Perguntas do paciente (9)

  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Esses sintomas podem ter diferentes causas, como estresse, ansiedade, privação de sono, sobrecarga de trabalho, alterações emocionais ou TDAH. Por isso, tentar controlar apenas a agitação ou a falta de concentração sem compreender a origem do problema pode trazer apenas uma melhora temporária.

    A forma mais segura de entender o que realmente está acontecendo é realizar uma avaliação neuropsicológica. Esse processo investiga atenção, memória, velocidade de processamento, planejamento, organização, controle da impulsividade e aspectos emocionais, além de considerar seu histórico pessoal, profissional e de saúde.

    Com os resultados, é possível identificar quais dificuldades estão presentes, diferenciar condições que podem apresentar sintomas semelhantes e definir os encaminhamentos mais adequados para o seu caso. Enquanto isso, procure organizar as tarefas em etapas menores, reduzir distrações, fazer pausas breves e observar a qualidade do sono, mas não deixe de buscar uma avaliação especializada se os sintomas estiverem prejudicando seu trabalho ou sua rotina.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    O conjunto descrito merece uma avaliação especializada e não deve ser interpretado apenas como “pensamentos ruins”. As imagens rápidas e involuntárias, acompanhadas da necessidade de conferir ou prevenir algo, podem ocorrer em quadros de ansiedade ou sintomas obsessivo-compulsivos. No TOC, podem existir pensamentos recorrentes e indesejados, acompanhados de comportamentos realizados para reduzir o medo ou a dúvida. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    Entretanto, os episódios antigos de alterações visuais e corporais, a sensação de realidade intensa e o relato de ficar completamente absorvido por alguns segundos também tornam importante investigar causas neurológicas. Algumas crises focais podem produzir imagens, sensações estranhas, experiências semelhantes a sonhos ou mudanças breves da consciência, podendo ser confundidas com manifestações exclusivamente psicológicas. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    Por isso, eu recomendaria uma avaliação neuropsicológica completa, associada à consulta com neurologista e psiquiatra. A avaliação neuropsicológica poderá investigar atenção, memória, percepção, funcionamento executivo, aspectos emocionais, presença de pensamentos intrusivos e o impacto dos episódios na rotina. O neurologista poderá verificar a necessidade de exames, como eletroencefalograma ou imagem, e o psiquiatra avaliará hipóteses relacionadas à ansiedade, obsessões, alterações do pensamento e da percepção.

    O fato de essas imagens serem involuntárias não significa, por si só, que exista desejo de realizá-las. Ainda assim, como começaram recentemente e estão ocorrendo várias vezes ao dia, é importante não adiar a investigação. Registre horário, duração, situação em que ocorreram, qualidade do sono e o que sentiu antes e depois de cada episódio; essas informações ajudarão os profissionais no diagnóstico diferencial.

    Caso haja perda de consciência, confusão prolongada, alteração de força ou fala, dor de cabeça intensa ou risco imediato de machucar alguém ou a si mesmo, procure atendimento de urgência.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Como TEA, TDAH e depressão podem apresentar sintomas parecidos e também ocorrer juntos, o primeiro passo mais seguro é realizar uma avaliação neuropsicológica completa.

    Essa avaliação permite investigar atenção, memória, funções executivas, comunicação social, comportamento, aspectos emocionais e sua história desde a infância. Assim, é possível compreender se os sintomas estão relacionados ao TEA, ao TDAH, à depressão ou a outra condição.

    Realizo esse tipo de investigação em adultos, de forma ampla e individualizada, buscando não apenas chegar a uma conclusão diagnóstica, mas explicar com clareza o seu funcionamento, suas dificuldades, potencialidades e quais tratamentos ou encaminhamentos serão mais adequados.

    Os atendimentos podem ser realizados presencialmente em Brasília ou online para todo o Brasil. Você pode entrar em contato comigo para receber as informações sobre o processo de avaliação.


  • eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob

    eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Sim, essa combinação pode indicar a possibilidade de dupla excepcionalidade, que ocorre quando altas habilidades ou superdotação coexistem com condições do neurodesenvolvimento, como TDAH e TEA. Uma condição não exclui a outra. Em alguns casos, as habilidades elevadas ajudam a compensar ou esconder determinadas dificuldades; em outros, os prejuízos associados ao TDAH ou ao TEA podem impedir que o potencial da pessoa seja reconhecido.

    As sobre-excitabilidades, isoladamente, não confirmam altas habilidades ou superdotação. Para investigar essa hipótese, é necessária uma avaliação neuropsicológica ampla, que analise inteligência, raciocínio, criatividade, atenção, memória, funções executivas, velocidade de processamento, funcionamento adaptativo, histórico do desenvolvimento, interesses e desempenho acadêmico ou profissional.

    Realizo avaliações voltadas à investigação de dupla excepcionalidade, buscando identificar tanto as habilidades elevadas quanto as dificuldades e compreender como o TDAH, o TEA e as possíveis altas habilidades interagem no funcionamento da pessoa. Ao final, apresento uma conclusão clara, explico o perfil identificado e indico os encaminhamentos adequados.

    As avaliações de adultos podem ser realizadas online em todo o Brasil. Para menores de 18 anos, o atendimento é presencial. Entre em contato comigo para receber informações sobre o processo de avaliação.


  • Por que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sente necessidade de "falsificar" sinais s

    Por que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sente necessidade de "falsificar" sinais sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Na maioria das vezes, não se trata de “falsificar” ou enganar. A pessoa com TEA pode aprender a observar, imitar ou ensaiar comportamentos socialmente esperados para conseguir se integrar, evitar críticas, rejeição, bullying ou constrangimentos. Isso pode envolver forçar contato visual, controlar movimentos, copiar expressões, ensaiar conversas e esconder desconfortos sensoriais. Esse processo é chamado de camuflagem ou masking e pode ocorrer de maneira consciente ou quase automática.

    Embora facilite algumas interações, o esforço constante para parecer socialmente adequado pode provocar cansaço intenso, ansiedade, sobrecarga e sensação de não conseguir ser autêntico. Além disso, o masking pode dificultar o reconhecimento do TEA, especialmente quando a pessoa aparenta desenvoltura social, mas enfrenta grande sofrimento internamente.

    Caso você se reconheça nesse funcionamento, uma avaliação neuropsicológica pode investigar seu histórico desde a infância, comunicação social, sensibilidade sensorial, necessidade de rotina, estratégias de compensação e os impactos desse esforço na sua vida. Realizo essa investigação de forma individualizada, inclusive em adultos que passaram anos camuflando suas dificuldades sem compreender o motivo. As avaliações de adultos podem ser realizadas online em todo o Brasil; menores de 18 anos são atendidos presencialmente.


  • Meu filho tem 14 anos ele foi diagnosticado quando era mais novo só que não fez o tratamento será qu

    Meu filho tem 14 anos ele foi diagnosticado quando era mais novo só que não fez o tratamento será que agora ele consegue ser tratado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Sim. Aos 14 anos ainda é possível iniciar o acompanhamento e obter avanços importantes. O fato de ele não ter realizado tratamento anteriormente não significa que seja tarde, mas as necessidades atuais podem ser diferentes daquelas observadas quando recebeu o diagnóstico.

    O primeiro passo mais seguro é fazer uma reavaliação neuropsicológica, para compreender como estão hoje a comunicação, a aprendizagem, a atenção, a organização, a autonomia, os aspectos sensoriais, emocionais e sociais. Essa investigação também permite verificar se existem outras condições associadas e quais dificuldades estão trazendo maior prejuízo nesta fase da adolescência.

    Realizo avaliações de adolescentes de forma ampla e individualizada, incluindo orientações para a família, para a escola e os encaminhamentos necessários para o tratamento. A partir dos resultados, é possível definir quais intervenções realmente serão úteis para ele, sem perder tempo com acompanhamentos que não correspondam às suas necessidades.

    Para menores de 18 anos, a avaliação é realizada presencialmente em Brasília. Entre em contato comigo para receber as informações sobre o processo.


