Perguntas do paciente (28)

  • Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, cre

    Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, creio que a raiz dela é desde minha infância, tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, manter conversas e etc, até ai ok eu vivi minha vida, resultado: solitude e bloqueio emocional, tenho apenas 1 amigo que está desde minha infância comigo, ainda tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, isso pode parecer bobo mas já arruinou, amizades, trabalho em grupo, questões amorosas, basicamente tudo em minha vida, como posso lidar com isso? Creio que não sou tímido, mas a falta de conhecimento nesse tipo de interação me gera insegurança, consequentemente levando a timidez de qualquer forma, também gostaria de saber lidar com o fato de que amadureci demais, me sinto sem graça e estóico, rejeito pessoas e amizades para evitar frustrações, a propósito tenho toc diagnósticado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Antes de tudo, parabéns por colocar em palavras o que está sentindo isso já é um passo muito importante. O que você descreve não é bobo, pelo contrário, é profundamente legítimo e toca em dores emocionais que muitas vezes se formam desde cedo, mas que com o tempo se tornam mais difíceis de carregar sozinho.

    A dificuldade nas interações, o bloqueio emocional e essa sensação de estar “maduro demais” ou emocionalmente distante dos outros são sinais de que sua história precisa de espaço para ser escutada e elaborada com cuidado. A psicoterapia pode te ajudar a compreender essas raízes, desenvolver novos recursos internos e resgatar sua capacidade de se conectar com o mundo sem tanto medo ou rigidez. Isso é possível e é um processo que respeita seu ritmo e sua história.

    Se sentir que posso te ajudar nesse caminho, será um prazer te acompanhar. Você pode agendar uma consulta comigo diretamente aqui no meu perfil na Doctoralia


  • Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são pr

    Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são provenientes de uma reação a pensamentos intrusivos extremamente doentios, é normal rir dos pensamentos intrusivos quando eles envolvem situações anti éticas, cruéis e imorais? Como posso aumentar minha sensibilidade e empatia quando entro em confronto com esses assuntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! O que você está sentindo é muito mais comum do que se imagina entre pessoas que convivem com o TOC. Os pensamentos intrusivos costumam ser extremamente desconfortáveis e, muitas vezes, causam reações emocionais ambíguas, como riso, justamente porque o cérebro tenta “aliviar” uma tensão insuportável de forma automática. Isso não significa que você concorda com esses pensamentos pelo contrário, o desconforto é justamente um sinal da sua sensibilidade e do seu senso de ética.

    A psicoterapia é um espaço seguro onde esses conflitos podem ser acolhidos sem julgamento, ajudando você a ressignificar essas experiências, fortalecer sua empatia e lidar com o conteúdo dos pensamentos de forma mais leve e consciente. É possível desenvolver ferramentas emocionais para atravessar esses momentos com mais clareza e menos culpa.

    Se quiser conversar mais sobre isso e entender como esse processo pode te ajudar, fico à disposição para te acompanhar. Você pode agendar uma consulta comigo aqui mesmo pelo meu perfil na Doctoralia


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum e compreender as abordagens pode te ajudar a encontrar o tipo de acompanhamento que melhor se encaixa no seu momento.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é muito eficaz no tratamento da ansiedade social. Ela atua ajudando a pessoa a identificar e reestruturar pensamentos automáticos negativos (como “vão me julgar” ou “vou passar vergonha”) e a enfrentar gradualmente situações sociais temidas, com estratégias práticas e foco na mudança de comportamento.

    Já a Terapia do Esquema, que tem raízes na TCC, aprofunda o olhar para padrões emocionais mais antigos, chamados de esquemas. No caso da ansiedade social, ela busca entender, por exemplo, se a pessoa carrega esquemas como “sou inadequado” ou “não sou digno de amor” que podem ter surgido ainda na infância e trabalha a origem desses padrões com mais profundidade emocional.

    Ambas são eficazes, e a escolha depende do que você busca: foco em estratégias mais diretas para o agora (TCC) ou um trabalho mais aprofundado e emocional (Terapia do Esquema).

