Perguntas do paciente (19)
-
Recentemente realizei o exame psicotécnico do Detran e fui considerado “inapto temporário”, tendo qu
Recentemente realizei o exame psicotécnico do Detran e fui considerado “inapto temporário”, tendo que realizar nova avaliação. Gostaria de entender, pela visão de profissionais da psicologia, se alguns procedimentos adotados estão dentro do padrão técnico/ético esperado.
Durante o exame, a psicóloga afirmou diversas vezes que minha pontuação esperada deveria ser maior por eu possuir ensino superior completo.
Em um dos testes de atenção, haviam 3 etapas semelhantes: na primeira havia 1 figura modelo, na segunda 2 e na terceira 3 figuras para localizar entre várias opções. A própria psicóloga reforçou várias vezes que não era necessário concluir toda a folha, apenas manter agilidade e atingir pelo menos metade dela com precisão.
Optei por priorizar precisão em vez de velocidade. Segundo ela, de aproximadamente 120 marcações possíveis eu fiz mais de 70, errando apenas 2 no total entre as folhas. Nos testes mais simples meu desempenho foi considerado bom, mas no mais difícil (3 figuras) fui informado de que ainda assim fiquei abaixo do esperado.
Em outro teste de memória, a psicóloga comentou que o baixo desempenho atual dos candidatos seria “culpa do celular”, relacionando isso ao meu resultado. Quando questionei minha pontuação, ela mostrou uma tabela específica para “superior completo” em que minha nota aparentemente ficava entre duas faixas, mas informou que nesses casos o resultado era considerado “para baixo”.
Exemplo aproximado:
* Minha pontuação: 15
* Abaixo da média: 0–12
* Na média: 18–30
Também pedi acesso às minhas respostas/correção para entender melhor o resultado, mas fui informado de que isso não poderia ser mostrado.
Minhas dúvidas são:
* Em avaliações psicotécnicas do Detran, a escolaridade realmente altera a pontuação esperada?
* Existe esse tipo de arredondamento “para baixo” em tabelas normativas?
* O candidato possui direito de acesso ao detalhamento da correção?
* Esse tipo de comentário/postura durante a avaliação é considerado adequado tecnicamente?
* Vale procurar um psicólogo particular/convênio para uma segunda avaliação ou parecer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista técnico, é legítimo que a escolaridade influencie a pontuação esperada nos testes, pois as tabelas normativas costumam ser estratificadas por esse critério. No entanto, a situação do arredondamento automático "para baixo" em pontuações limítrofes é questionável, o CFP orienta que nesses casos o psicólogo deve considerar o conjunto da avaliação e documentar os critérios utilizados, não aplicar uma regra mecânica. Quanto ao acesso à correção, negar qualquer forma de detalhamento ou fundamentação do resultado é eticamente inadequado: o avaliado tem direito a entender por que foi considerado inapto.
A postura da psicóloga durante a aplicação também é problemática. Reforçar expectativas de desempenho repetidamente e fazer comentários informais como "culpa do celular" compromete as condições neutras e padronizadas que a aplicação exige, podendo inclusive interferir no desempenho do candidato. A recomendação prática é buscar a reavaliação em uma clínica credenciada diferente, o que já é previsto pelo próprio resultado de "inapto temporário". Caso entenda que houve irregularidade, é possível registrar uma queixa no CRP da sua região.
-
Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe
Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.
Eu vivo um conflito constante:
Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.
Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.
Então entro num looping:
- não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
- mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.
Queria entender:
- até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
- sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
- devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
- como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
- qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
- dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, esse ciclo de querer crescer mas sentir que não tem energia para isso, é muito mais comum do que parece, e faz todo sentido dentro de um histórico de negligência e sofrimento emocional desde cedo. Não é falta de esforço ou fraqueza: é o reflexo de um sistema emocional que carregou muito por muito tempo.
O ambiente atual pode sim estar mantendo esse estado. Viver em um contexto que reativa feridas antigas consome exatamente os recursos que você precisaria para construir autonomia. Sair dessa situação tende a ajudar, mas o trauma carregado internamente precisa ser trabalhado independentemente de onde você estiver.
A diferença entre "preciso me esforçar mais" e "estou genuinamente sobrecarregado" costuma aparecer assim: quando é sobrecarga real, o descanso não restaura, e a pessoa se sente travada mesmo com boa vontade. Esse sinal merece atenção, não mais exigência sobre si mesmo.
