Perguntas do paciente (334)

  • Estou com dor de cabeça há 6 dias. Às vezes sinto uma espécie de dormência no olho direit

    Estou com dor de cabeça há 6 dias. Às vezes sinto uma espécie de dormência no olho direito e também tenho algumas pontadas do lado esquerdo da cabeça. Às vezes sinto dor na parte de trás da cabeça também. Fiquei 7 dias sem tomar sertralina e voltei a tomar há 15 dias. Depois disso, comecei a sentir essas dores de cabeça. Será que esses sintomas podem estar relacionados à sertralina ou à interrupção que fiz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua preocupação e muito legítima a sua apreensão ao vivenciar dores de cabeça persistentes, acompanhadas de pontadas e sensações atípicas como dormência na região dos olhos. Passar por uma pausa não planejada no uso da medicação e, ao retomar o tratamento, deparar-se com desconfortos físicos intensos gera uma insegurança natural, tornando essencial esclarecer o que pode estar ocorrendo no seu organismo durante essa fase de readaptação.

    O nosso cérebro funciona como uma rede elétrica altamente calibrada que se apoia na serotonina para manter o equilíbrio dos sinais de sensibilidade e relaxamento. Quando a sertralina foi interrompida por uma semana, o sistema sofreu uma queda repentina nesse fluxo, gerando uma espécie de curto-circuito temporário de descontinuação. Ao reintroduzir o medicamento há quinze dias, a fiação neural precisou reiniciar o processo de religamento. Durante esse período de recalibragem, os sensores cerebrais de dor e sensibilidade tátil podem ficar temporariamente hiper-reativos e desorganizados, manifestando-se em tensões musculares reflexas na nuca, dores difusas pela cabeça e pequenas alterações sensoriais na face até que o equilíbrio bioelétrico se consolide novamente.

    Como qualquer sintoma neurológico persistente ou desconforto físico de maior intensidade deve ser monitorado de perto para afastar outras causas, a avaliação médica individualizada é indispensável. Entre em contato com o médico psiquiatra que prescreveu o seu tratamento para relatar detalhadamente essas dores e pontadas, permitindo que ele avalie a evolução do seu quadro clínico e oriente a melhor conduta.


  • os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto qu

    os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto que a sensibilidade sensorial fica muito muito pior. parece que sempre estou no começo de uma crise de pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Conviver com o autismo já demanda um esforço diário para processar os estímulos do ambiente, e sentir que a fase que antecede a menstruação amplifica as luzes, os sons e o estresse a ponto de parecer uma crise de pânico iminente gera um desgaste físico e emocional imenso, tornando fundamental acolher essa vivência com toda a atenção.

    O nosso cérebro funciona como uma avançada mesa de som que precisa ajustar o volume de milhares de estímulos do mundo exterior para que a mente não seja soterrada por ruídos. No espectro autista, esses botões de equalização costumam ser naturalmente muito delicados e sensíveis. Durante o período pré-menstrual, a queda rápida nos níveis de hormônios como o estrogênio e a progesterona altera diretamente a disponibilidade de serotonina e de outros mensageiros químicos vitais para a sensação de calma. Essa flutuação atua como se alguém aumentasse de repente o volume de todos os canais de entrada da mesa de som ao mesmo tempo, sobrecarregando a central de processamento neural e acionando o alarme biológico de emergência, o que explica a percepção de estar à beira de um colapso ou de um pânico constante.

    Como cada organismo vivencia as oscilações hormonais e neurodivergentes de maneira singular, existem estratégias terapêuticas personalizadas para suavizar esse impacto e trazer estabilidade. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu desenvolvimento para relatar a intensidade dessa sobrecarga sensorial nos dias prévios ao ciclo, permitindo que vocês construam um plano de cuidados integrado.


  • Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea

    Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas..
    Ele realmente é fraco ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Quando iniciamos ou pesquisamos sobre um tratamento para a ansiedade, é muito natural querer entender como o medicamento age e por que diferentes pessoas têm impressões tão distintas sobre a sua eficácia.

