Perguntas do paciente (40)
-
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por toda a perda que sua família atravessou. É importante entender que sua neta viveu um trauma avassalador aos 12 anos: perder as duas figuras de referência de uma vez só, e em um contexto de pandemia, é algo que interrompe bruscamente a sensação de segurança de qualquer criança.
O que você está vendo agora, aos 17 anos, pode ser lido sob alguns pontos de vista da psicanálise:
O Luto 'Adiado' ou Retomado: Na adolescência, o luto ganha novos contornos. Aos 12 anos, ela ainda era uma criança. Agora, ao se tornar mulher, ela revive a perda da mãe de uma forma diferente: a mãe não está lá para ver sua transformação, para orientá-la sobre o corpo, sobre as roupas ou sobre a vida adulta. Essa 'mudança radical' nas vestes (blusas curtas, estilo menos discreto) costuma ser uma tentativa de afirmar uma identidade que ela está tentando construir sozinha, às vezes de forma meio caótica, porque falta a referência materna.
A Oscilação entre 'Doce' e 'Grossa': Esse comportamento é clássico da adolescência, mas no caso dela, a 'grosseria' pode ser uma defesa. Às vezes, o adolescente se afasta e é ríspido para testar se, mesmo sendo 'difícil', as pessoas que sobraram (vocês) vão continuar amando-a e não vão abandoná-la também.
A Expressão pelo Corpo: Quando as palavras não dão conta de explicar a dor ou a confusão interna, o adolescente fala pelo corpo (vestimentas, comportamentos, mudanças de visual).
O que eu aconselho?
Sim, um acompanhamento profissional é fundamental e muito recomendável. O psicólogo ou psicanalista oferecerá a ela um espaço onde ela possa falar sobre essas perdas sem medo de magoar vocês e onde ela possa entender quem ela quer ser depois de tanto sofrimento.
Como lidar no dia a dia?
Paciência com os limites: Tente não focar apenas nas roupas. As roupas são o 'grito' dela. Tente focar no que ela sente.
Mantenha o diálogo aberto: Nos momentos em que ela estiver 'legal', aproveite para fortalecer o vínculo sem cobranças.
Valide a dor dela: Às vezes, dizer 'eu sei que deve ser difícil crescer sem sua mãe aqui' abre mais portas do que criticar o comprimento da blusa.
Ela passou por muito e está tentando descobrir como sobreviver a tudo isso. O suporte profissional será um divisor de águas para que essa fase de rebeldia não se transforme em um sofrimento crônico.
-
Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em
Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em um ano pra refazer o teste, a psicologa que aplicou o teste disse que ficou *bem preocupada* com o meu teste palográfico, que eu tenho uma personalidadee fechada mas que eu gosto de me impor. Eu realmente sou muito fechado, mas não entendi a segunda parte, do jeito que ela falou ficou parecendo que eu tenho algum problema de personalidade. Eu deveria solicitar a entrevista devolutiva pra receber uma explicação detalhada, ou, é só paranóia minha mesmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é paranoia sua, e você tem todo o direito de se sentir confuso. A comunicação de resultados em exames de trânsito costuma ser muito rápida e, às vezes, deixa a desejar na explicação, o que acaba gerando essa sensação de que 'há algo errado com a minha personalidade'.
Para te ajudar a entender, vamos traduzir o que aconteceu:
O Palográfico não é um oráculo: Aquele teste dos risquinhos avalia seu ritmo, produtividade e como você lida com a pressão. Quando ela diz que você é 'fechado mas gosta de se impor', ela está lendo sinais técnicos. Por exemplo: traços muito pequenos e controlados sugerem introversão (o 'fechado'); já uma pressão forte no lápis ou traços muito rígidos podem sugerir essa tendência a se impor ou a ter dificuldade em flexibilizar quando algo sai do seu controle.
Por que a preocupação? No contexto do trânsito, os psicólogos buscam entender como você reage a imprevistos. Alguém muito contido que 'guarda' as coisas, mas que tem uma tendência a se impor, pode, na teoria do teste, ter episódios de explosão ou rigidez se for fechado por outro carro, por exemplo. Por isso a validade de apenas um ano: eles querem observar se isso é um traço estável ou apenas um momento de estresse.
