Perguntas do paciente (917)

  • Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas m

    Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas mas começar outra vez antidepressivos? O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A suspensão da sertralina 50 mg pode causar sintomas de descontinuação em algumas pessoas, principalmente quando a retirada é feita de forma abrupta ou após uso contínuo. Náuseas, dores de cabeça, tontura, sensação de mal-estar, ansiedade aumentada, irritabilidade e alterações do sono podem ocorrer e geralmente aparecem nos primeiros dias após parar o medicamento.

    Isso não significa necessariamente que você precisa iniciar outro antidepressivo imediatamente. O primeiro passo é conversar com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar há quanto tempo você usava a sertralina, como ela foi suspensa, o motivo da interrupção e se os sintomas são de retirada ou retorno da condição tratada.

    Em alguns casos, o médico pode orientar uma retomada da sertralina e uma retirada mais gradual; em outros, pode avaliar uma troca para outro medicamento. Essa decisão depende da sua história clínica e não deve ser feita por conta própria.

    Enquanto aguarda orientação, algumas medidas podem ajudar no desconforto, como manter boa hidratação, alimentação regular, evitar excesso de cafeína e tentar preservar uma rotina de sono. Procure atendimento mais rapidamente se houver sintomas intensos, como confusão, desmaio, piora importante do estado emocional ou pensamentos de autoagressão.

    Também é importante observar se houve retorno de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, pois isso ajuda o psiquiatra a diferenciar retirada do medicamento de uma possível recaída.

    Se puder informar há quanto tempo tomava sertralina, há quantos dias parou e se parou de uma vez ou fez redução da dose, consigo explicar melhor o que pode estar acontecendo.


  • Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo

    Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo para o próximo dia? E se for 1h depois, 3h depois, 9h depois, 12h depois? Quando sei que não é pra eu tomar outro? Porque a bula do remédio diz para tomar assim que lembrar mas também para não tomar dois "juntos" caso esqueça.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A orientação geral para a venlafaxina (Efexor) é tomar a dose esquecida assim que lembrar, desde que ainda não esteja próximo do horário da próxima dose. O motivo é que a venlafaxina possui uma meia-vida relativamente curta e algumas pessoas podem sentir sintomas de retirada ou desconforto quando há atrasos prolongados.

    Como o melhor manejo depende do horário habitual e da formulação (por exemplo, Efexor XR de liberação prolongada ou comprimido de liberação imediata), não existe uma regra universal em horas, mas uma orientação prática costuma ser:

    Atraso de 1 hora: geralmente toma normalmente.
    Atraso de 3 horas: geralmente toma normalmente.
    Atraso de 6 horas: em muitos casos ainda pode ser tomada, principalmente se a próxima dose estiver longe.
    Atraso de 9 horas: depende do horário da próxima dose; pode ser necessário avaliar se vale a pena tomar ou aguardar.
    Atraso de 12 horas: frequentemente já está próximo demais da próxima dose (especialmente se for uso uma vez ao dia), e muitas vezes é mais seguro pular e retomar no horário habitual.

    A regra mais importante é: não dobrar a dose para compensar o esquecimento. Tomar duas doses próximas pode aumentar o risco de efeitos adversos, como náuseas, tontura, agitação, aumento da pressão, palpitações e outros sintomas.

    Exemplo: se você toma às 8h da manhã e lembra às 14h (6 horas depois), provavelmente ainda há bastante tempo até a próxima dose. Já se lembra às 20h, quando faltam poucas horas para o dia seguinte, a conduta pode ser diferente.

    Como você usa 150 mg, uma dose relativamente significativa, vale confirmar com seu psiquiatra a orientação específica para o seu caso, principalmente se você já percebe sintomas quando atrasa a medicação.

    Se você me disser:

    se é Efexor XR 150 mg (uma vez ao dia) ou outra apresentação;
    qual horário costuma tomar;
    se é todo dia ou mais de uma dose ao dia;

    posso ajudar a montar uma orientação mais precisa para os esquecimentos.


