a resposta individual podem variar.

    Não suspenda a sertralina sem orientação, pois o tratamento deve ser mantido conforme prescrição. Se você perceber piora de ansiedade, alterações do sono, tremores ou outros sintomas após iniciar os chás, vale discutir com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar a melhor conduta.


  • Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5

    Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5 gotas de clonazepam 2,5mg/ml, também diariamente por 29 dias. Parei há 4 dias o clonazepam. Posso vir a sentir efeito rebote?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A suspensão do clonazepam após uso diário pode, em algumas situações, causar sintomas de rebote ou abstinência, principalmente quando utilizado por várias semanas e retirado de forma abrupta. Após 29 dias de uso contínuo, existe possibilidade de surgirem sintomas como aumento da ansiedade, dificuldade para dormir, irritabilidade, inquietação, tremores ou sensação de que as crises estão retornando. Entretanto, a intensidade varia bastante conforme a dose utilizada, sensibilidade individual e forma de retirada.

    A fluoxetina 40 mg já está em uma fase em que costuma começar a apresentar benefícios mais consistentes para transtornos de ansiedade, embora a resposta completa possa levar algumas semanas. É importante observar se os sintomas representam uma adaptação à retirada do clonazepam ou se fazem parte da evolução do quadro ansioso de base. Não reinicie ou ajuste o clonazepam sem orientação médica, pois os benzodiazepínicos devem ser manejados com cautela. O ideal é informar seu psiquiatra sobre a suspensão e acompanhar a evolução dos sintomas para definir a melhor estratégia terapêutica.


  • Tomo lítio há alguns meses e hoje iniciei tratamento por 7 dias com etoricoxibe para tratar uma tend

    Tomo lítio há alguns meses e hoje iniciei tratamento por 7 dias com etoricoxibe para tratar uma tendinite no ombro. Há problema em combinar os dois remédios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O uso concomitante de lítio e etoricoxibe merece atenção, pois os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), incluindo o etoricoxibe, podem interferir na eliminação do lítio pelos rins, aumentando seus níveis no sangue e, em algumas situações, favorecer efeitos de toxicidade. Isso não significa que a combinação seja sempre proibida, especialmente em tratamentos curtos, mas deve ser feita com acompanhamento médico.

    Durante o uso dos dois medicamentos, é importante manter boa hidratação, evitar mudanças importantes na ingestão de sal e ficar atento a sinais como tremores mais intensos, náuseas, vômitos, diarreia, sonolência excessiva, confusão, dificuldade para caminhar ou piora importante do equilíbrio. O ideal é avisar o médico que acompanha o lítio antes ou durante o tratamento com etoricoxibe, pois pode ser necessário monitorar o nível sérico do lítio e a função renal, dependendo do caso.

    Não suspenda nenhum dos medicamentos por conta própria, mas busque orientação para garantir que a associação seja segura para a sua situação específica.


  • Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e e

    Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e espinha. Ai o médico receitou pra trocar pela lamotrigina 100mg. Mas li que essa medicação pode da erupção na pele e na receita nao tinha nem uma instrução de começar com dose mais baixa. Essas erupções são comuns? Agora fiquei com medo de tomar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A lamotrigina é uma medicação bastante utilizada no tratamento de transtornos do humor, especialmente no transtorno bipolar, e pode ser uma alternativa ao lítio em algumas situações. De fato, um dos efeitos adversos mais conhecidos da lamotrigina são as alterações na pele, incluindo erupções cutâneas. Porém, a maioria das erupções é leve, e reações graves são consideradas raras.

    O ponto mais importante é que o risco de erupção cutânea aumenta quando a lamotrigina é iniciada com doses elevadas ou quando o aumento da dose é muito rápido. Por isso, a recomendação habitual é iniciar com doses menores e fazer uma progressão gradual conforme orientação médica. Iniciar diretamente com 100 mg costuma ser algo que merece ser confirmado com o psiquiatra, pois o esquema de titulação depende do histórico do paciente, outras medicações em uso e avaliação individual.

    Não interrompa ou inicie a medicação sem conversar com o médico que prescreveu. Entre em contato para confirmar o esquema de início da lamotrigina antes da primeira dose. Durante o uso, qualquer surgimento de manchas, bolhas, feridas na boca, descamação da pele ou sintomas associados deve ser avaliado rapidamente. O acompanhamento próximo nas primeiras semanas é fundamental para garantir segurança e boa resposta ao tratamento.


  • O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como sã

    O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como são os efeitos do ansitec?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    (buspirona) também pode apresentar um período de adaptação, porém seu perfil de efeitos costuma ser diferente dos antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). A buspirona atua principalmente nos receptores de serotonina e é utilizada no tratamento de transtornos de ansiedade, mas não costuma causar dependência nem apresentar os mesmos sintomas de retirada dos benzodiazepínicos.

    Nas primeiras semanas, algumas pessoas podem apresentar tontura, náusea, dor de cabeça, sensação de inquietação, sonolência ou, em alguns casos, uma percepção temporária de aumento da ansiedade. Esses efeitos geralmente tendem a diminuir conforme o organismo se adapta. O benefício terapêutico também não costuma ser imediato, podendo levar algumas semanas para uma melhora mais consistente dos sintomas ansiosos.