Solicite a devolutiva, sim: É um direito seu garantido pelo Conselho Federal de Psicologia. A entrevista devolutiva serve justamente para que o profissional explique tecnicamente o que viu e para que você possa falar sobre isso. É o momento de tirar esse peso de 'ter um problema'.
Meu conselho: Não encare isso como um defeito de fábrica. Testes de trânsito são 'fotos' de um comportamento em um ambiente de pressão. A psicanálise, por exemplo, olha para muito além de um risco no papel: olha para como você se sente no mundo. Se essa fala dela te causou esse incômodo, talvez seja um sinal de que vale a pena investigar em terapia o que é essa 'imposição' e como você lida com o que guarda para si.
-
É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma ideia que ficou congelada no tempo! Embora o silêncio tenha um papel fundamental na psicanálise, ele não é um 'vazio' ou uma falta de interesse.
Entenda como funciona o diálogo na análise hoje:
A Escuta Ativa: O analista não está ali para dar conselhos como um amigo, mas para escutar o que está por trás das suas palavras. Por isso, ele fala menos que você, para que a sua voz tenha espaço para aparecer.
Intervenções Precisas: O terapeuta fala, sim! Ele faz perguntas, pontua contradições e ajuda você a dar novos sentidos para a sua história. Uma boa análise é um trabalho de construção a dois.
O Silêncio como Ferramenta: Às vezes, o silêncio do analista serve para que você não seja 'atropelado' por uma opinião externa e consiga ouvir seus próprios pensamentos. É um silêncio que convida à reflexão, não ao desconforto.
Na psicanálise que se deixa atravessar pelas questões do nosso tempo, a comunicação é viva. O analista é um suporte, e não uma estátua de gelo. O objetivo é que você se sinta acompanhado(a) em cada descoberta.
-
Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diferenciar uma crise passageira de um padrão abusivo nem sempre é fácil quando estamos dentro da situação, mas a chave está na frequência e no poder.
Toda relação tem 'fases ruins', mas em uma relação saudável, existe espaço para o diálogo, para o erro e para o crescimento mútuo. Já no relacionamento abusivo, o que impera é o controle.
Aqui estão 3 pontos para te ajudar a refletir:
1) A Liberdade de Ser: Numa fase ruim, você pode estar triste com o parceiro, mas ainda se sente 'você'. No abuso, você começa a se moldar (pisar em ovos) para evitar explosões, críticas ou o silêncio punitivo do outro. Você perde sua espontaneidade.
2) O Destino do Conflito: Numa crise, o casal briga para resolver um problema. No abuso, a briga serve para diminuir o outro, gerar culpa ou isolar a pessoa de seus amigos e familiares. O objetivo não é o ajuste, é a dominação.
3) A Responsabilidade: Em uma fase difícil, ambos assumem seus erros. No relacionamento abusivo, a culpa é sempre transferida para a vítima ('eu fiz isso porque você me provocou').
Se você sente que está perdendo sua identidade, sua autonomia ou que vive em constante estado de alerta, isso ultrapassa o limite de uma 'fase ruim'. A psicanálise é um espaço fundamental para fortalecer o sujeito e ajudá-lo a reencontrar seus limites e desejos próprios.
-
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma preocupação muito legítima e você não está sozinha nisso! Muita gente adia o início da terapia por medo desse 'vazio' ou por não saber por onde começar a organizar o caos interno.
Aqui estão três pontos para te tranquilizar sobre a primeira sessão:
1) Não existe roteiro certo: Você não precisa levar uma apresentação estruturada. Pode começar pelo que está doendo hoje, por um fato marcante da sua semana, ou até confessando: 'Estou aqui, mas não sei por onde começar'. Isso já é um excelente começo.
2) O silêncio também fala: Na psicanálise, o silêncio não é um erro. Ele faz parte do processo. Se as palavras sumirem, o profissional está ali para te ajudar a entender esse silêncio, sem pressa e sem julgamento.
3) O analista como suporte: Você não está ali para dar uma palestra. O terapeuta fará intervenções e perguntas que ajudam o discurso a fluir. Aos poucos, as peças vão se encaixando naturalmente.
A primeira sessão é, acima de tudo, um encontro para que você sinta se aquele espaço é seguro para você. Sua única 'tarefa' é estar presente. O resto, nós construímos juntos na caminhada.
