Perguntas do paciente (1190)

  • Qual é a importância do acompanhamento médico nas doenças autoimunes ?

    Qual é a importância do acompanhamento médico nas doenças autoimunes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    O acompanhamento médico é importantíssimo no manejo das doenças autoimunes por várias razões importantes:

    Monitoramento da Atividade da Doença: As doenças autoimunes podem ter períodos de remissão (melhora) e exacerbação (piora). O acompanhamento regular ajuda a monitorar a atividade da doença e ajustar o tratamento conforme necessário para controlar os sintomas e prevenir surtos.

    Ajuste de Medicamentos: Muitos tratamentos para doenças autoimunes envolvem medicamentos que podem ter efeitos colaterais significativos. O acompanhamento médico permite ajustes na dosagem e na escolha dos medicamentos para melhorar a eficácia e minimizar os efeitos adversos.

    Prevenção de Complicações: As doenças autoimunes podem afetar múltiplos sistemas do corpo, levando a complicações como danos nos órgãos. O acompanhamento regular ajuda a detectar precocemente essas complicações e a implementar intervenções apropriadas.

    Avaliação de Comorbidades: Pacientes com doenças autoimunes têm um risco aumentado de desenvolver outros problemas, como doenças cardiovasculares e osteoporose. O acompanhamento médico permite a avaliação e o manejo dessas comorbidades.

    Suporte Psicológico e Educacional: O acompanhamento médico também oferece uma oportunidade para fornecer suporte emocional e educacional aos pacientes, ajudando-os a compreender melhor sua condição e a adotar estratégias de autocuidado eficazes.

    Coordenação de Cuidados: Muitas vezes, o manejo de doenças autoimunes requer uma abordagem multidisciplinar. O acompanhamento médico facilita a coordenação entre diferentes especialistas e serviços de saúde.

    Atualização de Tratamentos: A pesquisa em doenças autoimunes está em constante evolução, com novos medicamentos sendo descobertos e disponibilizados no Sistema de Saúde Público e Privado. O acompanhamento médico garante que o paciente tenha acesso aos tratamentos mais recentes e eficazes.

    Em resumo, o acompanhamento médico contínuo é essencial para otimizar o manejo das doenças autoimunes, melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir o risco de complicações a longo prazo.


  • Como se faz o diagnóstico de uma doença autoimune?

    Como se faz o diagnóstico de uma doença autoimune?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Na imensa maioria das vezes, o diagnóstico de uma doença autoimune depende da avaliação detalhada do seu médico através da coleta de história clínica, exame físico e avaliação de exames de imagem/laboratório. Em alguns casos, dependendo da doença investigada, também pode ser necessário realizar biópsias para confirmação de algum diagnóstico


  • Eu tomo duloxetina de 60mg, fiquei dois dias sem tomar e senti muitos sintomas desagradáveis, inclus

    Eu tomo duloxetina de 60mg, fiquei dois dias sem tomar e senti muitos sintomas desagradáveis, inclusive coceira no corpo td, isso é normal? E tbm gostaria de saber qto tempo pode demorar pra me sentir bem novamente depois de reiniciar o tratamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Interromper abruptamente o uso de duloxetina pode causar sintomas de descontinuação, que são bastante comuns. Esses sintomas podem incluir tontura, dor de cabeça, irritabilidade, náuseas, e, como você mencionou, coceira no corpo. É importante nunca parar de tomar um medicamento como a duloxetina sem orientação médica. Ao retomar o tratamento, o tempo para se sentir bem novamente pode variar de pessoa para pessoa. Em geral, pode levar alguns dias para que os sintomas de descontinuação diminuam e para que você sinta novamente os efeitos terapêuticos do medicamento. Recomendo que você entre em contato com seu médico possível para mais orientações a respeito


  • Febre reumática em adulto tem cura ? Já não aguento mais tomar Benzetacil a cada 21 dias

