Perguntas do paciente (23)
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Tenho ansiedade e crises de pânico, médico psiquiatra passou serenata 50mg, tomei por dois meses só
Tenho ansiedade e crises de pânico, médico psiquiatra passou serenata 50mg, tomei por dois meses só que comecei a ter mal estar noturno como coração acelerado, tremedeira, dor de barriga etc, passei em outro psiquiatra pq não estava viajando e ele aumentou para 100mg, será que é seguro, pois no primeiro dia tive mal estar, não sei se é normal! Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua preocupação. O Serenata tem como princípio ativo a sertralina, e 100 mg é uma dose que pode ser utilizada no tratamento do transtorno do pânico. Entretanto, não é possível afirmar, sem uma avaliação individual, se essa é a dose mais adequada para você.
Após o aumento da sertralina, algumas pessoas podem apresentar temporariamente maior sensação de ansiedade, sensação de inquietação ou sintomas gastrointestinais. Esses sintomas também podem ocorrer durante uma crise de pânico. Contudo, como o mal-estar começou após cerca de dois meses de tratamento e piorou depois do aumento da dose, é importante realizar uma reavaliação médica para compreender melhor a origem dessas queixas e definir a conduta mais adequada.
Caso apresente dor no peito, desmaio, falta de ar importante, palpitações intensas ou persistentes, febre associada a confusão ou rigidez muscular, agitação intensa ou piora importante do estado geral, procure imediatamente um serviço de urgência.
Caso necessite, podemos agendar uma avaliação para compreender melhor o seu caso e planejarmos uma condução segura e adequada.
Um grande abraço.
Dr. Augusto Kiyomura - Psiquiatra
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Eu apresentei problemas de paralisia que suspeitei que fossem um AIT. Após exames e uma consulta com
Eu apresentei problemas de paralisia que suspeitei que fossem um AIT. Após exames e uma consulta com neurologista, recebi basicamente um "Tá tudo certo" e os exames não acusaram nada. Com isso, conversei com uma psicóloga e ele me instruiu a agendar uma consulta com outros profissionais (como psiquiatras e outros psicólogos) porque suspeitava de algo chamado "trantorno conversivo". Já tive paralisia, dor de cabeça intensa (um médico até suspeitou que fosse enxaqueca com aura, mas os sintomas não pareciam) e sensação de perda de voz, sempre em momentos de crise de ansiedade (coisa que venho experenciando bastante nos últimos dias). O que é o "Transtorno Conversivo"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O chamado transtorno conversivo é atualmente denominado transtorno de sintomas neurológicos funcionais. Nele, a pessoa pode apresentar sintomas neurológicos reais, como fraqueza ou paralisia, tremores, alterações da sensibilidade, crises semelhantes a convulsões ou dificuldades na fala, sem que esses sintomas sejam produzidos de forma consciente ou intencional.
Em vez de uma lesão estrutural identificável, ocorre uma alteração no funcionamento das redes responsáveis pela comunicação entre o cérebro e o corpo. Isso não significa que os sintomas sejam imaginários ou que a pessoa esteja fingindo.
O diagnóstico não deve ser feito apenas porque os exames não demonstraram alterações ou porque os episódios aconteceram durante crises de ansiedade. Ele depende da história clínica, do exame neurológico e da identificação de características compatíveis. Estresse e ansiedade podem desencadear ou intensificar os sintomas em algumas pessoas, mas essa associação precisa ser avaliada individualmente.
No seu caso, a avaliação neurológica foi uma etapa importante. A avaliação psiquiátrica e psicológica pode complementar essa investigação e identificar possíveis fatores associados, além de orientar o tratamento, que pode envolver psicoterapia, manejo da ansiedade e, conforme os sintomas, fisioterapia ou fonoaudiologia.
É importante ressaltar que novos episódios súbitos de paralisia, alteração da fala, confusão, alteração visual ou dor de cabeça muito intensa devem ser avaliados imediatamente em um serviço de urgência, mesmo que exames anteriores tenham sido normais.
