Perguntas do paciente (16)

  • Estou vivendo um término de relacionamento muito difícil. Fui casada por 7 anos, e ele pediu a separ

    Estou vivendo um término de relacionamento muito difícil. Fui casada por 7 anos, e ele pediu a separação, o que foi muito difícil pra mim. Vivi um luto e fiquei sem chão. Dois meses depois conheci uma pessoa, e senti que estava vivendo novamente, senti meu ar de volta, começamos a ficar e logo começamos a namorar. A questão é que durante todo o relacionamento sempre me senti em dúvida sobre se devia ou não estar em um relacionamento, mas aprendi a gostar muito dela. Assim como eu ela tem depressão e ansiedade, também temos diferença de 10 anos na idade, e tínhamos muitos conflitos. No começo achava que era devido a personalidade dela, falta de tratamento, essas coisas. Há poucas semanas completou um ano da minha separação do casamento, e não sei se isso foi um gatilho, mas acabei surtando um pouco, tive muitas crises de ansiedade e uma confusão de sentimentos absurda, dias muito difíceis em que decidi terminar. Ela.ficou arrasada, o tempo todo pergunta se eu a amo, e não sei o que responder, é como se eu não soubesse o que de fato é o amor. Nos primeiros momentos ela quis conversar e q eu a acalmasse, o que foi difícil pra mim, mas agora ela.me.bloqueou de.todas as redes sociais, e sinto uma falta absurda. Não sei mais como definir meus sentimentos, não sei se estou decidindo corretamente, estou sofrendo muito, principalmente por saber que ela está sofrendo.
    Não sei o que fazer, sinto vontade de voltar, mas me sinto uma pessoa toxica, até manipuladora. Como saber se estou sendo alguém assim, mesmo que sem intenção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, possivelmente o luto da separação do seu casamento ainda não foi elaborado e sentimentos confusos estão vindo à tona através das crises que você relatou. A preocupação com o sofrimento da pessoa que você está envolvida é um aspecto importante, que sinaliza um cuidado com o outro, assim como se questionar sobre estar sendo tóxica e/ou manipuladora. Poder se perguntar, com bastante sinceridade, de que forma você tem se relacionado consigo mesma e com as pessoas; que lugar essas pessoas têm ocupado na sua vida; o que está funcionando e o que não está indo bem, vai ajudar a clarear um pouco mais suas emoções e sentimentos, possibilitando que atitudes sejam tomadas com mais segurança. Reatar ou não o relacionamento não dependerá apenas de você, mas se propor a olhar para este conflito e sofrimento, é algo que apenas você pode fazer por si mesma. Um suporte psicológico pode ser de grande valor. Espero ter ajudado. Um abraço, Bruna.


  • Qual a relação entre traços de personalidade esquizoide e a demissexualidade? Vi uma psicóloga falar

    Qual a relação entre traços de personalidade esquizoide e a demissexualidade? Vi uma psicóloga falar algo como a demissexualidade estar inserida no traço de personalidade esquizoide. Eu me identifico com a demissexualidade, tenho nojo de beijo se não tiver afeto, relação sexual apenas se tiver afeto tbm. Como entendo esse aspecto da minha personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, achei muito interessante a resposta do colega Paulo Renato e compartilho desse entendimento. A demissexualidade e os traços de personalidade esquizoide não se conversam, pelo contrário, são bastante antagônicos. O primeiro pressupoe afeto para se relacionar, o outro, diz respeito a um afastamento afetivo, a um distanciamento na relação com o outro. Sobre entender esse aspecto da sua personalidade, seria interessante poder falar livremente sobre a forma como voce se relaciona, se percebe e sente em relação à propria sexualidade, evitando, se possível, rótulos a respeito disso, que muitas vezes mais atrapalham do que ajudam. Espero ter ajudado! Um abraço, Bruna.


  • É normal a transferência amorosa/afetiva? Me sinto muito agustiada e insegura de falar para a minha

    É normal a transferência amorosa/afetiva? Me sinto muito agustiada e insegura de falar para a minha psicóloga e ela decidir romper o meu tratamento... Devo falar para ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, é importante pensar na transferência como algo dinâmico, que pode mudar ao longo do processo terapêutico. Para que o tratamento possa iniciar e se desenvolver, é fundamental que a transferência amorosa aconteça, pois só assim será possível a formação de um vínculo de confiança entre psicólogo e paciente, capaz de propiciar mudanças. No entanto,é possível que em algum momento a transferência amorosa se modifique, podendo se transformar em transferência erótica (um apaixonamento pelo terapeuta) ou mesmo em transferência negativa (quando há sentimentos hostis em relação ao terapeuta). Poder falar de todos os sentimentos, angústias e desejos (ainda que em relação ao profissional que te atende) é muito importante para o seu desenvolvimento e compreensão dos afetos, uma vez que na terapia o paciente revive com o psicólogo situações da sua vida cotidiana e do seu passado, revelando seus medos, inseguranças e suas formas de se relacionar, de sentir, de amar, de odiar. Por isso a importãncia de falar dessa angústia que voce vêm sentindo, seja qual for a modalidade de transferência que esteja acontecendo. Espero ter ajudado! Um abraço, Bruna.


