Perguntas do paciente (3)

  • Como posso me ajudar se eu for diagnosticada com transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    Como posso me ajudar se eu for diagnosticada com transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ariane Bittencourt

    Olá me chamo Ariane Bittencourt, sou psicóloga e vou esclarecer alguns pontos. Qualquer dúvida entre em contato.

    Seguir o Tratamento Médico
    - Tomar a medicação corretamente: O tratamento geralmente envolve estabilizadores de humor, prescritos por um psiquiatra. Nunca interrompa o uso sem orientação médica.
    - Psicoterapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e melhorar o controle emocional.

    Criar uma Rotina Estruturada
    - Manter horários regulares para dormir e acordar: A privação de sono pode desencadear episódios maníacos ou depressivos.
    - Alimentação equilibrada e exercícios físicos: Uma dieta saudável e a prática de atividade física ajudam a regular o humor.


  • Por que a reação negativa das pessoas por outra sempre querer estar no seu canto?

    Por que a reação negativa das pessoas por outra sempre querer estar no seu canto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ariane Bittencourt

    Vivemos em uma sociedade que valoriza a fala, a exposição e a presença constante. Em meio a esse ruído coletivo, quem escolhe o silêncio e a introspecção muitas vezes é mal compreendido, ou pior, julgado. Mas por que o simples ato de "ficar no seu canto" provoca reações negativas nas pessoas?

    A verdade é que o comportamento reservado desafia expectativas sociais. Desde cedo, somos ensinados que socializar é sinal de sucesso, que ser comunicativo é sinônimo de simpatia, e que estar sozinho é motivo de preocupação. Nesse cenário, o introvertido pode virar alvo de interpretações distorcidas: é arrogante, estranho, frio ou deprimido.

    Há também o fator incômodo: o silêncio do outro muitas vezes funciona como espelho. Ele obriga as pessoas a confrontarem suas próprias inseguranças. “Será que fiz algo de errado?”, “Será que ele me despreza?” O que deveria ser interpretado como neutralidade vira ameaça. É a projeção das próprias angústias no comportamento alheio.

    O isolamento pode ter dois lados. É importante olhar com carinho para cada um deles.
    Por um lado, ele pode ser uma pausa bem-vinda. Um tempo só seu, para respirar, se escutar, descansar do excesso de estímulos e se reconectar com o que faz sentido. Em alguns momentos, estar consigo mesma é exatamente o que você precisa para se fortalecer.

    Mas, por outro lado, quando o isolamento se prolonga ou deixa de ser uma escolha consciente, ele pode se transformar em um afastamento do mundo que te machuca mais do que protege. Você pode começar a se sentir sozinha, incompreendida, desconectada e isso também precisa ser acolhido.

    Deixo aqui, alguns questionamentos:
    Esse momento de recolhimento está me fazendo bem?
    Estou me cuidando ou estou me escondendo?
    Preciso de mais silêncio ou de mais acolhimento?

    E se em algum momento sentir que precisa de um espaço de escuta segura e sem julgamentos, saiba que estou à disposição para caminhar junto com você, no seu tempo e no seu ritmo.

    Att,
    Psicóloga Ariane Bittencourt


  • De tanto ignorar o problema, fingir que não existe. Quando me perguntam não sei o que falar, não sei

    De tanto ignorar o problema, fingir que não existe. Quando me perguntam não sei o que falar, não sei a causa ou o motivo. Por que tenho problemas pra falar o que sinto? Por que tenho inseguranças? É algum trauma? Uma forma do meu subconsciente me proteger? Minha vida é ótima! Será que sou apenas sensível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ariane Bittencourt

    Em algum momento da vida, talvez você sentiu que expressar o que sente não era seguro, fosse por medo de julgamento, por não ser ouvido, ou por acharem que era “drama”. E aí, sem perceber, o silêncio vira proteção.
    Mesmo quando tudo parece estar “ótimo” por fora, por dentro pode haver partes suas pedindo atenção. A insegurança, a dificuldade de falar, talvez não sejam fraquezas, mas sinais de algo que ficou guardado tempo demais. Pode ser sensibilidade sim, e isso não é defeito. É profundidade.
    Seu silêncio tem história. E entender isso é o primeiro passo pra escutar a si mesmo com mais gentileza.
    E se em algum momento sentir que precisa de um espaço de escuta segura e sem julgamentos, saiba que estou à disposição para caminhar junto com você, no seu tempo e no seu ritmo.


Perguntas frequentes

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