Caso deseje realizar essa avaliação de maneira cuidadosa e estruturada, fico à disposição.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Olá, caros. Estou há *1 mês e 4 dias* tomando o Quetros de 50mg, associado ao effexor de 225mg (q já
Olá, caros. Estou há *1 mês e 4 dias* tomando o Quetros de 50mg, associado ao effexor de 225mg (q já tomo há mais de 2 anos e n foi modificado). Além do frontal 0,25mg 2x ao dia (em programação de desmame gradual esta semana). Td isso após uma nova crise de pânico há uns 3 meses…
Melhorei em mtos aspectos, sono, apetite, menos evitação de algumas situações, mantendo a rotina de trabalho, etc. N tive mais grandes crises. Porém ainda apresento certa tensão diante de algumas situações q geram desconforto, oscilação de sintomas como desrealizaçao / desperson., um tremor leve de extremidades especialmente ao acordar…
No retorno q tive recente n foi modificada a medicação pois relatei uma melhora de ~85%.
Esses sintomas q relatei ainda podem melhorar com tempo / terapia / mesma dose dos remédios sem necessitar ajuste?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A melhora das crises, do sono, do apetite, da evitação e a manutenção da rotina de trabalho indicam uma resposta clínica importante ao tratamento.
A recuperação do transtorno do pânico nem sempre ocorre de maneira linear. Mesmo após a redução das crises mais intensas, podem permanecer sintomas residuais, como tensão antecipatória, tremores, desrealização e despersonalização. Esses sintomas podem oscilar e diminuir progressivamente com o tempo, especialmente quando o tratamento medicamentoso está associado à psicoterapia.
Nem toda presença de sintomas residuais exige aumento imediato das medicações. A decisão sobre manter ou modificar o tratamento considera a evolução ao longo do tempo, a intensidade e a frequência dos sintomas, o prejuízo funcional e a presença de efeitos adversos. Portanto, é possível continuar apresentando melhora sem uma nova alteração, mas não é possível garantir isso apenas com base na porcentagem de melhora relatada.
O tremor também merece acompanhamento, pois pode estar relacionado à própria ansiedade, aos medicamentos ou às mudanças realizadas durante o desmame do alprazolam. Por isso, é importante observar sua evolução e informar ao médico responsável, sem acelerar ou modificar o desmame por conta própria.
A psicoterapia pode contribuir para trabalhar a ansiedade antecipatória, a interpretação dos sintomas e as situações que ainda provocam desconforto, ajudando a consolidar os ganhos já alcançados.
Caso seja necessária uma reavaliação mais detalhada, fico à disposição.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolê
Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolência diurna. Essa sonolência diurna que a trazodona causa passa com o tempo? Obrigado!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
A sonolência diurna é um possível efeito da trazodona, principalmente no início do tratamento ou após mudanças na dose. Em algumas pessoas, ela diminui ao longo dos primeiros dias ou semanas, conforme o organismo se adapta; em outras, porém, pode permanecer.
Como você relata bastante sonolência, é importante avaliar há quanto tempo iniciou a medicação, o horário em que ela é tomada, a duração do sono, o uso de outros medicamentos ou substâncias e o impacto desse efeito em suas atividades diárias.
Caso a sonolência esteja persistente ou prejudicando sua rotina, converse com o médico que prescreveu a trazodona para que ele possa reavaliar a medicação, a dose e o horário de administração. Não é recomendado que sejam feitas essas alterações por conta própria.
Enquanto estiver sonolento, é recomendado evitar dirigir, operar máquinas ou realizar atividades que exijam atenção plena.
Caso necessite, podemos agendar uma avaliação para compreender melhor o seu caso e planejar uma condução segura e adequada.
Um forte abraço.
Dr. Augusto Kiyomura - Psiquiatra
RQE 55710
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Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea
Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas..