-
Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim
Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. É exaustivo viver nessa 'montanha-russa' emocional, onde um dia há muita conexão e no outro há um muro de gelo.
Pelo que você descreveu, o que seu esposo está vivendo não parece ser uma falta de amor por você, mas sim uma luta interna contra ele mesmo. Para te ajudar a entender o que passa na cabeça dele, imagine o seguinte:
O medo da proximidade: Existem pessoas que, embora amem, sentem um medo profundo de 'se perder' dentro de um relacionamento sério. Para ele, morar junto parece gerar uma pressão que ele não sabe lidar. Ao fugir para a casa da mãe, ele tenta voltar para um lugar onde se sentia seguro antes de ter as responsabilidades de um adulto casado.
O filtro das mágoas: Quando alguém está em crise, a mente foca apenas nas memórias tristes para justificar o afastamento. Ele foca no que te machucou para não ter que encarar que a verdadeira dor está dentro dele, e não no casamento em si.
A confusão do domingo: A conexão que vocês têm aos domingos prova que o sentimento existe. Mas, quando ele vai embora, a culpa aparece. Ele sente que está te 'usando' porque não consegue retribuir com a presença diária que você merece. O choro dele é o sinal mais claro de que ele está dividido: ele não quer te perder, mas não consegue ficar.
Ele está preso em um ciclo de repetição que provavelmente tem raízes muito antigas. Enquanto ele não buscar ajuda profissional para entender por que a felicidade ao seu lado causa tanto medo nele, esse comportamento de 'fugir e voltar' pode continuar se repetindo.
Agora uma pergunta para você refletir: Você sente que ainda tem forças para esperar que ele busque esse tratamento, ou sente que está chegando no seu limite emocional também?"
-
O que fazer se a vítima não quer falar sobre o bullying?
O que fazer se a vítima não quer falar sobre o bullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a vítima não quer falar sobre o bullying, é importante respeitar esse silêncio. Às vezes, ela ainda não se sente segura o suficiente pra tocar nesse assunto, e tudo bem. O papel do terapeuta, ou de quem está oferecendo apoio, não é forçar o relato, mas criar um espaço em que ela sinta que pode falar quando estiver pronta.
Em vez de insistir, o ideal é mostrar presença e disponibilidade. Pequenas frases como “eu tô aqui pra te ouvir quando quiser” ou “você não precisa contar nada agora” ajudam muito mais do que perguntas diretas. A pessoa precisa perceber que o espaço é realmente de confiança, onde ela não vai ser julgada nem exposta.
Com o tempo, conforme essa segurança vai sendo construída, é comum que o assunto apareça de forma mais natural. Às vezes, o que o paciente precisa primeiro não é falar sobre o que aconteceu, mas sentir que tem alguém ali que aguenta estar com ele, mesmo no silêncio.
-
Quais transtornos psicológicos podem resultar do bullying?
Quais transtornos psicológicos podem resultar do bullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying não é apenas uma "brincadeira de criança" ou um conflito passageiro. Na psicanálise, entendemos que ele é uma forma de violência traumática que ataca o eu em um momento em que a personalidade ainda está em formação. Quando uma pessoa é sistematicamente humilhada, o ambiente — que deveria ser de suporte — torna-se persecutório.
Essa experiência pode deixar marcas profundas que se manifestam através de diversos transtornos:
1. Transtornos de Ansiedade e Pânico
A vítima passa a viver em um estado de "alerta total". O corpo entende que o mundo é um lugar perigoso, o que pode resultar em crises de pânico, fobia social (medo extremo de estar com outras pessoas) e ansiedade generalizada. A pessoa passa a "prever" a humilhação antes mesmo dela acontecer.
2. Depressão e Queda da Autoestima
O bullying ataca o amor-próprio. A vítima muitas vezes acaba "concordando" com o agressor, passando a se ver como alguém sem valor, sem graça ou inadequado. Esse processo de internalizar a crítica do outro pode levar a quadros depressivos graves, sentimentos de desamparo e, em casos extremos, ideação suicida.
3. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Muitos adultos carregam os efeitos do bullying sofrido na infância como um trauma vivo. Flashbacks das agressões, pesadelos e o isolamento emocional são sinais de que a mente ainda está tentando processar aquela violência que não encontrou lugar para ser dita na época.
