Perguntas do paciente (8)

  • O que posso fazer para promover a neuroplasticidade positiva?

    O que posso fazer para promover a neuroplasticidade positiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    A neuroplasticidade positiva é a capacidade do nosso cérebro de criar novas conexões e fortalecer circuitos que favorecem o aprendizado, a memória e o bem-estar. Para estimulá-la, é importante investir em atividades que desafiem o cérebro e mantenham a mente ativa, como aprender algo novo, praticar exercícios físicos, ter uma boa qualidade de sono e cuidar da alimentação. Também é fundamental cultivar relações saudáveis e trabalhar aspectos emocionais, como a gestão do estresse e o desenvolvimento de pensamentos positivos. Na terapia, utilizamos estratégias específicas que ajudam o cérebro a consolidar padrões mais adaptativos e funcionais, favorecendo o desenvolvimento e a saúde mental.


  • Como a neuroplasticidade se relaciona com pensamentos negativos?

    Como a neuroplasticidade se relaciona com pensamentos negativos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    Na Terapia Cognitiva Comportamental, entendemos que o cérebro é moldável, um fenômeno chamado neuroplasticidade. Isso significa que, quando pensamentos negativos se repetem, o cérebro cria e fortalece conexões associadas a esses padrões, tornando-os mais automáticos. É como se abríssemos sempre o mesmo caminho em um campo: quanto mais passamos por ali, mais ele se torna marcado.
    Por outro lado, a neuroplasticidade também é a chave para mudar esses padrões. Quando identificamos pensamentos distorcidos e os substituímos, de forma intencional e repetida, por pensamentos mais realistas e adaptativos, estamos treinando o cérebro para criar novas conexões. Com o tempo e a prática, essas novas rotas mentais se fortalecem, e os antigos caminhos negativos ficam cada vez menos acessados.


  • Como a expectativa dos pais contribui para que uma criança desenvolva traços narcisistas até o desen

    Como a expectativa dos pais contribui para que uma criança desenvolva traços narcisistas até o desenvolvimento do narcisismo na idade adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    Quando os pais colocam expectativas muito altas ou valorizam mais o desempenho e a aparência do que quem a criança realmente é, ela pode crescer achando que só será amada se corresponder a esse padrão. Isso pode fazer com que esconda seus sentimentos verdadeiros e crie uma imagem de "perfeição"para agradar.
    Com o tempo, se essa necessidade de aprovação se repetir, a criança pode aprender a se mostrar forte e confiante por fora, mas, por dentro, sentir insegurança. Na vida adulta, isso pode se transformar em um padrão de comportamento narcisista, como forma de se proteger.
    O mais importante é que as expectativas venham acompanhadas de apoio, reconhecimento e amor incondicional, para que a criança se sinta valorizada por quem ela é, e não apenas pelo que faz.


  • É possível uma pessoa ter hiperfoco (interesse restrito) e não ser autista?

    É possível uma pessoa ter hiperfoco (interesse restrito) e não ser autista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    Sim, é possível. O hiperfoco ou interesse intenso não é exclusivo do autismo, embora seja muito característico do TEA quando está associado a outros critérios diagnósticos (como dificuldades de comunicação social e padrões repetitivos de comportamento).
    Fora do espectro autista, o hiperfoco pode aparecer em:
    TDAH – especialmente em atividades de alto interesse pessoal, a pessoa pode manter atenção extrema por horas, apesar da dificuldade de manter foco em tarefas menos estimulantes.
    Transtornos obsessivo-compulsivos – quando o foco intenso está ligado a pensamentos intrusivos ou rituais.
    Altas habilidades/superdotação – quando o interesse por um tema é acompanhado de busca intensa por conhecimento e desempenho acima da média.
    Paixões ou hobbies pessoais – qualquer pessoa pode, por motivação e prazer, mergulhar profundamente em um assunto (ex.: colecionismo, esportes, música, estudos acadêmicos).
    A diferença é que, no autismo, o interesse restrito não é apenas forte, mas costuma ser muito específico, persistente ao longo do tempo e impactar significativamente a vida social ou a flexibilidade da rotina.


