Perguntas do paciente (29)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Uma depressão intensa pode realmente comprometer tarefas básicas, estudo, trabalho e até a capacidade de sair de casa. Pelo que você relata, é importante não ficar apenas com a medicação: vale buscar também acompanhamento psicológico regular e uma reavaliação com o psiquiatra, inclusive pelo CAPS.
    A internação pode ser necessária em algumas situações, mas essa decisão precisa ser feita após uma avaliação profissional, considerando principalmente sua segurança e o quanto você consegue se cuidar no momento.
    Na psicoterapia, especialmente com uma abordagem mais prática como a TCC, podemos trabalhar aos poucos a retomada da rotina, pequenas metas, pensamentos que mantêm a sensação de incapacidade e estratégias para recuperar autonomia, sem esperar que você “tenha força” primeiro para começar.
    Se houver risco de você se machucar ou sentir que não consegue se manter segura, procure atendimento de urgência.


  • Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz

    Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    A dor de cabeça pode acontecer após o início ou reinício da sertralina, mas, como já dura alguns dias, o ideal é conversar com o médico que prescreveu para avaliar com segurança. Não interrompa ou ajuste a medicação por conta própria.

    Além do acompanhamento médico, a psicoterapia pode ajudar bastante. Na TCC e na Psicoterapia Breve Integrada, trabalhamos de forma prática os sintomas emocionais, os gatilhos, pensamentos e comportamentos que podem estar mantendo o sofrimento, além de estratégias para lidar melhor com ansiedade, desânimo e dificuldades do dia a dia.


  • A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo

    A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Olhar para a chama de uma vela pode ajudar a reduzir a agitação e trazer a atenção para o momento presente, funcionando como uma técnica de foco e relaxamento. Ela pode aliviar temporariamente sentimentos de vergonha, ansiedade ou melancolia, mas não trata sozinha uma depressão mais intensa.

    Depois do consumo de álcool, também é comum haver piora do humor, ansiedade, culpa ou tristeza no dia seguinte, porque o álcool interfere no sono e no funcionamento do sistema nervoso.

    Sobre as ondas cerebrais, não é correto dizer que a pessoa simplesmente “sai de Beta”. Durante práticas meditativas podem ocorrer mudanças na atividade cerebral, mas isso varia bastante e não significa que exista um único padrão de ondas.

    Na psicoterapia, especialmente pela TCC, é possível trabalhar justamente esse ciclo de culpa, vergonha, pensamentos negativos e comportamentos que aparecem depois desses episódios, desenvolvendo formas mais saudáveis de lidar com essas emoções.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Esse tipo de pensamento e impulso pode acontecer, mas quando começa a gerar ansiedade, repetição e sensação de perda de controle, vale olhar com mais cuidado.

    Na terapia, especialmente pela TCC, é possível entender o que dispara esse comportamento, trabalhar a ansiedade ligada a ele e criar estratégias mais práticas para organizar pensamentos e diminuir essa necessidade de anotar ou repetir as coisas.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Quando o medo de rejeição faz você esconder qualidades importantes suas, a terapia pode ajudar a separar o que é um risco real do que já virou uma expectativa de julgamento.

    Na TCC, trabalhamos justamente esses pensamentos, a insegurança e a forma de se posicionar, para que você consiga se mostrar com mais autenticidade, sem precisar diminuir quem você é para ser aceito.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Ser interessante para si mesmo começa por se conhecer melhor, valorizar suas qualidades, desenvolver autonomia e construir uma vida que faça sentido para você, sem depender tanto da aprovação dos outros.

    Na terapia, especialmente pela TCC, podemos trabalhar autoestima, autoconfiança, inseguranças e padrões de comparação, ajudando você a se perceber com mais valor e autenticidade. Quando isso melhora por dentro, costuma aparecer também na forma como você se relaciona com os outros.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Perfeccionismo e necessidade de ter certeza podem aumentar bastante a ansiedade, mas isso não significa, por si só, TOC. A suspeita aumenta quando surgem pensamentos repetitivos e difíceis de controlar, acompanhados de comportamentos ou “rituais” feitos para aliviar a ansiedade, e isso começa a ocupar muito tempo ou atrapalhar a rotina.

    Na TCC, é possível trabalhar justamente essa necessidade de certeza, o perfeccionismo, a impulsividade diante da dúvida e os comportamentos repetitivos, ajudando você a lidar melhor com a incerteza e a ansiedade. Uma avaliação psicológica mais detalhada também pode esclarecer melhor o que está acontecendo.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Sim, crenças centrais e intermediárias podem ser modificadas, mas isso não significa que antigas formas de pensar nunca mais possam aparecer. Em momentos de estresse, insegurança ou situações parecidas com experiências antigas, elas podem ser reativadas.