    O nosso cérebro pode ser comparado a uma casa com diferentes tipos de fechaduras e trincos. Alguns remédios para ansiedade atuam como uma chave mestra pesada, desligando o alarme e sedando os circuitos de forma imediata, mas gerando sonolência intensa e risco de dependência. O Ansitec, cujo princípio ativo é a buspirona, atua de uma forma muito mais refinada e gradual. Ele funciona como uma chave de precisão nos receptores de serotonina, modulando a sensibilidade das vias da ansiedade sem desligar o motor mental nem provocar sedação pesada. Como o medicamento não traz alívio instantâneo e precisa de algumas semanas de uso contínuo para construir o equilíbrio químico ideal, muitas pessoas acostumadas ao efeito imediato de calmantes tradicionais acabam criando a falsa impressão de que ele não possui força terapêutica.

    Como a resposta a cada classe de ansiolítico depende da biologia individual e das metas de cada plano de cuidado, a melhor escolha deve ser sempre personalizada. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso para entender a indicação da medicação e tirar todas as suas dúvidas com total clareza e segurança.


  • Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já

    Bom dia,
    Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já usei uma grande vasta de antidepressivos para aliviar a minha ansiedade, depressão. E ao longo do tempo comecei a ter descrença com a psiquiatria. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Entendo seu desânimo; passar por vários psiquiatras, experimentar muitos medicamentos e continuar com ansiedade ou depressão pode gerar frustração e fazer você perder a confiança no tratamento. Isso não significa que não exista uma explicação ou possibilidade de melhora, mas indica que vale uma reavaliação mais ampla e cuidadosa.

    O diagnóstico psiquiátrico é como montar um quebra-cabeça: não depende apenas dos sintomas atuais, mas também da história desde a infância, do padrão de sono, energia e humor, períodos de irritabilidade ou euforia, traumas, uso de substâncias, doenças clínicas, medicamentos e resposta — ou falta de resposta — aos tratamentos anteriores. Às vezes, é necessário revisar se o diagnóstico inicial está correto, se há mais de uma condição ocorrendo ou se fatores clínicos estão contribuindo. Procure um psiquiatra com experiência em casos complexos e leve uma relação dos medicamentos já usados, doses, duração, efeitos e motivos das interrupções. Não suspenda nem altere remédios por conta própria.

    Na consulta, diga claramente que perdeu a confiança e que gostaria de participar da construção de um plano, com objetivos, prazo de reavaliação e explicação sobre as alternativas. Se estiver com pensamentos de morte, de se machucar ou sem condições de cuidar de si, procure imediatamente um pronto-socorro ou ligue para o CVV, pelo 188. A descrença atual é compreensível, mas não precisa ser o ponto final do seu cuidado.


  • Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e int

    Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e interagindo com pessoas, mas agora que me formei não quero mais sair de casa.

    Tenho medo de que um carro me atropele ao atravessar a rua, de que as pessoas me achem feia ou esquisita, de que os clientes reclamem de mim, de não saber tudo, de errar.

    Não quero sair de casa nunca mais. Nos encontros de família, fico no quarto. As pessoas ficam me chamando: “Vem, fulana”, mas eu não vou. Faz dois anos que não vejo minha irmã.

    Há três meses não pego sol, não vou à feira e não vejo pessoas. Tenho ingressos para um show em outubro, mas não quero mais ir. Estou com medo das pessoas e do que pode acontecer.

    Também não vou ao médico porque tenho medo. Não vou ao psicólogo porque tenho medo.

    Sinto que estou cada vez mais presa dentro de casa e com medo de voltar a viver normalmente. Não quero comer, não quero sair, me chamam pra encontros e eu não vou. É normal? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Sentir um medo tão paralisante, ver o mundo lá fora parecer ameaçador a ponto de não conseguir sair do quarto e se afastar até das pessoas queridas é uma experiência de imenso sofrimento e solidão. É perfeitamente compreensível o seu esgotamento diante dessa situação, mas esse grau de isolamento e angústia não é algo que você precise aceitar como normal ou carregar sozinha.

    O nosso cérebro possui um sistema de alarme interno muito sofisticado, desenhado para nos proteger de perigos reais. No entanto, diante de transições marcantes na vida, pressões intensas ou sobrecargas emocionais, esse alarme pode ficar descalibrado, passando a soar na potência máxima diante de situações cotidianas, como atravessar a rua, interagir com pessoas ou assumir novas responsabilidades. Quando isso acontece, a mente tenta criar uma fortaleza imaginária e nos convence de que o único lugar seguro é o isolamento completo dentro de casa, disparando pensamentos catastróficos para evitar qualquer possibilidade de crítica, erro ou desconforto.

