Perguntas do paciente (917)

  • Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A bupropiona é um antidepressivo com mecanismo de ação diferente da maioria dos antidepressivos tradicionais, atuando principalmente nos sistemas de noradrenalina e dopamina. Pode ser utilizada no tratamento da depressão, auxiliar na cessação do tabagismo e, em alguns casos, como estratégia complementar em quadros específicos avaliados pelo médico.

    Entre os possíveis benefícios estão menor chance de causar disfunção sexual em comparação com muitos antidepressivos serotoninérgicos, menor tendência ao ganho de peso e possibilidade de melhorar sintomas como baixa energia, fadiga, dificuldade de concentração e falta de motivação em alguns pacientes. Também pode ter efeito positivo em alguns casos de TDAH em adultos, quando indicado.

    Por outro lado, a bupropiona pode causar efeitos adversos, principalmente no início do tratamento, como ansiedade, agitação, insônia, irritabilidade, boca seca, dor de cabeça, tremores ou aumento da percepção de ansiedade em pessoas predispostas. Um ponto importante é que ela não costuma ser indicada para pessoas com histórico de epilepsia, alguns transtornos alimentares ou determinadas condições clínicas, devido ao risco aumentado de convulsões.

    A resposta é individual e depende do diagnóstico, sintomas predominantes, histórico médico e associação com outros medicamentos. O acompanhamento com o psiquiatra é fundamental para avaliar se os benefícios superam os possíveis riscos no seu caso.


  • Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A amitriptilina é uma medicação que pode ser utilizada durante a gestação em algumas situações, mas sua indicação deve ser feita com avaliação cuidadosa do médico que acompanha a gestante. Ela pertence à classe dos antidepressivos tricíclicos e pode ser considerada quando os benefícios do tratamento superam os possíveis riscos, por exemplo em alguns casos de depressão, transtornos de ansiedade ou dor crônica.

    A decisão depende de diversos fatores, como a fase da gestação, dose utilizada, tempo de tratamento, histórico clínico da paciente e alternativas disponíveis. A interrupção abrupta também não é recomendada, pois pode causar piora dos sintomas ou sintomas de descontinuação. É importante que a gestante não inicie, suspenda ou ajuste a dose por conta própria.

    O ideal é conversar com o obstetra e, quando necessário, com um psiquiatra, para uma avaliação individualizada. O tratamento adequado de transtornos como ansiedade, depressão ou dor durante a gestação também é importante para a saúde materna e do bebê, e deve sempre buscar o equilíbrio entre segurança e controle dos sintomas.


  • Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Em algumas situações, um adulto autista que sempre foi verbal pode apresentar redução da fala, mas isso não é considerado uma evolução típica do autismo por si só. Quando ocorre uma mudança significativa na comunicação após a infância ou adolescência, é importante investigar outros fatores associados, como sobrecarga sensorial, crises de ansiedade, depressão, burnout autista, estresse intenso, traumas, alterações do sono, uso de medicamentos ou outras condições neurológicas.

    O chamado shutdown (um período de redução temporária da comunicação, interação e resposta ao ambiente) pode ocorrer em algumas pessoas autistas diante de excesso de estímulos ou sofrimento emocional. Nesses casos, a pessoa pode falar menos ou ter dificuldade de se expressar, mas geralmente há uma relação com situações de sobrecarga.

    Uma perda progressiva da capacidade de falar, especialmente se for nova, persistente ou acompanhada de outros sintomas como confusão, alterações motoras ou perda de habilidades, merece avaliação médica para investigar outras causas. O acompanhamento com psiquiatra, neurologista e/ou terapeuta especializado em autismo pode ajudar a compreender a origem da mudança e definir estratégias adequadas


  • Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Mesmo utilizando sertralina há 2 anos e meio, é possível que ocorram períodos de maior sensibilidade emocional, tristeza ou episódios de choro. A medicação reduz sintomas de depressão e ansiedade em muitas pessoas, mas não elimina completamente todas as oscilações emocionais da vida. Fatores como estresse, alterações hormonais, problemas pessoais, privação de sono ou mudanças na rotina podem desencadear momentos de maior vulnerabilidade.

