Perguntas do paciente (917)

  • Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de

    Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de dormir dia e noite e não tenho ânimo, para ansiedade até deu uma aliviada. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sonolência intensa após cinco meses de sertralina não deve ser simplesmente considerada uma adaptação normal. Embora sonolência possa ocorrer como efeito adverso, sua persistência e intensidade justificam uma revisão do tratamento. O psiquiatra deve avaliar se a própria sertralina está contribuindo para o sintoma e também investigar outras causas, como sono não reparador, apneia do sono, anemia, alterações metabólicas, depressão residual ou outras medicações. O fato de a ansiedade ter melhorado indica algum benefício terapêutico, mas o tratamento ideal precisa equilibrar controle dos sintomas e qualidade de vida. Dependendo da avaliação, pode ser possível ajustar horário, dose ou estratégia farmacológica, sempre de forma individualizada. Não suspenda a sertralina abruptamente. Uma consulta psiquiátrica permite avaliar ansiedade, depressão, insônia, fadiga, falta de motivação e funcionamento diário para definir a melhor conduta.


  • Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito di

    Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito difícil de conseguir) e buspirona 5mg (1 comp na primeira semana e 2 a partir da segunda semana, todos pela manhã). Essa combinação é tranquila?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A associação de Lutab 20 mg com buspirona pode ser utilizada em determinadas situações de ansiedade e depressão, mas exige acompanhamento psiquiátrico porque ambas as medicações possuem ação sobre neurotransmissão serotoninérgica, podendo aumentar, embora raramente, o risco de síndrome serotoninérgica. A introdução gradual da buspirona, começando com 5 mg e posteriormente aumentando para 10 mg, é uma estratégia utilizada para melhorar a tolerabilidade. É importante observar sintomas como agitação intensa, tremores, sudorese excessiva, diarreia, febre ou confusão. Não ajuste as doses por conta própria. O psiquiatra deve acompanhar resposta, efeitos adversos e evolução do transtorno de ansiedade e do transtorno depressivo.


  • Boa noite! Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perig

    Boa noite!
    Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perigo", ou algo assim. Exemplo: tenho uma afta na boca, mas não consigo parar de encostar a língua, mesmo doendo muito. Ou quando eu era criança, sentei na beirada da cama, em cima da madeira, e quando levantei doeu muito mas eu só fiquei parada, sem reclamar. Tipo, ao mesmo tempo que eu sinto dor muito fácil, eu consigo simplesmente ignorar.
    O verdadeiro problema é que mesmo quando eu sei que vai doer, eu faço, e eu não sei porque, mas sempre fui assim. Mexo na ferida, arranco pele da boca, como os dedos. Tenho uma unha que quebrou na carne, mas eu continuo puxando ela.

    Sei que são hábitos nada saudáveis, e não sei o que eu tenho.
    (Obs: estou fazendo terapia para depressão, autismo e TDAH, caso seja relevante.)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O comportamento descrito não permite estabelecer um diagnóstico isoladamente, mas pode estar relacionado a comportamentos repetitivos focados no corpo, como escoriação da pele, mordedura ou manipulação de feridas e unhas. Nesses quadros, a pessoa pode reconhecer que o comportamento causa dor ou lesão e, ainda assim, sentir dificuldade em interrompê-lo, muitas vezes buscando alívio de tensão, estímulo sensorial ou uma sensação específica. A presença de TDAH, autismo, ansiedade ou depressão pode ser clinicamente relevante, mas não significa que esses comportamentos necessariamente sejam causados por essas condições. Recomendo discutir isso detalhadamente com seu psiquiatra e terapeuta, inclusive identificando gatilhos, frequência e consequências. Se houver feridas recorrentes, infecção ou incapacidade de controlar o comportamento, procure avaliação especializada.


  • Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimi

    Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimidos de 50 mg ? Faz o mesmo efeito do de 100mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Se os comprimidos de fluvoxamina de 50 mg forem da mesma apresentação e formulação prescrita, em princípio, dois comprimidos de 50 mg correspondem a 100 mg da mesma substância ativa. Entretanto, é importante verificar se a formulação é de liberação imediata ou prolongada, pois apresentações diferentes não devem ser consideradas automaticamente equivalentes. Siga a orientação da receita e confirme na embalagem ou com a farmácia. Não é necessário esperar para adquirir obrigatoriamente uma apresentação de 100 mg se o médico confirmou que a formulação permite essa equivalência. A dose deve ser ajustada gradualmente e acompanhada pelo psiquiatra conforme resposta terapêutica e efeitos adversos.


  • Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dur

    Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dura uma semana.Tomo desogestrel uso contínuo a 3 anos.Tenho 45 anos e já tinha menstruando antes de começar a tomar o desvenlafaxina.Sera só um efeito colateral?A menstruação vai regularizar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A desvenlafaxina pode, em algumas pessoas, aumentar a tendência a sangramentos por interferir na função das plaquetas, embora sangramento menstrual aumentado também possa ter outras causas, especialmente aos 45 anos. Como você utiliza desogestrel continuamente há três anos e apresentou aumento importante do fluxo após iniciar a medicação, existe uma relação temporal que merece avaliação. Sangramento intenso por uma semana não deve ser simplesmente considerado um efeito colateral esperado. É importante avaliar hemograma, ferritina e causas ginecológicas, especialmente se houver necessidade de trocar absorventes com muita frequência, coágulos grandes, tontura ou fraqueza. Converse com psiquiatra e ginecologista antes de alterar qualquer medicamento.


  • Gostaria de saber se existe algum incoveniente em substituir o medicamento Depakote ER500 por Gaba E

    Gostaria de saber se existe algum incoveniente em substituir o medicamento Depakote ER500 por Gaba ER 500?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Depakote ER (valproato/divalproato) e Gaba ER não devem ser considerados substitutos equivalentes apenas porque possuem apresentações com 500 mg. São medicamentos diferentes, com mecanismos de ação, indicações, eficácia e perfis de segurança distintos. O valproato pode ser utilizado em epilepsia e em determinadas condições psiquiátricas, enquanto medicamentos à base de gabapentina possuem outras indicações e não reproduzem automaticamente o efeito estabilizador de humor ou anticonvulsivante do valproato em todas as situações. A substituição deve ser feita exclusivamente pelo médico responsável, considerando o diagnóstico, motivo do tratamento, histórico de crises e demais medicamentos. Não realize a troca por conta própria.


  • Escitalipran usado a mais de 2 anos pode dar zumbido no ouvido?

    Escitalipran usado a mais de 2 anos pode dar zumbido no ouvido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O zumbido não é um efeito adverso comum do escitalopram, mas sintomas auditivos podem ocorrer em algumas pessoas durante o uso de medicamentos serotoninérgicos. Após mais de dois anos de tratamento, entretanto, é importante considerar outras causas, como exposição a ruído, alterações otológicas, perda auditiva, problemas temporomandibulares, ansiedade, outros medicamentos e condições metabólicas. Se o zumbido começou recentemente, especialmente se for unilateral, pulsátil, acompanhado de perda auditiva, tontura intensa ou alterações neurológicas, é recomendável avaliação médica e, conforme o caso, otorrinolaringológica. Não suspenda o escitalopram abruptamente. O psiquiatra pode avaliar a relação temporal com a medicação e possíveis alternativas.


  • Boa noite, estou há 1 mês e 8dias tomando escitalopram.. e fui recomendado a tomar após o café da ma

    Boa noite, estou há 1 mês e 8dias tomando escitalopram.. e fui recomendado a tomar após o café da manhã, e nos últimos dois dias tenho sentido muita tontura e dor de cabeça, pode ter sido de ter tomado de estômago vazio ou de algum dia ter tomado 2h depois do horário normal que tomo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Tontura e cefaleia podem ocorrer durante o tratamento com escitalopram, especialmente nas primeiras semanas, mas após aproximadamente um mês é importante observar a evolução e investigar outros fatores. Tomar o medicamento em jejum não costuma causar uma interação específica que explique obrigatoriamente esses sintomas, embora algumas pessoas apresentem maior desconforto gastrointestinal ou tontura dependendo da alimentação. Uma diferença ocasional de duas horas no horário geralmente não causa problema significativo, pois o escitalopram possui meia-vida longa. Não dobre a dose para compensar atrasos. Se a tontura for intensa, persistente, acompanhada de desmaio, palpitações ou alterações neurológicas, procure avaliação médica. O psiquiatra pode revisar dose, horário e resposta ao tratamento.


  • Qual a diferença entre psicose e fenômenos quase psicóticos no Transtorno de Personalidade Borderlin

    Qual a diferença entre psicose e fenômenos quase psicóticos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), fenômenos quase psicóticos podem ocorrer principalmente em situações de intenso estresse emocional e geralmente apresentam caráter transitório, como ideação paranoide, desrealização, despersonalização ou alterações perceptivas breves. Diferentemente de um episódio psicótico primário, esses fenômenos tendem a apresentar maior relação com estados afetivos e conflitos interpessoais, com duração limitada e preservação relativa da capacidade de crítica. Na psicopatologia do TPB, essa distinção é fundamental para o diagnóstico diferencial com esquizofrenia, transtornos esquizoafetivos e transtornos do humor com sintomas psicóticos. A avaliação psiquiátrica deve considerar duração, intensidade, contexto, prejuízo funcional e presença de outros sintomas.


