Perguntas do paciente (9)
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Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não t
Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não tem Pei, e nunca me chamaram para fazer, estou na dúvida pq uma colega me informou que a escola chamou ela pra fazer do filho dela que tem TEA.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O PEI (Plano de Ensino Individualizado) não é exclusivo para crianças com TEA. Ele pode ser indicado para qualquer aluno que necessite de adaptações e estratégias individualizadas no processo de aprendizagem, incluindo casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem e outras necessidades educacionais específicas.
No caso da sua filha, o fato de a escola já adaptar as provas mostra que ela reconhece a necessidade de suporte pedagógico. Em algumas escolas, essas adaptações acontecem mesmo sem um PEI formalizado, mas o ideal é que exista um planejamento mais organizado e documentado.
O PEI ajuda justamente a definir:
quais dificuldades impactam a aprendizagem;
quais estratégias funcionam melhor;
quais adaptações são necessárias;
como acompanhar a evolução ao longo do tempo.
Também é importante lembrar que cada escola pode ter práticas diferentes, e nem todas estruturam o PEI da mesma forma. Por isso, vale conversar diretamente com a coordenação pedagógica para entender:
se a escola utiliza PEI formal;
se sua filha se enquadra nesse processo;
e como as adaptações atuais estão sendo registradas e acompanhadas.
O mais importante é que o suporte escolar seja organizado, funcional e acompanhado de forma contínua.
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Meu filho de 7 anos sempre foi muito nervoso desde bebe...ainda mais qd não dorme o bastante.. Fica
Meu filho de 7 anos sempre foi muito nervoso desde bebe...ainda mais qd não dorme o bastante..
Fica irritado c TD...sem controle e encontra-se numa fase muito complicada de perfeccionista..TD dele tem ki sair perfeito e tem sempre ki estar em primeiro em TD..
E qd não acontece ele sofre...fica nervoso fora do controle...falo muito c ele sobre erros que é normal...e ki tá TD bem qd acontece e ele entende...mas na prática não se controla
É extremamente inteligente.
O que posso fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer em crianças que têm uma sensibilidade emocional muito intensa, dificuldade de lidar com frustração e um padrão de autocobrança elevado. O fato dele ser muito inteligente também pode fazer com que perceba erros e comparações de forma mais intensa.
Pelo que você relata, parece existir uma combinação de:
necessidade forte de controle;
dificuldade em tolerar erros;
sofrimento quando não corresponde às próprias expectativas;
irritabilidade maior quando está cansado ou com sono insuficiente.
O perfeccionismo na infância muitas vezes não aparece como “organização”, mas como sofrimento emocional diante da possibilidade de errar.
Algumas estratégias que podem ajudar:
valorizar esforço e processo, não apenas resultado (“você tentou”, “você persistiu”, “você aprendeu”);
evitar comparações e excesso de competição;
mostrar exemplos naturais de erros no dia a dia;
ajudar ele a perceber sinais do corpo quando começa a perder o controle;
trabalhar pausas antes da explosão emocional;
manter rotina de sono bem protegida, porque o cansaço costuma piorar muito a regulação emocional;
acolher o sentimento antes de corrigir o comportamento (“eu sei que você ficou frustrado”).
Também costuma ajudar muito ensinar, aos poucos, que:
“errar não significa fracassar”.
Como isso já parece gerar sofrimento importante e dificuldade de controle emocional, talvez valha buscar uma avaliação mais aprofundada com profissional qualificado, principalmente para entender:
como está a regulação emocional;
nível de ansiedade;
rigidez cognitiva;
tolerância à frustração;
impacto disso na escola, relações e autoestima.
Existem crianças muito inteligentes que desenvolvem um padrão de autocobrança intenso e acabam sofrendo bastante internamente, mesmo funcionando bem em outras áreas. Quanto mais cedo isso é compreendido e trabalhado, melhor costuma ser a evolução.