  • Estou a tomar escitalopram 10mg de manhã e alprazolam 3mg de manhã e alpha 3mg à noite mais ou menos

    Estou a tomar escitalopram 10mg de manhã e alprazolam 3mg de manhã e alpha 3mg à noite mais ou menos à 3 meses e hoje à noite enganei me e em vez de tomar 3mg de alprazolam tomei o escitalopram 10mg .
    E agora?
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Pelo que você descreveu, você tomou uma dose extra de escitalopram 10 mg à noite no lugar do alprazolam 3 mg noturno. Em geral, uma dose isolada adicional de escitalopram nessa quantidade não costuma causar uma intoxicação grave na maioria das pessoas, mas pode aumentar a chance de alguns efeitos como náusea, tontura, dor de cabeça, inquietação, sonolência ou alteração do sono.

    O ponto mais importante agora é que você ficou sem tomar o alprazolam da noite, e como usa 3 mg à noite há cerca de 3 meses, a suspensão abrupta pode causar sintomas em algumas pessoas, como ansiedade, agitação, insônia, tremores ou mal-estar. Por isso, não é recomendado fazer ajustes por conta própria sem orientação.

    O ideal é:

    Não tomar outra dose de escitalopram para “compensar” amanhã; siga o esquema habitual orientado pelo seu médico.
    Entre em contato com seu psiquiatra ou serviço de orientação médica para saber como proceder com o alprazolam de hoje, especialmente pela dose utilizada.
    Evite álcool ou outros medicamentos sedativos até esclarecer a situação.

    Procure atendimento de urgência se apresentar sintomas importantes como confusão intensa, desmaio, convulsão, agitação extrema, febre, rigidez muscular, palpitações importantes ou piora acentuada do estado geral.

    Para orientar melhor: quando você percebeu o engano (há quantas horas tomou o escitalopram)? E o seu alprazolam é 3 mg em comprimido único à noite ou usa mais de um comprimido? Você toma o escitalopram e alprazolam prescritos pelo mesmo psiquiatra?


  • Estou usando mirtazapina 15 mg há quase 2 semanas para ansiedade e pensamentos intrusivos. Os pensam

    Estou usando mirtazapina 15 mg há quase 2 semanas para ansiedade e pensamentos intrusivos. Os pensamentos eram minha principal queixa e ficaram mais intensos desde o início do tratamento. Também continuo com muita ansiedade e o sono não melhorou como esperado. Essa evolução é compatível com uma adaptação inicial ao medicamento ou costuma ser um sinal de que ele pode não ser a melhor opção para o paciente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A evolução que você descreve pode acontecer durante o período inicial de adaptação à mirtazapina, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Embora algumas pessoas percebam melhora do sono e redução da ansiedade logo no início, o efeito terapêutico mais consistente sobre ansiedade, pensamentos intrusivos e sintomas depressivos costuma aparecer após algumas semanas de uso contínuo, frequentemente entre 4 e 8 semanas, dependendo do quadro e da resposta individual.

    Em alguns pacientes, no começo do tratamento pode ocorrer uma fase de maior percepção dos sintomas, aumento da inquietação ou sensação de que os pensamentos ficaram mais intensos. Isso não significa necessariamente que a medicação não irá funcionar, mas é um sinal que merece acompanhamento, principalmente quando a principal queixa (no seu caso, os pensamentos intrusivos) permanece ou piora.

    A dose de 15 mg é frequentemente utilizada como dose inicial, e o psiquiatra pode avaliar posteriormente se há necessidade de ajuste, manutenção ou mudança da estratégia terapêutica. A decisão depende da intensidade dos sintomas, efeitos colaterais, diagnóstico associado e resposta ao longo do tempo.

    É importante conversar com seu psiquiatra antes de interromper ou modificar a medicação. A avaliação deve considerar se esses pensamentos estão relacionados a ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão, transtornos de humor, crise de ansiedade, insônia ou outros quadros psiquiátricos.

    Procure contato com o médico antes do retorno programado se houver piora importante da ansiedade, pensamentos de autoagressão, agitação intensa, sensação de perda de controle ou mudanças marcantes no comportamento.


  • Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho ins

    Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho insônia, irritabilidade e mente acelerada, inclusive a noite. Acontece que percebi alguns lapsos de memória também, como perder as chaves, esquecer o gás ligado, dar a descarga, etc.
    Tenho 63 anos e nunca tive problemas de memória, será o efeito do bup?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A bupropiona (Bup 150 mg duas vezes ao dia) pode, em algumas pessoas, estar associada a sintomas como insônia, irritabilidade, inquietação, ansiedade e sensação de mente acelerada, principalmente quando há maior sensibilidade ao efeito estimulante do medicamento. Esses sintomas podem interferir indiretamente na atenção e, consequentemente, gerar esquecimentos no dia a dia.

