Perguntas do paciente (917)
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Como avaliar o estado mental de um periciado? .
Como avaliar o estado mental de um periciado? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação do estado mental de um periciado é realizada pelo psiquiatra forense por meio de uma entrevista clínica estruturada e observação sistemática do comportamento, buscando identificar o funcionamento psíquico atual e sua relação com a questão jurídica em análise. Diferentemente da consulta psiquiátrica assistencial, o objetivo principal não é apenas tratar sintomas, mas produzir uma compreensão técnica e imparcial do funcionamento mental do indivíduo.
O exame inicia-se pela observação da aparência, postura, comportamento e atitude durante a entrevista, avaliando aspectos como cooperação, contato interpessoal, nível de atividade, controle de impulsos e possíveis sinais de simulação ou inconsistências. Em seguida, são analisados o nível de consciência, orientação, atenção, memória e capacidade cognitiva.
O psiquiatra avalia também o humor e o afeto, observando presença de tristeza, ansiedade, irritabilidade, labilidade emocional ou redução da capacidade de sentir prazer. A análise do pensamento envolve curso, organização, velocidade, conteúdo e presença de alterações como ideias delirantes, obsessões, pensamentos autolesivos ou alterações relacionadas ao julgamento da realidade.
A percepção é investigada quanto à presença de alucinações ou fenômenos dissociativos. Também são avaliados insight e julgamento crítico, ou seja, a capacidade do indivíduo de compreender sua condição, avaliar consequências de seus atos e tomar decisões adequadas.
Na psiquiatria forense, o exame do estado mental não é interpretado isoladamente. O perito integra os achados com história clínica, documentos médicos, informações complementares, evolução dos sintomas, funcionamento global e contexto jurídico, evitando conclusões baseadas apenas em um momento pontual da avaliação.
Dessa forma, o exame do estado mental auxilia na análise de aspectos como transtornos mentais, transtornos de personalidade, ansiedade, depressão, transtornos de humor, capacidade civil, responsabilidade penal e funcionamento psicossocial, contribuindo para uma conclusão pericial técnica, ética e fundamentada.
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O que é simulação e por que sua identificação é importante na psiquiatria forense?
O que é simulação e por que sua identificação é importante na psiquiatria forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A simulação na psiquiatria forense refere-se à produção intencional ou ao exagero consciente de sintomas físicos, psicológicos ou comportamentais com o objetivo de obter algum tipo de benefício externo, como vantagens legais, financeiras, afastamento de responsabilidades ou outros ganhos secundários. Ela não é considerada um transtorno mental, mas uma condição ou comportamento relevante no contexto pericial.
A identificação da simulação é importante porque a avaliação psiquiátrica forense possui implicações jurídicas e sociais significativas. O perito precisa diferenciar sintomas genuínos de possíveis apresentações fabricadas ou ampliadas, garantindo que suas conclusões sejam baseadas em evidências e não apenas em relatos isolados.
A investigação envolve a análise de diversos elementos, como coerência entre história e comportamento observado, evolução dos sintomas, registros médicos prévios, funcionamento global, inconsistências internas do relato, resposta durante a entrevista e informações de fontes complementares. Nenhum sinal isolado confirma simulação; a conclusão exige uma avaliação integrada e cuidadosa.
Também é fundamental diferenciar simulação de situações como transtornos factícios, nos quais o indivíduo produz sintomas por uma necessidade psicológica de assumir o papel de doente, e de quadros psiquiátricos reais nos quais podem existir dificuldades de descrição, memória ou interpretação dos sintomas.
Na prática forense, o objetivo não é desqualificar o sofrimento relatado pelo avaliado, mas realizar uma análise técnica e imparcial. A investigação adequada da simulação contribui para decisões mais justas em contextos como capacidade civil, responsabilidade penal, benefícios previdenciários, avaliações trabalhistas e perícias judiciais, mantendo os princípios éticos da psiquiatria forense.
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Quais são os elementos analisados durante um exame do estado mental em contexto forense?
Quais são os elementos analisados durante um exame do estado mental em contexto forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No contexto da psiquiatria forense, o exame do estado mental (EEM) é uma avaliação sistemática do funcionamento psíquico atual do examinando, buscando identificar alterações cognitivas, emocionais, comportamentais e psicopatológicas que possam ter relevância para questões legais. Ele não avalia apenas a presença de um transtorno mental, mas também como essas alterações podem influenciar a compreensão da realidade, o comportamento e a capacidade funcional do indivíduo.
