Perguntas do paciente (917)
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Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a mirtazapina pode ser uma opção para um idoso de 80 anos com ansiedade moderada, mesmo sendo classificada como um antidepressivo. Além do efeito antidepressivo, ela possui propriedades ansiolíticas (auxiliando na redução da ansiedade) e pode ser útil quando existem sintomas associados, como insônia, despertar frequente durante a noite, perda de apetite ou perda de peso.
Em idosos, a escolha da medicação deve ser individualizada, pois há maior sensibilidade aos efeitos adversos. A mirtazapina pode causar sonolência, tontura, aumento do apetite, ganho de peso e risco aumentado de quedas, principalmente no início do tratamento. Por isso, o acompanhamento médico é importante para avaliar dose, resposta e tolerabilidade.
Geralmente é iniciada em doses mais baixas nessa faixa etária e ajustada conforme a evolução clínica, sempre considerando outras medicações em uso e condições de saúde do paciente.
O tratamento da ansiedade em idosos deve avaliar também possíveis causas associadas, como alterações do sono, doenças clínicas, efeitos de medicamentos, depressão ou transtornos de humor. O acompanhamento com psiquiatra permite individualizar a abordagem para sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade, tristeza, falta de motivação, depressão e transtornos de humor, buscando melhora da qualidade de vida com segurança.
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Um profissional online pode emitir um laudo oficial comprovando que um paciente tem autismo? Minha f
Um profissional online pode emitir um laudo oficial comprovando que um paciente tem autismo? Minha familia acha que esse é meu caso e busca suporte do INSS, entretanto creio que o sistema publico de saude vai levar anos para responder e agendar um Psicologo/Psiquiatra.
Se sim, que tipo de profissional eu deveria procurar para agendar sessões e possivelmente obter um diagnóstico de TEA? Psiquiatra ou Psicologo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, uma avaliação online (telemedicina/teleatendimento) pode fazer parte do processo diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), desde que realizada por um profissional habilitado e seguindo critérios técnicos adequados. O diagnóstico de TEA é clínico, ou seja, não depende de um único exame, mas de uma avaliação detalhada do desenvolvimento, história de vida, funcionamento atual, comunicação, interação social, comportamentos repetitivos e impacto na vida diária.
Para um laudo com finalidade oficial, como INSS, é importante que o documento seja elaborado por profissional legalmente habilitado e que contenha informações clínicas suficientes, incluindo avaliação, diagnóstico (quando confirmado), limitações funcionais e impacto na autonomia e participação social. O ideal é confirmar previamente com o órgão ou benefício específico quais documentos são exigidos.
O profissional mais indicado para iniciar a investigação costuma ser o psiquiatra, especialmente o psiquiatra com experiência em TEA em adultos, pois pode realizar diagnóstico médico, avaliar diagnósticos diferenciais e emitir documentação médica quando aplicável. O psicólogo também tem papel fundamental, podendo realizar avaliação psicológica, investigar aspectos cognitivos e comportamentais e contribuir para o diagnóstico, mas o tipo de documento emitido depende da formação, atuação profissional e finalidade solicitada.
Uma avaliação completa geralmente considera perguntas como:
Sempre tive dificuldades de interação social ou isso apareceu apenas na vida adulta?
Tenho dificuldade em compreender sinais sociais, ironias, mudanças de rotina ou regras implícitas?
Tenho interesses muito intensos ou necessidade de padrões e previsibilidade?
Existem sensibilidades sensoriais (sons, texturas, luzes, cheiros)?
Essas características estavam presentes desde a infância e causam prejuízo atualmente?
Também é importante avaliar outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como TDAH em adultos, ansiedade, depressão, transtornos de personalidade e transtornos de humor, pois podem coexistir ou confundir a interpretação dos sintomas.
Uma boa estratégia é procurar um psiquiatra com experiência em TEA em adultos e, se necessário, complementar com avaliação psicológica. O diagnóstico adequado ajuda não apenas na documentação, mas principalmente na compreensão das dificuldades e na definição de estratégias de tratamento e suporte.
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Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de escitalopram em pessoas fumantes geralmente não é contraindicado. O fato de fumar, por si só, não significa que você terá uma reação ruim ao medicamento. O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, utilizado principalmente no tratamento de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico e transtornos de humor.