Construir autonomia nesse estado é possível, mas pede metas menores, ritmo realista e suporte adequado.
-
Quais os sinais do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Quais os sinais do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O hiperfoco é uma das características mais marcantes do TEA e se manifesta como uma concentração intensa e prolongada em temas ou atividades de interesse específico. Durante esse estado, a pessoa pode passar horas dedicada a um único assunto sem perceber o tempo passar, ignorando necessidades básicas como fome, sono ou outras tarefas importantes.
Na fala e no pensamento, é comum acumular um nível de conhecimento muito detalhado sobre o tema de interesse e direcionar conversas frequentemente para ele, às vezes sem perceber quando o outro perdeu o interesse. A transição para outras atividades costuma ser difícil e pode gerar irritabilidade ou angústia.
Um ponto importante: o hiperfoco não é apenas um desafio. Em muitos casos representa também uma força genuína, permitindo o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos excepcionais. A atenção clínica se justifica quando ele começa a comprometer o funcionamento cotidiano, os relacionamentos ou quando se torna o único recurso disponível para lidar com emoções difíceis.
Se você reconhece esses sinais em si mesmo ou em alguém próximo, buscar uma avaliação com um profissional especializado em TEA pode trazer muito mais clareza e direção.
-
A dificuldade com pensamento abstrato é característica do Transtorno de deficit de atenção/hiperativ
A dificuldade com pensamento abstrato é característica do Transtorno de deficit de atenção/hiperatividade (TDAH) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade com pensamento abstrato não é uma característica central do TDAH. O transtorno afeta principalmente funções executivas como atenção, impulsividade, memória de trabalho e regulação emocional, mas não compromete diretamente a capacidade de pensar de forma abstrata.
O que pode acontecer, e que muitas vezes é confundido com dificuldade de abstração, é que a pessoa com TDAH tem dificuldade de sustentar a atenção por tempo suficiente para processar conceitos mais complexos, organizar o raciocínio de forma linear ou concluir um pensamento antes de partir para outro. Isso pode dar a impressão de um pensamento concreto ou confuso, mas a capacidade abstrata em si costuma estar preservada
-
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aborda a visão em túnel?
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aborda a visão em túnel?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A abordagem começa pelo reconhecimento do padrão. O paciente aprende a identificar quando está filtrando a realidade de forma parcial, percebendo quais pensamentos automáticos estão ativados naquele momento e quais evidências está ignorando. Esse processo é feito com o apoio de registros de pensamento, uma ferramenta central da TCC.
Em seguida, trabalha-se a reestruturação cognitiva: o terapeuta conduz o paciente a questionar a validade desse pensamento, buscar evidências a favor e contra, e construir uma visão mais equilibrada e realista da situação. O objetivo não é forçar um pensamento positivo, mas ampliar o campo de percepção.
Com o tempo, o paciente desenvolve a capacidade de perceber o padrão de forma mais autônoma, interrompendo o ciclo antes que ele gere consequências emocionais mais intensas. A TCC tem boa evidência para esse tipo de trabalho, especialmente em quadros de ansiedade e depressão, onde a visão em túnel costuma ser mais frequente e intensa.
-
Quais são os prejuízos da camuflagem social para a saúde mental de autistas ?
Quais são os prejuízos da camuflagem social para a saúde mental de autistas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A camuflagem social, ou o "masking", é algo que exige muito esforço da pessoa TEA, este esforço pode ser modulado em diferentes contextos (mais ou menos pessoas, ambientes mais aversivos, etc), em curto prazo isso provoca fadiga mental e por consequência períodos onde, em muitos casos, o TEA precisa ficar sozinho para se regular. A longo prazo a exposição a situações de stress podem acarretar em diversos prejuízos como: Aumento dos niveis de ansiedade, piora em algum quadro já existente, desenvolvimento de algum quadro novo. E especificamente para casos de Masking, a pessoa pode desenvolver a tendencia de evitar situações onde é necessário que ela use o masking, gerando prejuízos de cunho social e mental.
-
É possível usar o hiperfoco para melhorar a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
É possível usar o hiperfoco para melhorar a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, mas isso deve ser muito bem pensando. O Hiperfoco ao contrario da crença popular não é necessariamente uma característica positiva, justamente por limitar o campo de escolhas da pessoa favorecendo padrões de comportamento restritos, ou rígidos. De maneira geral, é preferível que se desenvolva repertórios concorrentes ao hiperfoco para estimular a pessoa a se engajar em atividades diversas.