Os principais elementos analisados incluem:
1. Aparência e comportamento: observa-se higiene, vestimenta, postura, contato visual, atitude durante a entrevista, cooperação, agitação, retraimento, impulsividade ou comportamentos incomuns. A forma como o indivíduo se apresenta pode fornecer informações sobre funcionamento psíquico e controle comportamental.
2. Nível de consciência e orientação: avalia-se se o paciente está alerta e orientado em relação a tempo, espaço e pessoa. Alterações podem ocorrer em quadros como intoxicações, delirium, transtornos neurológicos ou estados confusionais.
3. Atenção e concentração: investiga-se a capacidade de manter foco, acompanhar a entrevista e realizar tarefas cognitivas simples, aspectos importantes para avaliar funcionamento mental e consistência do relato.
4. Memória e funções cognitivas: são analisadas memória recente e remota, capacidade de aprendizado, raciocínio, abstração, inteligência estimada e funcionamento executivo, incluindo planejamento, julgamento e controle de impulsos.
5. Humor e afeto: avaliam-se estado emocional predominante, intensidade e adequação das respostas afetivas, presença de sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, labilidade emocional ou embotamento afetivo.
6. Pensamento: inclui a análise do curso (velocidade, organização e coerência) e do conteúdo (delírios, ideias obsessivas, pensamentos de culpa, ideação suicida, preocupações excessivas ou alterações relacionadas à realidade).
7. Sensopercepção: investiga-se a presença de alucinações, ilusões ou outras alterações perceptivas, diferenciando fenômenos psicóticos de experiências relacionadas a ansiedade, traumas ou outras condições.
8. Juízo crítico e insight: avalia-se a capacidade do indivíduo de compreender sua situação, reconhecer possíveis problemas, avaliar consequências de seus atos e refletir sobre seu comportamento.
9. Impulsividade e controle de comportamentos: aspecto especialmente relevante em avaliações forenses, incluindo análise de agressividade, automutilação, uso de substâncias, tomada de decisões e capacidade de controle dos impulsos.
10. Confiabilidade do relato: o perito avalia a consistência das informações fornecidas, possíveis contradições, exageros, omissões ou influência de fatores externos, sempre considerando que inconsistências não significam automaticamente simulação.
No contexto forense, o exame do estado mental deve ser integrado à história clínica, documentos disponíveis, entrevistas complementares e análise do funcionamento global, permitindo uma conclusão técnica sobre aspectos como capacidade civil, responsabilidade penal, risco, necessidade de tratamento e impacto de transtornos psiquiátricos.
A avaliação psiquiátrica forense busca diferenciar condições como transtornos de personalidade, transtornos de humor, depressão, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, transtornos psicóticos, TDAH em adultos e transtornos relacionados ao uso de substâncias, sempre considerando a relação entre sintomas, funcionamento e a questão jurídica avaliada.
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Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense está no objetivo da avaliação. Enquanto a entrevista clínica busca principalmente compreender o sofrimento do paciente e estabelecer um plano terapêutico, a entrevista forense tem como finalidade responder a uma questão jurídica específica, mantendo uma postura técnica, imparcial e fundamentada.
Na entrevista psiquiátrica clínica, o foco é o cuidado do paciente. O psiquiatra investiga sintomas, história de vida, antecedentes pessoais e familiares, funcionamento emocional, relações interpessoais, uso de substâncias e impacto dos sintomas na rotina. O objetivo é formular hipóteses diagnósticas, estabelecer uma relação terapêutica e indicar intervenções para melhora da saúde mental.
Já na entrevista psiquiátrica forense, o profissional atua como avaliador, e não como terapeuta. O objetivo não é tratar, mas analisar aspectos relevantes para a Justiça, como capacidade civil, imputabilidade penal, risco, capacidade de entendimento e determinação, dano psíquico ou influência de transtornos mentais sobre determinados comportamentos. O psiquiatra forense deve manter neutralidade, avaliando tanto informações que favorecem quanto aquelas que contradizem determinada hipótese.
Outra diferença importante está na relação profissional-paciente. Na prática clínica, há uma relação baseada em confiança e confidencialidade terapêutica, com foco no benefício do paciente. Na avaliação forense, a pessoa avaliada deve ser informada de que as informações coletadas poderão compor um laudo ou parecer destinado ao sistema judicial, e a confidencialidade possui limites relacionados ao objetivo pericial.
Além disso, a entrevista forense costuma exigir maior investigação de consistência do relato, comportamento observado, documentos, histórico legal, registros médicos e informações de terceiros, pois o objetivo é produzir uma análise técnica baseada em múltiplas fontes.
Assim, a psiquiatria clínica busca responder: “Qual é o diagnóstico e como podemos ajudar este paciente?”. A psiquiatria forense busca responder: “Existe uma condição psiquiátrica relevante e qual sua relação com a questão jurídica avaliada?”.
