Perguntas do paciente (178)
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Como a sobrecarga sensorial pode afetar os relacionamentos de pessoas com Transtorno de Personalidad
Como a sobrecarga sensorial pode afetar os relacionamentos de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em contextos de sobrecarga sensorial, a percepção do outro pode ser distorcida: um tom de voz mais alto pode ser sentido como agressão, um toque leve como invasão. Isso pode levar a reações defensivas, afastamento ou conflitos nos vínculos. Além disso, quando a pessoa não compreende sua própria sensibilidade, tende a interpretar o desconforto como sendo “culpa do outro”. Ajudar a pessoa a reconhecer e nomear suas experiências sensoriais é um passo crucial para que os relacionamentos possam se tornar mais compreensivos e menos reativos.
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Quais são os sintomas de sobrecarga sensorial em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline
Quais são os sintomas de sobrecarga sensorial em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com TPB que vivenciam sobrecarga sensorial podem relatar incômodos intensos frente a estímulos como ruídos, cheiros, toques ou aglomerações. Além do desconforto físico, podem surgir reações emocionais intensas, impulsividade, sensação de estar “fora de si” ou “não aguentar mais”. Esse estado pode ser confundido com crises emocionais ou reações exageradas, mas é, na verdade, um colapso momentâneo do sistema de regulação diante de estímulos percebidos como ameaçadores. Observar o padrão e a frequência dessas respostas é fundamental para intervir com precisão.
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O comportamento agressivo na infância pode indicar transtorno psiquiátrico ?
O comportamento agressivo na infância pode indicar transtorno psiquiátrico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser um indicativo, mas não é uma certeza. A agressividade pode estar relacionada a vários fatores: ambientais, educacionais, emocionais ou neurológicos. Quando esse comportamento é persistente, intenso e causa prejuízos, é importante investigar com um profissional para descartar ou confirmar a presença de algum transtorno, como o Transtorno de Conduta ou TDAH.
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Quais são os possíveis benefícios da neuroplasticidade no contexto do Transtorno de Personalidade Bo
Quais são os possíveis benefícios da neuroplasticidade no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade mostra que o cérebro é capaz de se adaptar e mudar. No TPB, isso significa que, com intervenções adequadas, como psicoterapia baseada em evidências, é possível fortalecer áreas cerebrais ligadas ao autocontrole, empatia e regulação emocional, favorecendo a melhora dos sintomas e da qualidade de vida.
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Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?
Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O juízo crítico é uma função importante para o equilíbrio emocional. Quando ele está preservado, é mais fácil lidar com frustrações, reconhecer padrões disfuncionais e buscar ajuda. Já quando está comprometido, a pessoa pode ter dificuldade em perceber o próprio sofrimento e manter comportamentos saudáveis.
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Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?
Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Experiências traumáticas, vínculos inseguros na infância, exposição constante à invalidação emocional e até o consumo de substâncias podem enfraquecer o juízo crítico. Esses fatores interferem na forma como a pessoa percebe a si mesma, o outro e o mundo, afetando a clareza nas tomadas de decisão.
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Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?
Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um bom juízo crítico ajuda a pessoa a avaliar situações com mais clareza, tomar decisões mais conscientes e lidar melhor com emoções. Já quando esse juízo está comprometido, é comum que a pessoa interprete mal os fatos, tome atitudes impulsivas e tenha mais dificuldade em regular suas emoções.
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Quais alterações do pensamento podemos ter? .
Quais alterações do pensamento podemos ter? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Podemos ter desde pensamentos acelerados, repetitivos, distorcidos ou até desorganizados. Essas alterações podem surgir em momentos de estresse, ansiedade, depressão ou em quadros mais complexos, como psicoses. Observar o conteúdo e o impacto desses pensamentos é essencial para entender se há necessidade de intervenção.
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Quais os fatores que podem causar alterações do pensamento ?
Quais os fatores que podem causar alterações do pensamento ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diversos fatores podem causar essas alterações: estresse intenso, traumas, transtornos mentais, uso de substâncias psicoativas, alterações neurológicas e até privação de sono. Por isso, é importante avaliar o contexto e a frequência dessas alterações para entender se é algo pontual ou parte de um quadro maior.
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Quais os Transtornos Mentais associados a alterações do pensamento ?
Quais os Transtornos Mentais associados a alterações do pensamento ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Transtornos como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior, transtornos de ansiedade e até o TPB podem trazer alterações no pensamento. Essas alterações podem envolver desde pensamentos intrusivos e obsessivos até falas desconexas e delírios, dependendo da gravidade e do quadro.
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Quais são as condições que podem afetar o juízo crítico de uma pessoa com Transtornos psiquiátricos
Quais são as condições que podem afetar o juízo crítico de uma pessoa com Transtornos psiquiátricos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Transtornos como esquizofrenia, transtorno bipolar em fase maníaca e transtornos relacionados ao uso de substâncias podem prejudicar temporariamente ou de forma mais duradoura o juízo crítico. Nessas situações, é comum a pessoa não perceber que precisa de ajuda ou não reconhecer a gravidade de suas ações.