    Buscar o apoio de um médico psiquiatra é o passo fundamental para recalibrar esse sistema de segurança e recuperar a sua liberdade no seu próprio ritmo. Como dar o primeiro passo e sair de casa pode parecer assustador neste momento, iniciar essa avaliação por meio de consultas online, no conforto do seu quarto, é uma alternativa viável, segura e acolhedora para começar a receber o cuidado que você merece.


  • No sexto dia tomando sertralina de 25 mg, estou sentindo muita tontura..com dificuldade até para cam

    No sexto dia tomando sertralina de 25 mg, estou sentindo muita tontura..com dificuldade até para caminhar por conta da tontura, pode ser devido a efeito colateral do medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Sentir tontura intensa a ponto de dificultar o simples ato de caminhar é algo muito desconfortável e que, com toda razão, gera bastante receio e insegurança. O início de um tratamento psiquiátrico costuma ser um momento delicado, e acolher essas sensações com atenção é o primeiro passo para compreender o que o seu corpo está comunicando.

    A sertralina atua diretamente na regulação da serotonina, um mensageiro químico essencial para o equilíbrio das nossas emoções e de diversas funções corporais. Podemos pensar no cérebro como um barco que acabou de ajustar as velas para navegar em um novo ritmo. Nos primeiros dias, conforme o vento da medicação começa a soprar, o barco pode oscilar um pouco até encontrar a estabilidade e o equilíbrio corretos sobre a água. Como o sistema nervoso central precisa recalibrar os circuitos que coordenam a percepção espacial e a pressão, sensações de vertigem, instabilidade e tontura são relativamente comuns nessa primeira semana de adaptação.

    Por se tratar de um sintoma que está impactando a sua rotina e a sua marcha, é essencial entrar em contato com o médico que prescreveu a medicação para relatar o que está acontecendo. Ele poderá avaliar clinicamente essa intensidade, tranquilizar você com precisão e indicar a melhor conduta com total segurança. Caso a tontura venha acompanhada de outros sinais intensos como desmaio ou mal-estar súbito, não hesite em buscar uma avaliação médica presencial imediata.


  • Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de trat

    Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de tratamento tomando sertralina zoloft 25mg, totalizando 23 dias de tratamento para Transtorno Obssessivo Compulsivo, porém ainda não senti melhora, sinto que estou cada vez mais confusa sobre o que sou eu e o que é o TOC. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Quando lidamos com o sofrimento causado pelo Transtorno Obsessivo-Compulsivo, é perfeitamente compreensível o cansaço diante da demora para perceber os primeiros sinais claros de alívio e a sensação de desorientação interna ao longo do início do tratamento.

    A sertralina atua diretamente na regulação da serotonina, um mensageiro químico fundamental para organizar o tráfego de pensamentos no sistema nervoso central. No caso do transtorno, podemos imaginar a mente como um rádio antigo que ficou sintonizado por muito tempo em uma frequência cheia de chiados e ruídos repetitivos. O medicamento entra em ação como um ajuste fino do botão de sintonia, permitindo que os circuitos neurais reaprendam a focar na música limpa e clara. Contudo, essa reorganização biológica e a resposta clínica nesse quadro costumam demandar um tempo maior, geralmente de seis a doze semanas em doses terapêuticas adequadas. No início, conforme a medicação começa a mexer nessa estrutura rígida de pensamentos, é natural que surja essa sensação de estranhamento temporário sobre onde terminam os ruídos do rádio e onde começa a sua verdadeira voz.

    Como cada organismo possui um ritmo próprio de afinação neural e o tratamento requer acompanhamento próximo, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que conduz o seu caso sobre essas percepções e dúvidas. Ele saberá avaliar a evolução do tempo de uso, o ajuste da dose e oferecer a segurança necessária para essa caminhada. Desejo muita força, paciência e serenidade no seu processo de recuperação.


  • Efeitos colaterais no inicio do uso do Aymee, acordei com corpo mole, Lassidão, é normal?