  • Já sofro de ansiedade há mais ou menos um ano. Hoje já está bem controlada, mas ainda tenho algumas

    Já sofro de ansiedade há mais ou menos um ano. Hoje já está bem controlada, mas ainda tenho algumas quedas. Queria saber se ansiedade pode me deixar doente fisicamente. Sou relativamente saudável, porém ainda tenho esse medo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, toda emoção e sentimento, em alguma medida, reverbera no nosso corpo. Uma ansiedade mais acentuada pode trazer diversos sintomas, como enxaqueca, dor de barriga, tontura, entre outros. Fazer um acompanhamento psicológico pode te auxiliar a lidar com a ansiedade, com essa "quedas" que você relata e também com o medo de adoecer (que não deixa de ser uma ansiedade, uma preocupação e antecipação de algo que pode vir a acontecer). Espero ter ajudado! Abs, Bruna


  • oii, eu queria saber o porquê de eu ficar muito nervosa com coisas simples do cotidiano, especialmen

    oii, eu queria saber o porquê de eu ficar muito nervosa com coisas simples do cotidiano, especialmente quando se trata de homens, qualquer tarefa simples que envolva homem no meio p mim ja é um sacrifício, eu sempre foco em nao ficar nervosa (ja estando) quando fico proxima de um. o tipo de nervosismo que eu sinto é de dar tremedeira, coração acelerado, voz falha e suadeira

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, ficar muito nervosa com coisas aparentemente simples do cotidiano parece indicar uma ansiedade e uma grande insegurança em lidar com determinadas situações. O exemplo relatado envolvendo a figura masculina é algo que merece atenção, pois, dentre outros motivos, a convivência com homens é inevitável. Um processo de psicoterapia pode ser de grande valor, a fim de compreender melhor esse nervosismo que tem afetado tanto o seu bem-estar físico como emocional. Um lugar seguro onde poderá falar dos seus medos, inseguranças, experiências de vida e também das narrativas familiares e sociais, isto é, das histórias contadas por outras pessoas que contribuíram para suas ideias e opiniões sobre os homens e também sobre a vida. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • Acredito ser assunto de psicologia infantil. Meu filho tem 6 anos. Eu, mãe sou obesa e o pai é negro

    Acredito ser assunto de psicologia infantil. Meu filho tem 6 anos. Eu, mãe sou obesa e o pai é negro. Ele é cuidado pelos avós paternos enquanto eu trabalho e vai a escolinha. O pai é ausente. Dito isto, alguns comportamentos têm me assustado. Ele sempre mostrou interesse por colegas de um certo biótipo, ex. : Crianças magras cabelo liso e brancas. Mas ultimamente ele tem sido mais incisivo nisto e chega a falar que não gosta do colega pq é pretinho ou pq a colega é gorda ou tem cabelo enroladinho. Jamais demos em casa margem para este tipo de comportamento e parece ser algo dele. Quando questiono sobre a cor dele ele jamais admite ser ou que o pai é negro. Ele costuma rebater dizendo que ele é castanho. Também diz que eu não sou gorda (nega a realidade) para sustentar o fato de "não gostar" na tentativa de não me ofender. Me pergunto se de alguma forma as características dos pais podem gerar repulsa nos filhos por algum motivo e o que pode-se ser feito neste caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, achei muito interessante a resposta dada pelo colega psicólogo Thiago de Sousa e compartilho do seu entendimento. Possivelmente o que está acontecendo com seu filho não é um "simples" rechaço ao diferente, mas uma negação daquilo que lhe é muito familiar: a obesidade e a negritude. Ambas são características dos pais, e pelo seu relato, essa negação, esse "não gostar" do seu filho dirigido a outras pessoas, parece apontar para um conflito envolvendo as figuras parentais e/ou os avós que cuidam dele e que acabam exercendo a função de pai/mãe. Sugiro que você busque ajuda especializada de um profissional da Psicologia, de preferência, que trabalhe com a teoria psicanalítica. Um abraço!


  • A fobia social adquirida de forma hereditária é mais difícil o tratamento ?

