Perguntas do paciente (27)
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Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnostica
Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnosticada com Bipolaridade. Será que eu como filha preciso observar a quantidade Litium no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter uma mãe com transtorno bipolar aumenta o seu risco, mas não significa que você precise tomar carbonato de lítio nem medir a quantidade de lítio no organismo.
Alguns pontos importantes:
O lítio não é um nutriente cujo nível é medido para saber se a pessoa precisa dele. A dosagem de lítio no sangue (litemia) é feita apenas em quem já está usando o medicamento, para verificar se a concentração está na faixa terapêutica e evitar toxicidade.
Não existe um exame que mostre se uma pessoa "está precisando" de lítio.
O lítio é um medicamento indicado para pessoas com transtorno bipolar (e algumas outras condições específicas), não para prevenção em pessoas saudáveis, mesmo que tenham histórico familiar.
Como filha de uma pessoa com transtorno bipolar, o mais importante é observar se, ao longo da vida, surgem sintomas como:
períodos de euforia ou irritabilidade muito intensas e persistentes;
diminuição importante da necessidade de sono sem sentir cansaço;
aumento exagerado de energia e atividade;
impulsividade incomum (gastos excessivos, comportamento de risco);
alternância com episódios de depressão.
Se algum desses sintomas aparecer, vale a pena procurar um psiquiatra para avaliação. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas, e não em exames de sangue.
Você está perguntando por curiosidade por causa da sua mãe ou tem apresentado algum sintoma que a fez pensar em transtorno bipolar?
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tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de
tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de longa data, n modificada) + quetiapina 25mg (adc há 13 dias) + alprazolam 0,25mg duas vezes ao dia (em programação de desmame qnd estabilidade e período sem sintomas ansiosos) . Permaneço com sintomas q incomodam princ. desrealização / despersonalização, sensação de estar indo no piloto automático, ansiedade antecipatória, medo de “perder o controle” ou n dar conta etc. Apesar da melhora em mts fatores: apetite, sono, ausência de novas “crises” de fato ou angústia, to vindo trabalhar apesar do desconforto…
Minha psiq orientou esperar um pouco mais antes de pensar em ajustar a quetiapina. Vou ter q esperar mais ou menos 4 semanas novamente pra avaliar resposta? Até agr a quet me ajudou no sono q está continuo e na redução da ansiedade diurna. Mas durante o dia ainda tenho essas oscilações e sintomas q citei.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelos sintomas que você descreveu, parece que você está melhorando, mas ainda apresenta sintomas residuais de ansiedade (principalmente desrealização/despersonalização e ansiedade antecipatória).
Com 13 dias de quetiapina, ainda é cedo para avaliar o efeito máximo. Em geral, uma reavaliação é feita após 3 a 6 semanas, então a orientação da sua psiquiatra de aguardar mais um pouco é compatível com a prática clínica.
O fato de você estar dormindo melhor, sem novas crises e conseguindo trabalhar são sinais positivos. Se, após esse período, os sintomas ainda estiverem limitando sua rotina, vale conversar com ela sobre um possível ajuste do tratamento.
Se houver piora importante, pensamentos de autoagressão ou perda importante do funcionamento, procure sua psiquiatra antes da consulta programada.
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Porque se diz que os psiquiatras e neurologistas são os mais indicados para diagnóstico de autismo o
Porque se diz que os psiquiatras e neurologistas são os mais indicados para diagnóstico de autismo ou tdha? Existe alguma norma do conselho federal ou de algum regional? Ou alguma norma jurídica? Porque o INSS só aceita laudo de "especialista"? Onde diz que só deve ter valor laudo médico desses especialistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A obtenção de um laudo médico, seja de especialista ou não, não deve ser o único objetivo do acompanhamento. A adequada avaliação do paciente envolve diagnóstico, diagnóstico diferencial, prognóstico, tratamento, evolução clínica e reabilitação funcional, frequentemente com participação de equipe multiprofissional. No contexto da perícia médica, um laudo isolado, desacompanhado de elementos objetivos que demonstrem a repercussão funcional da doença e a evolução do tratamento, pode ter valor probatório limitado, o que pode contribuir para o indeferimento do benefício
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O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?
