Perguntas do paciente (334)

  • Meu cardiologista passou o fluoxetina pra tomar, devido a pressão está alta, mais ele disse que é de

    Meu cardiologista passou o fluoxetina pra tomar, devido a pressão está alta, mais ele disse que é devido a ansiedade. Não sinto pensamentos suicidas não. Apenas uma agonia no peito. Se eu tomar esse remédio vou ter esse pensamento suicida??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente natural sentir apreensão ao iniciar um medicamento novo ou ao ler sobre possíveis efeitos, especialmente quando o objetivo principal é aliviar essa agonia desconfortável no peito e proteger a sua saúde.

    O nosso corpo e a nossa mente funcionam como uma rede elétrica integrada, em que a ansiedade atua como uma sobrecarga contínua na fiação, disparando alarmes falsos no organismo, acelerando o ritmo e elevando a pressão arterial. A fluoxetina age como um estabilizador de voltagem para esse circuito, aumentando de forma gradual a disponibilidade de serotonina, que é o mensageiro químico responsável pela sensação de calma, segurança e bem-estar. O propósito dessa medicação é justamente desarmar essa tensão e trazer alívio para o peito e para a mente, e não gerar pensamentos negativos em quem não os apresenta. Durante as primeiras semanas, o cérebro simplesmente passa por um período de adaptação para calibrar esse equilíbrio e devolver a tranquilidade ao seu dia a dia.

    Como cada organismo possui uma resposta individual durante o início do tratamento, é essencial manter uma conversa aberta com o médico que fez a indicação, compartilhando as suas dúvidas e como tem se sentido ao longo dos dias para que o acompanhamento seja feito com total clareza e segurança.


  • Uso de neuleptil, risperidona e imaprimina. É normal ao invés de melhorar os sintomas de agressivida

    Uso de neuleptil, risperidona e imaprimina.
    É normal ao invés de melhorar os sintomas de agressividade e tiques,ter uma piora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a preocupação ao notar que, em vez do alívio esperado para os tiques e a agressividade, os sintomas parecem ter se intensificado. Vivenciar uma reação diferente da esperada gera bastante insegurança e desconforto para o paciente e para a família.

    O cérebro funciona como uma orquestra complexa tentando sincronizar diferentes instrumentos. Medicamentos como a risperidona, o Neuleptil e a imipramina atuam regulando mensageiros químicos essenciais, como a dopamina, a noradrenalina e a serotonina, que controlam o humor, o freio dos impulsos e os comandos motores. Quando essas substâncias começam a agir em conjunto, os circuitos cerebrais passam por um período de adaptação e calibração. Em algumas situações, especialmente no início do uso ou em momentos de ajuste de dosagem, o organismo pode apresentar uma sensibilidade temporária. Isso pode gerar uma sensação de inquietação física ou agitação interna, que se confunde com a piora da agressividade ou com o aumento dos movimentos involuntários.

    Como cada organismo possui uma resposta biológica única a essas combinações, é fundamental não interromper nem modificar as doses por conta própria. Entre em contato com o médico psiquiatra que faz o acompanhamento e relate detalhadamente essas alterações observadas, para que ele possa reavaliar o quadro, verificar a adaptação e realizar os ajustes necessários com total segurança.


  • Estou tomando sertralina de 50 mg a 5 semanas, mais ainda tenho crise de ansiedade. Queria saber se

    Estou tomando sertralina de 50 mg a 5 semanas, mais ainda tenho crise de ansiedade. Queria saber se a sertralina costuma demorar mesmo para atingir os efeitos terapêuticos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É plenamente compreensível sentir frustração e insegurança ao completar cinco semanas de tratamento e ainda vivenciar episódios de ansiedade. Quando iniciamos uma medicação, a expectativa de alívio é natural e justa, e continuar sentindo esses desconfortos gera bastante dúvida sobre o andamento do processo.

    O cérebro pode ser comparado a um jardim que passou por um período de estiagem. A sertralina age como um sistema de irrigação suave e contínuo, aumentando a disponibilidade de serotonina, que é o mensageiro químico responsável pela sensação de calma, segurança e estabilidade emocional. No entanto, para que o solo absorva essa água, as raízes se fortaleçam e a vegetação volte a florescer de forma equilibrada, o organismo precisa de tempo para reorganizar suas conexões biológicas. Embora os primeiros sinais de melhora costumem surgir entre quatro a seis semanas, o efeito terapêutico pleno e a proteção contra crises mais intensas podem levar um pouco mais de tempo ou exigir uma calibração na dosagem para alcançar o ponto ideal de funcionamento de cada pessoa.