-
Quais os pontos para se ter uma boa saúde mental?
Quais os pontos para se ter uma boa saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, pensando no conceito de saúde mental alguns pontos devem ser levados em consideração. Não devemos encarar saúde de modo geral como a mera ausência da doença é necessário que se tenha condições de ter uma vida digna em seus diversos âmbitos com qualidade. De maneira breve, para se ter uma boa saúde mental é necessário ter boas praticas no seu dia a dia, ter uma vida saudável dentro da sua realidade e ter momentos de lazer. Uma pratica que pode ser muito vantajosa para ter uma boa saúde mental é incluir a psicoterapia em sua rotina.
-
Qual a diferença entre um psicólogo e um terapeuta?
Qual a diferença entre um psicólogo e um terapeuta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um psicólogo é alguém formado em psicologia e capacitado para aplicar o conhecimento psicoterapêutico em suas diversas facetas. Terapeutas é a nomenclatura dada a quem faz algo fora do campo da psicologia de uma maneira que não qualquer tipo de rigor ou fiscalização da prática realizada.
-
Porque não consigo alinhar meus pensamentos na hora de falar
Porque não consigo alinhar meus pensamentos na hora de falar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá espero que esta mensagem lhe encontre bem. A sua queixa pode estar relacionada a diversas situações que influenciam nossas interações sociais, vou elencar alguns pontos a seguir. Pode ser devido a algum nível de ansiedade social que acaba dificultando a formação de frases e a interação com outras pessoas, o que acabaria gerando sempre a fuga de situações de interação dificultando ainda mais a sua interação futura com outras pessoas. De modo geral, diversos sintomas podem estar relacionados a dificuldade de alinhar seus pensamentos, então recomendo que procure um especialista para te auxiliar a encontrar a causa e realizar o tratamento adequado. Forte abraço.
-
Existe alguma relação entre a instabilidade emocional e a memória?
Existe alguma relação entre a instabilidade emocional e a memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim existe uma relação entre as emoções de modo geral e a memória. Pontualmente sobre a sua duvida, a instabilidade emocional pode dificultar a memorização, impedir a evocação correta de assuntos, datas ou eventos, e até em casos mais graves de instabilidade pode-se gerar lapsos de memoria.
-
Como é feita a reabilitação neuropsicológica das funções executivas?
Como é feita a reabilitação neuropsicológica das funções executivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, a reabilitação neuropsicológica funciona da seguinte forma: Primeira é feita uma entrevista inicial para analisar o caso e entender como estão suas habilidades e funções executivas. Depois um plano individualizado é feito e a partir disso diversas estratégias são traçadas. O plano pode ser voltado para funções executivas especificas visando intervir sobre seus déficits específicos.
-
Mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar a disfunção executiva?
Mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar a disfunção executiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim mudanças no estilo de vida são muito importantes para a melhora de alguma disfunção executiva. Mas é necessário que o paciente tenha clareza em quais funções estão prejudicadas para que se tenha uma maior eficácia no tratamento. A partir de uma avaliação neuropsicológica é possível que um tratamento eficaz seja traçado, podendo contar com reabilitação neuropsicológica para auxiliar o paciente.
-
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá espero que essa mensagem lhe encontre bem. Buscar um tratamento com um psicólogo seria o ideal para esse caso. A procrastinação pode ser um comportamento passível de intervenção e possui diversas "causas", deste modo a avalição inicial de um profissional é essencial para um tratamento mais assertivo.
Desejo melhoras, abraço.
-
gostaria de fazer terapia ou algo assim, mas sem que minha familia saiba. Existe
gostaria de fazer terapia ou algo assim, mas sem que minha familia saiba. Existe essa possibilidade ou o profissional vai ter que contata-la? Sou maior de idade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá espero que esta mensagem lhe encontre bem. A base do tratamento psicoterapêutico é justamente o sigilo, sendo assim, somente em casos específicos o contato com a família é estritamente necessário. Mas lembre-se que a conduta muda de profissional para profissional, então em alguns casos os terapeutas contatam a família para obter mais informações sobre o caso. Então em resumo, sim é possível realizar a psicoterapia como você deseja.
