Perguntas do paciente (917)
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Usei paroxetina por 1 ano e terminei há 15 dias. Antes eu tinha um tempo normal de relação com minha
Usei paroxetina por 1 ano e terminei há 15 dias. Antes eu tinha um tempo normal de relação com minha parceira, mas desde que parei a medicação estou ejaculando muito precocemente. O tratamento foi para TAG, nada relacionado a ejaculação precoce. Até então nunca tinha tido esse problema que estou tendo agora. Não estou sentindo a ansiedade voltar, apenas essa mudança. Isso pode ser um efeito da retirada da paroxetina? Melhora com o tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A paroxetina costuma reduzir a ejaculação em muitas pessoas enquanto está sendo utilizada, mesmo quando prescrita para ansiedade ou depressão. Após sua retirada, pode ocorrer retorno da velocidade ejaculatória que existia anteriormente ou uma mudança temporária durante o período de adaptação. Como você não apresentava ejaculação precoce antes e percebeu o problema aproximadamente após a suspensão, é possível que exista relação com a retirada, embora outras causas também devam ser consideradas. Em algumas pessoas, alterações sexuais podem persistir ou mudar após a interrupção do antidepressivo. Como não houve retorno da ansiedade, converse com o psiquiatra ou urologista para avaliar a evolução antes de iniciar qualquer tratamento específico.
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Como o pensamento dicotômico se relaciona com a rigidez cognitiva na psicopatologia?
Como o pensamento dicotômico se relaciona com a rigidez cognitiva na psicopatologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico está diretamente relacionado à rigidez cognitiva na psicopatologia, pois representa uma dificuldade em considerar nuances, ambiguidades e diferentes possibilidades de interpretação de uma mesma situação. Esse padrão de pensamento tende a organizar as experiências em categorias extremas, como “tudo ou nada”, “certo ou errado”, “bom ou ruim”, reduzindo a capacidade de adaptação diante da complexidade da vida.
Na psicopatologia, esse funcionamento pode aparecer como uma estratégia para lidar com emoções intensas ou situações percebidas como ameaçadoras. Embora possa trazer uma sensação momentânea de controle e segurança, a rigidez cognitiva associada ao pensamento dicotômico pode dificultar a resolução de problemas, aumentar conflitos interpessoais e intensificar sofrimento emocional.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), por exemplo, esse padrão está frequentemente relacionado ao mecanismo de cisão, no qual há dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos de si mesmo e dos outros. Isso pode levar a mudanças rápidas na percepção das relações, passando de idealização intensa para desvalorização quando ocorre uma frustração ou sensação de rejeição.
Esse estilo cognitivo também pode estar presente em outros quadros, como ansiedade, depressão, transtornos de humor e transtornos de personalidade, contribuindo para interpretações mais ameaçadoras, autocríticas excessivas e dificuldade de flexibilizar crenças.
O tratamento busca ampliar a flexibilidade cognitiva, desenvolver maior capacidade de reflexão e permitir que o indivíduo reconheça diferentes perspectivas antes de reagir emocionalmente. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Dialética Comportamental (DBT) e terapias baseadas em mentalização trabalham a identificação desses padrões e o desenvolvimento de respostas mais adaptativas.
O acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico é fundamental para sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, irritabilidade, impulsividade, insônia, transtornos de humor e dificuldades nos relacionamentos, favorecendo maior regulação emocional e qualidade de vida.
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Qual o papel do pensamento dicotômico na psicopatologia da personalidade?
Qual o papel do pensamento dicotômico na psicopatologia da personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico possui papel relevante na psicopatologia da personalidade por representar um padrão cognitivo caracterizado pela tendência de interpretar experiências de forma extrema, com pouca consideração para nuances ou possibilidades intermediárias. Esse funcionamento, conhecido como pensamento “tudo ou nada”, pode influenciar a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, os outros e os acontecimentos ao seu redor.
Na psicopatologia dos transtornos de personalidade, esse padrão pode contribuir para dificuldades na regulação emocional, tomada de decisões e manutenção de relacionamentos estáveis. Quando há pouca flexibilidade cognitiva, situações ambíguas podem ser interpretadas como ameaçadoras, aumentando sentimentos de insegurança, rejeição, raiva ou ansiedade.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o pensamento dicotômico está frequentemente associado ao mecanismo de cisão, descrito na abordagem psicodinâmica. Nesse processo, a pessoa pode ter dificuldade em integrar características positivas e negativas de uma mesma pessoa ou de si própria, alternando entre idealização intensa e desvalorização. Isso contribui para instabilidade afetiva e conflitos interpessoais.