    Na TCC, o objetivo não é “apagar” uma crença para sempre, mas enfraquecê-la, construir formas mais realistas de pensar e ensinar a pessoa a reconhecer quando aquele padrão antigo voltou, para não ser novamente dominada por ele. Recaída não significa que o tratamento falhou, e sim que aquela crença precisa ser novamente trabalhada e fortalecida.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo(a)! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Como esses sintomas voltaram depois de um período de melhora, é importante avisar o médico que acompanha sua medicação.

    Além disso, a psicoterapia pode ajudar bastante a entender o que pode ter desencadeado essa piora e a trabalhar, de forma prática, a angústia, os pensamentos e as reações físicas da ansiedade. Na TCC, desenvolvemos estratégias para que você consiga atravessar essas crises com mais segurança e recuperar gradualmente a estabilidade que vinha tendo.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Seja bem-vindo! Obrigada por me ajudar a contribuir com a sua dúvida.

    Sim, é importante procurar ajuda. O que você descreve, como vazio, perda de interesse, sensação de distanciamento de si e pensamentos de “acabar com tudo”, mostra que você está passando por um sofrimento importante e não precisa enfrentar isso sozinho.

    Na TCC, podemos trabalhar de forma bem prática: identificar o que dispara esses estados, acompanhar pensamentos e emoções, questionar ideias de desesperança e construir pequenas metas para retomar rotina, interesse e sensação de futuro. Também utilizamos estratégias de regulação emocional e ativação comportamental, começando por passos possíveis, sem exigir que você “tenha vontade” primeiro.

    A Psicoterapia Breve Integrada também permite focar diretamente no que está mais urgente agora, compreendendo o que alimenta esse vazio e fortalecendo recursos para que você volte a se sentir mais presente na própria vida.

    Se esses pensamentos de acabar com tudo vierem acompanhados de intenção de agir, procure atendimento de urgência.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Você não é “defeituosa”. O que acontece com você é uma reação traumática: seu corpo entende a intimidade como perigo, mesmo quando você sabe que está com alguém em quem confia. O choro, o medo, o pânico e essas lembranças não são culpa sua.

    Não se force a continuar quando isso acontecer. Converse com seu namorado, estabeleça limites e avance apenas quando se sentir segura. O álcool tende a piorar o pânico, as lembranças e a sensação de perda de controle, por isso não é uma forma segura de enfrentar essas situações.

    Na terapia, é possível trabalhar esses traumas aos poucos, respeitando seu ritmo, identificando os gatilhos e desenvolvendo formas de se sentir segura novamente. Procure uma psicóloga com experiência em trauma e abuso sexual. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e é possível construir uma relação mais tranquila com seu corpo e com a intimidade.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    O desejo de construir uma relação profunda não é futilidade. É uma necessidade afetiva legítima, e não existe uma idade em que você “já deveria” ter todas essas respostas.

    Você também não precisa esperar que sua vida esteja completamente estável para se permitir conhecer alguém. Relacionamentos não surgem apenas quando tudo está resolvido. O mais importante é não transformar a busca por uma parceria na única condição para se sentir feliz ou completo.

    Na terapia, podemos compreender melhor essa angústia, trabalhar pensamentos como “estou atrasado” ou “só serei feliz quando encontrar alguém” e observar quais escolhas ou padrões têm levado a relações mais superficiais. Assim, você pode continuar construindo sua vida e, ao mesmo tempo, se abrir para vínculos mais verdadeiros, sem tanta cobrança e ansiedade.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Sentir medo, dúvida, tristeza ou até dificuldade de se conectar com a gestação não significa, necessariamente, que você esteja rejeitando o bebê. Muitas mulheres precisam de tempo para assimilar essa mudança, especialmente quando a gravidez não foi planejada, quando existem conflitos, inseguranças ou pouco apoio.

    O mais importante é observar como você tem se sentido no dia a dia: se há sofrimento intenso, vontade de fugir da situação, dificuldade de cuidar de si ou pensamentos de que algo ruim aconteça com você ou com o bebê, é importante buscar ajuda psicológica e conversar também com o obstetra.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    A depressão pode parecer que está sempre à espreita porque, depois de um episódio, ficamos mais sensíveis a situações de estresse, perdas e frustrações. Acontecimentos ruins podem reativar pensamentos, sentimentos e comportamentos que já fizeram parte de outros momentos difíceis.

