Perguntas do paciente (917)
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Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.
Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Anafranil® (clomipramina) é realmente considerado por muitos médicos e pacientes um medicamento de grande eficácia, principalmente em quadros como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão, ansiedade intensa e alguns casos de transtorno do pânico. Entretanto, a disponibilidade do medicamento pode variar conforme o país, fabricante e apresentação comercial; em alguns locais pode haver redução de oferta ou mudanças na comercialização.
A clomipramina pertence à classe dos antidepressivos tricíclicos, uma das classes mais antigas da psiquiatria. Apesar de sua eficácia comprovada, com o passar dos anos surgiram antidepressivos mais novos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que costumam apresentar melhor perfil de tolerabilidade e menor risco em determinadas situações.
Isso não significa que o Anafranil tenha deixado de ser um bom medicamento. Ele continua sendo uma opção terapêutica importante para muitos pacientes, especialmente quando há boa resposta individual. A escolha depende do diagnóstico, histórico de tratamentos anteriores, efeitos colaterais e avaliação do psiquiatra.
Os tricíclicos podem apresentar mais efeitos adversos, como boca seca, constipação, sonolência, ganho de peso, alterações cardiovasculares e necessidade de maior cuidado em algumas situações, por isso atualmente são utilizados de forma mais criteriosa.
O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar as melhores opções no tratamento de depressão, ansiedade, TOC, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e TDAH em adultos, buscando equilíbrio entre eficácia e segurança.
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Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina
Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina de 50 mg do laboratório tolrest agora entrando nesse segundo mês estou tomando do laboratório Zoloft 50mg as crises de ansiedade e de pânico passaram ! Só estou sentindo sensação de olhos pesados parecendo que acabou de acordar ! E cansaço e normal esse efeito já que tem 1 mês ? O médico me passou ansitec de 5 mg na minha segunda consulta será que o ancitec ajuda a combater esse cansaço nos olhos ? E sono vontade de ficar deitado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A melhora das crises de ansiedade e pânico após cerca de 1 mês de uso da sertralina é um sinal positivo de resposta ao tratamento. A sensação de olhos pesados, cansaço, sonolência e vontade de ficar deitado pode ocorrer em algumas pessoas durante as primeiras semanas, pois o organismo ainda está se adaptando ao medicamento. Em alguns pacientes, esses efeitos diminuem progressivamente ao longo de 6 a 12 semanas, mas é importante acompanhar a evolução.
O Tolrest® e o Zoloft® possuem o mesmo princípio ativo (sertralina 50 mg), porém são de fabricantes diferentes. A maioria das pessoas não apresenta diferença clínica, mas alguns pacientes relatam perceber alterações ao trocar o laboratório, principalmente em sintomas como sono, disposição ou ansiedade.
O Ansitec® (buspirona) é uma medicação voltada principalmente para o tratamento da ansiedade. Ele não costuma ser utilizado especificamente para combater sonolência ou cansaço; em alguns pacientes pode melhorar sintomas ansiosos que prejudicam a energia, mas em outros pode causar tontura ou sensação de fadiga no início.
Como você já teve melhora importante das crises, vale conversar com seu psiquiatra sobre essa sonolência persistente. Pode ser necessário avaliar o horário de tomada da sertralina, a adaptação ao medicamento, qualidade do sono, rotina e outras possíveis causas de cansaço.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial no tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando controle dos sintomas com boa qualidade de vida.
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Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e
Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e não quer ir a um especialista. Nem remédios, ele fala que não funciona mas com ele. No caso ele fica muito agressivo, inventa coisas que não acontecerem, uma situação minina ele aumenta muito, não sei mas oque fazer, pois está prejudicando nossa família, e ele não aceita que ninguem vai embora, ele mobiliza a gente dizendo que vai cometer suicídio. Eu marcando com algum especialista, eles podem me passar algum medicamento que eu oferte a ele?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A situação relatada envolve aspectos que merecem bastante atenção, principalmente pelas ameaças de suicídio, agressividade, instabilidade emocional e dificuldade de aceitar tratamento. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é comum haver grande sensibilidade ao abandono, oscilações emocionais intensas, dificuldade de controlar a raiva, interpretações distorcidas de situações e comportamentos de tentativa de manter vínculos, que podem incluir ameaças de autoagressão.
Sobre sua dúvida: não é recomendado nem seguro que um especialista prescreva uma medicação para você oferecer ao seu pai sem que ele seja avaliado. O tratamento psiquiátrico depende de uma consulta, pois é necessário entender os sintomas atuais, histórico, outras condições de saúde, uso de substâncias, riscos e quais intervenções são realmente indicadas. Além disso, administrar uma medicação sem o conhecimento da pessoa pode prejudicar a confiança e trazer riscos.