Ele realmente é fraco ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não é adequado classificar os medicamentos psiquiátricos simplesmente como “fortes” ou “fracos”. O que existe são medicamentos mais ou menos adequados para cada caso, considerando o diagnóstico, o conjunto de sinais e sintomas, as queixas predominantes, outras condições de saúde e as características individuais de cada pessoa.
O Ansitec tem como princípio ativo a buspirona e apresenta um funcionamento diferente de outros ansiolíticos. Ele costuma causar menos sedação e não produz necessariamente aquela sensação imediata de “calmante” que algumas pessoas associam à eficácia de uma medicação. Como seu efeito tende a ser gradual, isso pode gerar a impressão de que seria um medicamento fraco ou de que não estaria funcionando.
Entretanto, como ocorre com qualquer tratamento, algumas pessoas apresentam boa resposta e outras podem ter resposta insuficiente. Isso depende da indicação, da dose, do tempo de uso e do quadro clínico que está sendo tratado. Relatos de outras pessoas, portanto, não permitem prever como alguém responderá ao medicamento.
Quando não há a melhora esperada, o mais adequado é reavaliar o diagnóstico, os sintomas-alvo e o planejamento terapêutico, sem fazer alterações na medicação por conta própria.
Caso necessite, podemos agendar uma avaliação para compreender melhor o seu caso e planejar uma condução segura e adequada.
Um forte abraço.
Dr. Augusto Kiyomura - Psiquiatra
RQE 55710
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Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, so
Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, somente uma agitação leve de vez em quando, e um desânimo as vezes que dura um ou dois dias.
Eu estou tomando lamotrigina 200mg há um mês e percebi uma leve melhora.
É normal a lamotrigina demorar pra fazer o efeito completo?
Ou será que a dose está baixa?
Obrigado desde já.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A lamotrigina costuma apresentar uma resposta gradual, inclusive porque sua dose precisa ser aumentada lentamente. Mesmo após atingir a dose planejada, podem ser necessárias algumas semanas para avaliar com maior segurança a evolução clínica. Portanto, é possível que a melhora continue, mas não há como concluir apenas pelo tempo de uso se a resposta será suficiente.
A dose de 200 mg não pode ser considerada automaticamente baixa. Ela é uma dose frequentemente utilizada no transtorno bipolar, mas a definição da dose adequada depende do objetivo do tratamento, das outras medicações em uso, da tolerabilidade e da resposta individual. Aumentar a dose nem sempre proporciona benefício adicional.
Também é importante lembrar que o transtorno bipolar não é classificado simplesmente como “leve” ou “grave” pela ausência de mania intensa. Para compreender essas oscilações, é necessário avaliar duração, intensidade, mudanças no sono e na energia, impulsividade, prejuízo funcional e diferença em relação ao funcionamento habitual. Períodos de agitação ou desânimo com duração de um ou dois dias, isoladamente, não são suficientes para caracterizar um episódio de humor.
O mais adequado é acompanhar a evolução e discutir com o psiquiatra qual é o objetivo da lamotrigina no seu caso e se a resposta observada está dentro do esperado, sem modificar a dose por conta própria.
Se houver necessidade de uma avaliação mais detalhada, fico à disposição.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já
Bom dia,
Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já usei uma grande vasta de antidepressivos para aliviar a minha ansiedade, depressão. E ao longo do tempo comecei a ter descrença com a psiquiatria. O que posso fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Depois de passar por diferentes tratamentos sem perceber uma melhora consistente, é compreensível que surjam frustração e descrença em relação à psiquiatria. No entanto, a ausência de resposta a vários antidepressivos não significa necessariamente que não existam outros caminhos.
Nessas situações, o mais importante costuma ser realizar uma reavaliação ampla, e não apenas substituir um medicamento por outro. É necessário reconstruir a evolução dos sintomas ao longo do tempo, revisar os diagnósticos considerados, avaliar ansiedade, alterações do humor, sono, funcionamento diário, outras condições clínicas e possíveis fatores que estejam mantendo o sofrimento.
