Perguntas do paciente (13)

  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Sim. Embora existam terapeutas de casal que acolham bem relações abertas, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência específica com não monogamia consensual (NMC), relações abertas ou diversidade relacional. O mais importante é encontrar um profissional que não parta da ideia de que a monogamia é o padrão necessariamente mais saudável e que consiga trabalhar questões como ciúmes, inseguranças, acordos, limites e comunicação sem atribuir automaticamente os conflitos à abertura. Antes de marcar, vale perguntar diretamente sobre a experiência com casais não monogâmicos e observar se a resposta demonstra acolhimento e ausência de julgamentos.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    A TCC não precisa tratar essas três questões como problemas completamente separados. Na verdade, no exemplo que você deu, é bastante possível que elas estejam organizadas em torno de algumas crenças centrais compartilhadas, como “não sou bom o suficiente”, “não sou desejável” ou “não tenho valor”. A terapia vai procurar entender como essas crenças se relacionam com pensamentos automáticos, emoções e comportamentos, e então trabalhar em vários pontos do ciclo ao mesmo tempo.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    A TCC trabalha baixa autoestima, ansiedade social e depressão de forma integrada, identificando o ciclo entre pensamentos negativos, emoções e comportamentos. Ela ajuda a questionar crenças como “não sou bom o suficiente”, reduzir a evitação de situações sociais por meio de exposições graduais e aumentar atividades que proporcionem prazer e sensação de competência. Assim, a pessoa aprende a interpretar a si mesma e as situações de maneira mais realista, enfrenta gradualmente aquilo que evita e retoma atividades importantes, interrompendo o ciclo de isolamento, ansiedade, desânimo e baixa autoestima.


  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Quando há histórico de crises psicóticas e o diagnóstico de esquizofrenia ainda está em investigação, pode ser especialmente difícil distinguir conflitos familiares de situações em que sua percepção da realidade está sendo afetada. Por isso, é importante não tentar resolver essas dúvidas sozinho durante discussões com seus pais: procure ter um psiquiatra ou psicólogo de confiança como referência para avaliar essas situações com você. Com seus pais, tente estabelecer limites, como não discutir seu diagnóstico durante brigas, não aceitar que crises passadas sejam usadas para invalidar automaticamente tudo o que você diz e encerrar conversas que se transformem em acusações ou provocações. Também pode ser útil registrar acontecimentos importantes para posteriormente analisá-los com seu profissional. O objetivo não é simplesmente decidir quem está certo, mas construir referências seguras para avaliar o que está acontecendo e preservar sua autonomia.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    A TCC trata esses sintomas trabalhando comportamentos e pensamentos em conjunto: utiliza ativação comportamental para retomar gradualmente atividades e reduzir a inatividade, mesmo quando falta motivação, enquanto identifica e questiona pensamentos automáticos, crenças intermediárias (“preciso ser perfeito para ter valor”) e crenças centrais (“sou inútil”, “não sou bom o suficiente”). Assim, busca interromper o ciclo “pensamento negativo → desânimo → inatividade → depressão”, favorecendo gradualmente a recuperação da energia, motivação, prazer e autoestima.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    O que você sente não é contraditório: é possível não ter planos próprios e, ao mesmo tempo, temer que a maternidade impeça você de descobrir sua vida. Talvez o pensamento de que “o bebê será amado e eu não” esteja ligado a uma dor mais profunda sobre não se sentir amada ou sobre uma vida que ainda não conseguiu construir. Ter um filho muda a rotina, mas não significa perder sua identidade: você pode ser mãe e continuar tendo projetos, amizades, interesses e autonomia. Como a gravidez trouxe muito desespero e você já estava psicologicamente mal, seria importante buscar acompanhamento psicológico e conversar com seu obstetra sobre isso.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    A TCC para ansiedade social trabalha principalmente o ciclo medo → evitação → alívio momentâneo → aumento da ansiedade, utilizando exposição gradual às situações sociais, redução de comportamentos de segurança, reestruturação de pensamentos e crenças como “vão me julgar”, “sou inferior”, “vão me rejeitar” ou “preciso agradar todo mundo”. No seu caso, como a ansiedade está impedindo você de estudar e participar de atividades há cerca de 3 anos, seria importante procurar um profissional com experiência específica em TCC para ansiedade social, pois o tratamento pode precisar ser mais estruturado e focado em exposição. O fato de duas terapias anteriores não terem funcionado não significa que a TCC não possa ajudar. Quanto à sertralina, como não trouxe melhora suficiente, converse com seu psiquiatra antes de fazer qualquer alteração na dose ou no medicamento.