O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A combinação de aripiprazol + lítio é uma estratégia bem estabelecida para o tratamento do transtorno bipolar, especialmente em algumas situações.
O aripiprazol pode:
Ajudar no controle da mania aguda.
Reduzir o risco de novos episódios de mania.
Potencializar o efeito estabilizador do lítio quando este, isoladamente, não é suficiente.
Entretanto, há algumas limitações:
O aripiprazol é mais eficaz para mania do que para depressão bipolar. Se o problema predominante for a depressão bipolar, outros medicamentos (como quetiapina, lurasidona ou lamotrigina, dependendo do caso) costumam ter evidências mais robustas.
Em algumas pessoas, pode causar acatisia (sensação de inquietação), insônia ou ansiedade, principalmente no início do tratamento.
Em relação ao lítio:
O lítio continua sendo considerado um dos melhores estabilizadores de humor, com excelente eficácia na prevenção de recaídas e redução do risco de suicídio.
Associá-lo ao aripiprazol pode ser uma boa opção quando há resposta parcial ao lítio ou episódios maníacos recorrentes.
Em resumo, sim, o aripiprazol é um bom medicamento para ser associado ao lítio, principalmente para pacientes com predomínio de mania ou que necessitam de maior estabilização do humor.
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Tenho hipertireoidismo e tomo tapazol e tenho toxoplasmose, estou vendo mais borboletas em meus olho
Tenho hipertireoidismo e tomo tapazol e tenho toxoplasmose, estou vendo mais borboletas em meus olhos pode ter algo haver com a Imunidade devido ao tapazol? Vi que a casos de abaixar Imunidade e como tenho toxoplasmose des de que nasci não sei se esta relacionado então queria saber.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é o mais provável. O Tapazol (metimazol) pode, raramente, reduzir os glóbulos brancos e aumentar o risco de infecções, mas isso não costuma causar moscas volantes nem reativar a toxoplasmose.
Como você tem toxoplasmose congênita, o aumento de "borboletas" ou moscas volantes merece avaliação por um oftalmologista, pois pode indicar uma reativação ocular ou outra alteração na retina.
Se também houver visão embaçada, flashes de luz ou perda de visão, procure atendimento com urgência.
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Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan Causam dependência?
Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan
Causam dependência?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Tanto o clonazepam (Rivotril) quanto o alprazolam podem causar dependência, especialmente quando usados diariamente por algumas semanas ou mais.
Em relação às doses:
Rivotril 0,25 mg = 0,25 mg de clonazepam.
Alprazolam 1 mg = 1 mg de alprazolam.
Esses medicamentos não são equivalentes em miligramas, pois têm potências diferentes. De forma aproximada, 0,25 mg de clonazepam produz um efeito ansiolítico semelhante ao de cerca de 0,5 mg de alprazolam, embora a resposta varie entre as pessoas.
Se usados por tempo prolongado, ambos podem causar tolerância e dependência, por isso não devem ser interrompidos de forma abrupta sem orientação médica.
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Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído
Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há contraindicação conhecida nem interação clinicamente relevante entre vinagre de maçã diluído, fluoxetina e clonazepam, porém é prudente vc conversar com seu médico!
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Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente
Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente tomo 4mg de noite. Fui em uma nova psiquiatra pois o outro saiu do lugar que me atendia. Ela manteve a resperidona e receitou o quetiapina 25mg pois relatei que não estou dormindo muito bem. É seguro eu tomar estou um pouco receoso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. De modo geral, é uma combinação bastante utilizada na prática clínica quando há indicação. A quetiapina 25 mg costuma ser prescrita principalmente pelo seu efeito sedativo para ajudar no sono, enquanto a risperidona continua sendo o medicamento principal para tratar os sintomas psicóticos.
