Perguntas do paciente (178)

  • Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence

    Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
    É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
    Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
    O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
    Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Sempre que possível, é considerado uma boa prática clínica que o encerramento da psicoterapia aconteça com uma sessão de fechamento, para que paciente e psicólogo possam conversar sobre o processo vivido, os avanços, as dificuldades encontradas e os possíveis encaminhamentos. No entanto, nem todo processo termina dessa forma, seja por decisão do paciente ou do profissional. Mesmo após o encerramento, você pode solicitar documentos relacionados ao seu atendimento.

    Se seu objetivo é dar continuidade ao tratamento com outro profissional, pode ser útil solicitar um relatório psicológico, um encaminhamento ou uma síntese do processo terapêutico. Isso pode facilitar a transição, embora um novo psicólogo também realizará sua própria avaliação clínica.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Algumas birras e dificuldades para lidar com frustrações fazem parte do desenvolvimento infantil, especialmente por volta dos 2 e 3 anos, quando a criança ainda está aprendendo a reconhecer e regular suas emoções. Porém, quando essas reações são muito intensas, frequentes ou começam a causar bastante sofrimento para a criança e para a família, vale a pena buscar uma avaliação.

    O primeiro profissional costuma ser o pediatra, que poderá verificar se existe alguma condição clínica associada e, se necessário, encaminhar para outros especialistas. Também é indicado procurar um psicólogo infantil, que avaliará o desenvolvimento emocional, comportamental e familiar. Dependendo da avaliação, pode haver indicação para um neuropediatra ou psiquiatra infantil.

    É importante lembrar que comportamentos como rigidez, dificuldade intensa com mudanças ou crises frequentes podem ter diferentes explicações. Somente uma avaliação completa permitirá compreender o que está acontecendo, sem concluir um diagnóstico apenas pelos comportamentos descritos.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    É possível que uma pessoa permaneça presente na nossa memória por muito tempo, principalmente quando a história ficou incompleta ou quando existem arrependimentos envolvidos. Muitas vezes, nossa mente tende a idealizar aquilo que não foi vivido completamente, preenchendo as lacunas com imaginação.

    Também vale refletir se a saudade é realmente dessa pessoa ou daquilo que você imaginava que poderia ter vivido com ela. Quando passamos muito tempo alimentando esses pensamentos, podemos acabar deixando de investir na vida que está acontecendo agora.

    Se essa lembrança tem causado sofrimento há anos ou dificultado seus relacionamentos, conversar com um psicólogo pode ajudar a compreender esse processo e construir uma relação mais saudável com essas memórias, sem precisar apagá-las.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    O mais indicado é procurar um psicólogo ou um psiquiatra. Ambos podem realizar uma avaliação inicial e, se necessário, encaminhar para outros profissionais.

    O psicólogo fará uma investigação detalhada sobre sua história de vida, funcionamento atual e sintomas, podendo indicar uma avaliação neuropsicológica quando houver necessidade de investigar condições como TDAH ou Transtorno do Espectro Autista. Já o psiquiatra poderá avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso, especialmente se houver sintomas importantes de depressão, ansiedade ou prejuízo significativo no dia a dia.

    É importante evitar tentar identificar sozinho qual diagnóstico você tem, porque muitos sintomas podem se sobrepor entre diferentes condições. Uma avaliação cuidadosa é o caminho mais seguro para compreender o que está acontecendo.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Pensar na morte de pessoas conhecidas pode despertar tristeza, empatia e até reflexões sobre a própria vida. Isso, por si só, não significa que exista algum problema psicológico.

    No entanto, se esses pensamentos são muito frequentes, difíceis de controlar ou começam a gerar sofrimento intenso, ansiedade ou interferência na sua rotina, vale a pena investigar melhor o que eles representam para você. Às vezes, essas lembranças podem estar relacionadas ao medo da perda, da morte ou a outras preocupações que merecem ser compreendidas com mais profundidade.

