Perguntas do paciente (38)
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estou tomando nortripitilina 10 mg ha 30 dias e ainda sinto dor de cabeça, o que pode ser?
estou tomando nortripitilina 10 mg ha 30 dias e ainda sinto dor de cabeça, o que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você tem razão em buscar entender melhor o que está acontecendo. A nortriptilina 10 mg é uma medicação que costuma ser usada para tratar alguns tipos de dor de cabeça, especialmente enxaqueca crônica e cefaleia tensional, mas é fundamental avaliar se ela foi mesmo a medicação mais adequada para o seu caso específico.
Se após 30 dias de uso você ainda sente dor, pode ser que o organismo não tenha respondido bem, que a dose precise de ajuste, ou até que o diagnóstico da dor de cabeça precise ser revisto. Às vezes, é necessário combinar a medicação com mudanças no estilo de vida, outros tratamentos preventivos ou terapias complementares. O mais importante agora é conversar com o profissional que te acompanha, entender se a investigação foi completa e discutir os próximos passos com segurança. A internet orienta, mas o cuidado real acontece no consultório.
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Ácido valproato de sódio com garrafada feita de vinho branco e quiabo,tem contra indicação?
Ácido valproato de sódio com garrafada feita de vinho branco e quiabo,tem contra indicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito importante — principalmente porque envolve o uso de um medicamento com ação no sistema nervoso (como o ácido valproico, ou valproato de sódio) em conjunto com uma garrafada caseira com álcool.
Mesmo sendo um remédio tradicionalmente usado para epilepsia, enxaqueca ou transtorno do humor, o ácido valproico interage com o fígado, e o uso de qualquer bebida alcoólica — mesmo em pequenas quantidades, como vinho em garrafadas — pode sobrecarregar o metabolismo do fígado, aumentando o risco de efeitos colaterais ou interferindo na eficácia da medicação.
Além disso, garrafadas com ingredientes naturais (como quiabo) podem conter substâncias ativas não padronizadas, o que dificulta prever como vão interagir com o remédio. Mesmo sendo “natural”, isso não garante que seja seguro, principalmente quando se mistura com medicamentos de uso contínuo.
Resumo direto:
– Sim, há contraindicações e riscos potenciais.
– O ideal é evitar o uso de qualquer garrafada com álcool enquanto estiver em tratamento com ácido valproico.
– Sempre converse com o médico que prescreveu o medicamento antes de usar qualquer produto caseiro ou fitoterápico.
– Natural não é o mesmo que inofensivo, especialmente quando se trata do cérebro.
A melhor forma de se cuidar é com acompanhamento profissional — e evitando misturas que podem comprometer seu tratamento.
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Bom dia ! minha filha tem 14 anos, teve duas crises convulsiva,começou a tomar carbamazepina de 200
Bom dia !
minha filha tem 14 anos, teve duas crises convulsiva,começou a tomar carbamazepina de 200mg 2x ao dia, ela ainda pode ter outra crise com a medicação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua dúvida, e ela é muito comum entre os familiares de quem começa tratamento para epilepsia.
Sim, mesmo com a carbamazepina, ainda é possível que sua filha tenha outra crise, especialmente nos primeiros meses de tratamento. Isso pode acontecer por vários motivos: o organismo ainda está se adaptando à medicação, a dose pode precisar de ajuste, ou pode haver alguma outra causa que ainda está sendo investigada. Nenhum medicamento anticonvulsivante garante 100% de controle logo de início — o objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises ao longo do tempo.
Por isso, é muito importante seguir corretamente o horário da medicação, evitar pular doses e manter o acompanhamento com o médico, que pode monitorar os níveis da carbamazepina no sangue e ajustar o tratamento conforme a resposta do organismo. A internet ajuda a tirar dúvidas, mas é o acompanhamento médico regular que garante mais segurança e controle das crises.