É compreensível ficar receoso ao iniciar um novo remédio, especialmente após uma crise psicótica. No entanto, na dose de 25 mg, a quetiapina é considerada uma dose baixa e, em geral, é bem tolerada.
Os efeitos mais comuns nos primeiros dias são:
Sonolência (inclusive pela manhã).
Tontura ao levantar rapidamente.
Boca seca.
Como você já usa risperidona 4 mg à noite, a combinação pode aumentar a sedação. Por isso, é importante:
Tomar os medicamentos exatamente como a psiquiatra orientou.
Evitar álcool.
Não dirigir ou operar máquinas até saber como seu organismo reage.
Se ocorrer sonolência intensa, desmaios, rigidez muscular importante, febre, movimentos involuntários ou qualquer piora importante do estado mental, procure atendimento médico imediatamente.
Como a sua psiquiatra optou por manter a risperidona e apenas acrescentar uma dose baixa de quetiapina para o sono, essa conduta é compatível com o uso habitual desses medicamentos.
Uma pergunta: há quanto tempo você está tomando a risperidona 4 mg? Isso ajuda a entender se a dificuldade para dormir pode fazer parte da fase de recuperação ou ter outra causa.
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Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente aval
Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente avaliar a resposta ou a necessidade de aumento ?
Venla já de longa data e quet adicionada após nova crise.
Transtorno do pânico de base / TAG.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No contexto que você descreveu — venlafaxina 225 mg em uso há longo tempo e quetiapina 25 mg adicionada após uma nova crise de transtorno do pânico/TAG — a avaliação costuma seguir um raciocínio um pouco diferente do que quando se inicia um antidepressivo do zero.
Em geral:
Após 1 a 2 semanas: já é possível avaliar tolerabilidade (sonolência, tontura, hipotensão, boca seca, etc.) e se houve alguma melhora inicial da ansiedade, do sono ou da intensidade das crises.
Entre 2 e 4 semanas: costuma ser um momento adequado para avaliar se a dose de 25 mg está trazendo benefício clínico suficiente ou se está funcionando apenas como um auxílio para o sono.
Por volta de 4 a 6 semanas: já se espera uma noção mais clara da resposta da estratégia terapêutica. Se os sintomas de pânico e ansiedade generalizada persistirem de forma relevante, o psiquiatra pode considerar ajuste da dose ou outra modificação do esquema.
Vale lembrar que 25 mg de quetiapina é uma dose baixa. Em muitas pessoas, ela atua principalmente sobre sedação e melhora do sono. Para um efeito ansiolítico mais consistente, alguns pacientes necessitam de doses maiores, mas isso depende da resposta clínica e da tolerabilidade, e deve ser decidido pelo médico que acompanha o caso.
Como você já usa venlafaxina na dose de 225 mg há bastante tempo, o objetivo da quetiapina provavelmente foi potencializar o controle da ansiedade e reduzir a recorrência das crises, e não substituir o efeito da venlafaxina.
Pelas conversas anteriores, você comentou que essa quetiapina foi acrescentada após uma nova crise importante. Nessa situação, se após 3 a 4 semanas de uso de 25 mg você continuar tendo crises de pânico frequentes, ansiedade intensa ou limitação importante no dia a dia, costuma ser um momento apropriado para reavaliar o tratamento com seu psiquiatra, em vez de manter indefinidamente a mesma dose esperando melhora adicional.
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Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 di
Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 dia sim um dia não a sertralina e o bup vou começar TDS?
Só q estou tontura é normal será q estou fazendo o certo?eu comecei ter crise de ansiedade depois q parei fumar aí tive crise muita crise, agora estou bem por isso o desmame da sertralina será que estou fazendo o certo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a tontura pode acontecer, mas o que você está fazendo (tomar sertralina em dias alternados) não costuma ser a melhor forma de fazer o desmame.