Além disso, padrões dicotômicos podem aparecer em outros transtornos de personalidade e também em condições como ansiedade e depressão, favorecendo interpretações negativas, autocrítica excessiva e dificuldade de adaptação diante de mudanças.
O manejo terapêutico envolve desenvolver flexibilidade cognitiva, mentalização e capacidade de reconhecer múltiplas perspectivas. Abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Dialética Comportamental (DBT) e terapias focadas em esquemas auxiliam o paciente a identificar pensamentos extremos e construir respostas mais equilibradas.
O acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico é fundamental para trabalhar sintomas associados, como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, irritabilidade, impulsividade, insônia, transtornos de humor e dificuldades nos relacionamentos, promovendo maior estabilidade emocional e qualidade de vida.
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Como o pensamento dicotômico se relaciona com a psicopatologia da identidade?
Como o pensamento dicotômico se relaciona com a psicopatologia da identidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico possui relação importante com a psicopatologia da identidade, pois interfere na capacidade do indivíduo de construir uma percepção integrada, estável e flexível sobre si mesmo e sobre os outros. Esse padrão cognitivo, caracterizado por interpretações extremas como “tudo ou nada”, pode dificultar a integração de características contraditórias, fazendo com que aspectos positivos e negativos da personalidade sejam percebidos como incompatíveis.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), essa relação é especialmente relevante. A dificuldade em integrar diferentes estados emocionais e aspectos da própria identidade pode contribuir para uma autoimagem instável, com oscilações entre sentimentos de valor e desvalorização pessoal. A pessoa pode se perceber como totalmente competente em um momento e completamente inadequada em outro, dependendo das circunstâncias emocionais vivenciadas.
Esse funcionamento também pode influenciar os relacionamentos, pois a mesma lógica pode ser aplicada à percepção dos outros, levando a mudanças rápidas entre idealização e desvalorização. A falta de integração das experiências emocionais favorece insegurança, medo de abandono e dificuldades na manutenção de vínculos estáveis.
Do ponto de vista psicodinâmico, o pensamento dicotômico está relacionado ao mecanismo de cisão, uma defesa primitiva utilizada para lidar com conflitos emocionais intensos. Na psicopatologia da personalidade, essa dificuldade de integração pode afetar a formação do sentido de identidade, autoestima, autonomia e continuidade do self.
O tratamento busca desenvolver maior flexibilidade cognitiva, mentalização e integração da identidade, permitindo que o indivíduo reconheça que pode possuir qualidades e limitações simultaneamente. Abordagens como Terapia Dialética Comportamental (DBT), terapia baseada em mentalização e psicoterapia focada em esquemas trabalham esses padrões.
O acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico auxilia no manejo de sintomas associados, como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, irritabilidade, impulsividade, insônia, transtornos de humor, instabilidade emocional e dificuldades nos relacionamentos, promovendo maior estabilidade e funcionamento psicológico.
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Qual a importância do pensamento dicotômico na semiologia psiquiátrica?
Qual a importância do pensamento dicotômico na semiologia psiquiátrica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico, caracterizado pela tendência a interpretar pessoas, situações e experiências em extremos, como “tudo ou nada”, possui relevância na semiologia psiquiátrica por revelar padrões de processamento emocional e cognitivo. É frequentemente observado no transtorno de personalidade borderline (TPB), podendo contribuir para idealização e desvalorização, relações instáveis e respostas emocionais intensas. Entretanto, não é exclusivo do TPB e pode ocorrer em outros transtornos. Sua identificação durante a anamnese auxilia na compreensão do funcionamento psíquico, dos mecanismos de defesa, dos gatilhos emocionais e no diagnóstico diferencial, orientando a estratégia terapêutica.
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Como o pensamento dicotômico se relaciona com a organização borderline da personalidade?
Como o pensamento dicotômico se relaciona com a organização borderline da personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico está fortemente relacionado à organização borderline da personalidade por representar uma dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos de si mesmo e dos outros. A pessoa pode perceber alguém como “perfeito” em determinado momento e, após uma frustração, como totalmente “ruim”, fenômeno relacionado à cisão e à idealização/desvalorização. Esse funcionamento pode intensificar emoções, favorecer relações instáveis e aumentar a impulsividade. Na avaliação psiquiátrica, identificar esse padrão auxilia na compreensão da dinâmica do TPB, no diagnóstico diferencial e no planejamento psicoterápico, especialmente em abordagens voltadas à regulação emocional.