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Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderli
Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras doenças mentais ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. Na prática clínica e na literatura científica, reconhecemos a alta taxa de comorbidade entre diferentes transtornos mentais. Uma pessoa pode, por exemplo, apresentar simultaneamente Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outros diagnósticos. No entanto, a abordagem baseada em processos — como utilizamos na ACT — propõe uma mudança importante de foco: em vez de tratar diagnósticos de forma isolada, olhamos para os processos psicológicos que mantêm o sofrimento. Dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem ter padrões de funcionamento muito diferentes. Por isso, mais do que acumular rótulos, buscamos compreender o que está interferindo na qualidade de vida e na capacidade de agir com base nos próprios valores. Essa forma de atuação é respaldada por evidências e tem se mostrado eficaz em contextos clínicos complexos, inclusive nos casos com múltiplos diagnósticos.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, eu sinto muito por tudo que você está enfrentando. O que você descreve não é “frescura” nem exagero — seu corpo e sua mente estão tentando te proteger daquilo que, em algum momento, foi percebido como uma ameaça. Isso pode ter começado lá atrás e, com o tempo, foi tomando outras formas. A ansiedade não é sobre o parque em si, mas sobre tudo que você sente quando se aproxima de situações que seu corpo entende como perigosas. Às vezes, fugir parece a única opção. Mas há um outro caminho, mais gentil e possível: aprender a se aproximar da sua vida sem precisar lutar o tempo todo com ela. Talvez o primeiro passo não seja “superar”, mas aprender a caminhar com o que você sente, com menos sofrimento e mais liberdade. Isso é possível. E você não precisa fazer isso sozinho.
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Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai
Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu pedido de ajuda já é, por si só, um gesto de coragem. E isso importa muito. O vício em jogos não é só sobre o jogo — é sobre tentar preencher algo que ficou vazio, lidar com uma dor que não encontrou outra forma de ser acolhida. Você não está sozinho. Muita gente vive esse ciclo de culpa, perda e desespero. Mas também há quem consiga recomeçar. A terapia não te julga. Ela te ajuda a olhar de frente para essa dor e começar a construir, pouco a pouco, uma vida que vá além do vício. Um passo de cada vez — do seu jeito, no seu tempo.
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Todas as pessoas com Transtorno Da Personalidade Borderline tem a necessidade de um suporte terapêut
Todas as pessoas com Transtorno Da Personalidade Borderline tem a necessidade de um suporte terapêutico psicológico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem todo mundo sente a mesma intensidade de sintomas, mas o suporte terapêutico pode ser um divisor de águas para quem convive com o borderline. A terapia não é só sobre “tratar sintomas”, mas sobre desenvolver habilidades para lidar com relações, emoções e escolhas do dia a dia de forma mais consciente e segura. Quem vive com esse transtorno, muitas vezes, carrega dores profundas ligadas à rejeição e ao abandono. Ter um espaço seguro para reconstruir a relação consigo e com o outro pode transformar a forma de viver — e se relacionar.
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O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?
O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As explosões emocionais não são "drama", nem falta de controle. Na verdade, são formas de sobrevivência de quem sentiu que precisou se proteger de rejeições, abandonos ou dores que não sabia nomear. É como se o corpo dissesse: “não quero sentir tudo isso de novo, então vou reagir com tudo”. A reação intensa, nesse caso, vem de um lugar muito profundo, muitas vezes de dor não validada. Na terapia, vamos aprendendo a reconhecer essas respostas e, aos poucos, encontrar formas de se proteger sem se machucar — nem machucar quem está por perto. Porque dá pra viver com menos medo de sentir e mais confiança nas próprias escolhas.
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O que é uma crise borderline? .
O que é uma crise borderline? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise borderline costuma ser um momento em que tudo parece intenso demais — as emoções, os pensamentos, o medo de perder alguém, a dor de se sentir só ou incompreendido. É como se tudo acontecesse ao mesmo tempo e você ficasse sem saída. Mas o que muitas pessoas não percebem é que essas crises geralmente carregam uma história por trás: uma necessidade que não foi vista, uma ferida antiga que ainda dói. Na terapia, a gente não tenta “eliminar” as crises. A gente aprende a escutá-las. Porque quando você entende o que está por trás, elas perdem o poder de te dominar.
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Como a mulher borderline pode evitar comportamentos impulsivos?
Como a mulher borderline pode evitar comportamentos impulsivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Evitar completamente pode não ser o caminho mais realista — e nem o mais gentil. O foco não é evitar, mas aprender a reconhecer os gatilhos, entender as emoções por trás dos impulsos e, aos poucos, ampliar o espaço entre o impulso e a ação. Na ACT, isso se chama “flexibilidade psicológica”: a capacidade de escolher como agir, mesmo quando as emoções estão intensas. Com suporte certo, você começa a perceber que pode sentir sem se perder — e pode reagir sem se machucar. O que parece “impulsividade” é, muitas vezes, uma forma urgente de pedir acolhimento. A boa notícia? É possível construir esse acolhimento dentro de si.
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Qual é a importância da Psicoterapia no tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline ?
Qual é a importância da Psicoterapia no tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia é uma espécie de “ponte”: entre a dor e a cura, entre a impulsividade e a escolha, entre o sofrimento e a autonomia. No borderline, há uma sensibilidade emocional muito grande — e, junto dela, um histórico de dor. A terapia oferece um espaço para reconhecer essa história, entender os padrões que se repetem e desenvolver recursos para responder à vida com mais leveza. É um processo que não acontece da noite para o dia, mas que pode devolver a sensação de que é possível viver com mais sentido e menos sofrimento.
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Quais são os sinais de alerta para o agravamento dos sintomas do transtorno borderline relacionados
Quais são os sinais de alerta para o agravamento dos sintomas do transtorno borderline relacionados ao consumo de álcool?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O álcool pode parecer um alívio rápido — ele dá uma pausa na dor. Mas, depois, traz um efeito rebote: mais impulsividade, mais culpa, mais instabilidade. Se você percebe que, depois de beber, suas emoções ficam mais intensas, os conflitos aumentam, ou as ideias negativas sobre si mesmo voltam com mais força, esse já é um sinal de alerta. Na terapia, a gente entende juntos por que o álcool se tornou uma forma de anestesia e como construir recursos internos que te ajudem a lidar com o que dói — sem precisar se desconectar de si mesmo.
Perguntas frequentes
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