Ambas utilizam conhecimentos da psiquiatria, incluindo avaliação de transtornos de personalidade, depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtornos psicóticos, TDAH em adultos e uso de substâncias, porém com finalidades, métodos e responsabilidades profissionais diferentes.
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O que é uma avaliação psiquiátrica forense e qual seu objetivo?
O que é uma avaliação psiquiátrica forense e qual seu objetivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psiquiátrica forense é uma avaliação especializada realizada por um psiquiatra com atuação pericial, com o objetivo de analisar aspectos relacionados à saúde mental de uma pessoa dentro de um contexto jurídico. Diferentemente da consulta clínica, que tem como foco principal o diagnóstico e o tratamento, a perícia busca responder questões técnicas solicitadas pela Justiça ou por instituições.
Seu objetivo é avaliar o funcionamento psíquico do indivíduo e sua relação com a situação jurídica em análise. O perito investiga aspectos como capacidade de entendimento, autodeterminação, controle dos impulsos, julgamento crítico, tomada de decisões, funcionamento cognitivo, capacidade laboral e impacto dos transtornos mentais na vida pessoal e social.
A avaliação envolve entrevista psiquiátrica detalhada, exame do estado mental, análise de documentos médicos, histórico pessoal e familiar, tratamentos anteriores e, quando necessário, informações complementares. O diagnóstico psiquiátrico é considerado, mas não é o único elemento analisado; o foco principal é compreender o funcionamento global da pessoa e o grau de prejuízo causado pelos sintomas.
Em casos envolvendo transtornos como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), por exemplo, o perito avalia como características como instabilidade emocional, impulsividade, dificuldade de regulação emocional, medo de abandono, conflitos interpessoais e comportamentos de risco podem influenciar o funcionamento do indivíduo, sem presumir automaticamente incapacidade ou falta de responsabilidade.
Também são considerados sintomas associados, como depressão, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e TDAH em adultos, quando presentes.
Assim, o objetivo final da psiquiatria forense é fornecer uma análise técnica, imparcial e fundamentada, auxiliando decisões judiciais por meio da compreensão da relação entre saúde mental, comportamento e contexto jurídico.
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Faço uso do risperidona de 2mg e carbonato de lítio de 600mg a há 10 meses. Com 3 meses de uso apre
Faço uso do risperidona de 2mg e carbonato de lítio de 600mg a há 10 meses.
Com 3 meses de uso apresentei esquecimento ao ler.Eu leio e depois esqueço o que acabei de ler, só vim perceber que foi o um dos remédio depois de 6 meses que alguem me relatou sobre isso.
Qual deles podem estar me causando isso ou é a junção do dois junto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade de reter informações durante a leitura que você descreve pode estar relacionada ao tratamento, mas também pode ter outras causas associadas ao próprio transtorno de base, sono, ansiedade, estresse ou alterações cognitivas. Tanto a risperidona quanto o carbonato de lítio podem, em algumas pessoas, influenciar a cognição, mas por mecanismos diferentes.
O carbonato de lítio é um dos medicamentos mais associados a queixas cognitivas, podendo causar em alguns pacientes:
Sensação de lentificação do pensamento;
Dificuldade de concentração;
Redução da velocidade de processamento de informações;
Sensação de “mente mais lenta”.
Esses efeitos podem ser mais perceptíveis quando os níveis séricos do lítio estão acima da faixa adequada, por isso é importante manter o acompanhamento com exames de litemia conforme orientação médica, além de avaliar função renal e tireoide.
A risperidona 2 mg também pode contribuir em algumas pessoas, principalmente por seus efeitos sobre dopamina e pelo potencial de causar sedação, redução de energia ou sensação de lentificação. Porém, em muitos pacientes ela melhora a organização do pensamento quando há sintomas como agitação, impulsividade ou sintomas psicóticos.
A combinação dos dois medicamentos pode contribuir para essa percepção, especialmente se houver:
Sonolência ou sono não reparador;
Redução da energia;
Ansiedade ou depressão associadas;
Dose acima da necessária para o momento atual.
É importante não suspender ou reduzir as medicações sozinho, pois elas provavelmente foram prescritas para estabilização do quadro psiquiátrico. O ideal é conversar com o psiquiatra sobre essa queixa e avaliar:
Há quanto tempo o sintoma começou em relação ao início dos medicamentos;
Nível sanguíneo do lítio;
Possibilidade de ajuste de dose ou horário;
Presença de outros fatores que podem afetar memória e atenção.
