Perguntas do paciente (22)
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Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivo
Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivos que me fizeram questionar tudo eu fiquei a ponto de enlouquecer. Eu estou tomando remédios mas qualquer pensamento me desestabiliza e como se eu não tivesse aqui, como se meus pensamentos fossem facas e eu não consigo mais me recuperar eu não sinto mais esperança e meus sentimentos estão bagunçados eu sinto como se estivesse morrendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está passando por um sofrimento bastante significativo e, portanto, isso já é digno de cuidado profissional. Na psicologia comportamental, chamamos a relação que você estabelece com seus pensamentos de "fusão cognitiva". Ou seja, você atribui um poder aos pensamentos maior do que eles de fato têm, como se eles necessariamente revelassem o que é realidade e o que não é. Por isso, quando um pensamento intrusivo passa pela sua mente, o medo que você tem te faz focar demais nele, aumentando o fluxo de pensamentos incômodos. Os psicólogos comportamentais estão bastante acostumados a lidar com esse tipo de questão, recomendo a busca por uma terapia baseada na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Abraço!
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Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist
Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Todas as emoções que sentimos têm um porquê. Elas acontecem dentro de um contexto e sinalizam algo sobre nós, são como outdoors nos indicando algo importante. Talvez você esteja esperando se sentir triste com coisas que a maioria das pessoas ao seu redor se entristecem, mas para cada pessoa a fonte de tristeza pode variar. Também é possível que você tenha aprendido a invalidar os motivos para sua tristeza, e isso causa a sensação de que ela vem "do nada". Por fim, sentir falta da melancolia pode indicar que, mesmo sendo um sentimento desagradável, se apresentar dessa forma no mundo te proporciona algo importante, como ajuda ou acolhimento vindo das pessoas a seu redor. A psicoterapia é o lugar ideal para você conhecer seu funcionamento emocional e tomar a decisão sobre como lidar com isso de uma forma que te aproxime da vida que você quer construir. Espero ter ajudado!
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É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo? Não estou falando necessariamente
É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo?
Não estou falando necessariamente de fé em Deus, mas em tudo mesmo. Desde o começo do ano, minha mente está muito negativa. Comecei a me fazer vários questionamentos que só me traziam sofrimento — pensamentos intrusivos, muitos deles indo contra os meus próprios princípios. Desde então, comecei a me perder de mim mesma. É uma sensação horrível.
Não acredito mais na vida, não acredito que vou melhorar, nem que posso controlar minha mente. Desde pequena (tenho 23 anos atualmente)sempre tive medo de "encucar pensamentos", porque sempre fui assim — ansiosa, com fases difíceis — mas ainda assim levava uma vida normal, me considero uma pessoa alegre , extrovertida e cheia de vida e até 3 meses atrás eu estava na fase mais segura de mim, e agora me encontro assim e não entendo o porque. Agora, tudo parece muito mais intenso e angustiante. Essa sensação é horrível. Saudade do meu antigo eu.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter pensamentos e sentimentos desagradáveis faz parte da vida. O problema acontece quando a pessoa passa a ficar com medo de ter esses pensamentos e tenta controlá-los, algo que é impossível. Na verdade, o efeito tende a ser de justamente aumentar a frequência dessas sensações internas. Por exemplo, se eu te falar para não pensar em um fusca amarelo, provavelmente você vai passar a pensar mais nesse carro do que pensava antes. E mesmo que consiga evitar essa imagem por um tempo, usando estratégias como pensar em algo específico para se distrair, isso só vai dar certo por um tempo limitado e vai te custar toda a atenção. Ou seja, é possível que, em nome de afastar o que você chama de pensamentos intrusivos, você esteja deixando de dar atenção à vida ao seu redor. Talvez esteja perdendo a oportunidade de formar vínculos com pessoas legais e de investir nos estudos ou outra atividade importante para você. Falar é mais fácil do que fazer, porque pode estar te faltando algum entendimento ou habilidade para investir em sua vida, então buscar uma psicoterapia seja importante no seu caso. Espero ter ajudado!