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Em quais transtornos de personalidade o pensamento dicotômico pode ser observado além do Transtorno
Em quais transtornos de personalidade o pensamento dicotômico pode ser observado além do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Além do transtorno de personalidade borderline (TPB), o pensamento dicotômico pode aparecer em outros transtornos de personalidade, embora não seja exclusivo ou diagnóstico de nenhum deles. Pode ser observado no transtorno de personalidade narcisista, com avaliações extremas de superioridade ou inferioridade; no transtorno de personalidade paranoide, com interpretações rígidas de confiança ou ameaça; e no transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, associado a padrões rígidos de certo/errado e perfeccionismo. Também pode ocorrer em outros quadros sob estresse, sendo necessária avaliação do contexto clínico e dos demais critérios diagnósticos.
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Como o pensamento dicotômico se articula com a rigidez cognitiva na psicopatologia?
Como o pensamento dicotômico se articula com a rigidez cognitiva na psicopatologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico corresponde à tendência de interpretar experiências em extremos, como “tudo ou nada”, “certo ou errado” ou “sucesso ou fracasso”, com pouca tolerância às nuances. Na psicopatologia, ele pode se articular à rigidez cognitiva, pois ambos envolvem dificuldade para flexibilizar interpretações diante de novas informações ou perspectivas. A rigidez cognitiva representa uma dificuldade mais ampla de modificar estratégias, crenças ou padrões de pensamento, enquanto o pensamento dicotômico é uma de suas possíveis manifestações. Essa associação pode ser observada em diferentes condições, como transtornos de humor, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos de personalidade e TEA, embora não seja exclusiva de nenhum diagnóstico. A avaliação clínica deve considerar contexto, frequência, intensidade e prejuízo funcional.
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Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto na psicopatologia?
Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto na psicopatologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico é caracterizado pela interpretação em extremos, com pouca consideração por nuances ou possibilidades intermediárias, como “tudo ou nada”, “bom ou ruim” e “sucesso ou fracasso”. Já o pensamento concreto refere-se à dificuldade de compreender abstrações, metáforas, ironias, símbolos ou conceitos que exigem interpretação além do significado literal.
Na psicopatologia, portanto, são fenômenos distintos: o pensamento dicotômico está mais relacionado à flexibilidade cognitiva e à forma de avaliar situações, enquanto o pensamento concreto envolve principalmente a capacidade de abstração e simbolização. O pensamento dicotômico pode aparecer em transtornos de personalidade, ansiedade e transtornos do humor, enquanto o pensamento concreto pode ser observado em algumas condições neuropsiquiátricas e alterações do desenvolvimento. Nenhum dos dois, isoladamente, estabelece um diagnóstico.
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Qual o papel do pensamento dicotômico na organização do pensamento psicopatológico?
Qual o papel do pensamento dicotômico na organização do pensamento psicopatológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico desempenha papel relevante na organização do pensamento psicopatológico ao favorecer interpretações rígidas e polarizadas da realidade, reduzindo a capacidade de integrar aspectos contraditórios de uma mesma experiência. O indivíduo tende a organizar acontecimentos em categorias absolutas, como “tudo ou nada”, “certo ou errado” e “amor ou rejeição”. Esse funcionamento pode contribuir para rigidez cognitiva, intolerância à ambiguidade, distorções cognitivas e maior reatividade emocional. Na prática clínica, pode ser observado em diferentes transtornos, incluindo transtornos de personalidade, depressão, ansiedade e transtornos do humor. Entretanto, o pensamento dicotômico é um fenômeno psicopatológico transdiagnóstico, não constituindo, isoladamente, critério diagnóstico. Sua relevância depende da frequência, intensidade, contexto e prejuízo funcional.
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Qual a importância do pensamento dicotômico na compreensão da psicodinâmica dos transtornos de perso
Qual a importância do pensamento dicotômico na compreensão da psicodinâmica dos transtornos de personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico é relevante para compreender a psicodinâmica dos transtornos de personalidade porque pode representar uma forma rígida de organizar experiências internas e relações interpessoais. A tendência a perceber pessoas e situações como exclusivamente “boas ou más”, “amor ou rejeição” ou “sucesso ou fracasso” dificulta a integração de aspectos positivos e negativos do self e do outro. Na perspectiva psicodinâmica, essa polarização pode estar relacionada a mecanismos defensivos, como cisão, e funcionar como tentativa de reduzir conflitos internos, ambivalência e ansiedade. É especialmente discutida no transtorno de personalidade borderline, embora não seja exclusiva dele. A compreensão desse funcionamento auxilia a identificar padrões relacionais, vulnerabilidades emocionais e estratégias terapêuticas voltadas à maior integração, mentalização e flexibilidade cognitiva.