    Efeitos colaterais no inicio do uso do Aymee, acordei com corpo mole, Lassidão, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    O Aymee atua modulando a comunicação química no sistema nervoso central, principalmente a atividade da serotonina, substância ligada à regulação do humor, da energia e do bem-estar. Podemos pensar no cérebro como uma casa que está recebendo uma nova instalação elétrica. Nos primeiros dias da reforma, é comum que algumas lâmpadas oscilem um pouco antes que toda a rede encontre a voltagem correta e se estabilize. Essa sensação de fraqueza muscular, sonolência ou lentidão reflete justamente essa fase inicial de calibração, na qual os circuitos e receptores neurais ainda estão aprendendo a lidar com a nova disponibilidade dos mensageiros químicos. Geralmente, esses efeitos tendem a ser passageiros e diminuem conforme o corpo se adapta ao medicamento. No entanto, é fundamental conversar abertamente com o médico que acompanha o seu tratamento sobre essas sensações. Ele poderá avaliar a intensidade dos sintomas com precisão, tranquilizar você e orientar os próximos passos com segurança. Desejo que você se sinta melhor em breve e tenha uma caminhada muito tranquila em seu tratamento.


  • Porque mesmo tomando antipsicóticos e estabilizadores de humor eu não estabilizo e continuo tendo cr

    Porque mesmo tomando antipsicóticos e estabilizadores de humor eu não estabilizo e continuo tendo crises? Parece que nenhum remédio faz efeito em mim. O que devo relatar ao meu psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É compreensível o seu desânimo e a sua frustração ao se dedicar ao tratamento com medicações e ainda assim continuar enfrentando crises. Passar por esse processo gera um cansaço emocional legítimo e a sensação de que nada funciona, mas essa fase de instabilidade não significa que o seu organismo seja resistente ou que não haja um caminho eficaz para você.

    Podemos pensar no cérebro e na regulação emocional como uma orquestra que precisa tocar em harmonia perfeita. Os estabilizadores de humor e os antipsicóticos atuam como maestros e equalizadores finos, ajudando os neurônios e os mensageiros químicos a modularem os sinais elétricos para evitar picos excessivos de euforia ou quedas bruscas de energia. Como cada sistema nervoso possui uma anatomia e uma sensibilidade únicas, encontrar o ajuste ideal de dosagem e a combinação exata de chaves químicas muitas vezes requer tempo e calibragens sucessivas. Além disso, a resposta biológica aos medicamentos também depende de outros fatores fundamentais, como a regularidade do sono, os níveis de estresse e a rotina diária.

    Para a sua próxima consulta, leve um registro detalhado anotando a frequência com que as crises acontecem, os horários em que surgem, os possíveis gatilhos do dia a dia e a qualidade do seu sono. Relatar também eventuais efeitos colaterais físicos ajudará imensamente o seu psiquiatra a recalibrar o plano terapêutico com segurança e precisão. Mantenha o diálogo aberto com o profissional que acompanha você e cuide-se com paciência e carinho.


  • Posso pedir ao meu psiquiatra que me prescreva Orlistate para o tratamento da obesidade? Se sim como

    Posso pedir ao meu psiquiatra que me prescreva Orlistate para o tratamento da obesidade? Se sim como devo pedir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Ter dúvidas sobre quais profissionais podem nos ajudar em cada etapa do cuidado é algo muito natural, e faz todo sentido você se planejar para conversar com o médico que já acompanha a sua rotina.

    A abordagem do corpo e da mente funciona de maneira totalmente integrada. Podemos pensar na nossa saúde como uma equipe de navegadores que conduzem um mesmo barco. O psiquiatra atua principalmente cuidando da rota emocional e dos circuitos cerebrais, enquanto outros especialistas, como endocrinologistas e nutricionistas, ajustam as velas metabólicas e nutricionais. Embora qualquer médico com registro ativo tenha formação para avaliar e prescrever medicações, substâncias como o orlistate atuam diretamente no sistema digestivo, bloqueando a absorção de parte das gorduras dos alimentos. Por isso, a indicação precisa levar em consideração os seus exames físicos, seus hábitos alimentares e todo o seu histórico clínico geral.

    Você pode e deve levar essa conversa para a sua próxima consulta de forma muito natural e transparente. Basta compartilhar com o seu psiquiatra como o peso tem impactado a sua qualidade de vida, mencionar o interesse pela medicação e perguntar se ele considera esse tratamento adequado para o seu momento ou se recomenda o acompanhamento conjunto com um endocrinologista. Desejo muito sucesso e equilíbrio nessa jornada de cuidado com a sua saúde.


  • Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse

    Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse período não percebi nenhuma melhora nos sintomas de depressão, ansiedade ou sono. Diante dessa experiência, gostaria de saber: em quanto tempo normalmente se espera observar algum benefício com o Inseris XR 300 mg? A ausência total de resposta após dois meses pode indicar que o medicamento não é adequado para alguns pacientes, ou existem casos em que o efeito demora ainda mais para aparecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Compreendo perfeitamente a sua frustração e a sensação de desânimo ao seguir o tratamento com dedicação por dois meses sem notar o alívio esperado na depressão, na ansiedade ou no sono. Lidar com esses sintomas diariamente é desgastante, e ter expectativas sobre uma medicação que parece não responder traz muitas dúvidas legítimas.

    O Inseris XR (succinato de desvenlafaxina) atua aumentando a disponibilidade de dois importantes mensageiros químicos no cérebro: a serotonina e a noradrenalina. Podemos pensar no cérebro como uma grande rede elétrica em que esses mensageiros funcionam como os cabos que transmitem energia e clareza para o humor e a disposição. De modo geral, o organismo costuma levar entre quatro a seis semanas para reorganizar essa fiação interna e apresentar os primeiros benefícios consistentes. Quando se atinge o período de oito semanas em dosagem terapêutica sem nenhuma resposta perceptível, isso costuma indicar que essa chave química específica talvez não seja a ideal para o seu perfil biológico, já que cada organismo possui receptores únicos e processa os compostos de forma singular.

    Nesse cenário, é fundamental agendar um retorno com o médico que prescreve o seu tratamento para relatar exatamente essa ausência de evolução. Somente o profissional que conhece o seu histórico pode avaliar a necessidade de ajustes, trocas ou novas estratégias com total segurança, lembrando que nenhuma medicação deve ser interrompida por conta própria. Desejo que você encontre em breve o caminho ideal para o seu bem-estar.


  • Faz 8 dias que estou usando 2/3 do donaren retard 150mg, receitado pelo médico para tratamento de in

    Faz 8 dias que estou usando 2/3 do donaren retard 150mg, receitado pelo médico para tratamento de insônia. Nos dois primeiros dias não dormi nada, teve só dois dias que dormi um pouquinho mas sigo com insônia; Será que ele demora alguns dias pra atingir o efeito esperado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Passar noites em claro ou com um sono fragmentado é uma experiência bastante desgastante para o corpo e para a mente. É perfeitamente compreensível a sua expectativa e a dúvida ao iniciar o tratamento, especialmente quando o descanso reparador ainda parece distante nos primeiros dias.

    O Donaren Retard atua modulando a comunicação entre os neurônios, principalmente por meio da serotonina e de receptores que ajudam a reduzir a agitação do sistema nervoso. Podemos comparar o cérebro em estado de insônia a um motor de carro que passou muito tempo acelerado em alta rotação: a medicação age como uma desaceleração gradual e suave desse motor, e não como um freio brusco ou um botão que desliga tudo de repente. Por ser uma formulação de liberação lenta, o organismo costuma levar alguns dias ou até semanas para calibrar essa nova engrenagem biológica e consolidar um ritmo de sono mais regular e contínuo.

    Como cada organismo possui um tempo próprio de resposta e adaptação aos neurotransmissores, é essencial conversar abertamente com o médico que prescreveu o medicamento sobre como foram essas noites. Ele é o profissional indicado para avaliar a sua evolução e planejar a continuidade do tratamento com total segurança. Desejo noites de sono muito mais tranquilas em breve.


  • Fui ao psiquiatra com as seguintes queixas: ansiedade e hipocondria. Ele me receitou Akineton. Não e

    Fui ao psiquiatra com as seguintes queixas: ansiedade e hipocondria. Ele me receitou Akineton. Não encontrei conteúdos ou recomendações desse medicamento para esse fim, mas conheci uma moça que fez o uso desse medicamento com os mesmos sintomas e melhorou muito. Devo confiar e iniciar a medicação?

    Fui em outra profissional que me confirmou o uso de Akineton em alguns casos, mas me recomendou Bupropiona. Eu tenho medo dos efeitos colaterais de medicação pois não tive boas experiências com ecitalopram e sertralina. Pela chance de colaterais, estou cogitando o Akineton, ele pode prejudicar meu tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É totalmente compreensível sentir receio e insegurança diante de condutas diferentes e após passar por experiências desconfortáveis com outros remédios. Quando lidamos com ansiedade intensa e a constante preocupação com a saúde, o medo das reações adversas acaba gerando ainda mais apreensão, tornando cada decisão sobre o tratamento um momento muito delicado.