    Febre reumática em adulto tem cura ? Já não aguento mais tomar Benzetacil a cada 21 dias

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! Não existe uma "cura" definitiva para a febre reumática, mas o tratamento adequado pode ajudar a controlar a doença e prevenir complicações a longo prazo, como danos às válvulas cardíacas. A injeção de Benzetacil (penicilina benzatina) a cada 21 dias é uma medida preventiva para evitar novas infecções estreptocócicas, que podem desencadear novos episódios da doença. Se você não tem complicações cardíacas como doença valvar ou insuficiência cardíada, provavelmente terá que tomar a medicação por um período determinado de tempo. Sugiro conversar melhor com seu médico reumatologista a respeito


  • Tomar a Dalimumabe por longo tempo, isso pode prejudicar meu organismo?

    Tomar a Dalimumabe por longo tempo, isso pode prejudicar meu organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! O uso prolongado de adalimumabe, um medicamento biológico utilizado para tratar várias condições inflamatórias autoimunes, pode ter efeitos colaterais e riscos potenciais, como ocorre em qualquer medicação, inclusive os produtos ditos como "nauturais". Estas são algumas considerações importantes:O adalimumabe age suprimindo partes do sistema imunológico, o que pode aumentar o risco de infecções. É importante estar atento a sinais de infecção e comunicá-los ao seu médico imediatamente. Reações Alérgicas e Autoimunes: Embora raras, algumas pessoas podem desenvolver reações alérgicas ou condições autoimunes induzidas pelo tratamento. Efeitos no Fígado e Outros Órgãos: O uso prolongado pode afetar o fígado e outros órgãos, por isso exames regulares podem ser necessários para monitorar a função hepática e outros parâmetros de saúde. Efeitos no Sistema Cardiovascular: Existe a possibilidade de efeitos sobre o sistema cardiovascular em pacientes com histórico de problemas cardíacos.


  • minha geladeira ficou desligada por 14 horas e guardo imunossupressor. ainda posso tomar. Uso certol

    minha geladeira ficou desligada por 14 horas e guardo imunossupressor. ainda posso tomar. Uso certolizumabe pegol

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! É importante garantir que medicamentos, especialmente imunossupressores como o certolizumabe pegol, sejam armazenados corretamente para manter sua eficácia e segurança. O certolizumabe pegol deve ser armazenado em temperaturas refrigeradas, entre 2°C e 8°C, e não deve ser congelado. Se a geladeira ficou desligada por 14 horas, a temperatura pode ter subido acima do recomendado. Para determinar se o medicamento ainda pode ser usado, considere os seguintes passos:
    Verifique a temperatura: Se possível, verifique a temperatura máxima atingida pela geladeira durante o período em que esteve desligada. Isso pode ajudar a avaliar o risco.
    Inspeção visual: Examine o medicamento para ver se há alterações visíveis, como mudança de cor ou separação de componentes, que podem indicar que o medicamento foi comprometido.
    Consulte um profissional de saúde: A maneira mais segura de proceder é entrar em contato com seu médico reumatologista, farmacêutico ou o fabricante do medicamento para orientação específica.


  • Sou diabética tipo1? com a glicose bem controlada. Fiz a aplicação do medicamento Aclasta e hoje, o