Uma pergunta importante: você usa o lítio para transtorno bipolar ou outra condição? E essa dificuldade de leitura é mais uma sensação de “eu leio e não consigo guardar a informação” ou você também percebe esquecimento em conversas, compromissos e atividades do dia a dia?
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Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A retirada da buprenorfina deve ser individualizada, especialmente após uso prolongado, porque a redução rápida pode provocar sintomas de abstinência, como ansiedade, irritabilidade, insônia, sudorese, dores musculares, náuseas e alterações gastrointestinais. Não existe um único esquema de desmame adequado para todos. A redução costuma ser gradual, com acompanhamento médico e ajustes conforme sintomas e duração do tratamento. O psiquiatra ou médico responsável pode estabelecer um plano seguro, reduzindo o risco de abstinência e recaída.
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Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansieda
Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansiedade, nada de melhor.
Devo continuar o uso?
Retorno da consulta só para 30 dias.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira semana de uso da sertralina, é relativamente comum ocorrerem alguns efeitos de adaptação, como cefaleia, sensação de cabeça “zonza”, alteração da percepção dos pensamentos, aumento transitório da ansiedade, inquietação, náuseas ou alteração do sono. Esses sintomas podem acontecer porque o sistema nervoso ainda está se ajustando à mudança na serotonina.
O fato de você ainda não sentir melhora da ansiedade com poucos dias de uso é esperado. A sertralina geralmente começa a apresentar benefícios mais perceptíveis após 2 a 4 semanas, e o efeito terapêutico mais completo costuma ser avaliado entre 6 e 8 semanas de tratamento, dependendo do quadro e da dose.
Em geral, quando os efeitos são leves e toleráveis, costuma-se manter o uso conforme a prescrição e reavaliar a evolução. Porém, não é necessário esperar 30 dias se os sintomas forem intensos: você pode entrar em contato com o consultório antes do retorno para relatar a adaptação e confirmar a conduta.
Procure avaliação mais rapidamente se houver piora importante da ansiedade, agitação intensa, pensamentos de autoagressão, confusão importante, sintomas muito diferentes do habitual ou reação alérgica.
Se puder informar qual dose de sertralina iniciou (25 mg, 50 mg ou outra), qual o diagnóstico (ansiedade, depressão, crise de pânico, TOC etc.) e se começou direto ou aumentou gradualmente, consigo contextualizar melhor esses sintomas iniciais.
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Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a med
Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a medicação sozinha, me senti bem, mas a mais ou menos um mês atrás comecei a ficar ansiosa de novo e passei com um outro profissional para me ajudar. Me foi prescrito o Escitalopram 10mg porém o mesmo me fez muito mal. Eu durmo e acordo de madrugada passando mal, no primeiro dia senti o peito queimando, meu coração acelerou, fiquei com a boca seca, falta de ar e fraqueza. Estou com tremedeira, sinto os dentes batendo como se estivesse com frio, as vezes tenho leves espasmos, náuseas, sensação de tontura ou de cabeça flutuando, dor/pressão na região do peito e boca do estômago, uma diarreia muito líquida e (não sei se foi o remédio) mas minha sinusite atacou (li na bula que o remédio podia causar isso também). Devo me preocupar em relação a esses sintomas? Vou retornar com o médico que passava mas queria tirar essa dúvida antes.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns dos sintomas descritos, como náusea, tremor, boca seca, tontura, alteração do sono, ansiedade e sensação de inquietação, podem ocorrer no início do tratamento com escitalopram e, em muitos pacientes, tendem a diminuir progressivamente nas primeiras semanas. Entretanto, dor ou pressão no peito, falta de ar importante, desmaio, reação alérgica ou sintomas intensos não devem ser automaticamente atribuídos à adaptação ao medicamento. Como você apresentou diversos sintomas após reiniciar o escitalopram, é importante comunicar o médico que o prescreveu antes de continuar ou modificar o tratamento. Em algumas pessoas, o início pode ser feito de maneira mais gradual, mas essa decisão deve ser individualizada pelo psiquiatra.
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Durante um mês e meio tomei a Venlafaxina, tive de deixar porque tinha efeitos colaterais, tensão ar
Durante um mês e meio tomei a Venlafaxina, tive de deixar porque tinha efeitos colaterais, tensão arterial alta… agora passado um mês de deixar esse antidepressivo comecei a sentir ansiedade, ataques de pânico… não quero mais tomar nada. Isto vai passar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A suspensão da venlafaxina pode, em algumas pessoas, ser seguida por um período de readaptação do organismo. Como você usou por cerca de um mês e meio e interrompeu há aproximadamente um mês, é possível que parte dos sintomas atuais esteja relacionada à retirada ou ao retorno do quadro que motivou o tratamento inicialmente, como ansiedade e ataques de pânico.