    A fobia social adquirida de forma hereditária é mais difícil o tratamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, a fobia social (assim como outros transtornos psiquiátricos) possuem causas multifatoriais. Por isso, ainda que tenha alguma questão biológica envolvida, como um temperamento mais introspectivo ou mesmo mais recluso, há questões ambientais (ambiente familiar, cultural e social) e de experiências de vida da própria pessoa que contribuem para uma dificuldade e um medo exacerbados de socializar, trazendo prejuízos em diversos âmbitos da vida. Buscar suporte profissional em um processo de psicoterapia pode ser de grande valor, a fim de propiciar mudanças e melhora na qualidade do seu dia-a-dia. Espero ter ajudado! Abs, Bruna.


  • Olá, colegas! Posso dizer ao meu psicológico o que ele faz que eu não gosto? (Refiro-me ao que ele f

    Olá, colegas! Posso dizer ao meu psicológico o que ele faz que eu não gosto? (Refiro-me ao que ele faz enquanto meu psicólogo) É válido um feedback negativo acerca da sessão? Tenho medo de falar, mas tenho uma boa relação com ele e também dá um receio de não falar e prejudicar minha relação com ele ou de aumentar a tal atitude.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! É muito importante e desejável que se possa falar tudo no ambiente da terapia, inclusive (e principalmente) aquilo que incomoda. O medo de falar e o receio de prejudicar a relação com o outro possivelmente estão presentes em outros âmbitos da sua vida (para além da relação com o psicólogo). Falar sobre essa atitude que você não gosta é material de trabalho, e pode trazer reflexões importantes. Espero ter ajudado! Abs, Bruna :)


  • Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq

    Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq ja fiquei por até 2 semanas sem, mas fico muito estressado qnd isso acontece,não procuro parceiras fora pois tento preservar meu casamento, contudo tento suprir com a masturbação onde acabo ficando indignado pois tenho uma parceira dentro da minha casa, tivemos um problema na 2 gravidez onde precisou ficar sem relaçoes durante 7 meses até o nascimento e a recuperação, e me comportei melhor do que eu esperava, a minha parceira fala que sou doente por procura-la ou por alguma piada que faço...fala que só penso em sexo, será?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! Pelo seu relato, o sexo parece ser algo importante na sua vida, no entanto, há um certo descompasso com o interesse da sua parceira (algo corriqueiro nos relacionamentos amorosos, principalmente em períodos delicados para a mulher, como na gravidez ou no pós parto). Essa fala dela, que você “só pensa em sexo” de alguma forma te afetou, fazendo você vir perguntar a um especialista. Um processo de psicoterapia pode ser muito interessante pra você se interrogar: será que você só pensa em sexo? Apenas você vai poder responder. E a partir daí se compreender melhor, falando sobre si, sobre a sua relação com o sexo, com o desejo, com o corpo (seu e do outro), com as expectativas que tem, com a frustração quando tais expectativas não são correspondidas, e como isso impacta na sua vida, seja com muito estresse, com indignação ou mesmo com eventual descontrole. Entendo que esse é o primeiro passo para lidar com o incomodo relatado. Espero ter ajudado. Um abraço, Bruna.


  • Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e g

    Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e grato pelo amor que recebo, mas vez ou outra dúvido da minha vontade de querer estar em um relacionamento. As vezes sinto saudades da vida de solteiro. Contudo esses pensamentos só ocorrem quando eu estou sozinho. Quando estou com ele, meu mundo é completamente diferente: como disse, me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter do meu lado alguém como ele. Nada me incomoda no nosso relacionamento, mas tenho medo de que esses pensamentos e desejos irracionais possam acabar destruindo tudo o que construímos até aqui. Como evitá-los e assim preservar meu namoro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! Seu depoimento parece revelar uma certa ambiguidade entre estar feliz em um relacionamento e, ao mesmo tempo, sentir saudade da vida de solteiro. Não encare esta dúvida como algo destruidor, mas sim como uma possibilidade de saber mais sobre si, sobre o que é importante pra você, sobre o que você está disposto a manter e conquistar e também o que precisa abrir mão (essa, muitas vezes, é a parte difícil, mas que não deve ser ignorada). A melhor alternativa não é evitar os “pensamentos e desejos irracionais”, mas sim buscar compreende-los. Um processo de psicoterapia pode auxilia-lo a lidar com essas questões tão humanas de dúvidas, ambiguidades e uma dose de insatisfação. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • Sinto muita carencia (falta de uma namorada,carinho,etc) o que quase sempre me faz recair em pornogr