    O cérebro funciona como uma orquestra afinada, em que diferentes instrumentos químicos precisam tocar em harmonia. O Akineton atua bloqueando a ação de um mensageiro chamado acetilcolina, sendo historicamente utilizado para equilibrar circuitos motores e controlar tremores. Já remédios como a bupropiona modulam a dopamina e a noradrenalina, funcionando como afinadores de energia e foco. Quando uma medicação é indicada para um objetivo diferente da sua bula principal, o médico busca atingir um circuito específico para acalmar a tempestade de pensamentos e sensações físicas. Contudo, o que traz alívio para uma pessoa pode não ter a mesma resposta em outro organismo, pois cada corpo possui uma biologia única e reage de forma singular a esses estímulos.

    Por isso, o caminho mais seguro é compartilhar abertamente esses medos e as experiências anteriores com o profissional de sua confiança antes de iniciar qualquer opção. Somente um médico em consulta pode avaliar o seu histórico completo, esclarecer a lógica de cada escolha e definir com tranquilidade o plano mais adequado para o seu caso. Desejo que você encontre serenidade e uma recuperação plena em sua caminhada.


  • Olá, bom dia. A lamotrigina diminui a irritabilidade? Obrigado.

    Olá, bom dia. A lamotrigina diminui a irritabilidade? Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Olá, bom dia. Compreendo perfeitamente a sua dúvida, pois a irritabilidade constante é uma sensação muito incômoda e desgastante, tanto para quem sente quanto para as pessoas ao redor, sendo bastante comum buscar formas de trazer mais serenidade ao dia a dia.

    A lamotrigina é uma substância que atua como estabilizadora da atividade cerebral. Podemos imaginar o nosso cérebro como uma rede de iluminação que às vezes sofre com picos repentinos de energia elétrica, fazendo as lâmpadas piscarem de forma agitada e gerando sensações como a impaciência e a irritação. A medicação funciona como um estabilizador de voltagem nessa rede: ela modula a liberação de mensageiros químicos excitatórios, como o glutamato, suavizando as oscilações excessivas e permitindo que o humor permaneça em uma frequência mais equilibrada e estável ao longo do tempo. Dessa forma, ao regular essas descargas intensas, o tratamento pode sim contribuir para a redução da irritabilidade em diversos quadros clínicos.

    Como a resposta a qualquer intervenção depende de uma avaliação detalhada do seu histórico e das causas dessa oscilação, é fundamental conversar abertamente com o médico que acompanha o seu caso. Ele poderá avaliar se essa é a melhor abordagem para o seu momento e ajustar o cuidado com total segurança. Desejo muita tranquilidade e equilíbrio em sua jornada.


  • Eu faço o uso de pornografia e masturbação diariamente durante 3 anos, não consigo parar mesmo toman

    Eu faço o uso de pornografia e masturbação diariamente durante 3 anos, não consigo parar mesmo tomando medicações como a bup XL 150mg, 100mg de sertralina, e 5mg de aripiprazol, eu fiquei com anedonia, falta de energia, motivação e nada pra mim tem graça, eu gostaria de saber se eu parar de usar isso, o meu sistema de recompensa do cérebro volta ao normal? Igual como era antes de eu fazer esse uso excessivo? E minha anedonia vai embora, e minha energia, motivação e vontade volta ao normal também? Como funciona esse processo de recalibração da dopamina e do sistema de recompensa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Compreendo profundamente o seu sofrimento e a angústia de se sentir preso a esse ciclo, especialmente ao lidar com a falta de energia, a desmotivação e a sensação de que nada mais tem graça. Viver com anedonia e perceber que as coisas perderam o brilho é algo muito pesado, e reconhecer esse padrão já é um passo muito corajoso e importante na busca por mudança e bem-estar.

    O cérebro possui um circuito de prazer e recompensa movido pela dopamina, um mensageiro químico ligado à motivação e ao entusiasmo. Podemos comparar esse sistema a uma caixa de som com o volume ajustado para o dia a dia. Quando o cérebro recebe estímulos muito intensos e frequentes, como acontece no uso excessivo de pornografia, é como se colocássemos uma música em volume máximo constantemente. Para se proteger dessa sobrecarga sonora, o cérebro diminui a sensibilidade dos seus alto-falantes internos, fazendo com que as pequenas alegrias da vida cotidiana pareçam inaudíveis e sem sabor. A boa notícia é que o nosso sistema nervoso possui uma enorme capacidade de adaptação, chamada neuroplasticidade. Ao reduzir e interromper os estímulos hiperintensos, o cérebro passa por um processo de recalibração gradual, reinstalando a sensibilidade desses alto-falantes e recuperando aos poucos a capacidade de sentir prazer com as atividades simples da rotina.

