Perguntas do paciente (23)
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É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento dire
É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento direito diminui a expectativa de vida também ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito importante. Os transtornos ansiosos (como o Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Ansiedade Social - também conhecido como Fobia Social; Transtorno do Pânico; dentre outros) quando não tratados, podem estar relacionados à diminuição da expectativa de vida, sim.
Os transtornos ansiosos não tratados estão fortemente associados a um aumento na prevalência de inúmeras comorbidades, tanto orgânicas (físicas) quanto psíquicas (outros transtornos psiquiátricos). Isso significa que se você tem um transtorno ansioso e não trata, o risco de vir a desenvolver outras doenças é muito maior, assim como o risco de outras condições médicas virem a piorar ou até mesmo agudizar.
Essa associação contribui para uma maior morbimortalidade, de forma que pode se associar à redução da expectativa de vida.
O não reconhecimento e o não tratamento dos transtornos de ansiedade podem elevar substancialmente a prevalência de doenças clínicas e psiquiátricas, o que pode impactar diretamente na expectativa de vida, porém, não precisa se preocupar.
Um plano terapêutico completo e individualizado, levando em conta intervenções farmacológicas, intervenções psicoterapêuticas, análise e implementação de modificações no estilo de vida; gerando controle adequado do quadro ansioso e promovendo o seu bem estar, é capaz de reverter esse risco.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo o processo de tratamento, para assim garantir a segurança e eficácia do mesmo.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar. Se a ansiedade tem tornado seu dia a dia mais difícil ou afetado o seu bem-estar, lembra-se: você não está sozinho. A melhora é possível, e o primeiro passo é buscar uma ajuda profissional.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura
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eu não consigo parar de procrastinar, eu quero fazer as coisas, eu quero estudar, quero fazer as coi
eu não consigo parar de procrastinar, eu quero fazer as coisas, eu quero estudar, quero fazer as coisas acontecer mas simplesmente alguma coisa me impede, eu não sei o que fazer. Minha cabeça fica dizendo que eu não tenho problema nenhum, que eu estou arrumando problema onde não tem. Não consigo me concentrar pra estudar. Pergunto varias vezes a mesma coisa, parece que eu não escuto as pessoas as vezes e tenho que adivinhar o que elas falaram. eu realmente preciso de um médico? muitas pessoas falam que eu arrumo problema onde não tem. eu faço tratamento pra depressão mas parece que não é o bastante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Eu sei como pode ser frustrante querer concluir tarefas e, mesmo com todo esforço, sentir que algo te bloqueia.
Procrastinação, falta de foco e a sensação de não escutar quando as pessoas falam podem indicar que há algo além da sua vontade interferindo no seu dia a dia.
A Psiquiatria não serve apenas para tratar doenças - ela existe também para promover o seu bem-estar e qualidade de vida. Por isso, pode ser útil fazer uma avaliação completa para entender melhor o seu quadro e traçar um planejamento terapêutico envolvendo, a depender da indicação, ajustes de hábitos e rotinas, intervenções psicoterapêuticas e até mesmo intervenções medicamentosas.
A procrastinação persistente pode estar relacionada à uma série de fatores e condições - desde a presença de transtornos psiquiátricos (como por exemplo: Transtornos Ansiosos, Depressão, TDAH e alterações no funcionamento executivo) até mesmo hábitos e rotinas disfuncionais.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar. Se a procrastinação excessiva tem interferido no seu dia a dia e está te atrapalhando, saiba que isso tem como ser melhorado. O primeiro passo é procurar ajuda profissional!
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura
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Eu tomei sertralina 25mg por 30 dias. Agora o médico alterou para 50mg e estou sentindo muita triste
Eu tomei sertralina 25mg por 30 dias. Agora o médico alterou para 50mg e estou sentindo muita tristeza, chorando com facilidade. Com 8 dias tomando essa nova dosagem. Quanto tempo em média esse sintoma diminui e começa o efeito terapêutico dessa nova dosagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar a sua dúvida. Essa é uma dúvida bastante comum e muita gente pode se beneficiar ao esclarecermos ela!
Diferentemente de algumas medicações, como as medicações analgésicas (como por exemplo a dipirona), em que os efeitos terapêuticos são praticamente imediatos; as medicações antidepressivas (como é o caso da Sertralina - Cloridrato de Sertralina) possuem uma curva de início de ação com crescimento gradual de seus efeitos terapêuticos. A melhora é um processo. No caso Sertralina, não é a tomada daquela única dose que vai gerar o efeito terapêutico e, sim, a tomada consistente, todos os dias, naquele mesmo horário, de forma repetida, que aos poucos vai gerando as mudanças. Isso é válido, também, para o caso de ajustes na dosagem administrada.
Se você está tomando a medicação há cerca de uma semana e ainda não sentiu melhora do quadro, não se preocupe que ainda está dentro do prazo esperado! Em geral, os pacientes começam a notar mudanças sutis ao longo de duas a quatro semanas após o início do tratamento (ou, nesse caso, após o ajuste da dose), com melhora progressiva de suas queixas.
Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo esse processo, para assim garantir a segurança e eficácia do tratamento. Em caso de surgimento de qualquer sintoma novo, ou até mesmo efeito colateral, é fundamental que isso seja comunicado ao seu Psiquiatra para avaliar a situação e identificar se há necessidade de ajustes, ou não, no planejamento terapêutico.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar.
Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.
Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura - Médico Psiquiatra
Perguntas frequentes
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