Perguntas do paciente (37)
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O que é reabilitação psicossocial e quais seus benefícios?
O que é reabilitação psicossocial e quais seus benefícios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensa na reabilitação psicossocial como um conjunto de estratégias para ajudar pessoas que enfrentam algum sofrimento mental ou dificuldade de adaptação (como depressão, esquizofrenia, uso de substâncias ou outras condições) a retomarem sua vida de forma mais autônoma, integrada e com qualidade.
Não é só “tratar o sintoma”, mas sim ajudar a pessoa a reconstruir sua rotina, seus vínculos e seu lugar na sociedade.
Como funciona na prática?
Autonomia no dia a dia – aprender ou reaprender a lidar com tarefas simples, como cuidar da casa, do dinheiro, da saúde.
Convivência social – estimular a criação e fortalecimento de vínculos, seja com a família, amigos ou em grupos de apoio.
Trabalho e estudo – apoiar na busca por ocupações que deem sentido à vida (um curso, uma atividade voluntária, um emprego).
Lazer e cultura – incentivar a pessoa a ter hobbies, participar de atividades artísticas, esportivas ou comunitárias.
Principais benefícios:
Mais independência – a pessoa passa a se sentir capaz de cuidar de si mesma.
Melhora da autoestima – ao perceber que consegue realizar coisas importantes, a confiança aumenta.
Redução do isolamento – ajuda a criar redes de apoio e diminuir a solidão.
Qualidade de vida – não se trata só da doença, mas da vida como um todo: relacionamentos, rotina, sonhos.
Inclusão social – a pessoa deixa de ser vista apenas pela dificuldade que tem e passa a ser reconhecida como sujeito ativo na comunidade.
Resumindo: reabilitação psicossocial é dar condições para que a pessoa volte a se sentir parte da vida em sociedade, com dignidade e bem-estar.
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Como posso fortalecer meus vínculos sociais para melhorar minha saúde mental?"
Como posso fortalecer meus vínculos sociais para melhorar minha saúde mental?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fortalecer vínculos sociais é como regar uma plantinha: não adianta colocar muita água de uma vez só e depois esquecer, tem que ser aos poucos e com constância. Isso ajuda a criar relações mais sólidas e, com elas, vem sensação de apoio, pertencimento e bem-estar.
Aqui vão formas simples de fazer isso:
Manter contato – mandar uma mensagem, dar um “oi, lembrei de você” ou marcar um café pode parecer pequeno, mas mostra cuidado e aproxima.
Estar presente de verdade – quando estiver com alguém, tente se desligar um pouco do celular e focar na conversa. Isso faz a pessoa se sentir valorizada.
Compartilhar – contar coisas sobre você (alegrias, dúvidas, até dificuldades) e também se interessar pelo que o outro vive cria laços de confiança.
Apoiar nos momentos difíceis – não precisa resolver o problema da pessoa, só ouvir e demonstrar que está ali já fortalece muito a relação.
Valorizar os pequenos gestos – agradecer, elogiar, reconhecer o esforço do outro. Essas coisas simples fazem a pessoa se sentir bem na sua companhia.
Criar rituais de convivência – pode ser um jantar em família, uma chamada de vídeo semanal com amigos ou até um passeio regular. A regularidade ajuda o vínculo a crescer.
Ser paciente – vínculos fortes não se criam de um dia pro outro, mas sim com pequenas atitudes repetidas ao longo do tempo.
Quando esses vínculos ficam mais firmes, a gente se sente menos sozinho, mais compreendido e apoiado — e isso é um combustível enorme para a saúde mental.
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O que fazer se as competências sociais não forem suficientes para o meu bem-estar?
O que fazer se as competências sociais não forem suficientes para o meu bem-estar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Às vezes, mesmo desenvolvendo nossas competências sociais, a gente percebe que o bem-estar não melhora tanto quanto esperava. Isso acontece porque saúde mental não depende só das relações — ela é feita de vários pedaços que se encaixam.