    Como cada organismo possui um ritmo próprio de resposta e necessidades específicas, é essencial não alterar a dose por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que faz o seu acompanhamento e relate detalhadamente a frequência e a intensidade dessas crises, para que ele avalie a evolução do tratamento e trace os próximos passos com toda a segurança.


  • Comecei a tomar lítio, sertralina e bupropiona a um mês, e tenho tido falta de apetite desde então.

    Comecei a tomar lítio, sertralina e bupropiona a um mês, e tenho tido falta de apetite desde então. Queria saber se posso tomar cobavital, junto com estes medicamentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É plenamente compreensível a sua preocupação ao notar a redução do apetite logo no primeiro mês de tratamento, bem como a vontade de buscar alternativas para recuperar a disposição para se alimentar. Quando iniciamos uma rotina nova de cuidados, qualquer alteração no corpo gera dúvidas e merece atenção.

    O organismo funciona como uma orquestra afinada, em que cada medicação toca uma melodia específica para equilibrar os mensageiros químicos cerebrais. A sertralina e a bupropiona atuam aumentando a circulação de substâncias como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina, que auxiliam na regulação do humor e da energia, mas que também participam ativamente do centro que controla a saciedade e a fome no cérebro. Por isso, no início da adaptação, é comum ocorrer essa diminuição do apetite. Ao pensar em introduzir um estimulante como o Cobavital, é preciso ter cautela: ele atua bloqueando certos receptores de serotonina e histamina para abrir o apetite, o que pode interagir de forma complexa com as medicações de base e causar sonolência excessiva ou interferir na resposta desejada para o humor e a estabilidade proporcionada pelo lítio.

    Como cada organismo reage de maneira única a essas interações biológicas, é fundamental não iniciar nenhum suplemento ou medicamento por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu quadro e relate essa perda de apetite, para que ele avalie a melhor estratégia para restabelecer a sua alimentação com total segurança e harmonia no tratamento.


  • O médico receitou 75 de Venlafaxina e 1 sedoxil junto com Venlafaxina de manhã e outro sedoxil à tar

    O médico receitou 75 de Venlafaxina e 1 sedoxil junto com Venlafaxina de manhã e outro sedoxil à tarde. No primeiro dia que tomei foi ontem foi horrível. Tive de ir ao hospital. Vomitava muito desmaiava dificuldade em tudo adormecia palpitações. Como foi o primeiro dia a tomar o médico disse para parar e falar com o psiquiatra. Hoje após esse episódio não tomei nada e estou a passar o dia a dormir é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É muito compreensível o seu susto e o cansaço após passar por uma experiência tão intensa e desconfortável logo no início do tratamento. Ter reações físicas fortes a ponto de precisar de atendimento hospitalar gera bastante insegurança, e é inteiramente natural que o seu corpo agora sinta a necessidade de descansar e se recuperar desse estresse.

    Podemos pensar no nosso organismo como uma casa que passou por uma tempestade repentina e teve os disjuntores desarmados para proteção. A venlafaxina e o mexazolam atuam diretamente nos circuitos cerebrais e na regulação de mensageiros químicos importantes, como a serotonina e a noradrenalina. Quando o sistema nervoso recebe esses estímulos de forma muito sensível, o corpo pode reagir de maneira exagerada com náuseas, alterações de pressão e palpitações. Após passar por esse alarme biológico e pelo esforço físico do episódio, o organismo naturalmente entra em um modo de economia de energia, fazendo com que a sonolência e a necessidade de dormir funcionem como uma pausa necessária para recompor as forças.

    Como o médico do pronto atendimento orientou a suspensão temporária, mantenha o repouso e hidrate-se bem ao longo do dia. Entre em contato com o psiquiatra que receitou o tratamento o quanto antes para relatar exatamente o que aconteceu. Ele é o profissional mais indicado para reavaliar a estratégia, ajustar as doses com calma ou escolher alternativas mais gentis para o seu organismo. Desejo uma pronta recuperação e que você fique bem.