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O meu pai supostamente está com neuropatia diabética. Ele está sentindo dor na panturrilha já faz ma
O meu pai supostamente está com neuropatia diabética. Ele está sentindo dor na panturrilha já faz mais de um mês. Vi na internet que os nervos finos do corpo que geram dor. Ele fez eletroneuromiografia, mas deu normal. Qual exame que avalia os nervos finos do corpo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta — e você está certo: a eletroneuromiografia (ENMG) normalmente avalia os nervos grossos, responsáveis pela força e sensibilidade mais ampla (como pegar objetos ou sentir pressão). Mas quando se trata de dor em queimação, formigamento, pontadas — sintomas que muitas vezes vêm da neuropatia de fibras finas — a ENMG pode vir normal, mesmo com o paciente sofrendo bastante.
Para avaliar os nervos finos, que são os responsáveis pela dor, calor, frio e sensações sutis da pele, existem alguns exames mais específicos. O principal deles é a biópsia de pele, que mede diretamente a densidade das fibras nervosas pequenas na pele. Outro exame possível, em alguns centros especializados, é o teste de limiar de percepção térmica ou avaliação quantitativa sensorial (QST). Esses exames ajudam a detectar alterações nas fibras finas mesmo quando a eletroneuromiografia está normal.
Mas vale reforçar: o diagnóstico de neuropatia de fibras finas também pode ser clínico, baseado nos sintomas e na história do paciente, especialmente em pessoas com diabetes mal controlado. O mais importante é que seu pai seja acompanhado por um médico (geralmente neurologista ou endocrinologista), que poderá orientar se esses exames são necessários ou se já há elementos suficientes para tratar e aliviar a dor com segurança. A internet ajuda a entender, mas o acompanhamento médico é essencial para decidir o melhor caminho.
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Bom dia,minha filha de 40 anos,toma gardenal 1 compr./dia de 100 mg. Por engano demos 2 comprimidos
Bom dia,minha filha de 40 anos,toma gardenal 1 compr./dia de 100 mg.
Por engano demos 2 comprimidos quase em seguida.
Que mal pode causar e qual precaução devo tomar.
Isto foi ontem as 18:00 hs.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como ela tomou 200 mg de Gardenal (fenobarbital), ou seja, o dobro da dose habitual, é compreensível a preocupação. Mas vale dizer que essa não é uma dose excessivamente alta em termos gerais — muitas pessoas usam doses maiores sob prescrição, e em geral, 200 mg não costuma causar toxicidade importante em adultos.
Por outro lado, o risco sempre existe, porque cada organismo responde de forma diferente, dependendo do metabolismo do fígado, dos rins, do peso corporal e da sensibilidade individual ao remédio. Por isso, é importante observar se surgem sinais como sonolência excessiva, fala lenta, confusão, tontura ou dificuldade para se manter acordada. Se notar algo fora do normal, é essencial procurar atendimento médico.
Mesmo sem sintomas, o ideal é avisar o médico que acompanha o caso, para garantir que tudo esteja dentro da segurança e não seja necessário nenhum ajuste. A internet ajuda a entender melhor a situação, mas é o acompanhamento profissional que garante cuidado de verdade.
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O cabeceio no futvôlei pode causar lesões no cérebro?
O cabeceio no futvôlei pode causar lesões no cérebro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os cabeceios, mesmo em esportes como o futvôlei, podem sim afetar o cérebro, especialmente quando são feitos com frequência ou de forma intensa. Isso acontece porque, a cada impacto, o cérebro sofre uma leve movimentação dentro do crânio, o que, com o tempo, pode gerar pequenas lesões ou inflamações, mesmo sem sintomas imediatos.
No entanto, no caso do futvôlei, o risco é considerado baixo. A bola é mais leve e os cabeceios geralmente acontecem com menos força e menos frequência do que no futebol tradicional. Ainda assim, vale a pena ficar atento: se você já teve traumatismo craniano, sente sintomas diferentes após os jogos ou nota qualquer alteração neurológica, não ignore.
A melhor forma de cuidar do cérebro é não esperar os sintomas aparecerem. Consultar um médico, especialmente um neurologista ou médico do esporte, é sempre o caminho mais seguro. A internet pode informar, mas só uma avaliação profissional pode orientar corretamente e prevenir problemas futuros.
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Tomo o lamotrigina de 50 mg posso beber cerveja sem álcool?
Tomo o lamotrigina de 50 mg posso beber cerveja sem álcool?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, quem usa lamotrigina 50 mg geralmente pode beber cerveja SEM álcool, mas com algumas observações importantes.