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Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s
Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso! Terminar um relacionamento pode ser bem triste, porque a pessoa que antes tinha um papel importante na nossa vida sai deixando esse vazio. A primeira coisa a se fazer é aceitar que certa dose de tristeza e desmotivação é natural e tende a passar. Atividades de autocuidado são essenciais nesse momento vulnerável, em especial deixar de seguir seu ex-namorado. No seu caso, o luto parece ter ficado mais complicado por conta do significado atribuído ao término, como se ele diminuísse o seu valor como pessoa. Por isso, recomendo a busca de um profissional de psicologia para ajudá-la a ver o seu valor para além do relacionamento amoroso e a construir outros pilares para sua vida, como as amizades, a faculdade, a família, os hobbies e até outros relacionamentos amorosos. Uma mesa com um perna só não para em pé, não é mesmo?
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Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e mei
Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e meio... Não tivemos ainda o nosso momento porque até então não me sentia totalmente confiante entre outros motivos já resolvidos, com ele pra perder a virgindade apesar de praticarmos oral e conversarmos bastante sobre esses assuntos. Acontece que recentemente dei uma escolha a ele, se quer continuar comigo pois não sei se sou capaz de dar o prazer a ele do jeito que ele gostaria e espera ter acredito... E que talvez seria melhor ele procurar alguém que dê essa satisfação total a ele, alguém que já está acostumada a praticar e não eu que nem fiz nada ainda. Apesar de estar sempre em busca de informações sobre o assunto e estar aberta a tentar coisas diferentes como posições etc depois que já tivesse perdido a virgindade. Eu gosto muito dele mas se é pra viver infeliz do meu lado, é melhor deixar ir pra conseguir ser realizado com outra pessoa que ele venha a encontrar.
Será que agi bem dando essa escolha a ele?
Obrigada pela atenção!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida pessoa! Você está diante de um dilema difícil e imagino que esteja sofrendo bastante com isso. Por isso e pela complexidade da sua questão, seria importante você ter apoio profissional para poder entender melhor o que está limitando suas experiências sexuais. Aliás, quando você escreve que "nem fiz nada ainda", está desconsiderando que sexo oral já é sexo e pode ser fonte de prazer suficiente para o casal. A penetração não é obrigatória ou essencial para o prazer (assim como qualquer ato sexual). Se você quer ter essa experiência mas não está conseguindo, um(a) psicólogo(a) irá investigar, por exemplo, quais são suas motivações para querer isso (se é por você ou só pelo seu companheiro), como está a qualidade da sua relação em geral com seu namorado e como isso impacta seu desejo sexual, o que precisaria acontecer para você ficar mais confortável, se existem autocobranças que aumentam o seu medo (como achar que você precisa ter experiência para que seja prazeroso), se existem traumas com a questão sexual e como enfrentar tudo isso (com técnicas de aceitação, relaxamento, mindfulness, identificação de valores, comunicação assertiva etc.). Isso tudo depende de um processo terapêutico cuidadoso. Espero ter ajudado!
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eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?
eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Normalmente, o órgão responsável pede um diagnóstico médico pra emitir o CIPTEA. Tendo o laudo neuropsicológico, é mais fácil de você conseguir esse laudo do médico. Entre em contato com a Secretaria de Saúde da sua cidade ou UBS de referência para ter informações mais precisas.
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Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que
Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que não sinto muita coisa, medo, tristeza ou até felicidade. Isso teria como resolver?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível! As pessoas aprendem a sentir emoções a partir de como são tratadas por outras pessoas. Situações de violência, principalmente quando ocorrem logo na infância, criam a sensação de que não há nada que se possa fazer para se proteger, algo que chamamos de Desamparo Aprendido. Isso gera um quadro de embotamento emocional, tal como você descreveu. Com a terapia, você vai entender melhor como isso foi construído ao longo da sua vida e, aos poucos, poderá desenvolver maior interesse pelo mundo ao seu redor. É um processo que envolve autoconhecimento, resgate de valores pessoais, vivência emocional na própria relação terapêutica e reorganização das suas redes de apoio. Há esperança, não desista e procure um profissional capacitado!
