Perguntas do paciente (19)

  • Como o hiperfoco impacta a vida diária de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Como o hiperfoco impacta a vida diária de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    lá! Excelente pergunta. O hiperfoco é uma das características mais marcantes do autismo e tem impactos muito reais — tanto positivos quanto desafiadores — na vida diária.Os Impactos Positivos:O hiperfoco é uma capacidade extraordinária de concentração profunda em um assunto de interesse. Pessoas com TEA conseguem aprender coisas muito complexas em detalhes impressionantes, desenvolver habilidades especializadas rapidamente e manter uma dedicação inabalável a projetos que as apaixonam. Muitos profissionais de sucesso em áreas como programação, engenharia, artes e pesquisa científica têm autismo justamente porque conseguem manter esse foco intenso. O hiperfoco pode ser uma ferramenta poderosa de regulação emocional — quando a pessoa está envolvida em seu interesse especial, ela se sente calma, feliz e conectada.Os Impactos Desafiadores:Por outro lado, o hiperfoco pode criar dificuldades significativas na vida diária. Uma criança pode ficar tão absorvida em um jogo que esquece de comer, beber água ou ir ao banheiro. Um adolescente pode gastar horas pesquisando um tópico e negligenciar as tarefas escolares. Um adulto pode se perder em seu hobby favorito e esquecer compromissos importantes ou responsabilidades familiares. Além disso, a transição para fora do hiperfoco pode ser extremamente difícil e frustrante — a pessoa pode ficar irritada, ansiosa ou até ter uma crise de desregulação emocional quando interrompida.O hiperfoco também pode criar uma rigidez: a pessoa pode se recusar a fazer outras atividades porque "não é a hora" ou "não é interessante o suficiente". Isso afeta relacionamentos, escola, trabalho e até a saúde.Como Lidar com o Hiperfoco:Na psicoterapia, o objetivo não é eliminar o hiperfoco (seria como tentar apagar uma parte importante da pessoa), mas sim aprender a equilibrá-lo. Trabalhamos com:•
    Estrutura e Rotina: Criar horários específicos para o interesse especial (por exemplo, "Minecraft das 18h às 19h") e horários para outras atividades importantes.


    Alarmes e Lembretes: Usar tecnologia (relógios, celulares) para avisar quando é hora de transicionar.


    Negociação: Ensinar a pessoa a negociar "mais 5 minutos" ao invés de interrupção abrupta.


    Usar o Interesse como Ferramenta: Transformar o hiperfoco em motivação para outras atividades (por exemplo, "Se você terminar a lição de casa, pode jogar").

    No meu trabalho com Treinamento de Habilidades Sociais, por exemplo, eu utilizo exatamente os interesses especiais dos pacientes (como Minecraft, animes ou jogos) como ponte para ensinar habilidades sociais. Dessa forma, o hiperfoco deixa de ser um obstáculo e se torna uma ferramenta de desenvolvimento.A Mensagem Principal:O hiperfoco não é um problema a ser "corrigido", mas uma característica a ser compreendida e canalizada. Com o suporte certo — seja psicológico, familiar ou educacional — ele pode se tornar uma das maiores forças de uma pessoa com TEA.Se você está navegando essas questões com você mesmo ou com seu filho, um acompanhamento psicológico especializado pode fazer toda a diferença. Estou aqui para ajudar!Um abraço,
    Denise Araújo


  • O hiperfoco é sempre o mesmo para todas as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O hiperfoco é sempre o mesmo para todas as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Olá! Excelente pergunta. Não, o hiperfoco não é o mesmo para todas as pessoas com TEA. O autismo é um espectro, o que significa que cada indivíduo é único em suas características, habilidades e interesses.O hiperfoco é uma concentração intensa e prolongada em um assunto, atividade ou objeto específico. Enquanto uma pessoa pode ter um hiperfoco em dinossauros ou astronomia, outra pode se interessar profundamente por trens, animes, programação de computadores, ou até mesmo por detalhes específicos de objetos, como o funcionamento de ventiladores.Além disso, o hiperfoco pode mudar ao longo da vida. Um interesse intenso na infância pode ser substituído por outro na adolescência ou vida adulta.O importante é entender que o hiperfoco não é algo negativo. Pelo contrário, ele pode ser uma ferramenta maravilhosa para o aprendizado, regulação emocional e até mesmo para o desenvolvimento de habilidades profissionais no futuro. Na terapia, frequentemente utilizamos os interesses do paciente (como jogos ou tecnologia) como ponte para desenvolver habilidades sociais e emocionais de forma natural e engajadora.Se você tem dúvidas sobre como lidar com o hiperfoco do seu filho ou o seu próprio, um acompanhamento psicológico especializado pode ajudar muito a transformar esse interesse em uma ferramenta de desenvolvimento. Fico à disposição!Um abraço,
    Denise Araújo


  • Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldad

    Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldades para ir para escola (tenho crise quase sempre la), não sei exatamente porque mas apenas pensar ou falar a palavra é o suficiente para me fazer passar mal e vomitar, não tenho problemas la mas estou pensando diariamente em abandonar, não consigo aprender, as vezes quando estou la só quero fugir, isso tambem acontece quando estou em casa, as vezes quero sair (mesmo que estejamos bem la), não tenho exatamente problemas com meus pais, mas não sinto uma forte aversão a pessoas tentando entrar na minha vida ou fazer acordos comigo, mesmo sabendo que são para me ajudar. Me afasto das pessoas sem um motivo específico, a primeira impressão geralmente é a que fica, não mudo meus pensamentos com facilidade. Deixei de falar com minha melhor amiga a meses mesmo que eu ainda ame ela e me preocupe, não sei porque fiz isso. Sei que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria me sentir assim. Não gosto nem pretendo me expor a situações desconfortáveis mas as vezes penso em coisas extremas para resolver um problema pequeno, como chegar ate a pensar em me machucar ou pior. Eu odeio quando me obrigam a fazer algo e isso me faz perder o interesse, não gosto de livros de alto ajuda, nem de pessoas que vivem falando sobre saúde, não gosto de exageros. Criação (tanto para os pais, quanto para os filhos) me parece um castigo. As vezes só penso em andar sem rumo e nunca mais voltar, tenho uma alta dificuldade em me expressar e dizer oque estou sentindo sem parecer defencivo de mais, tenho sentido ansiedade todos os dias o dia todo des de quando acordo, a melhor parte do meu dia é quando vou dormir, mesmo assim não exatamente "gosto disso".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Querido(a),

    Compreendo perfeitamente o que você está sentindo. É muito corajoso da sua parte compartilhar tudo isso. Pelo que você descreve, parece que você está passando por um período de muita ansiedade e angústia, e é importante saber que você não está sozinho(a) e que esses sentimentos são válidos.

    Essa dificuldade de ir à escola, o mal-estar físico só de pensar nela, e o desejo de fugir tanto de casa quanto da escola, são sinais claros de um sofrimento emocional significativo. É como se seu corpo estivesse reagindo a uma pressão interna muito grande, mesmo que você não consiga identificar a origem exata.

    A aversão a pessoas tentando entrar na sua vida ou fazer acordos, o afastamento dos outros sem motivo aparente, e a dificuldade de mudar de opinião, podem ser formas de se proteger de algo que você sente como uma ameaça ou um desconforto. É como se, ao se afastar, você tentasse manter um controle sobre suas emoções e seu espaço pessoal.

    Entendo que você se preocupa com sua melhor amiga e ainda a ama, mesmo tendo se afastado. Isso mostra que, apesar da dificuldade de se conectar, você tem afeto e cuidado pelas pessoas. O afastamento pode ser uma consequência da sobrecarga emocional que você está vivenciando, tornando difícil manter laços que exigem uma certa energia e vulnerabilidade.

    É importante ressaltar que você não escolheu se sentir assim. A frase "sei que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria me sentir assim" mostra uma percepção da realidade e um desejo genuíno de bem-estar. No entanto, o sofrimento é algo muito pessoal, e o que pode ser difícil para um, é devastador para outro. Seus sentimentos são válidos e precisam ser cuidados.

    A parte mais preocupante do seu relato é o pensamento em "coisas extremas para resolver um problema pequeno", incluindo a ideia de se machucar. Quando a dor emocional se torna tão intensa que leva a esses pensamentos, é um sinal de alerta de que você precisa de apoio profissional imediato.

    A sua rejeição a livros de autoajuda e a discursos sobre saúde, assim como a aversão a ser obrigado(a) a fazer algo, são compreensíveis nesse contexto. Pode ser que, no momento, essas abordagens pareçam mais uma pressão ou uma cobrança, quando o que você mais precisa é de acolhimento e compreensão.

    O desejo de "andar sem rumo e nunca mais voltar" e a dificuldade em se expressar são reflexos de uma grande exaustão emocional. É como se você estivesse procurando uma forma de escapar de tudo o que está sentindo. O fato de a melhor parte do seu dia ser a hora de dormir indica que o descanso é o único momento em que você encontra um alívio dessa ansiedade constante.

    O que fazer agora?

    O mais importante neste momento é que você busque ajuda profissional. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho(a). Um psicólogo ou psiquiatra pode te ajudar a entender o que está acontecendo, identificar as causas da sua ansiedade e angústia, e te oferecer ferramentas para lidar com esses sentimentos de uma forma mais saudável.