Também é fundamental analisar como cada medicação foi utilizada, incluindo dose, tempo de tratamento, benefícios percebidos, efeitos adversos e motivos da interrupção. Às vezes, o diagnóstico inicial precisa ser ampliado ou revisto. Em outros casos, podem existir condições associadas ou necessidade de integrar medicação, psicoterapia e mudanças específicas na rotina.
Uma avaliação cuidadosa não parte da ideia de simplesmente “tentar mais um remédio”, mas de compreender por que as tentativas anteriores não produziram o resultado esperado e construir um plano mais coerente com o seu caso.
Caso deseje retomar esse processo de maneira estruturada, fico à disposição para uma avaliação psiquiátrica detalhada.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e int
Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e interagindo com pessoas, mas agora que me formei não quero mais sair de casa.
Tenho medo de que um carro me atropele ao atravessar a rua, de que as pessoas me achem feia ou esquisita, de que os clientes reclamem de mim, de não saber tudo, de errar.
Não quero sair de casa nunca mais. Nos encontros de família, fico no quarto. As pessoas ficam me chamando: “Vem, fulana”, mas eu não vou. Faz dois anos que não vejo minha irmã.
Há três meses não pego sol, não vou à feira e não vejo pessoas. Tenho ingressos para um show em outubro, mas não quero mais ir. Estou com medo das pessoas e do que pode acontecer.
Também não vou ao médico porque tenho medo. Não vou ao psicólogo porque tenho medo.
Sinto que estou cada vez mais presa dentro de casa e com medo de voltar a viver normalmente. Não quero comer, não quero sair, me chamam pra encontros e eu não vou. É normal? Devo procurar um especialista?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve não deve ser entendido como algo “normal”, falta de vontade ou simples preferência por permanecer em casa. Pelo seu relato, os medos passaram a limitar de maneira importante o seu trabalho, as relações familiares, o autocuidado e atividades básicas da rotina.
Quando evitar uma situação reduz momentaneamente a ansiedade, é comum que essa evitação se repita. Com o tempo, porém, o medo pode se fortalecer e a vida ficar progressivamente mais restrita. Esse padrão pode estar presente em diferentes quadros de ansiedade e também pode ocorrer associado à depressão, mas não é possível definir um diagnóstico apenas por esse relato.
É importante procurar avaliação psiquiátrica e psicoterapêutica. Você não precisa esperar o medo desaparecer para conseguir buscar ajuda. Como sair de casa também se tornou uma dificuldade, o primeiro atendimento pode ser realizado online, em um ambiente no qual você se sinta mais segura.
Existem possibilidades de tratamento, que podem ser construídas de forma gradual, respeitando o seu momento e sem exigir que você enfrente tudo de uma vez.
Caso deseje iniciar esse processo de maneira estruturada, fico à disposição para uma avaliação.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de trat
Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de tratamento tomando sertralina zoloft 25mg, totalizando 23 dias de tratamento para Transtorno Obssessivo Compulsivo, porém ainda não senti melhora, sinto que estou cada vez mais confusa sobre o que sou eu e o que é o TOC. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
No tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, 23 dias ainda representam um período inicial, especialmente considerando que você está utilizando 50 mg há aproximadamente 15 dias. O TOC costuma apresentar uma resposta mais gradual ao tratamento, portanto, a ausência de melhora até o momento não significa necessariamente que a sertralina não funcionará.
Também não é possível definir apenas pelo tempo de uso se a dose atual será suficiente. Essa avaliação depende da intensidade dos sintomas, da tolerabilidade, da evolução ao longo das próximas semanas e de outras características individuais. Não faça alterações na dose sem orientação médica.