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Uma pessoa pode ter transtorno de personalidade borderline e transtorno obsessivo-compulsivo simulta
Uma pessoa pode ter transtorno de personalidade borderline e transtorno obsessivo-compulsivo simultaneamente? Como essa combinação pode impactar seu comportamento em relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pois não existe critério de exclusão mútua no DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais).
O transtorno de personalidade borderline (TPB) é um dos transtornos de personalidade. Ou seja, é atribuído a pessoas que apresentam um padrão amplo de comportamentos e experiências subjetivas que traz sofrimento clinicamente relevante, no caso, relacionado a instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, com impulsividade acentuada.
Já o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um dos transtorno de compulsão, caracterizado por obsessões (pensamentos intrusivos) e compulsões (comportamentos repetitivos ou atos mentais seguidos rigidamente para tentar controlar as obsessões).
Neste ponto, você provavelmente já percebeu que a combinação de ambos os transtornos pode agravar intensamente os relacionamentos da pessoa! Por exemplo, ela pode ter obsessões sobre ser abandonada e, para evitar esses pensamentos, ficar organizando compulsivamente sua casa e/ou repetindo para si mesma alguma frase ou imagem acalentadora, isolando-se cada vez. É possível, inclusive, ter TPB e TPOC (Transtorno de Personalidade Obsessivo-compulsivo) juntos. O TPOC é um padrão mais amplo de perfeccionismo e controle. Então uma pessoa com TPB que se sinta sobrecarregada com a ideia de ser abandonada/ magoada/ traída pode, por exemplo, focar excessivamente no trabalho, em detalhes, horários, organização, listas, regras rígidas de como as pessoas deveriam se portar com ela(e), novamente culminando em maior isolamento e ressentimento com as relações.
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De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?
De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resposta para essa pergunta é mais complexa do que se possa imaginar! Mas, de maneira resumida, a relação entre amor próprio e conexões sociais é bidirecional: estar perto de pessoas que te valorizam pelo que você é (tanto o "bom" quanto o "ruim") tende a fortalecer uma autoimagem positivamente realista; por outro lado, ter amor-próprio costuma ser o nome que damos ao comportamento de alguém que faz escolhas saudáveis para si mesmo, inclusive a escolha de se aproximar de conexões que realmente valham a pena. Dito isso, podemos entender que as conexões significativas atuam para promover o amor-próprio na medida em que INCENTIVEM E APRECIEM quando cada um dos envolvidos reconhece suas potencialidades, trata a si mesmo com compaixão diante de falhas inerentes ao ser humano, envolve-se em projetos e atividades que façam bem para si, a curto e longo prazo, enfim, façam escolhas que chamamos de "amor-próprio". Idealmente, uma pessoa desenvolve um amor-próprio mais AUTÔNOMO quando tem mais de uma conexão significativa e, portanto, pode refletir criticamente sobre as diversas formas de tratar-se bem.
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Como lidar com isolamento social e multipotencialidade em um adulto com SD/AH?
Como lidar com isolamento social e multipotencialidade em um adulto com SD/AH?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que pessoas com Altas Habilidades/ Superdotação tenham interesse por diversos assuntos e queiram se aprofundar em todos eles. Ao mesmo tempo que esse funcionamento é uma vantagem para explorar temas e atividades que a maioria das pessoas não explorariam, também pode resultar na dificuldade de definir prioridades e colocar em prática suas ideias geniais. O acompanhamento profissional especializado é essencial para identificar comportamentos realistas e enfrentar as barreiras no processo de escolha das prioridades (como a inflexibilidade psicológica e a autocrítica paralisante). No caso do isolamento social, a psicoterapia pode ajudar na aceitação do próprio funcionamento (que pode ser interpretado por alguns como peculiar e difícil de acompanhar), na busca por relações que valorizem esse funcionamento e, novamente, no desenvolvimento de uma flexibilidade consciente, tão necessária nas interações sociais.
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Sou casado, temos uma bebê de 1 ano de idade. Minha esposa possui praticamente TODAS as característi
Sou casado, temos uma bebê de 1 ano de idade. Minha esposa possui praticamente TODAS as características do transtorno explosivo intermitente, e além de não admitir, não se interessa em buscar ajuda e muito menos tomar anti depressivos, reguladores de humor, etc...