A cerveja sem álcool costuma ter uma quantidade muito pequena de álcool (geralmente até 0,5%), o que não costuma interferir na ação da lamotrigina nem causar efeitos colaterais relevantes na maioria dos casos. No entanto, se você está usando o remédio por epilepsia ou transtorno do humor, é bom lembrar que cada organismo reage de forma diferente e, em algumas pessoas, mesmo pequenas quantidades de álcool podem afetar a sensibilidade cerebral.
Por isso, se tiver dúvidas ou se for a primeira vez que vai consumir, o ideal é conversar com seu médico. Ele conhece seu caso específico e pode orientar com mais segurança. E vale sempre lembrar: por mais que a internet ajude, decisões sobre medicação devem ser feitas com acompanhamento profissional.
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Entao, eu faço uso do Atentah 40mg tem mais de um mês, antes eu fiz com o 25mg. Mas, agora ta imposs
Entao, eu faço uso do Atentah 40mg tem mais de um mês, antes eu fiz com o 25mg. Mas, agora ta impossível lidar com o sono e desmotivação que ele tem me dado… tem alguma coisa que eu possa fazer para amenizar esses colaterais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação — quando a medicação começa a afetar seu bem-estar no dia a dia, vale a pena reavaliar tudo com calma. O mais importante, nesse momento, é entender se esse remédio foi a melhor escolha para o seu caso, considerando seu histórico, seus sintomas e sua rotina.
Cada organismo responde de forma diferente a uma mesma medicação, e isso varia também conforme o motivo pelo qual ela foi indicada. Às vezes, o que funciona muito bem para uma pessoa pode não se encaixar tão bem para outra. Por isso, o ideal é conversar com o profissional que está te acompanhando, para avaliar se há necessidade de ajuste na dose, mudança no horário da tomada ou até outra estratégia de tratamento. A internet pode ajudar a informar, mas o acompanhamento médico é essencial para garantir segurança e resultado.
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Quando encosto em uma superfície; lençol, sofá etc ou quando visto uma roupa parece que tudo está mo
Quando encosto em uma superfície; lençol, sofá etc ou quando visto uma roupa parece que tudo está molhado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que tudo está molhado ao encostar em objetos — lençol, roupa, sofá — é um tipo de alteração sensitiva que pode estar relacionada a um funcionamento anormal dos nervos periféricos, especialmente os nervos responsáveis pela sensibilidade fina da pele.
Esse tipo de sensação — como se algo estivesse molhado, gelado, áspero ou pegajoso, mesmo sem estar — é chamado de disestesia. Pode ocorrer em casos de neuropatia periférica, que tem muitas causas possíveis: desde diabetes, deficiências de vitaminas (como B12), infecções virais anteriores, até fatores mais simples como compressão de nervos por postura ou problemas na coluna. Às vezes, os nervos pequenos da pele (as fibras finas) são os mais afetados, e isso nem sempre aparece em exames comuns como a eletroneuromiografia.
É muito importante que você não ignore esses sinais, mesmo que não haja dor ou fraqueza. Alterações sensitivas persistentes devem ser avaliadas por um médico, de preferência um neurologista, para investigar a causa corretamente e definir se é preciso fazer exames mais específicos ou iniciar algum tratamento. A internet pode ajudar a entender melhor os sintomas, mas só uma avaliação presencial pode garantir um diagnóstico seguro.
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Boa tarde! Sinto dormência do lado direito da cabeça, mas sem nenhum sintomas.quando deito pra dormi
Boa tarde! Sinto dormência do lado direito da cabeça, mas sem nenhum sintomas.quando deito pra dormir, já não sinto mais. Mais durante o dia eu sinto.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de dormência em um lado da cabeça, especialmente quando não vem acompanhada de outros sintomas como fraqueza, fala arrastada ou alterações visuais, pode ter várias causas — e muitas delas não são graves. Pode estar relacionada, por exemplo, a alguma irritação ou compressão de nervos da região do couro cabeludo, tensão muscular, postura ou até estresse.