Mesmo que seu pai não aceite ir ao psiquiatra, você pode procurar atendimento para orientação familiar. Um profissional pode ajudar a família a compreender o quadro, estabelecer limites mais saudáveis, lidar com crises e pensar em formas de abordagem que reduzam a resistência dele ao tratamento.
Quando ele ameaça cometer suicídio, é importante levar a fala a sério. Se houver intenção clara, plano, acesso a meios para se machucar ou risco imediato, procure atendimento de urgência ou serviços de emergência da sua região.
O tratamento do TPB costuma envolver principalmente psicoterapia estruturada, como terapias focadas em regulação emocional e relações interpessoais. Medicamentos podem ser utilizados em alguns casos para sintomas associados, como ansiedade, depressão, impulsividade ou alterações de humor, mas precisam ser individualizados.
O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para avaliar transtorno de personalidade borderline, ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, além de orientar a família sobre estratégias mais seguras de manejo.
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Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido
Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido a sonolência. Desde então, sinto ansiedade extrema e depressão grave (como se o remédio fosse água). Acordo às 2h da manhã com sintomas fortes de abstinência. Além disso, tentei reduzir o Rivotril de 10 para 8 gotas (com quetiapina 25mg à noite) e piorei muito. Essa piora na madrugada é pela mudança de horário da paroxetina ou o remédio pode ter perdido a eficácia aos 60 anos? Como estabilizar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após 30 anos de uso de paroxetina, o organismo pode estar bastante adaptado ao medicamento, e mudanças aparentemente simples, como alterar o horário da tomada, podem ser percebidas por algumas pessoas. A mudança da manhã para a tarde pode ter influenciado a percepção dos sintomas, principalmente se houve alteração no intervalo entre doses ou nos níveis do medicamento ao longo do dia. Entretanto, uma piora intensa após 24 dias também exige avaliar outros fatores, como o próprio curso da ansiedade/depressão, alterações do sono, estresse, outras medicações e a redução do Rivotril® (clonazepam).
A redução de 10 para 8 gotas do clonazepam pode causar sintomas de retirada em algumas pessoas, como aumento importante de ansiedade, insônia, despertares de madrugada, sensação de pânico e piora do humor, principalmente após uso prolongado. Por isso, reduções de benzodiazepínicos geralmente precisam ser feitas de forma muito gradual e individualizada.
Aos 60 anos, não significa necessariamente que a paroxetina “perdeu o efeito”. O que pode acontecer é uma mudança na resposta do organismo ao longo do tempo, surgimento de novos fatores associados ou necessidade de reavaliar a estratégia terapêutica. A estabilização costuma exigir uma análise cuidadosa do esquema completo, evitando várias mudanças simultâneas.
É importante retornar ao psiquiatra para discutir esses sintomas e não ajustar paroxetina, clonazepam ou quetiapina por conta própria. Se houver pensamentos de morte, risco de autoagressão ou uma piora incapacitante, procure atendimento de urgência.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial para quadros de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando um ajuste terapêutico seguro e individualizado.
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Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem acontecer no início do tratamento com escitalopram. Nas primeiras semanas, especialmente entre a segunda e quarta semana, algumas pessoas ainda apresentam efeitos de adaptação, como náusea, tontura, desconforto gastrointestinal, alteração do sono, sensação de cansaço ou aumento transitório da ansiedade.
Com 14 dias, ainda é considerado um período inicial. O efeito terapêutico completo do escitalopram geralmente aparece de forma mais evidente após 4 a 8 semanas, embora algumas pessoas percebam melhora antes. Os efeitos colaterais costumam diminuir gradualmente conforme o organismo se adapta.
É importante observar a intensidade dos sintomas. Caso a tontura seja forte, haja desmaio, vômitos persistentes, piora importante da ansiedade, agitação intensa ou pensamentos de autoagressão, é necessário entrar em contato com o médico.
Não interrompa o escitalopram de forma abrupta sem orientação, pois isso pode causar piora dos sintomas ou sintomas de descontinuação. Converse com seu psiquiatra caso os efeitos estejam dificultando sua rotina, pois ajustes de dose ou horário podem ser considerados.
O acompanhamento psiquiátrico é fundamental no tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade do tratamento.
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Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pou
Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pouco apetite.Pode ser efeito colateral do medicamento ou não?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem estar relacionados ao início do uso do Venlift OD® (venlafaxina de liberação prolongada), principalmente por ter sido a primeira dose, mas precisam ser acompanhados com atenção.