Se sentir que só as habilidades sociais não estão dando conta, você pode:
Olhar para outros pilares da vida – sono, alimentação, atividade física e rotina fazem diferença direta no humor e na energia.
Trabalhar o autoconhecimento – entender suas emoções, seus limites e o que realmente te faz bem. Isso ajuda a não depender só do mundo externo para se sentir melhor.
Praticar autocuidado – separar momentos para lazer, descanso, hobbies e coisas que tragam prazer, mesmo que simples.
Fortalecer sua rede de apoio – às vezes não é a quantidade de interações, mas sim a qualidade: ter ao menos uma ou duas pessoas de confiança já muda muito.
Buscar ajuda profissional – se o mal-estar persiste, conversar com um psicólogo pode te dar estratégias personalizadas para lidar com o que você está vivendo. Em alguns casos, pode ser importante também procurar um psiquiatra.
Ou seja, as competências sociais são uma parte importante, mas não são tudo. Se elas não forem suficientes, não significa que você falhou, mas sim que talvez seja hora de cuidar de outros aspectos também.
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Como posso melhorar minhas competências sociais para ter melhor saúde mental?
Como posso melhorar minhas competências sociais para ter melhor saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensa assim: nossas competências sociais são como ferramentas que usamos para nos conectar com os outros. Quando essas ferramentas estão afiadas, a vida social fica mais leve, a gente se sente mais pertencente e isso melhora muito a saúde mental. Vou te dar alguns caminhos bem práticos:
Ouvir de verdade – em vez de só esperar a sua vez de falar, tente prestar atenção no que a outra pessoa está dizendo, mostrar interesse, fazer perguntas. Isso cria vínculos fortes.
Falar de si com clareza – expressar suas opiniões, sentimentos e necessidades sem agressividade e sem se anular. É o famoso equilíbrio entre “não engolir tudo” e “não explodir”.
Praticar empatia – se colocar no lugar do outro ajuda a entender melhor os sentimentos e reações das pessoas, e também evita brigas desnecessárias.
Respeitar os limites (seus e dos outros) – saber dizer “não” quando algo te faz mal e também aceitar quando o outro coloca um limite. Isso evita ressentimentos.
Treinar em situações pequenas – não precisa começar com uma conversa super difícil. Dá pra praticar sorrindo pra alguém, puxando assunto leve ou agradecendo sinceramente.
Observar bons exemplos – reparar em pessoas que têm facilidade social e aprender com elas pode dar modelos práticos de como agir.
Aceitar erros como aprendizado – todo mundo se enrola em alguma situação social. Em vez de se culpar, use como experiência para a próxima vez.
Essas competências não deixam só a vida social mais agradável, mas também reduzem ansiedade, solidão e até sintomas de depressão, porque criam apoio e segurança nas relações.
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Como as competências sociais afetam a saúde mental?
Como as competências sociais afetam a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensa assim: nossas competências sociais são o “jeito” que a gente tem de se relacionar com os outros — como conversar, ouvir, se expressar, resolver conflitos. Elas funcionam como uma ponte entre você e o mundo.
Quando essas competências estão bem desenvolvidas, acontecem coisas boas para a saúde mental:
Menos solidão você cria e mantém vínculos, então não se sente tão isolada.
Mais apoio em momentos difíceis, ter gente por perto ajuda a aliviar o peso.
Menos estresse nos relacionamentos saber se comunicar e resolver conflitos evita brigas desnecessárias.
Autoestima maior quando a gente consegue se expressar e ser ouvido, sente que tem valor.
Proteção contra ansiedade e depressão boas relações funcionam como uma rede de segurança emocional.
Por outro lado, quando as competências sociais estão frágeis, pode ser mais difícil manter amigos, se sentir pertencente ou pedir ajuda — e isso aumenta a chance de se sentir sozinho, inseguro ou ansioso.