O fato de você não sentir ao deitar ou durante o sono pode indicar que a dormência esteja associada à posição do corpo, ao uso dos músculos do pescoço e ombro, ou até à rotina do dia (como ficar muito tempo com o pescoço inclinado, por exemplo). Por outro lado, qualquer alteração neurológica localizada — mesmo sem outros sintomas aparentes — merece uma avaliação presencial, especialmente se persistir por vários dias.
Vale lembrar: o corpo nos dá sinais, e é importante ouvi-los. A internet pode orientar, mas só um profissional de saúde, avaliando seu caso de perto, poderá identificar com precisão o que está acontecendo e indicar se é algo simples ou se precisa de investigação mais aprofundada.
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Esclerose lateral pode causar desgaste na cartilagem do pescoço?
Esclerose lateral pode causar desgaste na cartilagem do pescoço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) não causa desgaste direto na cartilagem do pescoço.
A ELA é uma doença que afeta os neurônios motores, ou seja, os nervos que controlam os músculos. Ela leva à fraqueza muscular progressiva, rigidez e, com o tempo, dificuldade para movimentar várias partes do corpo — incluindo o pescoço. Mas não afeta diretamente ossos, articulações ou cartilagens.
No entanto, com a progressão da doença e a fraqueza dos músculos que sustentam a cabeça, a pessoa pode acabar sobrecarregando estruturas do pescoço, o que pode causar dor, má postura e até desconforto articular. Em pessoas com ELA ou outras doenças neuromusculares, esse tipo de sobrecarga pode, com o tempo, indiretamente levar a alterações no funcionamento das articulações, mas não é o desgaste da cartilagem em si que vem da doença.
Se alguém com ELA estiver sentindo dor no pescoço ou sintomas que pareçam vir da articulação, vale muito a pena conversar com o médico que acompanha o caso, que pode indicar uma avaliação complementar com reabilitação, fisioterapia ou ortopedista, se necessário. A internet pode esclarecer, mas cada caso precisa de análise individual com equipe médica especializada.
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Eu comecei a tomar Depakene mas tomo amitriptilina para dormir não sei se pode tomar os dois remédio
Eu comecei a tomar Depakene mas tomo amitriptilina para dormir não sei se pode tomar os dois remédios
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida super importante — e que bom que você está atento(a) antes de combinar os remédios.
O Depakene (ácido valproico) e a amitriptilina podem, sim, ser usados juntos em alguns casos e com acompanhamento médico, mas essa combinação exige cuidado. Ambos atuam no sistema nervoso central e, quando usados juntos, podem aumentar o risco de sedação, lentidão, sonolência e outros efeitos no humor e na cognição, dependendo da dose, do seu organismo e do motivo pelo qual estão sendo prescritos.
Além disso, o ácido valproico pode, em algumas pessoas, interferir no metabolismo hepático de outros medicamentos, incluindo a amitriptilina — ou seja, pode aumentar os efeitos ou o tempo que ela permanece no corpo. Isso não quer dizer que está proibido usar os dois juntos, mas sim que o uso deve ser feito com supervisão médica, com doses ajustadas e monitoramento de efeitos colaterais.
Então, se você começou a tomar os dois, o ideal é avisar o médico que prescreveu, caso ainda não tenha feito isso. A internet ajuda a tirar dúvidas, mas quando se trata de medicamentos que mexem com o cérebro, a avaliação profissional é essencial para garantir sua segurança.
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A esclerore lateral amiotrófica pode iniciar com atrofia lombar e espaticidade pélvica ?
A esclerore lateral amiotrófica pode iniciar com atrofia lombar e espaticidade pélvica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na ELA, os sintomas não costumam ser descritos inicialmente como “atrofia lombar”, mas sim como fraqueza e perda de massa muscular em membros inferiores, principalmente nos pés, pernas ou quadris, associadas a dificuldade para caminhar, quedas, rigidez e espasticidade (aumento do tônus muscular).
A espasticidade pélvica, por outro lado, não é uma expressão muito comum em neurologia. Pode estar sendo usada aqui para se referir a rigidez ou dificuldade de mobilidade da região do quadril ou membros inferiores, o que pode sim estar presente na ELA, especialmente com espasticidade nas pernas (músculos duros, marcha travada ou em tesoura). Já a chamada “atrofia lombar” pode ser confundida com perda de musculatura paravertebral ou postura alterada por fraqueza de musculatura axial, o que pode acontecer em fases mais avançadas da doença.
