Perguntas do paciente (21)

  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Talvez, antes de tentar descobrir se você ainda o ama, seja importante se permitir estar com essa dúvida. Às vezes, quando sentimos que algo mudou, queremos imediatamente encontrar uma explicação: “é falta de amor?”, “é rotina?”, “é carência?”, “é ansiedade?”. Mas talvez nenhuma dessas respostas precise ser encontrada agora.
    Gosto de pensar que somos como rios. Um rio continua sendo aquele rio, mas nunca é exatamente a mesma água. Ele se transforma conforme atravessa novos lugares, encontra outras águas, passa por períodos de cheia e de seca. Com as relações pode acontecer algo parecido. Vocês também não são exatamente as mesmas pessoas que eram quando começaram, e talvez a relação que existe hoje também não possa ser vivida exatamente como era no início.
    Então talvez a questão não seja tentar voltar ao que você sentia antes, mas olhar para o que está acontecendo entre vocês agora. Como é estar com ele? O que acontece com você quando estão juntos? O que aparece quando estão distantes? Que lugar essa relação ocupa na sua existência hoje?

    Você não precisa forçar um sentimento, mas também não precisa transformar a ausência de uma determinada sensação em uma certeza de que o amor acabou. Pode simplesmente permanecer próxima dessa experiência e tentar compreendê-la.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Imagino o quanto tudo isso tem sido difícil para você, e agradeço por compartilhar sua experiência. Pelo que descreve, parece que as pesquisas começaram como uma tentativa de encontrar respostas e recuperar um pouco de segurança diante de um sofrimento que já era muito intenso. Com o tempo, porém, elas podem ter acabado alimentando ainda mais o medo e a insegurança. A internet pode trazer informações sobre sintomas e transtornos, mas ela não conhece a sua história, a forma como você vive esse sofrimento, nem quem você é. Talvez, neste momento, o caminho não seja buscar mais respostas nas pesquisas, mas permitir que, aos poucos, você volte a confiar na sua própria experiência, com o apoio do tratamento que já iniciou. E lembre-se: cuidar da saúde mental não acontece apenas na psicoterapia ou com a medicação. Ela também se constrói no dia a dia, nas pequenas experiências, nos vínculos e nas relações. Se for possível, permita-se desabafar com pessoas de confiança, estar próximo de quem lhe faz bem e, aos poucos, reencontrar espaços onde você possa se reconectar consigo mesmo. O fato de você desejar recuperar sua vida mostra que esse desejo continua vivo em você, e ele pode ser um importante ponto de partida para essa caminhada.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Você descreve algo que pode ser muito cansativo de viver. Antes de pensar apenas em como diminuir a agitação ou encontrar uma solução rápida, eu teria curiosidade de compreender como essa experiência acontece para você.

    Essa dificuldade de concentração aparece em qualquer situação ou principalmente no trabalho? O que costuma ocupar seus pensamentos quando percebe que sua mente está acelerada? Existe algo no seu contexto de vida ou de trabalho que tem exigido mais de você do que consegue sustentar neste momento?

    Às vezes, a agitação não é apenas um problema a ser eliminado, mas uma forma de o nosso modo de existir expressar que algo pede atenção. Em vez de perguntar apenas "como faço isso parar?", talvez também valha perguntar: "O que essa aceleração está tentando me mostrar sobre a forma como tenho vivido?"

    Nem sempre o mais importante é fixar o olhar na luz no fim do túnel. Às vezes, é no próprio caminho percebendo como você o percorre, onde tropeça e o que o faz seguir que surgem compreensões capazes de transformar a forma como você vive essa experiência.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Olá! Talvez eu não tenha uma resposta pronta para a sua pergunta, mas acredito que possamos pensar nela juntos. É possível que a resposta não apareça de imediato, porque essa é uma pergunta que merece ser explorada com calma. Às vezes, antes de encontrá-la, precisamos olhar para o caminho, e não apenas para o destino.

    Quando você diz que "parece que tudo depende de mim", o que exatamente está dependendo de você? Em quais situações esse sentimento aparece?

    E fiquei curioso sobre outra parte da sua pergunta: o que torna tão difícil carregar essa sensação? O que ela tem custado para você?


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Com certeza. Um término de relacionamento pode, sim, ser vivido como um processo de luto. O luto não acontece apenas diante da morte de alguém, mas também diante de perdas simbólicas: o fim de um vínculo, de um projeto de vida, de expectativas e até mesmo de uma forma de ser que existia naquela relação.

    Quanto à pergunta sobre como superar, acredito que não exista uma resposta universal. Cada pessoa vive essa experiência de maneira singular. Mais do que buscar "superar" rapidamente, talvez seja importante respeitar o próprio sofrimento e permitir-se atravessar esse fim de ciclo.

    Ao mesmo tempo, pode ser valioso voltar o olhar para a própria dor e se perguntar: o que, exatamente, está doendo? É a saudade da pessoa? O arrependimento pelo que aconteceu? A angústia diante do futuro? A frustração pelas expectativas que não se realizaram? A solidão? Ou a perda de uma versão de si que existia naquela relação?