    Em relação aos lapsos de memória, a bupropiona não é uma causa comum de perda de memória, mas alterações de atenção, sono inadequado, estresse, ansiedade ou excesso de ativação mental podem dar a impressão de falhas de memória. Muitas vezes, situações como esquecer onde colocou as chaves ou deixar uma tarefa incompleta estão mais relacionadas a falhas de concentração e organização das informações do que a uma perda real de memória.

    No entanto, considerando sua idade (63 anos) e o fato de esses sintomas serem novos após um período sem dificuldades, é importante não atribuir automaticamente tudo ao medicamento. Vale investigar outros fatores, como qualidade do sono, alterações do humor, uso de outras medicações, alterações metabólicas (como tireoide, vitaminas), estresse e possíveis mudanças cognitivas relacionadas ao envelhecimento.

    É recomendável conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento para revisar:

    se a dose atual da bupropiona continua sendo a mais adequada;
    se os sintomas de insônia e aceleração mental sugerem excesso de ativação;
    se existe necessidade de avaliação cognitiva ou investigação complementar.

    Procure avaliação mais breve se houver piora progressiva da memória, dificuldade para realizar atividades habituais, desorientação, alterações importantes de comportamento ou episódios de confusão.

    Também é importante avaliar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, pois eles podem influenciar diretamente a atenção e o funcionamento cognitivo.


  • Estou tomando a fluxotina já faz 3 semanas ainda sinto a boca seca , muita ansiedade, estou comendo

    Estou tomando a fluxotina já faz 3 semanas ainda sinto a boca seca , muita ansiedade, estou comendo sem sentir apetite , perdi peso... quando vou ter uma melhora? porq fala que na segunda da semana já dá pra ver algumas melhoras ainda não tive nenhuma.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A fluoxetina pode realmente causar alguns efeitos de adaptação nas primeiras semanas, e o que você descreve pode acontecer durante esse período. Boca seca, aumento da ansiedade, redução do apetite, alterações alimentares e perda de peso estão entre os efeitos que algumas pessoas apresentam no início do tratamento.

    Apesar de algumas pessoas perceberem melhora já nas primeiras semanas, isso não ocorre para todos. A resposta terapêutica da fluoxetina costuma aparecer de forma mais consistente após 4 a 8 semanas de uso, podendo levar mais tempo dependendo do quadro tratado, da dose utilizada, da sensibilidade individual e da intensidade dos sintomas. Em alguns casos, a ansiedade pode até parecer pior no começo antes de começar a reduzir.

    A perda de peso merece ser acompanhada, principalmente se estiver acontecendo sem intenção ou se a redução do apetite estiver levando a uma alimentação insuficiente. É importante informar ao psiquiatra que prescreveu a medicação sobre esses efeitos, pois ele poderá avaliar se fazem parte da adaptação esperada ou se é necessário algum ajuste.

    Enquanto isso, algumas medidas podem ajudar: manter uma rotina alimentar mesmo sem muita fome, beber água regularmente para a boca seca, evitar excesso de cafeína e observar se a ansiedade está melhorando, piorando ou permanecendo igual ao longo dos dias.

    Não interrompa a fluoxetina por conta própria, pois a decisão de manter, ajustar ou trocar o medicamento deve considerar o equilíbrio entre efeitos colaterais e benefícios.

    Também é importante acompanhar a evolução de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, quando presentes.

    Se puder informar qual dose de fluoxetina está usando (20 mg, 40 mg ou outra), para qual diagnóstico foi indicada e quanto peso perdeu nessas 3 semanas, consigo contextualizar melhor o que está acontecendo.


  • Boa noite, há umas 2 semanas cortei meu escitalopram 10mg ao meio fazendo 5mg por conta de que tava

    Boa noite, há umas 2 semanas cortei meu escitalopram 10mg ao meio fazendo 5mg por conta de que tava me dando tonturas e tomando vertigium (médico do upa) me receitou, e ontem após uma discussão me deu ansiedade e hoje voltei a tomar o comprimido inteiro, e possível dar uma aumenta na ansiedade por ter voltado a tomar comprimido inteiro novamente? Se sim, por quantos dias ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, é possível que a retomada do escitalopram 10 mg após cerca de duas semanas usando 5 mg possa causar novamente alguns sintomas de adaptação, principalmente em pessoas mais sensíveis. O aumento da dose pode provocar temporariamente aumento da ansiedade, inquietação, sensação de alerta, tontura, náuseas, alteração do sono ou sintomas físicos de ansiedade.