A venlafaxina é um antidepressivo que atua principalmente nos sistemas de serotonina e noradrenalina. Quando ela é retirada, algumas pessoas apresentam sintomas de descontinuação (como ansiedade, irritabilidade, tontura, alterações do sono e mal-estar), enquanto outras podem apresentar uma recorrência dos sintomas ansiosos após a suspensão, especialmente quando o transtorno ainda não estava totalmente controlado.
É compreensível que você esteja receoso de iniciar outra medicação após ter apresentado efeitos como aumento da pressão arterial. Porém, existem diferentes opções de tratamento para ansiedade, crises de pânico e transtornos de ansiedade, com perfis de efeitos adversos variados. Além da medicação, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem boa evidência para reduzir crises de pânico e pensamentos ansiosos.
Não é possível afirmar que os sintomas irão simplesmente desaparecer, pois depende da causa e da evolução individual. Se as crises estão voltando, causando sofrimento ou limitando sua rotina, vale conversar novamente com o psiquiatra para discutir alternativas mais adequadas e seguras, inclusive opções com menor impacto cardiovascular.
Se puder informar qual era o diagnóstico (transtorno de pânico, ansiedade generalizada, depressão ou outro), qual dose de venlafaxina usava e como foi feita a retirada, é possível entender melhor se o quadro parece mais com retirada do medicamento ou retorno da ansiedade.
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Bom dia! Pode usar longjack 400mg tomando escitalopram 10mg?
Bom dia!
Pode usar longjack 400mg tomando escitalopram 10mg?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é possível considerar o uso de longjack (Eurycoma longifolia) junto ao escitalopram como uma combinação comprovadamente segura. Suplementos podem apresentar variações de composição, concentração e qualidade, além de possuírem efeitos farmacológicos e possíveis interações que nem sempre são bem estudados. O escitalopram atua sobre o sistema serotoninérgico, e qualquer suplemento associado ao tratamento psiquiátrico deve ser informado ao médico. Se a intenção do uso do longjack for melhorar libido, energia, desempenho físico ou testosterona, existem alternativas de investigação e tratamento com maior respaldo científico. Recomendo conversar com o psiquiatra antes de iniciar o suplemento, especialmente se houver ansiedade, insônia, palpitações ou outros sintomas.
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Eu sou uma uma pessoa extremamente ansiosa, já tomei sertralina por um tempo e parei por conta. Eu e
Eu sou uma uma pessoa extremamente ansiosa, já tomei sertralina por um tempo e parei por conta. Eu estava com dor nas costas, costelas, a médica viu meus brônquios fechados e me passou prednisona, tomei a injeção e por dois dias seguidos tomei 20mg de comprimido. Fora isso também usei por 3 dias , de 6 em 6 horas a bombinha com salbutamol e um xarope de dexclorfeniramina malato por 3 dias, durante 6 e 6 horas, 5 ml de manhã e 10ml a noite. Agora faz quase três dias sem o uso dos medicamentos e eu não consigo dormir absolutamente nada, a insônia é extrema. Os médicos falaram que a prednisona não causa insônia, ninguém quer me escutar ou entender, está difícil. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A prednisona pode, sim, provocar insônia, agitação, ansiedade e alteração do humor em algumas pessoas, especialmente durante o uso de corticosteroides sistêmicos. O salbutamol também pode causar tremor, palpitação e sensação de inquietação, que podem dificultar o sono. Portanto, não é correto afirmar que a prednisona nunca causa insônia. Mesmo após a suspensão, o sono pode permanecer alterado por algum tempo, dependendo da dose, duração do tratamento e sensibilidade individual. Como você relata insônia extrema há vários dias, é importante realizar avaliação médica, sobretudo se houver agitação intensa, alteração importante do comportamento, confusão ou pensamentos de autoagressão. Evite iniciar medicamentos para dormir por conta própria.
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Entre idas e vindas a médicos, psicólogos e psiquiatras, foi receitado o Venlafaxina 75mg, duas veze
Entre idas e vindas a médicos, psicólogos e psiquiatras, foi receitado o Venlafaxina 75mg, duas vezes ao dia (150mg diárias).
Agora estou sem acompanhamento médico, desmame horrível.
Como aliviar os sintomas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está relatando é bastante compatível com a síndrome de descontinuação da venlafaxina, principalmente quando a redução ou suspensão acontece sem um acompanhamento adequado. A venlafaxina é um antidepressivo que pode causar sintomas de retirada com relativa frequência, especialmente em doses como 150 mg/dia (75 mg duas vezes ao dia), porque o organismo se adapta à presença contínua da medicação.