A sertralina pode causar síndrome de descontinuação quando a dose fica "oscilando". Os sintomas mais comuns são:
Tontura.
Sensação de choque elétrico na cabeça.
Desequilíbrio.
Náusea.
Irritabilidade ou ansiedade.
Em geral, é preferível reduzir a dose diariamente (por exemplo, de 50 mg para 25 mg todos os dias por um período) do que tomar um dia sim e outro não. Isso costuma provocar menos sintomas. A forma exata depende da dose que você usava e deve ser orientada pelo médico.
Se o bup for bupropiona, ela é frequentemente utilizada após a interrupção do tabagismo, mas pode aumentar a ansiedade em algumas pessoas, …
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Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti mel
Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti melhoras da depressão bipolar. Ele não consegue tratar essa parte?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o lítio pode tratar a depressão bipolar, mas ele nem sempre é suficiente sozinho e costuma demorar algumas semanas para atingir seu efeito antidepressivo pleno.
No seu caso:
Você está tomando 900 mg.
Aumentou a dose há apenas 2 semanas.
Esse período ainda pode ser curto para avaliar a resposta. Além disso, o mais importante não é apenas a dose, mas se o nível sérico de lítio (litemia) está na faixa terapêutica, que geralmente fica entre 0,6 e 1,0 mEq/L para manutenção, podendo ser um pouco maior em algumas situações, sempre com acompanhamento médico.
Se, após um tempo adequado e com a litemia terapêutica, a depressão persistir, é comum o psiquiatra considerar:
associar um medicamento, que tem boa eficácia na depressão bipolar.
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Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível ter esse receio. A maioria das pessoas consegue iniciar o escitalopram sem problemas graves, mas os primeiros dias podem ser um pouco desconfortáveis, especialmente em quem tem TAG.
Os efeitos mais comuns no início são:
leve aumento da ansiedade ou agitação;
náusea;
tontura;
dor de cabeça;
sonolência ou, em algumas pessoas, insônia.
Esses sintomas costumam melhorar em 1 a 2 semanas, enquanto o efeito para a ansiedade geralmente começa a aparecer após 2 a 4 semanas, podendo levar até 6–8 semanas para o benefício completo.
Como você trabalha à noite, a estratégia pode fazer diferença:
Se o escitalopram der sonolência, muitas pessoas preferem tomá-lo antes de dormir (no seu horário de sono, mesmo que seja durante o dia).
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Fiz cirurgia da vesícula tem 2 dias ,com quantos dias posso pegar minha bebê de 3 meses no colo ,ela
Fiz cirurgia da vesícula tem 2 dias ,com quantos dias posso pegar minha bebê de 3 meses no colo ,ela tem 7 kilos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral não existe um dia certo, mas após uma semana vc já deve ir aos poucos experimentando. Cada pessoa tem seu tempo, o importante é vc ir aos poucos e ao seu tempo.
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Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo
Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em regra, não é uma boa prática clínica negar um encaminhamento apenas porque o paciente não apresenta os estereótipos clássicos do autismo ou porque o médico considera, por opinião pessoal, que isso seria "procurar pelo em ovo".
A avaliação neuropsicológica é um instrumento complementar. Ela pode ser indicada para investigar diversas condições, como:
Transtorno do Espectro Autista (TEA);
TDAH;
Transtornos de aprendizagem;
Déficits cognitivos;
Outras alterações do funcionamento cognitivo e comportamental.
Um psiquiatra tem autonomia para concordar ou discordar da recomendação feita por um psicólogo. Entretanto, essa discordância deve ser baseada em:
avaliação clínica;
história do paciente;
exame do estado mental;
evidências científicas;
justificativa técnica.