    Sou diabética tipo1? com a glicose bem controlada. Fiz a aplicação do medicamento Aclasta e hoje, o terceiro dia ainda estou com a glicose em 300 e com febre e muita dor no corpo, muita mesmo. Meu médico reumatologista não me alertou sobre esses sintomas. Disse apenas que poderia ter sintomas de gripe. Tomei água antes e depois da aplicação, conforme indicado e aumentei a ingestão de lácteos conforme solicitado. Gostaria de saber se essa alteração na glicose ocorre sempre nos pacientes diabéticos ou se o medicamento não tem tal informação/estudo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, o Aclasta (ácido zoledrônico) é um medicamento utilizado principalmente para tratar a osteoporose e outras condições ósseas. Ele pode causar alguns efeitos colaterais, como sintomas semelhantes aos da gripe, febre e dores no corpo, que são relativamente comuns nos primeiros dias após a infusão. No entanto, a elevação da glicose no sangue não é um efeito colateral amplamente documentado do Aclasta. Dado que você está experimentando níveis elevados de glicose, febre e dor intensa, é importante considerar alguns pontos:
    Resposta do Organismo: O estresse físico, como febre e dor intensa, pode levar a um aumento nos níveis de glicose no sangue, especialmente em pessoas com diabetes. O corpo libera hormônios do estresse que podem aumentar a glicose.
    Reação Individual: Embora não seja comum, cada paciente pode reagir de maneira diferente aos medicamentos, e efeitos não documentados podem ocorrer em casos individuais.
    Consulta Médica: É essencial entrar em contato com seu médico ou endocrinologista para discutir esses sintomas. Eles podem precisar ajustar seu tratamento para diabetes temporariamente e investigar outras possíveis causas para a elevação da glicose.
    Monitoramento: Continue monitorando seus níveis de glicose com frequência e mantenha um registro para compartilhar com seu médico. Isso ajudará a determinar se há um padrão ou se outros fatores podem estar contribuindo para a hiperglicemia.
    É importante abordar essas questões com seu médico para garantir que você receba o tratamento adequado e para ajustar qualquer medicação conforme necessário.


  • O que é fenômeno de Raynaud e como diferenciar o primário do secundário?

    O que é fenômeno de Raynaud e como diferenciar o primário do secundário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    O fenômeno de Raynaud é uma condição em que há uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos ao frio ou ao estresse, resultando em episódios de redução do fluxo de sangue nas extremidades, como dedos das mãos e dos pés. Durante esses episódios, ocorre uma sequência característica de mudanças de cor na pele: primeiro, a pele fica pálida (branca), depois azulada e, finalmente, vermelha quando o fluxo sanguíneo retorna. Para diferenciar entre o primário e o secundário, realizamos uma avaliação clínica detalhada, que pode incluir:
    Histórico Médico e Exame Físico: Avaliação dos sintomas e possíveis condições subjacentes.
    Exames de Sangue: Podem ser solicitados para verificar a presença de doenças autoimunes.
    Capilaroscopia do Leito Ungueal: Um exame que verifica alterações nos pequenos vasos sanguíneos próximos às unhas, comum em Raynaud secundário, principalmente quando relacionados a doenças como a Esclerodermia e a Dermatomiosite


  • Quais são as principais causas do fenômeno de Raynaud?

    Quais são as principais causas do fenômeno de Raynaud?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    As causas do fenômeno de Raynaud podem ser divididas em duas categorias principais: primário e secundário.
    Fenômeno de Raynaud Primário: Não está associado a nenhuma outra doença. A causa exata é desconhecida, mas se sabe que fatores genéticos e ambientais (frio e estresse emocional) estão envolvidos
    Fenômeno de Raynaud Secundário:
    Doenças Autoimunes: Condições como esclerodermia, lúpus, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren e doença mista do tecido conjuntivo estão frequentemente associadas ao fenômeno de Raynaud secundário.
    Trabalhos ou Exposições Ocupacionais: Uso repetitivo de ferramentas vibratórias ou exposição a substâncias químicas, como cloreto de vinila, pode aumentar o risco.
    Medicamentos: Alguns medicamentos, incluindo betabloqueadores, certos quimioterápicos e medicamentos para enxaqueca, podem desencadear ou agravar os sintomas.
    Lesões ou Danos: Lesões nas mãos ou nos pés, ou condições que afetam o fluxo sanguíneo, podem contribuir para o desenvolvimento do fenômeno.
    Tabagismo: O uso de tabaco pode piorar os sintomas devido à sua influência negativa na circulação sanguínea.