A venlafaxina pode causar nos primeiros dias de tratamento alguns efeitos como redução do apetite, náuseas, desconforto gastrointestinal, boca seca, alterações urinárias, sensação de dificuldade para urinar, ansiedade ou inquietação. Em algumas pessoas, esses efeitos melhoram conforme o organismo se adapta, geralmente ao longo das primeiras semanas.
A diminuição da vontade de urinar, porém, merece uma observação mais cuidadosa. Se ela estiver apenas urinando menos porque está ingerindo menos líquidos ou sentindo menos vontade, pode ser transitório. Mas se houver incapacidade de urinar mesmo com a bexiga cheia, dor ou pressão na parte baixa da barriga, desconforto importante, confusão, agitação intensa ou piora rápida, é importante procurar avaliação médica.
Também é importante verificar outros fatores: idade, outras medicações em uso, doenças associadas e hidratação. Não é recomendado suspender ou alterar a dose por conta própria sem conversar com o médico que prescreveu.
O ideal é informar ao psiquiatra que iniciou a venlafaxina e relatar esses sintomas, pois ele poderá avaliar se fazem parte da adaptação inicial ou se é necessário algum ajuste. O acompanhamento é fundamental no tratamento de depressão, ansiedade, transtornos de humor, crise de ansiedade, estresse e sintomas emocionais associados, buscando eficácia com boa tolerabilidade.
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A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas apó
A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas após da início melhora ??
Alguns.paciente que usaram melhoram?
Meu médico passou para eu tomar só que esqueci de pergunta a ele.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A vitamina Vivament® pode auxiliar quando existe alguma deficiência nutricional que esteja contribuindo para sintomas como cansaço, baixa energia, dificuldade de concentração ou redução do desempenho cognitivo. Porém, quando a falta de foco e concentração está relacionada a um surto psiquiátrico, alterações do humor, ansiedade intensa, estresse ou efeitos de medicamentos, o benefício de uma vitamina isoladamente costuma ser mais limitado.
O tempo para perceber algum efeito depende da causa do sintoma. Quando há uma deficiência de vitaminas ou minerais, algumas pessoas podem notar melhora de energia e disposição após algumas semanas (geralmente 4 a 8 semanas) de reposição adequada. Entretanto, a melhora da concentração após um episódio psiquiátrico costuma depender principalmente da recuperação do quadro de base e do ajuste correto do tratamento.
Alguns pacientes relatam melhora subjetiva com suplementos, especialmente em relação a disposição e fadiga, mas a resposta é individual. É importante entender qual foi o objetivo da prescrição: corrigir uma deficiência identificada em exames, auxiliar na recuperação ou complementar o tratamento.
Não aumente a dose nem associe outros suplementos sem orientação. Vale enviar uma mensagem ao seu médico perguntando qual a finalidade específica da Vivament no seu caso e em quanto tempo ele espera avaliar resposta.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial na recuperação de sintomas como falta de foco, alterações cognitivas, ansiedade, depressão, estresse, irritabilidade, insônia e transtornos de humor, pois permite diferenciar sintomas residuais do quadro principal, efeitos de medicamentos e fatores nutricionais.
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Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t
Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um aumento de disposição após o ajuste da sertralina de 50 mg para 75 mg pode acontecer, especialmente nos primeiros dias ou semanas após a mudança da dose. Algumas pessoas relatam mais energia, iniciativa, organização, motivação e redução da sensação de peso emocional, principalmente quando sintomas de ansiedade e pensamentos obsessivos começam a ficar menos intensos.
Como você está utilizando a sertralina para TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), é importante lembrar que a melhora mais consistente dos sintomas obsessivos costuma ocorrer de forma gradual, geralmente após algumas semanas de tratamento em dose adequada. O aumento de disposição pode ser apenas uma resposta positiva inicial ou uma percepção maior da sua capacidade de realizar atividades, principalmente se antes você estava limitada pelos sintomas.
Porém, como você descreveu uma energia “muito maior e enérgica do que se lembra de ter naturalmente”, vale acompanhar alguns sinais de ativação excessiva, como: necessidade reduzida de sono sem sentir cansaço, pensamentos muito acelerados, fala mais rápida, impulsividade, irritabilidade fora do habitual, sensação de euforia intensa ou comportamentos diferentes do seu padrão.
O fato de você relatar que continua dormindo bem e consegue descansar é um aspecto tranquilizador. Mesmo assim, é importante comentar essa mudança com sua psiquiatra, principalmente porque ela ocorreu logo após o aumento da dose, para que ela avalie se faz parte da adaptação ou se necessita de acompanhamento mais próximo.