    Entretanto, quando esses episódios começam a ser frequentes, intensos, sem um motivo aparente, vêm acompanhados de perda de interesse, falta de motivação, alterações importantes do sono ou apetite, aumento da ansiedade ou prejuízo na rotina, é importante reavaliar o quadro. Em alguns casos pode ser necessário revisar a dose, investigar transtornos de humor ou avaliar outras estratégias de tratamento.

    Não ajuste ou interrompa a sertralina por conta própria. O acompanhamento com o psiquiatra permite analisar se esses picos representam oscilações esperadas ou sinais de que o tratamento precisa ser otimizado. Uma avaliação individualizada é fundamental para manter a estabilidade emocional e a qualidade de vida.


  • O olanzapina pode perder efeito? Minha psiquiatra me propos haldol ou clozapina como alternativa, eu

    O olanzapina pode perder efeito? Minha psiquiatra me propos haldol ou clozapina como alternativa, eu só testei o olanzapina por 9 anos até hoje mas eu tenho tido dificuldade de agir normalmente. Comecei o clozapina tem 2 semanas mas por questões financeiras eu penso em parar, não tenho intenção de tomar o haldol pelos efeitos colaterais, ela disse que só tem essas duas opções

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A olanzapina pode, em alguns casos, apresentar redução do efeito percebido ao longo do tempo, especialmente quando os sintomas do transtorno de base voltam a aparecer apesar do uso contínuo. Isso não significa necessariamente que o medicamento “perdeu o efeito” de forma definitiva, mas pode indicar necessidade de reavaliar dose, associação de tratamentos, diagnóstico, fatores desencadeantes ou mudança de estratégia terapêutica.

    A clozapina é uma alternativa frequentemente considerada em situações específicas, principalmente quando há resposta insuficiente a outros antipsicóticos ou sintomas persistentes. Ela pode ser bastante eficaz para alguns pacientes, mas exige acompanhamento rigoroso, incluindo exames laboratoriais periódicos, e também pode ter um custo maior. Já o haloperidol é um antipsicótico mais antigo, que pode ser útil em determinados casos, porém apresenta maior risco de alguns efeitos extrapiramidais, como rigidez, tremores e inquietação, dependendo da dose e da sensibilidade individual.

    Como você usou olanzapina por cerca de 9 anos e iniciou clozapina há apenas 2 semanas, ainda é um período inicial para avaliar plenamente a resposta. A interrupção da clozapina sem orientação pode trazer risco de piora dos sintomas, especialmente se ela estiver substituindo outro tratamento. Converse com sua psiquiatra sobre a questão financeira; às vezes existem alternativas, ajustes de dose, programas de acesso ou outras estratégias. A decisão deve considerar eficácia, efeitos adversos, segurança e sua qualidade de vida.


  • Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A risperidona não costuma causar prolactinoma (um tumor benigno da hipófise produtor de prolactina), mas pode causar aumento dos níveis de prolactina no sangue (hiperprolactinemia) por efeito do próprio medicamento. Isso ocorre porque a risperidona bloqueia receptores de dopamina, e a dopamina normalmente atua inibindo a produção de prolactina pela hipófise.

    A elevação da prolactina pode provocar sintomas como alteração menstrual, saída de leite pelas mamas (galactorreia), redução da libido, disfunção sexual ou, em alguns casos, queda de hormônios sexuais. Porém, quando a prolactina está elevada, é importante investigar outras causas além do uso de medicamentos, como hipotireoidismo, alterações da hipófise, estresse intenso, gestação, outros remédios e algumas condições clínicas.

    Se houver elevação importante da prolactina ou sintomas persistentes, o médico pode avaliar a necessidade de repetir exames, investigar causas associadas e, em situações específicas, solicitar exames de imagem da hipófise, como ressonância magnética. Não suspenda a risperidona por conta própria, pois a retirada inadequada pode levar à piora dos sintomas tratados. O acompanhamento com o psiquiatra e, quando necessário, com endocrinologista, permite definir a conduta mais segura.


  • Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse

    Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse e o lyberdia, pq o genérico dele não se dei bem? Não era p da o mesmo efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Embora medicamentos como Venvanse® e Lyberdia® tenham o mesmo princípio ativo (lisdexanfetamina), algumas pessoas relatam diferenças na resposta entre marcas, apresentações ou fabricantes. Isso pode acontecer porque o medicamento não é composto apenas pelo princípio ativo: existem diferenças nos excipientes (componentes inativos), processos de fabricação, controle de qualidade, características de liberação e tolerabilidade individual.

    Em teoria, medicamentos genéricos aprovados pela Anvisa devem demonstrar equivalência farmacêutica e bioequivalência, ou seja, devem entregar o mesmo princípio ativo de forma comparável ao medicamento de referência. Porém, na prática clínica, alguns pacientes percebem diferenças em duração do efeito, intensidade, efeitos colaterais ou sensação subjetiva de resposta, especialmente em medicamentos que atuam no sistema nervoso central, como os utilizados para TDAH em adultos.

    Além disso, fatores como sono, alimentação, ansiedade, estresse e outros medicamentos podem influenciar bastante a percepção do efeito. Se você teve boa resposta com Venvanse e Lyberdia, mas não se adaptou ao genérico, vale conversar com o psiquiatra para avaliar a possibilidade de manter uma apresentação que funcione melhor para você ou investigar outros fatores envolvidos. O ajuste deve sempre ser individualizado, considerando eficácia e qualidade de vida.


  • Existe algum medicamento que se aplica ao tratamento do TOC e ao TDAH simultaneamente?

    Existe algum medicamento que se aplica ao tratamento do TOC e ao TDAH simultaneamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Existe, mas é importante entender que o tratamento simultâneo de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e TDAH em adultos costuma exigir uma estratégia individualizada, pois alguns medicamentos podem ajudar um quadro e, em algumas pessoas, piorar sintomas do outro.

    Os medicamentos com melhor evidência para TOC são principalmente os antidepressivos serotoninérgicos, como os ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), incluindo sertralina, fluoxetina, escitalopram e paroxetina, além da clomipramina em casos específicos. Já para TDAH, os estimulantes (como metilfenidato e lisdexanfetamina) e algumas opções não estimulantes podem ser utilizados.

    Não existe atualmente um medicamento considerado de primeira escolha que trate de forma completa ambos os transtornos ao mesmo tempo. A bupropiona, por exemplo, pode auxiliar em sintomas de atenção, energia e motivação em alguns pacientes, mas não costuma ser eficaz para TOC e pode até aumentar ansiedade em algumas pessoas. A atomoxetina pode ser uma opção para TDAH em determinados casos, mas também não é um tratamento específico para TOC.

    Na prática, muitos pacientes precisam de uma combinação cuidadosamente ajustada, como tratar primeiro o TOC quando ele é muito intenso e depois abordar o TDAH, ou vice-versa, dependendo de qual condição causa maior prejuízo. A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) para TOC, também tem papel fundamental. Uma avaliação com psiquiatra experiente em comorbidades é essencial para equilibrar os dois tratamentos.


  • Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos d

    Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos de estabilidade , bem e sem crises, há a possibilidade de aumentar para 300mg?
    tive uma crise após uma vasovagal e venho usando o alprazolam de 0,25mg 2x ao dia , vinha em melhora (apetite, sono, angústia… vindo trabalhar, saindo, etc) porém ontem tive uma tontura posicional q iniciou um princípio de quase crise, 20 minutos, q não se estendeu… dormi bem a noite toda e acordei sem angústia. Estou no 17° dia do ajuste do alprazolam para 2x ao dia . Minha médica orientou q vamos esperar no máximo até fechar o 30° dia (1mes) e observar senão iremos aumentar a dose para 300, ou em caso de eu ter algum episódio parecido com de ontem até o 21° dia (3 semanas).
    E em caso de precisar aumentar, eu irei sentir os mesmos colaterais do início?
    Praticamente não tive sintomas qnd aumentei de 175 para 225mg mas estava estável na época .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A possibilidade de ajuste da venlafaxina para doses mais altas, como 300 mg, existe em alguns casos, especialmente quando há sintomas ansiosos persistentes apesar de uma dose previamente eficaz. Entretanto, essa decisão depende da avaliação do psiquiatra, considerando a intensidade das crises, resposta ao ajuste do alprazolam, efeitos adversos e o diagnóstico de base.