4. Transtornos Alimentares e Psicossomáticos
Muitas vezes, a dor que não pode ser falada acaba sendo "atuada" no corpo. Isso pode aparecer através de distúrbios alimentares (como forma de tentar controlar o próprio corpo quando não se tem controle sobre o ambiente) ou dores físicas sem causa médica aparente, como dores de estômago e de cabeça frequentes.
O que a Psicanálise propõe?
O tratamento não foca apenas em "remover o sintoma", mas em ajudar a pessoa a reconstruir sua narrativa. No divã, a vítima de bullying tem a chance de:
Separar o que é "seu" do que foi "projetado" pelo agressor.
Entender que a violência dizia mais sobre o vazio de quem agredia do que sobre o valor de quem sofria.
Recuperar a capacidade de confiar nos vínculos e na própria identidade.
O bullying tenta silenciar o sujeito, mas a análise devolve a ele o direito à palavra. Se você ou alguém que você conhece passou por isso, saiba que essas marcas podem ser cuidadas e ressignificadas.
-
Quais são as teorias do desenvolvimento psicológico?
Quais são as teorias do desenvolvimento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não tenho compreensões aprofundadas de outras abordagens do desenvolvimento humano, mas estudo psicanálise, e é a partir dela que compreendo como a mente se estrutura ao longo da vida. Na psicanálise, o desenvolvimento psicológico é entendido como o processo pelo qual a mente se constitui desde os primeiros dias, marcado por desejos, vínculos, conflitos e pelas formas que cada pessoa encontra de lidar com prazer, frustração e afeto. Entre todas as teorias, a de Freud é o ponto de partida central. Para ele, a criança atravessa diferentes fases de desenvolvimento psicossexual, nas quais a energia pulsional se liga a partes específicas do corpo e a modos particulares de relação com o mundo.
Na fase oral, do nascimento ao primeiro ano, o bebê experimenta o mundo pela boca: sugar, morder e mamar são fontes de prazer, mas também formas de vínculo. É nessa etapa que se constroem as bases da confiança e da sensação de segurança. Depois vem a fase anal, entre 1 e 3 anos, marcada pela aquisição do controle dos esfíncteres. Aqui surgem questões de autonomia, imposição de limites e relação com regras. A criança descobre que pode “reter” ou “liberar” não só suas fezes, mas também suas vontades, e isso estrutura formas futuras de lidar com o próprio poder e com a autoridade.
A fase fálica, dos 3 aos 6 anos, envolve a curiosidade sexual infantil e o complexo de Édipo. É o momento em que a criança vive fantasias de amor e rivalidade com as figuras parentais. A maneira como essa fase é elaborada ajudará a formar elementos essenciais da personalidade, como a noção de limites internos, identificação com modelos adultos e primeiras bases da moralidade. A etapa seguinte é a latência, dos 6 anos ao início da puberdade, quando a energia pulsional se estabiliza e a criança direciona mais atenção para o aprendizado, amizades e regras sociais. Na adolescência, com a fase genital, toda essa história retorna em um novo nível: a sexualidade se organiza de forma adulta, a busca por identidade se intensifica e a pessoa tenta integrar seus desejos com vínculos amorosos mais estáveis.
Autores posteriores ampliaram essa visão inicial. Melanie Klein destacou como as fantasias inconscientes e a relação com a mãe influenciam o modo de amar, odiar e reparar. Winnicott trouxe a importância do ambiente “suficientemente bom”, capaz de sustentar a espontaneidade e a formação de um self verdadeiro. Bion mostrou como o bebê precisa de alguém que o ajude a transformar emoções brutas em pensamentos, formando a capacidade de pensar. Lacan, por fim, enfatizou que a subjetividade se constrói no campo da linguagem e do olhar do outro.
Mesmo com essas ampliações, é a perspectiva freudiana que dá a espinha dorsal: o desenvolvimento psicológico é um percurso marcado por desejos, conflitos e identificações, e é a forma como a criança vive suas experiências — com acolhimento, frustração e limite — que influenciará profundamente sua maneira de ser, de se relacionar e de lidar com o mundo.
-
O que deve ser feito quando as crianças se comportam de maneira indesejada?