Os sintomas podem incluir tontura, sensação de choques ou “descargas elétricas” na cabeça, náuseas, dor de cabeça, fadiga, irritabilidade, ansiedade intensa, alteração do sono, choro fácil, dificuldade de concentração e mal-estar físico. Muitas pessoas descrevem o desmame como uma experiência muito desconfortável.
Para aliviar, algumas medidas podem ajudar: manter boa hidratação, alimentação regular mesmo que em pequenas quantidades, evitar excesso de álcool e cafeína, manter rotina de sono e atividades leves (como caminhadas). Técnicas de respiração e psicoterapia também podem auxiliar no controle da ansiedade durante essa fase.
Porém, como você está sem acompanhamento médico, o mais seguro é tentar retomar contato com um psiquiatra ou clínico para orientar a retirada. Em muitos casos, o desmame precisa ser mais lento e gradual, às vezes com reduções menores e intervalos maiores entre as mudanças, justamente para diminuir esses sintomas. Não é recomendado voltar, reduzir ou suspender doses por conta própria sem orientação.
A duração varia: algumas pessoas melhoram em dias a poucas semanas, enquanto outras podem apresentar sintomas por mais tempo, principalmente quando a retirada foi mais rápida. Também é importante diferenciar sintomas de descontinuação do retorno da condição que levou ao uso, como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout ou transtornos de humor.
Se estiver com pensamentos de se machucar, piora intensa do sofrimento, incapacidade de funcionar no dia a dia ou sintomas muito intensos, procure atendimento médico o quanto antes.
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Boa tarde,estou tomando o inseris xr 150,e a quiatipina25mg...mais estou com muita dificuldade de le
Boa tarde,estou tomando o inseris xr 150,e a quiatipina25mg...mais estou com muita dificuldade de levantar, uma moleza,dor no corpo, tontura, isso e normal?tem seis dias
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve podem acontecer no início do uso de Inseris XR 150 mg e quetiapina 25 mg, especialmente com apenas 6 dias de tratamento. A quetiapina, mesmo em doses baixas, pode causar em algumas pessoas sonolência, sensação de “corpo pesado”, tontura, lentificação e dificuldade para despertar pela manhã. Já o Inseris XR (dependendo do princípio ativo da apresentação) também pode contribuir para sintomas como cansaço, tontura e mal-estar durante o período de adaptação.
Em muitas pessoas, esses efeitos melhoram gradualmente nas primeiras semanas, conforme o organismo se adapta. Porém, a intensidade varia bastante, e é importante avaliar se a sonolência e a moleza estão comprometendo sua rotina ou se estão piorando.
Não interrompa as medicações por conta própria. O ideal é informar ao psiquiatra que prescreveu, pois pode ser necessário ajustar dose, horário de tomada ou a combinação dos medicamentos. A avaliação deve considerar também o motivo do tratamento, como ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor, irritabilidade, crises de ansiedade ou outros sintomas psiquiátricos.
Procure atendimento mais rapidamente se houver desmaios, confusão importante, falta de ar, reação alérgica, pensamentos de autoagressão ou piora intensa do estado geral.
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Pode tomar chá de guaco tomando ecitalopram? Tomo ecitalopram pela manhã e tomei o chá a noite
Pode tomar chá de guaco tomando ecitalopram?
Tomo ecitalopram pela manhã e tomei o chá a noiteRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não há uma interação importante conhecida entre o chá de guaco e o escitalopram quando usados nas doses habituais. O fato de você tomar o escitalopram pela manhã e o chá de guaco à noite também reduz a chance de algum efeito relacionado ao horário.
O escitalopram é um antidepressivo utilizado principalmente para ansiedade, depressão, crises de ansiedade e transtornos de humor, enquanto o guaco é uma planta tradicionalmente usada para auxiliar em sintomas respiratórios, especialmente tosse com secreção.
Apesar de não haver uma contraindicação comum, é importante ter alguns cuidados:
evite exagerar na quantidade de chá ou usar extratos concentrados sem orientação;
observe se ocorre algum sintoma diferente, como tontura, sonolência excessiva, mal-estar ou alteração do humor;
informe ao seu médico sobre o uso de fitoterápicos, principalmente se utiliza outros medicamentos.
Se você usa outros remédios além do escitalopram (por exemplo, ansiolíticos, antidepressivos, remédios para dormir ou estabilizadores de humor), vale avaliar a combinação completa.
Você está usando o escitalopram para ansiedade, depressão ou crises de pânico? E o chá de guaco foi para tosse/resfriado ou por outro motivo?