    Se quiser conversar mais sobre qual caminho pode ser mais indicado para o seu caso, será um prazer te acompanhar.


  • Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro. Eu me envolvo

    Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro.

    Eu me envolvo com uma garota que tem namorado. A gente estudava junto ano passado, quando tudo começou, e ela já namorava com ele. Nos víamos todo dia, então a gente ficava diariamente. Porém, no fim do ano, o curso acabou. Mesmo assim, a gente continua se falando, com até mais intimidade no sentido de companheirismo do que naquela época, e ela me trata com carinho, preocupação, e diz que me ama. Ela diz que sente amor, mas depois volta atrás e diz que me vê só como amigo. Me parece muito mais por falta de coragem de bancar o que sente por mim. E isso me confunde muito. A gente às vezes se encontra e sempre acontece alguma coisa.

    Recentemente, ela me chamou pra sair no dia da festa de aniversário do namorado dela. Fomos juntos comprar presente pra ele, e a gente ficou, se beijou várias vezes. Depois, ela foi pra casa dele. E isso me destruiu. Nesse dia, deixei de sair com outra pessoa (que tava sendo legal comigo) pra estar com ela. Tudo isso me faz me sentir descartável ou em segundo plano na vida dela.

    Mesmo com toda essa confusão, a nossa relação já virou uma rotina. Tanto pra mim quanto pra ela, e a gente não consegue largar isso. Eu já me acostumei, mas, ao mesmo tempo, sei que isso não pode continuar desse jeito, e isso me machuca mais a cada dia.

    Ela quer largar porque não quer enganar o namorado. E eu quero largar porque não quero ser eternamente uma segunda opção. Mas a verdade é que a gente não consegue fazer isso. Porque, no fundo, a gente realmente se gosta. E, de um jeito ou de outro, a gente sempre acaba se vendo de novo.

    Eu tô perdido. Já não sei mais o que fazer, nem como sair disso. Me vejo preso num ciclo que machuca, por ela sempre me contar o que os dois fazem juntos como se eu fosse o diário dela, mas ao mesmo tempo me dá esperanças, por ainda dizer me amar e ainda sair comigo, mesmo que poucas vezes. Eu não sei mais o que fazer, não aguento mais ver a mulher que eu amo com outra pessoa, porém qualquer decisão que eu tomar me parece prejudicial... ficar e continuar vendo ela com outra pessoa, ou me afastar e sofrer com a ausência da mulher que eu amo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Primeiro, quero te agradecer pela coragem de escrever e compartilhar algo tão íntimo.

    Ficar preso em uma relação que te machuca, mesmo com sentimentos verdadeiros envolvidos, é extremamente desgastante. Você descreveu um ciclo de afeto, frustração e esperança — que acaba se tornando confuso e até viciante emocionalmente.

    Quando você diz que se sente em segundo plano, que está sendo usado como um “diário” ou que se afasta de outras possibilidades por causa dela, você já demonstra que, no fundo, sabe que essa relação está te fazendo mal. Mesmo que exista amor, quando uma relação te causa mais dor do que bem-estar, ela precisa ser revista com carinho e coragem.

    É comum confundir amor com apego, rotina, carência ou medo da perda. E às vezes, o que parece ser amor na verdade é um laço emocional sustentado por migalhas de afeto e pela esperança de que “um dia” as coisas mudem.
    Você não precisa aceitar um lugar que te diminui ou te deixa em dúvida o tempo todo. Reconhecer isso já é um passo importante — e a psicoterapia pode te ajudar a fortalecer sua autoestima, entender seus limites emocionais e aprender a se posicionar com firmeza, mesmo diante de sentimentos fortes.

    Você não precisa passar por isso sozinho. A sua dor é real — e merece cuidado, não repetição.
    Estou à disposição.


