Perguntas do paciente (27)

  • Olá! Estão, estou ficando muito preocupada, minha filha de 4 ano tem contado coisas que são mentira

    Olá!
    Estão, estou ficando muito preocupada, minha filha de 4 ano tem contado coisas que são mentiras, e ela insiste e até chora quando falo que não é verdade, até porque eu estava junto e sei. Ela tá começando a me trazer problemas com o pai dela. É normal essa idade mentir? Contar uma história que parece ser realmente verdadeira?
    Desde já, agradeço a atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Sim, é normal crianças de 4 anos contarem histórias que não são verdadeiras, e isso nem sempre significa que estão mentindo no sentido intencional que os adultos entendem. Nessa idade, a imaginação e a fantasia ainda estão muito presentes, e muitas vezes elas misturam o que imaginam com a realidade. Além disso, algumas crianças insistem nessas histórias porque querem atenção, evitar uma bronca ou simplesmente porque acreditam no que estão dizendo.
    O mais importante é não tratar isso com dureza ou punição, mas ajudá-la a entender a diferença entre o que é real e o que é inventado. Você pode responder com calma algo como: "Eu sei que essa história parece real para você, mas eu estava lá e vi que não foi bem assim. Que tal a gente imaginar juntos como essa história poderia ser se fosse de faz de conta?" Isso mostra que você a escuta sem reforçar a mentira como verdade.
    Se ela está trazendo problemas na relação com o pai, vale observar se isso acontece em momentos específicos, como depois de um conflito ou quando quer chamar atenção. Se for frequente e gerar muitos problemas, conversar com um psicólogo infantil pode ajudar a entender melhor o que está motivando esse comportamento.


  • Boa noite meu filho de 4 anos começou a alguns tempo falar em matar todo mundo incluindo crianças, s

    Boa noite meu filho de 4 anos começou a alguns tempo falar em matar todo mundo incluindo crianças, sei que ele não tem nem uma noção do sentido da palavra pois se machuca por exemplo a mãozinha ele diz matou minha mão mamãe!
    Mais confesso que estou desesperada pois aqui em casa somos só eu e meu esposo e não falamos a nada parecido e a muito tempo deixamos de assistir algo mais adulto e só desenhos que não me aparenta maldade como patrulha canina .. Já conversei já expliquei mais não sei mais o que fazer pra ele parar ! ..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Boa noite! Entendo sua preocupação e é natural se sentir insegura diante de algo assim, mas é importante lembrar que, nesse estágio do desenvolvimento, as crianças ainda estão aprendendo o significado das palavras e muitas vezes as utilizam de forma aleatória ou para expressar frustração, dor ou até mesmo como uma forma de chamar atenção.
    É possível que seu filho esteja usando essa expressão para comunicar algo que está sentindo, como dor, raiva ou frustração, mas ainda sem entender o real significado por trás da palavra "matar". O fato dele também usar a palavra para descrever situações simples, como machucar a mão, sugere que ele pode não ter uma compreensão completa do termo.
    Aqui estão algumas orientações:

    Continue conversando com ele de forma calma: Explique que algumas palavras podem machucar os sentimentos dos outros e que, mesmo que ele esteja se machucando, há maneiras mais suaves de falar sobre isso. Reforce que palavras têm poder e precisamos usá-las com cuidado.
    Verifique se ele está expressando frustração: Tente observar se ele diz isso em momentos específicos, como quando está chateado ou irritado, e ensine formas alternativas de expressar esses sentimentos. Por exemplo: "Você pode dizer que está com raiva ou triste, e nós podemos encontrar uma solução juntos."
    Evite reforçar a expressão: Tente não reagir com medo ou raiva, pois isso pode acabar dando mais atenção à frase e fazer com que ele a repita. Se ele falar novamente, responda calmamente, corrigindo a expressão, como: "Nós não falamos assim. Vamos usar palavras mais gentis."
    Observe o ambiente: Embora você mencione que não há exposição a conteúdos inadequados, vale a pena observar se ele tem contato com outras crianças que possam usar essas expressões, ou se está lidando com mudanças ou estresse que possam estar gerando essa reação.
    Se isso persistir e começar a gerar mais preocupações, pode ser útil buscar a orientação de um psicólogo infantil para ajudá-los a entender melhor a situação e oferecer estratégias específicas para lidar com o comportamento.