Não altere a dose ou suspenda a medicação por conta própria. O seguimento psiquiátrico é fundamental no tratamento de TOC, ansiedade, depressão, transtornos de humor, irritabilidade, estresse, insônia e TDAH em adultos, buscando equilíbrio entre melhora dos sintomas, energia e estabilidade emocional.
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Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a
Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a aproximadamente um mês onde comecei com 18mg e a cada 6 dias subia mais 18mg (assim entre 36, 54, 72) e nessa semana cheguei na dose indicada de 80mg. Desde que entrei na dosagem mais alta, tenho me sentido mais ansioso e "vulnerável", um sentimento de perda de controle mesmo. Tenho TEA e TDAH, e comecei essa medicação justamente porque não consigo manter o foco nas atividades... Além dele tomo Escitalopram 15mg... Minha pergunta é se essa ansiedade e sentimentos de vulnerabilidade/instabilidade são comuns durante a adaptação na dosagem de 80mg em casos como o meu... É algo que tem me deixado muito mal e pensativo... Podem me ajudar? Obrigado a todos!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ansiedade, inquietação, irritabilidade e sensação de instabilidade podem ocorrer após o início ou aumento da atomoxetina (Atentah®), especialmente durante a fase de adaptação. Como você passou de 72 mg para 80 mg recentemente e utiliza escitalopram 15 mg, é importante considerar que a combinação pode aumentar alguns efeitos adversos e requer acompanhamento médico.
Entretanto, uma sensação intensa de perda de controle, vulnerabilidade ou piora importante da ansiedade não deve ser simplesmente tolerada. O ideal é comunicar o psiquiatra que prescreveu o tratamento para avaliar se a dose de 80 mg é adequada, se o aumento foi muito rápido ou se é necessário ajustar o esquema. Não reduza ou suspenda os medicamentos por conta própria.
No acompanhamento de TDAH em adultos, especialmente quando há TEA e transtorno de ansiedade associados, o objetivo é melhorar atenção e funcionamento sem provocar piora significativa da ansiedade, insônia ou estabilidade emocional. Se surgirem pensamentos de autoagressão, agitação intensa ou perda de controle do comportamento, procure atendimento imediatamente.
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Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa. Tomou varios medicamentos e não estava evol
Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa.
Tomou varios medicamentos e não estava evoluindo , precisou ser internado e começou a ter uma melhoria.
Está tomando divalproato de sodio de 500 mg e olanzapina de 10 mg a noite.
E pela manhã Setralina metade comprimido 50 mg a 12 dias e recentemente o comprimido completo 4 dias.
O medico mandou aumentar para 2 comprimidos de 50 mg apartir de de segunda agora 2 comprimidos de 50 mg.
Ter confusões mentais , pensamentos desconexos da realidade ainda é normal ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em um quadro de depressão severa, especialmente em pessoas idosas e após uma internação, pode ocorrer um período de adaptação até que o tratamento produza efeito completo. A sertralina geralmente necessita de algumas semanas para apresentar melhora mais consistente dos sintomas depressivos, enquanto ajustes de dose também podem exigir acompanhamento próximo.
Entretanto, episódios de confusão mental, pensamentos desconexos da realidade, desorientação ou alterações importantes do comportamento não devem ser considerados apenas como parte esperada da adaptação sem avaliação médica. Esses sintomas podem estar relacionados à própria gravidade da depressão (como em quadros com sintomas psicóticos), efeitos ou ajustes das medicações, interações medicamentosas, alterações metabólicas ou outras condições clínicas comuns em idosos.
O divalproato de sódio e a olanzapina são medicamentos utilizados em alguns quadros psiquiátricos para estabilização do humor, agitação ou sintomas associados, mas precisam de monitoramento individualizado. É importante informar ao psiquiatra que acompanha seu pai sobre essas confusões antes do aumento da sertralina, principalmente se elas forem novas ou estiverem piorando.
O acompanhamento psiquiátrico próximo é fundamental para avaliar depressão grave, transtornos de humor, ansiedade, alterações cognitivas e sintomas psicóticos, ajustando o tratamento para recuperar a funcionalidade, segurança e qualidade de vida do paciente. Se houver risco de autoagressão, agitação intensa ou perda importante de contato com a realidade, é indicado procurar atendimento imediato.
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Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althai
Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althaia está com um bom desconto. Terá diferença no tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluvoxamina 100 mg dos laboratórios Biolab e Althaia possui o mesmo princípio ativo e, quando ambos são medicamentos registrados e regularizados, devem apresentar equivalência quanto à dose e à qualidade do tratamento. Em geral, a troca entre laboratórios não costuma causar perda de eficácia, porém algumas pessoas podem perceber diferenças individuais relacionadas aos excipientes (componentes que acompanham o princípio ativo) ou à adaptação do organismo à mudança.