    Isso não significa que você voltará a adoecer sempre que algo ruim acontecer. Na terapia, é possível reconhecer os sinais iniciais, entender os gatilhos e desenvolver estratégias para interromper esse ciclo antes que ele se intensifique.

    Ter uma recaída não apaga todo o caminho que você já percorreu. Significa apenas que algo precisa de cuidado novamente.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    O que mais machuca, muitas vezes, não é apenas o que aconteceu no trabalho, mas não ter sido acolhida justamente por quem você esperava que acreditasse em você. É compreensível que isso tenha deixado sentimentos de abandono, traição e desconfiança.

    Ao mesmo tempo, a conclusão de que “a maioria das pessoas não presta” pode ser uma forma de proteção depois de tantas experiências ruins. Na TCC, trabalhamos para diferenciar quem realmente foi injusto de quem pode ser confiável, sem invalidar o que você viveu nem deixar que essas pessoas definam todas as suas relações futuras.

    Na terapia, também é possível elaborar essa decepção com sua mãe, compreender os limites dela e fortalecer sua própria validação emocional. O fato de ela não ter reconhecido seu sofrimento não significa que ele não tenha sido real.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Sim, podem ajudar. Essa busca constante por livros e cursos pode estar funcionando como uma forma de evitar tarefas que geram ansiedade, insegurança ou medo de não fazer tudo perfeitamente.

    Na TCC e na Psicoterapia Breve, é possível identificar os gatilhos da impulsividade, trabalhar o perfeccionismo e criar estratégias práticas para melhorar foco, organização e constância no trabalho.

    Também é importante avaliar se há outros fatores envolvidos, como ansiedade ou TDAH, sem concluir um diagnóstico apenas por esses sinais. O objetivo da terapia não seria fazer você abandonar o interesse por aprender, mas recuperar o equilíbrio para que isso não prejudique sua rotina e seus objetivos.


  • Qual a base neurobiológica do hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    Qual a base neurobiológica do hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    No Funcionamento Intelectual Limítrofe, o hiperfoco tem base neurobiológica em um desequilíbrio entre sistemas de recompensa e controle executivo, funcionando como uma estratégia compensatória para reduzir custo cognitivo, sustentar engajamento e regular emocionalmente o indivíduo diante de limitações na flexibilidade mental.
    O cérebro pode se sentir mais sobrecarregado com atividades muito complexas, abstratas ou com muitas exigências ao mesmo tempo. Para se proteger, ele faz algo automático: estreita o foco.

    Como lidar melhor com isso:
    -Planejar pausas antes de começar.
    -Usar alarmes ou avisos externos para ajudar a parar.
    -Dividir tarefas grandes em partes menores e mais claras.
    -Pedir ajuda para organizar atividades mais complexas.


  • Como a neuropsicologia define a troca de tarefas no hiperfoco?

    Como a neuropsicologia define a troca de tarefas no hiperfoco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    Quando você entra em hiperfoco, o seu cérebro fica muito envolvido em uma única atividade. Isso não acontece por teimosia ou falta de vontade — é uma forma diferente de funcionamento da atenção.
    Nesse estado, o cérebro entende aquela tarefa como muito importante e muito recompensadora, então ele “trava” nela. Por isso:
    Fica difícil parar, mesmo quando você sabe que deveria.
    O tempo parece passar muito rápido.
    Interrupções podem gerar irritação ou desconforto.
    Trocar de tarefa exige um esforço muito maior do que o esperado.
    O que acontece no cérebro?
    Durante o hiperfoco, áreas do cérebro responsáveis pelo interesse e pela recompensa ficam muito ativadas, enquanto as áreas que ajudam a frear, pausar e mudar de atividade ficam menos acessíveis naquele momento.
    Ou seja: o cérebro está “acelerado” em uma direção só.
    Importante saber
    Isso não é preguiça, nem falta de responsabilidade.
    Também não significa que você “não sabe se organizar”.
    É uma dificuldade de flexibilidade mental, comum em pessoas com TDAH e/ou TEA.
    Por que entender isso ajuda?
    Quando você entende esse funcionamento, pode:
    Planejar pausas antes de entrar em hiperfoco.
    Usar alarmes ou lembretes externos para ajudar o cérebro a “destravar”.
    Reduzir a autocrítica e trabalhar estratégias mais realistas.
    Em resumo
    No hiperfoco, o seu cérebro não tem dificuldade de prestar atenção — ele tem dificuldade de desligar e mudar o foco.


  • Quais instrumentos neuropsicológicos que avaliam o comportamento desadaptativo ?