  • Pessoas com Transtorno Da Personalidade Paranóide é de difícil convivência nas relações intrafamilia

    Pessoas com Transtorno Da Personalidade Paranóide é de difícil convivência nas relações intrafamiliares e interpessoais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Obrigada por trazer essa dúvida — ela é mais comum do que parece.
    O Transtorno de Personalidade Paranóide pode sim trazer dificuldades importantes para as relações familiares e interpessoais. Isso acontece porque a pessoa geralmente tem uma desconfiança intensa e injustificada em relação às intenções dos outros. Pode interpretar ações neutras como ameaças, sentir-se facilmente traída ou ofendida e ter dificuldade em confiar, até mesmo em familiares próximos.
    Esses comportamentos acabam criando um ambiente de tensão constante, pois os vínculos se tornam instáveis, baseados mais na vigilância do que na confiança.

    Mas é importante lembrar: por trás dessas atitudes, existe alguém que muitas vezes já passou por experiências difíceis, e que se protege como pode. Por isso, ao invés de julgar, o mais indicado é buscar ajuda profissional — tanto para a pessoa que apresenta esse padrão quanto para os familiares que convivem com ela e também sofrem.
    A psicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento de mais consciência sobre essas atitudes, nas habilidades sociais e emocionais, além de promover relações mais saudáveis.


  • Quais são os tratamentos para Transtornos de Personalidade? Têm cura ou somente uma manutenção dos s

    Quais são os tratamentos para Transtornos de Personalidade? Têm cura ou somente uma manutenção dos sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Essa dúvida é muito importante — e mostra preocupação com o cuidado da saúde mental.
    Os Transtornos de Personalidade exigem um acompanhamento constante e especializado. O principal tratamento é a psicoterapia, sendo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) uma das abordagens mais indicadas, pois ajuda a pessoa a identificar padrões disfuncionais de pensamento, comportamento e relacionamento, promovendo mudanças reais e duradouras.

    Em alguns casos, medicação pode ser recomendada por um psiquiatra — especialmente quando há sintomas intensos como ansiedade, depressão ou agressividade. Mas o foco do tratamento é principalmente psicoterapêutico.
    Sobre a cura, é importante ter uma visão realista: os transtornos de personalidade não têm uma “cura” no sentido tradicional, como uma infecção que desaparece com antibiótico. Mas isso não significa que a pessoa está “presa” a esse diagnóstico. Com o tratamento certo, é possível sim reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e desenvolver relações mais saudáveis e equilibradas.

    A evolução acontece com o tempo, dedicação e, principalmente, com o desejo de mudança — e esse é o maior passo.
    Se você ou alguém próximo vive algo parecido, saiba que procurar ajuda é um sinal de força, e não de fraqueza. A psicoterapia pode ser um espaço seguro pra entender o que está acontecendo e caminhar com mais clareza.


  • Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressen

    Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressentimento de que vou morrer cedo. Não é algo que me causa medo ou angústia, é só uma certeza. Mesmo que eu consiga imaginar algum tipo de futuro, não sinto que vou chegar lá. Parece que tem uma parede que eu não sou/serei capaz de atravessar. Esse sentimento tem uns bons anos já. Só decidi perguntar isso aqui depois da minha mãe e da minha amiga, que estava presente na hora, me falarem que eu deveria ter reagido de um jeito diferente quando quase sofri um acidente um dia desses. E acho que elas estavam certas, não senti nenhuma preocupação, desespero ou coisa do gênero. Na hora, apenas aceitei a situação, acho que até pensei um "Então é isso" (mas tudo foi muito rápido, portanto, não tenho tanta certeza). Mesmo logo depois, nada mudou, realmente só fiquei mal por ter atrapalhado o dia do motorista. Eu ainda não sei muito bem o que concluir disso, mas queria saber o que os senhores e senhoras têm a dizer sobre...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Obrigada por confiar e compartilhar algo tão íntimo. O que você descreve é muito mais comum do que parece — e merece ser olhado com cuidado, não com julgamento.