A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS, utilizado principalmente no tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, depressão, crises de ansiedade e outros quadros relacionados à saúde mental. Caso você esteja estável com o medicamento atual, é interessante conversar com o psiquiatra antes da troca, principalmente se o tratamento envolve sintomas mais sensíveis ou se houve dificuldade para encontrar uma dose adequada.
Se realizar a mudança, observe nas primeiras semanas sinais como alteração do sono, ansiedade, irritabilidade, piora do humor ou retorno de sintomas. O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a resposta e garantir o melhor controle de ansiedade, depressão, transtornos de humor e qualidade de vida.
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Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e La
Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e Lamotrigina 50 mg. Porém, como estou em tratamento de gastrite e tenho muitas náuseas, preciso recorrer com frequência a medicamentos antieméticos, até mesmo porque tenho grave fobia de vômito. Entretanto, li que não é recomendado o uso de Dramin associado às medicações que uso por causar excesso de sonolência e outros eventuais sintomas mais sérios e que a ondansetrona é contraindicada devido ao risco de síndrome serotoninérgica com o escitalopram e a fluvoxamina. Considerando que não posso fazer uso de bromoprida e metoclopramida por reações graves que já tive, o que seria mais indicado no meu caso? Será que tomar o Dramin em casos de urgência poderia gerar reações graves?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu caso exige uma avaliação individualizada, pois há uma combinação de medicações psiquiátricas e uma condição gastrointestinal com náuseas frequentes e fobia de vômito (emetofobia). A preocupação com interações é pertinente, principalmente porque você utiliza escitalopram e fluvoxamina, que atuam no sistema serotoninérgico.
O Dramin (dimenidrinato) pode causar aumento de sonolência, tontura, redução da atenção e potencial intensificação de efeitos sedativos quando associado ao alprazolam e outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Porém, isso não significa necessariamente que uma utilização eventual irá causar uma reação grave em todas as pessoas; o risco depende de fatores como dose, sensibilidade individual, idade, outras condições de saúde e frequência de uso.
A ondansetrona realmente merece cautela quando combinada com medicamentos serotoninérgicos, pois existe uma preocupação teórica e clínica com síndrome serotoninérgica, embora esse risco seja considerado incomum e dependa do contexto. A decisão de utilizar deve ser feita pelo médico que conhece seu histórico, doses e fatores de risco.
Como você já apresentou reações importantes com bromoprida e metoclopramida, o ideal é conversar com seu psiquiatra e também com o médico que acompanha a gastrite para definir uma estratégia segura. Pode ser necessário avaliar alternativas, ajustar o tratamento da causa das náuseas e considerar também o impacto da ansiedade, fobia de vômito, crises de ansiedade e sintomas gastrointestinais associados ao estresse.
O acompanhamento psiquiátrico é importante para equilibrar o controle de ansiedade, depressão, transtorno do pânico, insônia, irritabilidade e qualidade de vida, evitando tanto sintomas mal controlados quanto excesso de efeitos colaterais. Não faça testes de combinações de medicamentos por conta própria, especialmente envolvendo vários fármacos que atuam no sistema nervoso central.
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Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito
Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito nenhum tomar café? O café pode reagir com as medicações causando perda da eficácia esperada das medicações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é necessário proibir café de forma absoluta em pessoas com transtorno bipolar, esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo. A cafeína, porém, pode aumentar ansiedade, agitação, insônia, palpitações e, em indivíduos vulneráveis, contribuir para desestabilização do humor ou piora de sintomas psicóticos, especialmente em quantidades elevadas. Em geral, ela não “anula” a eficácia dos antipsicóticos ou estabilizadores do humor, mas existem interações específicas com alguns medicamentos, podendo alterar seus níveis ou efeitos. Por isso, a quantidade e o horário do café devem ser avaliados individualmente. Se houver piora de sono, ansiedade, irritabilidade, aceleração do pensamento ou sintomas psicóticos, vale reduzir e conversar com o psiquiatra.
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Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o
Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o seu efeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem usa carbonato de lítio não precisa necessariamente evitar café. A cafeína não “corta” diretamente o efeito do lítio, mas pode influenciar sua concentração no organismo, especialmente quando há mudanças importantes no consumo habitual. Como o lítio é eliminado pelos rins, alterações na ingestão de cafeína e de líquidos podem modificar sua eliminação e, consequentemente, a litemia. Além disso, excesso de café pode piorar ansiedade, tremores e insônia, dificultando o controle do humor. O ideal é manter um consumo relativamente estável, boa hidratação e evitar mudanças bruscas. Não é recomendável alterar a dose do lítio por causa do café sem orientação médica.