    Converse com alguém de confiança: Sei que você tem dificuldade em se expressar, mas tente conversar com seus pais ou com outro adulto em quem confie. Mostre a eles o que você escreveu aqui, se for mais fácil. Eles precisam saber o que você está passando para poder te apoiar na busca por ajuda.

    Procure um profissional: O ideal é que você procure um psicólogo ou um psiquiatra. Ambos são profissionais de saúde mental que podem te ajudar. O psicólogo trabalha com terapia, conversas e técnicas para entender e lidar com as emoções. O psiquiatra é um médico que pode, se necessário, prescrever medicamentos para ajudar a controlar a ansiedade e outros sintomas mais intensos.

    Lembre-se, buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e autocuidado. É um passo fundamental para que você possa se sentir melhor e retomar o controle da sua vida. Você merece se sentir bem e ter uma vida com mais leveza.

    Que tal conversarmos um pouco mais sobre como você se sentiria ao procurar um profissional ou como conversar com seus pais sobre isso?


  • Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu

    Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
    Isso é um problema neurológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Minha recomendação é que você converse com um médico ginecologista que tenha experiência em menopausa para avaliar suas opções de tratamento hormonal ou outras terapias. Além disso, considerar um acompanhamento psicológico seria extremamente benéfico.
    Esses sintomas são reais e impactam sua vida. Buscar apoio é o primeiro passo para se sentir melhor e passar por essa fase de forma mais leve e saudável.


  • Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso an

    Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso antes de qualquer reunião. Pois evito falar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Oi! Compreendo perfeitamente sua angústia e a tensão que antecede as reuniões. Ter 42 anos e ainda sentir o impacto da gagueira, ao ponto de evitar falar, mostra o quanto isso afeta sua vida. A boa notícia é que existem muitas estratégias e profissionais que podem ajudar a lidar com a gagueira e a ansiedade associada a ela.

    Entendendo a Relação Gagueira e Ansiedade
    A gagueira em adultos é uma condição complexa. Embora as causas possam ser neurobiológicas ou genéticas, a ansiedade e a tensão emocional desempenham um papel muito significativo na sua manifestação e intensidade. É um ciclo: quanto mais ansioso você fica com a ideia de gaguejar, mais propenso a gaguejar você pode se sentir, o que, por sua vez, aumenta a ansiedade e a evitação.

    Seu relato de sentir-se "muito tenso antes de qualquer reunião" e evitar falar é um reflexo claro desse ciclo. Muitas pessoas que gaguejam desenvolvem estratégias de evitação (como não falar ou substituir palavras), que, a longo prazo, podem limitar suas interações e sua confiança.

    Como buscar ajuda e o que fazer
    Para evitar a gagueira e gerenciar a ansiedade, o caminho mais eficaz é buscar apoio profissional especializado. Não é algo que se resolve apenas com força de vontade, mas com técnicas e estratégias específicas.

    Fonoaudiólogo(a) Especialista em Fluência:
    Este é o profissional fundamental para o tratamento da gagueira em adultos. O fonoaudiólogo irá:

    Avaliar sua fala: Entender os padrões da sua gagueira, os momentos em que ela mais se manifesta e as estratégias que você usa (muitas vezes inconscientemente).

    Ensinar técnicas de fluência: Existem diversas técnicas que podem te ajudar a falar de forma mais suave e controlada. Isso pode incluir exercícios de respiração, controle da velocidade da fala, pausas estratégicas, relaxamento muscular, e até mesmo a "modelagem da fluência" (praticar uma fala mais fluida).

    Trabalhar a dessensibilização: Gradualmente, o fonoaudiólogo pode te expor a situações que geram ansiedade (como simulações de reunião), ajudando você a se sentir mais confortável ao falar.

    Promover a aceitação: Parte importante do processo é aprender a aceitar a gagueira e a diminuir o constrangimento associado a ela. Quanto menos valor e vergonha você der à gagueira, menos ela tende a se manifestar com intensidade.

    Psicólogo(a):
    Dado que você sente muita ansiedade e tensão antes das reuniões, o acompanhamento psicológico é altamente recomendado. Um psicólogo, especialmente um com experiência em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode te ajudar a:

    Lidar com a ansiedade: A TCC oferece ferramentas para identificar e modificar pensamentos negativos e medos relacionados à fala e à gagueira.

    Gerenciar o estresse: Aprender técnicas de relaxamento e manejo de estresse que podem ser aplicadas antes e durante as reuniões.

    Aumentar a autoconfiança: Trabalhar a autoestima e a autoconfiança na comunicação.

    Reduzir a evitação: Ajuda a enfrentar as situações que você evita, diminuindo o impacto da gagueira em sua vida.