    Uma diferença importante é que a buspirona geralmente não provoca sedação intensa, prejuízo de memória ou relaxamento muscular como ocorre com alguns ansiolíticos benzodiazepínicos. A resposta varia individualmente e depende da dose, tempo de uso e características do quadro, como ansiedade generalizada, sintomas físicos, irritabilidade ou alterações do sono. O acompanhamento médico é essencial para avaliar a resposta e realizar ajustes quando necessários.


  • Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um i

    Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um inteiro da fluo. Estou me sentindo tonta e ansiosa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A troca da desvenlafaxina pela fluoxetina pode causar sintomas de adaptação, especialmente nas primeiras semanas, pois são medicamentos que atuam no sistema da serotonina, mas possuem características farmacológicas diferentes. A redução da desvenlafaxina pode levar a sintomas de descontinuação, como tontura, sensação de desequilíbrio, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e sensações corporais incomuns. Ao mesmo tempo, a introdução da fluoxetina pode causar, no início, aumento transitório de ansiedade, inquietação ou desconfortos físicos até que o organismo se adapte.

    Como você está fazendo uma troca com redução de uma medicação e início de outra, é possível que esses sintomas estejam relacionados ao período de ajuste. Entretanto, é importante manter contato com o médico que orientou a mudança para avaliar se o esquema de transição está adequado para o seu caso, pois a velocidade da troca deve ser individualizada.

    Não interrompa ou altere as doses por conta própria. Procure avaliação mais rapidamente se houver piora intensa da ansiedade, agitação incomum, pensamentos de autoagressão, confusão, tremores importantes ou outros sintomas diferentes do habitual. Com acompanhamento adequado, esses efeitos costumam melhorar à medida que o tratamento se estabiliza.


  • 5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confus

    5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confusa por volta das 3-4 semanas mas desde então sintomas ainda muito intensos (obsessões, compulsões, ansiedade) isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No tratamento do TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), especialmente quando há sintomas intensos, é comum que a melhora ocorra de forma gradual e mais lenta do que em outros transtornos. A paroxetina de liberação prolongada (Pondera XR®) pode começar a apresentar alguns efeitos nas primeiras semanas, mas a resposta terapêutica mais consistente frequentemente ocorre após 8 a 12 semanas de uso em dose adequada. Portanto, com 5 semanas de tratamento, ainda pode ser considerado um período inicial de avaliação da resposta.

    A melhora parcial percebida entre a 3ª e 4ª semana pode indicar algum início de resposta, mas a persistência de obsessões, compulsões e ansiedade não significa necessariamente falha do tratamento. No TOC, muitas vezes são necessárias doses específicas, tempo suficiente de uso e associação com psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), que possui importante evidência científica.

    Como você utiliza risperidona há 8 meses, é fundamental que o psiquiatra avalie a combinação, doses e evolução dos sintomas ao longo do tempo. Não faça ajustes por conta própria. O acompanhamento regular permite otimizar o tratamento e buscar uma redução progressiva dos sintomas, com foco na recuperação da funcionalidade e qualidade de vida.


  • Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz

    Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A redução da venlafaxina pode causar sintomas de adaptação ou descontinuação, mesmo quando realizada de forma orientada. Isso acontece porque a medicação atua nos sistemas de serotonina e noradrenalina, e o organismo precisa de um período para se ajustar à nova dose. Sintomas como aumento da ansiedade, tristeza, irritabilidade, alterações do sono, sensação de instabilidade emocional ou desconfortos físicos podem surgir após a redução, especialmente nas primeiras semanas.

    No seu caso, a mudança de 75 mg para 37,5 mg representa uma redução importante da dose, e sentir algumas oscilações após uma semana pode ocorrer. Muitas pessoas apresentam melhora desses sintomas conforme o cérebro se adapta, mas é importante acompanhar a evolução para diferenciar uma adaptação temporária de uma possível retomada dos sintomas do quadro original.

    Como a retirada foi planejada pelo neurologista, mantenha o acompanhamento e informe caso a ansiedade ou tristeza aumentem, prejudiquem sua rotina ou permaneçam intensas. Não acelere a suspensão por conta própria. Uma retirada gradual e individualizada costuma reduzir desconfortos e aumenta a segurança do processo.


  • Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?

    Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    (trazodona) é uma medicação frequentemente utilizada em alguns pacientes para auxiliar no sono, mas o melhor horário de tomada pode variar conforme a resposta individual e a orientação médica. Em geral, quando utilizada com finalidade de melhorar o sono, costuma ser administrada cerca de 30 a 60 minutos antes do horário habitual de deitar, permitindo que o efeito de sonolência ocorra próximo ao momento de dormir.

    Entretanto, em pessoas com apneia do sono, é importante ter um acompanhamento cuidadoso, pois alterações do sono, sedação e qualidade respiratória noturna precisam ser avaliadas em conjunto. Se você sente que demora muito para dormir mesmo usando a medicação, pode ser necessário revisar o horário, a dose, a higiene do sono e o controle da própria apneia.

    Não ajuste o horário ou a dose por conta própria. Converse com o médico que prescreveu para avaliar a melhor estratégia, especialmente se houver ronco intenso, pausas respiratórias, sonolência excessiva durante o dia ou piora da qualidade do sono. O tratamento adequado da apneia associado ao manejo correto da insônia costuma trazer melhores resultados.


Perguntas frequentes

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