    Sentir que “não vai viver muito” ou que existe uma espécie de barreira invisível entre o presente e o futuro pode estar ligado a várias questões emocionais. Às vezes, esse tipo de pensamento surge em pessoas que passaram por perdas, vivem com uma sensação de vazio ou estão enfrentando períodos de baixa autoestima, desânimo ou até mesmo sintomas depressivos — mesmo que de forma silenciosa.

    A ausência de reação diante de um quase-acidente, por exemplo, também pode indicar um certo entorpecimento emocional — como se a vida estivesse passando, mas você não estivesse realmente participando dela. Isso pode parecer “normal” pra quem já convive com isso há anos, mas não precisa ser assim.

    É importante dizer: isso não é frescura, nem exagero. É um sinal de que algo dentro de você está pedindo ajuda, compreensão e cuidado.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem essa sensação, ressignificar experiências e, principalmente, retomar o desejo de viver — com mais presença, conexão e sentido. Não se trata de forçar otimismo, mas de cuidar do que dói com respeito e acolhimento.

    Se você sente que já está convivendo com isso há muito tempo, talvez seja a hora de não lidar com isso sozinho(a) mais. Você merece viver algo que te desperte, não só sobreviver aos dias.

    Estou à disposição, se quiser conversar mais sobre isso.


  • Qual a diferença entre esquizoide, autismo nível 1 e transtorno de personalidade antissocial grau le

    Qual a diferença entre esquizoide, autismo nível 1 e transtorno de personalidade antissocial grau leve?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá! Essa dúvida é super válida, e muitas vezes essas condições podem ser confundidas — mas cada uma tem características bem específicas. Vamos por partes:

    Transtorno de Personalidade Esquizoide
    É um transtorno de personalidade caracterizado pelo afastamento social, indiferença às relações interpessoais e pouca expressão emocional. A pessoa não sente prazer ou necessidade real de se conectar com os outros, preferindo ficar sozinha, sem que isso cause sofrimento pra ela. Costuma ser vista como “fria” ou “distante”, mas não age por maldade — apenas não sente vontade de se envolver.

    Autismo Nível 1 (antigo Asperger)
    Faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e envolve dificuldades de comunicação social e comportamentos repetitivos ou interesses restritos. No nível 1, a pessoa pode parecer “funcional”, mas tem desafios na leitura de pistas sociais, em manter conversas naturais ou entender ironias, por exemplo. Diferente do esquizoide, a pessoa com TEA geralmente quer se relacionar, mas tem dificuldade na forma de fazer isso.

    Transtorno de Personalidade Antissocial (grau leve)
    Esse transtorno está ligado a comportamentos que violam os direitos dos outros, como manipulação, impulsividade, mentira ou irresponsabilidade. No grau leve, isso pode aparecer em pequenos conflitos sociais, desrespeito a regras ou dificuldade de manter vínculos saudáveis. Ao contrário dos dois anteriores, aqui existe intenção e pouca empatia, e os relacionamentos tendem a ser usados em benefício próprio.



    Resumo pra facilitar:
    • O esquizoide se afasta por escolha, sem sofrimento.
    • O autista nível 1 quer se conectar, mas tem dificuldade na forma.
    • O antissocial leve até se envolve, mas com pouco respeito às regras sociais e afetivas.

    Em todos os casos, um diagnóstico só pode ser feito por profissional especializado, e o tratamento (como a psicoterapia) pode ajudar muito no autoconhecimento e nas relações.

    Se você desconfia de algo em si ou em alguém próximo, buscar ajuda é o primeiro passo pra entender melhor e cuidar disso com acolhimento.


  • Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de per

    Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo ? Esses transtornos podem ser totalmente remidos em pacientes já passados dos 30 anos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    A abordagem mais eficaz para esses casos, especialmente quando há ansiedade envolvida, costuma ser a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
    Ela ajuda o paciente a identificar os padrões de pensamento disfuncionais (como o medo de rejeição ou a crença de que é melhor se isolar) e a desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento, comunicação e regulação emocional.