  • Quais são os sinais e sintomas do fenómeno de Raynaud?

    Quais são os sinais e sintomas do fenómeno de Raynaud?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Os sinais e sintomas mais comuns incluem:
    Mudança de Cor na Pele:
    Fase Branca: Os dedos das mãos ou dos pés ficam pálidos devido à redução do fluxo sanguíneo.
    Fase Azul: A pele pode ficar azulada à medida que o suprimento de oxigênio diminui.
    Fase Vermelha: Finalmente, a pele pode ficar vermelha quando o fluxo sanguíneo retorna, muitas vezes acompanhado de uma sensação de formigamento ou queimação.
    Sensação de Frio: Durante os episódios, as áreas afetadas frequentemente ficam frias ao toque.
    Dormência ou Formigamento: Sensações de dormência ou formigamento podem ocorrer nas áreas afetadas durante ou após um episódio.
    Dor ou Desconforto: Algumas pessoas podem sentir dor ou desconforto nas áreas afetadas, especialmente quando o fluxo sanguíneo retorna.
    Esses episódios podem durar de alguns minutos a várias horas e geralmente afetam os dedos das mãos e dos pés. Em casos mais raros, o fenômeno de Raynaud pode afetar outras áreas, como o nariz, lábios ou orelhas


  • Gostaria de quais são as causas da doença de Raynaud?

    Gostaria de quais são as causas da doença de Raynaud?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    As causas da doença de Raynaud podem ser classificadas em duas categorias principais: primária e secundária.

    Doença de Raynaud Primária (ou Fenômeno de Raynaud Primário):

    Causa Desconhecida: A forma primária é a mais comum e não está associada a nenhuma outra doença. A causa exata não é bem compreendida, mas acredita-se que fatores genéticos e gatilhos ambientais como o frio e o estresse possam desempenhar um papel.
    Doença de Raynaud Secundária (ou Fenômeno de Raynaud Secundário):
    Doenças autoimunes: Esta forma é menos comum e está associada a outras condições médicas, como esclerodermia, lúpus, artrite reumatoide e doença mista do tecido conjuntivo.
    Fatores Ocupacionais: Exposição a vibrações repetitivas (como o uso de ferramentas vibratórias) ou a certas substâncias químicas pode aumentar o risco.
    Medicamentos: Alguns medicamentos, como betabloqueadores, certos quimioterápicos e medicamentos para enxaqueca, podem desencadear ou agravar os sintomas.
    Outros Fatores: Tabagismo, lesões nas mãos ou pés, e exposição prolongada ao frio também podem ser fatores contribuintes.