    Psiquiatra (se necessário):
    Em alguns casos, quando a ansiedade é muito intensa e impacta significativamente a qualidade de vida, um psiquiatra pode ser consultado para avaliar a necessidade de medicação (como ansiolíticos) que ajude a controlar os sintomas de ansiedade, facilitando o trabalho da fonoaudiologia e da psicoterapia.

    Dicas Práticas para Começar
    Enquanto você busca o apoio profissional, algumas atitudes podem começar a ajudar:

    Diminua a velocidade da fala: Falar mais devagar pode te dar mais tempo para planejar as palavras e reduzir a pressão.

    Faça pausas: Não tenha medo de fazer pequenas pausas na sua fala. Isso também ajuda a regular a respiração.

    Respire profundamente: Antes de começar a falar em uma reunião, faça algumas respirações profundas para acalmar o corpo e a mente.

    Foque no conteúdo, não na forma: Tente focar no que você quer comunicar, em vez de se preocupar excessivamente em como a gagueira pode se manifestar.

    Pratique em situações de baixo estresse: Comece a praticar sua fala em ambientes mais confortáveis, como com amigos próximos ou familiares. Você pode até ler em voz alta para si mesmo.

    Aceite-se: Entenda que a gagueira faz parte de você, mas não te define. Quanto mais você aceitá-la, menos poder ela terá sobre suas emoções e comportamentos.

    Não deixe que a gagueira limite sua vida profissional e pessoal. Buscar ajuda é um sinal de força e de desejo de ter uma comunicação mais livre e confiante.

    Você se sentiria confortável em procurar um fonoaudiólogo ou um psicólogo para iniciar esse processo?


  • É possível pessoas acima de 30 anos receberem diagnóstico de Asperger? Como deve-se proceder para ve

    É possível pessoas acima de 30 anos receberem diagnóstico de Asperger? Como deve-se proceder para verificar se os sintomas apresentados por um indivíduo são condizentes com a síndrome?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Sim, você pode perceber que tem características autísticas em qualquer momento da sua vida.
    Procure um psiquiatra ou psicólogo com essa especialidade pra te ajudar. Facilita muito a vida quando entendemos como funcionamos.
    Um abraço!


  • Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d

    Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    O comportamento que você descreve — crises de ciúme que se manifestam como desconfiança, acusações de traição ou falta de comprometimento no trabalho, e a posterior percepção de que são irracionais — sugere que seu namorado pode estar lidando com questões emocionais profundas que ele não consegue controlar sozinho.

    Essas manifestações podem indicar:

    Ciúme Patológico: Quando o ciúme é excessivo, irracional e baseado em fantasias ou medos internos, e não em fatos reais. Ele pode causar um sofrimento significativo para ambos os parceiros e comprometer seriamente a relação.

    Problemas de Autoestima e Insegurança: Muitas vezes, o ciúme intenso esconde uma profunda insegurança pessoal e um medo de ser abandonado ou inadequado.

    Ansiedade ou Outros Transtornos: A dificuldade de regular as emoções, a mente acelerada com pensamentos intrusivos e a intensidade das reações podem estar ligadas a transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou outros desafios de saúde mental que precisam de avaliação.

    Dificuldade de Regulação Emocional: A incapacidade de lidar com emoções intensas de forma saudável, resultando em explosões ou comportamentos destrutivos.

    O fato de ele mesmo perceber, depois, que suas acusações não fazem sentido, mostra que existe uma parte dele que reconhece a irracionalidade do comportamento, mas ele não consegue evitar que ele ocorra. Isso indica uma falta de controle sobre esses impulsos e pensamentos, o que é um forte sinal de que ele precisa de suporte especializado para entender e manejar essa dinâmica interna.

    Como abordar a situação
    A abordagem é muito importante para que ele se sinta acolhido e não atacado:

    Escolha o Momento Certo: Converse em um momento de calma, quando não houver uma crise recente e quando ambos estiverem relaxados.

    Foque em Como Você Se Sente: Em vez de "Você precisa de ajuda porque você é ciumento", diga algo como: "Eu te amo e me preocupo muito com o que acontece entre nós. Quando você tem essas desconfianças e acusações, eu me sinto [triste, magoada, assustada, exausta]. Eu sei que você também sofre com isso quando percebe que não faz sentido. Quero muito que possamos encontrar uma forma de lidar com isso juntos, para o bem da nossa relação e para o seu bem-estar."

    Sugira a Ajuda Profissional como um Caminho para Ele: Enfatize que a ajuda é para o bem dele e para o bem da relação. "Acredito que conversar com um psicólogo ou psiquiatra poderia te ajudar muito a entender de onde vêm esses pensamentos e a encontrar formas mais leves de lidar com eles, para que você não sofra mais assim."