  • Ola minha filha tem 3 anos e 5 meses, começou a ir pra escola, mais a professora falou pra mim que e

    Ola minha filha tem 3 anos e 5 meses, começou a ir pra escola, mais a professora falou pra mim que ela nao socializa com outras criancas prefere brincar sozinha, que ninguem pode chegar perto dela relar nela, em casa ela tem outro comportamento ela brinca gosta de abraçar e muito carinhosa, ela e muito timida nao sei se isso tem a ver, mais ela tbm tem batido nas criancas ninguém pode pegar nada dela nao gosta de dividir, nao sei oq fazer converso com elq todos os dias, alguém pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Entendo a sua preocupação em relação ao comportamento da sua filha. O fato dela se comportar de maneira mais retraída na escola, preferindo brincar sozinha e evitando o contato com outras crianças, pode ser um reflexo da timidez, algo que é comum em algumas crianças, especialmente nessa faixa etária. A timidez pode influenciar a forma como ela interage com os outros, tornando o processo de socialização mais difícil no início, especialmente em um ambiente novo como a escola. No entanto, em casa, onde ela se sente mais segura, o comportamento pode ser bem diferente, o que é uma indicação de que ela tem a capacidade de ser carinhosa e se envolver socialmente, mas ainda precisa de tempo para se adaptar a novas situações e ambientes.
    Esse comportamento também pode estar relacionado a uma dificuldade em compartilhar e lidar com frustrações, o que é normal para a idade dela. Crianças de 3 anos ainda estão aprendendo a lidar com as emoções, o que inclui compartilhar brinquedos e dividir o espaço com outras crianças. No entanto, é importante que você continue conversando com ela sobre o valor de compartilhar e de respeitar os outros, reforçando as atitudes positivas. Sempre que ela compartilhar algo ou demonstrar comportamentos adequados, elogie-a para reforçar essas atitudes.
    Uma abordagem gradual pode ser útil para ajudar a melhorar a socialização dela. Como ela já se sente mais confortável em casa, você pode começar a promover interações mais controladas, como brincadeiras com uma criança conhecida, em um ambiente mais calmo, para que ela se acostume aos poucos a interagir com os outros de forma menos ansiosa.
    A paciência e a consistência são fundamentais nesse processo. Mudanças comportamentais podem levar tempo, então continue oferecendo um ambiente seguro em casa, onde ela possa se expressar e aprender a lidar com as frustrações. Se perceber que a dificuldade em socializar e o comportamento de agressividade persistem e afetam o desenvolvimento dela, pode ser interessante procurar a ajuda de um psicólogo infantil, que poderá ajudar a entender melhor a situação e oferecer orientações mais específicas.


  • minha filha de 8 anos beijou um bebe na boca, este tipo de comportamento é normal? Reflete alguma co

    minha filha de 8 anos beijou um bebe na boca, este tipo de comportamento é normal? Reflete alguma coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Sim, é um comportamento que pode acontecer e não necessariamente reflete algo preocupante. Crianças dessa idade ainda estão entendendo regras sociais e limites, e muitas vezes imitam o que veem ao redor, seja na família, na TV ou entre amigos. Para elas, um beijo pode ser apenas uma demonstração de carinho, sem a conotação que os adultos atribuem.
    O mais importante é conversar com sua filha de maneira tranquila, explicando que existem diferentes formas de demonstrar afeto e que alguns gestos, como o beijo na boca, costumam ser mais comuns entre namorados ou casais. Sem bronca ou susto, só ajudando ela a entender melhor esses limites sociais.


  • A minha neta de 8 anos voltou a fazer xixi e coco na calcinha, consultamos uma psicóloga que disse q

    A minha neta de 8 anos voltou a fazer xixi e coco na calcinha, consultamos uma psicóloga que disse que ela poderia estar tentando chamar a atenção, seria isso possível?E como ajuda_la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    É possível que o comportamento da sua neta esteja relacionado à tentativa de chamar atenção, mas também é importante considerar que ela pode estar lidando com outros fatores emocionais ou estressores que a estão levando a apresentar esse tipo de comportamento. Crianças de 8 anos, embora mais velhas, ainda podem usar comportamentos regressivos como uma maneira de lidar com sentimentos de insegurança, estresse ou mudanças no ambiente familiar, escolar ou social.
    Quando uma criança volta a fazer xixi e cocô na roupa, mesmo após ter aprendido a controlar suas funções, pode ser um sinal de que ela está passando por algo emocionalmente difícil. Às vezes, mudanças como a separação dos pais, problemas na escola, ou até mesmo uma nova dinâmica familiar, podem fazer com que a criança sinta necessidade de regredir a comportamentos mais infantis, como o de não controlar os esfíncteres.
    É fundamental tratar o comportamento com empatia e sem punições, pois isso pode aumentar o estresse da criança. Ajudá-la envolve compreender o que está causando esse comportamento e trabalhar com ela de forma gradual. Algumas estratégias podem incluir:
    Manter um ambiente acolhedor: Garanta que sua neta se sinta segura e compreendida. Converse com ela de forma tranquila e aberta, tentando descobrir se há algo que a esteja incomodando.
    Identificar possíveis gatilhos emocionais: Observe se há mudanças significativas no ambiente dela, como situações de ansiedade na escola, relação com os colegas ou problemas familiares, que possam estar afetando seu comportamento.
    Reforçar o comportamento positivo: Quando ela usar o banheiro corretamente, elogie e encoraje o comportamento. É importante reforçar o que ela faz certo, para que ela se sinta motivada a repetir essas ações.
    Buscar acompanhamento contínuo: Caso o comportamento persista, pode ser útil continuar com o acompanhamento psicológico, que pode ajudar a identificar mais profundamente as causas do comportamento e fornecer estratégias mais específicas para ajudar a sua neta a superar essa dificuldade.
    A regredir para comportamentos infantis em situações de estresse é algo relativamente comum em crianças, e com o apoio certo, ela pode superar isso.