-
Como é a Manutenção da Saúde Mental em Indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline ?
Como é a Manutenção da Saúde Mental em Indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esta mensagem lhe encontre bem. A manutenção da saúde mental em indivíduos com transtorno de personalidade borderline se da de maneira continua e em diversas frentes (sendo a psiquiátrica e psicoterapêutica as mais comuns) pensando em um tratamento que possa auxiliar as diversas demandas que o transtorno ocasiona. De maneira breve, é necessário buscar ajuda com o profissional da psicologia para iniciar um processo de psicoterapia (abordagens como a DBT são tidas como o padrão ouro para o transtorno).
-
É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?
É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível, e existe boa evidência científica para isso. A psicoterapia, especialmente a Análise do Comportamento, é considerada um dos tratamentos mais eficazes para transtornos de ansiedade, com resultados consistentes mesmo sem o uso de medicação. Muitas pessoas alcançam melhora significativa e duradoura apenas com acompanhamento psicoterápico.
A Análise do Comportamento atua identificando as condições que produzem e mantêm a ansiedade, como situações que a desencadeiam, comportamentos de esquiva que a reforçam e padrões que dificultam a regulação emocional. O trabalho terapêutico ajuda a pessoa a desenvolver repertórios mais funcionais para lidar com essas situações, reduzindo gradualmente o impacto da ansiedade no dia a dia.
Dito isso, há situações em que a ansiedade está em um nível de intensidade que compromete severamente o funcionamento cotidiano, e nesses casos a medicação pode ser um recurso importante para estabilizar o quadro e permitir que a terapia seja mais efetiva. A combinação de psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, quando necessário, costuma trazer os melhores resultados.
A decisão sobre usar ou não medicação deve sempre ser individualizada, levando em conta a intensidade dos sintomas, o histórico da pessoa e a avaliação dos profissionais envolvidos. Não existe uma resposta única que sirva para todos, e essa é justamente uma das razões pelas quais o acompanhamento profissional faz tanta diferença.
-
olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint
olá!
eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...
posso fazer terapia para que isso melhore?..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
que isso melhore?..
18:32
Claude respondeu: O que você está descrevendo, esses pensamentos que invadem e geram culpa intensa, é algo que causa sofrimento real e merece atenção cuidadosa.
O que você está descrevendo, esses pensamentos que invadem e geram culpa intensa, é algo que causa sofrimento real e merece atenção cuidadosa. Você não está exagerando e não é fraqueza sentir isso.
Sim, a terapia pode ajudar muito nesse quadro. Quando pensamentos intrusivos começam a interferir nos estudos, nas atividades do dia a dia e geram esse nível de angústia e culpa, é um sinal de que o sistema emocional está sobrecarregado e precisa de suporte especializado. Isso tem tratamento e as pessoas melhoram com o acompanhamento adequado.
Um ponto importante: pensamentos intrusivos e culpa intensa podem aparecer tanto na ansiedade quanto no TOC, e a distinção entre esses quadros faz diferença na condução do tratamento. Por isso uma avaliação cuidadosa é o primeiro passo, antes de qualquer conclusão sobre o que está acontecendo.
-
Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is
Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, esse ciclo de vigiar, conferir e ainda assim perder as coisas, é muito mais comum do que parece e costuma gerar uma angústia genuína e desgastante. Não é descuido nem falta de atenção intencional: muitas vezes é o reflexo de como o cérebro processa e registra informações no momento da ação.
Algumas estratégias práticas podem ajudar bastante. Criar lugares fixos e específicos para os objetos mais importantes é um dos recursos mais eficazes: quando o lugar é sempre o mesmo, o comportamento vira automático e depende menos da memória do momento. Reduzir o número de decisões cotidianas sobre onde guardar as coisas alivia significativamente esse ciclo.
Outro ponto importante é perceber que a vigilância excessiva, conferir várias vezes, pode paradoxalmente aumentar a ansiedade sem resolver o problema de fundo. Isso acontece porque reforça a crença de que sem o controle constante algo vai dar errado, mantendo o sistema nervoso em estado de alerta.
Se esse padrão está presente em outras áreas da vida, como dificuldade de manter foco, esquecimentos frequentes ou sensação de que a mente está sempre acelerada, pode valer a pena buscar uma avaliação profissional. Entender a origem do padrão muda completamente a forma de lidar com ele.
Autor
Perguntas frequentes
-
Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…