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Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a ten
Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a tensão não. Foi mantida a dose e mudado para Daforin. Há chances de melhora com essa troca?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chance de melhora existe, mas há um ponto importante: Daforin é uma marca de fluoxetina. Portanto, se a troca foi apenas de marca, mantendo a mesma dose e o mesmo princípio ativo, não se espera uma mudança farmacológica relevante. A tensão residual pode representar sintomas ansiosos ainda parcialmente controlados ou necessidade de reavaliar a estratégia terapêutica.
Após 15 anos de uso, o psiquiatra pode considerar outros fatores, como dose, adesão, comorbidades e eventual necessidade de outra abordagem. Não altere ou suspenda a fluoxetina por conta própria.
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Boa tarde, prezados ! Faço tto para sd do pânico desde 2019. Vinha mto bem da ansiedade. Após uma n
Boa tarde, prezados !
Faço tto para sd do pânico desde 2019.
Vinha mto bem da ansiedade. Após uma nova crise, foi mantida a medicação de base (effexo 225mg q já usava há > 2 anos) e adc um alpraz 0,25 2x ao dia.
Após 30d ainda tinha mtos sintomas ansiosos e foi adc o Quetros 25mg, fiz por 16d. porem ainda persistiram sintomas dissociativos desconfortáveis (desper/desrealizacao), sensação de automatismo, ansiedade antec., oscilações diurnas (ex: impossibilidade de cochilar durante o dia)… Apesar de melhora em relação a apetite, sono, funcionalidade apesar do ruído de fundo / desconforto.
Médica aumentou a quet para 50mg.
O aumento da dose leva o mesmo para apresentar resultado? 2-4 sem. em média ou tende a ter uma resposta mais rápida ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No contexto que você descreve, o aumento da quetiapina de 25 mg para 50 mg pode, sim, levar a um novo período de adaptação, mas o tempo de resposta depende muito do objetivo do uso da medicação.
Em doses baixas (como 25–50 mg), a quetiapina costuma ter efeitos mais relacionados à sedação, melhora do sono, redução de hiperativação fisiológica e ansiedade intensa. Quando utilizada como adjuvante em quadros ansiosos, sintomas dissociativos associados à ansiedade e estados de hiperalerta, a melhora pode ocorrer de forma gradual. Alguns efeitos podem aparecer nos primeiros dias, principalmente em sono e tensão, enquanto benefícios mais consistentes sobre ansiedade, ruminação e instabilidade emocional podem levar algumas semanas.
Como você já utilizava venlafaxina (Effexor®) 225 mg há mais de 2 anos com boa estabilidade, e a piora ocorreu após uma nova crise de pânico, é possível que o quadro atual esteja relacionado a uma reativação do circuito de medo e hipervigilância, e não necessariamente a uma falha da medicação de base. Sintomas como desrealização, despersonalização, sensação de automatismo e ansiedade antecipatória podem permanecer como sintomas residuais mesmo quando aspectos como sono, apetite e funcionamento já começam a melhorar.
Com o aumento da quetiapina, alguns pacientes percebem mudanças em poucos dias, principalmente pela redução da ativação ansiosa e melhora do descanso. Porém, para avaliar o efeito mais completo, costuma-se considerar uma janela de algumas semanas, frequentemente em torno de 2 a 4 semanas após o ajuste, embora a resposta seja individual.
Um ponto positivo no seu relato é que você já apresenta sinais de recuperação: voltou a funcionar, houve melhora do apetite e do sono, e os sintomas parecem estar mais como um “ruído de fundo” do que como uma incapacidade total. Em transtorno do pânico, é comum que a fase final de melhora envolva reduzir o medo das próprias sensações e a hipervigilância corporal.
O acompanhamento com sua psiquiatra é essencial, principalmente para ajustar o uso do alprazolam e avaliar a evolução dos sintomas dissociativos.
Uma informação que ajuda bastante na interpretação: essa nova crise de pânico ocorreu após algum evento específico (estresse, medo de passar mal, situação física como tontura/desmaio) ou surgiu de forma espontânea, sem gatilho aparente?
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Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente apó
Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente após uma separação de matrimônio notei que ela voltou. Porém todos os dias pela manhã já acordo trêmula e bem fraca, com leves tonturas. Ao final da noite começa a me dar muita crise de pânico com corpo queimando, braço dormente, enfim. A ansiedade nesse momento quadro pode fazer com que eu todo dia sinta esses tremores e essa fraqueza constantemente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade intensa e o transtorno do pânico podem causar sintomas físicos persistentes, inclusive tremores, fraqueza, sensação de tontura e alterações corporais ao longo do dia. Isso acontece porque o organismo permanece em um estado de hiperativação do sistema de alerta, como se estivesse constantemente se preparando para uma ameaça.