    Essa reorganização leva tempo, paciência e exige um cuidado integral, pois o sofrimento emocional e o uso de medicações que atuam na dopamina e na serotonina precisam ser avaliados em conjunto. Por isso, recomendo fortemente que você converse abertamente e sem receios com o médico psiquiatra e o psicólogo que acompanham o seu tratamento, para que possam traçar estratégias seguras e personalizadas para essa fase de recuperação. Desejo muita força, clareza e uma plena restauração do seu bem-estar nessa caminhada.


  • Quanto tempo para avaliar o efeito completo da quetiapina (50mg) como adjuvante da venlafaxina 225mg

    Quanto tempo para avaliar o efeito completo da quetiapina (50mg) como adjuvante da venlafaxina 225mg na melhora de sintomas residuais da ansiedade , com segurança para retirada do frontal de horário (0,25 mg 2x/dia)?
    Como desrealização, leve tremores de extremidades , etc? Após curva de melhora importante em outros sintomas - evitação, sono, apetite, funcionalidade, humor, etc.
    Quet de 50mg introduzida há 26 dias

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É muito encorajador perceber que você já conquistou avanços tão importantes no tratamento, recuperando o sono, o apetite e a funcionalidade do dia a dia. Ao mesmo tempo, é perfeitamente compreensível a expectativa e a cautela em relação a esses sintomas residuais, como a sensação de desrealização e os pequenos tremores, especialmente quando se planeja a retirada gradual de uma medicação de suporte como o alprazolam.

    Podemos imaginar o cérebro em recuperação como uma casa que passou por uma grande reforma. A venlafaxina atuou na reconstrução das paredes mestras e da estrutura principal, trazendo de volta a estabilidade do humor e da rotina. A quetiapina em dose baixa entra como o trabalho fino de acabamento e isolamento acústico, atuando em receptores de serotonina e dopamina para amortecer os ruídos que ainda incomodam e acalmar o sistema de alerta. Geralmente, essa sintonia fina e a consolidação de seus efeitos levam de quatro a seis semanas para se estabelecerem por completo. Já medicações como o alprazolam funcionam como um apoio temporário durante as obras mais pesadas, e a sua retirada exige que a nova estrutura esteja bem firme e assentada para que a transição ocorra de maneira suave, sem solavancos.

    Como cada organismo possui um ritmo biológico próprio para consolidar essas mudanças e retirar apoios temporários com segurança, qualquer plano de desmame do calmante deve ser orientado e acompanhado de perto pelo seu médico psiquiatra. Mantenha o diálogo aberto na sua próxima consulta para que ele possa avaliar esses 26 dias de uso e definir o momento mais seguro para cada passo. Desejo a você uma continuidade de tratamento muito serena e uma recuperação cada vez mais completa.


  • Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?

    Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Podemos comparar o início do tratamento ao processo de afinar um instrumento musical delicado. Nas primeiras semanas, os circuitos cerebrais e os mensageiros químicos que regulam a tranquilidade estão passando por uma fase ativa de calibração. Enquanto o sistema nervoso aprende a responder a essa nova modulação, o cérebro pode oscilar temporariamente na intensidade das respostas de alarme, gerando momentos pontuais de maior tensão ou desconforto antes de alcançar a harmonia e a estabilidade desejadas.

    Essas variações nos primeiros quinze dias são frequentes na adaptação terapêutica, mas é fundamental compartilhar detalhadamente essas sensações com o médico que acompanha o seu caso. Ele poderá avaliar com precisão o seu quadro e orientar os próximos passos para garantir a sua segurança e o seu conforto. Cuide-se com atenção e carinho.


  • Olá, a despersonalização é uma sensação constante de desconexão da mente, dos próprios pensamentos?!