Não é adequado fundamentar a negativa apenas em frases como "isso é procurar pelo em ovo" ou porque o paciente não tem a apresentação "típica". Atualmente, sabe-se que o TEA, por exemplo, possui apresentações muito heterogêneas, especialmente em adultos, mulheres e pessoas com alto nível de funcionamento.
Se houver suspeita clínica levantada por um psicólogo ou pelo próprio paciente, o psiquiatra pode concluir que a investigação não é necessária, mas o ideal é que explique tecnicamente os motivos e registre essa justificativa no prontuário.
Se o paciente permanecer com dúvidas ou sentir que a avaliação não foi suficientemente fundamentada, é totalmente razoável buscar uma segunda opinião com outro psiquiatra ou um profissional especializado em TEA em adultos.
Em resumo:
O psiquiatra não é obrigado a fornecer o encaminhamento solicitado.
Porém, a decisão deve ser técnica e individualizada, e não baseada apenas em impressões pessoais ou em estereótipos sobre o autismo.
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após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle
após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, a situação é um pouco diferente de "esperar a venlafaxina começar a fazer efeito", porque você já está usando 225 mg há mais de dois anos e estava estável antes da recaída.
Após uma crise importante de ansiedade, é comum ocorrer um período de hipersensibilidade do sistema nervoso, em que sintomas como:
desrealização/despersonalização;
sensação de distanciamento;
ansiedade antecipatória;
hipervigilância;
medo de uma nova crise,
persistam por semanas, mesmo com o antidepressivo em uso.
Em geral:
O benzodiazepínico costuma aliviar os sintomas rapidamente (minutos a horas).
A adição da quetiapina em baixa dose pode começar a melhorar o sono e reduzir a ansiedade em alguns dias, mas o benefício mais consistente costuma aparecer ao longo de 1 a 3 semanas.
A "estabilização" após uma recaída pode levar 4 a 8 semanas, às vezes um pouco mais, mesmo sem alterar a dose da venlafaxina.
O fato de você já estar há mais de um mês da crise e ainda apresentar sintomas residuais não significa necessariamente que a venlafaxina deixou de funcionar. Muitas pessoas passam por uma recuperação gradual, em que a intensidade e a frequência dos sintomas diminuem aos poucos.
Quanto à desrealização, ela é um sintoma relativamente comum em crises intensas de ansiedade e pânico. Embora seja muito desagradável, costuma melhorar à medida que a ansiedade de base fica controlada.
Alguns pontos merecem acompanhamento com seu psiquiatra:
se os sintomas continuam melhorando, mesmo que lentamente;
se permanecem iguais ou estão piorando;
se o benzodiazepínico ainda é necessário diariamente após algumas semanas;
se a dose da quetiapina é suficiente ou precisa de ajuste.
Pelo que você relatou, dois dias de quetiapina ainda é um tempo muito curto para avaliar o efeito completo.
Uma pergunta que ajuda a entender melhor a situação: essa nova crise teve algum gatilho claro (estresse, doença, excesso de trabalho, cafeína, privação de sono etc.) ou surgiu aparentemente "do nada"?
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível em alguns casos, mas não é a estratégia ideal para todos os pacientes.
No transtorno bipolar tipo II, o tratamento depende da fase da doença (depressão, hipomania ou manutenção) e do histórico de cada pessoa.
Alguns antipsicóticos atípicos têm eficácia comprovada tanto para tratar episódios agudos quanto para manutenção, podendo ser usados em monoterapia em situações específicas. Exemplos incluem:
Quetiapina, que possui evidências para depressão bipolar e manutenção em alguns pacientes.
Lurasidona, principalmente para depressão bipolar (com mais frequência em associação a estabilizadores do humor).
Cariprazina, com evidências para algumas fases do transtorno bipolar.
Por outro lado, os estabilizadores do humor continuam sendo pilares do tratamento em muitos pacientes, como:
Lítio;
Lamotrigina;
Valproato (mais utilizado no transtorno bipolar tipo I e em quadros específicos).