  • Tomo brintellix (vortioxetina) 10mg à 4 semanas- à noite, aumentei a dose de 5mg para 10mg porque du

    Tomo brintellix (vortioxetina) 10mg à 4 semanas- à noite, aumentei a dose de 5mg para 10mg porque durante o dia continua a sentir me muito ansiosa. No entanto continuo a acordar de manha com ansiedade e diarreia, apesar de em geral melhorar durante o dia. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É plenamente compreensível sentir desconforto e insegurança ao acordar com ansiedade e alterações no intestino, especialmente após quatro semanas de tratamento e um ajuste recente na dose. Quando buscamos alívio para os sintomas ao longo do dia, passar por momentos difíceis logo pela manhã gera bastante dúvida e desgaste.

    O nosso organismo funciona como uma grande central de comunicação, onde o cérebro e o intestino estão diretamente conectados pelo mesmo mensageiro químico, a serotonina. O Brintellix atua aumentando a disponibilidade dessa substância para reorganizar as conexões cerebrais e trazer estabilidade ao humor, mas a maior parte dos receptores de serotonina do corpo fica justamente no trato digestivo. Pela manhã, o corpo naturalmente produz uma carga extra de hormônios do despertar, como o cortisol, para nos colocar em movimento. Quando esses hormônios encontram um sistema nervoso e um intestino que ainda estão se calibrando com a nova dosagem, o circuito pode disparar com excesso de sensibilidade, provocando a sensação de ansiedade matinal e acelerando o ritmo intestinal temporariamente.

    Como cada organismo possui um tempo biológico particular para encontrar esse ponto de equilíbrio, é fundamental não alterar as doses por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento e relate exatamente esses sintomas matinais, para que ele avalie a evolução da adaptação e oriente os próximos passos com total segurança.


  • Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acred

    Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acredita que sim. Eu vivo no automático e a maior parte do tempo na minha própria cabeça. Odeio a companhia de pessoas e de depender de algum modo, mas ao mesmo tempo sou muito dependente emocional. Eu não me sinto louca, mas sei que tem algo de errado comigo. Tão errado que fico até sem saber como procurar ajuda. Alguém pode me dar algum dica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Sentir essa desconexão com a própria existência, viver no piloto automático e lidar com sentimentos tão contraditórios em relação aos outros pode ser uma experiência muito assustadora, solitária e desgastante. É perfeitamente compreensível o seu receio e até a dúvida sobre como buscar apoio, mas saiba que você não está perdendo a razão: essa sensação de estranhamento é uma resposta conhecida e compreensível do nosso sistema emocional diante de sobrecargas intensas.

    O nosso cérebro funciona como um computador com um sofisticado sistema de proteção contra superaquecimento. Quando acumulamos muita tensão, ansiedade, conflitos internos ou estresse prolongado, o circuito entra em um modo de segurança, como uma tela de proteção que reduz temporariamente a intensidade dos estímulos externos para que o sistema não entre em colapso. Esse mecanismo biológico cria uma espécie de névoa ou distanciamento da realidade, fazendo com que a própria presença pareça estranha ou irreal, e nos leva a nos isolar na mente para tentar conter o desgaste emocional e a dependência que nos assustam.

    O primeiro passo para encontrar alívio não exige que você tenha todas as respostas prontas. Marcar uma consulta com um médico psiquiatra ou um psicólogo é o caminho mais seguro e gentil para começar; você pode simplesmente relatar exatamente o que escreveu aqui, no seu próprio ritmo, para que esses profissionais ajudem a organizar esses sentimentos e desarmar esse modo de proteção com total cuidado e acolhimento.


  • Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapi

    Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapina (5mg) desenvolvem sindromes metabólicas ou ganho de peso? Antecipadamentre grato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É plenamente compreensível e muito prudente buscar informações sobre os impactos físicos e metabólicos de um tratamento, especialmente quando o objetivo é cuidar da saúde de forma global e equilibrada.O nosso cérebro funciona como uma sofisticada central de comando, na qual a olanzapina atua acalmando circuitos ligados a neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a histamina. Ao atuar nessas vias para trazer estabilidade emocional, o medicamento também influencia o termostato interno que regula o apetite, a saciedade e o processamento de energia no corpo. Por essa razão, a literatura médica aponta que o ganho de peso clinicamente significativo ocorre em uma parcela expressiva das pessoas, variando em torno de 30% a 50% dos pacientes em uso continuado, e o desenvolvimento ou agravamento de alterações metabólicas, como mudanças na glicemia e nos lipídios, pode alcançar entre 15% e 30% dos casos ao longo do tempo. Mesmo em dosagens menores, como 5 mg, o organismo passa por essas influências biológicas, embora cada indivíduo apresente uma sensibilidade própria a esses efeitos. Como esses números dependem de fatores individuais, histórico de saúde e hábitos de vida, o monitoramento periódico com exames de sangue e acompanhamento nutricional torna o tratamento muito mais seguro. Converse abertamente com o médico psiquiatra que faz o seu acompanhamento sobre essas preocupações, para que juntos vocês possam traçar as melhores estratégias de prevenção e controle.


