Perguntas do paciente (38)

  • Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós

    Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós últimos anos, todo vez que tomo prednisona ou dexametasona eu tenho convulsão. Que médico procurar pois não sei se tem relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    O ideal é procurar um neurologista, preferencialmente um profissional com experiência em epilepsia e crises induzidas por medicamentos. Ele poderá revisar sua história clínica, avaliar se há alguma cicatriz residual da meningite por meio de exames como a ressonância magnética, e, se necessário, solicitar um eletroencefalograma. A partir disso, será possível entender se existe uma epilepsia latente, se o risco está realmente associado aos corticoides, e o que pode ser feito para prevenir novas crises no futuro.

    É muito positivo que você tenha identificado esse padrão. Agora, o passo mais importante é buscar essa avaliação especializada para esclarecer a causa e planejar um cuidado seguro. A internet orienta, mas só o acompanhamento médico pode oferecer as respostas completas para o seu caso.


  • Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome d

    Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome de filmes, nomes de músicas e estou trocando nomes de pessoas, é um tipo de esquecimento que nunca tive, tenho 55 anos. Antes esquecia muito mas era por falta de concentração agora é um esquecimento diferente, não tem a ver com ansiedade e nem concentração. É doença isso? tem tratamento? Não fui no médico ainda pois penso que pode ser da idade!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    O que você está percebendo — trocas de nomes, dificuldade para lembrar nomes de pessoas, artistas, músicas e filmes, de uma forma que não tinha antes — precisa sim ser investigado com seriedade. Especialmente porque você notou uma mudança no seu padrão de memória, que não parece relacionada à distração, ansiedade ou falta de atenção, como já aconteceu antes.

    Nem todo esquecimento aos 55 anos é “normal da idade”. Existem muitas condições tratáveis ou reversíveis que podem causar falhas cognitivas, como alterações hormonais, deficiência de vitaminas (como B12), distúrbios do sono (como apneia), efeitos colaterais de medicamentos ou até quadros iniciais de comprometimento cognitivo leve — que, quando identificados precocemente, permitem intervenções eficazes e proteção da memória a longo prazo.

    Portanto, não espere para procurar ajuda. O ideal é passar por um neurologista, que vai avaliar seu caso de forma completa, solicitar os exames certos e orientar com segurança. Quanto antes a investigação for feita, melhor a chance de cuidar bem do cérebro e manter sua qualidade de vida.


  • Olá Por favor . Gostaria de saber se uma pessoa com hidrocefalia adquirida. Pode evoluir por um

    Olá
    Por favor .
    Gostaria de saber se uma pessoa com hidrocefalia adquirida.
    Pode evoluir por um alzheimer ?
    Pois meu esposo tem esquecimento ... desde já agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    A hidrocefalia adquirida e a doença de Alzheimer são condições diferentes, mas ambas podem causar comprometimento da memória e das funções cognitivas. Algumas formas de hidrocefalia, especialmente a hidrocefalia de pressão normal, causam sintomas como esquecimento, lentidão de raciocínio, dificuldade para caminhar e até incontinência urinária — sintomas que podem se parecer com os da demência.

    Por isso, é muito importante que seu esposo seja avaliado por um neurologista, que possa revisar os exames de imagem, fazer testes cognitivos e verificar se o quadro é compatível com Alzheimer, hidrocefalia ou alguma outra causa. Existem casos de hidrocefalia que melhoram com tratamento, inclusive cirúrgico (como derivação ventricular), quando bem indicados. Mas tudo depende de uma avaliação cuidadosa e individual. Cada pessoa é única, e a internet não consegue captar toda a complexidade de um caso. A consulta presencial é fundamental para direcionar o tratamento certo.


  • Quais são os sintomas de um avc ou infarto, eo que fazer neste momento?

    Quais são os sintomas de um avc ou infarto, eo que fazer neste momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Tanto o AVC (acidente vascular cerebral) quanto o infarto (ataque cardíaco) são emergências médicas graves e quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de recuperação. Cada um tem sinais diferentes, e reconhecer esses sinais pode salvar vidas.