  • É verdade que os homens e as mulheres possuem as mesmas chances de desenvolver o Transtorno Do Espec

    É verdade que os homens e as mulheres possuem as mesmas chances de desenvolver o Transtorno Do Espectro Autista (TEA)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    Pesquisas mostram que, segundo os dados mais tradicionais, o diagnóstico de TEA é mais frequente em homens, a proporção costuma variar de 3 a 4 meninos para cada menina.
    No entanto, esse número não significa que as mulheres tenham menos chances biológicas de ter autismo. Há três pontos importantes:
    Diferença na manifestação
    Meninas e mulheres autistas muitas vezes apresentam sintomas mais sutis, especialmente nas áreas sociais, usando estratégias de camuflagem (copiar comportamentos, mascarar dificuldades).
    Seus interesses restritos também podem parecer “socialmente aceitos” (ex.: animais, livros, música), o que dificulta o reconhecimento.
    Critérios diagnósticos historicamente masculinos
    Os estudos e instrumentos de avaliação foram desenvolvidos com base em amostras predominantemente masculinas, o que torna mais difícil identificar o TEA no perfil feminino.
    Subdiagnóstico em mulheres
    Muitas meninas só recebem diagnóstico na adolescência ou vida adulta, geralmente após sofrimento psicológico ou diagnóstico de condições como ansiedade, depressão ou TDAH.


  • Quais as diferenças e semelhanças entre Autismo e Síndrome de Savant?

    Quais as diferenças e semelhanças entre Autismo e Síndrome de Savant?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    O autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta comunicação e interação social.
    A Síndrome de Savant é uma condição rara em que a pessoa tem uma habilidade extraordinária em uma área específica, apesar de outras dificuldades.
    Elas podem ocorrer juntas, mas nem toda pessoa com autismo é savant, e nem todo savant é autista.

    Semelhanças
    Podem coexistir: Aproximadamente 50% das pessoas com Síndrome de Savant também estão dentro do espectro autista.
    Funções cognitivas atípicas: Tanto no TEA quanto na Síndrome de Savant, há diferenças na forma como o cérebro processa informações.
    Foco intenso em áreas específicas: Em ambos os casos, pode haver atenção e dedicação profunda a determinados temas ou atividades.
    Não se trata de “superinteligência” geral: As habilidades da Síndrome de Savant são geralmente muito específicas e não refletem um QI elevado globalmente.


  • É normal uma pessoa com tdah aprender a ler cedo (3 a 4 anos), ter boa coordenação para andar de bic

    É normal uma pessoa com tdah aprender a ler cedo (3 a 4 anos), ter boa coordenação para andar de bicicleta cedo (3 anos) e ter certa facilidade para aprender as coisas quando criança? Recebi esse diagnóstico e minha infância foi assim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    Sim! o que você descreve é perfeitamente possível e até relativamente comum em alguns perfis de pessoas com TDAH, e não invalida o diagnóstico.
    O TDAH não está ligado a um déficit global de inteligência ou habilidades motoras; ele é um transtorno do autocontrole, regulação da atenção e funções executivas. Isso significa que uma pessoa pode ter facilidades em várias áreas, e, ao mesmo tempo, enfrentar desafios relacionados à organização, foco sustentado, planejamento e controle da impulsividade.
    No seu caso:
    Aprender a ler cedo (3–4 anos) indica que você provavelmente tinha boa percepção fonológica, memória e motivação.
    Andar de bicicleta cedo (3 anos) mostra boa coordenação motora grossa e equilíbrio, que não são necessariamente prejudicados pelo TDAH.
    Facilidade para aprender coisas novas é compatível com o fato de que muitas pessoas com TDAH têm curiosidade intensa e aprendem rapidamente assuntos de interesse, especialmente quando estimuladas.
    O que acontece é que, ao longo da vida escolar e adulta, as dificuldades do TDAH (como manter atenção em tarefas monótonas, gerenciar o tempo, concluir projetos) podem começar a aparecer de forma mais clara, mesmo em pessoas com altas habilidades cognitivas ou desenvolvimento motor precoce.


  • Sobre o TDAH como conseguir realizar um pré diagnóstico mais preciso nas crianças? Visto que os sint

    Sobre o TDAH como conseguir realizar um pré diagnóstico mais preciso nas crianças? Visto que os sintomas podem ser confundidos com malcriação ou preguiça? E a partir de qual idade em crianças é mais vísivel?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Anne Caroline Coelho

    O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade que impactam o funcionamento diário da criança.
    Embora alguns comportamentos típicos da infância, como agitação ou dificuldade de concentração, possam se assemelhar aos sintomas do TDAH, a principal diferença está na persistência, intensidade e impacto funcional. No TDAH, as dificuldades são consistentes em diferentes contextos (casa, escola, atividades sociais) e afetam o desempenho acadêmico, as relações e a rotina, não sendo resultado de “preguiça” ou “má educação”.
    Os primeiros sinais geralmente surgem antes dos 12 anos, mas muitas vezes se tornam mais evidentes entre 6 e 7 anos, quando a criança é exposta a demandas escolares que exigem maior foco, organização e controle comportamental.


Perguntas frequentes

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