  • Boa tarde estou tomando velaxina de 37mg a 10 dias sinto enjôo aumentou de ansiedade, é normal?

    Boa tarde estou tomando velaxina de 37mg a 10 dias sinto enjôo aumentou de ansiedade, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua preocupação e o incômodo ao notar enjoo e um aumento temporário da ansiedade logo nos primeiros dez dias de tratamento. Iniciar uma medicação gera a expectativa natural de alívio rápido, e passar por esses desconfortos no começo pode trazer bastante insegurança.

    O nosso organismo funciona como uma rede elétrica que está recebendo uma nova fiação para suportar com mais equilíbrio a voltagem do estresse. A venlafaxina atua aumentando a circulação de mensageiros químicos como a serotonina e a noradrenalina, fundamentais para a estabilidade do humor e da energia. No entanto, a maior parte dos receptores de serotonina do corpo fica localizada no sistema digestivo, o que explica a sensação de náusea nas primeiras semanas. Ao mesmo tempo, até que os circuitos neurais encontrem a sintonia ideal, o cérebro passa por uma fase de calibração em que os sensores ficam temporariamente mais reativos, provocando essa oscilação passageira na ansiedade antes de trazer o efeito protetor esperado.

    Como cada organismo possui um ritmo próprio para concluir esse processo de adaptação, é fundamental não interromper nem modificar a dosagem por conta própria. Mantenha o diálogo aberto com o médico psiquiatra que faz o seu acompanhamento e relate esses sintomas, para que ele avalie a evolução do tratamento e oriente você com total tranquilidade e segurança.


  • Eu comprei amitriptilina 25mg de outra marca teuto não tinha da outra marca nome mas sempre tomo da

    Eu comprei amitriptilina 25mg de outra marca teuto não tinha da outra marca nome mas sempre tomo da neo química muda alguma coisa posso tomar ? Eu não durmo sem esse remédio

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A substância ativa presente no comprimido de ambas as marcas é exatamente a mesma, a amitriptilina na dosagem de 25mg. Essa medicação atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade de mensageiros químicos como a serotonina e a noradrenalina, além de modular circuitos cerebrais ligados ao relaxamento e ao sono. Podemos pensar na medicação como uma chave que abre uma fechadura específica no cérebro para permitir o descanso noturno. O princípio ativo é o formato do segredo da chave, que é rigorosamente igual e fiscalizado pelas agências reguladoras para garantir a mesma eficácia. No entanto, os outros ingredientes que compõem o corpo do comprimido, chamados de excipientes, podem variar levemente entre os fabricantes, o que às vezes faz com que o organismo sinta pequenas diferenças na velocidade de absorção, embora a ação terapêutica principal permaneça a mesma.

    Como a sua tranquilidade e a continuidade do seu tratamento são fundamentais, é essencial manter a regularidade das doses e relatar qualquer percepção diferente ao médico que acompanha você. Ele é o profissional mais indicado para orientar os detalhes do seu cuidado e garantir noites de sono tranquilas e seguras. Desejo um excelente descanso e muita serenidade em sua rotina.


  • Faz um mês que tomo sertralina de 50 mg para ansiedade e Pamelor de 25 mg, passado pelo neurologista

    Faz um mês que tomo sertralina de 50 mg para ansiedade e Pamelor de 25 mg, passado pelo neurologista para controle de dor de cabeça. Percebi agora que sinto palpitações no coração e um pouco de dor, sintomas que não senti nas primeiras semanas de tratamento. É normal sentir essas palpitações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Perceber sensações no coração costuma gerar bastante apreensão, e faz todo sentido você procurar esclarecer o que está acontecendo com o seu corpo.

    A sertralina e o Pamelor atuam diretamente sobre neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, substâncias que ajudam a equilibrar as emoções e os circuitos que modulam a dor. Podemos imaginar o sistema nervoso como o maestro de uma orquestra que rege vários instrumentos ao mesmo tempo, incluindo os batimentos cardíacos e a pressão arterial. O Pamelor, em particular, possui uma ação que pode acelerar levemente o ritmo dessa orquestra ou alterar a sensibilidade dos receptores conforme a dose se acumula no organismo ao longo das semanas. Por isso, alterações no ritmo do coração podem surgir mesmo após um tempo de uso, exigindo uma verificação cuidadosa.