    SINTOMAS DE AVC (derrame cerebral):
    – Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (braço, perna ou rosto)
    – Boca torta
    – Dificuldade para falar ou entender o que os outros dizem
    – Perda súbita de visão, equilíbrio ou coordenação
    – Dor de cabeça súbita e intensa, diferente do habitual
    – Confusão mental

    SINTOMAS DE INFARTO (ataque no coração):
    – Dor no peito (tipo aperto, peso, queimação) que pode irradiar para braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula
    – Falta de ar
    – Suor frio
    – Tontura ou desmaio
    – Náusea ou sensação de mal-estar
    – Ansiedade súbita, sensação de que “vai morrer”

    O que fazer:
    Ao perceber qualquer um desses sintomas — em você ou em outra pessoa — não espere para ver se melhora. Procure imediatamente o serviço de emergência (SAMU 192). No caso do AVC, há tratamentos que só podem ser feitos nas primeiras horas. Quanto mais cedo for atendido, maior a chance de evitar sequelas. O mesmo vale para o infarto — o tempo é essencial para salvar o músculo do coração.

    Nunca tente se automedicar, deitar e esperar ou dirigir até o hospital. Ligue para o serviço de emergência. O atendimento rápido pode fazer toda a diferença.


  • Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença

    Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença específica? Quais os exames devem ser feitos nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Esses sintomas combinados — dor de cabeça com tontura, sensação de dormência e aperto na cabeça — podem ter várias causas, desde enxaqueca com aura, distúrbios da circulação cerebral, problemas musculares ou cervicais, até quadros ansiosos ou neurológicos mais complexos. Por isso, não é possível dar um diagnóstico preciso pela internet. É indispensável que você seja examinado presencialmente por um médico, preferencialmente um neurologista, para que ele possa fazer os testes clínicos adequados e solicitar exames complementares se necessário.

    Entre os exames que podem ser úteis estão: ressonância magnética do crânio, exames de sangue para descartar causas metabólicas, e em alguns casos, exames para avaliar os vasos sanguíneos do cérebro e do pescoço. Quanto antes você procurar avaliação, maior a chance de identificar a causa e tratar de forma eficaz. Autodiagnóstico pela internet pode atrasar o cuidado correto. Procure um profissional, relate seus sintomas com detalhes e siga com acompanhamento regular. Isso faz toda a diferença para sua saúde e qualidade de vida.


  • Minha esposa sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida, isso pode causar algum outro proble

    Minha esposa sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida, isso pode causar algum outro problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Essa é uma excelente pergunta — e a resposta depende do tipo de artéria obstruída, da localização do AVC e da presença ou não de sintomas atuais.

    Quando uma pessoa sofre um AVC isquêmico (AVCI), ele ocorre porque uma artéria que leva sangue ao cérebro ficou obstruída, total ou parcialmente. Em muitos casos, essa obstrução não é revertida depois do evento — o próprio corpo pode criar vasos colaterais (desvios) para manter a circulação cerebral, e a pessoa se recupera com reabilitação e prevenção.

    Se após 4 meses a artéria continua totalmente obstruída, mas a pessoa está estável e sem novos sintomas, muitas vezes não é necessário fazer nenhum procedimento de desobstrução. O tratamento segue com medicações (como antiplaquetários ou anticoagulantes), controle de fatores de risco (pressão, colesterol, diabetes) e reabilitação.

    Mas há exceções. Em alguns casos específicos, como:
    – Obstrução crítica de artérias extracranianas (como a carótida interna) com alto risco de novo AVC
    – Sintomas recorrentes, mesmo com tratamento clínico adequado
    – Fluxo cerebral comprometido ao ponto de não haver boa compensação colateral

    …pode-se considerar um procedimento cirúrgico ou endovascular, como angioplastia com stent ou endarterectomia. Isso só é indicado após avaliação especializada com exames detalhados, como ultrassom Doppler, angiotomografia ou arteriografia cerebral.

    Portanto, a resposta é: nem toda obstrução precisa ser desobstruída, mas é fundamental que a pessoa continue em acompanhamento com neurologista e equipe especializada em doença cerebrovascular, para avaliar o risco individual e manter a prevenção adequada. O mais importante é não interromper o seguimento médico, mesmo se a pessoa estiver aparentemente bem.


