Perguntas do paciente (8)

  • Tenho fobia social e, além disso, me sinto anestesiada emocionalmente. Vivo no automático. É como se

    Tenho fobia social e, além disso, me sinto anestesiada emocionalmente. Vivo no automático. É como se eu estivesse apenas repetindo os dias, sem presença, sem envolvimento, só existindo.

    As coisas que eu costumava gostar de fazer já não me geram mais prazer. Sinto um vazio constante. Não é tristeza o tempo todo, mas um nada – como se algo estivesse desligado dentro de mim.

    Eu sei que preciso estudar, cuidar da casa, fazer coisas básicas... Mas parece que dentro de mim não existe senso de urgência. Não sinto aquela voz interna dizendo "isso é importante", "faça isso agora". É como se o alarme de incêndio não tocasse – e por isso eu não me movo.

    Eu não sinto que estou sem energia, mas não consigo agir. Assisto vídeos engraçados, às vezes rio, mas não sinto alegria de verdade. Parece tudo automático, como se as emoções estivessem encobertas.

    Sei que isso tudo pode ter nome, pode ter explicação. Só queria conseguir entender melhor o que está acontecendo comigo, e se é possível sair disso.
    Tem algo que eu possa fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    Eii, tudo bem? Meu nome é Daniela.

    Que coragem a sua de vir aqui e colocar em palavras tudo o que você está sentindo! Ler o seu relato me tocou profundamente, porque percebo a dor e a exaustão que você descreve, essa sensação de “anestesia emocional”, o “vazio constante” e a vida passando no “piloto automático”.

    Sabe, essa experiência de sentir que os dias estão se repetindo, sem presença, sem envolvimento, e com as emoções como que "encobertas", é muito mais comum do que você imagina. Não é frescura, nem falta de vontade; é um sinal claríssimo de que algo dentro de você está pedindo atenção, um cuidado especial, um olhar diferente. Essa ausência daquela "voz interna" que nos impulsiona, a perda do prazer nas coisas que antes gostava, e a fobia social que você menciona, são jeitos que o nosso corpo e a nossa mente encontram de se manifestar. Muitas vezes, são respostas a sobrecargas intensas, estresse acumulado ou até mesmo uma forma de proteção para lidar com dores que, talvez, ainda não foram olhadas de perto. É como se o seu sistema estivesse buscando uma pausa, um "desligamento" para conseguir respirar.

    Você perguntou se isso tem nome, se tem explicação e se é possível sair disso. E a resposta para as três perguntas é um sim muito importante! Esses padrões de comportamento e sentimentos não só são reconhecidos na psicologia, como são totalmente compreensíveis. E o mais importante: são pontos de partida para um caminho de autoconhecimento e transformação. O simples fato de você ter se expressado com tanta clareza aqui, buscando entender e buscando uma saída, já mostra uma força interna enorme e um desejo genuíno de mudança. Isso por si só já é um grande passo!

    Pensando em algo que você possa começar a "mexer" aí dentro, para sentir um pequeno movimento, que tal tentar um pequeno exercício de "presença" no seu dia? Escolha um momento simples hoje – pode ser ao tomar um café, ao caminhar até a janela, ou até mesmo ao lavar a louça. Tente focar em uma única sensação. Se for o café, sinta o cheiro, a temperatura da xícara na sua mão, o sabor na boca. Se for a caminhada, sinta o chão nos seus pés, o vento no rosto. Não precisa sentir alegria, nem prazer de imediato, só o ato de notar essa única coisa, como se você estivesse "ligando" um sensor que estava desligado. É um pequeno exercício para começar a reacender a chama da sua atenção plena no presente.

    Claro que um exercício como esse é apenas um primeiro passo, uma pequena intervenção. Meu papel como profissional é justamente te acolher de forma mais profunda nesse processo. Através de um espaço seguro e de um acompanhamento, podemos juntas explorar as raízes desses sentimentos, entender o que te levou a essa "desconexão" e, aos poucos, te ajudar a se reconectar com suas emoções, com o prazer de viver e com seu próprio senso de urgência. Não é uma solução mágica, mas um caminho de acolhimento, escuta e aprendizado, onde você vai receber ferramentas e apoio para reativar suas paixões e, principalmente, sua presença no próprio dia a dia.

    Se você sente que chegou a hora de olhar para isso com mais carinho e de buscar um caminho para sair desse automático, quero te convidar a dar o próximo passo. Que tal agendarmos uma conversa? Juntos, podemos explorar a sua história, entender o que te trouxe até aqui e traçar um plano de cuidado que faça sentido para você, no seu tempo e do seu jeito. Estou aqui para te acolher nesse caminho.


  • Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma

    Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma boa neuropsicóloga ou psicóloga mesmo que realiza testes e diagnostico, sou de Campo Grande - MS

    Tenho por preferencia mulheres, mas pode ser homem caso eu mudo de ideia

    é seguinte eu tenho forte suspeitas que tenho Autismo (acredito grau 1 leve a 2 moderado), além de ter possível TOC, TDAH e ansiedade + depressão, e vicio em pornografia (Conhecido como masturbação compulsiva)

    No meu caso depressão e ansiedade é 100% confirmado pq eu sinto os sintomas embora leve e também tenho muita raiva por causa disso, pq minha depressão não é só baseado na tristeza mas também na agressividade

    A Terapia cognitiva comportamental é suficiente para lidar com todos esses problemas? e quantas semanas ou meses é necessário ? também seria melhor acompanhar junto com medicação? Obrigado deste já a todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    Olá Felipe! Que bom que você veio aqui compartilhar suas dúvidas e essa sua busca por um acompanhamento. Sua mensagem mostra uma baita força e uma observação muito atenta de si mesmo, e o fato de você já estar procurando entender e cuidar disso é um passo enorme!

    Sobre achar uma profissional em Campo Grande - MS para avaliação e diagnóstico, a dica é dar uma olhada no Conselho Regional de Psicologia (CRP) do seu estado ou em plataformas como a Doctoralia. Lá, você pode filtrar por "neuropsicologia" ou "avaliação neuropsicológica". Geralmente, os perfis já contam se a profissional faz testes e qual a abordagem dela.

    Agora, sobre suas perguntas:

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é suficiente? A TCC é uma abordagem super poderosa e muito reconhecida para lidar com ansiedade, depressão (mesmo as que vêm com raiva, como você descreve), TOC e até com questões de compulsão. Ela ajuda a gente a entender e mudar aqueles padrões de pensamento e comportamento que nos prendem. Mas, no seu caso, que levanta a suspeita de Autismo e TDAH, o ideal é que a TCC seja uma parte importante de um plano de tratamento mais completo. Isso pode incluir uma avaliação neuropsicológica e, quem sabe, o apoio de outros profissionais. A TCC é uma base excelente, mas se ela é "suficiente" mesmo vai depender da complexidade do seu jeitinho de funcionar.

    Quanto tempo isso leva? Ah, essa é a pergunta de ouro, Felipe! E eu entendo super a sua vontade de ter uma previsão. Mas a verdade é que o processo de terapia é como uma jornada, e cada pessoa tem seu próprio ritmo. Não tem um prazo fixo, não dá pra cravar quantas semanas ou meses. Por mais que a gente queira se sentir bem rapidinho, a profundidade das coisas que você traz, como você responde à terapia e até o quanto você consegue se dedicar, tudo isso faz com que o caminho seja bem seu. O principal objetivo é te ajudar a construir ferramentas, a se conhecer melhor e a lidar com os desafios da vida de um jeito mais leve. E isso leva o tempo que for preciso para você se sentir firme e no comando da sua própria vida.

    E sobre a medicação? A decisão de usar medicação é algo que sempre deve ser conversado e decidido com um médico psiquiatra. Para condições como TDAH, ansiedade e depressão em fases mais intensas, e o próprio TOC, o remédio pode ser um aliado e tanto da terapia. Ele não "cura" a condição por si só, mas pode ajudar a aliviar os sintomas e dar mais disposição e clareza pra você conseguir se engajar de verdade na terapia. É uma parceria valiosa: o remédio pode dar um "respiro" para você ter mais energia, e a terapia te ensina a trilhar o caminho com as suas próprias pernas.


  • Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    Sim, um acontecimento traumático pode mudar completamente o comportamento de alguém. Quando passamos por algo muito impactante, nosso cérebro registra essa experiência de maneira intensa, principalmente em áreas como a amígdala, que processa o medo, e o hipocampo, que organiza nossas memórias. Isso pode fazer com que a pessoa fique em estado de alerta constante, tenha dificuldades de memória e reaja de forma mais intensa a situações do dia a dia.

    O trauma também pode influenciar a forma como pensamos e nos relacionamos. Algumas mudanças comportamentais comuns incluem a hipervigilância (sentir-se sempre em alerta), evitar situações que lembrem o trauma, dificuldades para confiar nos outros, explosões emocionais, retração social ou até repetir padrões negativos sem perceber. Muitas vezes, a pessoa não entende por que está agindo de determinada forma, mas seu cérebro está tentando protegê-la de sentir a mesma dor novamente.