Após um período de grande estresse emocional, como uma separação conjugal, é relativamente comum ocorrer uma reativação de sintomas em pessoas que já tiveram transtorno do pânico. O corpo pode passar a interpretar sensações normais (batimentos cardíacos, mudanças de pressão, cansaço, tensão muscular) como sinais de perigo, gerando um ciclo de medo e mais sintomas físicos.
Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à ansiedade, como:
Tremores ao acordar (pela maior ativação de cortisol e adrenalina pela manhã);
Sensação de fraqueza ou corpo “sem energia”;
Tontura ou sensação de instabilidade;
Taquicardia e ondas de calor/queimação no corpo durante crises;
Dormência ou formigamento em braços e outras regiões (frequentemente associado à hiperventilação durante a ansiedade).
Também é comum que a pessoa fique mais sensível aos sinais do próprio corpo após uma crise, desenvolvendo medo antecipatório: “será que vai acontecer de novo?”. Esse estado de vigilância pode manter os sintomas mesmo fora das crises.
Entretanto, como tremores e fraqueza podem ter outras causas médicas, é importante não atribuir tudo automaticamente à ansiedade. Vale uma avaliação clínica para descartar fatores como alterações de tireoide, anemia, alterações metabólicas, deficiência de vitaminas, problemas cardiovasculares ou efeitos de medicamentos, especialmente se os sintomas forem novos ou muito intensos.
Pelo seu relato, há um padrão sugestivo de ansiedade reativada: piora após um evento emocional importante, sintomas físicos pela manhã e crises mais intensas ao final do dia. O tratamento costuma envolver acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia (especialmente abordagens focadas em pânico e regulação da ansiedade) e, quando indicado, medicação.
Gostaria de saber: você está atualmente usando alguma medicação para o transtorno do pânico (como sertralina, escitalopram, venlafaxina, paroxetina ou outra)? E esses tremores começam antes mesmo de levantar da cama ou aparecem depois que você acorda e começa a perceber as sensações?
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Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha
Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha menstruação adiantou 5 dias , pode estar ligado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode haver relação. O que você descreve pode acontecer por uma combinação de fatores: fase inicial do tratamento com escitalopram, oscilações hormonais do ciclo menstrual e um gatilho emocional ou físico.
Com 15 dias de escitalopram 20 mg, você ainda está em uma fase de adaptação. Apesar de algumas pessoas perceberem melhora no início, o efeito terapêutico mais consistente costuma aparecer após algumas semanas (frequentemente entre 4 e 8 semanas). Durante as primeiras semanas, algumas pessoas podem apresentar oscilações da ansiedade, aumento da sensibilidade emocional ou até episódios de crise antes da estabilização.
A menstruação também pode influenciar bastante. No período próximo ao início do ciclo, as alterações hormonais podem aumentar a vulnerabilidade para sintomas como:
Ansiedade mais intensa;
Irritabilidade;
Choro fácil;
Sensação de medo ou apreensão;
Palpitações;
Piora temporária de crises de pânico.
O fato de a menstruação ter adiantado 5 dias pode acontecer por diversos motivos, incluindo estresse emocional intenso, alterações na rotina, sono, alimentação e o próprio impacto de um período de ansiedade elevada. O escitalopram não costuma causar diretamente alteração do ciclo menstrual na maioria das pessoas, mas mudanças no organismo e no estresse podem interferir.
Uma crise isolada nesse período não significa necessariamente que o medicamento não está funcionando. O ideal é observar a tendência das próximas semanas e manter o uso conforme foi prescrito, sem aumentar ou interromper a dose por conta própria.
Procure seu médico antes se houver piora importante da ansiedade, agitação intensa, pensamentos de se machucar, sintomas muito diferentes do habitual ou efeitos colaterais difíceis de tolerar.
Para entender melhor: você iniciou o escitalopram já na dose de 20 mg ou começou com 5/10 mg e aumentou? E essa crise de hoje foi parecida com as crises que você tinha antes ou foi diferente?
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Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo d
Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo de abando e delírios e alucinações psicóticas como na esquizofrenia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode apresentar muitos dos sintomas característicos do transtorno sem necessariamente apresentar medo de abandono de forma evidente ou sintomas psicóticos persistentes como ocorre na esquizofrenia.
O medo intenso de abandono ou rejeição é um dos critérios centrais do TPB, mas sua manifestação pode variar. Nem sempre aparece como uma queixa direta (“tenho medo de ser abandonado”). Em alguns pacientes, pode se expressar de formas indiretas, como necessidade intensa de proximidade, dificuldade com afastamentos, interpretações de rejeição, ciúmes, mudanças bruscas nos vínculos ou sofrimento desproporcional diante de separações. Em alguns casos, esse aspecto pode ser menos evidente ou estar mascarado por mecanismos de defesa.