Em resumo: ELA pode sim começar com fraqueza, atrofia e espasticidade nos membros inferiores, mas é essencial que isso seja avaliado com muito cuidado por um neurologista, pois existem várias outras doenças neuromusculares e da medula que podem causar sintomas semelhantes, como esclerose múltipla, mielopatias, doenças da medula espinhal, neuropatias motoras e até algumas miopatias. A investigação clínica e com exames (como eletroneuromiografia e ressonância da coluna) é fundamental para um diagnóstico preciso.
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É correto o tratamento do Torval durante 6 meses para enxaqueca? Sinto tremores noturnos é normal?
É correto o tratamento do Torval durante 6 meses para enxaqueca? Sinto tremores noturnos é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Torval (valproato de sódio ou ácido valproico) pode sim ser usado no tratamento preventivo da enxaqueca, e o tempo de uso — como 6 meses, por exemplo — é algo que costuma variar de acordo com a resposta de cada paciente. Em geral, quando o medicamento funciona bem, o tratamento pode durar de 6 meses a 1 ano ou mais, com reavaliações periódicas. Ou seja, sim, é uma conduta possível e aceita, desde que acompanhada por um médico.
Agora, sobre os tremores noturnos: eles não são um efeito colateral comum do valproato, mas podem acontecer por vários motivos, como alterações no sono, ansiedade, uso de outras medicações, ou até como manifestação do próprio sistema nervoso. Também é importante considerar se esses tremores são de fato motores (do corpo), se são mioclonias, se envolvem movimentos involuntários antes de dormir (fenômeno fisiológico), ou se podem ter relação com outra condição neurológica.
O ideal é que você leve essa queixa ao profissional que prescreveu o Torval. Mesmo sintomas sutis devem ser avaliados, porque podem exigir ajustes na medicação, investigação adicional ou até troca do tratamento. A internet ajuda, mas só o acompanhamento médico individualizado garante segurança e eficácia.
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Há três anos venho sentindo como se estivesse nervoso o tempo inteiro. E eu sinto como se estivesse
Há três anos venho sentindo como se estivesse nervoso o tempo inteiro. E eu sinto como se estivesse algo errado comigo na minha visão e algumas coisas específicas. Houve um tempo em que fiquei doente com tonturas e palpitações e isso durou uns três meses, e as vezes eu ainda sinto. Sinto como se fosse desmaiar ao ejacular ou molhar a cabeça no chuveiro. É com se eu estivesse o tempo todo cansado e tem várias coisas que eu não sei bem como especificar pq é uma sensação muito confusa. Alguém poderia me dizer como pelo menos ter auxílio em descobrir o que é isso? É horrível sentir isso todos os dias e não saber o que é.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso — e é importante dizer de cara: o que você está sentindo é real e merece atenção. Muitas pessoas vivem anos com sintomas físicos e emocionais misturados, confusos, sem conseguir nomear o que está acontecendo. Mas há caminhos para buscar ajuda e entender melhor.
Essa sensação de estar constantemente em alerta, nervoso, cansado, com medo de desmaiar ou com alterações sensoriais, pode estar ligada a várias possibilidades: ansiedade generalizada, disautonomia, síndromes funcionais, distúrbios do sono, questões hormonais, neurológicas ou até psiquiátricas. Às vezes o corpo entra em um estado de “hipervigilância”, como se estivesse o tempo todo em modo de defesa, e isso cansa profundamente o sistema nervoso. É como viver com o acelerador pressionado o tempo inteiro — mesmo sem querer.
Você não está sozinho e não precisa descobrir isso sozinho. O primeiro passo é procurar um médico clínico ou um neurologista ou psiquiatra, que possa ouvir sua história com atenção, pedir os exames adequados e — mais importante — não ignorar o que você está sentindo. Muitas vezes, uma equipe multidisciplinar (médico + psicólogo) pode ser necessária para ajudar a desmontar esse “nó” de sintomas físicos e emocionais. A internet pode ser um bom ponto de partida para buscar apoio, como você fez agora, mas é no acompanhamento de perto com um profissional que você vai encontrar clareza e alívio.