Não quero que o nosso casamento acabe, por ela e pela nossa bebê. Como posso ajuda-la nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo que sua esposa realmente tenha esse transtorno (algo que precisa de minuciosa avaliação profissional), a agressividade dela está inserida em contextos que, de alguma forma, contribuem para a manutenção das explosões. Não se trata de atribuir culpados, mas entender que, ao reagir de maneira x ou y, geralmente é possível alterar a forma como a outra pessoa se comporta. Observe que tipo de gatilhos costumam iniciar as crises explosivas, considere as questões envolvidas na sobrecarga emocional de mães de crianças pequenas, perceba se você costuma dar mais atenção e ajuda quando ela fica agressiva (passando a mensagem de que só assim ela é ouvida). Também reflita se você não está superestimando sua responsabilidade de mudá-la. Se possível, busque terapia para entender qual é o seu papel nessa dinâmica e como tomar uma decisão que cuide de você mesmo e da sua família. Espero ter ajudado!
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O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha
O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha que ter nascido homem para ajudá-lo nas atividades, eu desde criança não gostava dele, e até hoje, tudo que eu falo ou faço, ele me oprime, fala que eu não sei de nada, manda eu calar a boca, ri de cada coisa ou ação que faço, sempre me colocando pra baixo, diz que as minhas irmãs e o meu irmão são melhores que eu, e eu odeio ele por causa dessas atitudes dele comigo e me sinto depressiva quando estou perto dele. Essas atitudes dele tem a ver com o fato dele querer que eu tivesse nascido homem ou é simplesmente porque ele deva ser narcisista? Sou lésbica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querida, sinto muito que tenha que conviver com um pai que te oprime assim! A forma como ele te trata pode ser considerada LGBTfobia. É importante você conseguir distinguir o que são expectativas dele sobre você e, do outro lado, como você gostaria de ser e agir. As crenças dele dizem respeito apenas a ele, e você não precisa viver de acordo com elas. Busque outras pessoas e ambientes que te valorizem pelo que você é e fortaleçam sua autoestima. Psicoterapia pode ajudar nesse processo. Abraço!
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Bom dia! Meu filho desde os 7 anos tem escamado o pé esquerdo... as vezes até feri um pouco, não te
Bom dia!
Meu filho desde os 7 anos tem escamado o pé esquerdo... as vezes até feri um pouco, não tem coceira , já levei aum dermatologista pediátrico e depois de um tratamento que ele passou e eu fiz no meu filho o diagnóstico foi " estresse" que estava sendo canalizado ali... qual o conselho vcs médicos podem me dar pra que isso acabe de vez? Já coloquei ele na natação, mas não adiantou , ele está com 9 anos e é um menino inteligente demais , mas tem medo de tudo! Por mais que eu o incentive em ter coragem, ele evita brincar com outras crianças com medo de serem agressivas com ele, deixo ele jogar com um amiguinho online mas não é sempre que jogam, e percebi que ele enquanto joga aperta os dedos do pé contra o chão.
Já perguntei se coça, ele disse que não.
Alguém pode me da uma orientação?
Será que isso vai melhorar quando ele estiver maior?
Ele hoje tem 9 anos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Realmente, o escamado no pé pode ser causado por movimentos repetitivos, como esse que você observou enquanto seu filho joga. Movimentos repetitivos podem servir como uma forma de regular as emoções e também de se expressar (animação ao jogar, por exemplo). Normalmente, não é recomendado tentar impedir que a pessoa faça esses movimentos, mas eles podem ser substituídos por outros que tragam menos prejuízos (como uso de brinquedos sensoriais) ou podem ser feitas mudanças no ambiente (como colocar um tapete para evitar a fricção da pele no chão). Considerando que você também se preocupa com a sociabilização do seu filho, vale procurar uma neuropsicóloga para uma avaliação de transtornos do neurodesenvolvimento e uma psicóloga para orientá-la sobre essa questão, que é mais complexa. Espero ter ajudado!