    Nomear a dor não faz com que ela desapareça, mas pode ajudar a compreender a experiência que está sendo vivida. E, muitas vezes, compreender é um passo importante para construir novos sentidos diante dessa perda.

    Espero que essas palavras possam, de alguma forma, contribuir com a sua reflexão!


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Olá! Não acredito que exista uma resposta única para essa questão, mas algumas reflexões podem ajudar você a compreender melhor o que está acontecendo.
    Quando você percebe que está defendendo sua opinião com tanta firmeza, quais sentimentos surgem? O que significa, para você, estar certo? E o que acontece internamente quando alguém discorda da sua opinião?
    Ao compreender melhor o que está por trás desse comportamento, pode ficar mais fácil desenvolver formas diferentes de lidar com essas situações, caso você perceba que elas estão trazendo prejuízos para sua vida e seus relacionamentos.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Na psicologia dificilmente você encontraria uma resposta como um "sim" ou um "não" de forma universal. Mais do que perguntar se "é possível", talvez valha refletir: o que aconteceu para que o respeito se perdesse e como você se sente sobre isso? O que essa relação tem significado para cada um hoje? Ainda existe disposição ou ambos permanecem presos às feridas do passado? Não existe uma resposta única porque não existem relações iguais. A psicoterapia pode ser um espaço para que essas perguntas sejam exploradas com profundidade, sem pressa e sem respostas prontas!


  • Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Não acredito que seja possível dizer que o controle parental digital seja, por si só, bom ou ruim. O que a psicologia tem mostrado é que a forma como ele é utilizado faz toda a diferença. Quando serve para proteger, orientar e abrir espaço para o diálogo, especialmente considerando a idade da criança ou do adolescente, ele pode ser um recurso importante. Por outro lado, quando se baseia apenas em vigilância e controle, sem conversa e sem construção gradual de autonomia, tende a gerar mais conflitos e menos desenvolvimento da autorregulação. O objetivo não é apenas controlar o comportamento, mas ajudar a criança ou o adolescente a aprender a fazer escolhas cada vez mais conscientes e seguras!


  • Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Muitos dos pensamentos obsessivos estão relacionados às preocupações geradas pela ansiedade. Com isso, a pessoa pode ter dificuldade para se concentrar em uma conversa, no trabalho ou em outras atividades do dia a dia, porque sua mente está ocupada tentando lidar com aquilo que causa sofrimento.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Primeiro, precisamos entender o que é o TOC. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é caracterizado pela presença de obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e persistentes que geram sofrimento) e/ou compulsões (comportamentos ou atos mentais realizados na tentativa de reduzir a ansiedade ou evitar que algo ruim aconteça).
    No dia a dia, pode interferir no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos, visto que a pessoa pode dedicar muito tempo às compulsões ou ficar tão envolvida pelos pensamentos obsessivos que tem dificuldade para se concentrar, tomar decisões, concluir tarefas ou estar presente nas interações com outras pessoas. Em alguns casos, também pode surgir a necessidade de evitar determinadas situações por medo de desencadear os sintomas, o que acaba limitando a rotina e impactando a qualidade de vida.

    Vale lembrar que o TOC se manifesta de formas diferentes em cada pessoa. Por isso, compreender a experiência de quem vive com esse transtorno vai muito além de conhecer seus sintomas. É olhar para a história, os significados e o contexto de vida de cada indivíduo.


  • Como o estigma social afeta o diagnóstico e tratamento de pessoas com Transtorno de Personalidade Bo

    Como o estigma social afeta o diagnóstico e tratamento de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Infelizmente existe um estereótipo em que associa o TPB com traços de manipulação, toxicidade, instabilidade extrema ou incapacidade de manter relacionamentos saudáveis. E esse estereótipo reduz a complexidade e subjetividade da experiência humana. Dessa forma a pessoa pode acabar internalizando esses discursos passando a se enxergar de forma estigmatizada, causando sentimentos de vergonha ou inadequação, dificultando a criação de uma identidade própria e saudável. Além disso pode ser que elas acabem não buscando ajuda por medo de serem julgadas.


  • Por que a instabilidade nos relacionamentos interpessoais é uma característica central do Transtorno

    Por que a instabilidade nos relacionamentos interpessoais é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Na visão fenomenológico-existencial, isso é crucial, pois é na relação e na presença com o outro que nos percebemos e experienciamos nossa existência. A instabilidade nos relacionamentos é uma característica importante do TPB porque a pessoa costuma vivenciar os vínculos de forma muito intensa. O medo do abandono ou da rejeição pode fazer com que pequenos conflitos sejam sentidos de maneira profundamente significativa, gerando oscilações entre aproximação e afastamento e, consequentemente, intenso sofrimento. Diante disso, é fundamental compreender a dinâmica desses relacionamentos para que a pessoa possa reconhecer as demandas emocionais que contribuem para essas oscilações e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas.