    No caso do Transtorno de Personalidade Esquizoide, o foco está em:
    • Trabalhar o reconhecimento e expressão de emoções;
    • Explorar, de forma gradual e respeitosa, as relações interpessoais;
    • Estimular a conexão com a própria experiência emocional, já que muitas vezes há um certo distanciamento afetivo.

    Já no Transtorno de Personalidade Evitativo, a TCC atua fortemente:
    • Na reestruturação de crenças negativas sobre si e os outros;
    • No desenvolvimento de habilidades sociais;
    • E na exposição gradual a situações que despertam ansiedade, mas que a pessoa evita por medo da crítica ou rejeição.

    Sobre remissão completa após os 30 anos:
    Os transtornos de personalidade não costumam desaparecer como um sintoma isolado, mas isso não significa que a pessoa ficará “presa” a isso pro resto da vida.
    Com o tratamento certo, é possível ter uma grande melhora na qualidade de vida, nas relações e na forma como a ansiedade é sentida e enfrentada.

    A idade não é um impeditivo para o progresso — ao contrário, muitos pacientes chegam à terapia depois dos 30 com mais maturidade e motivação para mudar. A remissão total pode não ser garantida, mas o desenvolvimento de novos padrões, sim.

    Em resumo:
    TCC é uma das abordagens mais indicadas;
    O foco é a construção de novas formas de pensar, sentir e agir;
    E sim, é possível viver com mais leveza e menos sofrimento, mesmo com o diagnóstico.

    Se quiser conversar mais sobre isso ou começar o processo de terapia, estou à disposição!


  • Sintomas de Desrealização tem como minimizar,ou até mesmo a cura ?

    Sintomas de Desrealização tem como minimizar,ou até mesmo a cura ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Sim, os sintomas de desrealização podem ser minimizados e, em muitos casos, tratados a ponto de a pessoa recuperar sua qualidade de vida e quase não apresentar mais episódios. No entanto, a cura total pode depender da causa subjacente e da resposta ao tratamento.


  • Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Sim, a Síndrome de Otelo (um transtorno delirante caracterizado por ciúme patológico e irracional) pode voltar mesmo após o tratamento, especialmente se os fatores que a desencadearam não forem totalmente resolvidos.
    Se houver sinais de recaída, o ideal é buscar ajuda rapidamente para evitar que os pensamentos e comportamentos se intensifiquem. O tratamento contínuo ajuda a pessoa a desenvolver mais segurança emocional e controlar padrões de pensamento disfuncionais.


  • Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?

    Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    A terapia psicodramática trabalha com dependentes químicos por meio da expressão emocional, ressignificação de experiências e fortalecimento das relações interpessoais. Como o Psicodrama é uma abordagem baseada na dramatização de cenas da vida real, ele permite que os pacientes revisitem situações que contribuíram para a dependência e ensaiem novas formas de lidar com desafios.


  • Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Na psicologia, os conceitos de transferência, projeção e contratransferência envolvem a maneira como as emoções e experiências passadas influenciam nossas interações com os outros, incluindo a relação terapêutica.
    Identificar transferência, projeção e contratransferência ajuda no autoconhecimento e na eficácia do processo terapêutico. A transferência e a contratransferência são trabalhadas para entender as dinâmicas emocionais do paciente e do terapeuta. Já a projeção pode ser um mecanismo de defesa a ser explorado para ampliar a autoconsciência.


  • Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?

    Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    A reestruturação cognitiva ajuda o paciente a questionar pensamentos disfuncionais, reformulá-los e agir de forma mais racional. Com a prática, ele desenvolve maior controle emocional e melhora sua tomada de decisão.


  • Quais são os estágios do método de resolução de problemas?

    Quais são os estágios do método de resolução de problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    O método de resolução de problemas geralmente segue cinco estágios principais:
    1. Identificação do problema
    2. Análise do problema
    3. Geração de alternativas
    4. Tomada de decisão e implementação


  • Quais são as habilidades de resolução de problemas?

