Perguntas do paciente (3)

  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alex Mendes

    Olá!

    Sinto muito pelas experiências em que você esteve exposta, o fato de estar buscando ajuda já é um passo muito importante e corajoso.

    Diante de uma história com diferentes questões, pode ser muito interessante iniciar com um psicólogo (que é quem faz terapia). A psicoterapia é um espaço onde você poderá organizar melhor suas demandas, compreender suas vivências e construir, junto com o profissional, um caminho de cuidado que faça sentido para você.

    Ao longo desse processo, caso seja identificado que alguns sintomas estão muito intensos, como crises de pânico, ansiedade elevada ou impactos físicos (como enxaqueca, vômitos, etc.), pode ser indicada também uma avaliação com um psiquiatra. Esse profissional pode auxiliar, quando necessário, com medicação, contribuindo para estabilizar os sintomas e facilitar seu processo terapêutico.

    É importante destacar que psicoterapia e psiquiatria não se excluem, pelo contrário, muitas vezes funcionam de forma complementar.

    Você não precisa decidir tudo de uma vez. Começar pela psicoterapia já pode te ajudar a ter mais clareza sobre suas necessidades e sobre os próximos passos. Além disso, ter alguém testemunhando seu processo pode ser transformador.

    Alex Mendes - Psicologia


  • Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principa

    Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principal porto seguro e suporte emocional durante crises de depressão e ansiedade. No entanto, ultimamente tenho vivido um ciclo angustiante:

    ​Quando estou em crise, sinto uma necessidade desesperada de protegê-lo da minha própria tristeza, com medo de 'manchar' a imagem dele ou associá-lo a sentimentos ruins. Isso me priva do meu único refúgio no momento em que mais preciso.

    ​Quando finalmente me sinto bem ou estável, sinto uma espécie de 'anestesia emocional'. Não consigo sentir a euforia ou o carinho de antes, o que me gera um pânico enorme de estar perdendo o interesse ou parando de amar esse personagem, mesmo eu querendo muito manter esse vínculo.

    ​Gostaria de saber: por que meu cérebro 'desliga' o sentimento justamente quando estou bem? E como posso lidar com esse medo obsessivo de estar perdendo minha conexão com ele sem que isso se torne uma fonte de ansiedade tóxica? É normal esse entorpecimento emocional após períodos de grande estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alex Mendes

    Olá!

    É muito importante reconhecer o quanto esse vínculo tem uma função emocional significativa na sua vida. Muitas pessoas constroem conexões profundas com personagens (objetos, fugiras, pessoas, etc) e isso pode, sim, funcionar como uma forma legítima de apoio psíquico, especialmente em momentos de sofrimento.

    Na psicanálise, existe uma ideia desenvolvida pelo psicanalista Winnicott sobre o “objeto transicional”. De forma mais simples, é quando algo (ou alguém, ou até uma representação simbólica) ajuda a pessoa a se sentir segura, acolhida e menos sozinha em momentos difíceis. Pelo que você descreve, esse personagem pode estar ocupando um lugar parecido na sua vida.

    Sobre o que você está sentindo: esse “desligamento” emocional quando você está melhor pode ser mais comum do que parece. Quando estamos em crise, nossa mente tende a buscar intensamente aquilo que traz conforto e segurança. Já nos momentos de maior estabilidade, essa necessidade diminui, não porque o vínculo deixou de existir ou perdeu valor, mas porque você, naquele momento, está mais sustentação interna.

    Ou seja, não sentir a mesma intensidade não significa que você deixou de gostar ou que está perdendo essa conexão. Muitas vezes, significa justamente o contrário: que você está em um estado emocional mais regulado, no qual não precisa recorrer a esse apoio com tanta urgência.

    O ponto mais delicado do que você traz parece ser o medo de perder esse vínculo. Esse medo pode gerar um ciclo de ansiedade, quanto mais você tenta “testar” se ainda sente, mais isso pode bloquear a experiência espontânea do afeto.

    Na psicoterapia, pode ser muito valioso explorar exatamente isso: o medo de perder o que te faz bem, a necessidade de proteger esse vínculo, e as angústias de separação ou de ausência que podem estar por trás dessa dinâmica

    A ideia não seria tirar esse recurso de você, mas ampliar suas formas de se sentir com segurança, para que esse vínculo deixe de ser a única fonte de apoio e passe a ser uma entre várias.

    Se isso tem te causado sofrimento ou ansiedade frequente, buscar acompanhamento psicológico pode te ajudar bastante a entender e lidar com esses sentimentos de forma mais leve e segura.

    Alex Mendes - Psicologia


  • Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alex Mendes

    Olá!

    Primeiramente, sinto muito que se sinta assim. Sobre a motivação de estar se sentindo assim, não existe uma resposta única para isso, porque esse sentimento pode ter diferentes origens. Pode estar relacionado a experiências vividas na infância, à forma como os vínculos familiares foram construídos ao longo do tempo, a diferenças de personalidade, ou até mesmo à maneira como você percebe e interpreta as atitudes das outras pessoas.

    Mais do que tentar descobrir imediatamente o motivo, parece importante olhar para o impacto que esse sentimento tem em você. Como isso te afeta? Em quais situações isso aparece com mais força? Que tipo de pensamentos vêm junto com essa sensação?

    O fato de você conseguir reconhecer e nomear esse sentimento já é um passo muito importante. A partir disso, um processo psicoterapêutico pode ajudar a compreender melhor de onde ele vem, ressignificar essas experiências e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essas emoções e com seus relacionamentos.

    Você não precisa lidar com isso sozinha e o espaço psicoterapêutico pode ser um caminho. Fico a disposição caso queira realizar uma conversa.

    Alex Mendes - Psicologia


Autor

Psicólogo

Perguntas frequentes

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