O que deve ser feito quando as crianças se comportam de maneira indesejada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma criança se comporta de maneira indesejada, é importante lembrar que esse comportamento quase sempre é uma forma de comunicação. A criança ainda não consegue organizar ou nomear tudo o que sente, e por isso acaba “falando” pelo corpo: birras, choros, agressividade, teimosias — tudo isso muitas vezes sinaliza cansaço, frustração, insegurança, ciúme ou a necessidade de ser vista. Antes de pensar em bronca, vale perguntar silenciosamente: “o que ela está tentando me mostrar?”. Quando essa pergunta aparece, o adulto deixa de ver apenas “malcriação” e passa a enxergar uma emoção difícil que a criança não sabe lidar sozinha.
Depois de compreender o que pode estar por trás do comportamento, um caminho fundamental é ajudar a criança a nomear o que está sentindo. Colocar em palavras aquilo que ela não consegue dizer por si mesma — algo como “eu vejo que você ficou muito bravo” ou “imagino que tenha sido difícil esperar” — já começa a organizar a emoção. Isso não significa concordar com o que ela fez, mas mostrar que o sentimento é legítimo e que não a assusta. Quando o adulto faz isso, ele se torna um ponto de apoio para a criança, alguém que a ajuda a transformar aquela confusão interna em algo mais entendível.
Ao mesmo tempo, acolher o sentimento não significa permitir qualquer comportamento. A criança precisa de limites claros para se sentir segura. É possível acolher e, junto disso, mostrar o que não pode ser feito: “eu entendo que você está com raiva, mas não pode bater”. Quando o limite é firme e dito com calma, a criança aprende que pode sentir o que sente, mas também aprende a lidar com a realidade e com o outro.
Outro ponto essencial é a postura emocional do adulto. Quando a criança se desorganiza e o adulto consegue permanecer mais estável, isso oferece um tipo de “sustentação” emocional. A criança se apoia nesse equilíbrio para, aos poucos, encontrar o próprio. Se o adulto se desorganiza junto dela, ninguém se regula. Mas se o adulto se mantém presente e tranquilo, ele ajuda a criança a recuperar o eixo.
Por fim, depois de acolher e limitar, é importante ensinar alternativas: ajudar a respirar, dizer o que sente, pedir ajuda, esperar um pouco, encontrar outra forma de resolver um conflito. E isso precisa ser repetido muitas vezes — é assim que a criança internaliza essas formas de lidar com as emoções. Mais do que corrigir o comportamento, esse processo ensina a criança a se conhecer, a confiar e a se sentir segura no mundo.
-
Como as competências sociais afetam a saúde mental?
Como as competências sociais afetam a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, as competências sociais — como a capacidade de criar vínculos, comunicar sentimentos, sustentar conversas, perceber o outro e se colocar emocionalmente nas relações — têm impacto direto na saúde mental porque dizem respeito à forma como o sujeito se constitui no encontro com o outro. Desde muito cedo, o desenvolvimento psíquico acontece dentro de uma relação: é no olhar, na resposta e na presença do outro que a criança começa a organizar suas emoções e a dar sentido ao que sente. Assim, a maneira como aprendemos a nos comunicar, a esperar, a frustrar-nos e a reparar danos não é apenas uma “habilidade social”, mas parte da própria construção da personalidade.
Quando alguém tem competências sociais mais desenvolvidas — como conseguir nomear emoções, expressar limites, pedir ajuda e reconhecer o lugar do outro — isso costuma refletir um funcionamento interno mais estruturado. Relações com boa comunicação reduzem mal-entendidos, diminuem tensões e ajudam a pessoa a se sentir pertencente, vista e validada. Essa experiência de pertencimento é um eixo importante da saúde mental, porque sustenta a sensação de continuidade do self e ajuda a lidar melhor com angústias, perdas e desafios.
Por outro lado, quando alguém tem dificuldade nas trocas sociais, isso pode sinalizar ou intensificar sofrimentos psíquicos. A dificuldade de se aproximar, falar sobre o que sente ou tolerar diferenças pode gerar isolamento, mal-entendidos e relações marcadas por rupturas. O isolamento, por sua vez, tende a aumentar estados depressivos, insegurança e sentimentos de inadequação. Em muitos casos, a dificuldade social não é “falta de técnica”, mas a expressão de angústias mais profundas, medos de rejeição, dificuldades de confiar ou experiências antigas que marcaram a forma de se relacionar.