    Seja Específica (Mas Não Diagnóstica): Cite os comportamentos que te preocupam, como as acusações e o reconhecimento posterior de que não são reais.

    Ofereça Suporte: Você pode se oferecer para ajudá-lo a pesquisar profissionais, mas deixe claro que a decisão de procurar e o compromisso com o tratamento devem vir dele.

    Qual especialista procurar?
    Para os sintomas que você descreve, os profissionais mais indicados são:

    Psicólogo(a): Um psicólogo, especialmente um que utilize abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode ajudar seu namorado a identificar a raiz desses ciúmes e desconfianças, a reestruturar pensamentos distorcidos e a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com emoções e inseguranças.

    Psiquiatra: Em alguns casos, se os pensamentos intrusivos, a ansiedade ou o sofrimento forem muito intensos e incapacitantes, um psiquiatra pode ser consultado. Ele é o profissional que pode avaliar a necessidade de medicação para auxiliar no manejo dos sintomas, sempre em conjunto com a terapia.

    Lembre-se que você também precisa se proteger emocionalmente. Manter-se em uma relação onde há acusações e desconfianças constantes pode ser muito desgastante. Priorize sua saúde mental enquanto oferece apoio a ele.


  • Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo segu

    Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo seguir várias instruções ao mesmo tempo, tenho dificuldade em concluir tarefas que não gosto de fazer ou procrastino, e lembrar de acontecimentos recentes, fora outros sintomas. Seria correto suspeitar de estar no Espectro autista ou seria caso de Transtorno de Déficit de Atenção? Qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Compreendo sua preocupação e a busca por entender melhor esses sintomas. É muito importante que você esteja atento a como eles afetam seu dia a dia. Os sintomas que você descreve — dificuldade em comunicação não-verbal (como o contato visual), dificuldade em seguir múltiplas instruções, problemas com a conclusão de tarefas desinteressantes ou procrastinação, e falhas na memória recente — podem, de fato, estar presentes tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e até mesmo em uma combinação de ambos.

    Entendendo as possibilidades
    É crucial não se autodiagnosticar, mas podemos explorar como esses sintomas se manifestam em cada um dos transtornos:

    Transtorno do Espectro Autista (TEA):

    A dificuldade na comunicação não-verbal, como evitar o contato visual, é uma característica central do TEA. Pessoas no espectro podem ter desafios na compreensão e uso de gestos, expressões faciais e na reciprocidade social.

    A dificuldade em seguir várias instruções pode estar relacionada a um estilo de processamento de informações que tende a ser mais literal e focado, tornando a multitarefa ou a transição entre tarefas mais desafiadora.

    A procrastinação ou dificuldade em concluir tarefas desinteressantes também pode ocorrer devido à forma como a motivação e o foco são direcionados, muitas vezes mais intensos em áreas de interesse restrito.

    Problemas de memória recente podem ter diversas causas e, embora não sejam um sintoma central do TEA, podem estar presentes dependendo de outras particularidades do funcionamento cognitivo.

    No TEA, frequentemente há também interesses restritos e repetitivos, e padrões de comportamento repetitivos que você não mencionou, mas que são importantes para o diagnóstico.

    Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH):

    A dificuldade em seguir múltiplas instruções e a procrastinação/dificuldade em concluir tarefas desinteressantes são sintomas clássicos do TDAH, relacionados à desatenção e à disfunção executiva (problemas de planejamento, organização e início de tarefas).

    A memória recente (ou memória de trabalho) é frequentemente afetada no TDAH, o que pode levar a esquecimentos de compromissos, de onde colocou objetos ou de informações que acabaram de ser ditas.

    A dificuldade em comunicação não-verbal, como o contato visual, pode acontecer no TDAH, mas geralmente por motivos diferentes: pode ser por distração (a pessoa está pensando em outra coisa ou olhando ao redor), ou por impaciência e impulsividade na interação. No TEA, a dificuldade no contato visual é mais intrínseca à interação social e ao processamento de sinais sociais.

    O TDAH também se caracteriza por impulsividade e hiperatividade (que pode se manifestar internamente como inquietação ou mente acelerada, mesmo em adultos), sintomas que você não detalhou.

    Qual especialista procurar?
    Dada a complexidade e a sobreposição de sintomas, o especialista mais indicado para iniciar essa investigação é o Psiquiatra.

    Um psiquiatra é um médico que tem a formação para:

    Realizar uma avaliação diagnóstica completa, considerando seu histórico de desenvolvimento, padrões de comportamento e como esses sintomas afetam sua vida em diferentes contextos (social, acadêmico/profissional).

    Diferenciar entre TEA, TDAH, ou identificar a possível comorbidade (quando ambos os transtornos ocorrem juntos), o que é bastante comum.