    Mas, apesar dessas mudanças, é possível ressignificar um trauma. Terapia pode ser um caminho importante para ajudar a reformular crenças e aprender novas formas de lidar com emoções difíceis. Técnicas como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares) têm mostrado bons resultados na redução do impacto emocional de lembranças traumáticas.

    Nem todo mundo que passa por um trauma desenvolve um transtorno psicológico, e isso tem muito a ver com resiliência – a capacidade de superar desafios e encontrar novos significados para o que vivemos. Ter apoio social, se conhecer melhor e desenvolver estratégias para lidar com emoções intensas são formas de fortalecer essa resiliência.

    Se você sente que um evento traumático mudou a forma como você age, sente ou se relaciona, saiba que existe um caminho para resgatar sua qualidade de vida. Buscar ajuda profissional pode ser um passo essencial para recuperar seu bem-estar e voltar a se sentir no controle da sua história.


  • Qual é a relação entre abuso emocional na infância e transtorno de personalidade borderline ?

    Qual é a relação entre abuso emocional na infância e transtorno de personalidade borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    Sim, um abuso emocional na infância pode ter um impacto gigante na forma como alguém se relaciona consigo mesmo e com os outros. Principalmente quando falamos sobre Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).

    Sabe quando você cresce em um ambiente onde seus sentimentos são sempre invalidados? Onde qualquer reação sua é “exagerada”, onde você sente que precisa se moldar o tempo todo pra ser aceito, ou onde o carinho e a atenção parecem sempre condicionais? Isso mexe com a gente de um jeito muito mais profundo do que parece.

    Quando uma criança passa por abuso emocional, ela pode crescer sem saber direito quem é ou o que sente, porque nunca teve espaço seguro para desenvolver isso. A infância é a fase onde aprendemos a regular emoções, confiar nos outros e construir nossa identidade. Só que quando tudo ao redor é instável, manipulador ou frio, o cérebro entra em um modo de defesa constante. Isso pode criar um padrão emocional de hipersensibilidade, medo de abandono e dificuldade em lidar com frustrações – o que, mais tarde, pode se manifestar de várias formas, incluindo o TPB.

    Uma das coisas que mais afeta quem tem TPB é esse medo avassalador de ser rejeitado. Não é um simples “tenho medo de perder alguém”, é sentir que qualquer afastamento ou mudança de comportamento do outro pode significar que você não é digno de amor. Isso faz com que a pessoa tenha reações emocionais muito intensas, muitas vezes agindo por impulso, com medo de ser deixada para trás.

    E se isso faz sentido pra você, talvez já tenha percebido um padrão: se apegar muito rápido, idealizar as pessoas, depois sentir que elas decepcionam e acabar afastando elas de alguma forma. E tudo isso pode vir desse lugar de não ter aprendido, lá atrás, que você é suficiente, que seus sentimentos são válidos e que você não precisa provar seu valor o tempo todo pra ser amado.

    Mas calma, porque tem solução. O TPB tem tratamento e, ao contrário do que muita gente pensa, não significa que você está fadado a viver nesse ciclo pra sempre. Terapias como a DBT (Terapia Comportamental Dialética) ajudam a entender essas respostas emocionais e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com elas. Além disso, trabalhar a autoestima e ressignificar essas experiências é um processo possível – e, na real, pode ser um dos caminhos mais libertadores que você vai trilhar.

    Se você sente que o que viveu na infância ainda impacta sua forma de se relacionar e de se enxergar hoje, saiba que existe um caminho pra quebrar esses padrões. Não é fácil, mas é totalmente possível. E se precisar de ajuda, buscar um profissional pode ser um passo essencial nessa jornada. Você não tá sozinho nisso. 


  • De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?

    De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    A forma como a gente se enxerga tem muito a ver com as relações que construímos. Se estamos cercados de pessoas que nos tratam bem, respeitam nossos limites e valorizam quem somos, fica muito mais fácil acreditar que merecemos coisas boas.

    Agora, se a gente passa tempo demais em relações que nos fazem sentir insuficientes, rejeitados ou como se tivéssemos que "provar" nosso valor o tempo todo, isso inevitavelmente afeta a forma como nos vemos.

    Mas tem um ponto importante aqui: as nossas conexões podem fortalecer o amor-próprio, mas não podem ser a única coisa que sustenta ele. Se depender só dos outros para se sentir bem, você pode acabar ficando refém da validação externa, o que gera ainda mais insegurança.

    Então, além de estar perto de pessoas que te tratam com carinho e respeito, também é essencial aprender a ser esse tipo de pessoa para você mesmo. Se pergunte:

    Eu gosto da minha própria companhia?
    O que eu faço que me dá prazer e me faz sentir bem, sem precisar de ninguém?
    Como posso ser mais gentil comigo no dia a dia?