Em relação ao seu caso, você comentou anteriormente que faz uso de venlafaxina 225 mg e que foi acrescentada quetiapina 25 mg recentemente para sintomas residuais de ansiedade. Vale lembrar que 25 mg de quetiapina é uma dose geralmente utilizada por seu efeito sedativo e ansiolítico, não sendo considerada uma dose terapêutica para estabilização do humor no transtorno bipolar tipo II. As doses empregadas para tratar transtorno bipolar costumam ser significativamente maiores, quando bem toleradas e indicadas pelo psiquiatra.
Se existe suspeita de transtorno bipolar tipo II, é importante que o diagnóstico seja bem estabelecido antes de definir o tratamento, porque isso pode influenciar a conduta em relação ao uso de antidepressivos, como a venlafaxina.
Você está perguntando porque recebeu um diagnóstico de transtorno bipolar tipo II, ou essa é apenas uma hipótese que você e seu psiquiatra estão investigando?
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Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent
Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta interessante. A resposta curta é: sim, existe essa impressão na prática clínica em alguns casos, mas ela não é suficientemente consistente para que o peso seja usado como critério de dose em adultos acima de 70 kg.
A Atentah (atomoxetina) tem um esquema de dose diferente para:
Crianças, adolescentes e adultos com menos de 70 kg: a dose é ajustada por peso (mg/kg).
Adultos com 70 kg ou mais: a dose é fixa, geralmente iniciando em 40 mg e aumentando para 80 mg, podendo chegar a 100 mg/dia se necessário.
O que mostram os estudos?
Os estudos que levaram à aprovação da atomoxetina encontraram que, em adultos, fatores como:
atividade da enzima CYP2D6 (metabolizador lento ou rápido);
tolerabilidade;
resposta clínica;
interações medicamentosas,
explicam muito mais a necessidade de ajuste da dose do que o peso corporal.
E na prática clínica?
Alguns psiquiatras observam que adultos mais pesados (por exemplo, 90–120 kg) podem, em média, responder melhor a 80–100 mg do que a 40 mg. Entretanto, isso não significa que o peso seja a causa. Pode haver uma coincidência com outros fatores, como maior volume de distribuição ou variabilidade no metabolismo, mas as evidências não sustentam uma regra do tipo "quanto maior o peso, maior deve ser a dose".
Por outro lado:
um adulto de 100 kg pode ficar muito bem controlado com 40 ou 60 mg;
outro de 60 kg pode precisar de 100 mg para obter benefício adequado.
O que realmente orienta o ajuste?
Na prática, costuma-se observar:
melhora da atenção e da função executiva;
redução da impulsividade;
presença de efeitos adversos;
tempo de uso (a atomoxetina pode levar 4 a 8 semanas, e às vezes até 12 semanas, para mostrar seu efeito pleno em uma determinada dose).
Assim, se após um período adequado em 80 mg ainda houver resposta parcial e boa tolerabilidade, é comum considerar o aumento para 100 mg, independentemente do peso.
Em resumo, não há evidências robustas de que adultos com maior peso precisem sistematicamente de doses mais altas de atomoxetina. A dose é individualizada principalmente pela resposta clínica e pela tolerabilidade, e não pelo peso corporal, embora alguns clínicos relatem essa impressão em parte de seus pacientes.
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O aumento (em caso de infecção bacteriana) ou redução (em casos virais) dos leucócitos é muito grand
O aumento (em caso de infecção bacteriana) ou redução (em casos virais) dos leucócitos é muito grande? Qual a variação média?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende muito da gravidade da infecção, do agente causador e da resposta imunológica da pessoa. Não existe uma variação "padrão", mas há faixas típicas.
Considerando que o valor normal de leucócitos em adultos costuma ser de 4.000 a 11.000/µL:
Infecções bacterianas
É comum haver leucocitose, principalmente com aumento de neutrófilos.