    Um psicólogo pode ajudar você a entender o significado desses pensamentos e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar com eles, sem precisar lutar constantemente para afastá-los.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Quando o uso da pornografia deixa de ser uma escolha e passa a acontecer de forma repetitiva, mesmo trazendo prejuízos para a vida pessoal, profissional ou para os relacionamentos, é importante buscar ajuda.

    O psicólogo costuma ser um dos principais profissionais para esse acompanhamento, ajudando a compreender quais fatores mantêm esse comportamento e a desenvolver novas formas de lidar com emoções, estresse e impulsos. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra, especialmente se houver ansiedade, depressão ou outros sintomas associados.

    O tratamento não costuma focar apenas em "parar de assistir pornografia", mas em entender a função que esse comportamento passou a exercer na sua vida e construir estratégias para que você tenha mais liberdade de escolha diante dos impulsos.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    A culpa após uma infidelidade pode fazer parte do processo de reconhecer que uma atitude entrou em conflito com os próprios valores. No entanto, quando a necessidade de pedir perdão repetidamente, confirmar que o parceiro realmente perdoou ou revisar constantemente o que aconteceu se torna persistente e causa sofrimento intenso, isso pode estar relacionado a processos de ansiedade ou, em alguns casos, ao TOC. Apenas uma avaliação clínica poderá esclarecer isso.

    Independentemente do diagnóstico, é possível trabalhar essa culpa de forma saudável. O objetivo não é apagar o que aconteceu, mas aprender a assumir responsabilidade pelo passado sem permanecer preso a ele para sempre. A psicoterapia pode ajudar você a desenvolver uma relação diferente com esses pensamentos e a construir ações coerentes com a pessoa que deseja ser daqui para frente.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Não é possível afirmar apenas por esse comportamento se existe uma compulsão. O diagnóstico não depende apenas da frequência com que alguém assiste pornografia, mas principalmente do quanto esse comportamento foge do controle e gera prejuízos na vida da pessoa.

    Alguns sinais de alerta incluem dificuldade para reduzir ou interromper o comportamento, prejuízos no trabalho, nos relacionamentos, sofrimento significativo ou sensação de perda de controle.

    Se isso está afetando a relação de vocês, uma conversa aberta e respeitosa costuma ser um bom primeiro passo. Caso ele também perceba dificuldades para controlar esse comportamento ou esteja sofrendo com isso, buscar ajuda psicológica pode ser bastante importante.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Sim. As experiências da infância influenciam a forma como aprendemos a nos relacionar, reconhecer emoções e criar vínculos. No entanto, elas não determinam o restante da nossa vida.

    Muitas pessoas que cresceram em ambientes com pouco afeto relatam dificuldade para identificar quando estão apaixonadas ou para demonstrar sentimentos. Isso pode acontecer porque, ao longo do desenvolvimento, aprenderam formas de proteção que fizeram sentido naquele contexto.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões e desenvolver novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Amar não é apenas um sentimento que surge espontaneamente; também envolve escolhas, construção de intimidade, vulnerabilidade e disposição para cultivar relações alinhadas aos próprios valores.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Depende da abordagem utilizada e das necessidades de cada paciente. Muitos psicólogos sugerem atividades entre as sessões, como registros de pensamentos e emoções, exercícios de atenção plena, leituras, reflexões ou pequenas práticas para serem realizadas ao longo da semana.

    Esses materiais não substituem a terapia, mas ajudam a colocar em prática o que foi discutido nas sessões e a levar esse aprendizado para o dia a dia. Assim como nosso corpo precisa de treino para desenvolver força e condicionamento, nosso cérebro também precisa de prática para consolidar novas habilidades e formas de agir. Estudos mostram que atividades entre as sessões, como planos de ação e exercícios práticos, aumentam a probabilidade de mudanças comportamentais mais consistentes e duradouras, justamente porque permitem que a pessoa experimente, na vida real, aquilo que está sendo trabalhado em terapia.


  • “Como orientar familiares de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    “Como orientar familiares de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Orientamos a evitar invalidação e também evitar entrar em escaladas emocionais. O ideal é manter uma postura firme e acolhedora ao mesmo tempo: validar sentimentos, mas sustentar limites claros. Psicoeducação faz muita diferença aqui.