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Sim. A TCC ensina o paciente a identificar, questionar e modificar gradualmente suas próprias crenças com técnicas como questionamento socrático, análise de evidências e experimentos comportamentais. Com o tempo, o objetivo é que ele consiga fazer esse processo sozinho, tornando as crenças disfuncionais menos rígidas e influentes.


  • bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re

    bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Ser canhota não significa que você necessariamente irá reprovar no Palográfico, pois a lateralidade pode influenciar o traçado e deve ser considerada pelo profissional. Em vez de tentar aprender a fazer os traços “perfeitos”, informe ao psicólogo que é canhota e explique sua dificuldade motora, perguntando como isso será considerado na avaliação. Se você é reprovada repetidamente, também vale solicitar ao profissional que explique quais aspectos do teste estão levando ao resultado, pois o Palográfico deve ser interpretado dentro do contexto da avaliação psicológica e não apenas pela aparência dos traços.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Pelo que você descreve, esses pensamentos e a preocupação em parecer bonita ou bem não caracterizam, por si só, uma traição. É possível que estejam relacionados à baixa autoestima, ansiedade social ou, dependendo da intensidade da culpa, checagem e busca de certeza, até a características de TOC. O mais importante é diferenciar pensar ou querer causar boa impressão de ter intenção de se envolver com alguém. Na TCC, o objetivo seria aprender a não interpretar cada pensamento como prova de uma intenção ou falha moral e tolerar melhor a incerteza: “Posso me importar com a opinião de alguém sem que isso signifique que quero essa pessoa ou que estou traindo meu parceiro.”


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Para lidar com o uso compulsivo de pornografia, a TCC pode ajudar a identificar gatilhos como ansiedade, solidão, tédio e estresse, modificar pensamentos e hábitos que mantêm o ciclo e desenvolver estratégias para lidar com a vontade sem agir automaticamente. Também pode ser útil dificultar o acesso ao conteúdo e substituir o comportamento por atividades alternativas. Se você tenta parar repetidamente e não consegue ou isso está prejudicando sua vida, relacionamentos ou autoestima, procure um psicólogo com experiência em uso problemático de pornografia ou comportamento sexual compulsivo.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Aos 3 anos, já é possível começar a falar sobre a morte de forma simples e verdadeira; não é necessário esperar uma idade específica ou que a criança pergunte. Explique que o pai biológico morreu, usando palavras concretas como “o corpo parou de funcionar e ele não vai voltar”, evitando expressões como “foi dormir ou foi viajar”. Ao mesmo tempo, deixe claro que o padrasto é uma figura importante que a ama e cuida dela, sem criar competição entre os dois. O assunto pode ser retomado conforme a criança crescer e fizer novas perguntas; se houver sofrimento intenso ou mudanças importantes de comportamento, é recomendável buscar orientação de um psicólogo infantil especializado em luto.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Antônio Moura

    Após uma depressão, podemos ficar mais vulneráveis ao estresse e a pensamentos negativos, fazendo com que acontecimentos ruins reativem antigos padrões.
    Isso pode levar novamente ao isolamento, à ruminação e à perda de atividades prazeirosas, alimentando o ciclo depressivo.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.