Perguntas do paciente (56)

  • Gostaria de saber se todos os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) possui pensamentos

    Gostaria de saber se todos os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) possui pensamentos intrusivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Sim , praticamente todos os pacientes com TOC têm pensamentos intrusivos. Isso é, na verdade, um critério central do transtorno. Por quê o TOC é composto por dois elementos principais:
    Obsessões → pensamentos intrusivos, imagens ou impulsos indesejados
    Compulsões → comportamentos (externos ou mentais) para reduzir a ansiedade
    Ou seja, sem pensamento intrusivo (obsessão), não há TOC


  • Gostaria de saber quais são os sintomas que podem indicar Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Gostaria de saber quais são os sintomas que podem indicar Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Principais sinais e sintomas
    1. Instabilidade emocional (o mais marcante)
    Mudanças rápidas de humor (horas ou dias)
    Emoções muito intensas (raiva, tristeza, vazio)
    Dificuldade em regular emoções
    2. Medo intenso de abandono
    Esforços extremos para evitar rejeição (real ou imaginada)
    Sensibilidade exagerada a sinais de afastamento
    3. Relacionamentos instáveis
    Alternância entre idealizar e desvalorizar o outro
    Relações intensas e turbulentas
    Dificuldade em manter vínculos estáveis
    4. Instabilidade na autoimagem
    Sensação de “não saber quem é”
    Mudanças frequentes de valores, objetivos ou identidade
    Sentimento de vazio
    5. Impulsividade
    Gastos excessivos
    Uso de substâncias
    Comportamentos de risco
    Dificuldade em pensar nas consequências
    6. Raiva intensa e dificuldade em controlá-la
    Explosões de raiva, Irritabilidade frequente, Conflitos interpessoais
    8. Sintomas dissociativos ou paranoia sob estresse
    Sensação de irrealidade (despersonalização)
    Desconfiança temporária dos outros
    Episódios ligados a estresse intenso


  • Por que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é eficaz para o Transtorno Obsessivo-Co

    Por que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é eficaz para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    A Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) é eficaz no tratamento do TOC porque ajuda a pessoa a enfrentar gradualmente os estímulos que geram ansiedade, sem realizar os comportamentos compulsivos. Com isso, ocorre redução do medo, aumento da tolerância ao desconforto e enfraquecimento da associação entre obsessão e compulsão, favorecendo maior controle sobre os sintomas.


  • Qual é a melhor abordagem terapêutica para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Qual é a melhor abordagem terapêutica para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    A abordagem com maior evidência científica para o tratamento do TOC é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente com a técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP). Ela auxilia na redução das obsessões e compulsões ao ensinar o paciente a lidar com a ansiedade sem recorrer aos rituais compulsivos. Em alguns casos, o tratamento pode ser associado ao acompanhamento psiquiátrico.


  • Como lidar com gatilhos de raiva usando atenção plena?

    Como lidar com gatilhos de raiva usando atenção plena?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    A raiva geralmente é ativada por gatilhos (situações, pensamentos ou memórias). A atenção plena ajuda a criar um espaço entre o gatilho e a reação, tem alguns aspectos que merecem atenção:
    1º) você deve perceber o momento exato em que a raiva começa. Pergunte-se: “O que aconteceu agora que me ativou?”. Só esse reconhecimento já reduz a intensidade automática.
    2º) Observe sem julgar e sem reagir imediatamente, as sensações no corpo (calor, tensão, coração acelerado), os pensamentos, emoções (irritação, frustração).
    3º ) Traga atenção para a respiração por alguns segundos: Inspire e expire lentamente, isso ajuda a regular o sistema emocional.
    4º ) Nomeie qual é a emoção que está sentindo, isso ajuda o cérebro a sair do modo reativo e entrar no modo mais consciente.
    5º) Dê um pequeno intervalo antes de responder, sair do ambiente, beber água, ficar em silêncio por alguns minutos.
    6º) Ao invés de agir escolha como agir, pense na melhor forma de lidar com isso. Aqui entra a resposta mais alinhada com seus valores, não com o impulso.


