Perguntas do paciente (48)
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Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?
Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A psiquiatra e a psicologia são áreas que abordam questões similares, mas seus profissionais tem funções e atuações diferentes e são complementares. O psiquiatra é um médico, vai realizar o diagnóstico de possíveis transtornos mentais e cuidar dos sintomas que você tiver por meio da medicação. Também poderá pedir exames de saúde para investigar possíveis causas orgânicas para suas dificuldades. As consultas são pontuais e focam mais nos sintomas que você experiencia e no ajuste da medicação e estilo de vida. Já o psicólogo é um profissional que estará te acompanhando semanalmente, abordando com você todas as questões da sua vida, de forma mais abrangente. Na terapia com o psicólogo, você terá tempo para se abrir sobre questões dificeis e explorar a causa dos seus sintomas, entender o que está se passando na sua vida cotidiana e o que não está bom, terá apoio e acolhimento, terá alguém ali regularmente para te ouvir e te ajudar a refletir, para desenvolver com você estratégias de enfrentamento... Então são dois profissionais que podem te ajudar a cuidar da sua saúde mental de formas diferentes, e frequentemente trabalham juntos. Sugiro que caso você esteja em sofrimento, e se sinta à vontade, busque conversar com alguém da psicologia primeiro, e aí com a ajuda desta pessoa vai poder entender melhor o que está se passando e se precisa da intervenção medicamentosa que um psiquiatra pode oferecer. Fico à disposição!
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Estou casada a 3 anos. Meu marido me arrumou um emprego na empresa que ele trabalha. Esse emprego é
Estou casada a 3 anos. Meu marido me arrumou um emprego na empresa que ele trabalha. Esse emprego é de apenas 7 meses. Porém depois de 2 meses e de ter passado algumas coisas no dia a dia nessa empresa, decidir que não quero continuar. Não quero mais, não tenho mais ânimo e nem motivação para continuar. Porém meu marido não entende. Já disse várias vezes que queria sair. Mas como ele não entende, eu acabo criando uma resistência e um afastamento em relação a ele. Porque acabou trabalhando nessa empresa por ele, mesmo não querendo. Confesso que acabou o culpando por isso. E tenho medo da forma que nosso relacionamento vai estar quando esse período na empresa acabar, já que estou lá por causa dele. Pq sei que ele quer e por não querer prejudica-lo. Em quanto isso, me sinto incompreendida, fico estressada, triste e magoada por ele não entender. Acabo atribuindo a culpa toda nele. Não sei o que fazer, porque sei que mesmo estando lá por ele, ao mesmo tempo vou criando uma mágoa dentro do meu coração. Ele diz que não devo misturar trabalho e nem relacionamento, porém acho impossível sendo que estou em um lugar por ele, sem querer está lá. Como agir nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É uma pena que você esteja se sentindo tão insatisfeita, não é nada agradável ir trabalhar dessa forma e entendo que você esteja frustrada e queira sair do seu trabalho. É natural sentir uma mágoa ou incômodo em relação ao seu marido, por ele ter criado essa possibilidade para você que te trouxe sofrimento, mas lembre-se que você tem o poder de escolha também. Em uma relação saudável deve existir autonomia das duas partes. Se você escolheu estar nesse emprego, ainda que tenha escolhido para agradá-lo ou beneficiá-lo de alguma maneira, essa escolha é sua. A boa notícia é que também pode ser sua escolha deixar esse emprego que te faz infeliz e buscar outra oportunidade que faça mais sentido. Se responsabilizar pelas escolhas que fazemos é difícil, ainda mais quando escolhemos algo que não queremos para deixar outra pessoa feliz. Por isso é sempre importante refletir e se perguntar uma certa escolha também nos agrada, pois uma escolha feita apenas para agradar outra pessoa tem poucas chances de trazer satisfação. Penso que é importante conversar com seu marido, não para culpá-lo pela sua infelicidade, mas para colocar um limite seu e dizer que você não está feliz neste trabalho e vai sair. Ele não precisa autorizar sua decisão, ou nem mesmo entendê-la (embora seria bom receber essa compreensão), mas precisa respeitar e aceitar. Seja verdadeira com o seu desejo e assuma a responsabilidade por se fazer feliz nesse momento. Caso queira conversar mais sobre essa situação desafiadora e pensar o que deseja para o seu presente e futuro, fico à disposição.