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existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?
existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e possui importante ação no metabolismo de alguns medicamentos pelo fígado. Já o Kaloba® (Pelargonium sidoides) e o Imunoflan® são produtos utilizados principalmente para sintomas respiratórios, mas a quantidade de estudos sobre interações desses produtos com antidepressivos é limitada.
Até o momento, não há uma interação medicamentosa bem estabelecida entre fluvoxamina e Kaloba/Imunoflan que contraindique automaticamente o uso conjunto. Porém, como a fluvoxamina pode interagir com diversas substâncias e alguns fitoterápicos/suplementos podem ter composição variável, é importante utilizar esses produtos com orientação profissional, principalmente se houver outros medicamentos em uso.
Também é importante observar qualquer mudança após iniciar a combinação, como aumento de ansiedade, agitação, insônia, irritabilidade, tremores ou alterações de humor.
Se a fluvoxamina foi prescrita para condições como transtorno de ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), crises de ansiedade ou pensamentos intrusivos, mantenha o acompanhamento com o psiquiatra e informe sempre o uso de medicamentos, fitoterápicos e suplementos.
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De que forma a instabilidade afetiva do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) difere da reati
De que forma a instabilidade afetiva do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) difere da reatividade emocional observada em indivíduos sem transtorno de personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença principal está na intensidade, duração, frequência e impacto funcional das alterações emocionais. Indivíduos sem transtorno de personalidade podem apresentar reatividade emocional, ou seja, responder de forma intensa a eventos importantes, como perdas, conflitos, críticas ou situações de estresse. Entretanto, geralmente conseguem recuperar o equilíbrio emocional, manter uma percepção mais estável de si mesmos e adaptar suas respostas ao contexto.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a instabilidade afetiva tende a ser mais intensa, rápida e persistente, com dificuldade significativa de regular as emoções. Pequenos gatilhos interpessoais, como uma mudança de comportamento de alguém próximo, uma sensação de rejeição ou medo de abandono, podem desencadear respostas emocionais desproporcionais, com ansiedade intensa, raiva, angústia ou sensação de vazio.
Na avaliação clínica e forense, alguns aspectos ajudam na diferenciação:
Amplitude da reação: no TPB, as emoções podem atingir níveis extremos em relação ao estímulo desencadeante.
Velocidade das mudanças emocionais: há oscilações marcantes de humor em períodos curtos, frequentemente associadas a eventos relacionais.
Dificuldade de autorregulação: a pessoa pode ter grande dificuldade para reduzir a intensidade emocional sem ajuda externa.
Padrão repetitivo e crônico: não é apenas uma reação pontual, mas um modo persistente de funcionamento.
Prejuízo funcional: as oscilações emocionais podem comprometer relacionamentos, trabalho, tomada de decisões e autoestima.
Na psiquiatria forense, é fundamental evitar interpretar toda reação emocional intensa como TPB. O diagnóstico depende de um padrão amplo envolvendo outros aspectos da personalidade, como instabilidade nos relacionamentos, alterações da autoimagem, impulsividade, medo de abandono, sensação de vazio e possíveis sintomas dissociativos, sempre considerando história de vida e funcionamento global.
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Quais são os principais elementos clínicos que diferenciam o Transtorno de Personalidade Borderline
Quais são os principais elementos clínicos que diferenciam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de um perfil de elevada sensibilidade emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e uma elevada sensibilidade emocional podem apresentar algumas semelhanças, como sentir emoções intensas, maior reatividade a críticas ou necessidade de vínculos afetivos profundos. Entretanto, a diferença principal está no grau de prejuízo, na instabilidade dos padrões emocionais e comportamentais e na presença de características específicas do transtorno.
No TPB, observa-se um padrão persistente de instabilidade emocional intensa, dificuldade de regulação dos afetos, medo de abandono, relações interpessoais marcadas por idealização e desvalorização, impulsividade, alterações importantes da autoimagem, comportamentos autolesivos ou pensamentos suicidas em alguns casos, além de possíveis sintomas dissociativos. As emoções tendem a ser muito intensas e podem levar a mudanças rápidas no comportamento e na percepção dos relacionamentos.
Já uma pessoa com elevada sensibilidade emocional pode sentir emoções profundas, empatia aumentada e maior impacto diante de situações sociais, mas geralmente mantém maior estabilidade da identidade, capacidade de autorregulação e relações mais consistentes. A sensibilidade emocional, por si só, não representa um transtorno psiquiátrico.
A avaliação por um psiquiatra é fundamental para diferenciar TPB de condições como transtorno de ansiedade, depressão, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, permitindo um diagnóstico adequado e um plano terapêutico individualizado.
