Perguntas do paciente (30)

  • Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do me

    Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do meu passado que julguei importante que a terapeuta soubesse para entender o que fez estar onde estou agora. A terapeuta me cortou no meio da minha fala e já fez uma análise sobre mim, foi dura nas palavras, disse que sou uma jovem com traços de adolescente, que ainda não sou adulta mas que logo eu me tornaria adulta e levaria a vida com maturidade, entre outras coisas. Quando terminou a consulta cai numa crise de choro porque nem sequer consegui terminar de dizer o que queria, me senti invalidade, impotente pois não senti empatia de alguém que confidenciei meus sentimentos. Essa atitudes da psicólogas são esperadas na primeira consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Olá, é compreensível que você tenha saído assim. A primeira consulta é um espaço onde o mais esperado é que a pessoa se sinta escutada e acolhida e conte sua história no próprio tempo, sem julgamentos. Quando isso não acontece, é comum surgir choro, sensação de invalidação e impotência. O ponto aqui não é a forma como a profissional interviu, algumas são mais diretas, mas sim como vc se sentiu. A escuta psicanalítica traz um espaço onde você pode falar sem ser cortada e aos poucos vamos juntas elaborando essas dores com mais segurança. Sentir confiança e acolhimento é parte essencial do processo terapêutico. Se quiser conversar, estou à disposição. Abs


  • Eu posso ser homem e mulher ao mesmo tempo? Isso seria gênero fluido, não? Mas as outras pessoas pod

    Eu posso ser homem e mulher ao mesmo tempo? Isso seria gênero fluido, não? Mas as outras pessoas podem me chamar de homem e mulher nos dias que eu estou confortável com tal gênero? Ou o gênero fluído é alguém que "flui" para os outros gêneros mas nao tem nenhum então não pode se considerar homem ou mulher?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Olá, sua dúvida é super comum. Pedir para ser chamado de homem ou mulher conforme o dia é um direito seu e faz parte do respeito à sua identidade. Algumas pessoas se sentem homem e mulher ao mesmo tempo; outras sentem que isso varia conforme o dia ou o contexto. Não existe uma regra única: cada pessoa define como vive e nomeia o próprio gênero.
    Importante: Ser fluido é não estar fixo em um único lugar. A análise pode ser um espaço seguro para você entender como vivenciar isso internamente e sem pressão para “se definir”. Estou à disposição para conversarmos mais. Abs


  • Estou obcecado por um menino faz meses e não é recíproco. Isso tem me atrapalhado nos meus afazeres

    Estou obcecado por um menino faz meses e não é recíproco. Isso tem me atrapalhado nos meus afazeres e dia a dia, não consigo pensar em mais nada a não ser nele e tenho crises de ansiedade direto por causa disso. Será que estou esquizofrênico ou algo do tipo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    O que vc descreve parece mais uma fixação afetiva e é importante vc saber que isso não significa que vc seja esquizofrênico. Quando um desejo não é correspondido a mente pode ficar presa à pessoa como uma tentativa de aliviar a frustração. E se esse sentimento se torna repetitivo criando um sofrimento intenso que dificulta seguir a rotina normal. A ansiedade é um sinal de que está pesado carregar isso sozinho. A psicanálise pode te ajudar a elaborar melhor esse sofrimento e entender pq essa fixação ganhou tanta força. Se quiser conversar estou à disposição. Abs


  • Minha mulher, com quem sou casado há 25 anos e não temos filho, nunca demonstrou sentir amor por mim

    Minha mulher, com quem sou casado há 25 anos e não temos filho, nunca demonstrou sentir amor por mim e tem aversão pelos meus filhos, do meu casamento anterior, e demais parentes meus. Por outro lado, demonstra um carinho e preocupação excessivos pelos parentes dela. Ocorre que sempre que tentei me divorciar, ela se faz de vítima, me ameaça, coloca todos contra mim, inclusive meus próprios filhos, e eu acabo desistindo da ideia. Tem saída para este caso? O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Olá. O que vc relata é uma situação muito difícil e desgastante, e o que você descreve merece ser levado a sério. Quando uma relação se sustenta pelo medo, culpa ou ameaça, e não pelo desejo e pelo afeto, algo já está adoecido. Na psicanálise, entendemos que esse tipo de dinâmica cria um aprisionamento psíquico: você sabe que quer sair, mas é impedido pela reação do outro e pelo impacto disso nos vínculos familiares.
    Existe saída, sim, mas ela não começa com uma decisão brusca, e sim com você recuperando clareza e sustentação interna. Você precisa entender por que você sempre recua, diferenciar responsabilidade de culpa, fortalecer sua posição para não ser capturado pela vitimização dela,
    pensar limites e escolhas possíveis, inclusive uma separação, sem se destruir emocionalmente.
    Você não precisa decidir tudo agora, mas não pode continuar se anulando. Buscar um espaço de escuta é um passo fundamental para sair desse lugar de prisão e retomar o direito de conduzir a própria vida. Se quiser conversar, estou à disposição. Abs


  • Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do

    Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do passado dele nas redes sociais. Ele vê quase diariamente stories de todas essas mulheres com quem ele já se relacionou e eu não consigo entender porque ele tem essa necessidade. Eu já conversei várias vezes a respeito e ele sempre é bastante reativo, ele tem minha senha do celular mas não posso ter a dele e por conta disso eu acho vendo escondido porque ele diz não fazer mas eu sei que faz com frequência. Não estou sabendo lidar com isso, acho desrespeito e ele não parece querer deixar isso de lado. Ontem eu falei sobre isso e ele me contou que viu que recebi um elogio no Instagram e que bloqueou a pessoa. Me chamou de mentirosa porque eu não me lembrava. Disse: “não mente pra mentiroso” me ameaçou de falar com outras mulheres e chamá-las de lindas... um horror. Eu não sei o que fazer. Preciso de ajuda psicológica para não sofrer com essa conduta dele? Ou preciso de ajuda para terminar o relacionamento? Sofro demais só em pensar em separar e ele usa isso dizendo que vai embora sempre que eu digo que sofro com essa atitude dele.
    Agradeço se puderem me orientar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Sinto muito que você esteja passando por isso, é realmente muito doloroso. A questão aqui não é ciúme e sim quebra de confiança, controle e inversão de culpa. Ele exige transparência sua, não oferece a dele, reage com ameaça quando você tenta conversar e usa o medo da separação para te silenciar. Isso machuca e confunde.
    Precisamos entender por que essa dinâmica te prende. A psicanálise pode te ajudar a entender esse laço, fortalecer seus limites e diferenciar amor de medo. Não é para te empurrar a terminar, e sim para que você consiga se posicionar sem ser capturada por chantagens emocionais. Você não precisa atravessar isso sozinha. Se quiser conversar, estou à disposição. Abs


  • Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, se

    Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, segui essa linha, até que completei meus 21 anos. Me assumi e desde então, o que não era bom, ficou pior. Minha mãe acaba me afastando por umas falas bem hostis, mas ela sempre cuidou muito de mim, mas sinto que não somos uma família, eu não tenho vontade de estar com eles, e acabo me sentindo mal, pois eu os amo, mas por conta disso e muito mais, acabei desenvolvendo ansiedade e fobia social, não consigo estar em família, por receio de ser julgado. Nesse natal mesmo, fui para casa do meu namorado, pois sei que virão indagações religiosas sobre caráter e ‘vida com Deus’. Isso me deixa muito frustrado e chateado. É coerente me afastar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Olá, sinto muito que vc esteja passando por essa situação, o que você vive é muito doloroso e coerente com a sua história, não é exagero nem ingratidão.
    O amor quando vem junto com julgamentos, correções e culpa, transforma o vínculo e ele deixa de ser seguro, ai ansiedade e a fobia social aparecem. Veja, elas não são fraquezas e sim um mecanismo de proteção em um ambiente onde você se sente constantemente avaliado. Amar sua família não significa conseguir estar com ela sem se machucar. Do ponto de vista psicanalítico, afastar-se pode ser um movimento legítimo de cuidado, especialmente quando a presença custa sua saúde emocional. Porém antes de tomar qualquer decisão que possa causar uma ruptura, é importante elaborar esse conflito entre amor e dor, a construir limites possíveis e a se posicionar sem se anular. E é ai que entra a análise. Lembre-se você não precisa escolher entre ser quem você é e pertencer mas, para isso, precisa primeiro se sentir inteiro. Se quiser conversar, estou à disposição. Abs


  • Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal

    Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal, não sei o que fazer, não pretendo em hipótese alguma trair meu marido, sinto atração por outros homens com o físico muito parecido com meu marido. E temos uma vida sexual boa e ativa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Olá, esse tipo de conflito interno é mais comum do que parece e na verdade não tem a ver com falta de amou ou desejo de traição. Sentir desejo por outras pessoas não anula o vínculo, o desejo não é totalmente controlável (a ação é). Isso pode ser uma fantasia, curiosidade ou apenas excitação. O fato de você não querer trair já mostra que existe um compromisso claro com seus valores.
    O mais importante aqui é tentar entender o que esse desejo está lhe dizendo. Levar isso para a análise ajuda a compreender esse movimento sem culpa e sem precisar agir sobre ele. Sentir não é o mesmo que fazer. Elaborar é o caminho para não sofrer com isso. Se quiser conversar, estou à disposição. Abs


  • Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal

    Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Sim é normal, ansiedade pode causar alguns sintomas físicos, por exemplo a garganta pode ficar tensa e a respiração mais acelerada o que pode dificultar engolir e causar tosse. É uma reação do corpo.
    Seria interessante você entender de onde vem essa ansiedade e o que ela tenta dizer. Ao elaborar isso nas sessões, o corpo tende a reagir menos e você aprende a lidar melhor com esses momentos.


  • Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M

    Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
    Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Você está em um momento mais sensível e é como se seu estado emocional fizesse você enxergar tudo sob uma lente diferente. A comparação entre o que vc ve nas redes sociais e a sua vida fazem que você se sinta inadequada pq é seu estado emocional que está colorindo tudo com cores tristes.
    É importante entender de onde vem essa sensação de isolamento e tristeza, a psicanálise pode te ajudar a criar um olhar mais leve sobre você e sua história. Lembre-se, você não precisa passar por isso sozinha.


  • É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandra Baez

    Sem dúvidas! A autoestima não tem a ver com beleza, idade ou qualquer outro conceito da sociedade. Ela pode ser fortalecida quando você reconhece seus valores, sua história e aprende a se relacionar de forma mais gentil consigo mesmo. É necessário elaborar velhas feridas e construir novas forma de ver o mundo. Nunca é tarde para isso mudar!!


Perguntas frequentes

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