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O que é o plano de ensino individualizado (PEI) no tratamento de autismo?
O que é o plano de ensino individualizado (PEI) no tratamento de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O PEI (Plano de Ensino Individualizado) é um documento criado para adaptar o processo de aprendizagem às necessidades específicas da criança ou adolescente com autismo dentro do ambiente escolar.
Ele funciona como um planejamento personalizado, organizado em conjunto pela escola — e, idealmente, com participação da família e dos profissionais que acompanham a criança — para definir:
objetivos de aprendizagem possíveis e funcionais
estratégias de ensino mais adequadas
formas de apoio necessárias
adaptações pedagógicas
recursos que favoreçam participação e autonomia
critérios de acompanhamento da evolução
No autismo, o PEI ajuda a organizar o ensino considerando características como:
diferenças na comunicação
necessidades de previsibilidade e rotina
perfil sensorial
atenção e regulação emocional
ritmo de aprendizagem
habilidades sociais
interesses específicos
nível de suporte necessário
Importante:
O PEI não significa “facilitar” o conteúdo, mas adaptar a forma de ensinar para aumentar acesso, compreensão e participação da criança no contexto escolar.
Exemplos de adaptações que podem aparecer em um PEI:
instruções mais visuais e objetivas
divisão de tarefas em etapas menores
tempo ampliado para atividades
apoio para organização
uso de recursos visuais
estratégias para transições e mudanças de rotina
adequação da demanda sensorial do ambiente
Um bom PEI costuma incluir:
perfil funcional do aluno
pontos fortes
dificuldades observadas
metas prioritárias
estratégias práticas
formas de avaliação
revisão periódica da evolução
O mais importante é que o plano seja funcional, realista e atualizado conforme a evolução da criança.
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Tenho dificuldade para ler em voz alta na sala de aula. Fico nervosa, gaguejo e acabo lendo mal.
Tenho dificuldade para ler em voz alta na sala de aula. Fico nervosa, gaguejo e acabo lendo mal. Já quando estou sozinha ou com amigos, leio normalmente. Também percebo que, quando leio em sala, meu cérebro fica confuso, como se várias informações se misturassem. Além disso, se o professor me entrega um artigo e diz que tenho 10 minutos para ler e apresentar, não consigo. Não entendo direito o que li nesse tempo e, por isso, não consigo apresentar bem. Já precisei de vários dias lendo o mesmo texto para conseguir entender e explicar. Isso pode ser ansiedade, dificuldade de leitura ou algum transtorno de aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ter relação com diferentes fatores, e não dá para concluir apenas por esse relato se é ansiedade, dificuldade específica de aprendizagem ou outra condição. Mas alguns pontos do que você falou chamam atenção.
O fato de você conseguir ler normalmente sozinha ou com pessoas próximas, mas travar em sala de aula, pode indicar um componente importante de ansiedade de desempenho/social. Quando a pessoa se sente observada, o cérebro pode entrar em estado de tensão, dificultando:
fluência na leitura;
organização do pensamento;
compreensão rápida;
recuperação das informações.
Essa sensação de “as informações se misturarem” também pode acontecer quando há sobrecarga cognitiva e ansiedade elevada durante a tarefa.
Por outro lado, a dificuldade para:
ler textos em pouco tempo;
compreender rapidamente;
resumir e apresentar;
precisar de várias releituras para consolidar o conteúdo;
também pode justificar uma investigação mais aprofundada sobre processamento da leitura, atenção, velocidade de processamento, funções executivas ou possíveis dificuldades específicas de aprendizagem.
Isso não significa necessariamente um transtorno, porque muitas pessoas têm um perfil de processamento mais lento e profundo, especialmente em situações de pressão. Mas vale observar:
desde quando isso acontece;
se ocorre apenas em contexto de exposição;
se impacta provas, estudos e desempenho acadêmico;
se existe dificuldade de atenção, memória operacional ou organização mental;
quanto sofrimento isso gera.