A sensação de não conseguir distinguir “o que sou eu” e “o que é o TOC” merece atenção. As obsessões podem gerar dúvidas persistentes sobre pensamentos, sentimentos, intenções e identidade, fazendo com que a pessoa passe a analisar continuamente o próprio funcionamento. Entretanto, é importante explicar ao psiquiatra exatamente o que você chama de confusão, pois esse termo pode representar experiências diferentes e precisa ser compreendido no contexto clínico.
Além da medicação, a psicoterapia, tem papel importante para reconhecer o ciclo das obsessões e compulsões e modificar a maneira de responder a ele.
Mantenha o acompanhamento programado. Caso essa confusão envolva desorientação, alterações importantes da percepção ou perda de contato com a realidade, procure uma avaliação médica antecipada.
Se houver necessidade de uma avaliação mais detalhada, fico à disposição.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acred
Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acredita que sim. Eu vivo no automático e a maior parte do tempo na minha própria cabeça. Odeio a companhia de pessoas e de depender de algum modo, mas ao mesmo tempo sou muito dependente emocional. Eu não me sinto louca, mas sei que tem algo de errado comigo. Tão errado que fico até sem saber como procurar ajuda. Alguém pode me dar algum dica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve merece atenção e não significa, por si só, que esteja “ficando louca”. A sensação de não se sentir real, viver no automático ou perceber a própria existência com estranhamento pode se aproximar de experiências chamadas despersonalização. Quando a sensação predominante é de que o ambiente ou as pessoas não parecem reais, utiliza-se o termo desrealização.
Nessas experiências, a pessoa geralmente reconhece que há algo estranho em sua percepção, sem acreditar plenamente que deixou de existir ou que o mundo não é real. Entretanto, esse relato isolado não permite estabelecer um diagnóstico.
Sintomas semelhantes podem ocorrer associados à ansiedade intensa, depressão, experiências traumáticas, privação de sono, uso de substâncias e outras condições clínicas ou psiquiátricas. O isolamento, a dificuldade de conviver com outras pessoas e a dependência emocional também precisam ser compreendidos dentro de uma avaliação mais ampla, sem presumir que tudo tenha a mesma causa.
Você não precisa saber explicar perfeitamente o que está acontecendo para procurar ajuda. O próprio texto que escreveu pode ser apresentado durante uma consulta, pois ele já comunica aspectos importantes da sua experiência. A avaliação pode investigar quando essas sensações começaram, com que frequência acontecem, possíveis desencadeantes e como estão afetando sua rotina e seus relacionamentos. Caso sair de casa seja difícil, esse primeiro atendimento também pode ser realizado online.
Caso deseje compreender esse quadro de maneira cuidadosa e estruturada, fico à disposição para uma avaliação.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Olá, boa tarde, tudo bem? Foi-me indicado carbamazepina para transtorno bipolar. Ele é eficaz nesse
Olá, boa tarde, tudo bem? Foi-me indicado carbamazepina para transtorno bipolar.
Ele é eficaz nesse quadro? Eu estou um pouco cético quanto a esse medicamento.
Obrigado desde já.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a carbamazepina pode ser eficaz no tratamento do transtorno bipolar. Ela possui ação estabilizadora do humor e pode ser utilizada principalmente em episódios de mania e, em situações específicas, na prevenção de novas crises.
Isso não significa, porém, que seja a opção mais adequada para todas as pessoas ou para todas as fases do transtorno. A escolha do medicamento depende do tipo de episódio apresentado, do histórico de resposta, das demais medicações em uso, das condições clínicas e do perfil de efeitos adversos de cada paciente.
O fato de a carbamazepina também ser utilizada como anticonvulsivante não torna sua indicação para o transtorno bipolar inadequada. Diversos medicamentos possuem mais de uma aplicação clínica.
Como ela pode interagir com outros medicamentos e exige acompanhamento clínico e laboratorial, não é recomendado interromper ou modificar o tratamento por conta própria. É importante compreender com o psiquiatra responsável qual foi o objetivo da escolha e como será realizado o acompanhamento.