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. Qual a relação entre pensamento dicotômico e mecanismos de defesa primitivos?
. Qual a relação entre pensamento dicotômico e mecanismos de defesa primitivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico apresenta estreita relação com mecanismos de defesa considerados mais primitivos, especialmente a cisão (splitting). Na perspectiva psicodinâmica, a cisão envolve a dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos de uma mesma pessoa, objeto ou experiência, favorecendo representações polarizadas, como “totalmente bom” ou “totalmente mau”. O pensamento dicotômico pode, portanto, funcionar como uma manifestação cognitiva desse processo defensivo, reduzindo temporariamente a ambivalência e a ansiedade diante de conflitos internos. Essa dinâmica é particularmente descrita em organizações de personalidade com maior instabilidade afetiva e dificuldades de integração do self e dos objetos, como no transtorno de personalidade borderline. Contudo, pensamento dicotômico não é sinônimo de cisão e pode ocorrer em diversos contextos psicopatológicos sem necessariamente indicar um mecanismo defensivo primitivo.
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Como o pensamento dicotômico pode influenciar o curso clínico dos transtornos mentais?
Como o pensamento dicotômico pode influenciar o curso clínico dos transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico caracteriza-se pela tendência de interpretar experiências em extremos, como “tudo ou nada”, “perfeito ou fracasso” e “bom ou ruim”, com pouca consideração para nuances ou possibilidades intermediárias. Na psicopatologia, esse padrão pode contribuir para intensificação de emoções negativas, conflitos interpessoais, baixa autoestima, desesperança e comportamentos impulsivos, dependendo do transtorno. Pode ser observado em diferentes condições, particularmente quando há dificuldades de regulação emocional. Na terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, trabalha-se a identificação desses padrões e a construção de interpretações mais flexíveis. Isso pode favorecer melhor regulação emocional e reduzir sintomas de ansiedade, depressão e transtornos de humor.
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Como o pensamento dicotômico pode impactar a adesão farmacológica?
Como o pensamento dicotômico pode impactar a adesão farmacológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico pode prejudicar a adesão farmacológica ao levar o paciente a interpretar o tratamento em termos de “funciona ou não funciona”, “faz bem ou faz mal”, sem considerar respostas parciais, efeitos adversos transitórios ou o tempo necessário para alcançar o benefício terapêutico. Assim, uma melhora incompleta ou um efeito colateral inicial pode ser interpretado como fracasso absoluto, favorecendo interrupção precoce, mudanças frequentes de medicação ou uso irregular. Também pode ocorrer idealização do medicamento, seguida de desvalorização diante de qualquer dificuldade. Na prática psiquiátrica, reconhecer esse padrão permite trabalhar psicoeducação, expectativas realistas, tomada de decisão compartilhada e flexibilidade cognitiva, fortalecendo a aliança terapêutica e a adesão ao tratamento.
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Como o pensamento dicotômico se relaciona com a avaliação de risco em psiquiatria?
Como o pensamento dicotômico se relaciona com a avaliação de risco em psiquiatria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico pode influenciar a avaliação de risco em psiquiatria ao favorecer interpretações polarizadas, como considerar uma situação simplesmente “segura” ou “perigosa”, sem reconhecer a natureza dinâmica, gradual e multifatorial do risco. Isso pode levar tanto à subestimação quanto à superestimação de riscos, especialmente diante de mudanças no humor, impulsividade, desesperança ou conflitos interpessoais. Na avaliação de risco suicida, heteroagressividade ou descompensação psiquiátrica, é fundamental evitar conclusões baseadas em um único fator e analisar sistematicamente ideação, plano, intenção, meios disponíveis, histórico de tentativas, uso de substâncias, fatores protetores, suporte social e evolução temporal. Assim, identificar padrões dicotômicos no paciente pode contribuir para uma avaliação mais contextualizada e clinicamente segura.
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. Como o pensamento dicotômico pode influenciar a percepção de prognóstico em psiquiatria?
. Como o pensamento dicotômico pode influenciar a percepção de prognóstico em psiquiatria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico pode influenciar a percepção de prognóstico em psiquiatria ao levar paciente, familiares ou até profissionais a interpretar a evolução clínica de forma polarizada, como “cura completa” ou “fracasso do tratamento”. Essa perspectiva pode desconsiderar que muitos transtornos psiquiátricos apresentam trajetória variável, períodos de remissão, recaídas e respostas terapêuticas graduais. Uma melhora parcial pode ser erroneamente interpretada como ausência de eficácia, enquanto uma recaída pode ser vista como perda definitiva dos ganhos obtidos. Na prática clínica, reconhecer esse padrão permite trabalhar expectativas realistas, psicoeducação, adesão terapêutica e planejamento longitudinal, valorizando ganhos funcionais mesmo quando não há remissão completa. O prognóstico deve ser individualizado, considerando diagnóstico, gravidade, comorbidades, resposta ao tratamento, suporte psicossocial e adesão.