    Olá, a despersonalização é uma sensação constante de desconexão da mente, dos próprios pensamentos?!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A despersonalização é uma resposta do sistema nervoso central diante de níveis elevados de estresse, sobrecarga emocional ou ansiedade. Podemos imaginar o cérebro como um sistema de computadores que, ao atingir uma temperatura muito alta por excesso de processamento, aciona um modo de economia de energia ou uma tela de proteção para não sobrecarregar os circuitos. Essa desconexão temporária funciona como uma espécie de anestésico emocional biológico, fazendo com que a pessoa se sinta como uma espectadora da própria mente, assistindo aos seus pensamentos e sentimentos de longe, como se estivesse em um filme. Embora possa surgir em episódios rápidos ou parecer contínua em momentos de maior tensão, essa sensação não significa uma perda real de contato com a realidade.

    Como essa manifestação costuma estar ligada a quadros de ansiedade, trauma ou exaustão psíquica, é fundamental conversar abertamente com um médico psiquiatra ou um psicólogo. Um profissional qualificado poderá avaliar o seu contexto global, ajudar a regular esses níveis de estresse e trazer a segurança necessária para o seu bem-estar. Desejo muita serenidade e tranquilidade em sua caminhada.


  • Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an

    Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha ansiedade de base está média (ainda tenho sintomas de ansiedade social, etc); o Venvanse ajuda no foco, mas me deixa mais tenso, travado. E também estou com uma anedonia surreal, piorei muito nos últimos dias! Queria saber o que pode estar contribuindo para essa anedonia e por que os sintomas de ansiedade ainda continuam médios…

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Sentir essa perda de prazer no dia a dia e notar que a ansiedade ainda persiste, mesmo durante o tratamento, pode ser muito desconfortável e frustrante. É totalmente compreensível a sua dúvida, pois o objetivo de qualquer acompanhamento é justamente recuperar a leveza e a funcionalidade.

    O funcionamento do cérebro pode ser comparado a uma mesa de som de alta precisão, em que cada botão regula um neurotransmissor específico. A dopamina e a noradrenalina, quando estimuladas, aumentam o foco e a energia, mas, caso o volume ultrapasse o ponto ideal, o sistema pode responder com tensão física, rigidez e até reforçar a ansiedade de base. Por outro lado, a sensação de anedonia, que é esse amortecimento emocional, pode surgir por múltiplos fatores, desde uma resposta temporária do circuito de recompensa até o efeito de freio de outras medicações para conter oscilações. Quando esses ajustes finos não estão perfeitamente sincronizados, o cérebro pode focar muito em uma tarefa, mas perder temporariamente a capacidade de sentir entusiasmo e relaxamento.

    Como cada organismo possui uma sensibilidade única a essas combinações, é fundamental não alterar nenhuma dose por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso e relate exatamente esses sintomas de tensão e anedonia recente, para que ele possa calibrar essa equação com total segurança.


  • Bom dia! Estava tomando lamotrigina 100mg há 13 dias e agora estou tomando 200mg há 6 dias, sendo 19

    Bom dia! Estava tomando lamotrigina 100mg há 13 dias e agora estou tomando 200mg há 6 dias, sendo 19 dias no total que comecei o tratamento e até agora não senti melhora nenhuma.
    É normal? Quanto tempo a lamotrigina demora pra começar a fazer efeito? Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Bom dia! É perfeitamente natural e compreensível esperar por resultados rápidos quando iniciamos um tratamento, e essa espera sem notar mudanças imediatas costuma gerar bastante ansiedade e dúvida.

    O cérebro funciona como uma orquestra afinando os instrumentos antes de um grande concerto. A lamotrigina atua acalmando a atividade elétrica excessiva dos neurônios para estabilizar as oscilações do humor, mas esse processo biológico não ocorre de um dia para o outro. A medicação precisa ser introduzida em doses gradualmente maiores, justamente para que o organismo se adapte com total segurança. Quando alcançamos a dose terapêutica recomendada para o seu caso, o cérebro ainda leva algumas semanas para reorganizar as conexões e os mensageiros químicos. Em geral, os primeiros benefícios mais perceptíveis costumam surgir entre quatro a seis semanas após atingir a dosagem estável.

    Cada organismo possui o seu próprio ritmo de resposta, por isso é fundamental não alterar as doses por conta própria. Mantenha o diálogo aberto com o médico psiquiatra que acompanha o seu quadro e relate como tem se sentido, pois ele é a pessoa mais indicada para avaliar a evolução e orientar os próximos passos com segurança.


Perguntas frequentes

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