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Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz
Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querida, sinto muito que esteja passando por isso. O casamento é uma relação super importante na vida de uma pessoa e, quando existe desvalorização e imposição, o sofrimento é grande. A primeira coisa a entender nessa situação é que você tem o direito de pedir medida protetiva contra seu marido na delegacia mais próxima, caso se sinta ameaçada física ou psicologicamente. Além disso, uma separação litigiosa pode ser uma opção para o seu caso (informe-se no site da Defensoria Pública do seu estado se não tiver condições financeiras de contratar um advogado). Qualquer que seja sua decisão, é de extrema importância buscar sua rede de apoio (amigos e familiares confiáveis). A terapia também pode ajudar muito a se sentir menos confusa e entender todo o processo que levou ao ponto que seu casamento se encontra agora, para facilitar uma decisão que cuide de você mesma. Desejo que dê tudo certo!
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O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissiona
O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, o que significa que as pessoas do espectro apresentam um funcionamento cerebral diferenciado desde o nascimento, e isso afeta diversas áreas de suas vidas. Os prejuízos na comunicação e na interação social podem dificultar desde a compreensão dos conteúdos escolares até a inclusão nos grupos de colegas. No trabalho, é muito comum que tenham dificuldade, por exemplo, para compreender dinâmicas de poder sutis e para aceitar mudanças de planos e ambientes. Por outro lado, pessoas com TEA podem ter facilidade ao lidar com ambientes previsíveis, que exijam dedicação e organização, e conseguem alcançar sucesso acadêmico e profissional com o apoio da família e de profissionais qualificados, como fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, psicopedagogos etc.
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Eu me sinto muito mal em ter relações sexuais com meu namorado, ja cheguei a cogitar a ideia de term
Eu me sinto muito mal em ter relações sexuais com meu namorado, ja cheguei a cogitar a ideia de terminar para n ter mais que ter relações, o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por você estar passando por isso! Imagino seu sofrimento com esse dilema, porque muita coisa está em jogo. Recomendo que busque psicoterapia para entender o motivo de se sentir mal em ter relações, para que você possa fazer uma decisão mais consciente e respeitosa com suas próprias necessidades. Por exemplo, é possível que seu namorado faça algo durante ou depois das relações que seja responsável pelo seu mal estar. Ou ainda, você pode ter tabus relacionados ao sexo que dificultam o seu prazer. Porém, também existem pessoas que naturalmente têm libido baixa ou nula (assexuais), e isso deve ser respeitado como uma orientação sexual válida. Os motivos podem ser muito diversos e difíceis de serem identificados sozinha, por isso a importância de ajuda profissional.
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Eu sinto que não tenho controle da minha personalidade e de como ajo com meus amigos e familiares, s
Eu sinto que não tenho controle da minha personalidade e de como ajo com meus amigos e familiares, sinto que meu "eu" de verdade está preso dentro da minha mente enquanto uma outra pessoa comanda. Até com os meus amigos mais íntimos, não consigo agir naturalmente e acabo agindo de maneira anormal, isso me atormenta pois as vezes faço coisas vergonhosas e ruins que eu jamais faria normalmente. Preciso saber se isso é só um desequilíbrio emocional ou pode ser algo mais grave, já dura a anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querido(a), sua angustia é completamente compreensível! Agir de forma diferente do que você gostaria com pessoas próximas pode gerar a sensação de afastamento, confusão e falta de identificação. Para entender o que está causando isso, é necessário o apoio de um profissional (especialmente de uma psicóloga/o), que irá te fazer perguntas e investigar junto com você o que está acontecendo. Somente pelo seu relato, não é possível determinar um diagnóstico. Por exemplo, na terapia, você pode explorar mais o que considera "normal" e "vergonhoso", como aprendeu achar algo normal ou vergonhoso e o que acontece quando está com seus amigos e família que pode estar te impedindo de agir de forma mais coerente com o seu Eu. Eventualmente, a/o psicóloga/o pode te indicar uma avaliação psicológica aprofundada e acompanhamento psiquiátrico. Mesmo que você descubra um diagnóstico psiquiátrico, a terapia continuará sendo importante para te ajudar a criar novas formas de lidar com essa diferença entre como você quer agir e como realmente age. Desejo que encontre a ajuda de que precisa!