Na psicanálise, entende-se que a saúde mental é construída na relação: é na troca com o outro que aprendemos a suportar frustrações, a perceber limites, a reconhecer nossos desejos e a simbolizar emoções. Portanto, as competências sociais não são apenas habilidades comportamentais, mas indicadores de como o sujeito se organiza internamente. Quando há espaço para relações mais seguras, comunicativas e afetivas, há também mais recursos para enfrentar conflitos internos, elaborar sofrimentos e sentir-se sustentado emocionalmente. Assim, fortalecer competências sociais é, em grande parte, fortalecer o próprio tecido emocional que sustenta a vida psíquica.
-
Como a identificação introjetiva se relaciona com doenças mentais cronicas ?
Como a identificação introjetiva se relaciona com doenças mentais cronicas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A identificação introjetiva é um jeito que a mente encontra pra lidar com vínculos importantes. É como se a gente “guardasse” dentro da gente pedaços de pessoas que marcaram muito (um pai, uma mãe, um parceiro). Às vezes, a gente faz isso pra não perder o outro completamente, pra continuar tendo ele por perto de algum modo.
O problema é que, quando isso acontece de forma muito forte ou sem que a pessoa perceba, ela pode começar a viver mais com as vozes internas que “pegou” do outro do que com a própria. Por exemplo, alguém que teve um cuidador muito crítico pode acabar repetindo essa crítica consigo mesmo, como se a voz de fora tivesse virado uma voz de dentro.
Com o tempo, isso pode pesar. Pode gerar quadros mais crônicos, como depressão, ansiedade intensa, dificuldade de se sentir inteiro ou até de diferenciar o que é “meu” e o que veio do outro.
Então, a identificação introjetiva em si não é uma coisa ruim, ela faz parte da forma como a gente se constrói. O que causa sofrimento é quando ela fica “presa”, quando a pessoa não consegue elaborar o que é dela e o que pertence ao outro. A terapia ajuda justamente a ir separando isso, dando espaço pra que o sujeito possa se reconhecer de novo como ele mesmo.
-
Como a psicoterapia pode usar ou trabalhar a identificação introjetiva em pacientes com doenças ment
Como a psicoterapia pode usar ou trabalhar a identificação introjetiva em pacientes com doenças mentais crónicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicoterapia, a identificação introjetiva pode ser usada como uma porta de entrada pra entender as relações que o paciente carrega dentro de si. Quando a pessoa tem uma doença mental crônica, muitas vezes ela vive presa em identificações antigas, com figuras que foram muito importantes, mas também muito dolorosas. Essas vozes internas, críticas ou exigentes, podem continuar agindo mesmo depois de anos.
O papel da terapia é ajudar o paciente a reconhecer essas presenças internas: perceber o que ele está repetindo, de quem vem certas falas ou sentimentos. A partir daí, o terapeuta não tenta “arrancar” essas identificações, mas ajudar o paciente a transformá-las, ou seja, sair da repetição e criar uma relação mais viva e consciente com o que foi introjetado.
Na prática, isso acontece quando o terapeuta acolhe essas vozes e emoções dentro do espaço da sessão. Muitas vezes, o vínculo terapêutico repete aspectos dessas relações antigas, e é justamente aí que o trabalho acontece. O paciente pode projetar no terapeuta essas figuras internas, e o terapeuta o ajuda a perceber isso e a dar um novo sentido a essas experiências.
-
Como a repressão da raiva reflete na saúde mental de uma pessoa ?
Como a repressão da raiva reflete na saúde mental de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito frequente na clínica, pois vivemos em uma cultura que nos ensina a engolir a raiva para manter a harmonia social. Como psicoterapeuta que atua com base na psicanálise, posso te dizer que a raiva não desaparece só porque não foi expressa; ela apenas muda de endereço.
Aqui está uma explicação simples sobre como esse processo funciona e os impactos que ele causa:
1. O "Custo de Manutenção" do Recalque
A raiva é uma energia, um afeto que exige descarga. Quando reprimimos a raiva sistematicamente, usamos uma quantidade enorme de força psíquica para mantê-la "trancada" no porão da nossa mente. O resultado é um esgotamento profundo. É como se você estivesse segurando uma porta com toda a sua força para que um monstro não saia; você acaba não tendo energia para mais nada na vida.
