Perguntas do paciente (11)
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiramente, fiquei com uma dúvida: estes dilemas que você menciona, são em função do relacionamento aberto ou por outras questões. Lhe pergunto pois a singularidade da relação de vocês não necessariamente tem a ver com estes conflitos. Dito isso e sendo mais direto quanto a sua pergunta: depende. Terão pessoas que não possuem tal especialização mas podem lidar com o devido profissionalismo quanto a isso, e naturalmente, se supõe que alguém especializado no tema possa ter mais facilidade, mas vale lembrar que é dever de todo profissional se abster de julgamentos. No final das contas, me parece que o que fará vocês seguirem com um profissional ou outro, será o vínculo e o quão a vontade vocês se sentem, e isto nem sempre tem a ver com especialidade. Minha sugestão seria, não tenham medo de experimentar com profissionais. Caso não se sintam a vontade de primeira, sigam procurando. Vínculo com o terapeuta é muito importante, e não há problema algum em procurar opções diferentes quanto a isso. Espero ter ajudado. Se cuide e fique bem!
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! o desejo de se conectar profundamente com alguém, naturalmente não é problema nenhum por si só, assim como você não soa fútil de forma alguma, com o mesmo valendo sobre ser vulnerável, o que também é muito importante para alteridade, embora necessite de contexto para saber se isso está a serviço de estarmos mais abertos e disponíveis emocionalmente, ou expostos. Não acho que precise esperar que determinadas condições se cumpram para você procurar alguém, mas vale dizer que talvez a pressa para tal possa acabar atrapalhando. É aí que entra a questão de "não ter pressa para não se atrasar" e de que "não somos metades de laranjas procurando outra metade", mas inteiros procurando outros inteiros. Acho importante dizer que todos temos nosso lado "superficial" também, não somos profundos o tempo todo, não podemos e nem devemos, intimidade se constrói com o tempo. Não quero assumir suposições sobre seu caso baseado apenas em um texto breve, mas ao longo da minha experiência, notei que muitas vezes quando buscamos um outro ideal com quem nos conectarmos, e ficamos cultivando esta ideia, acabamos idealizando o que esperamos desta outra pessoa e de um relacionamento como um todo. A idealização é perigosa, gera uma busca impossível, abre muita brechas para "esta pessoa não se encaixa no que procuro", o que pode acabar levando a decepções. Espero que ao menos alguma coisa deste texto faça sentido para você e que encontre o quê está procurando.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! é difícil de fazer uma avaliação precisa sem conhecer melhor a pessoa de quem estamos falando. No entanto, vale dizer que vício em pornografia é algo bastante real e acontece com frequência. Consumir pornografia no trabalho parece um alerta para se ficar atento, ser em "qualquer brecha" de tempo que apareça também. Vale dizer, que o vício em pornografia pode trazer consequências importantes.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! A dor, tristeza e sentimendo de perda são sentimentos comuns quando terminamos um relacionamento. Respondendo de forma direta a sua pergunta, sim, isto pode ser considerado um luto. Superar o término de um relacionamento sempre é difícil quando estávamos investidos nele, e este processo necessariamente leva tempo. Não existem fórmulas exatas para lidar com as nossas dores, mas tal processo sempre envolve reflexão e alguma dose de suportar. Entendo que por vezes o sentimento é insuportável, e parece que nunca iremos superar. Mas como toda a ferida, tratá-la com cuidado e paciência é fundamental para cicatrizar. Cada relacionamento tem suas particularidades, assim como seus términos, então não acharia justo fazer suposições sobre a sua situação. Não há vergonha alguma em ficar triste, pois faz parte de um processo que não tem como apressarmos, mas que geralmente nos amadurece bastante com o tempo. Espero que você fique bem e encontre o que está procurando. Se cuide e saiba que este momento é parte importante das nossas vidas, e que não crescemos apesar disso, mas justamente em função disso.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Do quão frustrado estamos falando? Entendo que na sua pergunta você menciona um pouco, mas acredito que para chegar ao ponto de uma pergunta ter sido feita, a angústia possa estar lhe afetando de forma significativa. Além disso, quando você menciona "os outros", acho importante perguntar de que outros estamos falando? Afinal, além da vidar ter seu prórpio ritmo para cada um, acho que vale dizer que situações semelhantes a sua são extremamente comuns e que de forma alguma o tempo do seu sucesso profisional dite o seu valor como pessoa. Naturalmente, sua vida não vai começar apenas quando isto acontecer, embora eu entenda o desejo de alcançar aquilo que queremos o quanto antes. Suportar e compreender aonde estamos na vida atualmente é parte importante dela, poiste o valor dela e o nosso está sempre no agora. Entendo que possa parecer bastante clichê, mas a comparação é a receita da infelicidade e certamente há otutras conquistas ocorrendo na sua vida agora. Lidar com essa sensação é lidar consigo mesmo, e este sempre é o trabalho de uma vida inteira. Espero que encontre o que está procurando, e se fizer sentido para você, podemos marcar uma conversa inicial sem custos para eu entender melhor o seu caso. No mais, se cuide e fique bem!
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Como o medo existencial se liga aos transtornos mentais ?