Caso deseje compreender esse quadro de maneira cuidadosa e estruturada, fico à disposição para uma avaliação.
Dr. Augusto Kiyomura
Psiquiatria | RQE 55710
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Estou tratando TOC, com esc 10mg, percebo melhoras, porém nem tanto, como havia tido, faz 14 dias qu
Estou tratando TOC, com esc 10mg, percebo melhoras, porém nem tanto, como havia tido, faz 14 dias que estou tomando, ainda cedo né ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar a sua dúvida. Essa é uma dúvida bastante comum e muita gente pode se beneficiar ao esclarecermos ela!
Diferentemente de algumas medicações, como as medicações analgésicas (como por exemplo a dipirona), em que os efeitos terapêuticos são praticamente imediatos; os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (como é o caso do Escitalopram - Oxalato de Escitalopram) possuem uma curva de início de ação com crescimento gradual de seus efeitos terapêuticos. A melhora é um processo. No caso das medicações antidepressivas, não é a tomada daquela única dose que vai gerar o efeito terapêutico e, sim, a tomada consistente, todos os dias, naquele mesmo horário, de forma repetida, que aos poucos vai gerando as mudanças.
Se você está tomando a medicação há cerca de duas semanas e sente que melhorou apenas parcialmente do quadro, não se preocupe que ainda está dentro do prazo esperado! Em geral, os pacientes começam a notar mudanças sutis ao longo de duas a quatro semanas após o início do tratamento, com melhora progressiva de suas queixas.
No caso do tratamento do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) em específico, esse período de surgimento e evolução do efeito terapêutico pode levar ainda mais tempo. Se você notou uma melhora, mesmo que ainda parcial, isso já é um sinal positivo!
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura - Médico Psiquiatra
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Tem 15 dias que estou tomando fluoxetina e não sinto nenhuma melhora é normal ??
Tem 15 dias que estou tomando fluoxetina e não sinto nenhuma melhora é normal ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar a sua dúvida. Essa é uma dúvida bastante comum e muita gente pode se beneficiar ao esclarecermos ela!
Diferentemente de algumas medicações, como as medicações analgésicas (como por exemplo a dipirona), em que os efeitos terapêuticos são praticamente imediatos; as medicações antidepressivas, os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina, (como é o caso da Fluoxetina - Cloridrato de Fluoxetina) possuem uma curva de início de ação com crescimento gradual de seus efeitos terapêuticos. A melhora é um processo. No caso Fluoxetina, não é a tomada daquela única dose que vai gerar o efeito terapêutico e, sim, a tomada consistente, todos os dias, naquele mesmo horário, de forma repetida, que aos poucos vai gerando as mudanças. Isso é válido, também, para o caso de ajustes na dosagem administrada.
Se você está tomando a medicação há cerca de duas semanas e ainda não sentiu melhora do quadro, não se preocupe que ainda está dentro do prazo esperado! Em geral, os pacientes começam a notar mudanças sutis ao longo de duas a quatro semanas após o início do tratamento, com melhora progressiva de suas queixas.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura - Médico Psiquiatra
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Comesei tomando 25 Mg de sertralina agora estou em 150 mg me sinto muito sonolenta, é normal?
Comesei tomando 25 Mg de sertralina agora estou em 150 mg me sinto muito sonolenta, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O primeiro ponto que deve ser levado em consideração é: o intuito do tratamento psiquiátrico é promover o seu bem estar, é auxiliar com que você recupere o seu equilíbrio emocional e consiga viver bem. Dito isso, o intuito do uso da medicação não é deixar você sonolento.
