Perguntas do paciente (8)

  • Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

    Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

    Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

    Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Olá, tudo bem?

    Primeiro, que bom que você foi sincero. Dizer “não sei” também é uma forma de se posicionar com responsabilidade. Nem todo mundo já tem essa resposta pronta — e está tudo bem.

    Agora, pra refletir sobre isso com mais clareza, vale se perguntar:

    Qual é o meu desejo, e o que é expectativa dos outros (família, sociedade, parceiro)?
    O que filhos representam pra mim? Amor? Responsabilidade? Medo de perder a liberdade?
    Como é a minha relação com a ideia de futuro? Com o envelhecer?
    O que me impede hoje de ter a certeza de querer um filho?

    O autoconhecimento vem quando a gente se permite fazer essas perguntas sem pressa, sem pressão e com acolhimento. Além de como compreender como essas respostas estão associadas com a sua própria história de vida.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender as camadas dessa dúvida. Às vezes ela envolve medos antigos, modelos familiares, inseguranças, ou uma forma de proteção emocional. A psicoterapia oferece um espaço seguro pra você explorar isso tudo com mais profundidade.

    Lembre-se: responder essa pergunta com consciência é um ato de cuidado consigo e com o outro.

    Se perceber que quer conversar com alguém sobre isso, estou à disposição!


  • Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7,

    Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7, 8 ou 9 anos, eu tinha um comportamento que hoje fico pensando se pode ter relação com deficiência intelectual ou autismo. Eu só conseguia conversar com algumas pessoas específicas, tipo minhas primas ,mas com outras pessoas eu simplesmente travava. Por exemplo: eu brincava e conversava com elas normalmente, mas quando o pai delas chegava perto, eu me calava na hora, não falava mais nada, ficava parado, quieto, as vezes só pegava na mão de alguém Até na hora de dar a bênção pra ele, eu não conseguia falar, só pegava na mão dele em silêncio E o curioso é que ele não era uma pessoa ruim ou brava, era uma pessoa tranquila, mas mesmo assim eu sentia uma timidez muito forte, sem motivo aparente O estranho é que com a esposa dele, no caso a minha tia eu já conseguia conversar, e com outras pessoas também. Era como se eu tivesse uma barreira só com algumas pessoas, principalmente com adultos homens. Eu só fui conseguir conversar com ele de verdade lá pelos 10, 11 ou 12 anos de idade. E tem mais uma coisa: com 6 anos eu fui diagnosticado com 'outros problemas globais do desenvolvimento', e isso me deixa ainda mais confuso e com medo. Fico pensando se esse meu jeito de só falar com algumas pessoas e travar com outras pode ter sido sinal de deficiência intelectual leve, ou se é mais uma característica de autismo. Eu tenho muito medo de ter deficiência intelectual, isso mexe muito comigo. Por isso queria saber a opinião de vocês: esse tipo de comportamento pode ser sinal de DI leve? Ou é mais típico de autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Olá, tudo bem?

    Antes de tudo, quero te agradecer por compartilhar algo tão sensível sobre a sua história. É muito compreensível que isso te cause dúvidas e preocupações, principalmente quando envolve o medo de ter passado por algo sem entender direito na infância.

    O comportamento que você descreveu — de travar com algumas pessoas específicas, principalmente homens adultos, enquanto conseguia conversar com outras — não é, por si só, sinal de deficiência intelectual. O que você descreve aponto para uma percepção social preservada, vínculos seletivos (comum de timidez mais intensa), capacidade de linguagem e interação com pessoas adultos e da sua idade.

    Para um diagnóstico de DI, é necessário haver comprometimento significativo tanto no funcionamento intelectual quanto na adaptação ao dia a dia (comunicação, autocuidado, habilidades sociais e escolares). Isso aparece em diferentes contextos, e não apenas em situações sociais pontuais.

    Já sobre o autismo, o comportamento que você descreveu pode se encaixar em algumas características — especialmente na forma como lidava com o social, a seletividade e a dificuldade com mudanças ou pessoas diferentes. Entretanto, é importante lembrar: nem todo comportamento seletivo ou de timidez intensa significa autismo. E, mesmo que exista um diagnóstico dentro do espectro, ele não define quem você é ou o que você pode alcançar.

    Sobre o diagnóstico antigo de “outros problemas globais do desenvolvimento”, esse era um termo bem amplo, usado quando havia sinais de atrasos ou dificuldades no desenvolvimento que ainda não se encaixavam claramente em algum quadro mais definido. Isso não é o mesmo que DI e não significa um prognóstico negativo. Muitas pessoas com esse tipo de diagnóstico temporário se desenvolvem plenamente ao longo do tempo.

    Se você ainda sente que isso mexe muito com você até hoje, vale muito a pena procurar um profissional de saúde mental. Não porque há algo "errado", mas porque você merece entender melhor a si mesmo, com cuidado, escuta e sem julgamentos. Digo isso, pois a forma como enxergamos a nossa história e como nos colocamos nos mundo faz quem sermos o que somos. Então, vale a pena refletir como você tem contado a sua história para você mesmo e como ela impacta na sua vida hoje. Faz sentido para você?

    Se quiser, posso te ajudar a pensar em perguntas para levar a uma avaliação ou te orientar nos próximos passos. Estou por aqui.


  • Um gesto feito 1 única vez por dia já vira Hábito??

    Um gesto feito 1 única vez por dia já vira Hábito??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Fazer algo uma vez por dia já é um ótimo começo, sim. Mas pra virar hábito de verdade, o que faz diferença é a repetição com consistência e intenção. Nosso cérebro precisa de constância pra entender que aquilo é importante e começar a automatizar. Um estudo de 2009 mostrou que a criação de um hábito pode levar de 18 a 254 dias, dependendo da pessoa e da atividade. A média foi de 66 dias pra incorporar ações simples no dia a dia — como comer uma fruta no almoço, tomar mais água ou correr por 15 minutos antes do jantar. Ou seja: não se trata de fazer uma vez só. Se trata de manter, mesmo nos dias em que dá preguiça ou que parece pequeno demais. Pequenos passos, quando repetidos, criam grandes mudanças.


  • Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra? Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora.

    Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra?
    Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora. No entanto, conheci uma mulher, onde acabamos nos envolvendo e assumindo namoro. Quando fui apresentá-la pra minha mãe, houve esse clima tenso ao descobrir que a mãe dela é paciente de minha mãe. Agora preciso saber o que o código de ética fala sobre isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma dúvida muito importante e que envolve ética profissional. De acordo com o Código de Ética do Psicólogo, não é permitido manter vínculos duplos que possam interferir no processo terapêutico.

    Como agora existe um laço familiar direto entre a psicóloga (sua mãe) e a paciente (sua sogra), esse vínculo pode comprometer a neutralidade, o sigilo e a qualidade da relação terapêutica — mesmo que não haja nenhuma intenção negativa.

    O mais indicado, dentro das diretrizes éticas, é que sua mãe encerre o atendimento de forma responsável, explique a situação à paciente e, se possível, encaminhe para outro profissional de confiança.

    Essa atitude demonstra respeito pela paciente, cuidado com o processo terapêutico e compromisso com a ética.

    Se tiver outras dúvidas sobre o que diz o Código de Ética ou como conduzir esse tipo de transição, estou por aqui!


  • Gostaria de saber se é normal chorar com muita frequência, até no sexo já aconteceu de eu chorar??!

    Gostaria de saber se é normal chorar com muita frequência, até no sexo já aconteceu de eu chorar??! Em consultas com dentista? Demissão de emprego? Acabou chorando e não consigo me controlar, e acabar sendo situação chata das pessoas me perguntando e eu não sei explicar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Olá, tudo bem?

    Que bom que você está procurando entender o que está acontecendo com você. Chorar com frequência, em diferentes situações, pode ser um sinal de que seu emocional está mais sensível ou sobrecarregado — mesmo que, na superfície, pareça estar tudo bem.

    Às vezes o choro vem como forma de descarregar tensões acumuladas, por dificuldade em nomear o que está sendo sentido ou até como reação do corpo a situações que te colocam em vulnerabilidade (mesmo que não pareçam tão emocionais assim).

    O importante não é “parar de chorar”, mas entender o que esse choro está querendo te mostrar.
    Se você sente que não consegue controlar, que isso te constrange ou causa sofrimento, vale muito procurar um espaço de escuta segura — como a psicoterapia — pra te ajudar a identificar as causas emocionais por trás disso.

    Você não está sozinha(o). Qualquer coisa estou por aqui!


  • Quem tem pos em psicologia, pos em psicopedagogia pos em neuropsicologia pode emitir laudo de autism

    Quem tem pos em psicologia, pos em psicopedagogia pos em neuropsicologia pode emitir laudo de autismo por exemplo ou encaminhar p um profissional habilitado, mas com um pré laudo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Olá, tudo bem?

    Para que um laudo de autismo (com validade legal, para fins como BPC/LOAS, plano de saúde, escola ou benefícios) seja aceito, ele precisa ser emitido por profissional habilitado, com registro no conselho de classe, e com formação compatível. Os profissionais mais indicados são Médico psiquiatra ou neuropediatra e Psicólogo com formação em avaliação psicológica e/ou neuropsicológica.

    Em alguns contextos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais podem fazer parte da AVALIAÇÃO interdisciplinar, mas não podem emitir o laudo.

    Portanto, o que entra como requisito não é a Pós e sim a formação de base: Medicina ou Psicologia. Caso precise, estou à disposição.


  • Meu filho tem 2 anos e 10 meses e foi diagnosticado autista nível 1. Ele é uma criança esperta, semp

    Meu filho tem 2 anos e 10 meses e foi diagnosticado autista nível 1. Ele é uma criança esperta, sempre chama alguém para brincar com ele, mas ele ainda não fala as frases completas. Outro detalhe que chamou a atenção do profissional que o examinou e que ele enfileira os brinquedos e também organiza por cores. Os outros comportamentos são normais de uma criança saudável. Existe a possibilidade de uma criança normal brincar agrupando os animais por família e os enfileirando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    É preciso observar se tal comportamento de enfileirar objetos se caracteriza com uma fixação e rigidez, pois o autismo tem essa característica também, além da dificuldade na comunicação (desde atrasos quanto interação). Sugiro que você procure uma segunda opinião para realizar a avaliação do seu filho, mas de qualquer forma se o especialista percebeu algum déficit, não deixe de procurar ajuda para estimulá-lo, pois as crianças nessa fase tem uma maior facilidade para se desenvolver.


  • O autismo desenvolvido na adolescência pode dificultar para trabalhar e estudar ao mesmo tempo?

    O autismo desenvolvido na adolescência pode dificultar para trabalhar e estudar ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Caroline da Silva Ferreira

    Pra deixar um pouco mais claro, o autismo é um transtorno do desenvolvimento, então ele traz características desde a infância da pessoa, ou seja, ele não foi desenvolvido na adolescência. Se a criança não foi estimulada para desenvolver algumas habilidades, ela pode chegar na fase da adolescência com bastante dificuldade para realizar suas atividades do dia a dia, como estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Lembrando que isso depende muito de qual nível ela se encontra no espectro e de quais comorbidades podem estar presentes. Se possível, tente entender melhor essa dificuldade por meio de uma avaliação com especialista e se ela está atrelada especificamente ao autismo.


Perguntas frequentes

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