  • Como é o surto de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    Como é o surto de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! Os períodos de surto ou de atividade do Lúpus são bem variáveis em forma de acometimento (sintomas) e gravidade, depende de cada caso. Esses são alguns sintomas que podem acontecer, lembrando que na maioria dos pacientes não acontecem todos eles:
    1- Fadiga Intensa. A fadiga é um dos sintomas mais comuns durante um surto de LES. Pode ser debilitante, dificultando a realização de atividades diárias e causando uma sensação de cansaço extremo, mesmo após repouso. 2. Dor e Inflamação nas Articulações: Durante um surto, é comum que as articulações fiquem inchadas, doloridas e rígidas, especialmente nas mãos, punhos, joelhos e pés. A dor nas articulações pode ser simétrica (afetando ambos os lados do corpo) e, embora seja intensa, geralmente não causa danos permanentes nas articulações, como ocorre na artrite reumatoide.
    3. Mialgia: Dores musculares também podem ocorrer, contribuindo para o desconforto e a limitação de movimentos.
    4. Erupções Cutâneas
    Erupção malar: Uma erupção característica em forma de "asa de borboleta" pode aparecer no rosto, cobrindo as bochechas e o nariz. Essa erupção pode ser desencadeada ou agravada pela exposição ao sol (fotossensibilidade).
    Outras lesões na pele: Além da erupção malar, podem surgir lesões em outras partes do corpo, como no couro cabeludo, mãos e braços. Essas lesões podem ser vermelhas, escamosas e coçar.
    5. Febre. Durante um surto, é comum que a pessoa com LES apresente febre baixa (geralmente em torno de 37,5°C a 38°C), sem uma causa infecciosa aparente. A febre pode ser um sinal de que a inflamação no corpo está aumentando.
    6. Agravamento da sensibilidade à luz solar. Pode se intensificar durante um surto, levando ao aparecimento de erupções cutâneas e exacerbação de outros sintomas, como fadiga e dores musculares, após a exposição ao sol.
    7. Problemas Renais (Nefrite Lúpica)
    Durante um surto, pode haver inflamação nos rins (nefrite lúpica), o que pode se manifestar por meio de:
    Inchaço nas pernas e tornozelos.
    Alterações na urina (urina espumosa, presença de sangue ou diminuição da quantidade de urina).
    Aumento da pressão arterial. Se não tratada, a nefrite lúpica pode levar a perda da função do rim, o que pode levar o paciente à hemodiálise.
    8. Sintomas Neurológicos e Psiquiátricos. Durante um surto, o LES pode afetar o sistema nervoso central, causando: Dores de cabeça intensas.
    Confusão mental ou dificuldade de concentração. Mudanças de humor, como ansiedade ou depressão. Convulsões ou, em casos graves, psicose.
    9. Problemas Pulmonares e Cardíacos Pleurite: Inflamação da pleura (membrana que envolve os pulmões), causando dor no peito ao respirar profundamente. Pericardite: Inflamação do pericárdio (membrana que envolve o coração), causando dor no peito, que pode ser confundida com um ataque cardíaco. Dificuldade para respirar: Pode ocorrer devido à inflamação nos pulmões ou acúmulo de líquido ao redor deles.
    10. Alterações no Sangue
    Durante um surto, o LES pode causar alterações hematológicas, como:
    Anemia: Diminuição dos glóbulos vermelhos, levando à fadiga e palidez.
    Leucopenia: Redução dos glóbulos brancos, aumentando o risco de infecções.
    Trombocitopenia: Redução das plaquetas, o que pode aumentar o risco de sangramentos e hematomas.
    11. Problemas Gastrointestinais Algumas pessoas podem apresentar sintomas gastrointestinais durante um surto, como dor abdominal, náusea e vômito. Isso pode estar relacionado à inflamação dos vasos sanguíneos que irrigam o trato gastrointestinal ou ao uso de medicamentos.
    12. Queda de Cabelo. Durante um surto, é comum que ocorra queda de cabelo (alopecia). O cabelo pode ficar fino e quebradiço, e em alguns casos, podem aparecer áreas de calvície.