    Como você estava estável há mais de 2 anos com 225 mg e apresentou uma piora após um evento desencadeante (como uma reação vasovagal), é possível que esteja ocorrendo uma desestabilização transitória do sistema de ansiedade, e não necessariamente uma falha da venlafaxina. O fato de você já estar apresentando melhora de apetite, sono, retorno às atividades e redução da angústia é um sinal favorável. Episódios breves de tontura ou sensação inicial de crise podem acontecer durante esse período de recuperação, principalmente em pessoas que ficaram mais vigilantes após uma experiência assustadora.

    Caso seja necessário aumentar para 300 mg, algumas pessoas podem sentir novamente efeitos de adaptação, como aumento transitório de ansiedade, náuseas, alteração do sono, sudorese, inquietação ou desconfortos físicos. Porém, isso não significa que obrigatoriamente ocorrerão, principalmente porque você já utiliza venlafaxina há longo tempo e tolerou bem aumentos anteriores. A resposta pode ser diferente de quando iniciou o tratamento.

    O acompanhamento próximo feito pela sua médica, aguardando a evolução até cerca de 3 a 4 semanas do ajuste do alprazolam, é uma estratégia razoável. É importante observar a tendência geral: frequência das crises, retorno das atividades, qualidade do sono e capacidade de lidar com sensações corporais, e não apenas um episódio isolado. Qualquer mudança de dose deve ser feita com orientação médica.


  • Tomei escitalopram durante 1 semana de 5 ml agora faz dois dias que comecei com 10 sinto pela manhã

    Tomei escitalopram durante 1 semana de 5 ml agora faz dois dias que comecei com 10 sinto pela manhã após algumas horas ansiedade aumenta, tremores e angústia e vontade de chorar, é o corpo se adaptando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O que você descreve pode acontecer durante a fase inicial de adaptação ao escitalopram. Nas primeiras semanas, especialmente após aumento da dose de 5 mg para 10 mg, alguns pacientes apresentam uma piora transitória de sintomas como ansiedade, inquietação, tremores, angústia, maior sensibilidade emocional e vontade de chorar. Isso ocorre porque o organismo ainda está se ajustando à modulação da serotonina, e o efeito terapêutico completo geralmente aparece de forma gradual ao longo de algumas semanas.

    Durante o acompanhamento psiquiátrico, é importante avaliar a intensidade desses sintomas, a evolução diária e o impacto na rotina, considerando também fatores como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda e falta de motivação. Em alguns casos, o médico pode orientar estratégias temporárias para atravessar essa fase inicial, dependendo do quadro individual.

    Não é recomendado interromper o escitalopram ou alterar a dose por conta própria. Procure contato com seu psiquiatra se os sintomas forem muito intensos, se houver piora importante do sofrimento emocional ou pensamentos de autoagressão. Com acompanhamento adequado, é possível ajustar o tratamento para alcançar melhora da ansiedade e maior estabilidade emocional.


  • após uma oscilação / nova crise de ansiedade depois de mto tempo bem com a venla de 225mg (há mais d

    após uma oscilação / nova crise de ansiedade depois de mto tempo bem com a venla de 225mg (há mais de 2 anos) é esperado q haja melhora em quanto tempo ?
    minha médica manteve a venla mas orientou o alprazolam de 0,25mg 2x ao dia até melhorar dos sintomas ansiosos. estou no 17° dia desde o ajuste mas ainda oscilo , ontem vinha me sentind bem, apetite retornando , acordando sem angústia ou taquicardia mas vou ficando mais ansiosa a medida q aproxima o horário da dose da noite, e tive uma tontura ao olhar p baixo que gerou uma “quase crise” de cerca de 20 min mas q passou, porém hj fiquei mais apreensiva após o episódio.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Após uma oscilação de ansiedade ou uma nova crise mesmo em um tratamento previamente eficaz com venlafaxina 225 mg, é possível ocorrer um período de recuperação gradual até que o organismo retome maior estabilidade. Como a medicação de base foi mantida, a melhora pode depender principalmente da redução da hiperativação ansiosa, do tempo de recuperação após a crise e da resposta às medidas complementares adotadas. É comum que, nas primeiras semanas, existam dias melhores e outros com aumento transitório de sintomas.

