Perguntas do paciente (5)

  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Debora Felippe

    Olá! Antes de tudo, obrigada por confiar e compartilhar algo tão profundo e doloroso. O que você descreve, o medo antecipatório, o coração acelerado, o choro, os tremores, a exaustão emocional depois de cada interação, é sofrimento real, e você não está exagerando nem sendo "difícil". É o seu corpo e sua mente tentando comunicar uma dor que vem de longe, provavelmente desde a adolescência, como você mesma percebeu.
    Esse padrão que você descreve tem relação com o que chamamos de Ansiedade Social, mas mais importante do que o nome é entender a sua história única: o que fez essa timidez de infância se transformar nesse medo tão intenso? Isso não acontece à toa, e entender as raízes é parte fundamental do cuidado.
    O profissional mais indicado para te ajudar é o psicólogo(a), especialmente com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que tem eficácia bem documentada para ansiedade social.
    Em minhas sessões utilizo técnicas da TCC, e trabalho como especialista na abordagem Analítica, olhando sempre para a singularidade de cada história, não existe fórmula pronta, existe o seu tempo e o seu processo. Além disso, dedico parte dos meus estudos à Psiconeuroimunologia, entendendo como a ansiedade que você sente se manifesta também no corpo (o coração acelerado, o choro, a exaustão física que você descreve não são "só emocionais", são mente e corpo conversando entre si).
    No meu consultório online, você encontraria um espaço seguro, sem julgamentos, para:

    Dar nome e lugar a esse medo e a essa exaustão que você carrega;
    Entender os gatilhos e ressignificar essas experiências, incluindo o que aconteceu na adolescência e no seu último trabalho;
    Encontrar, juntas, caminhos mais leves para lidar com as interações sociais e recuperar sua confiança.

    Sobre seu medo de não ser levada a sério: isso não vai acontecer aqui. Seu sofrimento é legítimo e meu papel é caminhar ao seu lado, no seu ritmo, sem pressa e sem julgamento.
    Entenda. Você não precisa, e não deve, carregar isso sozinha. Se quiser, podemos conversar melhor.
    Te convido também a me acompanhar no instagran, essa semana vou divulgar uma live que será realizada dia 14/07 para falar sobre um tema fundamentado no livro mulheres que correm com os lobos. Vou trazer questões sobre nossos limites, perdão, autocuidado. Será um prazer ter sua presença.
    Espero que, de alguma forma, tenha conseguido te mostrar que você consegue, sim, ressignificar tudo que já sentiu e viveu.

    Com carinho,
    Débora Felippe


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Debora Felippe

    Olá! Obrigada por trazer essa reflexão tão honesta sobre si mesmo(a), perceber esse padrão já é um passo importante, e não é fácil admitir "eu percebo que faço isso e isso está me atrapalhando".
    Essa necessidade de estar sempre certo(a), de se defender e não abrir mão da própria opinião, muitas vezes não é sobre teimosia ou personalidade "difícil", geralmente é uma forma de proteção que a pode ter desenvolvido em algum momento da vida, talvez como resposta a situações onde discordar, errar ou ser vulnerável trouxe algum tipo de dor, insegurança ou até punição. Com o tempo, isso pode virar um padrão automático: defender a opinião vira sinônimo de se defender enquanto pessoa.
    Minhas sessões são fundamentadas na Psicologia Analítica, que busca justamente entender a origem desses padrões, não pra julgar ou rotular, mas para compreender de onde vem essa necessidade de ter sempre razão e o que ela está, na verdade, tentando proteger em você.
    No consultório, podemos caminhar juntos(as) para:

    Entender a raiz dessa dificuldade em ceder ou considerar outros pontos de vista;
    Perceber o que acontece emocionalmente (e no corpo) quando você sente que "perde" numa discordância;
    Desenvolver mais flexibilidade sem que isso signifique se anular ou perder sua identidade;
    Trabalhar situações práticas, como as que já custaram empregos, para que você possa agir diferente da próxima vez.

    Mudar esse padrão é possível, e não significa que você precisa deixar de ter opiniões fortes, significa aprender a usa-las sem que elas te aprisionem ou te custem tanto.
    Se quiser, podemos conversar melhor.

