Perguntas do paciente (7)

  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Para a psicanálise, o excesso de informação frequentemente opera como uma tentativa intelectualizada de controle que, na verdade, alimenta o sintoma. Veja bem. A intelectualização é um mecanismo de defesa. O sujeito se apega ao saber teórico dos manuais (termos técnicos, diagnósticos) para tentar se distanciar da angústia real. O problema é que, no ambiente virtual, esse saber não acalma; ele se torna um espelho que multiplica as fantasias catastróficas. Procure ajuda!


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Sinto muito pelo momento doloroso. O seu relato descreve com muita clareza um estado de profundo esgotamento emocional, algo comum quando o casal se perde naquilo que a psicanálise chama de ciclos de repetição destrutiva. Do ponto de vista psicanalítico, quando um relacionamento chega ao ponto de perder o respeito mútuo, a convivência afetiva e a admiração, o casal deixa de ser um espaço de suporte e passa a operar como um espelho de feridas antigas, amargas. Você não precisa carregar esse peso sozinho. Permitir-se um espaço de fala e escuta analítica, onde será o primeiro passo para você resgatar o respeito por si mesmo. Desejo forças !


  • Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

    Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Sinto muito, de verdade, pela sua perda. A dor de perder um animalzinho de estimação que nos acompanhou por 13 anos é imensa e legítima. Para a psicanálise, o luto não se mede pelo tamanho ou pela espécie do ser que partiu, mas sim pelo tamanho do investimento afetivo (libido) que depositamos nele. Sua gatinha não era "apenas um pet", ela era parte da estrutura do seu cotidiano e da sua sustentação emocional. Nenhum amor é perfeito. Todos nós dividimos o tempo com os problemas do cotidiano. A culpa tenta punir você por ser humana, ignorando o fato de que você a cuidou e a amou profundamente por 13 longos anos. Estimo por suas melhoras.


  • Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c

    Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Olá! Recomendo que você busque um espaço de terapia ou análise pessoal. Fortalecer o seu Eu e compreender os motivos que te ligam a essa relação será fundamental para que você possa se proteger e tomar decisões baseadas no seu próprio bem-estar e dignidade. Você não precisa (e não deve) ser o escudo ou a terapeuta do outro.


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Na psicanálise, entendemos que o oposto do amor (ou da dor) não é o ódio, mas sim a indiferença. Quando o paciente se assusta com a própria "frieza", ele está vivenciando o esvaziamento do Eu. Procure ajuda.


  • Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por

    Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    A questão aqui não deve ser o que é "normal" ou "anormal", mas sim como você se sente com isso. O fato de ele introduzir um elemento novo sem conversar previamente com você quebra o pacto de cumplicidade do casal, e é isso que parece te machucar. O caminho mais saudável agora é abrir espaço para o diálogo sincero, sem tom de acusação. Você pode chamá-lo para conversar em um momento calmo (fora da cama) e dizer, com afeto, o que tem percebido. Demonstre que você quer entender o desejo dele, mas que precisa de transparência para se sentir segura. Se essa conversa for difícil de iniciar ou se as dúvidas continuarem gerando desgaste na sua autoestima, buscar um espaço de análise pessoal para você ou uma terapia de casal ajudará muito a traduzir esses novos desejos e a fortalecer o vínculo e a confiança entre vocês.


  • Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de pers

    Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de personalidade paranóica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Deborah Furuya

    Do ponto de vista psicanalítico, nós olhamos para além dos sintomas. Busca se entender como o sujeito se posiciona diante do mundo e das outras pessoas. A pessoa com funcionamento paranoide enxerga o mundo externo como uma constante ameaça, projetando no outro as suas próprias angústias e agressividades inconscientes. Por ser uma estrutura muito rígida de funcionamento, o processo de diagnóstico ocorre de forma gradual nas primeiras sessões (entrevistas preliminares), onde o analista avalia se aquela desconfiança é um traço de defesa temporário ou a forma definitiva com que a pessoa se relaciona com a realidade. Se você ou alguém próximo está vivenciando um sofrimento ligado à desconfiança extrema que paralisa a vida e destrói os vínculos, o caminho ideal é buscar uma avaliação detalhada com um psiquiatra e iniciar um processo de psicoterapia ou análise para construir um espaço de fala seguro e sem julgamentos. Boa sorte!


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Perguntas frequentes

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