    Quais instrumentos neuropsicológicos que avaliam o comportamento desadaptativo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    I) Crianças e Adolescentes
    Funcionamento adaptativo / desadaptativo global:

    Vineland Adaptive Behavior Scales (VABS)
    ABAS-3 (Adaptive Behavior Assessment System)
    SIB-R (Scales of Independent Behavior – Revised)
    Comportamentos internalizantes e externalizantes
    CBCL (pais)
    TRF (professores)
    YSR (auto-relato – adolescentes)
    Autorregulação e funções executivas
    BRIEF-2
    BDEFS-CA (versão infantil)
    TEA / comportamentos graves
    ABC (Aberrant Behavior Checklist)
    BPI-01 (Behavior Problems Inventory)

    II) Adultos
    Funcionamento adaptativo e impacto funcional
    ABAS-3 (Adulto)
    SIB-R
    WHODAS 2.0 (funcionalidade global)
    Comportamento emocional e social
    ASR (Adult Self-Report)
    ABCL (informante)
    Autorregulação / impulsividade / rigidez
    BRIEF-A
    BDEFS (Adulto)
    BIS-11 (impulsividade)

    III) TEA (crianças, adolescentes e adultos)
    Vineland-3
    ABAS-3
    ABC
    BPI-01
    CARS-2 (inclui adaptação comportamental)

    IV) Funcionamento Intelectual Limítrofe / DI
    Vineland-3
    ABAS-3
    SIB-R
    BRIEF / BRIEF-A (quando há suspeita de desregulação executiva)

    V) Quando o comportamento desadaptativo está ligado a sofrimento emocional
    BAI / BDI-II
    DASS-21
    IDATE (STAI)

    -Como escolher corretamente:
    Na prática clínica, a avaliação costuma combinar:
    1 escala de funcionamento adaptativo
    1 escala comportamental
    1 instrumento de autorregulação
    Entrevista clínica + observação

    OBS:O comportamento desadaptativo não é um diagnóstico isolado, mas um indicador de como o indivíduo está conseguindo (ou não) se adaptar às demandas do ambiente.


  • O que define o "Hiperfoco Desadaptativo (disfuncional)" na neuropsicologia ?

    O que define o "Hiperfoco Desadaptativo (disfuncional)" na neuropsicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Cíntia Silva de Albuquerque

    O que é o hiperfoco desadaptativo (quando o foco começa a atrapalhar)?
    O hiperfoco desadaptativo acontece quando você fica tão concentrado em uma atividade que perde o controle sobre o tempo, o corpo e as outras responsabilidades.
    Nesse caso, o foco deixa de ajudar e passa a trazer prejuízos.
    Isso não acontece por falta de esforço ou vontade — é uma dificuldade do cérebro em frear e mudar o foco naquele momento.

    Como perceber que o hiperfoco não está saudável?
    Alguns sinais comuns são:
    -Você não consegue parar, mesmo sabendo que precisa.
    -Perde completamente a noção do tempo.
    -Esquece de comer, descansar ou dormir.
    -Fica muito irritado, ansioso ou desorganizado quando alguém interrompe.
    -Depois, surgem cansaço extremo, culpa ou problemas por tarefas não feitas.

    O que acontece no cérebro?
    Durante esse tipo de hiperfoco,a parte do cérebro que busca interesse e recompensa fica muito ativada. A parte que ajuda a organizar, pausar e mudar de atividade fica menos acessível.
    O cérebro entra em “modo automático” e tem dificuldade de avaliar consequências.
    Por isso, parar não é simples — exige ajuda externa.

    Por que o cérebro faz isso?
    Muitas vezes, o hiperfoco desadaptativo aparece quando:
    -A pessoa está muito sobrecarregada.
    -Há ansiedade, insegurança ou medo de errar.
    -A atividade oferece sensação de controle ou alívio imediato.
    Ou seja, o foco excessivo pode funcionar como uma forma de fuga ou proteção, mesmo trazendo problemas depois.

    O que pode ajudar?
    -Colocar alarmes ou limites de tempo antes de começar.
    -Combinar pausas com alguém de confiança.
    -Dividir tarefas grandes em etapas menores.
    -Trabalhar estratégias em terapia para fortalecer a autorregulação.
    O mais importante:
    Ter esse tipo de hiperfoco não define quem você é.
    Não é preguiça, nem falta de caráter.
    É algo que pode ser compreendido, manejado e melhorado com apoio.
    Em resumo
    O hiperfoco desadaptativo acontece quando o foco intenso foge do controle e começa a prejudicar a saúde, o tempo e a vida da pessoa.


Perguntas frequentes

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