    Sinto muita carencia (falta de uma namorada,carinho,etc) o que quase sempre me faz recair em pornografia, há algo que eu possa fazer para acabar com essa carencia afetiva sem precisar recorrer a pornografia (o que é malefico pra minha saude) e sem precisar me relacionar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! Antes de querer eliminar um sintoma, isto é, uma questão que lhe faz sofrer (neste caso, a carência afetiva), é preciso compreender que função ela exerce dentro da sua vida. As pessoas recorrem a inúmeras formas para lidar com uma angustia, com uma tristeza. No seu caso, a pornografia parece ter sido a forma de aliviar (ainda que momentaneamente) esse mal-estar que o sentimento de “muita carência” lhe traz. Um processo terapêutico pode ser muito valioso para trazer maior clareza e entendimento sobre seus sentimentos e comportamentos, abrindo possibilidades de criar outras formas de se relacionar consigo e com o outro se assim desejar. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • É saudável ignorar o pensamentos ansiosos? Por exemplo, quando pensar coisas absurdas (por conta da

    É saudável ignorar o pensamentos ansiosos?
    Por exemplo, quando pensar coisas absurdas (por conta da ansiedade) ignorar e dizer para si mesmo: "Esses pensamentos são da ansiedade, não são meus.".
    É saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! Por mais absurdo que alguns pensamentos possam parecer, tentar negar, esconder ou fingir que não são seus não te ajuda a lidar com a ansiedade ou qualquer outro sentimento que você julgue negativo. Seria como tentar "tampar o sol com a peneira”, sabe? Por sua vez, poder falar livremente sobre seus pensamentos, emoções e sentimentos despertados e reconhece-los como seus é o melhor caminho para se apropriar de si, possibilitando uma vida mais digna e feliz. Neste caso, um processo de psicoterapia, onde não haverá julgamentos (mas sim indagações e reflexões sobre o conteúdo que você trouxer) pode ser de grande valor. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • Olá.tenho ansiedade estou na academia com quantos tempo posso me livrar da ansiedade fazendo exercíc

    Olá.tenho ansiedade estou na academia com quantos tempo posso me livrar da ansiedade fazendo exercícios ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! Fazer exercícios físicos pode ser um excelente aliado no controle de uma ansiedade acentuada. No entanto, é um equívoco bastante comum achar que a ansiedade deve ser eliminada ou que seja uma emoção ou sentimento ruim por si só. A ansiedade possui importantes funções na vida, dentre elas, de impulsionar o sujeito a se movimentar e realizar atividades do dia a dia e projetos futuros. Contudo, se exagerada, pode gerar intenso mal-estar e sofrimento, podendo adquirir inclusive efeito contrário, de paralisia. Neste caso, buscar ajuda psicológica é fundamental. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto

    Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto. Ela suspeitava e perguntava pra minha mãe se eu já passei por um evento traumático mas n passei por nenhum..queria entender pq n lembro de mta coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá! O fato de você ter dificuldade de lembrar da sua infância pode ou não ter relação à eventos traumáticos. Isso só será possível avaliar ao longo de um processo de terapia, quando a relação de confiança estiver bem estabelecida. É importante saber que eventos considerados traumáticos podem ser bloqueados na memória de uma pessoa adulta, como uma defesa, e ser relembrados durante o processo terapêutico, quando o paciente puder suportar essa memória. É interessante saber também que muitas vezes pensamos em traumas infantis como algo considerado muito grave, como a morte de alguém querido ou um abuso sexual sofrido, por exemplo – o que pode ter motivado sua mãe a dizer que “você não teve nenhum trauma”. No entanto, situações aparentemente inofensivas e corriqueiras podem influenciar nos medos, inseguranças e dificuldades de uma pessoa adulta, como a relação com os pais, a interação com os irmãos, com os amigos da escola, o seu desempenho escolar, a sua relação com o próprio corpo e imagem, entre tantas outras possibilidades. Além disso, falar sobre a infância é um exercício, é algo que pode ser aprendido, uma vez que implica em revisitar a própria história, convocando o sujeito a falar de si, a fazer associações com o presente e com as possibilidades de futuro. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • A auto agressão é algo preocupante? Não consigo ver outras formas de aliviar minha ansiedade, e, por

    A auto agressão é algo preocupante? Não consigo ver outras formas de aliviar minha ansiedade, e, por isso, recorro a ela. Deveria me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    Olá, a autoagressão é um sintoma que merece atenção, pois além de machucar seu corpo, ela não resolve o problema (no seu caso, o relato é de ansiedade). Um processo de psicoterapia pode te auxiliar a encontrar novas formas de direcionar a agressividade e dar vazão à essa angustia que a ansiedade lhe traz. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


  • A pessoa ter muitos amigos que são lgbts significa que ela também seja??

    A pessoa ter muitos amigos que são lgbts significa que ela também seja??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Leão de Almeida

    A orientação sexual dos amigos de uma pessoa é apenas uma dentre tantas outras características que cada um possui. Portanto a resposta é não. No entanto, se a questão sobre a própria sexualidade trouxer dúvida, angustia, inquietação, ou mesmo uma curiosidade acentuada, é algo que vale a pena ser explorado. Espero ter ajudado. Abs, Bruna.


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