Perguntas do paciente (5)

  • Bom dia , estou há 3 dias com o coração acelerado, chega a 110 batimentos. Estou num pico extremo se

    Bom dia , estou há 3 dias com o coração acelerado, chega a 110 batimentos. Estou num pico extremo se estresse. Isso pode está relacionado com esse aumento dos batimentos cardíacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Angelita Dal Piva


    Em nossa vida de relações sempre que ocorre algo relevante por conta da importância do desfecho para nosso futuro, como passar por uma entrevista numa seleção de emprego ou a iminência de um final de namoro, pode desencadear em nós um processo de tensão e ansiedade. Quando falamos em tensão e ansiedade estamos referindo algo que nos ocorre psicofisicamente, pega-nos de corpo inteiro. Nosso corpo tensiona, podendo ocorrer no corpo inteiro ou de modo mais localizado nos ombros e nuca; pressiona nosso peito e nosso coração palpita, ficamos com a respiração mais curta, por vezes com sensação de sufocamento; ficamos dispersos, agitados, inquietos andando de um lado para o outro, com precipitação de pensamentos; isso só para citar algumas possibilidades nesse processo.
    Em psicoterapia, a primeira coisa a fazer é identificar as situações antropológicas do cotidiano que estão gerando essa tensão/ansiedade e as características padrão de como ocorrem, sempre localizando o paciente no que lhe ocorre e orientações sobre como proceder para ultrapassar essas situações que causam sofrimento.
    Além dessa verificação do fenômeno emocional, que circunscreve o campo de intervenção da Psicologia, faz-se necessário a intervenção ocorrer em termos interdisciplinares. Ou seja, precisamos obter o esclarecimento se temos um fenômeno cujas determinantes são apenas da ordem do emocional, ou se temos também a ocorrência de determinantes de outra ordem, como por exemplo, do cardiológico. As verificações e diagnósticos serão feitos por cada profissional dentro de sua área de conhecimento e especialização, somando esforços no esclarecimento das determinantes do padecimento do paciente, e nunca por exclusão.
    Deste modo o paciente terá sua situação cuidada, seja ela só emocional, só cardiológica, ou padecendo de situação cardiológica e emocional.
    Assim conhecem e trabalham eu, psicóloga Angelita Dal Piva e os demais profissionais do Consultório Relações, integrantes atuais do quadro de associados ao NUCA – Núcleo Castor de Estudos e Atividades em Existencialismo.


  • Queria saber se pessoas que têm toc podem gerar a compulsão de falar sozinho como forma de alívio? E

    Queria saber se pessoas que têm toc podem gerar a compulsão de falar sozinho como forma de alívio? E como devemos lidar com o toc religiosos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Angelita Dal Piva

    Os estudos mais avançados da Psicologia mostram que é possível reverter quadros de padecimentos nominados por TOC onde pacientes em processo de tensão e ansiedade acabam tendo a necessidade de repetir ações como fechar uma porta, refazer um caminho, etc. Nesse processo de tensão várias compulsões podem ser desenvolvidas, como por falar sozinho, mas isso precisaria ser verificado singularmente no caso.

    Na base dos casos de TOC encontramos sempre um medo grande gerado por algum fator e é esse medo que leva a pessoa a repetir gestos como alguma forma de proteger-se do que ela teme.

    É possível ultrapassar essa condição através de um processo psicoterapêutico onde a verificação da situação atual de padecimentos do paciente nos permite identificar quais os elementos constitucionais da personalidade geraram essa "mania" de repetição e a localização frente a esses elementos permitirá que o paciente distinga entre as situações presentes e passadas, possibilitando-o fazer um outro caminho que resultará em sua rearticulação no mundo, com os outros, as coisas, seja em seu trabalho, estudo, relações familiares só que agora num processo de oscilação emocional de acordo com o contexto, e assim repetir ações perderá a função.


  • Bom dia! Uma pessoa que tenha a patologia TEI(transtorno explosivo intermitente com agressividade),

    Bom dia! Uma pessoa que tenha a patologia TEI(transtorno explosivo intermitente com agressividade), conseguiria viver socialmente depois de ter tratamentos com um psicologo?Existe cura de verdade?Me ajude

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Angelita Dal Piva

    Boa tarde!