Como o medo existencial se liga aos transtornos mentais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando você fala de medo existencial, é sobre um intenso medo da morte? É sobre o medo das dificuldades inerentes da vida? É uma ansiedade constante sobre os mais diversos assuntos? Retomando a sua pergunta, não há um diagnóstico específico para o medo existencial, mas ele pode estas associado, ou não há algum transtorno mental. O quê mais importa, é a compreensão de que geralmente quando algo se torna "patológico" ou um questão de "transtorno mental", isto não é sobre dizer para a pessoa que ela está doente de forma pejorativa. Mas de esclarecer que aquele sentimento que ela está expressando se tornou tão forte e presente, que passou a prejudicar de forma significativa a sua vida, como por exemplo: dificuldade de socializar, se relacionar, de ter experiências novas, de sair, de trabalhar, e por consequência se organizar financeiramente, de dormir, entre outras coisas. Associar o medo existencial a transtornos mentais é afirmar que este sentimento se tornou prejudicial para a saúde, paralisante. É como se ao invés de você ter o sentimento (o que embora não seja sempre agradável, faz parte da vida e pode nos ajudar a amadurecer), o sentimento passa a ter a pessoa, trazendo com isso muito sofrimento.
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Como integrar o poder do subconsciente na busca pelo equilíbrio emocional através da Meditação Mindf
Como integrar o poder do subconsciente na busca pelo equilíbrio emocional através da Meditação Mindfulness ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O Minduflness costuma ser útil enquanto ferramenta complementar se estamos falando de um contexto clínico. Considerando o seu principal objetivo como tomar consciência do momento presente, tanto do que ocorre internamente como externamente, pode ser útil enquanto estratégia no cotidiano para redução de estresse e ansiedade, por exemplo. Ainda, pode ser útil se tornado hábito como forma de melhorar nossa qualidade de vida, não sermos tão reativos, trabalhar nossa atenção e etc. Confesso que não fica totalmente claro para mim o que você entende por "poder do subconsciente", mas o mindfulnees pode nos auxiliar a não sermos tão reativos ao nos relacionarmos com nosso mundo intero, de forma complementar. A busca pelo equilibrio emocional é o trabalho de uma vida inteira, ou pode ser mais focado se estamos falando de momentos de crise. A integração dos nossos materiais psíquicos é dado de forma gradual, com bastante reflexão e emoção naturalmente, se pensarmos que equilíbrio emocional pode ser visto como a habilidade de termos nossas emoções, ao invés de ela nos ter, certamente o mindfulness pode ajudar
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A imaturidade patológica pode ser confundida com doenças mentais ?
A imaturidade patológica pode ser confundida com doenças mentais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Se a imaturidade se tornou patológica, ela portanto se tornou uma questão de transtorno mental. Patológico é sinônimo de doença. Podemos então pensar em quais seriam as diferenças entre uma imaturidade, e imaturidade patológica, isto é, o que faz determinado tipo de imaturidade ser compreendida como um transtorno mental. Não há diagnóstico formal de imaturidade patológica, mas ela pode estar associada, ou não, a outras questões psicológocas. O principal fator que irá dizer se algo é uma patologia ou não, é o sofrimento associado a esta questão (da pessoa e/ou dos outros) e prejuízos concretos no cotidiano, como por exemplo: dificuldade de se relacionar, dificuldade de se organizar financeiramente, impulsividade, dificuldade de assumir responsabilidades. Espero ter sido de alguma ajuda.
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Quais as causas da imaturidade patológica? .
Quais as causas da imaturidade patológica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A imaturidade patológica pode ter diversas causas. Com frequência, está associada com outros transtornos mentais que acabam tendo a "imaturidade patológica" como uma de suas implicações. No entanto, também é importante colocar que não é raro este padrão de comportamente ter relação com nossa história de vida, sobre como aprendemos e/ou conseguimos lidar com nós mesmos, com os outros e com o mundo
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Quais as diferenças entre imaturidade patológica e imaturidade normal?
Quais as diferenças entre imaturidade patológica e imaturidade normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Respondi há pouco outra pergunta semelhante, como vi que faz sentido aqui também, vou colocar abaixo a resposta:
Se a imaturidade se tornou patológica, ela portanto se tornou uma questão de transtorno mental. Patológico é sinônimo de doença. Podemos então pensar em quais seriam as diferenças entre uma imaturidade, e imaturidade patológica, isto é, o que faz determinado tipo de imaturidade ser compreendida como um transtorno mental. Não há diagnóstico formal de imaturidade patológica, mas ela pode estar associada, ou não, a outras questões psicológocas. O principal fator que irá dizer se algo é uma patologia ou não, é o sofrimento associado a esta questão (da pessoa e/ou dos outros) e prejuízos concretos no cotidiano, como por exemplo: dificuldade de se relacionar, dificuldade de se organizar financeiramente, impulsividade, dificuldade de assumir responsabilidades. Espero ter sido de alguma ajuda.
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O que é o antropocentrismo em relação ao centro das atenções?
O que é o antropocentrismo em relação ao centro das atenções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não sei se compreendi bem a pergunta. Da forma que entendi, o "centro das atenções" diz respeito a uma determinada pessoa querer ser o centro das atenções? Se este for o caso, antropocentrismo é a ideia que coloca o homem como o centro de referência das coisas, como por exemplo a frase: o homem é a medida de todas as coisas. Tentando relacionar as duas questões da sua pergunta, acredito possa ter a ver com a ideia de que quando alguém quer sempre ser o centro das atenções e/ou é muito autocentrada, corre o perigo de não enxergar os outros como outros, apenas como pessoas para chamar a atenção, isto é: chamar a atenção para si quando outra pessoa está trazendo algo interessante; quando alguém compartilha algo sensível, e fazemos o assunto ser sobre nós; dificuldade de se colcoar no lugar do outro e respeitar outras opiniões e compreender que embora sejamos os protagonistas das nossas vidas, não somos da vida dos outros e nem o devemos ser a todo o momento.
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Perguntas frequentes
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Uma pessoa com transtorno bipolar seja ele tipo 1 ou tipo 2, é considerada PCD?
Não necessariamente. No Brasil, ter transtorno bipolar tipo 1 ou tipo 2,…