    Quais são as habilidades de resolução de problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    As habilidades de resolução de problemas envolvem uma combinação de capacidades cognitivas e comportamentais que ajudam a abordar e superar obstáculos de maneira eficaz. Aqui estão algumas das principais habilidades necessárias: Pensamento Critico, criatividade, analise, tomada de decisão, pensamento analitico, resiliencia, comunicação, gestão de tempo e adaptabilidade.


  • Quais são as técnicas utilizadas pelo terapeuta cognitivo-comportamental?

    Quais são as técnicas utilizadas pelo terapeuta cognitivo-comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o terapeuta utiliza uma variedade de técnicas para ajudar os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamentos disfuncionais. Algumas das principais técnicas utilizadas incluem:
    Reestruturação Cognitiva, Treinamento de Habilidades Sociais, Exposição Gradual, Técnicas de Relaxamento e registros de pensamentos, entre outros que podem ser abordados durante a psicoterapia.


  • Quais são os Ciclos de Manutenção em Terapia Cognitivo Comportamental ?

    Quais são os Ciclos de Manutenção em Terapia Cognitivo Comportamental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Os Ciclos de Manutenção na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são padrões recorrentes de pensamento, comportamento e emoção que perpetuam ou intensificam o sofrimento psicológico, dificultando a mudança e a recuperação. Esses ciclos podem ser observados em diversos transtornos emocionais, como depressão, ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), entre outros.


  • Me sinto uma fraude na frente das pessoas, pois elas me veem com alguém incrível ou inteligente, amb

    Me sinto uma fraude na frente das pessoas, pois elas me veem com alguém incrível ou inteligente, ambicioso ou dedicado, disciplinado e educado.
    Mas que não sinto que sou isso, quando não há ninguém me vendo, sinto uma exaustão física e mental, como se eu pudesse ser eu mesmo. Como se eu tivesse criado um alter-ego e criado máscaras e mudá-lo de acordo com a situação.... ou como tivesse em alertar máximo até quando eu fecha a porta do quarto ( meu refúgio, "tenho 17anos, não sei como os adolescentes veem o próprio quarto, acredito que seja o Mundo de cada um) e posso ser eu mesmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá, sinto muito por estar passando por isso, mas sabemos que é muito compreensível sentir-se assim, especialmente em uma fase de autodescoberta como a adolescência, onde estamos explorando o que realmente somos e o que queremos expressar. O que você descreve é um sentimento bastante comum, o de sentir que está usando "máscaras" para corresponder às expectativas dos outros, enquanto por dentro há um cansaço e uma sensação de não ser o que as pessoas veem. Essa sensação pode estar ligada ao "síndrome do impostor"; quando sentimos que, mesmo tendo qualidades reconhecidas por outros, não acreditamos ser dignos delas. O quarto, sendo seu refúgio, representa esse espaço seguro onde você pode relaxar e não precisa “encenar” para ninguém.

    Essas dúvidas e essa busca pelo “eu verdadeiro” fazem parte do amadurecimento e podem ser trabalhadaConte comigo para poder te ajudar a entender melhor suas motivações, aprender a lidar com expectativas e se sentir mais seguro para ser você mesmo, tanto no seu espaço quanto fora dele. Me coloco a disposição para essa e outras queixas.


  • Existe alguma forma de prevenir o transtorno de adaptação?

    Existe alguma forma de prevenir o transtorno de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Laura Bezerra

    Olá, espero que eu consiga te ajudar!! Quanto a sua pergunta: Sim, existem formas de prevenir o transtorno de adaptação. Desenvolver resiliência emocional, contar com uma rede de apoio social, manter expectativas realistas e praticar o autocuidado são práticas importantes. Além disso, técnicas de gerenciamento de estresse e resolução de problemas ajudam a lidar melhor com mudanças. Em momentos de transição, buscar acompanhamento terapêutico também pode fortalecer a capacidade de adaptação, reduzindo o risco de impactos emocionais intensos.
    Espero ter contribuído! E poder te ajudar com alguma outra dúvida.


Perguntas frequentes

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