    Isso ocorre porque o escitalopram atua nos sistemas de serotonina e o organismo pode precisar de um período para se reajustar à nova dose. Quando esses sintomas aparecem, geralmente tendem a melhorar em alguns dias até 1 ou 2 semanas, embora o tempo varie conforme cada pessoa.

    Também é importante considerar que a discussão que você relatou pode ter funcionado como um gatilho para uma crise de ansiedade, independentemente da alteração da dose. A redução e posterior aumento por conta própria podem dificultar a avaliação de como o medicamento está funcionando.

    O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de realizar novos ajustes. A retirada ou mudança de dose deve ser planejada, pois oscilações podem favorecer sintomas de descontinuação ou retorno de sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, insônia, tristeza profunda, falta de motivação e transtornos de humor.

    Se ocorrer piora intensa, pensamentos de autoagressão, agitação importante ou sintomas físicos intensos, procure avaliação médica.


  • Eu tomo fluoxetina e olanzapina e a doutora me passou Ibuprofeno pra inflamação do ouvido ela tem o

    Eu tomo fluoxetina e olanzapina e a doutora me passou Ibuprofeno pra inflamação do ouvido ela tem o conhecimento dos remédios que tomo,ela me passou o ibrofeno pra tomar por 3 dias, tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A associação entre fluoxetina, olanzapina e ibuprofeno pode ser utilizada em algumas situações, principalmente quando o anti-inflamatório será usado por um período curto, como os 3 dias prescritos. Como sua médica tinha conhecimento das medicações em uso, ela provavelmente avaliou a relação risco-benefício antes de indicar.

    O principal ponto de atenção é que a fluoxetina pode aumentar discretamente o risco de sangramentos, especialmente gastrointestinais, quando associada a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno. Por isso, é importante observar sinais como dor forte no estômago, fezes escuras, vômitos com sangue ou sangramentos incomuns.

    A olanzapina não apresenta uma interação importante conhecida com o ibuprofeno em um uso curto, mas todo medicamento deve ser considerado dentro do contexto clínico individual.

    Não suspenda nenhum medicamento por conta própria. Caso você tenha histórico de gastrite, úlcera, problemas renais, uso de anticoagulantes ou já tenha tido sangramento digestivo, vale reforçar essa informação ao médico.

    Se durante o uso surgir piora importante de sintomas, procure orientação. Mantenha o acompanhamento psiquiátrico para o tratamento de condições como ansiedade, depressão, transtornos de humor, irritabilidade e alterações emocionais, garantindo ajustes seguros quando necessários.


  • Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?

    Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A combinação de sertralina 100 mg com Amato (topiramato) 25 mg merece cautela com o consumo de álcool. Embora uma taça de vinho ocasional não seja automaticamente proibida para todas as pessoas, é importante considerar que o álcool pode potencializar alguns efeitos dessas medicações, como tontura, sonolência, redução da atenção, alteração do julgamento e piora da coordenação.

    Além disso, o álcool pode interferir no controle dos sintomas que motivaram o tratamento. Em pessoas em acompanhamento por ansiedade, depressão, transtornos de humor, compulsão alimentar ou outros quadros psiquiátricos, mesmo pequenas quantidades podem, em alguns casos, favorecer piora do sono, aumento da ansiedade ou alterações emocionais no dia seguinte.

    Como você usa topiramato, também é importante ter atenção, pois ele pode causar efeitos cognitivos em algumas pessoas (como lentificação do raciocínio ou dificuldade de concentração), e o álcool pode intensificar esse tipo de desconforto.

    Se o seu psiquiatra liberou o consumo eventual e você está estável, uma taça ocasional pode ser considerada em alguns casos, mas o ideal é:

    evitar beber no início do tratamento ou após mudanças recentes de dose;
    não misturar com outras substâncias sedativas;
    não dirigir após consumir álcool;
    observar se há piora de ansiedade, humor, sono ou efeitos físicos.