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A sensação de não ser amada sempre está relacionada a outra pessoa ?
A sensação de não ser amada sempre está relacionada a outra pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma constante sensação de não ser amada pode estar mais relacionada a questões eu do que do outro. Primeiro é necessário criar condições de amar e ser amada, uma ideia própria do que é ser amada, para poder buscar o amor no outro. Cada pessoa tem sua forma de experienciar o amor, e nunca seremos amados da forma ideal, como imaginamos. Mas ainda assim podemos, se tivermos as condições emocionais para isso, criar um encontro com o outro e construir uma relação onde exista algo que se pareça com o amor para os dois. É importante entender de onde vem essa carência, que cria a sensação de não ser amada (ou talvez não ser amada o suficiente). Todos desejamos e precisamos do amor, mas muitas vezes, as primeiras experiências que tivemos com o amor em nossas origens não nos permitem criar um senso do que é o amor e passamos nossa vida buscando por algo sem forma, e assim, é possível que uma pessoa nunca consiga se sentir satisfeita. Caso queira conversar mais sobre isso, fico à disposição!
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Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me se
Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me sentia insegura e não ouvida — às vezes ela usava o celular durante as sessões, o que me lembrava situações dolorosas da infância. Isso é antiético?
Além disso, tenho muita dificuldade com a associação livre e isso me faz pensar se a psicanálise é mesmo adequada para mim.
Devo buscar outra abordagem? Como lidar com essa frustração para não perder a confiança na terapia?
Obrigada!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você tenha tido uma experiência tão ruim. É sim antiético e desrespeitoso da parte desta psicanalista utilizar o celular durante a sessão e você tem toda razão em se sentir incomodada. É muito desencorajador quando nossa primeira experiência com a terapia é marcada por uma relação em que não se sente confiança e acolhimento, mas saiba que existem muitos outros profissionais que são comprometidos com a ética e buscam realmente escutar e ajudar o paciente. Sobre a abordagem, para a psicanálise a associação livre é importante, mas é muito difícil que um paciente, qualquer que seja, sinta-se à vontade para falar quando não sente presença e consideração da parte do analista. Eu trabalho com a psicanálise e penso que antes de poder partir para a associação livre é preciso que se forme um vínculo de confiança e segurança. É importante também considerar o que você está buscando com a terapia, quais são seus objetivos, pois cada abordagem da psicologia tem uma froma diferente de trabalhar. Pesquise um pouco mais sobre as diferentes abordagens, aí você poderá ver qual propõe algo que faz mais sentido para você nesse momento. Além disso, é sempre importante verificar se o profissional com quem você está conversando possui uma formação séria e um conselho profissional regulador da sua prática. Isso diminui as chances de se deparar com comportamentos como o da sua antiga psicanalista. Sou psicóloga e realizo psicoterapia de orientação psicanalítica, fico à disposição caso você queira conversar mais sobre suas questões ou sobre a psicanálise.
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MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS. Olá! Tenho 22 anos, sexo feminino e
MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS.
Olá!
Tenho 22 anos, sexo feminino e desde sempre apresento alguns comportamentos de mania de limpeza com organização e traços perfeccionistas.
Apresento uma espécie de medo inconsciente de sujeira e contaminação. Limpo um mesmo lugar várias vezes, quando um ambiente está sujo e desorganizado, sinto angústia. Quando as pessoas chegam na minha casa, a primeira pergunta que faço na minha cabeça, é: "a casa está limpa?", "o que elas podem achar e sair falando se não a encontrarem limpa?".
Se erro uma letra numa mensagem de texto, me sinto mal. Se a cama fica mal forrada... Se o tapete está torto... Etc e etc. Estranhamente esses comportamentos estão relacionados a sentimentos depressivos, pois quando os apresento tenho essa sensação.