  • Qual a relação entre Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e raiva?

    Qual a relação entre Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e raiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Pessoas com esse transtorno costumam ter alta sensibilidade emocional, o que faz com que percebam rejeição, abandono ou injustiça de forma mais intensa. Isso pode ativar rapidamente a raiva. A raiva é intensa no borderline, por fatores como:
    Desregulação emocional: dificuldade de regular emoções fortes
    Medo de abandono: pequenas situações podem ser interpretadas como rejeição
    Impulsividade: a reação acontece rápido, antes de refletir
    Dificuldade em tolerar frustração
    A raiva costuma aparecer em formas de explosões emocionais, Irritabilidade frequente, Conflitos nos relacionamentos, e também, pode acontecer de a raiva ser voltada para si (autocrítica intensa).
    Deve se observar que, a raiva, nesse caso, não é “exagero por escolha”, mas sim resultado de um sistema emocional mais sensível e reativo.



  • Quais são as diferenças entre ruminação mental e emocional ?

    Quais são as diferenças entre ruminação mental e emocional ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    A ruminação é um padrão de ficar preso repetindo experiências internas, e pode acontecer de duas formas principais: mental (cognitiva) e emocional.
    Ruminação mental (cognitiva)
    É quando a pessoa fica presa nos pensamentos:
    Analisando excessivamente situações (“por que falei isso?”)
    Revivendo conversas ou erros
    Tentando encontrar respostas, mas sem chegar a uma solução
    Ruminação emocional:
    É quando a pessoa fica presa na sensação emocional:
    Revivendo o sentimento (tristeza, raiva, culpa)
    Mantendo o corpo ativado (tensão, aperto no peito)
    Sensação de “afundar” na emoção
    Ou seja,
    Mental → gira em torno de pensamentos
    Emocional → gira em torno da experiência da emoção no corpo
    Elas costumam andar juntas: pensar demais alimenta a emoção, e a emoção intensa puxa mais pensamentos — criando um ciclo difícil de sair.


  • Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda

    Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Sinto muito que você esteja passando por isso — ansiedade que tira o sono é muito desgastante, mas tem tratamento e costuma melhorar com algumas estratégias certas.
    Por que a ansiedade tira o sono?
    Quando você deita, o corpo deveria “desligar”.
    Mas com ansiedade, ele fica em modo alerta:
    mente acelerada
    preocupação constante
    corpo tenso
    coração mais ativo
    Resultado: dificuldade pra pegar no sono ou acordar no meio da noite.

    O que pode te ajudar a dormir melhor
    1. Desacelerar o corpo antes de dormir
    Faça um “ritual” 30–60 min antes:
    luz mais baixa
    evitar celular (ou usar modo noturno)
    tomar banho morno
    algo calmo (música tranquila, leitura leve)
    2. Técnica de respiração (funciona mesmo)
    Quando deitar:
    Inspire pelo nariz em 4 segundos
    Segure 2 segundos
    Solte pela boca em 6 segundos
    Faça por alguns minutos → ajuda o corpo a sair do alerta
    3. Tire os pensamentos da cabeça
    Se a mente não para:
    escreva tudo num papel antes de dormir
    tipo: “amanhã eu resolvo isso”
    Isso reduz a ruminação
    4. Evite isso à noite
    Cafeína (café, energético, refrigerante)
    Celular na cama por muito tempo
    Ficar “lutando” para dormir (isso aumenta a ansiedade)
    5. Regra importante
    Se não dormir em ~20 minutos:
    levante
    vá para outro ambiente
    faça algo calmo
    Volte só quando estiver com sono
    (ensina o cérebro que cama = dormir, não sofrer)

    Tratamento de verdade (mais eficaz)
    Psicoterapia
    Ajuda a:
    reduzir ansiedade
    controlar pensamentos
    melhorar o sono de forma duradoura