    Como qualquer alteração no ritmo cardíaco ou dor no peito precisa de uma atenção especial, é fundamental relatar esses sintomas prontamente aos médicos que acompanham você, tanto ao neurologista quanto ao psiquiatra. Caso a dor no peito seja intensa ou acompanhada de mal-estar importante, a recomendação é buscar uma avaliação imediata em um pronto atendimento para garantir total tranquilidade. Desejo melhoras e muito sucesso na continuidade do seu cuidado.


  • Faz dez dias que tou tomando velaxina e ainda não vi efeito, é normal?

    Faz dez dias que tou tomando velaxina e ainda não vi efeito, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente natural e compreensível esperar por melhoras rápidas ao iniciar um novo tratamento, e passar pelos primeiros dez dias sem notar grandes mudanças pode trazer dúvidas e uma sensação de incômodo. Quando buscamos alívio para o sofrimento emocional, a expectativa de recuperação é imediata, e essa fase inicial de espera costuma gerar bastante ansiedade.

    O cérebro pode ser comparado a um jardim que está sendo replantado após um longo período de desgaste. A venlafaxina atua como um sistema de irrigação que aumenta gradualmente a disponibilidade de serotonina e noradrenalina, os mensageiros químicos responsáveis pelo ânimo, pela disposição e pelo equilíbrio emocional. No entanto, o solo precisa de tempo para absorver esses nutrientes, restaurar as raízes e permitir que os novos brotos cresçam fortes e saudáveis. Por essa razão, os circuitos neurais passam por um processo biológico de adaptação e reorganização que costuma levar de duas a quatro semanas para que os primeiros benefícios terapêuticos comecem a se manifestar de maneira mais consistente.

    Como cada organismo possui o seu próprio ritmo biológico de resposta, é essencial não interromper nem alterar a dose por conta própria. Mantenha o diálogo aberto com o médico psiquiatra que acompanha o seu quadro e relate como tem se sentido ao longo desses primeiros dias, para que ele avalie a sua evolução e oriente os próximos passos com total segurança e tranquilidade.


  • Olá, boa tarde, tudo bem? Foi-me indicado carbamazepina para transtorno bipolar. Ele é eficaz nesse

    Olá, boa tarde, tudo bem? Foi-me indicado carbamazepina para transtorno bipolar.
    Ele é eficaz nesse quadro? Eu estou um pouco cético quanto a esse medicamento.
    Obrigado desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível e muito saudável sentir dúvidas ou um certo ceticismo ao receber a indicação de um novo medicamento, especialmente para uma condição que exige tanto cuidado quanto o transtorno bipolar. Entender a função de cada ferramenta no tratamento é um direito de quem busca o próprio bem-estar e traz mais confiança para todo o processo.

    O cérebro de uma pessoa com transtorno bipolar pode ser comparado a uma rede elétrica que, em certos períodos, sofre com oscilações intensas de voltagem, alternando entre picos de sobrecarga e momentos de queda de energia. A carbamazepina atua como um estabilizador automático para esse circuito, acalmando a atividade elétrica excessiva dos neurônios e modulando os canais que transmitem esses sinais nervosos. Ao suavizar essas tempestades de impulsos, a medicação ajuda a proteger o sistema nervoso central contra novas crises de euforia ou oscilações severas, permitindo que a mente recupere a sua estabilidade e o seu funcionamento equilibrado ao longo do tempo.

    Como cada organismo possui particularidades e uma sensibilidade única aos tratamentos, a resposta terapêutica é individual. Por isso, é fundamental não alterar ou recusar o uso sem orientação: converse abertamente com o médico psiquiatra que fez a indicação, compartilhe esse ceticismo e tire todas as suas dúvidas sobre exames de controle e expectativas de melhora, para que vocês sigam o caminho mais seguro e confortável.


  • Sou autista adulto, diagnosticado tardiamente, estou estendo muitos episodios de crises por dia mesm

    Sou autista adulto, diagnosticado tardiamente, estou estendo muitos episodios de crises por dia mesmo tomando meus remedios. O que posso fazer para parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Receber o diagnóstico de autismo na vida adulta traz muitas respostas, mas lidar com episódios frequentes de sobrecarga emocional e sensorial no dia a dia gera um desgaste imenso, especialmente quando você já está se dedicando ao tratamento com os medicamentos prescritos.