2. A Raiva Volatizada contra o Próprio Eu (Depressão)
Um dos conceitos mais importantes da psicanálise é que a depressão, muitas vezes, é a raiva voltada para dentro. Quando não conseguimos direcionar nossa indignação para quem nos feriu, o nosso "fiscal interno" (o Superego) pega essa agressividade e a despeja sobre nós mesmos. Isso se traduz em culpa excessiva, autocrítica feroz e aquela sensação de que nunca somos bons o suficiente.
3. O Corpo como Porta-Voz (Psicossomática)
Quando a boca cala, o corpo fala. A raiva reprimida costuma "vazar" através de sintomas físicos. É muito comum que pessoas que não conseguem expressar descontentamento sofram com:
Tensões musculares crônicas (especialmente no pescoço e mandíbula).
Problemas gastrointestinais (gastrites, úlceras e colites).
Dores de cabeça e bruxismo.
É o corpo tentando dar vazão a uma pressão interna que não encontrou palavras para ser dita.
4. A Explosão "Por Nada"
Reprimir a raiva não é o mesmo que resolvê-la. Ela vai se acumulando até que, por um motivo banal — como um copo quebrado ou uma fechada no trânsito —, a pessoa explode de forma desproporcional. Isso acontece porque aquela reação não é sobre o copo, mas sobre todos os "sapsos" engolidos nos últimos meses.
Como a Psicanálise ajuda nesse processo?
O objetivo do tratamento não é transformar ninguém em uma pessoa agressiva, mas sim ajudar a:
Reconhecer a raiva como um afeto legítimo: Sentir raiva não te torna uma pessoa má; é um sinal de que um limite seu foi invadido.
Transformar a atuação em fala: Em vez de explodir ou adoecer, a análise te ajuda a dar nome ao que você sente.
Negociar com o Superego: Entender por que você se sente tão proibido de expressar sua insatisfação e aprender a colocar limites de forma saudável.
A raiva, quando compreendida e integrada, deixa de ser uma bomba relógio e passa a ser uma força que nos ajuda a dizer "não" e a nos proteger. Se você sente que vive "engolindo" seus sentimentos, a análise pode ser o lugar para você finalmente começar a cuspir o que te faz mal.
-
O que é o trauma da rejeição? .
O que é o trauma da rejeição? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O trauma da rejeição pode ser entendido, na psicanálise, como uma ferida emocional que surge quando a pessoa vive experiências em que se sente não querida, não escolhida, não vista ou não valorizada por alguém de quem precisava — especialmente nas primeiras relações da vida. Não se trata apenas de alguém ter dito “não” ou de uma decepção amorosa; é algo mais profundo, que toca a sensação de existir para o outro, de ser reconhecido e acolhido.
Na infância, somos totalmente dependentes das respostas do outro: o bebê precisa ser olhado, respondido, segurado e confirmado emocionalmente. Quando essa resposta falha, é instável ou vem acompanhada de frieza, indiferença ou abandono, a criança pode viver isso como uma rejeição. Ela não entende que o adulto tem limites; entende, sim, que “algo em mim não é amado”. Essa experiência pode se inscrever como um traço psíquico, uma marca que interfere na forma como a pessoa depois se relaciona, ama, confia e lida com frustrações.
O trauma da rejeição, então, não é só uma lembrança, mas uma forma de sentir: a pessoa passa a interpretar situações neutras como ameaças de abandono, teme ser descartada e pode criar mecanismos de defesa como evitar vínculos, se apegar rápido demais, tentar agradar excessivamente ou sentir que precisa se provar o tempo todo. É como se o corpo e a mente estivessem sempre alertas para o risco de “não ser suficiente”.
Na vida adulta, esse trauma pode aparecer de maneira sutil — dificuldade em confiar, medo de se abrir, sensação constante de inadequação — ou de forma mais intensa, com crises de ansiedade quando há distância afetiva, interpretações negativas de pequenos sinais e um profundo medo de perder o outro. O eixo central do trauma da rejeição é a ferida na noção de valor próprio: a pessoa sente que, em algum nível, não é inteiramente digna de amor.