Você merece cuidado, explicações e um plano de ação. Não desista de buscar ajuda. Mesmo que pareça confuso agora, existe saída.
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Meu TSH deu 7,05 e eu sinto muita vertigem. Há alguma relação entre as duas coisas?
Meu TSH deu 7,05 e eu sinto muita vertigem. Há alguma relação entre as duas coisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um TSH de 7,05 está acima do valor normal e sugere que você pode estar com hipotireoidismo, ou seja, a tireoide funcionando de forma lenta. Isso acontece porque o TSH (hormônio estimulante da tireoide) aumenta quando a tireoide está produzindo menos hormônio do que o corpo precisa.
Sobre a vertigem: ela não é um sintoma clássico do hipotireoidismo, mas pode sim estar indiretamente relacionada. Em algumas pessoas, o hipotireoidismo pode causar sensações de desequilíbrio, cabeça pesada, lentidão e até tonturas leves. Além disso, ele pode piorar outras condições que causam vertigem, como distúrbios de pressão, ansiedade ou alterações circulatórias.
Resumindo: é possível que haja relação, mas não dá para afirmar que o TSH elevado é a única causa da sua vertigem. O ideal é que você leve esse resultado a um médico clínico ou endocrinologista, que vai avaliar se você realmente tem hipotireoidismo (e se precisa de reposição hormonal) e investigar outras causas possíveis da vertigem. A internet pode orientar, mas o diagnóstico e o tratamento devem ser definidos com base em uma avaliação completa e individualizada.
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ao realizar um agachamento na academia tive um estalo na nuca, fui a medicos e me passaram relaxante
ao realizar um agachamento na academia tive um estalo na nuca, fui a medicos e me passaram relaxante muscular, já é a segunda semana e sinto dores até hoje. o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse estalo na nuca durante o agachamento, seguido de dor persistente por mais de duas semanas, merece uma investigação mais aprofundada — especialmente se os relaxantes musculares não resolveram e você continua com dor.
O que pode ter acontecido vai desde uma contratura muscular mais intensa, até uma irritação de articulações cervicais, pinçamento de raiz nervosa, ou mesmo algum tipo de lesão ligamentar ou mecânica da coluna cervical. O agachamento com carga envolve o pescoço e a postura como um todo, e qualquer movimento brusco ou sobrecarga pode causar microlesões.
O ideal agora é:
Evitar exercícios com carga até nova avaliação;
Procurar um ortopedista ou neurologista, de preferência com experiência em coluna;
Considerar a realização de exames de imagem (como uma ressonância da coluna cervical), caso o médico ache necessário;
Avaliar também a necessidade de fisioterapia ou reabilitação guiada.
A dor persistente é um sinal de que seu corpo ainda não se recuperou totalmente, e continuar se automedicando ou esperando pode adiar o diagnóstico. Procure acompanhamento especializado — é ele quem pode te orientar com segurança e evitar que o quadro se torne crônico.
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quem toma depakote er 500mg pode fazer uso do decongex plus?
quem toma depakote er 500mg pode fazer uso do decongex plus?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida importante, e é ótimo que você esteja atento(a) antes de combinar medicamentos.
O Depakote ER 500 mg (divalproato de sódio) é um medicamento usado principalmente para epilepsia, transtorno bipolar ou prevenção de enxaqueca. Já o Decongex Plus é um antigripal que contém cloridrato de fenilefrina (descongestionante), maleato de bronfeniramina (antialérgico) e paracetamol (analgésico/antitérmico).
Em geral, não há uma interação grave direta entre Depakote e os componentes do Decongex Plus, mas alguns cuidados são importantes:
Paracetamol em excesso pode sobrecarregar o fígado — o que merece atenção em quem já usa medicação contínua como o divalproato, que também passa pelo metabolismo hepático.
Antialérgicos como a bronfeniramina podem causar sedação, o que pode somar com o efeito do Depakote em algumas pessoas e gerar mais sonolência ou lentidão.
Em pessoas com histórico de convulsão, febre e gripe podem piorar o controle das crises, então qualquer sintoma novo deve ser monitorado com atenção.