    O mais seguro é confirmar com o médico que acompanha seu caso, pois ele conhece o motivo do uso do Amato, seu histórico e sua resposta às medicações.

    Se puder informar para qual finalidade você usa o Amato (enxaqueca, compulsão alimentar, humor ou outra indicação) e há quanto tempo está com essa combinação, consigo contextualizar melhor.


  • Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha

    Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha ansiedade ?...Pode ter relação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sertralina, um antidepressivo da classe dos ISRS, pode em algumas pessoas estar associada ao surgimento ou piora de zumbido no ouvido (tinnitus), embora seja um efeito considerado incomum. Também é possível ocorrer o caminho inverso: o aparecimento de um zumbido, especialmente quando persistente ou desconhecido, pode gerar ansiedade, preocupação excessiva, dificuldade de relaxar e aumento da percepção do sintoma, criando um ciclo entre ansiedade e hipervigilância corporal.

    É importante observar a relação temporal: se o zumbido começou após o início ou aumento da dose da sertralina, vale informar ao psiquiatra para avaliar a possibilidade de efeito adverso, ajuste da medicação ou investigação de outras causas, como alterações auditivas, exposição a ruídos, problemas otológicos ou uso de outras substâncias. Não suspenda a sertralina por conta própria, pois a retirada inadequada pode causar sintomas de descontinuação.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para avaliar a relação entre ansiedade, transtorno de ansiedade, estresse, sintomas físicos e tratamento medicamentoso, buscando controlar os sintomas emocionais sem ignorar possíveis causas do zumbido. Em muitos casos, com o tratamento adequado, a percepção do zumbido também tende a reduzir.


  • Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje

    Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje completa 25 dias e também tomo 5 gotas de clonazepam todos os dias pela manhã (momento do dia que tinha crises e sinto mais tensão). As crises diminuíram, mas ainda me sinto tensa. Isso é esperado? Quanto tempo ainda devo sentir isso antes do total efeito da fluoxetina? Conseguirei saber se o efeito está completo mesmo tomando o clonazepam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, a evolução que você descreve pode ser esperada nesse momento do tratamento. A fluoxetina, principalmente após aumento de dose (de 30 mg para 40 mg), costuma precisar de um período de adaptação antes de atingir seu efeito máximo. Com 25 dias na nova dose, muitas pessoas ainda estão em uma fase intermediária, em que já pode haver alguma melhora, mas ainda permanecem sintomas residuais como tensão, apreensão, hipervigilância e sintomas físicos de ansiedade.

    De modo geral, o efeito mais consistente da fluoxetina sobre ansiedade, crises de ansiedade e transtorno do pânico costuma ser percebido após cerca de 4 a 8 semanas na dose terapêutica, embora algumas pessoas precisem de mais tempo. O fato de suas crises terem diminuído é um sinal favorável de resposta ao tratamento.

    O clonazepam pode ajudar a controlar os sintomas enquanto a fluoxetina consolida seu efeito, mas ele também pode dificultar uma percepção precisa do efeito completo da fluoxetina, porque atua rapidamente reduzindo a ansiedade. Ainda assim, o psiquiatra consegue avaliar a evolução observando o padrão geral: frequência das crises, intensidade dos sintomas, capacidade de realizar atividades, qualidade do sono e necessidade de medicação de resgate.

    É comum que, durante a recuperação, ainda existam “ondas” de ansiedade: um dia melhor, outro com mais tensão, especialmente em períodos de estresse ou preocupação. Isso não significa necessariamente que o tratamento falhou.

    Mantenha o uso conforme orientado e não altere o clonazepam por conta própria, pois o uso prolongado de benzodiazepínicos precisa de acompanhamento e retirada gradual quando indicada. Continue observando a evolução nas próximas semanas e converse com sua psiquiatra caso a tensão permaneça intensa após um período adequado de adaptação. O acompanhamento é importante para o controle do transtorno do pânico, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia e sintomas relacionados ao estresse.


  • Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco n

    Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco na escola chora por qualquer coisa e muito irritada ! Já passei com vários medico e já foi descartado qualquer tipo de alteração de diferença com TDAH ou autismo ou outros .
    Poderia me indicar algo pra irritabilidade e agitação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Entendo sua preocupação. Uma criança muito agitada, com dificuldade de foco, irritabilidade e choro fácil pode estar passando por dificuldades de regulação emocional, mesmo quando TDAH, autismo e outras alterações já foram descartados. Esses sintomas não significam necessariamente uma doença específica, e o tratamento depende muito da causa.

    É importante investigar fatores como ansiedade infantil, dificuldades escolares, estresse, problemas de sono, sensibilidade emocional, mudanças na rotina, dificuldades de interação social ou baixa tolerância à frustração. Algumas crianças demonstram ansiedade principalmente através de irritabilidade, inquietação e choro, em vez de apresentar apenas medo ou preocupação.

    Não é recomendado iniciar medicamentos ou “calmantes” sem uma avaliação direcionada. Dependendo da idade e da intensidade dos sintomas, muitas vezes a primeira abordagem envolve psicoterapia infantil, orientação aos responsáveis e estratégias para ajudar a criança a identificar emoções, lidar com frustrações e desenvolver autocontrole. Em alguns casos específicos, o psiquiatra da infância e adolescência pode avaliar se existe indicação de medicação.

    Pode ajudar observar:

    A idade da sua filha;
    Desde quando esses comportamentos começaram;
    Se acontecem mais em casa, na escola ou em ambos os ambientes;
    Como é o sono;
    Se existem medos excessivos, preocupações, crises de choro prolongadas ou dificuldade com mudanças.

    Uma avaliação completa pode direcionar melhor o tratamento para sintomas como ansiedade, irritabilidade, alterações de humor, dificuldade de concentração e sofrimento emocional, buscando melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança.


  • Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sertralina não causa dependência ou habituação no sentido clássico dos medicamentos que geram compulsão ou necessidade de aumento contínuo da dose, como ocorre com alguns benzodiazepínicos (por exemplo, clonazepam e alprazolam). Ela é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), utilizado no tratamento de depressão, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, transtorno do pânico, transtornos de humor e outros quadros psiquiátricos.

    Porém, o organismo pode se adaptar à presença da sertralina. Por isso, quando há necessidade de interromper o tratamento, a retirada deve ser gradual e orientada pelo psiquiatra, pois a suspensão abrupta pode causar sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, alterações do sono, ansiedade ou sensação de mal-estar.

    A duração do tratamento depende do diagnóstico, da resposta clínica e do histórico de sintomas. Muitas pessoas utilizam a sertralina por meses ou anos com segurança quando há indicação e acompanhamento adequado. O objetivo do tratamento é promover estabilidade emocional, reduzir sintomas de ansiedade e depressão e melhorar a qualidade de vida, sempre com acompanhamento individualizado.


  • Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no o

    Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no outro dia, o que pode estar acontecendo? Já tomo Rivotril a uns cinco anos 12 gotas e gostaria de tirá-lo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Mesmo usando Rivotril (clonazepam) e Donaren (trazodona), a persistência de insônia pode ocorrer por diferentes motivos. O uso prolongado de clonazepam, como no seu caso há cerca de cinco anos, pode levar ao desenvolvimento de tolerância, fazendo com que o efeito sedativo diminua com o tempo, mesmo mantendo a mesma dose. Além disso, a qualidade do sono pode ser prejudicada por ansiedade, estresse, alterações do humor, depressão, hábitos de sono inadequados ou outros fatores clínicos.

    O desejo de retirar o Rivotril deve ser discutido com seu psiquiatra, pois após anos de uso é fundamental fazer uma redução gradual e individualizada para evitar sintomas de abstinência, como piora da ansiedade, insônia, irritabilidade e desconforto físico. A retirada bem conduzida costuma ser possível, mas precisa de planejamento.

    Também é importante avaliar a causa da insônia, e não apenas tratar o sintoma. O psiquiatra pode revisar o uso do clonazepam e da trazodona, investigar transtorno de ansiedade, depressão, transtornos de humor, estresse e alterações do sono, buscando uma estratégia que melhore o descanso, a energia e a qualidade de vida.


  • Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente

    Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente e com muita fobia social tinha as vezes a mania de olhar a virilha de algumas pessoas que pra mim eram atraentes porém há pouco tempo me converti ao cristianismo e parei dessas práticas homo afetivas porém um dia tive uma discussão com uma pessoa e daquele dia se que consigo ter contato visual com alguém principalmente com homens mas independente se tenho atração ou não isso é muito forte e é como se as pessoas percebessem gerando um clima de nervosismo muito forte tanto pra mim e pra a pessoa com quem estou falando e tem sido uma tortura isso pra mim.
    Há solução pra isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O que você descreve parece envolver uma combinação de ansiedade intensa, medo de avaliação social, autoconsciência excessiva e possíveis padrões compulsivos de comportamento. A dificuldade em manter contato visual após uma situação de conflito pode acontecer quando o cérebro passa a associar aquele tipo de interação a ameaça, vergonha ou julgamento, gerando um estado de alerta aumentado.

    Em quadros como fobia social (transtorno de ansiedade social), é comum a pessoa sentir que os outros estão percebendo seu nervosismo, seus pensamentos ou seus desconfortos, mesmo quando isso não está acontecendo na mesma intensidade que ela imagina. O contato visual pode se tornar um “gatilho” porque aumenta a sensação de exposição. Sintomas como tensão, medo, pensamentos repetitivos, constrangimento e preocupação excessiva podem manter esse ciclo.

    Também é importante separar aspectos diferentes: ter pensamentos, sentir atração ou perceber características físicas de alguém não significa automaticamente que a pessoa perdeu o controle ou que esses pensamentos definem sua identidade ou seus valores. Muitas pessoas têm conflitos internos envolvendo sexualidade, culpa, religião, autoestima e comportamento, e isso pode gerar sofrimento significativo quando há muita cobrança ou medo.

    Existe tratamento e costuma envolver psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, que trabalha a interpretação dos pensamentos, a exposição gradual às situações temidas e o desenvolvimento de estratégias para reduzir a ansiedade. Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica pode considerar tratamento para ansiedade, transtorno de ansiedade social, pensamentos intrusivos, compulsões ou sintomas depressivos quando presentes.

    O fato de você perceber o padrão e buscar ajuda já é um passo importante. Uma avaliação profissional poderia ajudar a entender melhor se o quadro está mais relacionado à ansiedade social, compulsividade, pensamentos intrusivos, culpa intensa ou outra questão emocional.

    Se essa “tortura” vier acompanhada de desesperança intensa, pensamentos de se machucar ou sensação de que não consegue suportar, procure ajuda imediatamente.


  • Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr

    Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, os sintomas que você descreve podem ser compatíveis com a síndrome de descontinuação da desvenlafaxina, que pode ocorrer durante a redução ou suspensão do medicamento, principalmente porque esse antidepressivo tem uma meia-vida relativamente curta e o organismo pode sentir a mudança na disponibilidade da medicação.

    Durante o desmame, algumas pessoas apresentam sintomas como náuseas, dor de cabeça, tontura, fadiga, irritabilidade, alterações do sono, sensação de mal-estar, ansiedade, choro fácil e sintomas gastrointestinais como diarreia. Esses sintomas não significam necessariamente que a doença voltou, mas sim que o sistema nervoso está se adaptando à redução do medicamento.

    A duração varia bastante entre as pessoas. Em muitos casos, os sintomas começam nos primeiros dias após a redução e melhoram ao longo de 1 a 3 semanas, podendo durar mais tempo quando o uso foi prolongado, a redução foi mais rápida ou existe maior sensibilidade individual. O ideal é que o desmame seja feito de forma gradual e acompanhado pelo psiquiatra, pois reduções mais lentas podem diminuir esses desconfortos.

    Evite acelerar o desmame ou interromper completamente sem orientação. Converse com seu médico se os sintomas estiverem muito intensos, se houver piora importante da ansiedade, retorno de crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade intensa, tristeza profunda ou sintomas depressivos.

    Procure atendimento se surgirem pensamentos de autoagressão, incapacidade de realizar atividades básicas ou uma piora abrupta do quadro.


  • Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?

    Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A ansiedade pode produzir ou intensificar sintomas físicos, inclusive sensações de ardência, formigamento, hipersensibilidade da pele, tensão muscular e dor de cabeça. Isso ocorre porque a ativação persistente do sistema nervoso autônomo pode modificar a percepção corporal e aumentar a sensibilidade aos estímulos. Entretanto, não é adequado atribuir automaticamente ardência na pele ou no couro cabeludo à ansiedade. Alterações dermatológicas, neurológicas, metabólicas, medicamentos, enxaqueca e outras condições também podem causar sintomas semelhantes. Se a manifestação for persistente, progressiva, acompanhada de fraqueza, alteração de sensibilidade, lesões na pele ou outros sintomas neurológicos, é importante realizar avaliação clínica. A investigação adequada permite diferenciar ansiedade de causas orgânicas.