    Com carinho,
    Débora Felippe


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Debora Felippe

    Olá! Obrigada por confiar essa dor, essa tristeza sem causa clara, a vontade de se isolar, e a sensação de precisar "pisar em ovos" pra se expressar no seu relacionamento. Isso é comum, e você não está exagerando.
    Muitas vezes, essa tristeza vem do acúmulo de momentos em que nos sentimos não validadas, e isso tem relação direta com a raiva que fica represada. Crescemos com a ideia de que precisamos ser sempre boazinhas e simpáticas, e isso nos afasta da nossa raiva legítima, na hora certa. Com o tempo, perdemos a clareza sobre nossos próprios limites, e a tristeza acaba sendo o que sobra.
    Minhas sessões são trabalhadas com base na Psicologia Analítica, olhando para a raiz dessas questões.
    Por sinal, vou fazer uma live em 14/07, e vou trazer esse tema de forma detalhada. Fica o meu convite para assisti-la.
    Se quiser aprofundar de forma individual, também podemos conversar por aqui.

    Com carinho,
    Débora Felippe


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Debora Felippe

    Olá! Obrigada por compartilhar isso com tanta honestidade e autoconsciência, inclusive, o fato de você já entender e nomear o que está sentindo (o relacionamento parassocial, a idealização) mostra que você já deu um passo importante de reflexão sobre si mesmo(a).
    Relacionamentos parassociais são muito comuns, principalmente em fandoms tão engajados como os de K-pop, onde a sensação de proximidade com os artistas é intensificada pelas redes sociais e conteúdos de bastidores. Isso, por si só, não é um problema, mas quando começa a gerar tanto sofrimento, choro e angústia como você descreve, vale a pena entender o que está por trás disso.
    Você mesmo(a) já percebeu uma pista importante: sua vida social está parada no momento, e isso tende a intensificar bastante esse tipo de vínculo, muitas vezes, esse tipo de conexão tão forte com um grupo ou artista preenche um espaço emocional que gostaríamos de preencher com relações reais e recíprocas.
    Sobre se isso "vai passar" sozinho: pode até diminuir naturalmente com o tempo, mas trabalhar a raiz, como o momento de isolamento social que você está vivendo e o que ele representa, costuma trazer alívio mais consistente, além de ajudar a reconstruir uma vida social mais presente e satisfatória.
    Em meus atendimentos, trabalho a partir da Psicologia Analítica, olhando para a singularidade da história de cada pessoa. Entender o que essa conexão tão forte está simbolizando pra você agora pode ser um caminho valioso.
    Se quiser, podemos conversar melhor.

    Com carinho,
    Débora Felippe


  • Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o

    Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Debora Felippe

    Olá! Sim, é bem mais comum do que parece ter dificuldade em regular emoções, lidar com a pressão do dia a dia e cair na catastrofização (imaginar sempre o pior cenário possível). Isso pode, sim, ser considerado uma questão comportamental/emocional, muitas vezes ligada à ansiedade, mas o grau de intensidade e o quanto isso atrapalha sua vida é que vão definir a melhor forma de cuidado.
    Sobre medicação: em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra e uso de medicação ajuda bastante, principalmente quando os sintomas são muito intensos. Mas isso não substitui a terapia, porque enquanto a medicação ajuda regular a "quimica do organismo" a psicoterapia contribui para a identificação da raiz emocional, manejo dos gatilhos, por que a mente vai direto para o pior cenário, o que dispara essa dificuldade em regular as emoções.
    Sobre melhora e "cura": sim, há muita possibilidade de melhora significativa, muitas pessoas conseguem desenvolver mais consciência e regulação emocional, reduzindo bastante a intensidade da catastrofização. Sobre o tempo, isso varia demais de pessoa pra pessoa, depende da origem desses padrões, do quanto isso está entranhado e do seu próprio processo, por isso não dá pra cravar um prazo, mas o comprometimento com o processo tende a trazer resultados perceptíveis.
    Se quiser entender melhor, olharmos de forma única para sua história e suas emoções, podemos conversar.

    Com carinho,
    Débora Felippe


Perguntas frequentes

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