    O cérebro no espectro autista funciona muitas vezes como um processador de altíssimo desempenho conectado a sensores extremamente refinados. As medicações atuam como um regulador térmico indispensável, ajudando a estabilizar os circuitos e a equilibrar os mensageiros químicos cerebrais para evitar superaquecimentos repentinos. No entanto, se o ambiente ao redor continuar gerando um excesso contínuo de estímulos sonoros, visuais, demandas sociais ou alterações bruscas na rotina, a memória de processamento acaba atingindo a sua capacidade máxima. Quando esse limite é ultrapassado, os episódios de crise surgem como uma válvula de escape natural do próprio sistema tentando se proteger e descarregar a pressão acumulada.

    Por essa razão, o caminho mais eficaz é aliar o suporte farmacológico a estratégias diárias de regulação e adaptação do ambiente. Recomendo que você relate detalhadamente a frequência dessas crises ao psiquiatra que acompanha o seu caso, pois ele poderá reavaliar as doses e propor ajustes personalizados. Além disso, o suporte de uma terapia especializada é fundamental para mapear os seus principais gatilhos de sobrecarga e construir recursos práticos de proteção e acolhimento para o seu bem-estar. Cuide-se com muita gentileza.


  • Olá, comecei a tomar Paroxetina de 20 mg pela manhã e a noite. E Olanzapina de 10 mg a noite. Porém

    Olá, comecei a tomar Paroxetina de 20 mg pela manhã e a noite. E Olanzapina de 10 mg a noite. Porém notei uma piora na minha saúde sexual. Estou com dificuldade de manter ereção, ejaculação precoce e o esperma liquefeito. Pode ser reação adversa das medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua preocupação ao notar essas alterações na vida íntima logo no início do tratamento. A saúde sexual é uma parte fundamental da qualidade de vida e do bem-estar, e vivenciar dificuldades nessa área pode gerar bastante desconforto, insegurança e dúvidas sobre a continuidade dos cuidados.

    O nosso cérebro e o corpo funcionam como uma refinada orquestra, na qual cada medicamento ajusta o volume de determinados instrumentos químicos para restaurar a harmonia emocional. A paroxetina e a olanzapina atuam regulando mensageiros importantes, como a serotonina e a dopamina, que ajudam a trazer calma e estabilidade para a mente. No entanto, essas mesmas vias neurais participam ativamente da resposta sexual, do controle dos reflexos e do equilíbrio hormonal que comanda a ereção e as características das secreções do organismo. Quando a sensibilidade desses receptores se altera durante o processo de adaptação, podem surgir efeitos colaterais comuns nessa fase, como oscilações no desempenho sexual ou mudanças na fluidez do sêmen.

    Como cada organismo possui um ritmo próprio de resposta e muitas dessas reações podem ser ajustadas com segurança, é fundamental não interromper nem alterar as doses por conta própria. Converse abertamente e sem receio com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso, relatando detalhadamente esses sintomas para que ele possa avaliar a situação e encontrar o melhor caminho para o seu equilíbrio e conforto.


  • Estava tomando as Desvenlafaxina de 100mg, fiquei grávida e passei a tomar a Sertralina de 50mg no l

    Estava tomando as Desvenlafaxina de 100mg, fiquei grávida e passei a tomar a Sertralina de 50mg no lugar da anterior. Tive um aborto, e agora gostaria de retornar com a Desvenlafaxina, como devo proceder essa troca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Sinto muito pela sua perda. Passar por um momento tão delicado e doloroso como a interrupção de uma gestação exige um imenso cuidado com a sua saúde física e emocional, sendo compreensível e muito legítimo o seu desejo de reorganizar o tratamento para recuperar o bem-estar e a estabilidade.

    Cada antidepressivo atua como uma chave específica sintonizando os circuitos do sistema nervoso central. A sertralina trabalha modulando principalmente a serotonina, um mensageiro químico essencial para a sensação de serenidade e regulação emocional. A desvenlafaxina, por sua vez, tem uma ação dual, atuando tanto na serotonina quanto na noradrenalina, agindo como um ajuste fino que ajuda a regular não apenas o ânimo, mas também a disposição física e o foco. Quando se planeja migrar de uma substância para outra, o cérebro necessita de uma transição gradual e muito bem calibrada, permitindo que os receptores neurais se adaptem sem sofrer com oscilações bruscas ou sintomas de descontinuação.