Esses comportamentos estão associados a uma única coisa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É bacana ser uma pessoa limpa e organizada, mas parece no seu caso essa necessidade já passou do limite saudável e está te gerando muita angústia. Parece que você é bastante rígida com si mesma e tem receio de que os outros irão julga-la com a mesma régua que você usa para si, e talvez por isso você sinta essa tristeza nesses momentos. É sofrido ser tão crítica consigo mesma e seria interessante cuidar disso. Esses seus comportamentos podem ter diversas causas e com certeza eles tem alguma função para você, na sua vida psíquica. Por meio da terapia, é possível entender melhor o que está por trás desse seu medo inconsciente de sujeira e que sujeira é essa que você fica tentando sempre limpar e evitar. Assim, talvez, fique mais fácil tolerar a imperfeição natural à vida e essa angústia diminuirá com o tempo. Caso queira conversar mais sobre isso, fico à disposição.
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olá eu sou uma pessoa que sonha muito com pessoas ao meu redor e com algumas situações que as vezes
olá eu sou uma pessoa que sonha muito com pessoas ao meu redor e com algumas situações que as vezes me faz sentir triste, ou incomodada, mas as vezes tenho muitos sonhos bons também, sou uma pessoa bem emotiva então as vezes meu sonhos acabam definindo como meu humor no dia vai ser se vou me sentir bem ou se vou me sentir mal, pensei em começar um caderno para anotar todos eles, ate nos cochilos rápidos que dou no meio do dia eu sonho também, comecei a tomar escitalopram mas antes do remédio eu também já sonhava muito gostaria de um guia ou uma direção, em geral me sinto muito bem tomando o remédio e não me sinto mal como me sentia antes.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Parece que esses seus sonhos tem um impacto e significado grande para você, né? Sonhar é natural e os sonhos podem trazer conteúdos do nosso incosciente, a parte da mente onde estão memórias, desejos e sentimentos que não acessamos quando estamos acordados. Pensar sobre esses sonhos que você têm pode ser uma maneira de se conhecer e se entender melhor. Ajudar a perceber o que é fantasia e realidade e separar um coisa da outra também é um forma de não ter o seu humor tão profundamente afetado por aquilo com que você sonha. Caso deseje conversar mais sobre os seus sonhos e como eles te fazem se sentir, fico à disposição.
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Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pesso
Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pessoais e profissionais, a cultura e o acolhimento são muito ruins. Já precisei sair de dois lugares por conta disso e está me prejudicando bastante, já que tenho pouca experiência formal no ramo profissional. Não sei se isso está relacionado a algum traço da minha personalidade ou se são coincidências, mas essa situação tem afetado bastante meu bem-estar. Gostaria de entender o que pode estar acontecendo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que isso esteja acontecendo. É angustiante sentir-se pouco acolhida em ambientes que frequentamos, especialmente quando são ambientes nos quais passamos muito tempo, como o local de trabalho. É difícil saber exatamente o que está acontecendo. O mercado de trabalho não é simples de se navegar e em algumas empresas você lidará com mais competitividade e demandas e nem sempre terá espaço para sua subjetividade e necessidades. Talve fazer terapia te ajude a entender melhor se esses desafios que você tem percebido estão relacionados ao seu comportamento ou são fruto de um contexto externo, ou um pouco de ambos. Ao se conhecer melhor, você pode entender o que está sob seu controle, o que deseja mudar, e o que não tem como ser mudado, mas pode ser enfrentado de outras formas. Quando estamos sob altas demandas, ter um momento só nosso, de autocuidado, pode ser muito reconfortante e nos fortalecer. Se quiser conversar mais sobre isso, fico à disposição.
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Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec
Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa situação deve estar sendo difícil para você. O ciúmes é muito comum em relacionamentos, especialmente depois de vivências ruins que deixam traumas, como você disse. É normal ter receio de perder esse vínculo importante. Mas a confiança é essencial para um relacionamento durar, e seu namorado tem direito a ter amizades com mulheres. Mesmo que ele tenha gostado dessa amiga no passado, hoje ele escolheu e escolhe estar com você. Pode ser que as suas inseguranças sejam motivadas pela sua história, seus medos e a maneira como você enxerga a si mesma. Mas também é possível que você esteja percebendo alguns comportamentos do seu namorado que estão violando os seus limites e te deixando desconfortável. É importante conseguir diferenciar o que é uma atitude dele que viola combinados de vocês, e o que é o ciúmes que você sente por ter medo de perdê-lo. Cuidar dos seus sentimentos é um passo importante para estar em um relacionamento saudável. Talvez fazer terapia e conseguir entender melhor essa insegurança que você sente te ajude a perceber o que cabe a você mudar e o que você gostaria que ele mudasse, e o que vocês dois vão aceitar. Assim, pode ficar mais fácil lidar com o seu ciúmes e fortalecer a sua confiança em você mesma e nele. Se quiser conversar mais a respeito, fico à disposição.