    Encaminhar para outros profissionais, como neuropsicólogo (para uma avaliação mais detalhada das funções cognitivas, como atenção e memória) ou psicólogo (para terapia comportamental e desenvolvimento de estratégias de manejo).

    Não hesite em buscar essa avaliação. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para encontrar as estratégias e o suporte adequados que podem melhorar significativamente sua qualidade de vida e suas interações.


  • Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?

    Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Não... cada um se sente mais confortável com um tipo de roupa. Tem menina que gosta de usar roupa mais masculina por vários motivos, é mais confortável, chama menos atenção, pela moda ou pq simplesmente gosta mesmo...


  • Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da

    Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH). Tem cura? Quais as implicações para a vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Mãe, entendo sua preocupação e alívio com o diagnóstico do seu filho. É um passo importante para compreender e buscar as melhores estratégias para ajudá-lo. Vamos esclarecer suas dúvidas sobre o Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH).

    TDRH tem cura?
    É importante entender que o TDRH, como outros transtornos do neurodesenvolvimento, não é algo que "se cura" no sentido de desaparecer completamente como uma gripe. No entanto, ele é altamente tratável. Isso significa que, com o tratamento adequado e contínuo, os sintomas podem ser significativamente reduzidos, controlados e a criança pode aprender a lidar com as suas emoções e comportamentos de forma muito mais funcional.

    O objetivo do tratamento não é "curar", mas sim permitir que seu filho desenvolva as habilidades necessárias para regular suas emoções e interagir de forma saudável com o mundo, minimizando o impacto do transtorno em sua vida. O diagnóstico precoce, como o que seu filho recebeu, é crucial porque permite que as intervenções comecem cedo, aumentando muito as chances de um bom prognóstico.

    Implicações para a vida adulta
    As implicações do TDRH na vida adulta estão diretamente relacionadas à eficácia do tratamento na infância e adolescência.

    Quando o TDRH não é tratado ou é mal manejado, as dificuldades podem persistir e evoluir para outros problemas na vida adulta. As características principais do TDRH – a irritabilidade crônica e as explosões de raiva frequentes e desproporcionais – podem levar a:

    Dificuldades nos relacionamentos interpessoais: A irritabilidade e as explosões podem prejudicar amizades, relações familiares e futuras relações românticas, levando a isolamento social.

    Problemas acadêmicos e profissionais: A dificuldade em regular as emoções e o comportamento pode impactar o desempenho escolar e, posteriormente, a adaptação ao ambiente de trabalho, resultando em baixa escolaridade ou dificuldades para manter um emprego.

    Maiores riscos de desenvolver outros transtornos mentais: Adultos com histórico de TDRH não tratado têm um risco aumentado de desenvolver outros quadros, como depressão, transtornos de ansiedade e até mesmo transtorno bipolar (embora o TDRH não seja considerado uma forma precoce de bipolaridade, há uma sobreposição de sintomas e riscos).

    Problemas legais: Em casos mais graves, a falta de controle sobre a raiva e a impulsividade pode levar a comportamentos agressivos que resultam em problemas com a lei.

    Baixa autoestima: As constantes dificuldades e a percepção de serem "diferentes" ou "problemáticos" podem afetar a autoimagem e a autoconfiança.

    A importância do tratamento contínuo
    Felizmente, a intervenção precoce e um plano de tratamento consistente podem minimizar significativamente essas implicações. O tratamento para TDRH geralmente envolve uma combinação de abordagens:

    Psicoterapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a criança a identificar e mudar padrões de pensamento e comportamento, e a terapia familiar, que auxilia os pais e a família a desenvolver estratégias de manejo e comunicação eficazes, são fundamentais.

    Manejo comportamental: Ensinar seu filho estratégias de regulação emocional, como técnicas de respiração, resolução de problemas e formas adequadas de expressar frustração e raiva. Além disso, estabelecer rotinas claras, limites firmes e consistentes em casa é crucial.

    Medicação: Em alguns casos, o médico psiquiatra pode considerar o uso de medicamentos para ajudar a controlar os sintomas mais severos de irritabilidade e explosões de raiva, especialmente se houver comorbidades como TDAH ou ansiedade. Essa decisão é sempre feita com base em uma avaliação cuidadosa e acompanhamento médico rigoroso.

    Ao investir no tratamento agora, você está equipando seu filho com as ferramentas necessárias para navegar pelos desafios da vida, desenvolver resiliência e ter uma vida adulta mais feliz e funcional. O caminho pode ter seus desafios, mas com apoio profissional e familiar, seu filho tem todas as chances de se desenvolver plenamente.

    Você gostaria de conversar mais sobre como implementar essas estratégias em casa ou sobre as opções de tratamento disponíveis?


  • Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho

    Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho nutricionista e ela me recomendou realizar um acompanamento com psicólogo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Um psicólogo vai conseguir te ajudar nesse processo. De qualquer maneira precisa ser gentil com vc mesmo e tentar entender sobre a seletividade. Ter paciência, aprender técnicas de respiração para acalmar a ansiedade, se permitir aos poucos tentar se aproximar de algum alimento saudável, aos poucos isso se tornara mais fácil e estará se alimentando melhor.


  • Se eu já tomo Ritalina e tenho que mudar de médico psiquiatra por que o meu foi transferido pra outr

    Se eu já tomo Ritalina e tenho que mudar de médico psiquiatra por que o meu foi transferido pra outro lugar,tendo uma receita que comprove que já faço uso,preciso ser reavaliada novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Boa tarde!!

    É muito importante você continuar seu tratamento, procure outro profissional e leve suas receitas. Um abraço!


  • Tenho um sentimento abstrato, não sei dizer se seria tristeza ou algo assim. Não tenho vontade de sa

    Tenho um sentimento abstrato, não sei dizer se seria tristeza ou algo assim. Não tenho vontade de sair de casa, de ver ou conversar com as pessoas. Gosto de ficar em casa lendo meus livros ou escrevendo meus poemas. Já fui diagnosticada com muitas coisas por um psiquiatra, e por isso até hoje não sei ao certo o que tenho. Isso seria um caso de depressão? Não passei por nenhuma situação difícil ou traumática.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Boa tarde!
    Você já pensou em fobia social? O bacana seria você procurar um profissional de psicologia para te ajudar.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Você não precisa e nem deve parar de se preocupar com sua amiga. Mas você precisa ajudá-la de uma forma diferente e, mais importante, ajudar a si mesma.

    Converse com sua amiga: Seja honesta e gentil. Você pode dizer algo como: "Eu me importo muito com você e quero te ajudar, mas estou percebendo que estou ficando muito sobrecarregada com tudo isso. Eu acho que seria muito bom se você pudesse conversar com um profissional, como um psicólogo, que tem as ferramentas certas para te apoiar da melhor forma."

    Incentive-a a buscar ajuda profissional: Como ela já tem um diagnóstico de depressão, é crucial que ela esteja em acompanhamento com um profissional de saúde mental (psicólogo e/ou psiquiatra). Você pode se oferecer para ajudá-la a pesquisar sobre isso, se ela não estiver fazendo. Essa é a forma mais eficaz e segura de ajudá-la.

    Estabeleça limites claros: Você não precisa ser a única fonte de apoio para ela. Você pode continuar sendo uma amiga presente, mas sem assumir a responsabilidade pela cura ou pelo bem-estar dela. Por exemplo, você pode sugerir fazer atividades mais leves e prazerosas juntas, em vez de focar apenas nas dificuldades dela.

    Cuide de si mesma: Este é o ponto mais importante. Se você já se sente ansiosa, irritada e com dificuldades, como mencionou antes, absorver o sofrimento de outras pessoas só vai piorar seu próprio quadro.

    Priorize seu bem-estar: Separe um tempo para fazer coisas que você gosta e que te relaxam.

    Busque seu próprio apoio: Se você ainda não está em acompanhamento psicológico, é fundamental que comece. Um psicólogo pode te ajudar a lidar com a sua própria ansiedade, a estabelecer limites saudáveis e a cuidar da sua saúde mental.

    Converse com seus pais ou outro adulto de confiança: Compartilhe com eles o que você está sentindo, tanto em relação à sua própria angústia quanto à sobrecarga de ajudar sua amiga.

    Lembre-se: você não é uma terapeuta. Você é uma amiga com um grande coração. A responsabilidade de tratar a depressão da sua amiga é dos profissionais, não sua. Ao se preservar, você estará em uma posição muito melhor para ser uma boa amiga e, principalmente, para cuidar de si mesma.

    Que tal conversarmos um pouco sobre como você se sentiria ao ter essa conversa com sua amiga ou ao buscar apoio para você mesma?


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Compreendo perfeitamente o que você está passando. Lidar com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e seus rituais pode ser exaustivo, especialmente quando as regras são complexas e a mente insiste em refazer.

    O Ciclo do TOC e a Quebra do Ritual
    No TOC, o ritual (ou compulsão) é uma tentativa de neutralizar a ansiedade gerada por um pensamento obsessivo. Sua mente te diz que, se você não refizer o ritual "corretamente", algo ruim vai acontecer ou a ansiedade não vai diminuir. Essa é a lógica do TOC: ele te prende em um ciclo onde a "solução" para a ansiedade se torna a própria causa de mais ansiedade e sofrimento.