Resumindo: competências sociais não são só sobre “ser simpático”, mas sobre criar laços que alimentam a mente e o coração.
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Qual a importância do processo terapêutico para a saúde mental?
Qual a importância do processo terapêutico para a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O processo terapêutico é como ter um espaço seguro só seu, onde você pode falar, se escutar e se entender melhor com a ajuda de um profissional treinado.
A importância dele para a saúde mental está em vários pontos:
Autoconhecimento – a terapia ajuda a pessoa a entender seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, descobrindo de onde vêm e como lidar melhor com eles.
Alívio emocional – só de poder colocar pra fora, sem julgamentos, o que está pesando já traz um grande alívio.
Ferramentas práticas – o psicólogo ensina estratégias para enfrentar ansiedade, tristeza, insegurança, conflitos e outros desafios do dia a dia.
Quebra de padrões – muitas vezes repetimos atitudes ou relações que nos fazem mal sem perceber; a terapia ajuda a identificar isso e abrir espaço para escolhas mais saudáveis.
Fortalecimento – com o tempo, a pessoa desenvolve mais segurança, autoestima e capacidade de lidar com situações difíceis.
Prevenção – não é só quando estamos em crise que a terapia ajuda; ela também serve para cuidar da mente antes que problemas cresçam.
Resumindo: o processo terapêutico é importante porque oferece apoio, clareza e ferramentas para a pessoa viver de forma mais leve, consciente e saudável.
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Como a identificação introjetiva se relaciona com doenças mentais cronicas ?
Como a identificação introjetiva se relaciona com doenças mentais cronicas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A identificação introjetiva é quando a pessoa “engole” sentimentos, pensamentos ou atitudes de outra pessoa sem conseguir diferenciar se aquilo é dela ou do outro.
Quando falamos de doenças mentais crônicas (como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão recorrente, transtornos de personalidade), essa identificação pode ficar ainda mais complicada, porque:
Fronteiras frágeis – a pessoa pode ter mais dificuldade de separar o que sente de verdade do que vem do outro, aumentando a confusão sobre sua identidade.
Autocrítica pesada – muitas vezes, críticas ou exigências recebidas no passado ficam “introjetadas” e viram uma voz interna dura, alimentando sintomas como baixa autoestima ou desesperança.
Dependência emocional – por não conseguir diferenciar bem o eu do outro, a pessoa pode se tornar mais dependente em relacionamentos, o que pode dificultar a recuperação.
Reforço do sofrimento – se a pessoa absorve sentimentos negativos (como culpa, medo, raiva de outros), isso pode intensificar crises e dificultar o tratamento.
Ciclo difícil de quebrar – em doenças crônicas, esses padrões de introjeção podem se repetir por anos, tornando ainda mais importante o acompanhamento terapêutico.
Mas tem um lado positivo também: quando trabalhada em terapia, a identificação introjetiva pode ser usada de forma saudável — por exemplo, ao introjetar valores, aprendizados e modelos positivos que ajudam na reabilitação.
Ou seja: em doenças mentais crônicas, a identificação introjetiva pode ser tanto um fator de risco (se mal digerida) quanto um recurso de crescimento (se bem trabalhada).
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Qual o papel da saúde mental na identificação introjetiva?
Qual o papel da saúde mental na identificação introjetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensa assim: a saúde mental funciona como um filtro na identificação introjetiva.
Quando a saúde mental está bem cuidada, a pessoa tem mais clareza para perceber o que é dela e o que vem dos outros. Isso significa que, mesmo absorvendo opiniões, críticas ou jeitos de ser de alguém, ela consegue “digerir” e escolher o que faz sentido para si.
Agora, quando a saúde mental está fragilizada, esse filtro fica mais fraco. Aí surgem alguns problemas:
A pessoa pode aceitar tudo do outro sem questionar, perdendo sua própria identidade.
Pode carregar culpas, críticas e exigências que não são dela, mas que passam a pesar como se fossem.
