Perguntas do paciente (3)
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito positivo que vocês estejam buscando terapia de casal não necessariamente porque o relacionamento está “em crise”, mas como um espaço para conversar sobre dúvidas e dilemas que surgem ao longo da relação. A terapia também pode ser um recurso de cuidado e fortalecimento do vínculo.
Em relação ao relacionamento aberto, considero importante que o casal possa se sentir acolhido e respeitado em sua configuração relacional. Mais do que procurar necessariamente alguém especializado exclusivamente nesse tema, vale observar se o profissional consegue trabalhar sem partir do pressuposto de que a abertura da relação é, por si só, um problema a ser corrigido. O foco da terapia deve ser compreender as questões que fazem sentido para vocês, como comunicação, acordos, ciúmes, limites, expectativas e necessidades individuais e do casal.
Antes de iniciar o acompanhamento, vocês podem perguntar diretamente ao profissional se ele possui experiência ou familiaridade com essa configuração de relacionamento. Sentir-se à vontade para trazer quem vocês são e como construíram sua relação é um aspecto importante para que o processo terapêutico seja produtivo e seguro.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, por si só, não permite concluir que exista uma traição ou determinar a presença de algum transtorno psicológico. Pensamentos, emoções e comportamentos precisam ser compreendidos dentro de um contexto mais amplo.
É relativamente comum que o reencontro com alguém que fez parte da nossa história afetiva desperte preocupações sobre como somos percebidos. Além disso, existe uma dimensão de gênero que merece ser considerada: mulheres são frequentemente socializadas para atribuir grande importância à aparência, à aprovação e à avaliação que os outros fazem de seus corpos e comportamentos. A preocupação em “estar bonita”, “parecer bem” ou demonstrar que a vida está dando certo pode, portanto, estar relacionada não apenas à autoestima individual, mas também a expectativas sociais que aprendemos ao longo da vida.
O fato de você se preocupar com a maneira como um antigo paquera irá enxergá-la não significa, necessariamente, que exista desejo de retomar aquela relação. Também é importante observar a culpa que aparece depois. Nem todo pensamento representa um desejo, e nem todo comportamento motivado pela necessidade de aprovação representa uma escolha de infidelidade. Quando começamos a interpretar pensamentos comuns como evidências de que estamos fazendo algo errado, podemos entrar em um ciclo de ansiedade, culpa e monitoramento constante do próprio comportamento.
A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa necessidade de aprovação, como as expectativas de gênero e experiências anteriores influenciaram sua relação com a aparência e a validação, e se existe um padrão de ansiedade e culpa excessivas. O objetivo não é controlar ou eliminar pensamentos, mas desenvolver uma relação mais segura e menos punitiva consigo mesma.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece em relacionamentos de longa duração. A diminuição da intensidade, da novidade e da “euforia” do início não significa necessariamente que o amor acabou. Com o tempo, o amor pode se expressar mais por meio de intimidade, companheirismo, cuidado, segurança e desejo de compartilhar a vida.
Sua ansiedade também merece atenção. Quando começamos a nos perguntar constantemente “será que ainda amo?”, podemos passar a monitorar cada sentimento — se sentiu saudade, se ficou animada, se sentiu “frio na barriga” — em busca de uma certeza. Esse monitoramento pode aumentar ainda mais a dúvida e dificultar o contato espontâneo com o que sentimos.
Em vez de buscar imediatamente uma resposta definitiva, pode ser mais útil refletir: como me sinto nessa relação? Consigo ser eu mesma? Existe carinho, respeito e vontade de estar aqui? O que mudou em mim e na relação?
Se existe desejo de recuperar a conexão, isso também pode ser trabalhado. A intimidade pode ser cultivada por meio de comunicação, experiências compartilhadas e novas formas de se relacionar.
A psicoterapia pode ajudar a compreender essas dúvidas sem pressioná-la a permanecer ou terminar, diferenciando ansiedade, expectativas e necessidades afetivas e favorecendo decisões mais conscientes.
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Perguntas frequentes
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