  • Quais as doenças autoimunes que podem serem confundidas com o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    Quais as doenças autoimunes que podem serem confundidas com o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, a confusão de diagnóstico acontece principalmente com outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide, outras colagenoses (Sjögren, esclerodermia, doença mista do tecido conjuntivo), vasculites e doença de Still.
    Algumas semelhanças e diferenças:
    1. Artrite Reumatoide (AR)
    Semelhanças: Tanto o LES quanto a AR causam dor, inchaço e rigidez nas articulações. Ambas também podem apresentar fadiga, febre e inflamação sistêmica.
    Diferenças: A AR não tratada tende a causar danos permanentes nas juntas, o que não acontece no Lúpus. Porém, nos Lúpus, pode haver manifestações mais graves em órgãos internos, como rins, coração e também na pele.
    2. Síndrome de Sjögren
    Semelhanças: O LES e a Síndrome de Sjögren compartilham sintomas como fadiga, dor nas articulações e inflamação.
    Diferenças: A Síndrome de Sjögren é caracterizada predominantemente pela disfunção das glândulas produtoras de lágrimas e saliva, levando à secura severa (xerostomia e xeroftalmia). No LES, a secura pode ocorrer, mas costuma ser menos proeminente.
    3. Esclerodermia (Esclerose Sistêmica)
    Semelhanças: A esclerodermia, assim como o LES, pode causar alterações na pele, dor nas articulações, fadiga e problemas nos órgãos internos (como pulmões e rins).
    Diferenças: A esclerodermia é caracterizada pelo espessamento e endurecimento da pele, o que não é comum no LES. Além disso, a esclerodermia afeta mais frequentemente o trato gastrointestinal e os pulmões de maneira mais severa.
    4. Dermatomiosite e Polimiosite
    Semelhanças: Ambas as condições podem causar fraqueza muscular, fadiga e erupções cutâneas, sintomas que também podem ser observados no LES.
    Diferenças: A dermatomiosite e a polimiosite afetam principalmente os músculos, causando fraqueza muscular progressiva, especialmente nos músculos proximais (ombros e quadris), enquanto no LES, os sintomas musculares são menos intensos. A dermatomiosite também causa uma erupção de pele distinta, diferente das lesões do LES.
    5. Doença de Still do Adulto
    Semelhanças: A doença de Still pode causar febre, erupções cutâneas e dor nas articulações, sintomas que também podem ser observados no LES.
    Diferenças: A doença de Still é frequentemente marcada por febres altas diárias e uma erupção cutânea que surge com a febre, características menos comuns no LES. Além disso, o envolvimento de órgãos internos no LES tende a ser mais variado.
    6. Vasculites Sistêmicas
    Semelhanças: As vasculites, como a Granulomatose com Poliangiite (anteriormente chamada de Granulomatose de Wegener) ou Poliarterite Nodosa, podem causar inflamação dos vasos sanguíneos, afetando múltiplos órgãos, como ocorre no LES.
    Diferenças: As vasculites geralmente apresentam sintomas mais específicos relacionados ao comprometimento dos vasos sanguíneos, como úlceras cutâneas, necrose tecidual e aneurismas. Embora o LES também possa causar vasculite, o quadro é mais sistêmico e amplo.


  • O que faz piorar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    O que faz piorar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, esses são alguns fatores que podem desencadear atividade no Lúpus:
    1. Exposição ao Sol e Luz Ultravioleta (UV)
    Radiação UV: A exposição à luz solar, especialmente sem proteção adequada, é uma das principais causas de piora no LES. A radiação ultravioleta pode desencadear erupções na pele e sintomas sistêmicos.

    2. Infecções
    Infecções virais e bacterianas: Infecções, como gripes, resfriados ou infecções urinárias, podem desencadear crises de LES. O sistema imunológico já comprometido pela doença pode reagir de forma exagerada a essas infecções, piorando os sintomas.
    3. Estresse Físico e Emocional
    Estresse emocional: O estresse psicológico é um dos fatores mais comuns que podem desencadear uma crise de LES. Situações de ansiedade, depressão ou grandes mudanças emocionais podem agravar os sintomas.
    Estresse físico: Fatores como falta de sono, excesso de trabalho ou esforço físico intenso também podem piorar a condição.
    4. Uso de Certos Medicamentos
    Medicamentos que podem induzir lúpus: Alguns medicamentos, como hidralazina (usada para hipertensão) e procainamida (usada para arritmias cardíacas), podem induzir uma forma de lúpus conhecida como lúpus induzido por drogas, que pode agravar os sintomas do LES.
    Interrupção de medicamentos prescritos para tratar a doença: A interrupção repentina de medicamentos usados para controlar o LES sem orientação médica pode levar a uma piora significativa dos sintomas.
    5. Alterações Hormonais
    Gravidez: A gravidez pode ser um fator de risco para a piora do LES, especialmente se a doença não estiver bem controlada antes da concepção. Além disso, o período pós-parto também pode aumentar o risco de crises.
    6. Tabagismo
    Fumo: O tabagismo é um fator de risco conhecido para a piora do LES. Ele pode aumentar a inflamação no corpo, agravar problemas cardiovasculares e pulmonares e aumentar o risco de doenças autoimunes relacionadas.