Sim, é possível que a Sertralina (Cloridrato de Sertralina) esteja causando essa sonolência, principalmente se houve um ajuste de dose recente. Caso isso esteja acontecendo, devemos reavaliar o quadro para entendermos melhor se é uma situação em que devemos aguardar um tempo até o seu corpo se ajustar à nova dosagem da medicação, e assim evoluir com melhora do efeito colateral; ou se seria o caso de um ajuste do esquema medicamentoso (com possíveis reajustes de doses...ou até mesmo substituição da medicação utilizada). Uma outra possibilidade é que o próprio transtorno psiquiátrico pode estar relacionado à essa sonolência. Sendo assim, é essencial uma reavaliação global com melhor entendimento da queixa de sonolência, do quadro como um todo, do contexto em que essa queixa surgiu; para assim podermos traçar um planejamento terapêutico individualizado e promover o seu bem estar.
Uma dica que você pode seguir desde já é: escrever um diário de sono e do humor durante alguns dias. Isso vai ajudar a entender em quais momentos está ficando som sonolência; se é, ou não, logo após a tomada da medicação; se notou algum outro fator relacionado; dentro outros. Esses registros ajudam na avaliação objetiva dos sintomas e na personalização do seu tratamento.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, do planejamento terapêutico.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar no seu caso, caso precise.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura
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Pode tomar 2 capsulas de concerta de 18 mg juntas para dar efeito de 36 mg? Meu médico aumentou a d
Pode tomar 2 capsulas de concerta de 18 mg juntas para dar efeito de 36 mg?
Meu médico aumentou a dose para 36 mg, porém tenho uma caixa de 18 mg .
Será q posso tomar as 2 juntas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É possível, sim, fazer uso de dois comprimidos de Concerta 18 mg (Cloridrato de Metilfenidato) em substituição à um comprimido de 36 mg, de forma temporária.
Essa substituição é possível pelo fato de ambos possuírem a mesma formulação e princípio ativo. Tanto o comprimido de 18 mg quanto o comprimido de 36 mg contêm o Cloridrato de Metilfenidato na mesma tecnologia de liberação prolongada; de forma que é possível utilizar dois comprimidos de 18 mg para atingir uma dose total administrada de 36 mg.
É importante que você não deve cortar, triturar, ou até mesmo mastigar os comprimidos pois isso pode interferir na forma com que ele é liberado e absorvido, prejudicando a sua ação.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo o processo de tratamento, para assim garantir a segurança e eficácia do mesmo. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar no seu caso, caso precise.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura
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Tomo o Excitalopran á 7 semanas.É normal ainda nào sentir vontade de fazer as minhas c
Tomo o Excitalopran á 7 semanas.
É normal ainda nào sentir vontade de fazer as minhas coisas, pegar no carro e sair, vontade propria...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por compartilhar a sua dúvida. Essa é uma dúvida bastante comum e muita gente pode se beneficiar ao esclarecermos ela!
Diferentemente de algumas medicações, como as medicações analgésicas (como por exemplo a dipirona), em que os efeitos terapêuticos são praticamente imediatos; as medicações antidepressivas possuem uma curva de início de ação com crescimento gradual de seus efeitos terapêuticos. A melhora é um processo. No caso das medicações antidepressivas, não é a tomada daquela única dose que vai gerar o efeito terapêutico e, sim, a tomada consistente, todos os dias, naquele mesmo horário, de forma repetida, que aos poucos vai gerando as mudanças.
Se você está tomando a medicação há cerca de uma semana e ainda não sentiu melhora do quadro, não se preocupe que ainda está dentro do prazo esperado! Em geral, os pacientes começam a notar mudanças sutis ao longo de duas a quatro semanas após o início do tratamento, com melhora progressiva de suas queixas.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
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O uso do amplictil 25mg(noite) e sertralina 50 mg manhã pode ser tomado? Não altera o efeito um do
O uso do amplictil 25mg(noite) e sertralina 50 mg manhã pode ser tomado?