Pode se sentir confusa e insegura, sem saber o que realmente quer ou pensa.
Fica mais fácil cair em relações de dependência ou submissão.
Ou seja: a saúde mental é o que dá força para separar o que é “meu” do que é “do outro”. Quando ela está fortalecida, a pessoa consegue escolher o que introjetar de forma saudável (como valores bons, aprendizados, inspirações) e descartar o que faz mal.
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Quais são os desafios associados à identificação introjetiva?
Quais são os desafios associados à identificação introjetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de falar dos desafios, deixa eu simplificar rapidinho: identificação introjetiva é quando uma pessoa absorve tanto as ideias, sentimentos ou comportamentos de outra, que acaba misturando o que é dela com o que é do outro. É como se ela “engolisse” partes da outra pessoa sem digerir, e isso pode atrapalhar a noção de quem ela realmente é.
Quais os desafios disso?
Perda de identidade – a pessoa pode ter dificuldade de saber o que gosta de verdade ou o que pensa por conta própria, porque acaba repetindo o que vem do outro.
Dificuldade em colocar limites – já que a fronteira entre “eu” e “o outro” fica borrada, dizer “não” pode parecer quase impossível.
Risco de relações desequilibradas – pode surgir dependência emocional, submissão ou até se deixar levar por valores que não combinam com a própria essência.
Conflitos internos – como os sentimentos do outro são absorvidos, a pessoa pode carregar culpas, medos ou exigências que nem pertencem a ela.
Autocrítica excessiva – muitas vezes, a voz crítica que a pessoa ouve dentro de si não é dela, mas sim introjetada de alguém (pais, parceiros, chefes).
Resumindo: o maior desafio da identificação introjetiva é distinguir o que é “meu” do que é “do outro”, para poder viver de forma mais autêntica e saudável.
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Quais as funções cognitivas mais afetadas no funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
Quais as funções cognitivas mais afetadas no funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No funcionamento intelectual borderline (limítrofe), as funções cognitivas mais afetadas costumam ser aquelas relacionadas ao raciocínio abstrato, à resolução de problemas e à velocidade de processamento das informações. Essas pessoas geralmente apresentam maior dificuldade em planejar e organizar tarefas, lidar com situações novas ou complexas e generalizar aprendizados para diferentes contextos. A memória de trabalho também tende a ser prejudicada, o que interfere na capacidade de manter informações ativas para realizar atividades do dia a dia. Além disso, podem apresentar limitações na atenção sustentada e seletiva, o que dificulta a concentração por longos períodos ou em ambientes com muitos estímulos. Em conjunto, essas fragilidades cognitivas contribuem para desafios acadêmicos, profissionais e sociais, já que impactam tanto a aprendizagem quanto a adaptação às demandas cotidianas.
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Que tipos de dificuldades de adaptação social as pessoas com funcionamento intelectual borderline (l
Que tipos de dificuldades de adaptação social as pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode apresentar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) podem apresentar dificuldades de adaptação social relacionadas principalmente às habilidades sociais e emocionais. É comum terem mais dificuldade em iniciar e manter conversas, compreender regras sociais implícitas e interpretar nuances como ironias ou duplos sentidos, o que pode gerar situações de inadequação ou exclusão. Além disso, podem ser mais vulneráveis a manipulações, apresentar reações emocionais desproporcionais diante de frustrações ou críticas e necessitar de apoio extra para lidar com mudanças de rotina ou novos contextos sociais. Muitas vezes, percebem suas limitações em comparação aos pares, o que favorece insegurança, baixa autoestima e risco de isolamento social. Essas dificuldades impactam também os relacionamentos interpessoais, que podem oscilar entre a dependência excessiva e o afastamento, tornando fundamental o apoio no desenvolvimento de habilidades sociais, estratégias de enfrentamento e fortalecimento da autonomia.