  • Qual é a síntese psicopatológica integradora do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual é a síntese psicopatológica integradora do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O Transtorno de Personalidade Borderline pode ser compreendido como uma organização psicopatológica marcada pela instabilidade da regulação emocional, identidade, relações interpessoais e controle dos impulsos. A intensidade dos afetos frequentemente se associa à hipersensibilidade à rejeição, medo de abandono, oscilações na percepção de si e do outro e dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos das relações. Podem ocorrer impulsividade, autoagressão, comportamentos suicidas, sentimentos crônicos de vazio, raiva intensa e fenômenos dissociativos ou quase psicóticos relacionados ao estresse. A formulação contemporânea integra fatores temperamentais, ambientais, relacionais e neurobiológicos, permitindo compreender o TPB como um transtorno dimensional e multifatorial.


  • Qual é a função psicopatológica da autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual é a função psicopatológica da autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline pode desempenhar diferentes funções psicopatológicas, não devendo ser interpretada simplesmente como tentativa de suicídio. Em alguns pacientes, funciona como estratégia disfuncional de regulação emocional, reduzindo temporariamente estados de tensão, angústia, vazio ou raiva intensa. Também pode representar uma forma de interromper experiências dissociativas, comunicar sofrimento ou lidar com conflitos interpessoais. Entretanto, a presença de autoagressão aumenta o risco de comportamento suicida e exige avaliação sistemática de risco. A abordagem deve compreender a função do comportamento, identificar gatilhos e desenvolver estratégias alternativas de regulação emocional, com psicoterapia baseada em evidências e acompanhamento psiquiátrico quando indicado.


  • Quais são os eixos psicopatológicos comprometidos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são os eixos psicopatológicos comprometidos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Os principais domínios psicopatológicos comprometidos no Transtorno de Personalidade Borderline incluem desregulação emocional, instabilidade da identidade, alterações no funcionamento interpessoal e impulsividade. Também podem ocorrer comportamentos autolesivos, ideação ou comportamento suicida, sentimentos persistentes de vazio, raiva intensa, dificuldades de mentalização e episódios transitórios de dissociação ou ideação paranoide relacionada ao estresse. Esses domínios não aparecem necessariamente com a mesma intensidade em todos os pacientes. A avaliação contemporânea considera ainda prejuízos no funcionamento do self e das relações, permitindo compreender o transtorno de maneira dimensional. O diagnóstico deve ser clínico, longitudinal e baseado no conjunto de características persistentes, e não em um sintoma isolado.


  • O que se entende por “difusão de identidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que se entende por “difusão de identidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A difusão de identidade é um conceito clássico da psicopatologia estrutural associado ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Refere-se à dificuldade persistente em manter uma representação integrada, estável e coerente de si mesmo e dos outros. O paciente pode apresentar mudanças importantes na autoimagem, valores, objetivos, preferências e projetos, além de oscilações na percepção das relações interpessoais. Pode haver sensação de não saber quem é, acompanhada de vazio, instabilidade emocional e dificuldade de estabelecer continuidade biográfica. Na avaliação psiquiátrica, esse fenômeno deve ser diferenciado de alterações transitórias da autoestima ou de sintomas dissociativos


  • Quais são os mecanismos de defesa predominantes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são os mecanismos de defesa predominantes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Na compreensão psicodinâmica do Transtorno de Personalidade Borderline, predominam mecanismos de defesa considerados mais primitivos, especialmente cisão, identificação projetiva, idealização, desvalorização, negação e formas de dissociação. A cisão pode levar à dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos de uma mesma pessoa, favorecendo oscilações entre idealização e desvalorização. A identificação projetiva corresponde à atribuição e à externalização de estados afetivos difíceis de tolerar. Esses mecanismos não devem ser entendidos como escolhas conscientes, mas como formas de proteção psíquica diante de emoções intensas, conflitos interpessoais e ameaças à estabilidade da identidade.


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido do ponto de vista psicopatológico

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido do ponto de vista psicopatológico estrutural?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Do ponto de vista psicopatológico estrutural, o TPB pode ser compreendido como uma organização caracterizada por instabilidade da identidade, relações objetais pouco integradas, intensa reatividade afetiva e predominância de mecanismos de defesa primitivos. A formulação estrutural de Kernberg destaca a dificuldade de integração das representações do self e dos objetos, associada à difusão de identidade. Clinicamente, isso pode se expressar por instabilidade emocional, impulsividade, relações interpessoais intensas e instáveis, sentimentos de vazio, comportamentos autolesivos e temor de abandono. Essa formulação complementa, mas não substitui, os critérios diagnósticos atuais.