  • “Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    “Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    A confiança é construída de forma lenta e consistente. No setting terapêutico, isso acontece através de previsibilidade, validação e limites claros. Fora dele, trabalhamos a capacidade do paciente de tolerar incertezas e interpretar situações de forma menos ameaçadora.


  • “Como medir a evolução de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    “Como medir a evolução de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Avaliamos se a pessoa está conseguindo regular melhor as emoções, manter relações mais estáveis, reduzir comportamentos impulsivos e aumentar a capacidade de reflexão antes de agir.


  • “Como ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com emoções intensas?”

    “Como ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com emoções intensas?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    O mais eficaz é validar a experiência emocional sem reforçar comportamentos disfuncionais. Ao mesmo tempo, é importante incentivar estratégias de regulação, como pausas, respiração, mudança de ambiente e, principalmente, psicoterapia estruturada — como a Terapia Comportamental Dialética, que tem forte evidência para esse quadro.


  • “A impulsividade é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)? Como ela aparece?”

    “A impulsividade é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)? Como ela aparece?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    A impulsividade costuma aparecer como uma tentativa de aliviar emoções muito intensas. Pode envolver comportamentos como gastos excessivos, uso de substâncias, alimentação desregulada, explosões de raiva ou decisões precipitadas em relacionamentos. O foco não é “falta de controle” no sentido moral, mas uma dificuldade real de tolerar o desconforto emocional.


  • “Por que há tanta instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    “Por que há tanta instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    A instabilidade emocional está ligada a uma dificuldade na regulação das emoções. A pessoa sente tudo com muita intensidade e demora mais para voltar ao equilíbrio. Na prática, é como se o “volume emocional” estivesse sempre alto. Além disso, há uma hipersensibilidade a gatilhos interpessoais, especialmente ligados a rejeição e abandono.


  • “Como diferenciar um conflito comum de um rompimento ligado ao Transtorno de Personalidade Borderlin

    “Como diferenciar um conflito comum de um rompimento ligado ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Num conflito comum, geralmente há espaço para diálogo, reflexão e reparação. No TPB, o conflito tende a escalar muito rápido, com emoções intensas, sensação de urgência e, às vezes, atitudes impulsivas. Outro ponto importante é a dificuldade de manter uma visão estável do outro durante o conflito, a pessoa pode passar a enxergá-lo apenas de forma negativa naquele momento.


  • Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem alternar entre confiar muito

    Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem alternar entre confiar muito e desconfiar rapidamente?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Isso tem relação com um padrão chamado “cisão” (ou pensamento dicotômico). A pessoa tende a perceber o outro como totalmente bom ou totalmente ruim, sem muitos tons intermediários. Quando se sente segura, confia intensamente, mas diante de qualquer sinal de possível rejeição, mesmo que pequeno, o sistema emocional reage como se fosse uma ameaça real, e a confiança pode desmoronar rapidamente. Não é manipulação, é uma resposta emocional genuína e muito intensa.


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influencia o rompimento de vínculos de confiança

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influencia o rompimento de vínculos de confiança?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Os vínculos acabam sendo frágeis porque há uma combinação de medo de abandono com reatividade emocional elevada. Pequenos conflitos podem ser vividos como grandes ameaças. Isso pode levar a comportamentos impulsivos, afastamentos abruptos ou testes constantes do outro.


  • “Como o histórico de apego na infância influencia o desenvolvimento do Transtorno de Personalidade B

    “Como o histórico de apego na infância influencia o desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Beatriz  Oliveira dos Santos

    Quando a criança não consegue prever se será acolhida ou rejeitada, ela não desenvolve uma base estável de segurança interna. Isso impacta diretamente a forma como ela aprende a regular emoções e a confiar nas pessoas. No futuro, isso pode se traduzir em medo intenso de abandono, dificuldade em manter vínculos estáveis e uma sensibilidade muito alta a sinais de rejeição.


Perguntas frequentes

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