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O que deve ser feito para que haja uma melhora do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
O que deve ser feito para que haja uma melhora do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para que haja uma melhora no funcionamento intelectual borderline (limítrofe), é importante investir no desenvolvimento das habilidades cognitivas, sociais e emocionais desde cedo. Isso pode ser feito por meio de acompanhamento psicopedagógico, que ajuda na aprendizagem e na organização dos estudos; psicoterapia, para trabalhar autoestima, autonomia e habilidades sociais; além de atividades práticas que estimulem memória, atenção e resolução de problemas. O apoio da família e da escola é essencial, oferecendo instruções claras, rotinas estruturadas e reforço positivo. Com esse suporte contínuo, a pessoa consegue fortalecer suas capacidades, aumentar a independência e ter mais qualidade de vida, tanto no ambiente escolar quanto no futuro profissional e social.
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É verdade que pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode ter hiperfoco?
É verdade que pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode ter hiperfoco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) apresentem hiperfoco, embora isso não seja uma característica principal do quadro. O hiperfoco acontece quando a pessoa direciona muita atenção e energia para uma atividade ou interesse específico, mantendo-se concentrada por longos períodos. Isso pode surgir principalmente em tarefas que despertam prazer ou segurança, já que atividades familiares tendem a ser mais fáceis de lidar do que situações novas ou complexas. No entanto, nem todas as pessoas com esse funcionamento apresentam hiperfoco, e quando ele ocorre pode ser tanto uma força — ajudando no aprendizado e no desempenho em certas áreas — quanto uma dificuldade, se limitar a flexibilidade ou a adaptação a outras demandas do dia a dia.
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Gostaria de saber se uma criança com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) conseguirá tra
Gostaria de saber se uma criança com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) conseguirá trabalhar quando adulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma criança com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode sim conseguir trabalhar quando adulta, desde que receba apoio adequado ao longo do desenvolvimento. Em geral, essas pessoas apresentam limitações em tarefas que exigem raciocínio abstrato mais elaborado, autonomia em situações complexas e rapidez de processamento, mas conseguem se adaptar bem em atividades mais práticas, estruturadas e com instruções claras. Com acompanhamento psicopedagógico, treinamento de habilidades sociais e apoio familiar, é possível desenvolver maior independência e preparar-se para funções compatíveis com suas capacidades. O sucesso na inserção no mercado de trabalho dependerá também do tipo de atividade escolhida, do nível de exigência cognitiva envolvido e do suporte oferecido pelo ambiente profissional.
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Como reconhecer as características de pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
Como reconhecer as características de pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As características de pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) podem ser reconhecidas por uma combinação de limitações cognitivas e dificuldades adaptativas, sem que haja atraso intelectual severo. Elas geralmente aprendem mais devagar que os pares, têm dificuldade em lidar com tarefas abstratas ou complexas, precisam de instruções claras e podem se frustrar facilmente diante de desafios. Socialmente, podem apresentar insegurança, dificuldade em interpretar regras implícitas, problemas de atenção e concentração, e algumas vezes baixa autoestima. Apesar dessas dificuldades, costumam ter habilidades práticas preservadas e podem se desenvolver bem com apoio adequado, treino de habilidades sociais e estratégias de aprendizagem adaptadas às suas necessidades.
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Qual o quociente de inteligência (QI) de um adulto com funcionamento intelectual borderline (limítro
Qual o quociente de inteligência (QI) de um adulto com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O funcionamento intelectual borderline (limítrofe) em adultos indica que a pessoa apresenta algumas limitações em habilidades cognitivas, especialmente em tarefas que exigem raciocínio abstrato, planejamento ou aprendizagem rápida, mas mantém capacidade de lidar com atividades práticas e sociais do dia a dia. Essas limitações não significam incapacidade total; com apoio, estratégias adequadas e desenvolvimento de habilidades, a pessoa consegue melhorar sua autonomia, adaptar-se a diferentes contextos e alcançar uma boa qualidade de vida. É importante lembrar que o QI é apenas uma medida do desempenho cognitivo em testes específicos e não define totalmente o potencial ou a capacidade da pessoa; com apoio, estratégias adequadas e desenvolvimento de habilidades, ela pode melhorar sua autonomia e qualidade de vida.
