Perguntas do paciente (4)

  • Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

    Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Ferrarezi

    Primeiramente, sinto muito pela sua perda. O luto é uma dor que a sociedade obcecada por produtividade, positividade e superação rápida, apressa ou esconde. A solidão e a dor que acompanham o luto precisam de tempo para se assimilar e não pesar tanto. Se sentir triste, desanimada faz parte. A tristeza tem que ter espaço para ser sentida, compreendida e descarregada. Chorar também faz parte, é necessário.
    Não podemos descrever o luto como um linha continua com começo, meio e fim. O luto vai e volta, sobe e desce, gira em círculos e faz curvas. Se a dor está tão grande que impede sua funcionalidade, é necessário procurar um profissional para te ajudar a entender os conteúdos inconscientes que acompanham sua perda. E também para ajudar a compreender os processos corporais que acompanham o seu vínculo com sua gata.


  • O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Ferrarezi

    A depressão é um fenômeno biológico e existencial bastante complexo. Biológico, pois há uma falha na regulação do sistema nervoso. Existencial, pela dificuldade da pessoa em se relacionar e ser funcional no trabalho, por exemplo. Na minha abordagem que une mente e corpo, entendo que esse organismo entrou num modo de "economia de energia" para se proteger do que dói. Respira pouco, não tem disposição e pode, por muitas vezes, apresentar ansiedade. Dizer que alguém tem tendências depressivas provavelmente está relacionado com todos esses sintomas, uma pessoa desvitalizada. É importante tratar com terapia e acompanhamento psiquiátrico, mesmo nos primeiros sinais.


  • O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Ferrarezi

    O vínculo é uma ligação, uma conexão, a união entre os indivíduos. É a base das relações humanas. Os primeiros vínculos são muito determinantes para o desenvolvimento afetivo do bebê. Aqueles formados no nosso primeiro contato com o mundo são muito importantes para o desenvolvimento da segurança emocional do indivíduo. Algumas técnicas são utilizadas nos nascimentos para que o vínculo entre mãe e bebê aconteça, como o contato pele a pele, por exemplo. É importante que os vínculos de uma criança (cuidadores principais) sejam saudáveis e estáveis, são eles que estimulam a liberação de ocitocina, o famoso hormônio do amor, que ajuda o desenvolvimento de uma região do cérebro responsável pela regulação e segurança emocional. Quando o vínculo é comprometido por violência, instabilidade e incoerência na relação a criança pode passar por um processo conhecido como estresse tóxico precoce (ETP), que atrapalha o seu desenvolvimento, socialização e pode até causar mudanças no funcionamento cerebral. Cada estrutura psíquica tem um maneira específica de se vincular, ou seja, o vínculo é singular e está diretamente relacionado com a história do indivíduo. Na vida adulta, desconfiança, ciúmes, ansiedade e necessidade de reafirmação nos relacionamentos, assim como segurança, capacidade de entrega, confiança e ternura estão diretamente relacionados com o vínculo vivido na infância.


  • Um profissional que é formado em pedagogia e tem título de psicanalista, e faz pós de neuropsicologi

    Um profissional que é formado em pedagogia e tem título de psicanalista, e faz pós de neuropsicologia, pode aplicar avaliações neuropsicológicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Ferrarezi

    Não. A avaliação neuropsicológica é uma especialidade que exige graduação em psicologia e somente um psicólogo habilitado tem autorização legal para aplicar testes e fechar diagnósticos. Com essa graduação em pedagogia o profissional não pode se especializar em neuropsicologia.


Perguntas frequentes

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