  • Faço uso de venlafaxina 75, porém passei a noite toda com dor de cabeça da sinusite. Paracetamol não

    Faço uso de venlafaxina 75, porém passei a noite toda com dor de cabeça da sinusite. Paracetamol não resolve meu caso, mas o Tylenol sinus tira a dor com a mão. Há alguma interação entre esses dois medicamentos?
    Grata!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    É importante verificar a composição do Tylenol Sinus, pois algumas apresentações contêm paracetamol associado a descongestionante, como a pseudoefedrina. O paracetamol, isoladamente, não apresenta interação relevante com a venlafaxina nas doses usuais. Entretanto, descongestionantes simpaticomiméticos podem aumentar pressão arterial, frequência cardíaca, ansiedade, tremores ou palpitações e merecem cautela durante o uso de venlafaxina. Portanto, não é recomendável utilizar repetidamente o produto sem orientação médica, especialmente se houver hipertensão, taquicardia ou ansiedade importante


  • Eu tomo escitalopram de10m agora pedi a médica pra ajustar pra 20m pq meu estresse tá muito grande e

    Eu tomo escitalopram de10m agora pedi a médica pra ajustar pra 20m pq meu estresse tá muito grande e tomei hoje primeiro de 20m mais senti enjôo uma sensação de aperto no peito uma falta de ar isso é normal,e todas as vezes qui aumento da dose vai sentir tudo isso novamente pq é tão sufocante.devo me preocupar com esse sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Náusea pode ocorrer após aumento da dose do escitalopram e frequentemente tende a melhorar com a adaptação. Entretanto, aperto no peito e falta de ar não devem ser automaticamente atribuídos ao medicamento, principalmente se forem intensos, persistentes, acompanhados de dor no peito, desmaio, palpitações importantes ou piora progressiva. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata para excluir outras causas. Nem todo aumento de dose provoca novamente os mesmos efeitos. Caso os sintomas sejam leves, converse com a médica antes de realizar qualquer novo ajuste ou suspender o tratamento.


  • "Quais são as recomendações clínicas e psiquiátricas para a indicação, monitorização e manejo da pol

    "Quais são as recomendações clínicas e psiquiátricas para a indicação, monitorização e manejo da polifarmácia em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno de Personalidade Borderline, a polifarmácia deve ser utilizada com cautela, objetivos terapêuticos definidos e monitorização sistemática. O tratamento principal deve ser psicoterápico, especialmente por abordagens estruturadas baseadas em evidências. Medicamentos podem ser considerados para sintomas ou comorbidades específicas, mas não existe um fármaco único capaz de tratar globalmente o TPB. É importante avaliar indicação, benefício clínico, efeitos adversos, interações, risco de overdose e possibilidade de simplificação do esquema terapêutico. O acompanhamento psiquiátrico periódico é fundamental.


  • Quais são as orientações e recomendações do psiquiatra quanto ao uso de múltiplos medicamentos (poli

    Quais são as orientações e recomendações do psiquiatra quanto ao uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) no manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A utilização de vários psicofármacos no TPB deve ser individualizada e justificada por alvos clínicos específicos. Antes de acrescentar medicamentos, o psiquiatra deve avaliar diagnóstico, comorbidades, resposta aos tratamentos anteriores, adesão e efeitos adversos. A combinação indiscriminada pode aumentar sedação, interações medicamentosas, efeitos metabólicos e risco de intoxicação, sem necessariamente produzir maior benefício. A psicoterapia estruturada permanece elemento central do tratamento. Quando medicamentos são utilizados, recomenda-se revisão periódica da necessidade de cada fármaco e tentativa de manter o esquema mais simples e seguro possível.


  • O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade

    O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No TPB, o psiquiatra deve explicar claramente qual sintoma ou comorbidade cada medicamento pretende tratar, qual benefício esperado, quais efeitos adversos devem ser observados e quando o tratamento será reavaliado. Não existe indicação de utilizar múltiplos medicamentos simplesmente pelo diagnóstico de borderline. Antidepressivos, estabilizadores do humor ou antipsicóticos podem ser empregados em circunstâncias específicas, sobretudo diante de comorbidades ou sintomas-alvo relevantes. A prescrição deve ser acompanhada de monitorização clínica e revisão periódica, evitando combinações desnecessárias e mudanças frequentes sem avaliação adequada.


Perguntas frequentes

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