  • Bom dia, tenho um filho tem 11 anos que defeca nas calças, ele disse que não sente mas sabe que está

    Bom dia, tenho um filho tem 11 anos que defeca nas calças, ele disse que não sente mas sabe que está sujo e não toma banho para retirar a roupa suja, ficar como fosse normal ficar assim eu converso sempre para que eu possa entender o que está acontecendo. Já o levei no médico e encaminhei para o psicólogo, e fui informada que ele não tem nada é uma criança normal
    O que faço
    Deus abençoe. Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Entendo como essa situação pode ser desafiadora para você. O fato de ele não demonstrar incômodo pode estar relacionado a diferentes fatores, como questões emocionais, dificuldades sensoriais ou até hábitos que se desenvolveram ao longo do tempo. Algumas coisas que podem ajudar:
    - Investigar possíveis causas emocionais – Mesmo que o psicólogo tenha dito que ele “não tem nada”, pode ser interessante observar se ele está passando por estresse, ansiedade ou mudanças na rotina que possam estar influenciando esse comportamento.
    - Verificar questões sensoriais – Algumas crianças têm menor sensibilidade corporal e podem não perceber com clareza as necessidades fisiológicas ou o desconforto da roupa suja.
    - Criar uma rotina estruturada – Estabelecer horários fixos para ir ao banheiro, incentivando-o a tentar evacuar mesmo sem vontade, pode ajudar o corpo a criar um padrão.
    Incentivar a higiene sem broncas ou punições – Em vez de chamar atenção pelo que aconteceu, tente abordar de forma neutra, com frases como: "Vamos tomar banho e trocar essa roupa para você se sentir mais confortável?" Isso evita que ele veja a situação como algo vergonhoso ou um motivo de confronto.
    - Observar se há ganhos secundários – Algumas crianças mantêm certos comportamentos porque, mesmo sem perceber, acabam recebendo atenção extra ou fugindo de situações desconfortáveis.

    Se isso persistir, pode ser válido buscar uma segunda opinião profissional, de um psicólogo com experiência nesse tipo de questão, e talvez até um gastroenterologista, para descartar qualquer causa física que não tenha sido identificada.


  • Tenho um filho de 7 anos que desde de pequeno gista de coisas de meninas e diz ser menina. Quer co

    Tenho um filho de 7 anos que desde de pequeno gista de coisas de meninas e diz ser menina.
    Quer colocar meus sapatos , minhas roupas, fazer maquiagem.
    Não sei o que fazer.
    A última dele agora disse que quer ter um nome de menina pq não é menino.
    Podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ângela Guimarães Zwieczykowski

    Olá! Entendo que essa situação possa trazer muitas dúvidas para você, e é importante saber que seu filho está expressando algo significativo sobre sua identidade. Crianças podem demonstrar interesse por diferentes formas de brincar, se vestir e se expressar, e isso faz parte do desenvolvimento.
    No caso do seu filho, que expressa de maneira consistente o desejo de ser reconhecido como menina, pode ser interessante buscar apoio profissional, como um psicólogo especializado em desenvolvimento infantil. O objetivo não é "mudar" a criança, mas entender seus sentimentos, ajudá-la a se expressar de maneira saudável e fornecer suporte para que ela cresça com bem-estar emocional.
    O mais importante neste momento é manter um ambiente seguro e acolhedor para que ele possa compartilhar seus sentimentos sem medo de rejeição. Você não precisa ter todas as respostas agora, mas estar aberto ao diálogo e ao entendimento fará toda a diferença.


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