    Psiquiatra (se necessário)
    Se você:
    não está conseguindo dormir há dias
    está muito ansiosa(o)
    ou muito esgotada(o)

    pode precisar de avaliação médica para ajudar a regular o sono no início


  • tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Sim — vale muito a pena procurar um psicólogo no seu caso.
    Timidez + ansiedade podem começar como algo leve, mas quando:
    você evita situações
    sente muito desconforto ao interagir
    ou isso começa a te limitar

    já é um bom momento para cuidar disso com ajuda profissional.
    O que pode estar por trás disso
    Às vezes é apenas timidez, mas também pode envolver:
    ansiedade social
    insegurança
    medo de julgamento
    pensamentos como “vou passar vergonha”, “vão me achar estranho(a)”
    Um psicólogo vai te ajudar a entender exatamente o que está acontecendo no seu caso.


  • O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ans

    O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ansiedade? Ir tb no psicologo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Sim — procurar um psicólogo é fundamental nesses casos, e muitas vezes faz toda a diferença.
    Quando os medicamentos não estão sendo eficazes para depressão e ansiedade, é importante considerar alguns pontos:
    Reavaliar com o psiquiatra: às vezes é necessário ajustar dose, trocar medicação ou revisar o diagnóstico
    Associar psicoterapia: abordagens como TCC ou DBT ajudam a trabalhar pensamentos, emoções e comportamentos que os remédios sozinhos não alcançam
    Entender fatores envolvidos: rotina, estresse, sono, relações e padrões de pensamento influenciam muito nos sintomas
    Constância no tratamento: tanto medicação quanto terapia precisam de tempo e acompanhamento
    Existe também o que chamamos de casos mais resistentes, mas mesmo nesses, a combinação de estratégias (psiquiatria + psicoterapia + mudanças de estilo de vida) costuma trazer melhora.
    Você não precisa lidar com isso sozinho — ajustar o tratamento é parte do processo, não um fracasso


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Não, isso não é um defeito — é uma resposta do seu corpo e da sua mente.
    A ansiedade nem sempre precisa de um “motivo claro”. Às vezes, ela surge por um sistema emocional mais sensível, que reage como se houvesse perigo, mesmo quando racionalmente está tudo bem.
    Ela pode ser causada por vários fatores, como:
    tendência biológica (algumas pessoas já são mais sensíveis à ansiedade)
    acúmulo de estresse ao longo do tempo
    padrões de pensamento (preocupação excessiva, necessidade de controle)
    experiências passadas que deixaram o sistema emocional mais alerta
    Ou seja, não é falta de força ou um problema de personalidade — é um funcionamento que pode ser compreendido e regulado.
    Na psicoterapia, a pessoa aprende a identificar esses gatilhos, entender o que mantém a ansiedade e desenvolver estratégias para lidar melhor com ela, reduzindo o desconforto ao longo do tempo.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Isso é mais comum do que parece — e não tem relação com orientação sexual. Geralmente está ligado à ansiedade social, insegurança ou medo de julgamento.
    Alguns caminhos que podem ajudar:
    Entender o que passa na sua mente: muitas vezes surgem pensamentos como “vou falar algo errado” ou “ela vai me julgar”, que aumentam a trava.
    Começar com interações simples: treinar conversas curtas, sem pressão de impressionar, ajuda a ganhar confiança.
    Reduzir a autocrítica: você não precisa ser perfeito ou interessante o tempo todo — conversas reais são simples.
    Exposição gradual: quanto mais você evita, mais difícil fica. Ir aos poucos é essencial.
    A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, trabalhando ansiedade social, habilidades de comunicação e autoconfiança.
    Com prática e orientação, isso costuma melhorar muito.