Leve: 11.000–15.000/µL
Moderada: 15.000–20.000/µL
Importante: 20.000–30.000/µL
Em infecções muito graves (sepse, abscessos extensos, meningite bacteriana), os valores podem ultrapassar 30.000–40.000/µL, embora isso seja bem menos frequente.
Infecções virais
O comportamento é mais variável:
Os leucócitos podem permanecer normais.
É comum uma leve leucopenia, entre 3.000 e 4.000/µL.
Em algumas viroses (como influenza ou COVID-19), pode haver redução principalmente dos linfócitos (linfopenia), enquanto o total de leucócitos permanece normal.
Algumas viroses, como a mononucleose infecciosa, podem até cursar com leucocitose, mas predominando linfócitos atípicos, e não neutrófilos.
Mais importante que o número total
Na prática clínica, muitas vezes o diferencial de leucócitos é mais informativo do que o total:
Neutrofilia (especialmente com bastões) sugere infecção bacteriana.
Linfocitose sugere algumas infecções virais.
Linfopenia é comum em diversas viroses.
Eosinofilia aponta mais para alergias ou parasitoses do que para infecções bacterianas ou virais.
Além disso, marcadores como PCR (proteína C-reativa) e procalcitonina costumam ajudar bastante na diferenciação entre infecção bacteriana e viral, sempre interpretados em conjunto com o quadro clínico.
Em resumo, uma infecção bacteriana pode elevar os leucócitos de 12.000 para 20.000/µL ou mais, enquanto uma virose frequentemente mantém os leucócitos normais ou reduz discretamente para 3.000–4.000/µL, embora haja exceções em ambos os casos.
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Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:- MANHÃ : Vortio
Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:
- Manhã: Vortioxetina 20mg, Lítio 600mg, Bupropiona xl 300mg, Lamotrigina 100mg.
Noite: Mirtazapina 45mg, Litio 300, Lamotrigina 100.
Ela tem apresentado muito enjôo o dia todo, e após tomar os remédios da noite ela diz que parece que vai morrer (dor de cabeça como se estivesse apertando a cabeça), aperto no peito, dor abdominal e fraqueza, com sensação de desmaio.
Tenho tentado contato com o psiquiatra dela, sem sucesso. Ela está pensando em parar com tudo, tenho muito medo da piora só Borderline. Ela com essa medicação está com menos impulsividade, e a depressão parece melhor, mas muito triste com os efeitos colaterais.
A litemia está ok! O que posso fazer pra melhorar o estado dela? Há alguma interação dos medicamentos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que vocês estejam passando por isso. Pelo relato, ela precisa ser reavaliada pelo psiquiatra o quanto antes, porque os sintomas são importantes e podem estar relacionados às medicações, à combinação delas ou a outra condição clínica. Não é recomendável suspender todas as medicações por conta própria, pois isso pode levar à piora da depressão, aumento da impulsividade e sintomas de descontinuação.
Alguns pontos chamam a atenção:
Náusea durante todo o dia: pode ocorrer com a vortioxetina, o lítio e, em algumas pessoas, com a lamotrigina, especialmente após aumentos de dose.
Dor de cabeça, aperto no peito, fraqueza e sensação de desmaio após a medicação da noite: esses sintomas merecem avaliação. Podem ser efeitos adversos, queda de pressão, ansiedade, ou menos frequentemente outro problema que não deve ser atribuído automaticamente aos remédios.
Litemia normal é tranquilizador, mas não exclui efeitos colaterais do lítio. Além da litemia, é importante acompanhar função renal, eletrólitos e função da tireoide.
Sobre as medicações:
Vortioxetina + mirtazapina + bupropiona é uma combinação que alguns psiquiatras utilizam em casos selecionados, mas aumenta a complexidade do tratamento e exige monitorização cuidadosa.
Lítio + lamotrigina também é uma associação bastante utilizada em transtornos do humor.