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É normal um adulto com TDAH de 18 anos ter ciúmes e controlar a mãe?
É normal um adulto com TDAH de 18 anos ter ciúmes e controlar a mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter ciúmes e controlar a mãe é algo que pode acontecer com qualquer pessoa, independente da idade e do diagnóstico. Para entender o que está acontecendo e como lidar com isso no caso que você relata, é importante se fazer perguntas como: Do que esse jovem tem ciúmes? Desde quando ele sente isso em relação à mãe? Qual necessidade não atendida pode estar por trás do ciúmes? Como a mãe reage a esse ciúmes? Ela permite ser controlada? Se sim, por quê? O que essa mãe pensa e sente ao ver o ciúmes do filho? Caso essas perguntas não sejam suficientes para ajudar a pensar em novas formas de lidar com a situação, procure ajuda profissional. Fico à disposição!
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Alguém gritar falar alto um pensamento que vem a mente, ter pensamentos respetivo, e falar bastante
Alguém gritar falar alto um pensamento que vem a mente, ter pensamentos respetivo, e falar bastante sozinho frequentemente é síndrome de tourette? Não apresenta tiques motores, só fala em voz alta uma palavra ou outra às vezes, mas só quando pensa na palavra mentalmente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para ser diagnosticado como Síndrome de Tourette, é necessário que haja tiques motores. Existem outros transtornos do neurodesenvolvimento que incluem o caso de haver apenas tiques verbais (como o Transtorno de Tique Vocal Persistente e o Transtorno de Tique Transitório), mas os sintomas que você descreveu também podem caracterizar outros transtornos, como Transtorno Obsessivo Compulsivo e Esquizofrenia, como podem não ser transtorno nenhum. O diagnóstico é um processo complexo que deve ser feito por um neuropsicólogo ou psiquiatra competente. Busque uma avaliação!
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Olá, eu percebi uma coisa, eu sinto muitas empatia, o problema é que tenho empatia por pessoas que m
Olá, eu percebi uma coisa, eu sinto muitas empatia, o problema é que tenho empatia por pessoas que me fizeram mal ou já me assediaram. E eu fico me sentindo mal por elas e por mim e ao mesmo tempo que tenho nojo delas eu tenho empatia. E isso tá me deixando mal, pq eu não deveria sentir pena por pessoas que me feriram a nível emocional ou físico. E eu estou frustrada, eu não consigo brigar ou falar mal de quem me magoou ou me assediou pq eu fico com pena da pessoa, mesmo que eu tenha sido a vítima. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso! A situação que você relata é cruel e perigosa para a sua segurança. Ter dificuldade para confrontar assediadores é comum entre as vítimas de assédio ou agressão, e isso não é culpa da vítima! Isso acontece porque a sociedade ensina as mulheres a serem empáticas com todos e a evitar conflitos, protegendo, assim, o agressor. A vítima teme sofrer mais agressões e ser desacreditada ao expor a violência pela qual passa e começa a duvidar da legitimidade do seu próprio sofrimento. O constrangimento se agrava quando o agressor é parte da família ou alguém de confiança da vítima, infelizmente algo muito comum (85% dos casos de estupro, por exemplo). No seu caso, você consegue perceber que está sendo vítima de violência. Esse é o primeiro passo para procurar ajuda. Um profissional de saúde de sua confiança vai te acolher e ajudar a acessar os serviços que você precisa para estar em segurança, se esse for o caso. Estou à disposição para te ajudar, mas você também pode ligar 180 para se informar sobre os serviços gratuitos disponíveis na sua cidade. Quanto mais você se afastar do agressor e de quem o apoia, melhor será! Se possível, busque pessoas de sua confiança que possam te acolher e abrigar. Desejo que você encontre o que precisa!
(Foquei nas mulheres porque com homens é muito menos frequente eles serem as vítimas, mas também pode acontecer em certos contextos, em especial com pessoas LGBTQIAP+)
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…