  • O que avalia um perfil neurocognitivo complexo? .

    O que avalia um perfil neurocognitivo complexo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Um perfil neurocognitivo complexo não é um diagnóstico isolado. Essa expressão é utilizada quando a pessoa apresenta uma combinação de habilidades muito elevadas em algumas áreas e dificuldades importantes em outras, ou quando há suspeita de diferentes condições coexistindo, como TEA, TDAH, altas habilidades, transtornos de aprendizagem, ansiedade ou alterações emocionais.

    A investigação avalia inteligência, atenção, memória, linguagem, aprendizagem, raciocínio, velocidade de processamento, planejamento, organização, flexibilidade cognitiva, controle da impulsividade, comportamento, aspectos emocionais e funcionamento adaptativo. Também são analisados o histórico do desenvolvimento e os impactos na vida escolar, profissional, social e familiar.

    Realizo avaliações neuropsicológicas amplas para identificar essas diferenças, compreender como as habilidades e as dificuldades interagem e verificar a possibilidade de condições associadas ou dupla excepcionalidade. Ao final, apresento uma explicação clara do perfil encontrado e os encaminhamentos mais adequados.

    As avaliações de adultos podem ser realizadas online em todo o Brasil. Para menores de 18 anos, o atendimento é presencial em Brasília. Entre em contato comigo para receber informações sobre o processo de avaliação.


  • O que define um perfil neurocognitivo complexo? .

    O que define um perfil neurocognitivo complexo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    Um perfil neurocognitivo complexo é definido pela presença de diferenças importantes entre as várias áreas do funcionamento da pessoa. Ela pode apresentar habilidades muito elevadas em alguns aspectos e dificuldades significativas em outros, ou ter características de mais de uma condição ao mesmo tempo, como TEA, TDAH, altas habilidades, transtornos de aprendizagem ou alterações emocionais.

    Por isso, esse perfil não pode ser compreendido apenas por uma queixa isolada ou por um único teste. É necessário analisar inteligência, atenção, memória, linguagem, aprendizagem, funções executivas, comportamento, aspectos emocionais, histórico do desenvolvimento e o impacto dessas características na vida escolar, profissional, social e familiar.

    Realizo avaliações neuropsicológicas amplas justamente para identificar essas diferenças, investigar possíveis condições associadas e compreender tanto as dificuldades quanto as potencialidades da pessoa. Ao final, explico com clareza o perfil encontrado e indico os encaminhamentos mais adequados.

    As avaliações de adultos podem ser realizadas online em todo o Brasil. Para menores de 18 anos, a avaliação é presencial. Entre em contato comigo para receber informações sobre o processo.


  • A inteligência acima da média facilita o hiperfoco? .

    A inteligência acima da média facilita o hiperfoco? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Andréa Pepino da Silva

    A inteligência acima da média **não causa o hiperfoco**, mas pode favorecer maior aprofundamento, rapidez de aprendizagem e produção de conhecimentos complexos em temas de interesse. O hiperfoco está mais relacionado à forma como a atenção é regulada, à motivação pela atividade, à dificuldade de mudar o foco e, em alguns casos, a condições como TEA e TDAH. ([PubMed][1])

    Em pessoas com altas habilidades, TEA ou TDAH, pode ser difícil diferenciar um interesse intenso e produtivo de um hiperfoco que começa a prejudicar o sono, a organização, os relacionamentos ou o cumprimento de outras responsabilidades.

    Essa diferenciação pode ser feita por meio de uma **avaliação neuropsicológica**, que investiga inteligência, atenção, funções executivas, flexibilidade cognitiva, interesses, potencialidades e possíveis condições associadas. Realizo essa avaliação para identificar se há altas habilidades, hiperfoco, TEA, TDAH ou a coexistência dessas características, conhecida como dupla excepcionalidade.

    As avaliações de adultos podem ser realizadas online em todo o Brasil. Para menores de 18 anos, o atendimento é presencial. Entre em contato comigo para receber informações sobre o processo de avaliação.


Perguntas frequentes

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