Não há uma interação obrigatoriamente perigosa entre todas essas medicações, mas a carga total de medicamentos pode aumentar a chance de efeitos adversos individuais e tornar mais difícil identificar qual deles está causando os sintomas.
Enquanto aguardam atendimento:
Não suspendam todas as medicações de uma vez sem orientação médica.
Mantenham boa hidratação, especialmente por causa do lítio.
Se a náusea for intensa, tomar os medicamentos após alimentação (quando permitido pelo médico) pode ajudar.
Anotem exatamente quanto tempo após a dose noturna os sintomas começam e quanto tempo duram. Essa informação é muito útil para o psiquiatra.
Procurem atendimento de urgência hoje mesmo se ela apresentar:
dor no peito intensa ou persistente;
falta de ar importante;
desmaio;
confusão, sonolência excessiva ou dificuldade para acordar;
vômitos repetidos ou incapacidade de ingerir líquidos;
febre, rigidez muscular, tremores intensos ou agitação importante.
Uma observação importante: o transtorno de personalidade borderline não é tratado principalmente com medicações. Os remédios costumam ser usados para tratar sintomas associados, como depressão, ansiedade, impulsividade ou outros transtornos concomitantes. A psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia comportamental dialética (DBT), continua sendo um componente central do tratamento.
Como ela está apresentando sintomas importantes e vocês não conseguem contato com o psiquiatra, se não houver retorno ainda hoje ou se ela piorar, o mais prudente é levá-la a um pronto-socorro (preferencialmente com suporte em clínica médica ou psiquiatria) para avaliação presencial e revisão da medicação.
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minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu
minha psiq associou quetiapina
25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos, 25 mg de quetiapina pode ser suficiente exatamente para esse objetivo, embora a resposta varie entre as pessoas.
Pelo que você descreveu, sua psiquiatra não parece estar usando a quetiapina como antipsicótico ou estabilizador do humor, mas sim como um adjuvante para:
facilitar a retirada gradual do alprazolam;
reduzir a ansiedade residual;
melhorar a qualidade do sono;
ajudar em sintomas como hipervigilância, ansiedade antecipatória e, em alguns pacientes, desrealização relacionada à ansiedade.
Nessa situação, doses baixas de 12,5 a 50 mg à noite são frequentemente utilizadas na prática clínica. Nessa faixa, o efeito predominante é sedativo e ansiolítico, devido principalmente ao bloqueio dos receptores H1 de histamina e α1-adrenérgicos, e não ao efeito antipsicótico.
Como você já usa venlafaxina 225 mg, a ideia provavelmente é que:
a venlafaxina continue tratando o transtorno de ansiedade a longo prazo;
a quetiapina funcione como um "apoio" durante essa fase de recuperação e retirada do benzodiazepínico.
Quanto ao tempo de resposta:
o efeito sedativo pode surgir já na primeira ou segunda noite;
a melhora da ansiedade residual costuma ser percebida ao longo de 1 a 3 semanas, embora algumas pessoas notem benefício antes.
É importante saber que 25 mg pode ser suficiente para algumas pessoas, enquanto outras precisam de 50 mg ou mais para obter o efeito desejado. O ajuste depende da resposta clínica e da tolerabilidade, especialmente em relação à sonolência e à hipotensão.
Como você comentou anteriormente que está há cerca de um mês da recaída, que a venlafaxina vinha funcionando muito bem por mais de dois anos e que a quetiapina foi iniciada há poucos dias, ainda é cedo para concluir se essa dose será suficiente. É razoável aguardar alguns dias a algumas semanas, conforme a orientação da sua psiquiatra, antes de avaliar a necessidade de ajuste, desde que os sintomas não estejam piorando.
Uma dúvida: qual é o esquema de retirada do alprazolam que ela orientou? Por exemplo, você está reduzindo a dose semanalmente ou ainda mantém a mesma dose enquanto a quetiapina começa a fazer efeito?
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