    Por envolver ajustes minuciosos de dosagem e tempo, esse processo nunca deve ser feito por conta própria. Recomendo que você converse abertamente com o seu médico psiquiatra o quanto antes. Ele poderá traçar um plano de transição seguro, respeitando o seu histórico e oferecendo todo o suporte necessário para que você atravesse essa fase com tranquilidade. Cuide-se com muito carinho.


  • Olá! Fui avaliada por um psiquiatra e recebi prescrição de duloxetina 60 mg, bupropiona 150 mg, líti

    Olá! Fui avaliada por um psiquiatra e recebi prescrição de duloxetina 60 mg, bupropiona 150 mg, lítio 300 mg e trazodona à noite. Minha dúvida é apenas sobre a forma de seguir a prescrição: devo iniciar os medicamentos conforme a orientação recebida desde o primeiro dia ou existe alguma recomendação para introduzi-los gradualmente? Gostaria de confirmar a orientação. Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível e muito prudente ter essa cautela antes de iniciar uma nova receita, especialmente diante de uma combinação com múltiplos medicamentos. Buscar clareza sobre o ritmo e a ordem de início demonstra um cuidado essencial com a própria saúde e traz muito mais segurança e tranquilidade para todo o processo.

    O nosso cérebro funciona como uma orquestra afinada que está prestes a receber novos instrumentos para harmonizar a melodia de mensageiros químicos fundamentais, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Em muitos casos, a introdução gradual das substâncias permite que os circuitos neurais e o organismo se adaptem com suavidade, reduzindo a chance de desconfortos nos primeiros dias. Em outras situações clínicas, o médico pode optar por um início simultâneo dependendo da urgência dos sintomas e da resposta esperada. Cada plano terapêutico é construído levando em consideração essa sensibilidade individual para calibrar o equilíbrio da mente.

    Como a estratégia de introdução varia conforme o planejamento específico feito para você, é fundamental não alterar ou iniciar o esquema sem certeza. Entre em contato com o médico psiquiatra que realizou o atendimento para confirmar detalhadamente o cronograma de introdução planejado, garantindo que o seu tratamento comece com total segurança e eficácia.


  • Minha filha de 14 anos, está há 50 dias tomando amitriptilina 50mg devido a um quadro de depressão l

    Minha filha de 14 anos, está há 50 dias tomando amitriptilina 50mg devido a um quadro de depressão leve, que iniciou com insônia, queda de apetite e uma crise intensa de enxaqueca. Tomou amitriptilina de 25mg por alguns meses para a enxaqueca e há 50 dias iniciou em 50mg. A enxaqueca passou, o humor está bem melhor, mas o apetite só piora a cada dia. E após o aumento da dose começaram a surgir muitos enjoos. Mesmo que ela tente comer não consegue porque enjoa. Estou ficando desesperada já, já perdeu 5kg. Será que vale a pena trocar a medicação? A médica pediu pra incluir sertralina 25mg mas eu não tive coragem de dar mais um medicamento, já que o estômago dela já está tão sensível. Estou no limite, vendo-a emagrecer e perder o prazer por se alimentar, até as coisas que gostava. Não sei que médico procura nem o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É muito compreensível a sua angústia ao ver a sua filha enfrentando essa perda de peso e a falta de apetite, especialmente em uma fase de tanto desenvolvimento como a adolescência. Cuidar de quem amamos diante de sintomas tão delicados traz uma sobrecarga emocional imensa, e é muito legítimo que você sinta medo e insegurança ao pensar em incluir ou ajustar qualquer medicação.

    A amitriptilina atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade de neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, substâncias que ajudam a regular o humor, o sono e as vias da dor física. Podemos imaginar o cérebro e o aparelho digestivo como duas cidades conectadas por uma grande rodovia de comunicação. Muitas vezes, ao ajustar os sinais de trânsito para acalmar a enxaqueca e estabilizar as emoções na primeira cidade, o fluxo pode causar uma lentidão temporária ou uma sensibilidade excessiva na digestão da outra ponta da estrada, gerando náuseas e bloqueando os sinais naturais da fome. O objetivo de um tratamento é sempre trazer alívio global com conforto biológico e qualidade de vida.