  • Sempre tenho muita dor de cabeça e tenho enchaqueca e quando ela vem perco minha visão periférica ma

    Sempre tenho muita dor de cabeça e tenho enchaqueca e quando ela vem perco minha visão periférica mas essas pra mim são normais sempre as tive. A dor que esta me preocupando é uma dor na lateral da cabeça do lado direito parece que eu bati mas não bati, quando eu aperto doi parece batida mesmo é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    O que você está descrevendo — dor localizada na lateral da cabeça, com sensibilidade ao toque, como se tivesse levado uma pancada (mas sem ter batido) — não é típico das crises comuns de enxaqueca e merece atenção, especialmente por ser um novo padrão de dor diferente do que você costuma ter.

    Esse tipo de dor pode ter algumas causas possíveis, como:

    – Cefaleia tensional localizada, em que há pontos de dor muscular ou fascial na cabeça e no couro cabeludo;
    – Neuralgia de algum nervo da região, como o nervo occipital, que pode causar dor em pontada ou sensibilidade no couro cabeludo e na lateral da cabeça;
    – Inflamação ou sensibilidade local, por exemplo, na musculatura do pescoço ou couro cabeludo, que pode irradiar e parecer uma dor “de pancada”;
    – Em alguns casos, pode ser o início de um outro tipo de cefaleia, como a cefaleia em salvas (embora essa geralmente venha com outros sintomas como lacrimejamento, nariz entupido, dor muito intensa em crises curtas).

    Mesmo que você já tenha diagnóstico de enxaqueca, um novo tipo de dor diferente do padrão habitual sempre deve ser avaliado por um médico, de preferência um neurologista. O mais importante é verificar se essa dor está associada a algum outro sintoma neurológico, se está piorando com o tempo, se aparece em momentos específicos ou se está se tornando frequente.

    Em resumo: essa dor não é normal e não deve ser ignorada, mesmo que você já conviva com enxaqueca. O acompanhamento médico é essencial para identificar a causa e definir o tratamento adequado. A internet pode orientar, mas só uma consulta presencial pode esclarecer com segurança o que está acontecendo.


  • Há algum exame clínico que pode provar que trata-se de tremor essencial? Ou é somente, avaliado pelo

    Há algum exame clínico que pode provar que trata-se de tremor essencial? Ou é somente, avaliado pelo neurologista em consulta médica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Essa é uma pergunta muito comum — e a resposta é que o diagnóstico de tremor essencial é, em sua maioria, clínico, ou seja, feito pelo neurologista com base na história do paciente e no exame físico neurológico detalhado.

    Não existe um exame laboratorial ou de imagem que “prove” isoladamente que se trata de tremor essencial. O que se faz na prática é:

    – Avaliar as características do tremor: se é mais visível ao manter a postura ou durante movimentos voluntários (como escrever, segurar um copo), se melhora com álcool, se há história familiar, se é bilateral, simétrico, progressivo e sem outros sinais neurológicos associados (como rigidez, lentidão ou alterações de marcha);
    – Excluir outras causas de tremor (como doença de Parkinson, hipertireoidismo, efeito de medicações, distúrbios metabólicos ou neurológicos secundários);
    – Em alguns casos, pode-se pedir exames complementares, como exames de sangue, ressonância magnética do crânio ou até um DAT-scan (exame específico para diferenciar tremor essencial de Parkinson), quando o caso é atípico ou duvidoso.

    Portanto, não há um “exame que confirma” o tremor essencial, mas sim uma construção diagnóstica feita com base clínica e, se necessário, apoio de exames para excluir outras causas. Se você ou alguém próximo está com esse tipo de tremor, o ideal é passar por avaliação com um neurologista — que vai determinar se o quadro é compatível com tremor essencial e, a partir disso, discutir se é necessário tratamento ou apenas acompanhamento.


  • Uma pessoa que sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida após 4 meses do ocorrido, tem que

    Uma pessoa que sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida após 4 meses do ocorrido, tem que passar por algum procedimento para a desobstrução ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Uma artéria obstruída após um AVC isquêmico nem sempre precisa ser desobstruída. Isso depende de vários fatores clínicos, como o local da obstrução, a gravidade do AVC, se há sintomas recorrentes, se há boa circulação colateral (vasos alternativos que o corpo forma para compensar), e se o paciente está estável. Em muitos casos, o corpo se adapta e a conduta é não intervir diretamente na artéria, apenas manter tratamento clínico rigoroso com antiplaquetários, controle da pressão arterial, colesterol, diabetes e estilo de vida saudável.