    O uso temporário de alprazolam pode auxiliar no controle dos sintomas enquanto ocorre essa estabilização, mas a percepção de ansiedade próxima ao horário da dose pode ocorrer em algumas pessoas pela variação do efeito ao longo do dia. A tontura que desencadeou uma quase crise também pode funcionar como um gatilho, pois após uma experiência intensa de ansiedade é comum surgir maior vigilância corporal e medo de novos episódios.

    A evolução que você descreve, com retorno do apetite, despertar sem angústia e períodos de melhora, são sinais positivos. Ainda assim, é importante manter acompanhamento psiquiátrico para avaliar a progressão e planejar adequadamente o uso do benzodiazepínico. Sintomas como ansiedade antecipatória, crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse e sensação de desrealização devem ser monitorados para orientar ajustes quando necessários.


  • É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor cor

    É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor corpo tomando 9 dias fluoxetina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A fluoxetina pode causar alguns sintomas físicos durante a fase inicial de adaptação, principalmente nas primeiras semanas de uso. Sensações como formigamento, alteração de sensibilidade, tensão muscular, dores no corpo, inquietação ou desconfortos semelhantes a “fisgadas” podem ocorrer em algumas pessoas e, em muitos casos, tendem a reduzir conforme o organismo se adapta.

    Com apenas 9 dias de tratamento, ainda é um período considerado inicial, pois o efeito terapêutico da fluoxetina geralmente aparece de forma mais consistente após algumas semanas. Entretanto, é importante observar a evolução dos sintomas. Dormência persistente, perda de força, dificuldade para movimentar membros, alterações de fala, assimetria no corpo ou piora progressiva não devem ser atribuídas apenas ao medicamento e precisam de avaliação médica.

    O ideal é informar o médico que prescreveu, especialmente se os sintomas forem intensos ou estiverem causando preocupação, para avaliar a tolerabilidade, a dose e a melhor condução do tratamento.


  • Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia,

    Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia, posso fazer uma mudança de horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sonolência durante o dia pode ocorrer em algumas pessoas que utilizam sertralina, embora também possa estar relacionada a outros fatores, como qualidade do sono, presença de ansiedade ou depressão, rotina de descanso e uso de outros medicamentos. Após três meses de tratamento, se esse efeito permanece e interfere nas atividades diárias, é adequado conversar com o médico sobre a possibilidade de ajuste do horário de administração.

    Alguns pacientes apresentam melhora da sonolência ao transferir a tomada para a noite, enquanto outros podem ter piora do sono ou sonhos mais intensos, por isso a resposta é individual. A mudança de horário costuma ser uma estratégia possível, mas deve ser orientada pelo médico que acompanha o tratamento, principalmente pela dose de 150 mg. Uma revisão do esquema terapêutico pode ajudar a equilibrar o controle dos sintomas e reduzir efeitos indesejados.


  • Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando

    Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A desvenlafaxina e a fluoxetina são medicamentos que atuam nos sistemas relacionados à regulação do humor e da ansiedade, porém duas semanas ainda é um período considerado inicial para avaliar o efeito terapêutico completo. Em muitos pacientes, a melhora dos sintomas ocorre de forma gradual ao longo de algumas semanas, podendo haver redução progressiva da angústia, pensamentos acelerados, insegurança social e sintomas ansiosos conforme o organismo se adapta ao tratamento.