Não altera o efeito um do outro não?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta! O Amplictil (Cloridrato de Clorpromazina) e a Sertralina (Cloridrato de Sertralina) são duas medicações que, se bem indicadas, podem ser administradas de forma concomitante, sim. No entanto, vale observar que são medicações que podem apresentar, entre elas, interações medicamentosas a depender da dose, e das condições clínicas apresentadas. É importante que a titulação, a dose administrada, e os horários administrados estejam bem alinhados.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
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estou tomando bupropiona para parar de fumar. estou tendo picos de ansiedade, é normal?
estou tomando bupropiona para parar de fumar. estou tendo picos de ansiedade, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Bupropiona é um excelente medicação no tratamento do tabagismo (cessação do tabagismo); mas pode, sim, gerar aumento nos níveis de ansiedade - especialmente em indivíduos que já tem histórico ou predisposição a transtornos ansiosos.
A Bupropiona atua inibindo a recaptação da Dopamina e da Noradrenalina em determinadas vias (dentre elas as vias da recompensa), e isso gera o seu efeito terapêutico de reduzir a sensação de abstinência e a intensidade da fissura pela nicotina. No entanto, em indivíduos mais sensíveis, isso pode gerar aumento de ansiedade, especialmente se você já possuía um quadro ansioso prévio (identificado ou não, ou até mesmo uma predisposição).
Nesses casos, é fundamental reavaliar o quadro clínico de forma global, levando em consideração as manifestações de ansiedade, sua frequência e intensidade; para então traçar uma estratégia terapêutica individualizada. Isso inclui revisar o esquema medicamentoso em uso (revendo a dose, a estratégia de titulação, e até mesmo as medicações utilizadas); assim como abordar estratégias não medicamentosas, como revisão de hábitos e rotinas atuais, utilização de técnicas de relaxamento, dentre outras.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento.
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Posso tomar oxalato de escitalopram e cloridrato de tradozona juntos?
Posso tomar oxalato de escitalopram e cloridrato de tradozona juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta! O Escitalopram (Oxalato de Escitalopram) e a Trazodona (Cloridrato de Trazodona) são duas medicações que, se bem indicadas, podem ser administradas de forma concomitante, sim. No entanto vale observar que são medicações que podem apresentar, entre elas, interações tanto positivas (efeitos adjuvantes, potencializando a ação terapêutica) quanto negativas (potencialização de efeitos adversos) a depender da dose. É importante que a titulação, a dose administrada, e os horários administrados estejam bem alinhados.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
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É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento dire
É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento direito diminui a expectativa de vida também ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito importante. Os transtornos ansiosos (como o Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Ansiedade Social - também conhecido como Fobia Social; Transtorno do Pânico; dentre outros) quando não tratados, podem estar relacionados à diminuição da expectativa de vida, sim.
Os transtornos ansiosos não tratados estão fortemente associados a um aumento na prevalência de inúmeras comorbidades, tanto orgânicas (físicas) quanto psíquicas (outros transtornos psiquiátricos). Isso significa que se você tem um transtorno ansioso e não trata, o risco de vir a desenvolver outras doenças é muito maior, assim como o risco de outras condições médicas virem a piorar ou até mesmo agudizar.
Essa associação contribui para uma maior morbimortalidade, de forma que pode se associar à redução da expectativa de vida.
O não reconhecimento e o não tratamento dos transtornos de ansiedade podem elevar substancialmente a prevalência de doenças clínicas e psiquiátricas, o que pode impactar diretamente na expectativa de vida, porém, não precisa se preocupar.
Um plano terapêutico completo e individualizado, levando em conta intervenções farmacológicas, intervenções psicoterapêuticas, análise e implementação de modificações no estilo de vida; gerando controle adequado do quadro ansioso e promovendo o seu bem estar, é capaz de reverter esse risco.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo o processo de tratamento, para assim garantir a segurança e eficácia do mesmo.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar. Se a ansiedade tem tornado seu dia a dia mais difícil ou afetado o seu bem-estar, lembra-se: você não está sozinho. A melhora é possível, e o primeiro passo é buscar uma ajuda profissional.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura
Perguntas frequentes
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