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Tenho fobia social e, além disso, me sinto anestesiada emocionalmente. Vivo no automático. É como se
Tenho fobia social e, além disso, me sinto anestesiada emocionalmente. Vivo no automático. É como se eu estivesse apenas repetindo os dias, sem presença, sem envolvimento, só existindo.
As coisas que eu costumava gostar de fazer já não me geram mais prazer. Sinto um vazio constante. Não é tristeza o tempo todo, mas um nada – como se algo estivesse desligado dentro de mim.
Eu sei que preciso estudar, cuidar da casa, fazer coisas básicas... Mas parece que dentro de mim não existe senso de urgência. Não sinto aquela voz interna dizendo "isso é importante", "faça isso agora". É como se o alarme de incêndio não tocasse – e por isso eu não me movo.
Eu não sinto que estou sem energia, mas não consigo agir. Assisto vídeos engraçados, às vezes rio, mas não sinto alegria de verdade. Parece tudo automático, como se as emoções estivessem encobertas.
Sei que isso tudo pode ter nome, pode ter explicação. Só queria conseguir entender melhor o que está acontecendo comigo, e se é possível sair disso.
Tem algo que eu possa fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja se sentindo desta forma. Vivemos em um mundo onde tudo passa muito rápido, e nem sempre conseguimos transformar os acontecimentos em experiências, ou seja, parar para digerir as coisas, sentir nossos sentimentos, simbolizar os eventos, descobrir como algo nos afeta. Onde não há espaço para existirmos enquanto seres subjetivos e criativos, fica um vazio mesmo e as coisas perdem sentido. Penso que você está precisando cuidar de si, descobrir o que é realmente importante pra você, para além da sobrevivência diária. Parece que você está em uma posição mais passiva atualmente. Talvez fazer terapia possibilite que você olhe para si e construa a sua subjetividade e seu mundo interno. Conseguir se implicar na sua própria vida, se sentir agente, se encontrar com o seu desejo, poderia te ajudar a viver com mais sentido. Se quiser conversar mais sobre o seu vazio e a sua vida, fico à disposição. Abraço!
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Boa noite. Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas
Boa noite.
Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas manias e sentimentos vieram aos poucos tomando conta do meu ser, e hoje, me sinto com uma sensação de vazio e o desejo constante de recomeçar a minha vida do zero.
Passei por muitas perdas dos 11 anos de idade em diante. De pessoas que me amaram e me protegiam e por outro lado, de quem me humilhou e me maltratou em vez de ter me acolhido no momento em que mais precisava.
Hoje, com 26 anos, eu me sinto completamente perdido. Nada faz muito sentido na minha vida, não gosto muito de ter contato com familiares e amigos, sinto que já passou da hora de sair do relacionamento amoroso que tenho, mas tenho medo, pois tenho a impressão de que não serei capaz de me cuidar sozinho.
Como faço para romper esses ciclos viciosos na minha vida e me encontrar verdadeiramente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja lidando com esses sentimentos, não deve estar sendo fácil passar por isso sozinho. Penso que não é possível se encontrar verdadeiramente, mas essa busca por quem somos é uma constante das nossas vidas. Se nesse momento, você está vivendo uma vida que não tem mais sentido para você, é natural que venha essa sensação de estar perdido e esvaziado. Parece que você precisa conseguir olhar para si nesse momento, pensar e sentir o que você deseja, o que faz sentido para você. A terapia pode ajudar muito nesse processo, pois vai ser um espaço seu para elaborar os acontecimentos do seu passado e presente, bem como se permitir desejar e entrar em contato com os seus sentimentos. E você não estará sozinho, contará com o apoio de um profissional para te auxiliar na sua busca. Assim, você poderá ir construindo o seu senso de "eu" e se fortalecerá para começar a buscar as coisas que fazem sentido para você enquanto indivíduo. Se quiser conversar, fico à disposição.