    Também é importante considerar que a resposta varia entre as pessoas e depende do diagnóstico, intensidade dos sintomas, histórico clínico e associação com outras estratégias, como psicoterapia. Durante o acompanhamento psiquiátrico são avaliados sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtornos de humor.

    Não interrompa ou ajuste as medicações por conta própria, pois o tratamento precisa de acompanhamento para avaliar eficácia, tolerabilidade e segurança. Caso os pensamentos acelerados, angústia ou sofrimento emocional estejam muito intensos, converse com seu psiquiatra para reavaliar a estratégia terapêutica e acompanhar sua evolução.


  • Há um mês e meio vinha tomando 15 mg de Ansitec, após as refeições. Semana passada comecei a tomar 2

    Há um mês e meio vinha tomando 15 mg de Ansitec, após as refeições. Semana passada comecei a tomar 20 mg, uma dose após o café, e outra após o jantar. Com o aumento de dose, venho tendo algumas reações que não tinha na dose de 15 mg, como formigamento nos dedos, na boca, no estômago. Vontade de chorar, arrepios nas costas. Gostaria de saber se são efeitos comuns e passageiros, ou quer dizer que meu corpo não está se adequando à dose, e que seria melhor voltar aos 15mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O aumento da dose do Ansitec (buspirona) pode, em alguns pacientes, provocar sintomas transitórios enquanto o organismo se adapta à nova quantidade do medicamento. Sensações como formigamento, alterações corporais, arrepios, desconforto gastrointestinal, maior sensibilidade emocional ou vontade de chorar podem ocorrer durante esse período, embora também seja importante avaliar se esses sintomas correspondem a efeitos da medicação ou à própria ansiedade em fase de oscilação.

    Como você estava bem adaptado(a) a 15 mg e os sintomas surgiram após o aumento para 20 mg, vale conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de decidir retornar à dose anterior. O médico poderá avaliar o tempo de uso da nova dose, intensidade das reações, benefício obtido e possibilidade de ajuste mais gradual, se necessário.

    Durante o acompanhamento, é importante observar sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e alterações do humor. Não faça mudanças por conta própria, pois ajustes individualizados aumentam a segurança e a chance de melhor resposta terapêutica.


  • Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia

    Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia que precisa de tratamento psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A dificuldade para dormir por várias semanas, especialmente quando envolve permanecer horas acordado com pensamentos acelerados, preocupação excessiva ou dificuldade de desligar a mente, pode estar relacionada tanto a sintomas de ansiedade quanto a um quadro de insônia que merece avaliação clínica. A insônia frequentemente aparece associada a transtornos de ansiedade, estresse, alterações do humor e períodos de maior sobrecarga emocional.

    Na avaliação psiquiátrica, são analisados a duração do problema, impacto durante o dia, padrão de sono, presença de ansiedade, depressão, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação e possíveis fatores que estejam mantendo o ciclo de dificuldade para dormir. O tratamento pode envolver mudanças comportamentais, psicoterapia e, quando indicado, abordagem medicamentosa individualizada.

    É recomendado procurar avaliação psiquiátrica quando a insônia persiste por semanas, prejudica trabalho, estudos ou qualidade de vida, ou vem acompanhada de sofrimento emocional importante. Um diagnóstico adequado permite tratar não apenas o sono, mas também a causa associada, favorecendo uma recuperação mais completa.


  • Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa

    Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa de tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A ansiedade é uma reação natural do organismo e pode ser útil em situações de desafio, ajudando na preparação e na adaptação. Ela passa a ser considerada possivelmente um transtorno quando se torna intensa, frequente, difícil de controlar e começa a causar sofrimento ou prejuízos na vida da pessoa.

    Sinais que merecem avaliação incluem preocupação excessiva na maior parte dos dias, sensação constante de alerta, pensamentos acelerados, dificuldade de relaxar, irritabilidade, alterações do sono, sintomas físicos como palpitações, tensão muscular, falta de ar, tremores, crises de ansiedade, ataques de pânico ou evitar situações por medo. Também é importante observar o impacto no trabalho, estudos, relacionamentos e qualidade de vida.