    A psicologia nos mostra que as dificuldades emocionais ocorrem sempre na vida de relações, seja no trabalho, relação amorosa, com os amigos, estudos, etc. Diante de impasses nessas relações podem ocorrer acessos de diversas características. Uma possibilidade é ocorrerem na direção de tensão, ansiedade, irritabilidade, ira, ímpeto de agredir, agressão, entre outros.

    Essas situações são passíveis de serem superadas num processo de psicoterapia que irá buscar compreender o que provoca essas reações emocionais para localizar o paciente quanto a isso. Na medida que vão se resolvendo esses impasses, o paciente vai se recuperando para as suas relações de modo a reagir emocionalmente de modo compatível ao contexto.


  • Desde criança, nunca gostei de andar na companhia de outras pessoas. Brincava com as crianças que já

    Desde criança, nunca gostei de andar na companhia de outras pessoas. Brincava com as crianças que já conhecia, mas na escola não falava com quase ninguém ,preferia ficar no meu canto. Nunca falei em público, não terminei a faculdade pra não fazer o TCC. Qdo criança e até hj, não gosto de abraçar e dar parabéns pra ninguém, até mesmo meus filhos, pais e esposo. Não gosto de receber visitas, só mesmo qdo vou dar uma festinha e vou beber, então pra mim é mais fácil. Sinto que me escondo atrás da bebida.No trabalho, não gosto de conversar. Tem muitas outras coisas que me impedem de ter uma vida normal, Será que tenho autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Angelita Dal Piva

    Boa tarde! Você está relatando uma série de dificuldades de socialização conhecidas em psicologia e que vem de problemas de aprendizagem deste aspecto ao longo da infância e adolescência, e que se converte num problema de solidão. Quanto a estas dificuldades o psiquiatra holandês Dr. Van Den Berg já dizia que se não existisse solidão no mundo, não teríamos problemas emocionais, psicológicos ou psiquiátricos.
    Em situações como essas onde há um estado de tensão na base, a bebida alcoólica quando usada ganha função de dispersar a pessoa desse estado de tensão e por conta disso a pessoa consegue soltar-se nas relações, podendo gerar uma falsa sensação de melhora uma vez que essas relações vividas sem a bebida seriam com muita tensão e ansiedade. O problema é que o uso da bebida não é um caminho de superação das dificuldades uma vez que não possibilita a pessoa localizar-se frente aos seus impasses e assim não tem como subsidiá-la a resolvê-los, além de trazer “n” desdobramentos negativos para a sua vida de relações como mais desacertos na sua vida com os outros, além de dependência química, etc.
    Não obstante, padecimentos emocionais desse tipo podem ser plenamente superados em processo psicoterapêutico onde através da identificação dos impasses o paciente será localizado e orientado a fazer o caminho para tornar-se socializado e seguro em suas diversas relações.


  • Tenho um medo de enloquecer,e fico bem ansioso,acho que tenho varias doenças mentais,e sinto um medo,as

    Tenho um medo de enloquecer,e fico bem ansioso,acho que tenho varias doenças mentais,e sinto um medo,as vezes quando esse medo passa bate uma euforia,isso é sintoma de alguma transtorno psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Angelita Dal Piva

    Quando você se queixa de que tem medo de enlouquecer, especificamente está se referindo a quê? A situações em que ocorre de perder o controle e brigar ou agredir os outros? A situações que vê coisas que sabe que não existem na realidade? Em situações em que fica muito ansioso e não consegue parar de pensar?
    As queixas mais comuns das pessoas que apresentam este medo que você relata e que ficam ansiosas, irritadas, eufóricas, são de complicações psicológicas que vem de algum tipo de tensão pela qual a pessoa está passando ou passou em tempos anteriores.
    Num processo psicoterapêutico é preciso verificar as situações do dia-a-dia nas quais ocorre esse medo de enlouquecer. Com estas verificações podemos identificar os gatilhos das situações e definir se são complicações psicológicas, que significa complicações que se estabeleceram ao longo do desenvolvimento da personalidade e que hoje vem a atrapalhar o andamento da vida cotidiana.
    Com essas verificações do momento atual e, quando necessário também do passado, conseguiremos trabalhar com o paciente de modo a mediá-lo a localizar-se nos seus impasses, também como foram construídos ao longo de sua vida, e assim, compreendendo como entrou no problema, vislumbrará o caminho de superação ou saída deles e a psicoterapia o acompanhará nesse processo de superação de suas dificuldades.


Perguntas frequentes

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