  • A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se c

    A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se causa, os efeitos colaterais duram por quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A buspirona é uma medicação que pode ser eficaz principalmente no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), especialmente quando predominam sintomas como preocupação excessiva, tensão, sensação de alerta constante e dificuldade de controlar os pensamentos ansiosos.

    Diferentemente dos benzodiazepínicos (como clonazepam e alprazolam), a buspirona não costuma causar dependência, tolerância ou sedação importante, o que é uma vantagem para muitos pacientes. Porém, ela não tem efeito imediato: geralmente são necessárias 2 a 6 semanas para avaliar melhor a resposta terapêutica, embora algumas pessoas percebam mudanças antes.

    Os efeitos colaterais mais relatados são:

    tontura ou sensação de cabeça leve;
    náusea ou desconforto gastrointestinal;
    dor de cabeça;
    inquietação;
    sonolência ou, em algumas pessoas, dificuldade para dormir.

    Na maioria dos casos, esses efeitos aparecem no início do tratamento e tendem a reduzir após alguns dias ou semanas, conforme o organismo se adapta. Se forem intensos ou persistentes, o médico pode ajustar a dose ou a forma de tomada.

    A eficácia da buspirona varia bastante de pessoa para pessoa. Ela costuma funcionar melhor quando há um quadro de ansiedade generalizada, mas pode ter menos efeito em sintomas predominantes de crises de pânico intensas, obsessões, depressão importante ou ansiedade associada a outros transtornos.

    O acompanhamento com psiquiatra é importante para avaliar a resposta e ajustar o tratamento, especialmente quando há sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia, transtorno de ansiedade e transtornos de humor.


  • Estou tomando vilazodona 20mg, comecei com 10mg por 7 dias e agora estou no 9º dia com vilazodona 20

    Estou tomando vilazodona 20mg, comecei com 10mg por 7 dias e agora estou no 9º dia com vilazodona 20mg.

    A insônia piorou quando aumentei a dose tomei escitalopram por 1 ano e meio, e nunca senti isso.
    É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim. A vilazodona pode provocar ou intensificar insônia, agitação e ansiedade em algumas pessoas, principalmente nas primeiras semanas de tratamento ou após aumento da dose. Como você utilizou escitalopram por longo período sem apresentar esse efeito, é possível que esteja respondendo de maneira diferente à vilazodona. Você está apenas no 9º dia da dose de 20 mg, portanto ainda é relativamente cedo para avaliar completamente a resposta antidepressiva. Entretanto, se a insônia estiver intensa, persistente ou acompanhada de aceleração dos pensamentos, irritabilidade ou agitação importante, é recomendável comunicar o psiquiatra. O médico poderá avaliar horário de administração, dose ou necessidade de ajuste do tratamento para depressão, ansiedade e insônia.


  • Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ont

    Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ontem a noite me senti desanimado e chorei ( o que não é comum). Isso foi uma recaída mesmo tomando um comprimido de 150 mg a noite? Pode acontecer isso mesmo tomando o remédio? (Obs: a médica fez o desmame do citalopram e recentemente tirou o medicamento).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Um episódio isolado de desânimo e choro não significa necessariamente uma recaída da depressão. Mesmo com uma boa resposta à trazodona, podem ocorrer oscilações emocionais, especialmente durante períodos de adaptação após a retirada de outro antidepressivo, como o citalopram. O tratamento não elimina completamente a possibilidade de dias de tristeza ou desmotivação. O mais importante é observar a frequência, duração e intensidade dos sintomas e se eles começam a interferir novamente na rotina, sono, apetite, trabalho ou relacionamentos. Como você está utilizando trazodona 150 mg e passou recentemente pelo desmame do citalopram, vale informar sua médica caso esses episódios se repitam ou se houver piora progressiva. A avaliação psiquiátrica permite diferenciar uma oscilação normal de uma possível recaída do transtorno depressivo.


Perguntas frequentes

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