  • Qual a importância do vínculo terapêutico no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (T

    Qual a importância do vínculo terapêutico no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Na perspectiva fenomenológico-existencial, o vínculo terapêutico é fundamental no tratamento do TPB, pois oferece um espaço seguro de acolhimento, escuta e compreensão. Por meio dessa relação, a pessoa pode explorar seus medos, inseguranças e padrões relacionais sem julgamentos. Além disso, a relação terapêutica possibilita novas formas de se relacionar consigo mesma e com os outros, favorecendo maior estabilidade emocional e autoconhecimento.


  • O estigma social dificulta o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O estigma social dificulta o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Sim. Além de reduzir a complexidade e a singularidade da pessoa a um diagnóstico, o estigma social pode gerar medo de julgamentos e rotulações, levando o indivíduo a evitar a busca por ajuda profissional ou a ocultar aspectos importantes de seu sofrimento durante o processo diagnóstico. Na perspectiva fenomenológico-existencial, isso compromete a possibilidade de uma compreensão autêntica de sua experiência vivida. Além disso, os estigmas difundidos nas redes sociais podem dificultar a construção de um vínculo terapêutico de confiança, elemento essencial para o acolhimento, a compreensão e o desenvolvimento do processo terapêutico.


  • Como a filosofia da identidade pessoal ajuda a entender o Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Como a filosofia da identidade pessoal ajuda a entender o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Na fenomenologia-existencial o Transtorno de Personalidadee Borderline (TPB) é compreendido como seu modo de ser-no-mundo e não somente como um transtorno. Tentando compreender seu vazio existencial com base na sua experiencia vivida, buscando o sentido do sofrimento de forma singular. Dessa forma a filosofia da fenomenologia e do existencialismo podem ajudar a trazer uma perspectiva de um sofriemento com menos estigma e mais autonomia e responsabilidade.


  • É possível ter traços de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem ter o transtorno completo?

    É possível ter traços de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem ter o transtorno completo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Sim, é perfeitamente possível e comum apresentar traços de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem preencher todos os critérios para o diagnóstico do transtorno completo. Assim como em outros diagnósticos, além de existirem muitos traços ou sintomas cruzados, normalmente eles dependem do contexto, histórico e frequência para que possam ser analisados de forma mais profunda.


  • Por que o "Foco no Presente" protege o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    Por que o "Foco no Presente" protege o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o foco no presente protege o vínculo ao favorecer o encontro com o outro tal como ele se mostra agora, em vez de através de feridas do passado ou medos de abandono futuros, evitando pensamentos negativos. Na perspectiva fenomenológico-existencial, estar presente amplia a abertura para a experiência vivida e possibilita relações mais autênticas e menos guiadas por antecipações.


  • Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó

    Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.

    Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.

    Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.

    Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.

    Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.

    O que eu poderia fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Acredito que atualmente, você está tratando o sono como uma meta a ser alcançada e sua "higiene do sono" rigorosa, embora útil, pode estar reforçando a ideia de que o sono é uma batalha que exige preparação militar. Ficar na cama tentando induzir o sono talvez não seja a melhor solução, te recomendo sair da cama e faça algo relaxante caso perceba que mesmo depois de muito tempo o sono não veio, para evitar que seu corpo associe a cama como um lugar de insonia e ansiedade.


  • Como a psicoterapia pode apoiar a pessoa com linfoma a manter uma visão equilibrada da doença e do t

    Como a psicoterapia pode apoiar a pessoa com linfoma a manter uma visão equilibrada da doença e do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Apesar do diagnóstico ser real e concreto, a psicoterapia pode ajudar na separação da identidade do ser e da doença, pois ela é apenas uma circunstância da existência. Dessa forma seria possivel olhar para a finitude com olhos mais lúcidos e realistas, sem deixar o disgnóstico tomar controle de sua vida.


  • . Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB têm problemas de memória relacionados a tr

    . Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB têm problemas de memória relacionados a traumas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Denis Yuji Sugita

    Não é possível afirmar que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), por si só, provoque prejuízos de memória comparáveis aos observados em doenças neurológicas. Sob a perspectiva da fenomenologia existencial, a questão central não reside em um déficit de armazenamento ou recuperação da memória, mas na maneira como as experiências, especialmente as traumáticas, são vividas e integradas à história da pessoa.

    Nessa perspectiva, compreende-se que a memória traumática pode permanecer vivida como presente, em vez de ser efetivamente integrada ao passado. Como a identidade é constituída pela continuidade entre passado, presente e futuro, essa integração comprometida pode repercutir na experiência de si. Assim, pessoas com TPB podem recordar acontecimentos traumáticos de forma descontínua: alguns episódios emergem com intensa carga afetiva, enquanto outros permanecem pouco acessíveis, fragmentados ou confusos.

    Desse modo, a fenomenologia existencial interpreta esse fenômeno principalmente como uma dificuldade na constituição do sentido da experiência e na organização da narrativa autobiográfica, e não como um comprometimento primário dos mecanismos de armazenamento ou recuperação da memória.


Perguntas frequentes

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