É comum ter receio ao iniciar uma medicação psiquiátrica, principalmente porque nas primeiras semanas algumas pessoas podem apresentar efeitos de adaptação, como náusea, dor de cabeça, alteração do sono, aumento passageiro da ansiedade, sensação de inquietação ou desconforto gastrointestinal. Esses efeitos costumam melhorar conforme o organismo se adapta, geralmente ao longo das primeiras semanas.
A nicotina e o escitalopram não costumam ter uma interação perigosa direta, mas o cigarro pode influenciar a saúde geral e também estar relacionado a níveis maiores de ansiedade, piora do sono e dificuldade no controle de sintomas emocionais. Caso você decida reduzir ou parar de fumar no futuro, é importante avisar o médico, pois mudanças importantes no hábito podem influenciar alguns tratamentos.
Não suspenda o medicamento por medo sem conversar com o psiquiatra. O ideal é iniciar conforme a orientação recebida e observar sua evolução. Procure orientação se tiver sintomas intensos ou diferentes do esperado, como agitação importante, piora acentuada do humor, pensamentos de se machucar, reação alérgica ou outros sinais preocupantes.
O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento de forma individualizada para sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo, buscando melhora com segurança e boa tolerabilidade.
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É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Venvanse® (lisdexanfetamina) e a Ritalina LA® (metilfenidato de liberação prolongada) foram desenvolvidos justamente para prolongar o efeito dos psicoestimulantes, mas algumas pessoas apresentam um período de ação menor ou um “crash” (queda de energia, irritabilidade, ansiedade, tristeza, cansaço ou piora da concentração) quando o efeito começa a diminuir.
Em relação ao fracionamento, é importante ter cautela:
Venvanse®: a cápsula não deve ser simplesmente dividida em partes para tentar obter doses menores ou prolongar o efeito, pois a formulação foi feita para uma liberação específica após a conversão da lisdexanfetamina no organismo. Alterar a forma de uso pode comprometer a previsibilidade da dose.
Ritalina LA®: também não deve ser triturada ou manipulada de forma inadequada, pois possui mecanismo de liberação modificada. Em algumas apresentações, a cápsula pode ter orientações específicas de uso, mas isso deve seguir a bula e a orientação médica.
Quando existe crash no final do dia, algumas estratégias que o psiquiatra pode avaliar incluem:
ajuste do horário de tomada;
mudança da formulação (liberação imediata x prolongada);
ajuste de dose;
associação planejada com outra apresentação de metilfenidato em horários estratégicos (quando indicado);
investigar fatores que pioram a queda de rendimento, como privação de sono, ansiedade, estresse, alimentação inadequada ou sintomas depressivos associados.
Também é importante avaliar se a sensação de “fim do efeito” está relacionada apenas ao medicamento ou se há sintomas associados de TDAH em adultos, ansiedade, irritabilidade, insônia, estresse ou transtornos de humor, pois essas condições podem influenciar muito a percepção de eficácia.
O ideal é levar ao psiquiatra um registro por alguns dias: horário que tomou, horário que começou a funcionar, horário do crash e quais sintomas aparecem. Isso ajuda a diferenciar uma duração realmente curta de uma queda relacionada à adaptação ou a outros fatores.
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Tomo escitalopram desde 2009 mas agora me deu crise de pânico e a depressão voltou, a psiquiatra me
Tomo escitalopram desde 2009 mas agora me deu crise de pânico e a depressão voltou, a psiquiatra me deu zetron xl 150. Mas estou com muito enjôo é tontura. Já estou na segunda semana e só piorou. Estou muito mal. Muita tontura e sem apetite. Devo continuar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(bupropiona) pode causar efeitos de adaptação principalmente nas primeiras semanas de uso, incluindo náuseas, tontura, redução do apetite, ansiedade, agitação, alteração do sono e mal-estar. Como você está na segunda semana, ainda pode estar dentro do período em que esses efeitos aparecem, mas o fato de você relatar que está piorando e se sentindo muito mal merece uma reavaliação com sua psiquiatra.