Já em relação aos sintomas psicóticos, existe uma diferença importante. Pessoas com TPB podem apresentar sintomas psicóticos transitórios relacionados ao estresse, como:
Sensação de desrealização ou despersonalização;
Ideias de perseguição ou desconfiança passageiras;
Alterações perceptivas breves durante crises emocionais intensas.
Esses sintomas geralmente são episódicos, ligados a momentos de grande estresse e com preservação maior da crítica, diferentemente da esquizofrenia, em que delírios e alucinações tendem a ser mais persistentes, estruturados e associados a prejuízos mais amplos no contato com a realidade.
O diagnóstico de TPB não depende de uma única característica isolada, mas da presença de um padrão persistente de funcionamento, envolvendo aspectos como:
Instabilidade emocional intensa;
Impulsividade;
Dificuldades nos relacionamentos;
Alterações na autoimagem e identidade;
Sensação de vazio;
Dificuldade na regulação da raiva;
Comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio em alguns casos.
Portanto, a ausência de um sintoma específico não exclui automaticamente o diagnóstico, mas o psiquiatra precisa avaliar o conjunto dos padrões emocionais, relacionais e comportamentais ao longo da história de vida, além de realizar o diagnóstico diferencial com outras condições, como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, TEPT, TDAH em adultos e transtornos psicóticos.
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Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno
Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os antipsicóticos atípicos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento da esquizofrenia, mas ao longo dos anos estudos demonstraram que eles também apresentam efeitos importantes sobre regulação do humor, tornando-se medicamentos fundamentais no tratamento de transtornos como transtorno bipolar e transtorno esquizoafetivo.
A explicação está no fato de que esses medicamentos não atuam apenas sobre sintomas psicóticos. Eles modulam sistemas de neurotransmissão envolvidos tanto na psicose quanto na regulação emocional, especialmente os sistemas dopaminérgico e serotoninérgico.
Na esquizofrenia, o principal alvo terapêutico é a redução de sintomas como delírios, alucinações e desorganização do pensamento, relacionados principalmente à hiperatividade dopaminérgica em determinadas regiões cerebrais. Os antipsicóticos atípicos geralmente atuam bloqueando receptores dopaminérgicos D2 e serotoninérgicos 5-HT2A, reduzindo a atividade dopaminérgica excessiva sem causar tantos efeitos motores quanto os antipsicóticos típicos.
Nos transtornos do humor, como o transtorno bipolar, a ação é mais ampla:
Controle da mania: os antipsicóticos atípicos reduzem sintomas como euforia patológica, irritabilidade, agitação, impulsividade, redução da necessidade de sono e aceleração do pensamento. Esse efeito ocorre principalmente pela modulação da dopamina, que está associada à motivação, recompensa e ativação comportamental.
Prevenção de recaídas: alguns antipsicóticos atípicos possuem propriedades estabilizadoras, ajudando a reduzir a recorrência de episódios maníacos e, em alguns casos, depressivos.
Efeito antidepressivo em alguns casos: alguns medicamentos dessa classe, como quetiapina e lurasidona, demonstraram eficácia em episódios depressivos do transtorno bipolar, provavelmente por sua ação serotoninérgica e por influências indiretas sobre outros sistemas neuroquímicos.
No transtorno esquizoafetivo, há uma combinação de sintomas psicóticos e alterações importantes do humor. Por isso, um medicamento que atue simultaneamente sobre psicose e regulação afetiva pode ser particularmente útil. O antipsicótico trata os sintomas psicóticos, enquanto sua ação sobre circuitos emocionais ajuda no controle dos episódios de mania ou depressão, muitas vezes associado a estabilizadores do humor como lítio ou valproato quando indicado.
Um ponto importante é que os antipsicóticos atípicos não são considerados “estabilizadores de humor clássicos” como o lítio, valproato e lamotrigina, mas alguns possuem propriedades estabilizadoras clinicamente relevantes. Eles atuam principalmente reduzindo a hiperativação dos circuitos relacionados à saliência, recompensa, impulsividade e regulação emocional.
Assim, o uso desses medicamentos em bipolaridade e transtorno esquizoafetivo ocorre porque a psiquiatria não trata apenas o diagnóstico pelo nome, mas os circuitos cerebrais envolvidos nos sintomas apresentados: a mesma via dopaminérgica e serotoninérgica que participa da psicose também participa da regulação do humor, impulsividade e estabilidade emocional.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…