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Esses sintomas — desânimo, choro frequente e falta de vontade — merecem atenção, e procurar ajuda já é um passo importante.
    Você pode buscar um psicólogo que trabalhe com depressão e regulação emocional. Algumas abordagens bem indicadas são:
    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): ajuda a entender pensamentos negativos e retomar atividades aos poucos
    Terapia Comportamental Dialética (DBT): trabalha emoções intensas e estratégias práticas para o dia a dia
    Outras abordagens também podem ajudar, desde que o profissional tenha experiência com sofrimento emocional e humor deprimido
    Mais importante do que “o tipo” é que seja um profissional com quem você se sinta à vontade e acolhido.
    Se os sintomas forem intensos ou persistentes, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra.
    Com o acompanhamento adequado, é possível recuperar energia, motivação e qualidade de vida.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Olá, dá pra entender sua dúvida, ansiedade e estresse realmente se parecem muito, mas existem algumas diferenças importantes. E sim, existe um caminho claro para fazer uma avaliação adequada.
    Ansiedade x Estresse: qual a diferença?
    Estresse
    Geralmente ligado a uma situação específica (trabalho, conflito, rotina)
    Tende a diminuir quando o problema passa
    Sensação de sobrecarga, irritação, cansaço
    Ansiedade
    Pode aparecer mesmo sem motivo claro
    Envolve preocupação constante, antecipação de problemas
    Sintomas físicos: coração acelerado, falta de ar, tensão, insônia
    Muitas vezes, o estresse prolongado pode evoluir para um quadro de ansiedade.
    A avaliação pode ser feita com psicólogo, para investigar:
    Quando os sintomas começaram
    Em quais situações aparecem
    Pensamentos associados
    Comportamentos (evitação, preocupação excessiva, etc.)
    Abordagens como a Terapia Comportamental ajudam muito tanto na avaliação quanto no tratamento.
    Outra forma é a avaliação psiquiátrica, se os sintomas forem intensos, um psiquiatra pode:
    Avaliar se há um transtorno de ansiedade (ex: Transtorno de Ansiedade Generalizada)
    Ver se há necessidade de medicação


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Psicólogo → melhor porta de entrada
    Faz avaliação emocional e comportamental
    Identifica sinais de ansiedade, depressão, estresse, etc.
    Inicia tratamento com psicoterapia
    Uma abordagem muito utilizada é a
    Terapia Cognitivo-Comportamental, que ajuda a:
    entender pensamentos e emoções
    reduzir sintomas de ansiedade
    melhorar o dia a dia
    Na maioria dos casos, você pode começar por aqui sem problema.

    Psiquiatra → quando considerar
    Quando os sintomas estão muito intensos
    Se há crises frequentes, insônia forte ou prejuízo grande
    Para avaliar necessidade de medicação
    Ele pode diagnosticar, por exemplo:
    Transtorno de Ansiedade Generalizada
    Depressão
    Psicólogo e psiquiatra podem trabalhar juntos, inclusive.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cleide Gregis

    Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve é muito angustiante, mas também é algo tratável — muita gente que sente isso melhora bastante com o cuidado certo.
    Pelos seus relatos (medo intenso de sair, sensação de desmaio, coração apertando), isso combina muito com ansiedade intensa/crises de pânico, que podem acontecer junto com a Depressão e/ou um quadro como Transtorno de Ansiedade Generalizada.
    E algo importante:
    essas sensações parecem perigosas, mas não são perigosas de fato. Seu corpo está reagindo como se estivesse em risco, mesmo quando não está.
    O que você está sentindo (explicado de forma simples)
    Coração apertando / acelerado → resposta de “alerta” do corpo
    Sensação de desmaio → hiperventilação / ansiedade alta
    Medo de morrer → comum em crises de ansiedade
    Isso cria um ciclo:
    sensação física → medo → mais ansiedade → sensação aumenta
    A resposta mais importante pra sua pergunta
    Sim, você pode melhorar e voltar a ter uma vida normal.
    Isso não é permanente — é um estado tratável.
    O que mais ajuda no tratamento
    1. Psicoterapia
    A principal abordagem é a
    Terapia Cognitivo-Comportamental
    Ela ajuda você a:
    entender o que está acontecendo no seu corpo
    reduzir o medo das sensações
    voltar a sair de casa aos poucos (com segurança)
    2. Avaliação psiquiátrica


Perguntas frequentes

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