A bupropiona é uma medicação que atua principalmente nos sistemas de noradrenalina e dopamina e pode ser associada a antidepressivos como o escitalopram em algumas situações, especialmente quando há retorno de sintomas depressivos, baixa energia, falta de motivação ou resposta incompleta ao tratamento. Porém, cada pessoa responde de uma forma, e alguns pacientes apresentam mais efeitos iniciais.
Não é recomendado suspender ou alterar a dose por conta própria sem conversar com a médica, mas também não é ideal permanecer sofrendo sem orientação. Tente entrar em contato com o serviço onde faz acompanhamento, retornar antes da consulta ou buscar uma avaliação se os sintomas estiverem muito intensos.
Procure atendimento mais rapidamente se houver vômitos persistentes, incapacidade de se alimentar ou hidratar, confusão, agitação intensa, piora importante da ansiedade, pensamentos de se machucar ou sintomas físicos preocupantes.
Como você já fazia tratamento com escitalopram há muitos anos e apresentou retorno de crise de pânico e depressão, é importante que o psiquiatra avalie todo o quadro, incluindo sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e transtorno do pânico, para ajustar a estratégia terapêutica com segurança e melhor tolerabilidade.
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Qual a maneira correta de fazer o desmame do Olanzapina 2,5mg?
Qual a maneira correta de fazer o desmame do Olanzapina 2,5mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A retirada da olanzapina deve ser individualizada pelo psiquiatra, mesmo na dose de 2,5 mg. Não existe um esquema único, pois depende do tempo de uso, indicação e risco de retorno dos sintomas.
Em geral, quando a suspensão é apropriada, costuma-se fazer uma redução gradual, evitando interromper abruptamente. Durante o processo podem surgir insônia, ansiedade, irritabilidade, náusea ou retorno dos sintomas que estavam controlados.
O ideal é conversar com o psiquiatra sobre um plano progressivo e acompanhamento durante a retirada. Não altere a dose sozinho, especialmente se a olanzapina estiver sendo usada para transtorno bipolar, sintomas psicóticos ou controle importante do humor.
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Passei por um término de relacionamento e estou bem triste. Após 2 meses ainda tenho crises de ansie
Passei por um término de relacionamento e estou bem triste. Após 2 meses ainda tenho crises de ansiedade, dificuldade para dormir, pensamento ruminante e, atualmente, tenho sentido uma apatia muito grande. Sem vontade de fazer as coisas. Faço terapia, acho que estou melhorando, mas queria melhorar logo. Devo procurar um psiquiatra? A fluoxetina seria uma opção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após um término, tristeza e ansiedade podem fazer parte do processo de adaptação, mas a persistência por dois meses de crises de ansiedade, insônia, pensamentos ruminantes e apatia merece avaliação profissional, principalmente se estiver prejudicando sua rotina. Como você já faz terapia e percebe alguma melhora, isso é positivo. Ainda assim, uma consulta com psiquiatra pode avaliar se existe transtorno de adaptação, ansiedade ou episódio depressivo e se há indicação de medicação. A fluoxetina pode ser uma opção em alguns casos, mas não deve ser iniciada sem avaliação individualizada. O tratamento pode envolver psicoterapia, medicação ou ambos.
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Tomei so dois comprimido de fluoxetina um sexta e o último sábado e não me adaptei com os efeitos co
Tomei so dois comprimido de fluoxetina um sexta e o último sábado e não me adaptei com os efeitos colaterais horrível, hoje ja e quarta feira e ainda to sentindo os efeitos colaterais, oque faço pra melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após apenas dois comprimidos de fluoxetina, é possível que alguns efeitos adversos ainda estejam presentes por alguns dias, pois a fluoxetina e seu metabólito permanecem no organismo por bastante tempo. Náusea, tontura, ansiedade, alteração do sono e mal-estar podem ocorrer no início do tratamento. Como você relata efeitos “horríveis”, o mais seguro é não reiniciar a medicação até conversar com o médico que prescreveu e explicar exatamente quais sintomas apresentou. Evite álcool e outros medicamentos por conta própria. Se houver falta de ar, desmaio, confusão, convulsão ou reação alérgica, procure atendimento imediatamente.