    Mas é essencial deixar claro: cada caso é um caso. Não é possível avaliar com segurança se a artéria precisa ou não de procedimento apenas com base na informação de que ela está "entupida". O ideal é que a pessoa siga em acompanhamento regular com um neurologista ou especialista em doenças cerebrovasculares, que poderá solicitar exames de imagem como doppler de carótidas, angiotomografia ou ressonância magnética, conforme necessário. Só assim será possível tomar decisões individualizadas e seguras. A internet ajuda a orientar, mas o diagnóstico e as condutas precisam ser feitos de forma presencial.


  • Bom dia estou tomando Xarelto a 10 dias comecei cm dores simples de cabeça mas a intensidade dela ag

    Bom dia estou tomando Xarelto a 10 dias comecei cm dores simples de cabeça mas a intensidade dela agora me preocupa estou tomando cloridrato de naratriptana mas as dores não passam pode levar a um AVC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Se você está usando Xarelto (rivaroxabana) e começou a sentir dor de cabeça forte, persistente ou diferente do habitual, isso deve ser levado a sério e precisa de avaliação médica imediata. Embora a dor de cabeça seja um sintoma comum por várias causas, em quem usa anticoagulante, como o Xarelto, é importante descartar qualquer risco de sangramento no sistema nervoso central, mesmo que raro.

    Por isso, não é recomendável continuar tomando analgésicos ou remédios para enxaqueca por conta própria. É fundamental procurar um pronto-socorro ou consultar o médico que acompanha seu caso o quanto antes. A avaliação presencial permite verificar se há sinais neurológicos associados, medir a pressão, revisar os exames e, se necessário, realizar uma tomografia ou ressonância do crânio. A internet não substitui o cuidado médico personalizado. Em situações como essa, agir rápido pode fazer toda a diferença para sua segurança.


  • Olá! Estou tomando Sertralina 50 mg ha 2 meses e sinto mãos e pés bastante dormentes e muito calor p

    Olá! Estou tomando Sertralina 50 mg ha 2 meses e sinto mãos e pés bastante dormentes e muito calor pela manhã. Ja as crises de enxaqueca diminuíram. É aconselhável insistir no tratamento mesmo com esses efeitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Você relatou dormência nas mãos e pés e sensação de calor matinal após iniciar a sertralina 50 mg. Esses sintomas podem estar relacionados ao uso do medicamento, já que algumas pessoas apresentam reações no sistema nervoso periférico ou alterações vasomotoras com esse tipo de antidepressivo. Por outro lado, os sintomas também podem ter outras causas que não têm relação com a medicação, como deficiências nutricionais, problemas circulatórios ou neurológicos.

    O fato de as crises de enxaqueca terem melhorado com a sertralina é um bom sinal, mas isso não significa que os outros sintomas devam ser ignorados. É fundamental que o médico que prescreveu o tratamento seja informado desses efeitos, para avaliar se eles são transitórios, se indicam necessidade de ajuste de dose, ou se é o caso de considerar outra medicação. Nunca ajuste ou interrompa o remédio por conta própria. Só com acompanhamento médico presencial é possível fazer essa análise com segurança. Cada organismo reage de forma diferente, e a individualização do cuidado é essencial.


  • Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me a

    Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Pontadas rápidas na parte frontal da cabeça, que duram apenas alguns segundos (como você descreveu — cerca de 3 segundos), são geralmente chamadas de cefaleias em pontada ou, em alguns casos, cefaleia tipo “ice pick” (como se fosse uma agulhada ou fisgada). Esse tipo de dor costuma ser:

    – Breve, localizada e intensa, como uma pontada aguda;
    – Frequentemente sem outros sintomas neurológicos associados;
    – Benigna na maioria das vezes, mas pode incomodar bastante.

    Essas dores podem ocorrer isoladamente ou em pessoas que já têm enxaqueca ou cefaleia tensional. Em alguns casos, podem estar relacionadas a irritações de nervos periféricos da cabeça, como o nervo supraorbital (na região frontal).