    Se você sente que sempre precisa de alguém para se sentir validado ou que suas relações influenciam demais na sua autoestima, pode ser um sinal de que está na hora de olhar mais para si. E isso é um processo. Terapia pode te ajudar a entender esses padrões e construir um amor-próprio que vem de dentro, e não só das suas relações.

    Se precisar de ajuda nesse caminho, estou à disposição.


  • É normal ficar sem assunto pra conversar com minha namorada ? Oque fazer ? E como ter mais assun

    É normal ficar sem assunto pra conversar com minha namorada ?
    Oque fazer ?
    E como ter mais assunto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    É super comum que, depois de um tempo, o volume de assuntos novos em um relacionamento diminua um pouco. No começo, com tudo ainda fresquinho, os temas surgem mais naturalmente, mas com o tempo, estar junto e em silêncio também pode ser uma forma de conexão. Pergunto: vocês estão há quanto tempo juntos? Às vezes, o próprio vínculo traz esses momentos de calmaria que também são saudáveis.

    Agora, se você sente que a falta de assunto está realmente incomodando ou que isso se repete em outras relações, pode ser interessante pensar em desenvolver suas habilidades sociais. Habilidades sociais ajudam a gente a interagir melhor e a manter conversas mais ricas, e isso é muito valioso em qualquer relacionamento. Uma dica é procurar saber mais sobre os interesses dela e explorar temas que fazem sentido para ambos — mostrar interesse genuíno é um ato de amor!

    Também vale refletir: é só com ela que isso acontece, ou com outras pessoas também? A conversa é um ponto importante pra você e pra ela? Explorar essas questões te ajuda a entender o que cada um valoriza na relação e pode ser um ótimo passo para um relacionamento ainda mais forte. Abraço!


  • Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem mo

    Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem momentos que eu fico pensando em algo repetidas vezes, as vezes eu fico ansiosa com umas coisas fútil, em alguns momentos eu sinto um sentimento ruim, isso pode ser ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    Só o fato de você estar se questionando sobre isso já mostra um pouco da ansiedade, né? E sim, esses sintomas que você descreveu – como a inquietação, o pensamento repetitivo e até a preocupação com coisas pequenas – são bem comuns em quadros de ansiedade. Às vezes, o corpo e a mente nos dão esses sinais para dizer que algo dentro de nós precisa de atenção.

    Em terapia, é possível entender melhor o que está por trás dessas sensações e trabalhar formas de lidar com elas. Também é importante considerar uma avaliação com um neuro ou um profissional de saúde mental para descartar outras possibilidades ou comorbidades. Se precisar de apoio, estarei por aqui!


  • Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicament

    Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicamente. Tentando sempre manter a ética e a integridade dos dois.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Daniela Brito Cesconetto

    A melhor maneira de um adolescente se defender do bullying envolve fortalecer sua autoconfiança e desenvolver habilidades para lidar com essas situações, tanto verbal quanto emocionalmente.

    Primeiro, é fundamental que ele saiba que buscar ajuda de um adulto de confiança não é “dedo-duro”, mas sim uma forma de se proteger e defender seus direitos. Bullying é uma forma de violência, e ele tem o direito de se sentir seguro.

    Outro ponto importante é o autoconhecimento. Quando o adolescente conhece suas próprias qualidades e valores, as provocações do bully tendem a ter menos impacto. Por exemplo, se ele entende bem quem é e conhece seus pontos fortes, as ofensas podem não afetá-lo tanto, pois ele reconhece o que é ou não verdade sobre si.

    Desenvolver habilidades sociais é outro aspecto essencial. Muitas vezes, as vítimas de bullying têm dificuldades para se defender verbalmente, o que pode dificultar a resposta imediata ou a saída da situação. Aprender a responder com calma, manter o controle emocional e até entrar na brincadeira de uma forma leve (sem agressão) pode ajudar a desarmar o bully sem prejudicar ninguém.

    Além disso, práticas como o karatê ou outras artes marciais podem ser muito positivas, não para aprender a revidar fisicamente, mas para fortalecer a autoconfiança. O karatê, por exemplo, ensina valores como perseverança, autocontrole e respeito, ajudando o adolescente a se sentir menos vulnerável e mais preparado para lidar com situações desafiadoras.

    Combater o bullying vai muito além de responder às provocações; trata-se de desenvolver resiliência e habilidades que ajudam o adolescente a sentir mais seguro e confiante no dia a dia.


Perguntas frequentes

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