  • Quais os cuidados que uma pessoa com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) deve ter?

    Quais os cuidados que uma pessoa com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) deve ter?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! Existem diversos cuidados, que incluem:
    1. Acompanhamento Médico Regular
    Consultas frequentes com reumatologista: O LES pode apresentar períodos de remissão e de atividade, por isso é fundamental manter um acompanhamento regular com o médico especialista para monitorar a doença e ajustar os tratamentos conforme necessário.
    Exames periódicos: Exames de sangue, urina e outros testes são importantes para monitorar a função dos órgãos, especialmente os rins, e detectar possíveis complicações precocemente.
    2. Uso Adequado de Medicamentos
    Imunossupressores e corticoides: O tratamento pode incluir medicamentos como corticosteroides, imunossupressores e a hidroxicloroquina, que ajudam a controlar a inflamação e a resposta imunológica. É essencial seguir as orientações médicas quanto ao uso correto desses medicamentos.
    Atenção aos efeitos colaterais: Muitos medicamentos usados no tratamento do LES podem ter efeitos colaterais, como ganho de peso, osteoporose e aumento do risco de infecções. Esses efeitos devem ser monitorados e assim que possível as medicações devem ter sua dose reduzida
    3. Proteção Solar
    Evitar exposição ao sol: A luz ultravioleta pode desencadear ou agravar os sintomas do LES, como lesões de pele e fadiga. O uso de protetor solar com fator de proteção elevado (FPS 50 ou mais) é fundamental.
    Evitar saídas durante o pico solar: Sempre que possível, deve-se evitar a exposição solar direta entre 10h e 16h, quando a radiação UV é mais intensa.
    4. Estilo de Vida Saudável
    Alimentação balanceada: Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico e manter uma boa saúde geral. Evitar alimentos processados e ricos em gordura saturada é importante para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, que podem ser mais frequentes em pessoas com LES.
    Exercícios físicos regulares: Atividades físicas leves a moderadas podem ajudar a melhorar a mobilidade das articulações e o bem-estar geral. No entanto, é importante evitar exercícios extenuantes durante períodos de crise.
    Hidratação adequada: Manter-se bem hidratado é importante para a saúde dos rins, que podem ser afetados pelo LES.
    5. Controle do Estresse
    Gerenciamento do estresse: O estresse pode desencadear crises de LES. Práticas como meditação, ioga, terapia cognitivo-comportamental e técnicas de relaxamento podem ser úteis para o controle emocional.
    Sono adequado: O descanso é fundamental para a recuperação do corpo. Garantir uma boa qualidade de sono pode ajudar a reduzir a fadiga, que é um sintoma comum do LES.
    6. Prevenção de Infecções
    Vacinação: Pessoas com LES, especialmente aquelas que fazem uso de imunossupressores, têm maior risco de infecções. Vacinas, como a da gripe e da pneumonia, são recomendadas, mas sempre sob orientação médica, já que algumas vacinas de vírus vivos podem ser contraindicadas.
    Higiene: Manter uma boa higiene, como lavar as mãos regularmente e evitar contato com pessoas doentes, é essencial para prevenir infecções.
    7. Atenção à Saúde Mental
    Apoio psicológico: O LES pode impactar a saúde mental, levando a sintomas de depressão ou ansiedade. Procurar apoio psicológico, como terapia ou grupos de apoio, pode ser útil para lidar com os desafios emocionais da doença.
    Rede de apoio: Ter o suporte de familiares, amigos e profissionais de saúde ajuda a enfrentar melhor os desafios diários da doença.
    8. Monitoramento dos Sintomas
    Reconhecer sinais de crise: É importante que a pessoa com LES aprenda a identificar os sinais de uma possível crise, como aumento da fadiga, dor nas articulações, febre, erupções cutâneas ou alterações na urina. Ao notar qualquer um desses sintomas, deve-se procurar o médico imediatamente.
    9. Evitar Tabagismo e Álcool em Excesso
    Tabagismo: O cigarro pode agravar os sintomas do LES e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
    Álcool: O consumo de álcool deve ser moderado, pois pode interagir com alguns medicamentos e piorar os sintomas.
    10. Planejamento Familiar
    Gravidez: Mulheres com LES devem planejar a gravidez com o médico, pois a doença pode afetar a gestação e vice-versa. A gravidez deve ser cuidadosamente monitorada, especialmente se houver envolvimento renal ou cardíaco.