    No entanto, mesmo sendo geralmente benignas, é importante prestar atenção se:
    – As pontadas começaram recentemente;
    – Estão se tornando mais frequentes ou intensas;
    – Vêm acompanhadas de alterações visuais, confusão, fraqueza, fala embolada ou qualquer outro sintoma neurológico.

    Se for um sintoma isolado e esporádico, costuma não ser grave. Mas se for novo, frequente ou preocupante, o melhor é procurar um neurologista para uma avaliação completa. Ele poderá investigar se há algo por trás dessas dores e orientar se é necessário tratamento ou apenas acompanhamento. Mesmo sintomas pequenos merecem atenção quando começam a mudar ou se repetem. A avaliação médica é sempre o caminho mais seguro.


  • Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber

    Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber o que acontece com o coágulo que permanece na artéria, se tem riscos dele se desprender e gerar outro AVCI, ou será absorvido pelo organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Sua dúvida é muito relevante, especialmente para quem está acompanhando de perto a recuperação após um AVC isquêmico. Vamos por partes:

    Quando ocorre um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico), geralmente é porque um coágulo (trombo) obstruiu uma artéria que leva sangue ao cérebro. Se, após três meses, sua esposa ainda tem uma artéria "entupida", isso pode significar que houve uma oclusão arterial persistente — e isso, por si só, não é incomum. Muitas vezes, o próprio organismo não consegue dissolver completamente o coágulo, e ele acaba aderindo à parede do vaso, formando uma obstrução crônica. O corpo pode compensar com a formação de vasos colaterais, que mantêm o fluxo sanguíneo para a área afetada.

    Quanto ao risco do coágulo se desprender depois de tanto tempo, esse risco costuma ser baixo. Coágulos instáveis, que podem se soltar e causar um novo AVC, são mais preocupantes nas primeiras horas ou dias após o evento, quando ainda estão moles ou mal aderidos. Com o passar do tempo, eles tendem a se organizar e se fixar na parede do vaso, ou até a serem parcialmente reabsorvidos. Ainda assim, isso depende muito da causa do AVC (por exemplo, se foi por uma placa de gordura instável, embolia cardíaca ou outro fator).

    Por isso, o mais importante agora é que sua esposa continue:
    – Em acompanhamento regular com o neurologista
    – Usando as medicações de prevenção secundária (antiplaquetários ou anticoagulantes, se indicado)
    – Controlando bem os fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo
    – E, se necessário, fazendo exames de imagem periódicos (como Doppler ou angiotomografia) para acompanhar a evolução da artéria obstruída.

    O fato de haver uma obstrução não significa automaticamente risco de um novo AVC, mas o acompanhamento especializado é essencial para avaliar o risco individual e tomar as decisões mais seguras a longo prazo.


  • Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por

    Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por múltiplos infartos.
    A três ano, Minha voz esta trêmula e embargada, tenho muita tonturas e dificuldades para engolir, não tenho rendimentos nas minhas atividades, fico nervoso sozinho a dois dias meu pulso esquerdo parece estar aberto, e hoje também acontece do lado direito, esqueci de falar uso bengala devido a tonturas e dor nos joelhos, uso joelheira em ambos joelhos, será que é da doença. Pergunto se tem mais exames que devo fazer para confirmar a doença e como saber o estagiário. O que devo pedir para o médico?
    Att

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Olá, obrigado por compartilhar seu relato com tanta clareza. Com certeza você merece uma avaliação cuidadosa, e sim — os sintomas que você descreveu podem estar relacionados à demência vascular por múltiplos infartos, mas também indicam que é fundamental aprofundar a investigação.

    A demência vascular acontece quando há acúmulo de pequenos acidentes vasculares (AVCs) ao longo do tempo, afetando várias áreas do cérebro, especialmente aquelas que controlam memória, atenção, marcha, fala, deglutição e equilíbrio. A voz trêmula e embargada, as dificuldades para engolir, as tonturas e a perda de rendimento podem sim estar ligadas a essa condição, mas também podem apontar para outras doenças neurológicas associadas, como parkinsonismo vascular ou doenças degenerativas com componente motor. A queixa sobre o pulso (sensação de estar “aberto”) também pode indicar problemas sensoriais ou circulatórios, que merecem avaliação específica.