A psicoterapia ajuda justamente a revisitar essas experiências — não para apagá-las, mas para criar um novo modo de senti-las internamente. Quando alguém encontra um espaço onde é ouvido, acolhido e não rejeitado, surge a possibilidade de reconstruir a própria imagem e de estabelecer relações com menos medo e mais liberdade.
-
Como as fake news nascem e que interesses há por trás dela?
Como as fake news nascem e que interesses há por trás dela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para a psicanálise, o sucesso das fake news não se explica apenas pela tecnologia, mas por um mecanismo fundamental da nossa psique: o desejo. Muitas vezes, não buscamos a verdade dos fatos, mas sim a confirmação daquilo que já desejamos ou tememos que seja verdade.
Aqui estão os pontos centrais para entender esse fenômeno sob o olhar clínico:
1. A negação da realidade (Verleugnung)
A realidade é, por natureza, complexa, ambivalente e muitas vezes frustrante. As fake news oferecem um atalho: elas criam uma narrativa que "encaixa" perfeitamente no que queremos acreditar. É o que Freud chamava de Negação. O sujeito sabe que a informação é suspeita, mas escolhe acreditar nela porque ela sustenta uma visão de mundo que o protege da angústia da incerteza.
2. A projeção e o inimigo comum
As fake news geralmente se alimentam de um sentimento de perseguição. Elas permitem que o sujeito projete todas as suas frustrações e ódios em um "outro" (um grupo, um político, uma instituição). Ao criar um vilão simplista, a mentira digital oferece um alívio momentâneo para as tensões internas: "O problema não sou eu, é aquele inimigo que a notícia revelou".
3. O pertencimento e a horda digital
As notícias falsas nascem e crescem em comunidades. Seguir e compartilhar uma fake news é, no fundo, um pedido de pertencimento. O interesse por trás delas é manter o grupo coeso através do afeto — especialmente o afeto do medo e do ódio compartilhado. Para muitas pessoas, é preferível estar "errado junto com o grupo" do que "certo e sozinho".
Quais interesses há por trás delas?
Além dos interesses óbvios (políticos e econômicos de manipulação de massas), existe um interesse psíquico: manter o sujeito em um estado de excitação constante. As fake news operam na lógica do clique, do choque e da indignação. Elas "sequestram" a atenção e impedem a reflexão, pois o pensamento crítico exige pausa, enquanto a fake news exige reação imediata.
Como lidar com isso?
O antídoto para a fake news não é apenas o "fact-checking" (checagem de fatos), mas o autoconhecimento. Precisamos nos perguntar: "Por que eu quero tanto que essa notícia seja verdade?".
A psicanálise nos ajuda a perceber que, quando paramos de questionar o que consumimos, estamos abrindo mão da nossa própria subjetividade para nos tornarmos apenas massa de manobra de narrativas alheias.
-
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insônia pode ser um quadro de vários tipos de transtorno, como por exemplo, a depressão. Seria interessante buscar uma ajuda profissional psicológica para investigar mais sintomas que estão acompanhando a dificuldade de dormir.
-
Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq
Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq ele diariamente tem febre emocional, gostaria de uma solução pra isso ..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante que ambos possam fazer um acompanhamento para compreender melhor a demanda. Pode ser que seu filho observe o seu sofrimento e por consequência desenvolva esse quadro de febre que poderíamos chamar de uma possível psicossomática (quando o corpo adoece por conta do emocional).
-
Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseg
Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseguindo dormir direito
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sonhando acordado pode ser um efeito de ansiedade que faz com que você fique em vigília ao invés de adormecer. É importante uma investigação para saber se tem mais sintomas e qual a necessidade de acompanhamento psicoterápico e/ou psiquiátrica.
-
Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça
Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça fica a mil e mts métodos acabo nem lembrando...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existem muitas técnicas que você pode encontrar on-line, mas precisamos lembrar que nenhuma delas é uma receita pronta e que irá servir pra você como serviu para fulano. Nesses casos, é importante um acompanhamento psicoterápico para compreender em que momentos essas crises aparecem, e quem sabe também um acompanhamento psiquiátrico.
Autor
Perguntas frequentes
-
Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…