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Médico me passou paroxetina de manhã, revotril e mitarzapina a noite, tem algum problema problema se
Médico me passou paroxetina de manhã, revotril e mitarzapina a noite, tem algum problema problema seguir essa regra
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse esquema pode ser utilizado na prática psiquiátrica, quando individualizado pelo médico. A paroxetina pode ser tomada pela manhã, enquanto mirtazapina e clonazepam (Rivotril®) à noite, pois ambos podem provocar sonolência e ajudar no sono. A associação exige acompanhamento porque pode aumentar sedação, tontura e prejuízo da atenção, principalmente no início.
Evite álcool e dirigir se estiver sonolento. Também é importante não aumentar ou reduzir as doses por conta própria. Se houver sedação excessiva, confusão, dificuldade para respirar, quedas ou piora importante do quadro, procure avaliação médica. Esse esquema pode ser utilizado no tratamento de depressão, ansiedade, insônia, crise de ansiedade e transtorno do pânico, conforme a avaliação psiquiátrica.
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O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?
O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Antietanol® (dissulfiram) é um medicamento utilizado como parte do tratamento do transtorno por uso de álcool. Ele não elimina diretamente a vontade de beber; seu objetivo é ajudar a manter a abstinência ao provocar uma reação desagradável caso a pessoa consuma álcool.
Essa reação pode incluir vermelhidão, dor de cabeça, náuseas, vômitos, palpitações, queda da pressão e mal-estar intenso. Por isso, o dissulfiram deve ser utilizado somente com acompanhamento médico, após avaliação adequada, pois até pequenas quantidades de álcool presentes em alguns produtos podem desencadear reação.
O tratamento da dependência de álcool costuma envolver acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, suporte familiar e, quando indicado, medicamentos específicos. A escolha depende do padrão de consumo, condições clínicas e presença de ansiedade, depressão, insônia ou outros transtornos de humor.
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Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?
Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Epilepsia não significa necessariamente ter convulsões. Algumas crises podem ocorrer principalmente como alterações breves da consciência ou do comportamento, por exemplo: olhar fixo e “desligamento” por alguns segundos, interrupção súbita da fala ou atividade, dificuldade momentânea para responder, movimentos automáticos repetitivos, sensação estranha de medo, cheiro ou gosto incomum, alterações de percepção e, em algumas crises focais, perda de memória do episódio.
Esses sintomas também podem ocorrer em ansiedade, crises de pânico, dissociação, alterações do sono ou efeitos de medicamentos, portanto não permitem confirmar epilepsia isoladamente. A investigação costuma envolver avaliação neurológica e eletroencefalograma (EEG), podendo ser necessário EEG prolongado ou vídeo-EEG.
Se houver episódios recorrentes de “apagões”, perda de consciência, quedas ou confusão inexplicada, é importante procurar um neurologista.
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Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Carbolitium CR® (carbonato de lítio de liberação controlada) permanece no organismo por um período relativamente longo, mesmo quando é tomado uma vez ao dia. O tempo de permanência depende principalmente da função dos rins, idade, hidratação, dose utilizada e tempo de tratamento.
Em pessoas com função renal preservada, o lítio apresenta uma meia-vida média de aproximadamente 18 a 36 horas, ou seja, esse é o tempo necessário para o organismo reduzir pela metade a quantidade do medicamento circulante. Por isso, após a suspensão, geralmente são necessários cerca de 5 a 7 dias para que a maior parte do lítio seja eliminada, embora pequenas quantidades possam permanecer por mais tempo em alguns casos.
A formulação CR (liberação controlada) tem como objetivo liberar o medicamento de forma mais gradual, mantendo níveis sanguíneos mais estáveis e podendo reduzir oscilações de concentração ao longo do dia. Ela não significa que o medicamento seja eliminado mais rapidamente.
Como o lítio possui uma faixa terapêutica estreita, mudanças de dose, interrupção ou reinício devem ser feitos com orientação médica. É importante acompanhar exames como litemia (nível de lítio no sangue), função renal e função da tireoide, especialmente em tratamentos prolongados.