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Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas
Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas que não vão dar em nada não assume. O que passa na cabeça dessas pessoas? Existe terapia para tratar isso ou faz parte da personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Imagino que seja estressante lidar com um parente assim. É difícil poder afirmar porque essa pessoa age assim sem conhecê-la. Pode ser um medo das consequências muito grande, uma incapacidade de considerar o outro, uma dificuldade de responsabilização, ou até outra coisa. Dependendo do motivo desses comportamentos, e do quanto o indivíduo deseja mudar, a terapia pode sim ajudar. No processo terapêutico, pode ser trabalhada a responsabilização e a reflexão do indivíduo sobre as própria ações e seus efeitos. Mas, para isso, é preciso que a pessoa se disponha a passar por esse processo e deseje olhar para si mesma. Se esse não for o caso do seu parente, pode ser que a terapia seja mais benéfica para você, pois pode te ajudar a entender melhor como ele te afeta e o que você pode e deseja fazer para se proteger. Fico à disposição, caso queira falar mais sobre esse assunto.
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Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue
Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue mais manter a relação. Ela chegou a se envolver emocionalmente com outra pessoa e disse ter se sentido feliz, mas hoje afirma que não quer me machucar, embora se sinta infeliz. Estou sem saber como agir e se ainda é possível reconstruir nosso vínculo. Um psicólogo pode ajudar em situações como essa, talvez com terapia de casal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que vocês dois estejam passando por essa situação tão dolorosa e difícil. Talvez a relação que vocês tiveram esteja no fim agora, mas penso que, se existe vontade dos dois de se reaproximar, é possível construir uma nova relação juntos. Em primeiro lugar, converse com sua esposa abertamente sobre o que os dois desejam fazer, se é continuar juntos como casal ou não, e o que opções vocês enxergam daqui em diante para evitar tornar esse momento angustiante ainda mais sofrido. É sempre difícil lidar com uma crise no relacionamento e a terapia de casal pode ajudar vocês dois a se comunicarem melhor e a construirem uma nova relação mais forte, ou então a encerrarem a relação que existiu até aqui de forma limpa e respeitosa. Caso queiram conversar com uma profissional, fico à disposição.
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É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa? Sinto coisas incríveis por ela e
É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa?
Sinto coisas incríveis por ela e uma tranquilidade extrema quando estamos juntos, até mesmo quando conversamos de forma profunda minha mente e todas as vozes se silenciam.
Porém nos últimos dias essas "vozes" tem ficado mais fortes, dizendo que eu não amo ela, que estou errado em estar com ela, que deveria me afastar, entre tantas outras coisas.
Cerca de 1 ano atrás passei por um término bem difícil, a garota atual está sendo a 1x que me conectei profundamente com alguém, temos muito em comum e nos conectamos de formas que eu não consigo nem mesmo descrever o quanto eu gosto e amo tudo com ela, porém sempre após um desentendimento (seguido de reconciliação) sobre essas vozes, elas não saem mais da minha cabeça (Antes do desentendimento eu nem havia me tocado da existência delas, só notei isso após)
Eu quero muito ficar com essa garota, me relacionar com ela e construir (ou ao menos tentar) um futuro com ela, porém essas vozes estão me perturbando muito me dizendo que eu não deveria pensar de tal forma.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja lidando com esses pensamentos que parecem te causar um grande desconforto. Lendo seu relato, pensei que talvez você esteja com medo de se relacionar novamente e essas "vozes" são uma defesa sua, em especial quando desentendimentos acontecem e ameaçam essa relação nova. Pode ser que tenha um lado seu que quer se proteger e se afastar do amor. O que você viveu nesse término tão difícil pode ter deixado marcas e agora fica difícil mergulhar em uma nova história. Talvez você também esteja se cobrando demais, buscando ter certezas, em vez de estar se permitindo aproveitar o momento e sentir. Às vezes pensar demais nos desconecta dos nossos sentimentos. A terapia pode ser um espaço para você encontrar seus próprios sentimentos, dar uma voz para o seu desejo e elaborar melhor o que aconteceu na relação passada e o que está acontecendo nessa relação nova. Assim, se relacionar com essa nova menina pode se tornar um pouco mais prazeroso e tranquilo. Caso queira conversar mais a respeito disso, fico à disposição!