    O que pedir ao seu médico ou neurologista:

    – Uma avaliação clínica neurológica completa, com exame físico detalhado;
    – Reavaliação da ressonância magnética do crânio com foco nos achados vasculares (número e localização dos infartos, presença de microangiopatia, atrofia, lesões nos núcleos da base);
    – Exames de sangue para investigar fatores de risco vascular: colesterol, glicemia, função tireoidiana, vitaminas (como B12 e folato), função hepática e renal;
    – Avaliação da deglutição, com fonoaudiólogo ou um exame chamado videofluoroscopia ou nasoendoscopia da deglutição, caso necessário;
    – Se houver dúvidas sobre parkinsonismo, pode ser útil realizar exame de imagem funcional, como SPECT ou PET específicos (caso disponíveis);
    – Avaliação neuropsicológica, que ajuda a medir o estágio da demência, o perfil cognitivo e funcional;
    – Avaliação com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para adaptar as atividades do dia a dia e melhorar sua segurança e qualidade de vida.

    É importante também conversar com o médico sobre sintomas emocionais, como ansiedade, nervosismo e desânimo, porque esses quadros são frequentes e tratáveis, mesmo quando coexistem com demência.

    Por fim, leve todas as informações para o neurologista, inclusive esse histórico que você compartilhou — pode até imprimir ou anotar para não esquecer. Você não está sozinho, e há formas de cuidar melhor, aliviar sintomas e manter autonomia e dignidade no dia a dia. O passo que você deu, de buscar entender e pedir ajuda, já é muito importante.


  • Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e

    Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e minha sogra com Amtriptilina. Gostaria de saber se o Amtriptilina e indicado para pacientes com alta Alzheimer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Sua pergunta é muito importante, e é ótimo que você esteja atento(a) ao tratamento das duas.

    A amitriptilina não é um medicamento indicado especificamente para tratar a doença de Alzheimer, ou seja, ela não atua na progressão da doença nem na melhora da memória. A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico, e embora possa ser usada em algumas situações específicas, ela deve ser usada com muito cuidado em pessoas idosas e, principalmente, em pacientes com Alzheimer.

    Isso porque a amitriptilina tem efeitos chamados anticolinérgicos, que podem piorar a cognição, causar confusão mental, sonolência excessiva, constipação, boca seca e até aumentar o risco de quedas. Em pacientes com Alzheimer, que já têm uma deficiência do sistema colinérgico no cérebro, isso pode agravar os sintomas cognitivos e comportamentais.

    Em resumo:
    – A memantina, usada pela sua mãe, é sim uma medicação aprovada e indicada para fases moderadas a avançadas da doença de Alzheimer.
    – Já a amitriptilina não é considerada uma medicação de primeira escolha para pacientes com Alzheimer, e geralmente é evitada ou substituída por opções com menos risco de efeitos colaterais, caso esteja sendo usada para depressão, dor crônica ou insônia.

    O ideal é que a situação da sua sogra seja avaliada por um neurologista ou geriatra, para confirmar se a amitriptilina é realmente necessária, se há alternativas mais seguras, e se ela está contribuindo ou atrapalhando na qualidade de vida. A medicação pode ter sido prescrita com alguma justificativa, mas sempre vale revisar com um olhar especializado — especialmente em casos de demência.


  • Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?

    Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    Sim, esse tipo de dor de cabeça existe, é reconhecido pela medicina e tem nome: cefaleia associada à atividade sexual. Pode parecer estranho, mas é mais comum do que se imagina, e o mais importante: tem tratamento.

    Existem dois tipos principais:
    – A cefaleia premonitória, que começa como uma pressão ou dor leve durante a excitação sexual e vai aumentando gradualmente;
    – E a cefaleia explosiva, que surge de forma súbita e intensa no momento do orgasmo, como uma “explosão” na cabeça.

    Essa dor pode ser muito assustadora, mas na maioria das vezes não está associada a algo grave. No entanto, como a dor de cabeça durante o sexo pode, em alguns casos, ser sinal de algo sério, como um aneurisma ou sangramento cerebral, é fundamental que você procure um neurologista para avaliação completa — especialmente se essa for a primeira vez que está acontecendo, ou se a dor for muito súbita e forte.