Na psiquiatria, o Carbolitium é utilizado principalmente no manejo de transtorno bipolar e transtornos de humor, auxiliando na estabilização do humor e prevenção de recaídas. O acompanhamento regular com o psiquiatra permite ajustar a dose de forma segura e avaliar sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, insônia, oscilações de humor e estabilidade emocional.
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É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de ma
É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de manutenção após algumas semanas, causando despertares precoces? O que costuma ser feito nesses casos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A trazodona 50 mg de liberação imediata costuma apresentar um efeito mais evidente na fase inicial do sono, ajudando principalmente a reduzir a latência para adormecer. Entretanto, algumas pessoas percebem, após algumas semanas, uma redução desse benefício na manutenção do sono, com surgimento de despertares durante a madrugada ou despertar precoce.
Isso pode ocorrer porque a formulação de liberação imediata tem duração de ação mais curta, e o efeito sedativo pode não se manter durante toda a noite em alguns pacientes. Além disso, pode haver uma adaptação do organismo ao efeito inicial da medicação. Também é importante avaliar se existem fatores associados, como ansiedade, depressão, estresse, alterações do humor, pensamentos acelerados ou hábitos de sono inadequados, que podem interferir na continuidade do sono.
Na prática psiquiátrica, quando isso acontece, o médico geralmente avalia a resposta global e pode considerar estratégias como ajuste da dose, mudança do horário de administração, avaliação de outra formulação (quando disponível), troca da estratégia medicamentosa ou tratamento de fatores associados. A escolha depende do perfil do paciente, pois doses maiores podem aumentar o risco de efeitos como sonolência no dia seguinte, tontura e queda de pressão.
Não é recomendado aumentar, reduzir ou interromper a trazodona sem orientação médica. O ideal é discutir com o psiquiatra se a dificuldade é principalmente para iniciar o sono ou para mantê-lo, além de avaliar a evolução dos sintomas.
O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento de insônia, ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, buscando melhora da qualidade do sono e do funcionamento durante o dia.
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Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?
Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível, embora seja incomum, uma pessoa apresentar alterações compatíveis com epilepsia sem nunca ter tido uma convulsão generalizada ou uma crise claramente reconhecida. A epilepsia não se manifesta apenas por convulsões; existem diferentes tipos de crises epilépticas, algumas mais discretas e que podem passar despercebidas.
Algumas pessoas podem apresentar crises focais com sintomas sutis, como breves períodos de desconexão, lapsos de memória, sensação de “estar fora do ar”, alterações de percepção, sensações estranhas (como odores ou sabores incomuns), pequenos movimentos automáticos ou episódios curtos de confusão. Em certos casos, esses eventos não são identificados pelo próprio paciente como crises.
Por outro lado, uma alteração em exames, como um eletroencefalograma (EEG) com atividade epileptiforme, não significa necessariamente que a pessoa tenha epilepsia. O diagnóstico depende da avaliação conjunta da história clínica, exame neurológico e exames complementares quando indicados.
Algumas pessoas podem apresentar fatores de risco ou alterações no cérebro que aumentam a predisposição para crises, mas nunca desenvolver sintomas ao longo da vida. Por isso, é fundamental evitar diagnósticos apenas com base em um exame isolado.
Na prática clínica, o neurologista avalia também situações que podem se parecer com crises epilépticas, como crises de ansiedade, ataques de pânico, alterações do sono, desmaios ou eventos dissociativos.
O acompanhamento especializado é importante para diferenciar corretamente essas condições e definir a necessidade ou não de tratamento, garantindo uma abordagem adequada para sintomas neurológicos e emocionais associados.
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Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 22
Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 225mg?
e em quanto tempo para observar efeito mais consistente ? além da melhora do sono e do relaxamento q já aparece nos primeiros dias de uso .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de Quetros® 50 mg (quetiapina) com venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em algumas situações como estratégia de potencialização, principalmente quando há sintomas persistentes de ansiedade, insônia, agitação, depressão resistente ou instabilidade do humor. A indicação depende do diagnóstico, histórico do paciente e avaliação do psiquiatra.