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E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando
E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a fluoxetina pode causar queimação no estômago, azia ou desconforto gastrointestinal, mesmo após algumas semanas de uso. Esse tipo de efeito ocorre porque os antidepressivos da classe dos ISRS podem influenciar a atividade da serotonina no trato gastrointestinal, podendo provocar sintomas como náuseas, refluxo, dor abdominal, alteração do hábito intestinal ou sensação de irritação gástrica.
Embora muitos efeitos gastrointestinais apareçam mais no início do tratamento e melhorem com a adaptação do organismo, algumas pessoas podem continuar apresentando sintomas após 2 a 4 semanas. Também é importante avaliar se a queimação está relacionada a outros fatores, como alimentação, café, álcool, uso de anti-inflamatórios, refluxo pré-existente, estresse ou ansiedade.
Algumas medidas podem ajudar, como tomar a medicação conforme orientação médica, observar se há relação com o horário da tomada e evitar deitar logo após refeições ou após tomar medicamentos. Não é recomendado suspender a fluoxetina por conta própria, pois o tratamento precisa ser avaliado considerando os benefícios e os efeitos adversos.
Converse com o psiquiatra que acompanha o tratamento se a queimação for intensa, persistente ou estiver piorando. O médico poderá avaliar se é necessário algum ajuste ou investigar outras causas do sintoma.
Também é importante observar a evolução dos sintomas tratados pela medicação, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.
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Eu vinha tratando sd do pânico com a dose de 225mg, bem estabilizada e com a
Eu vinha tratando sd do pânico com a dose de 225mg, bem estabilizada e com a ansiedade super controlada. na semana passada, tive uma vasovagal no estádio que foi o gatilho para uma nova crise de ansiedade. minha psiquiatra orientou tomar o alprazolam 0,25mg 2x ao dia até melhorar dos sintomas ansiosos. hoje estou no 7° dia desde o ajuste, vinha evoluindo bem, conseguindo ir trabalhar, acordando sem angústia e menos taquicardica, e o apetite havia começado a normalizar. mas ontem eu tive um “susto”, como um princípio de crise, próximo ao horário de tomar a dose da noite, por ter ficado sozinha em casa. depois de tomar, fiquei tranquila, consegui dormir, mas hoje acordei mais taquicardia e apreensiva pelo episódio da noite anterior. ela me disse pra manter da mesma forma e aguardar mais uns dias. é normal no 7° dia essa oscilação e ainda apresentar esses sintomas ansiosos? com quantos dias é esperado que eles cessem e a venla volta a assumir o controle?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a oscilação que você descreve pode ser compatível com uma fase de recuperação e readaptação após um gatilho de ansiedade, mesmo estando em tratamento e já tendo boa resposta anteriormente. Em pessoas com transtorno do pânico, um evento físico intenso ou assustador, como uma síncope vasovagal, pode funcionar como um gatilho, pois o cérebro pode interpretar as sensações corporais (taquicardia, tontura, fraqueza, sensação de desmaio) como uma ameaça, reativando o ciclo de medo e vigilância dos sintomas.
O fato de você ter apresentado melhora progressiva — voltar a trabalhar, acordar com menos angústia, redução da taquicardia e retorno do apetite — é um sinal positivo. Ter um episódio isolado de aumento da ansiedade no 7º dia não significa necessariamente uma piora do tratamento ou perda do efeito da venlafaxina. A recuperação do transtorno do pânico costuma ocorrer de forma gradual, com alguns dias melhores e outros com maior sensibilidade aos sintomas.
O alprazolam costuma ter efeito ansiolítico mais rápido, ajudando no controle dos sintomas enquanto o tratamento de base mantém seu efeito. Já a venlafaxina 225 mg, que você já utilizava com estabilidade, continua atuando, mas após um gatilho importante pode levar um período para que a sensação de segurança e controle emocional seja restabelecida. Muitas vezes, essa estabilização ocorre ao longo de algumas semanas, e não necessariamente em poucos dias.
Continue seguindo a orientação da sua psiquiatra e evite ajustar doses por conta própria. Também é importante trabalhar a interpretação dos sintomas físicos, pois a preocupação constante com taquicardia, medo de nova crise e vigilância corporal pode manter a ansiedade ativa. A psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, pode auxiliar bastante nesses casos.
Procure reavaliação antes do previsto se houver piora progressiva, crises muito intensas e frequentes, incapacidade de realizar atividades básicas ou surgimento de pensamentos de autoagressão. O manejo adequado do transtorno do pânico, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia e transtornos de humor costuma envolver uma combinação de tratamento medicamentoso, acompanhamento psiquiátrico e estratégias psicológicas.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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