    Depois que causas graves forem descartadas, existem sim formas eficazes de tratar e prevenir: com mudanças no estilo de vida, medicações preventivas (como betabloqueadores ou anti-inflamatórios antes da relação), e acompanhamento neurológico. Você não precisa conviver com isso em silêncio — tem solução, e quanto antes buscar ajuda, melhor.


  • Por que cefaliv é contra indicado a pacientes com rinite e urticária??? Eu tenho rinite e urticária

    Por que cefaliv é contra indicado a pacientes com rinite e urticária??? Eu tenho rinite e urticária e a médica me receitou cefaliv. Só dps de tomar a medicação li que era contra indicado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    O Cefaliv é um medicamento indicado para alívio da dor de cabeça e enxaqueca, e contém em sua fórmula ácido acetilsalicílico (AAS), cafeína e ergotamina. A contraindicação para pessoas com rinite alérgica ou urticária existe porque o AAS (aspirina) pode, em algumas pessoas com doenças alérgicas, desencadear reações adversas graves, como crises de asma, urticária intensa ou até reações anafiláticas.

    Essa condição é conhecida como intolerância a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), e está presente em uma parte das pessoas com doenças alérgicas respiratórias, como rinite, asma e pólipos nasais. Nem todo mundo com rinite vai ter esse tipo de reação, mas a bula alerta por precaução — justamente porque essas reações, quando ocorrem, podem ser sérias.

    Se você já tomou e não teve reação, provavelmente não pertence ao grupo sensível, mas ainda assim, é importante avisar sua médica que você viu essa contraindicação na bula e tem esse histórico. Ela pode avaliar se vale manter, trocar ou observar com cautela. A internet pode alertar, mas só seu médico consegue avaliar o risco real no seu caso e ajustar a conduta com segurança.


  • Estou com dificuldades de memória e para gravar acontecimentos. Por exemplo, assisto um filme ou ser

    Estou com dificuldades de memória e para gravar acontecimentos. Por exemplo, assisto um filme ou seriado e quando acaba já não lembro nome de personagens ou exatamente o que aconteceu. Leio um livro e depois já não lembro o que li. Existe um remédio para potencializar a memória? será que é problema de concentração?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cesar Castello Branco Lopes

    O que você está relatando — dificuldade para gravar acontecimentos recentes, lembrar nomes de personagens, ou reter informações após ler ou assistir algo — pode sim estar ligado à concentração, mas também pode ter outras causas que merecem uma avaliação cuidadosa.

    Muita gente acredita que está com “problema de memória”, quando na verdade o cérebro não chegou a registrar bem a informação por falta de atenção, sono de má qualidade, estresse, ansiedade ou fadiga mental. Nessas situações, o problema não é a memória em si, mas a etapa do armazenamento, ou seja, a informação não foi bem codificada para ser lembrada depois.

    Por outro lado, se você sente que isso está diferente do seu padrão habitual, vem se repetindo com frequência e está prejudicando o seu dia a dia, vale sim investigar. Carência de vitaminas (como B12), distúrbios do sono (como apneia), uso de certas medicações, alterações hormonais, doenças do humor e até quadros iniciais de comprometimento cognitivo leve podem se manifestar desse modo.

    Sobre a sua pergunta: não existe um remédio “mágico” para melhorar a memória em quem está saudável, e os medicamentos usados para memória (como os da doença de Alzheimer) não são indicados para uso generalizado ou sem diagnóstico específico. Em muitos casos, o que mais ajuda é tratar a causa de fundo, ajustar o estilo de vida, sono, rotina mental, alimentação e, quando necessário, fazer acompanhamento com neurologista ou geriatra.

    Em resumo:
    – Pode sim ser concentração, mas não dá para afirmar sem uma avaliação;
    – Vale procurar um médico (preferencialmente neurologista ou geriatra, dependendo da idade) para investigar com calma;
    – Evite buscar soluções rápidas com suplementos ou medicações sem orientação.
    – Quando identificado cedo, há muito que pode ser feito para proteger a memória e recuperar a qualidade cognitiva.

    Buscar ajuda foi um passo importante. Agora o ideal é seguir com avaliação clínica.


Perguntas frequentes

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