Em doses baixas, como 50 mg, a quetiapina apresenta inicialmente um efeito mais relacionado ao bloqueio de receptores envolvidos na sedação, por isso é comum que a pessoa perceba nos primeiros dias melhora do sono, relaxamento físico e redução da tensão. Já os efeitos mais consistentes como adjuvante no controle da ansiedade e na estabilização emocional costumam ser avaliados após algumas semanas de uso contínuo, frequentemente em torno de 4 a 8 semanas, dependendo da resposta individual.
É importante lembrar que a quetiapina pode causar efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso e alterações metabólicas (glicemia e colesterol), sendo recomendável acompanhamento clínico, especialmente em tratamentos prolongados.
A venlafaxina em dose de 225 mg já possui ação importante nos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico, e a combinação com quetiapina deve ser individualizada, considerando benefícios e riscos. O médico também avalia se sintomas residuais representam ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, alterações do humor ou outro quadro associado.
O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para ajustar o tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando melhora dos sintomas com segurança e equilíbrio emocional.
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Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabi
Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabilizador de humor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com transtorno bipolar ou transtorno esquizoafetivo podem, em algumas situações, utilizar antidepressivos, mas o uso costuma ser feito com maior cautela e acompanhamento psiquiátrico próximo. Diferentemente da depressão unipolar, o antidepressivo geralmente não é considerado a única medicação do tratamento, pois pode aumentar o risco de ativação do humor, com surgimento de sintomas como aceleração dos pensamentos, redução da necessidade de sono, impulsividade ou episódios de mania/hipomania em pessoas predispostas.
No transtorno bipolar, o tratamento de base costuma envolver estabilizadores do humor (como lítio, valproato ou lamotrigina) e/ou alguns antipsicóticos com ação estabilizadora. O antidepressivo pode ser considerado principalmente em episódios depressivos específicos, geralmente associado a uma medicação que ajude a proteger contra oscilações de humor.
No transtorno esquizoafetivo, a estratégia depende da apresentação clínica. O tratamento frequentemente inclui antipsicóticos, podendo haver associação com estabilizadores de humor quando existem características bipolares ou com antidepressivos quando predominam sintomas depressivos, sempre avaliando riscos e benefícios.
A decisão não depende apenas do diagnóstico, mas também do histórico individual: presença de episódios de mania, hipomania, sintomas psicóticos, padrão das crises, resposta anterior aos medicamentos e fatores de risco. Algumas pessoas com esses transtornos utilizam antidepressivos com boa resposta e segurança quando bem indicados.
O acompanhamento com psiquiatra é essencial para monitorar sintomas de transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia e instabilidade emocional, ajustando o tratamento para manter estabilidade do humor e prevenir recaídas.
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Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estab
Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estabilizo. O que pode estar acontecendo comigo? Será que devo procurar um neurologista em vez de frequentar um psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma pessoa já recebeu diversos diagnósticos psiquiátricos, utilizou diferentes medicações e ainda apresenta dificuldade de estabilização, é importante realizar uma reavaliação diagnóstica ampla e cuidadosa. A ausência de resposta adequada pode ocorrer por vários motivos: diagnóstico que precisa ser revisado, presença de mais de um transtorno associado, doses ou tempo de tratamento inadequados, efeitos adversos que limitam o uso das medicações ou fatores como alterações do sono, estresse crônico e condições clínicas associadas.
O neurologista pode ter um papel importante quando existem sinais sugestivos de alterações neurológicas, como crises convulsivas, alterações importantes de memória, desmaios, sintomas motores, alterações de sensibilidade ou outros achados neurológicos. Entretanto, quando o principal problema envolve instabilidade emocional, depressão persistente, ansiedade intensa, alterações de humor ou dificuldade de resposta a psicofármacos, o acompanhamento com um psiquiatra especializado em casos complexos geralmente continua sendo fundamental. Em algumas situações, a avaliação conjunta entre psiquiatria e neurologia pode ser indicada.
Uma abordagem útil é revisar todo o histórico: quais diagnósticos foram feitos, quais medicamentos foram utilizados, doses, duração dos tratamentos, respostas obtidas e efeitos colaterais. Às vezes, o problema não é a falta de medicamentos, mas a necessidade de compreender melhor o padrão dos sintomas e encontrar o tratamento mais direcionado.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial para investigar e tratar ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando uma formulação diagnóstica mais precisa e um plano terapêutico individualizado.