    A avaliação com psicólogo ou psiquiatra ajuda a diferenciar uma ansiedade esperada de um transtorno de ansiedade, considerando a duração dos sintomas, intensidade, histórico pessoal e contexto de vida. Quando necessário, o tratamento pode envolver psicoterapia, mudanças de hábitos e medicamentos, sempre de forma individualizada.


  • Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolv

    Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolve ou preciso de algo a mais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a medicação tem um papel importante, mas geralmente não é o único componente necessário para alcançar uma melhora completa. Os medicamentos podem reduzir sintomas centrais, como dificuldade de concentração, impulsividade e desorganização, mas não costumam ensinar estratégias de planejamento, gerenciamento de tempo, criação de rotinas ou organização da vida diária.

    Por isso, o tratamento mais eficaz costuma envolver uma abordagem combinada: acompanhamento psiquiátrico para avaliar e ajustar a medicação quando indicada, associado a intervenções psicoterápicas, especialmente estratégias da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) voltadas para TDAH. O objetivo é desenvolver habilidades práticas para lidar com esquecimentos, procrastinação, controle de distrações e planejamento.

    O psiquiatra também investiga se existem fatores que podem manter as dificuldades mesmo com a medicação adequada, como ansiedade, depressão, alterações do sono, estresse crônico, hábitos desorganizados ou outras condições associadas. Muitas vezes, o paciente melhora a atenção, mas ainda precisa reconstruir estratégias que não foram desenvolvidas ao longo da vida.

    Portanto, o remédio pode funcionar como uma ferramenta que aumenta a capacidade de foco e autocontrole, mas a construção de uma rotina funcional depende também do aprendizado de novas habilidades e adaptações ambientais. O tratamento ideal é individualizado, considerando os sintomas, o impacto na vida pessoal, acadêmica e profissional e as necessidades específicas de cada pessoa.


  • Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepa

    Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepam, e as pernas delas caíram ao tentar andar é o efeito colateral normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A dificuldade para caminhar ou a sensação de que as pernas “falharam” após iniciar risperidona, quetiapina e clonazepam merece atenção, principalmente porque ocorreu logo nos primeiros dias de uso. Esses medicamentos podem causar efeitos como sonolência intensa, tontura, redução dos reflexos, fraqueza, desequilíbrio e aumento do risco de quedas. Além disso, a risperidona pode, em algumas pessoas, provocar sintomas motores, como rigidez, tremores ou lentificação dos movimentos.

    Embora alguns efeitos possam aparecer no início do tratamento, uma alteração importante na mobilidade não deve ser considerada apenas uma adaptação normal sem avaliação. É recomendado entrar em contato com o médico que prescreveu para revisar as doses e a necessidade da associação dos medicamentos. Não suspenda por conta própria, mas evite que ela caminhe sem apoio até ser avaliada para reduzir risco de queda.

    Se houver sonolência excessiva, confusão importante, desmaio, fraqueza de um lado do corpo, alteração na fala ou piora súbita, procure atendimento médico imediatamente.


  • Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?

    Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sensação de despersonalização, descrita como sentir-se desconectado de si mesmo, como se estivesse “no automático” ou observando a própria vida de fora, pode acontecer mesmo sem uso de álcool ou outras substâncias. Ela está frequentemente associada a períodos de estresse intenso, sobrecarga emocional, privação de sono, ansiedade elevada ou crises de pânico. Uma situação com muitos estímulos, como uma festa, pode funcionar como gatilho em algumas pessoas, mesmo sem consumo de substâncias.

    Em muitos casos, quando relacionada à ansiedade, essa sensação tende a melhorar à medida que o sistema nervoso se estabiliza. Porém, como já dura 5 dias, é importante observar a intensidade e o impacto na rotina. Uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a investigar causas possíveis e orientar o tratamento adequado. Manter sono regular, alimentação adequada, reduzir a busca constante por “checar” a sensação e utilizar técnicas de aterramento podem auxiliar no controle dos sintomas. Caso surjam confusão intensa, perda de memória importante, alterações neurológicas ou piora significativa, procure avaliação médica.


Perguntas frequentes

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