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estou com medo dos meus próprios pensamentos. Em um certo dia eu estava na universidade e estava ol
estou com medo dos meus próprios pensamentos.
Em um certo dia eu estava na universidade e estava olhando as pessoas, mas do nada na minha mente veio sobre "e se eu trair meu namorado?", algo que eu jamais tinha pensado, nunca nem fui de ficar por ficar, tive tanto medo desse pensamento, que passei meses com medo de algo acontecer, sendo que eu jamais tive esse pensamento, nunca tive vontade disso, meu namorado pra mim é tudo, prezo pelo meu relacionamento, pois ele é incrível, me trata bem e é tudo pra mim. Tenho medo de ter afetado meus valores, agora tenho medo até de olhar pra outro homem e sentir atração, medo de achar pessoas bonitas, medo de alguém mandar mensagem flertando comigo, sendo que quando as vezes esqueço desse pensamento, nada acontece, mas quando lembro, evito olhar pra tudo. Me sinto culpada, eu não quero ter traído meu namorado, ou que algo aconteça.
Me ajudem, me sinto tão ansiosa com isso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É natural que pensamentos assim passem pela nossa mente, afinal vivemos em um mundo com muitas possibilidades e o desejo nem sempre é tão racional e bem delimitado quanto gostaríamos. Isso não quer dizer que você irá trair o seu namorado ou que não quer estar com ele. Parece que você sente muito receio de fazer algo que coloque em risco essa relação. É normal que, mesmo em relações boas, apareçam fantasias de encerrar o relacionamento, por diversas razões. A tentativa de reprimir esse pensamento parece estar só causando mais angústia. Talvez seria bom para você poder conversar sobre isso em um contexto onde exista sigilo, acolhimento e compreensão, como o contexto da terapia, até para que você possa entender melhor de onde veio esse pensamento, como está a sua relação, e deixar esse pensamento passar por você e ir, em vez de ficar preso na sua mente. Conversar com uma psicóloga sobre esse receio de desejar outras pessoas pode te ajudar a lidar com essa questão normal de um relacionamento com mais leveza e menos sofrimento. Fico à disposição se quiser falar mais sobre isso.
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Minha filha de 5 anos tem uma mania muito especifica de puxar o próprio mamilo, começou já faz tempo
Minha filha de 5 anos tem uma mania muito especifica de puxar o próprio mamilo, começou já faz tempo mas nos últimos meses toda vez que olho pra ela, ela está com a mão dentro da blusa puxando o bico do peito. Pesquiso na internet e não tem nada sobre o que pode ser isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Nessa fase da infância é natural que as crianças comecem a explorar seu próprio corpo para entender os próprios contornos e descobrir sensações prazerosas. Além disso, ela pode se comparar com o corpo da mãe com o qual até um tempo atrás tinha uma relação tão próxima, em especial com essa parte do mamilo devido à amamentação. Isso pode ser parte do processo dela se entender como alguém separada da figura materna, mas similar. Pode ser um comportamento natural e se você perguntar a ela porque ela faz isso, talvez ela mesma dê alguma explicação. Caso você perceba que parece algo compulsivo, que ela faz isso com muita frequência e em contextos inadequados (como durante atividades na escola), pode ser interessante levar ela até uma psicóloga infantil para compreender a razão desse comportamento tão frequente. Espero ter ajudado :)
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Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?
Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A baixa autoestima afeta cada relacionamento de formas diferentes e se ela é um sentimento que existe em você, não é possível mantê-lo inteiramente separado do relacionamento, afinal você é uma parte dele. Quando nos relacionamos com alguém, entramos no vínculo de forma completa, da maneira como somos em nossos sentimentos, fantasias, paranoias, medos e desejos. Portanto, é preciso que você trabalhe a sua autoestima para que possa sentir menos efeitos negativos desse sentimento nas suas relações. Uma boa forma de se conhecer melhor e trabalhar a autoestima é fazer terapia. Assim, você vai poder entender melhor o papel que a autoestima tem dentro dos seus relacionamentos e poderá pensar novas formas de se relacionar não só com o outro, mas consigo também. Se desejar conversar com uma psicóloga sobre isso, fico à disposição. Bom fim de semana!