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Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte
Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte ou mais potente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O carbonato de lítio e o Carbolitium CR® possuem o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A principal diferença está na formulação e na velocidade de liberação do medicamento. O Carbolitium CR® é uma apresentação de liberação controlada, ou seja, libera o lítio de forma mais gradual, podendo proporcionar níveis mais estáveis no sangue ao longo do dia.
Nenhum dos dois é considerado mais “forte” ou mais “potente” quando comparadas doses equivalentes. A eficácia depende principalmente da dose adequada para cada pessoa, da litemia (nível de lítio no sangue), da resposta clínica e da tolerabilidade. O fato de um comprimido ter mais ou menos miligramas não significa necessariamente que terá um efeito proporcionalmente maior, pois a absorção e a distribuição podem variar conforme a formulação.
O Carbolitium CR® pode ser escolhido em alguns pacientes por favorecer maior estabilidade dos níveis séricos, reduzir oscilações e melhorar a tolerância a alguns efeitos adversos. Já o carbonato de lítio convencional também é eficaz quando bem ajustado.
O acompanhamento psiquiátrico é fundamental durante o uso do lítio, especialmente em condições como transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente, ansiedade associada e instabilidade emocional, com monitorização periódica da litemia, função renal e tireoide para garantir segurança e eficácia do tratamento.
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Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra
Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra trocou pelo carbolitium CR 900mg. Minha pergunta é não se trata do mesmo medicamento? Ou tem alguma diferença entre eles? O carbolitium CR é superior ao carbonato de lítio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, os dois medicamentos têm o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A diferença está principalmente na tecnologia de liberação do comprimido. O Carbolitium CR® é uma formulação de liberação controlada, que libera o lítio de maneira mais gradual, podendo proporcionar uma concentração mais estável do medicamento no organismo.
O Carbolitium CR® não é necessariamente “superior” ou mais potente que o carbonato de lítio comum. A troca de 1200 mg de carbonato de lítio para 900 mg de Carbolitium CR pode ter sido feita pelo psiquiatra considerando a forma como seu organismo absorve o medicamento, sua tolerabilidade, horários de tomada e o objetivo de atingir uma litemia terapêutica adequada.
Uma litemia baixa usando 1200 mg pode ocorrer por diversos fatores, como horário da coleta do exame em relação à última dose, absorção individual, hidratação, consumo de sal, função renal e interações com outros medicamentos. A quantidade em miligramas, isoladamente, não determina a potência do tratamento; o mais importante é o nível sérico alcançado e a resposta clínica.
O ideal é repetir a litemia conforme orientação do psiquiatra após a mudança, além de acompanhar função renal e tireoide. O lítio é um medicamento muito utilizado para transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente e estabilização do humor, mas precisa de monitoramento regular para garantir eficácia e segurança.
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Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?
Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, algumas pessoas relatam perceber diferença ao trocar o laboratório da sertralina, mas é importante entender que os medicamentos genéricos aprovados pela Anvisa devem conter o mesmo princípio ativo e demonstrar equivalência ao medicamento de referência. Portanto, em teoria, a sertralina da Geolab deve ter a mesma eficácia terapêutica da sertralina de outros fabricantes.
Apesar disso, na prática clínica, alguns pacientes percebem mudanças ao trocar de apresentação, principalmente em relação a sintomas como ansiedade, disposição, sono, estabilidade emocional ou controle das crises. Essas diferenças podem estar relacionadas a fatores individuais, como variações de absorção, excipientes da fórmula ou até ao momento do tratamento em que a troca ocorreu.
Também é importante considerar que a resposta à sertralina pode oscilar por outros motivos, como estresse, qualidade do sono, alterações hormonais ou evolução natural do quadro. Se você percebe uma piora consistente sempre que utiliza determinada marca e melhora quando retorna a outra, vale conversar com seu psiquiatra para avaliar a melhor opção para manter sua estabilidade.
Não é recomendado interromper ou trocar a medicação por conta própria, pois a regularidade é fundamental para o controle dos sintomas.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial no tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, ajustando o tratamento de forma individualizada.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…