Uma avaliação com profissional qualificado (como neuropsicólogo, psicopedagogo ou equipe especializada) pode ajudar a diferenciar melhor:
ansiedade de desempenho;
dificuldade específica de leitura/compreensão;
alterações atencionais;
sobrecarga emocional;
ou combinação desses fatores.
Enquanto isso, algumas estratégias costumam ajudar:
antecipar leituras quando possível;
dividir textos em partes menores;
fazer anotações enquanto lê;
usar marcações visuais;
treinar leitura em voz alta gradualmente em ambientes seguros;
reduzir autocobrança durante apresentações;
usar técnicas de respiração antes de ler em público.
O mais importante é entender que dificuldade sob pressão não significa falta de inteligência. Muitas pessoas conseguem compreender muito bem o conteúdo, mas precisam de mais tempo e menor carga emocional para organizar as informações.
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Olá, sou professora auxiliar de um autista no grau alto de 15 anos, ele é alfabetizado, problema é q
Olá, sou professora auxiliar de um autista no grau alto de 15 anos, ele é alfabetizado, problema é que ele se recusa a fazer qualquer tipo de tarefa. Ele adora pintar então dou tarefas com imagens para ele pintar na tentativa dele se entusiasmar, mas mesmo assim ele age com agressividade. Como eu posso ajudá-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece importante tentar entender que a recusa e a agressividade talvez não sejam simplesmente “falta de vontade”, mas uma forma de comunicação de sofrimento, sobrecarga ou dificuldade de lidar com a demanda proposta.
Em adolescentes autistas com maior necessidade de suporte, a recusa pode acontecer por vários motivos, por exemplo:
dificuldade de compreender a proposta;
sensação de fracasso antecipado;
excesso de exigência;
baixa tolerância à frustração;
necessidade de controle;
sobrecarga sensorial;
dificuldade em iniciar tarefas;
ansiedade;
atividade sem significado para ele naquele momento.
O fato dele gostar de pintar é um ponto muito importante, porque mostra um possível canal de vínculo e interesse. Mas, às vezes, mesmo uma atividade de interesse pode gerar recusa se:
vier associada à obrigação;
estiver difícil demais;
ocorrer num momento de desregulação;
ou se ele já estiver em estado de tensão antes da tarefa começar.
Algumas estratégias que costumam ajudar:
priorizar vínculo e previsibilidade antes da cobrança;
usar rotina visual (“primeiro isso, depois aquilo”);
oferecer escolhas limitadas (“você quer começar pintando ou contornando?”);
dividir tarefas em partes muito pequenas;
começar por objetivos extremamente possíveis para gerar sensação de sucesso;
observar sinais prévios de irritação antes da agressividade aumentar;
reduzir linguagem longa durante crises;
reforçar qualquer pequena aproximação positiva da atividade;
evitar entrar em confronto direto quando ele estiver muito ativado emocionalmente.
Também pode ajudar investigar:
em quais momentos a agressividade aumenta;
quais tarefas geram mais recusa;
quanto tempo ele consegue permanecer regulado;
se existe dificuldade motora, cognitiva ou de compreensão escondida atrás da recusa;
se a demanda está adequada ao perfil funcional dele.
Muitas vezes, quando o adolescente parece “não querer fazer”, na verdade ele pode estar:
“não conseguindo lidar com o que a tarefa desperta nele”.
O ideal é que o trabalho seja feito em conjunto com equipe escolar, família e profissionais que acompanham o aluno, para entender:
qual a função da recusa;
o que desencadeia a agressividade;
e quais adaptações realmente favorecem participação sem aumentar sofrimento.
Seu olhar de tentar encontrar interesses e criar conexão já é um passo muito importante.
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NO CASO DA DIGENESIA DO CORPO CALOSO, COMO SÃO TRABALHADOS COM O PSICOPEDAGOGO?