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Namoro a quase 2 anos mas não me sinto à vontade com meu namorado, sinto que nunca consegui ser eu m
Namoro a quase 2 anos mas não me sinto à vontade com meu namorado, sinto que nunca consegui ser eu mesma, tenho dificuldade até de conversar sobre coisas simples, acho que tem relação com ele ser mais velho e já termos brigado por essa diferença de idade onde ele me coloca como imatura, enfim não consigo conversar com ele sobre nada e me sinto mal por isso, ele tbm não conversa muito comigo quando falou alguma coisa ou ele me contraria ou nem responde, conversamos mais por mensagem e ainda assim quase nunca é um assunto sério mesmo nos vendo toda semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Parece que a comunicação entre vocês dois está bem difícil e limitada. Quando não há espaço para se expressar, a relação se torna muito complicada e desconfortável, além de superficial. É importante que você possa ser quem é e que ele te valide e te escute. Relações amorosas envolvem partilha e negociação. As coisas podem melhorar, caso ele se disponha a ouvir de forma construtiva. A terapia de casal pode ser um bom recurso para ajudar a desenvolver a comunicação dos dois. Mas caso ele não esteja disposto a melhorar essa comunicação, pode ser que seja o momento de pensar se é mesmo esse o tipo de relação que você deseja. A terapia pode ajudar você a pensar se está satisfeita, o que desejaria que mudasse, se ainda vale a pena manter essa relação. Se quiser conversar com uma psicóloga, fico à disposição. Bom fim de semana!
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Não consigo me relacionar com ninguém por simplesmente não sentir nada. Começo a conversar com algué
Não consigo me relacionar com ninguém por simplesmente não sentir nada. Começo a conversar com alguém e simplesmente enjoou ou não gosto, não sinto afeto ou carinho
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Será que você não sente nada mesmo? Pode ser que você tenha dificuldade de identificar seus sentimentos, ou então de se abrir para a formação de um vínculo onde esses sentimentos possam nascer. Pode ser também que você não saiba ao certo o que está buscando, do que gosta, o que deseja. Se relacionar não é simples. Penso que a terapia poderia ser um espaço de dar voz e reconhecimento à diferentes sentimentos que existem em você, o que te ajudaria a se entender melhor. Com o psicólogo, é possível pensar quais afetos estão presentes nas suas relações principais, da onde vem essa dificuldade e trabalhar aos poucos para se relacionar de uma forma que te agrade. Além disso, na terapia temos a experiência de formar um vínculo entre paciente e psicólogo, o que pode ser muito valioso caso você tenha dificuldade nesse processo. Se quiser conversar mais sobre essa questão com uma psicóloga, fico à disposição.
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Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar
Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar calcinhas e roupas femininas. Já fiz tratamentos psicológicos e psiquiatras, mas, não libertei. Sou casado e enfrento problemas de rejeição familiares sobre isso. Ten vezes que me controlo, mas, tem vezes que me descontrolo. O maior problema é que me exponho deixandoaparecera bairadada calcinhaou da fralda. Tenho esperança de cura ou é melhor me internar no hospício? Tenho medo de procurar um fim drástico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Imagino que esteja sendo bastante difícil viver neste conflito com seu desejo. Existe uma vontade aí e parece que apenas reprimir ou negar não está te ajudando. A repressão interna e externa que você enfrenta é grande, mas falar sobre esses desejos na terapia pode te ajudar a compreender melhor as raízes deles na sua história e que funções eles tem na sua vida. A terapia é um espaço privado e livre de julgamentos onde você pode expressar quem é e pensar como quer agir. No mínimo, será um espaço onde você será acolhido. Penso que seria de grande valor para você poder conversar mais a fundo sobre essa questão com um profissional da psicologia. Se quiser falar com uma psicóloga, fico à disposição.
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Toc sexual pode ter haver com masturbação compulsiva?
Toc sexual pode ter haver com masturbação compulsiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a compulsão pela masturbação pode ser uma forma de manifestação do TOC. É importante entender de que formas essa compulsão se dá, ou seja, em que momentos vêm esse desejo de se masturbar, qual a intensidade e as fantasias associadas a ele, qual a função dele na sua vida atual, o que está por trás disso. A terapia é uma boa forma de compreender melhor as raízes dessa compulsão e pode ajudar na diminuição dos sintomas do TOC. Se quiser conversar com uma psicóloga, fico à disposição.
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