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É verdade que pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) são mais vulneráveis a ac
É verdade que pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) são mais vulneráveis a acidentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) podem ser mais vulneráveis a acidentes, principalmente porque apresentam algumas limitações cognitivas que afetam atenção, planejamento e percepção de riscos. Elas podem se distrair com facilidade, ter dificuldade em prever consequências de ações ou não perceber sinais de perigo em situações novas ou complexas. Além disso, a impulsividade em alguns casos e a menor experiência em lidar com desafios cotidianos podem aumentar a probabilidade de incidentes. Com orientação adequada, supervisão quando necessário e treinamento em habilidades de segurança, é possível reduzir esses riscos e promover mais autonomia de forma segura.
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Todo adulto que suspeita do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) deve ir em busca de um
Todo adulto que suspeita do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) deve ir em busca de um diagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é recomendável que todo adulto que suspeite ter funcionamento intelectual borderline (limítrofe) busque um diagnóstico profissional, pois isso ajuda a compreender melhor suas habilidades, dificuldades e necessidades de apoio. O diagnóstico, feito por um psicólogo ou neuropsicólogo, permite identificar estratégias para melhorar a autonomia, a adaptação no trabalho e nos relacionamentos, além de orientar intervenções terapêuticas e educativas. Mesmo que as dificuldades não sejam graves, saber exatamente como funciona o próprio perfil cognitivo pode reduzir frustração, aumentar a autoestima e facilitar a tomada de decisões mais adequadas no dia a dia.
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Gostaria de saber o funcionamento intelectual borderline (limítrofe) infantil é o mesmo da vida adul
Gostaria de saber o funcionamento intelectual borderline (limítrofe) infantil é o mesmo da vida adulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O funcionamento intelectual borderline (limítrofe) infantil e adulto compartilha características semelhantes, como limitações no raciocínio abstrato, na atenção, na memória de trabalho e nas habilidades sociais, mas se manifesta de formas diferentes conforme a idade. Na infância, essas dificuldades aparecem mais no aprendizado escolar, na compreensão de regras e na socialização com colegas; já na vida adulta, os desafios se refletem na adaptação ao trabalho, na independência, na tomada de decisões e nos relacionamentos interpessoais. Em ambos os casos, o suporte adequado, a intervenção educativa e o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas são fundamentais para melhorar a autonomia e a qualidade de vida, mas os objetivos e estratégias podem ser ajustados conforme a faixa etária.
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Como podemos lidar com o diagnóstico tardio do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) em a
Como podemos lidar com o diagnóstico tardio do funcionamento intelectual borderline (limítrofe) em adultos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com o diagnóstico tardio de funcionamento intelectual borderline (limítrofe) em adultos envolve compreender e aceitar as próprias dificuldades, ao mesmo tempo em que se busca estratégias de apoio e desenvolvimento. É importante procurar acompanhamento psicológico ou neuropsicológico para trabalhar habilidades cognitivas, sociais e emocionais, além de receber orientações sobre organização, planejamento e adaptação no trabalho e na vida cotidiana. Aprender a usar pontos fortes, estabelecer rotinas, pedir ajuda quando necessário e evitar comparações com os outros ajuda a reduzir frustração e aumentar a autonomia. Com apoio adequado, mesmo adultos que recebem o diagnóstico mais tarde podem melhorar sua qualidade de vida e se adaptar melhor às demandas pessoais, profissionais e sociais.
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Perguntas frequentes
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Eu já tomo duloxetina para fibromialgia.eu posso também tomar fluoxetina?
Olá, normalmente não é indicada e nem traz benefício adicional essa associação.…