    Quando você tenta seguir o ritual e "quebra as regras" sem querer, a mente com TOC interpreta isso como uma falha, gerando mais ansiedade e a necessidade de refazer, criando um ciclo vicioso.

    Há problema em deixar de fazer o ritual?
    Do ponto de vista do TOC, sua mente vai gritar que sim, há um problema gravíssimo em deixar de fazer o ritual ou em não refazê-lo "corretamente". Ela vai gerar muita ansiedade, medo e desconforto para tentar te convencer a refazer.

    No entanto, do ponto de vista da sua saúde mental e do tratamento do TOC, a resposta é não, não há problema em deixar de fazer o ritual ou em não refazê-lo. Pelo contrário:

    Quebrar o ciclo: Deixar de refazer o ritual é um passo fundamental para quebrar o ciclo do TOC. É uma forma de mostrar ao seu cérebro que a ansiedade que ele gera ao não realizar o ritual não é real e que as consequências temidas não acontecem.

    Enfrentamento gradual: A base do tratamento do TOC, especialmente com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), envolve a Exposição e Prevenção de Respostas (EPR). Isso significa, justamente, se expor à situação que gera a obsessão (ou não refazer o ritual quando o pensamento surge) e não realizar a compulsão (o ritual). É um processo que causa desconforto inicial, mas que, com o tempo e o suporte adequado, diminui a ansiedade e a necessidade de realizar os rituais.

    Reaprendizado: Ao não refazer o ritual, você está ensinando ao seu cérebro uma nova forma de lidar com a ansiedade, mostrando que é possível tolerar o desconforto e que a "ameaça" que o TOC cria não é real.

    O que fazer com o desconforto?
    Quando você deixa de fazer o ritual, é muito provável que a ansiedade e o desconforto aumentem no início. Isso é esperado e faz parte do processo de "desaprender" o TOC. Nesses momentos, é importante:

    Respirar fundo: Use técnicas de respiração para acalmar o corpo.

    Reconhecer o pensamento: Diga a si mesmo(a): "Essa é a ansiedade do meu TOC, e eu não preciso ceder a ela."

    Distrair-se: Envolva-se em alguma atividade que ocupe sua mente (ler, assistir algo, conversar com alguém, fazer um exercício leve).

    Buscar ajuda profissional: Este é o ponto mais importante. Lidar com o TOC e quebrar rituais é um desafio que se torna muito mais fácil e seguro com o acompanhamento de um psicólogo especialista em TOC (geralmente TCC) e, em alguns casos, com o suporte de um psiquiatra para medicação que ajude a controlar a ansiedade. Eles podem te guiar nesse processo, te dar estratégias e te apoiar nos momentos de maior dificuldade.

    Deixar de refazer o ritual é um ato de coragem e um passo importante para se libertar do controle do TOC. Você não precisa fazer isso sozinho(a).

    Que tal pensarmos juntos em como você pode buscar esse apoio profissional para lidar com o TOC de forma mais eficaz?


  • É possível identificar o autismo numa passo a adulta. Por favor alguem pode me ajudar?

    É possível identificar o autismo numa passo a adulta. Por favor alguem pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Sim, o autismo pode ser diagnosticado em qualquer idade do individuo. Procure um psicologo ou psiquiatra para ajudar.


  • Transtorno delirante persistente é uma doença que vai e volta, pode se manifestar de tempos em tempos,

    Transtorno delirante persistente é uma doença que vai e volta, pode se manifestar de tempos em tempos, e pode haver tempos que não se manifesta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    E possivel sim, e o ideal 'e que a pessoa tenha acompanhamento psicologico.


  • Minha filha de 8 anos está muito desatenta, na Escola ja me chamaram pra conversar, ela não cópia

    Minha filha de 8 anos está muito desatenta, na Escola ja me chamaram pra conversar, ela não cópia as tarefas, fica sempre por último. Em casa é do mesmo jeito, já fiz de tudo, bati, deixei de castigo e nada. Chego a conclusão de que é um transtorno. Que especialista devo levar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Olá!
    Procure ajuda de um psicólogo especializado em crianças, ele irá te orientar nesse processo.


  • Meu filho de 4 anos que tem apresentado muita irritabilidade desde que começou a frequentar a escola.Sempre

    Meu filho de 4 anos que tem apresentado muita irritabilidade desde que começou a frequentar a escola.Sempre teve dificuldade em lidar com frustrações mas crises emocionais tornaram-se frequentes com dificuldade de auto-regulação. Comunica-se muito bem mas sempre com muita euforia. Devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Bressan Araújo

    Olá querida,
    Se esse comportamento está te chamando atenção, siga sua intuição e procure um psicólogo especialista em clínica infantil.


Perguntas frequentes

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