    Como a perda de peso expressiva e os enjoos exigem uma reavaliação cuidadosa, é fundamental entrar em contato rapidamente com a médica que prescreveu o tratamento ou buscar uma consulta com um psiquiatra da infância e adolescência e um pediatra. Compartilhe abertamente todos os seus receios sobre a inclusão de novos remédios, pois a equipe médica poderá reavaliar as dosagens, investigar as náuseas e definir a melhor conduta com total segurança. Desejo muita força para você e uma rápida recuperação para a sua filha.


  • Olá. Tem problema usar Sertralina pela manhã e Reactine a noite?

    Olá.
    Tem problema usar Sertralina pela manhã e Reactine a noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A sertralina atua no sistema nervoso central regulando a disponibilidade da serotonina, um mensageiro químico essencial para o equilíbrio do humor e da ansiedade. Já o Reactine, composto pela cetirizina, é um antialérgico que age bloqueando a ação da histamina, uma substância ligada aos processos alérgicos do corpo. Podemos imaginar o organismo como uma residência com diferentes circuitos elétricos funcionando em conjunto. Enquanto a sertralina atua durante o dia na iluminação principal das salas de estar para manter o ambiente estável e claro, o antialérgico age à noite em um interruptor específico para conter pequenos curtos-circuitos causados pela alergia. Como são vias de funcionamento distintas, o uso em horários separados costuma ser bem tolerado, embora alguns antialérgicos possam provocar um leve relaxamento ou sonolência adicional.

    Como cada organismo possui particularidades na forma de processar as substâncias, é sempre fundamental conversar com o médico que acompanha o seu tratamento ou com o seu farmacêutico antes de associar qualquer medicação. O profissional poderá avaliar o seu quadro clínico de maneira personalizada e garantir que essa combinação ocorra com total tranquilidade e segurança. Desejo muito bem-estar e serenidade em sua rotina.


  • Olá, espero muito que algum profissional me responda!! Antes de eu começar a tomar sertralina, eu

    Olá, espero muito que algum profissional me responda!!

    Antes de eu começar a tomar sertralina, eu estava em um episodio depressivo muito intenso, e foi ai que nao consegui mais sentir prazer em escutar musica, simplesmente nao consigo sentir nada, e era algo que eu amava muito. Apos começar a tomar a sertralina eu continuei assim, mas ela me causa uma inquietaçao muito grande, justamente por eu nao ver graça em quase nada, esse embotamento emocional me causa muito isso. Sobre a musica, continuo me esforçando pra ouvir, mas nao da, nao sinto prazer, e isso é horrivel. Apos 6 meses, voltei em outra psiquiatra, ela me passou Lamotrigina 25mg, porque eu tinha uns episodios hipomaniacos, mas cada vez mais eu estava demorando nos episodios depressivos, e estavam cada vez mais intensos. Por favor, vcs possuem alguma ideia do que possa ser isso relacionado a musica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua angústia e o sofrimento ao perceber a perda de prazer por algo que você sempre amou, como a música. Vivenciar essa sensação de anestesia ou embotamento emocional é uma experiência muito dolorosa e desanimadora, e faz todo sentido você buscar respostas para entender o que está acontecendo nesse momento do seu tratamento.

    Essa incapacidade de sentir prazer nas atividades cotidianas é uma manifestação comum dos quadros do humor e envolve os circuitos cerebrais responsáveis pela nossa sensação de recompensa e motivação, mediados por neurotransmissores como a dopamina e a serotonina. Podemos comparar o nosso cérebro a um sistema de som de alta sensibilidade. Em momentos de oscilações mais profundas do humor ou durante o ajuste de medicações como a sertralina e a lamotrigina, é como se o botão principal de volume das emoções ficasse temporariamente travado no nível mínimo para se proteger de uma sobrecarga. O medicamento entra justamente com o objetivo de estabilizar essa rede elétrica e evitar oscilações bruscas, mas a reorganização biológica dos circuitos de prazer costuma levar um tempo gradual para que a música volte a despertar sensações autênticas e vibrantes.

    Como o ajuste das medicações e a estabilização do humor exigem um acompanhamento constante e detalhado, é fundamental relatar toda essa percepção e a inquietação à médica psiquiatra que está cuidando do seu caso. Ela saberá calibrar o plano de tratamento com segurança para ajudar você a resgatar o bem-estar e o prazer pelas coisas que ama. Desejo muita força e uma excelente recuperação em sua jornada.


Perguntas frequentes

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