NO CASO DA DIGENESIA DO CORPO CALOSO, COMO SÃO TRABALHADOS COM O PSICOPEDAGOGO?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na disgenesia do corpo caloso, o trabalho psicopedagógico costuma ser voltado principalmente para compreender como a criança aprende e quais impactos funcionais essa alteração pode estar trazendo no desenvolvimento, na aprendizagem e na adaptação escolar.
O corpo caloso é uma estrutura responsável pela comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Quando há disgenesia (formação parcial ou diferente dessa estrutura), algumas crianças podem apresentar dificuldades específicas, enquanto outras têm funcionamento muito preservado. A intensidade varia bastante de caso para caso.
O acompanhamento psicopedagógico geralmente busca:
identificar pontos fortes e dificuldades;
entender como a criança processa informações;
adaptar estratégias de aprendizagem;
favorecer autonomia e organização;
reduzir impactos emocionais e escolares.
Dependendo do perfil da criança, podem ser trabalhados aspectos como:
atenção e concentração;
compreensão verbal;
organização do pensamento;
planejamento e execução de tarefas;
memória operacional;
coordenação entre linguagem e ação;
interpretação de textos;
flexibilidade cognitiva;
raciocínio lógico;
habilidades sociais e emocionais.
Na prática, o psicopedagogo costuma usar:
atividades estruturadas e graduais;
apoio visual;
divisão de tarefas em etapas menores;
repetição com significado;
estratégias multissensoriais;
treino de organização e rotina;
mediação para lidar com frustrações e dificuldades escolares.
Também é muito importante o alinhamento com:
família;
escola;
outros profissionais envolvidos (quando houver).
Como a disgenesia do corpo caloso pode apresentar perfis muito diferentes, o foco não é apenas o diagnóstico em si, mas entender:
“como essa criança funciona, aprende e quais apoios ajudam mais”.
Por isso, normalmente o trabalho é bastante individualizado e ajustado conforme a evolução e as necessidades observadas ao longo do acompanhamento.
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Minha filha foi diagnosticada com dislexia com 7 anos. Hoje com 18 ela ainda tem muitas dificuldades
Minha filha foi diagnosticada com dislexia com 7 anos. Hoje com 18 ela ainda tem muitas dificuldades como por exemplo: na escrita ( troca letras ), dispersa, dificuldade para ler o que escreve, não decora matérias,Estuda e depois não lembra etc.
Ela ainda tem dislexia??
Qual profissional devo procurar??
Pois ela quer trabalhar mas não consegue sair do ensino médio normal.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que ela ainda tenha dislexia, Isso não significa incapacidade de trabalhar ou aprender. Você deve procurar uma avaliação completa, idealmente com:
Neuropsicólogo → avaliação cognitiva (memória, atenção, linguagem)
Fonoaudiólogo → linguagem e processamento fonológico
Psicopedagogo → aprendizagem funcional
O ideal é uma avaliação integrada, não isolada.
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Meu filho tem 4 anos e é muito distraído e ansioso, na escola é muito lento e disperso não consegue
Meu filho tem 4 anos e é muito distraído e ansioso, na escola é muito lento e disperso não consegue acompanhar a turma, não teve evolução nos últimos 6 meses. Nessa idade poderia dar algum fitoterapico para ajudar no deftit de atenção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é indicado iniciar fitoterápicos para “atenção” nessa idade sem avaliação clínica. Procure:
Psicopedagogo → aprendizagem e ritmo
Psicólogo infantil → regulação emocional e atenção
Terapeuta ocupacional → organização e autorregulação
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O que seria disgrafia?
O que seria disgrafia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Disgrafia é uma dificuldade específica relacionada à escrita, que afeta a forma como a pessoa produz letras, palavras e textos — não por falta de inteligência ou ensino, mas por alterações no processamento motor, perceptivo e/ou linguístico.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…