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Como o pensamento dicotômico pode impactar a formulação de diagnóstico psiquiátrico?
Como o pensamento dicotômico pode impactar a formulação de diagnóstico psiquiátrico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico pode impactar a formulação diagnóstica ao favorecer interpretações excessivamente polarizadas, levando o paciente ou o próprio avaliador a enquadrar manifestações como pertencentes exclusivamente a uma categoria, sem considerar sobreposição de sintomas, comorbidades ou diagnósticos diferenciais. Isso é particularmente relevante em psiquiatria, na qual sintomas de ansiedade, depressão, irritabilidade, impulsividade e alterações cognitivas podem ocorrer em diferentes transtornos. A avaliação deve considerar curso temporal, intensidade, contexto, prejuízo funcional, antecedentes e resposta a tratamentos. Evitar conclusões do tipo “é ou não é” permite uma formulação dimensional e longitudinal, mais adequada à complexidade psicopatológica e capaz de diferenciar fenômenos semelhantes entre transtornos do humor, transtornos de ansiedade, TDAH, TEA e transtornos de personalidade.
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Como o pensamento dicotômico pode influenciar a transferência na relação médico-paciente?
Como o pensamento dicotômico pode influenciar a transferência na relação médico-paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico pode influenciar a transferência na relação médico-paciente ao favorecer percepções polarizadas do profissional, como idealização (“é o único médico que pode me ajudar”) ou desvalorização (“esse médico não serve para nada”). Na perspectiva psicodinâmica, essa oscilação pode dificultar a construção de uma aliança terapêutica estável, especialmente quando o paciente apresenta dificuldades de integrar aspectos positivos e negativos de uma mesma figura. Pequenas frustrações, discordâncias ou mudanças na conduta podem ser interpretadas como rejeição, abandono ou falta de cuidado, desencadeando reações emocionais intensas. O reconhecimento desse padrão pelo profissional permite manter uma postura empática e consistente, evitando respostas igualmente polarizadas e favorecendo continência, mentalização, elaboração da ambivalência e fortalecimento da relação terapêutica.
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Em quais condições clínicas o pensamento dicotômico é mais frequentemente observado?
Em quais condições clínicas o pensamento dicotômico é mais frequentemente observado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico — tendência a interpretar situações em categorias extremas, como “tudo ou nada”, “bom ou ruim” ou “sucesso ou fracasso” — é mais frequentemente descrito em:
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): particularmente associado à clivagem e às oscilações na percepção de si e dos outros.
Outros transtornos de personalidade: pode aparecer, em diferentes graus, nos transtornos narcisista, paranoide, histriônico e antissocial.
Transtornos alimentares: especialmente quando há padrões rígidos de avaliação de alimentação, peso e imagem corporal.
Depressão: pode surgir como parte de vieses cognitivos negativos, embora não seja específica do transtorno.
Transtornos de ansiedade: pode favorecer interpretações catastróficas e avaliações extremadas.
Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): pode ocorrer associado à necessidade de certeza e à rigidez cognitiva.
Transtorno bipolar: pode aparecer durante episódios de humor, mas não constitui característica diagnóstica central.
É importante diferenciá-lo de pensamento concreto: o dicotômico diz respeito principalmente à forma extrema de avaliar experiências, enquanto o pensamento concreto envolve dificuldade de abstração e interpretação de conceitos simbólicos.
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Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto sob a perspectiva psicopatológica
Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto sob a perspectiva psicopatológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamento dicotômico e pensamento concreto são conceitos diferentes. O pensamento dicotômico refere-se principalmente à tendência de interpretar situações em extremos, sem considerar gradações ou alternativas intermediárias, como “tudo ou nada”. Já o pensamento concreto caracteriza-se por dificuldade em lidar com abstrações, metáforas, simbolismos ou conceitos figurados, levando a uma compreensão mais literal das informações. O pensamento concreto pode aparecer em diferentes condições neuropsiquiátricas, enquanto o pensamento dicotômico é um estilo cognitivo observado em diversos quadros clínicos. A avaliação psicopatológica considera o contexto, a frequência e o impacto desses padrões, não sendo possível estabelecer um diagnóstico apenas pela presença de uma dessas características.
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