  • A cloroquina pode cortar o efeito de procedimentos como aplicação de enzima?

    A cloroquina pode cortar o efeito de procedimentos como aplicação de enzima?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, não há evidências claras na literatura médica que indiquem que a cloroquina possa interferir diretamente nos efeitos desses procedimentos. No entanto, sugiro conversar diretamente com seu médico reumatologista a respeito do procedimento, e se este pode interferir no tratamento e na atividade da sua doença autoimune


  • Quanto tempo demora pra fazer efeito da cloroquina mais o prednisona. Estou tomando há uma semana es

    Quanto tempo demora pra fazer efeito da cloroquina mais o prednisona. Estou tomando há uma semana estou com muitas dores todos os dias

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! Embora a prednisona possa começar a aliviar os sintomas rapidamente, a cloroquina pode levar mais tempo para mostrar seus efeitos completos. Nesse caso é muito importante manter uma comunicação aberta com seu médico reumatologista sobre a eficácia do tratamento e qualquer sintoma persistente ou novo


  • tenho LES e gostaria de saber se o anticoncepcional (cerazette) altera nos exames. fígado, tireoide.

    tenho LES e gostaria de saber se o anticoncepcional (cerazette) altera nos exames. fígado, tireoide.... e se sim, tem problema mesmo avisando o reumatologista sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, o uso de Cerazette pode afetar alguns exames laboratoriais, especialmente os relacionados ao fígado e à tireoide. No entanto, ao informar seu reumatologista sobre o uso do anticoncepcional, ele pode ajustar sua interpretação dos resultados dos exames e monitorar adequadamente sua condição. É sempre importante manter uma comunicação aberta com seu médico sobre todos os medicamentos que você está tomando para garantir um tratamento seguro e eficaz.


  • Bom dia. Faço uso do Marevan. Sei que não posso comer nada verde escuro. Mas gostaria de saber se po

    Bom dia. Faço uso do Marevan. Sei que não posso comer nada verde escuro. Mas gostaria de saber se posso comer chuchu?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá! O chuchu (Sechium edule) é um vegetal que tem baixo teor de vitamina K, o que significa que pode ser consumido com moderação por pessoas que fazem uso de varfarina. No entanto, é sempre importante manter uma dieta consistente e equilibrada e informar seu médico sobre quaisquer mudanças significativas em sua alimentação


  • Dr gostaria de saber quem tem lúpus pode fazer a rinoplastia?

    Dr gostaria de saber quem tem lúpus pode fazer a rinoplastia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Davi Bulcão

    Olá, pode sim fazer, porém é muito importante que a cirurgia seja cuidadosamente planejada e monitorada por uma equipe médica experiente. A colaboração entre o cirurgião plástico e o reumatologista é essencial para garantir a segurança e o sucesso do procedimento.

    Se você está considerando realizar esse procedimento, converse detalhadamente com seus médicos para entender todos os riscos e benefícios envolvidos para o seu caso


Autor

Reumatologista, Médico Acupunturista

Perguntas frequentes

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