Ou seja: pode ser usado com cautela, se não houver contraindicação específica no seu caso, mas o ideal é sempre conversar com o médico ou farmacêutico antes, especialmente se houver histórico de convulsões ou outro problema neurológico. A automedicação pode parecer simples, mas a avaliação profissional é sempre mais segura.
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Quais os cuidados que uma pessoa que teve um AVC criptogênico deve ter, para que não ocorra outro AV
Quais os cuidados que uma pessoa que teve um AVC criptogênico deve ter, para que não ocorra outro AVC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A prevenção de um novo AVC após um episódio considerado criptogênico envolve duas frentes fundamentais: uma investigação diagnóstica mais aprofundada para esclarecer a causa real, e a adoção de estratégias clínicas e de estilo de vida para reduzir os fatores de risco vascular.
No que diz respeito à investigação, é essencial reavaliar se o AVC é de fato criptogênico, ou seja, sem causa definida após uma investigação adequada. Muitas vezes, o termo é utilizado quando a etiologia ainda não foi completamente esclarecida, e por isso, é importante revisar se foram realizados exames como monitoramento cardíaco prolongado (como Holter de 24 horas, de 7 dias ou uso de monitor implantável) e ecocardiograma transesofágico. Esses exames são fundamentais para detectar causas ocultas, como fibrilação atrial paroxística ou forame oval patente. Além disso, uma avaliação detalhada dos vasos cervicais e intracranianos com angiotomografia, angiorressonância ou ultrassom Doppler pode identificar dissecções, estenoses ou anomalias que possam ter passado despercebidas inicialmente.
Do ponto de vista terapêutico, o uso de medicação antiplaquetária como o ácido acetilsalicílico ou o clopidogrel é frequentemente indicado, a depender do julgamento clínico. Em situações específicas, como na presença de FOP com determinadas características anatômicas ou em pacientes jovens, pode-se considerar fechamento do forame oval e, em alguns casos, anticoagulação ao invés de antiplaquetário. Cada decisão deve ser baseada na causa presumida, perfil do paciente e análise individualizada dos riscos e benefícios.
Além da abordagem medicamentosa, os cuidados com o estilo de vida têm papel essencial. Praticar atividade física regular, manter uma alimentação saudável (rica em frutas, verduras, peixes e grãos integrais), controlar o peso, dormir bem e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais. Deve-se investigar e tratar fatores como apneia obstrutiva do sono, que está associada a maior risco de AVC. Monitorar regularmente a pressão arterial, o colesterol, o açúcar no sangue e seguir as orientações médicas de perto são passos importantes para evitar recorrência.
Por fim, o acompanhamento com neurologista e, quando necessário, com cardiologista e outros especialistas, garante que o plano de prevenção seja continuamente ajustado às necessidades individuais. Mesmo quando a causa inicial não é identificada, há muito que pode ser feito para proteger o cérebro e reduzir o risco de um novo evento.
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Boa noite. Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco di
Boa noite.
Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco dias,três é indo para o ambulatório do colégio. Fizemos exames neurológicos e não contatou nada. Também levei a um oftalmologista que examinou e disse que ela tinha a visão perfeita e disse também que essa história de óculos de descanso não existe. Podem me orientar o que devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma criança apresenta dor de cabeça frequente, especialmente no ambiente escolar, é sinal de que algo precisa ser avaliado com mais profundidade. Mesmo que os exames neurológicos e oftalmológicos tenham sido normais, ainda é fundamental entender o contexto completo da rotina da sua filha: como está o sono dela? Está se alimentando e se hidratando bem? Está sob pressão na escola? Usa muito celular ou telas? Tudo isso pode influenciar diretamente na frequência das dores de cabeça.
Também é importante lembrar que crianças podem expressar estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional na forma de sintomas físicos, como cefaleia. Muitas vezes, o problema não está nos exames, mas no dia a dia da criança — e isso só se entende com escuta atenta e avaliação cuidadosa. A orientação é procurar novamente o pediatra de confiança ou um neurologista infantil, que possa olhar o quadro como um todo. Cada criança é única, e não dá para fazer diagnóstico ou indicar tratamento com base apenas em relatos pela internet. A consulta presencial é indispensável para compreender e cuidar melhor.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…