Perguntas do paciente (27)

  • Faço uso do clonazepam pra dormi TD dia posso fazer o texte do toxicoligo vai consta no resultado?

    Faço uso do clonazepam pra dormi TD dia posso fazer o texte do toxicoligo vai consta no resultado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Sim. Se o exame toxicológico incluir pesquisa para benzodiazepínicos, o clonazepam pode aparecer no resultado, principalmente se você faz uso diário.
    No entanto, isso depende do tipo de exame:
    Urina: geralmente detecta benzodiazepínicos por alguns dias após o uso (em usuários crônicos, pode permanecer detectável por mais tempo).
    Sangue: detecta por um período mais curto.
    Cabelo/pelos (toxicológico de larga janela, como o exigido para CNH): pode identificar o uso ao longo de semanas ou meses, dependendo do painel utilizado.
    Se o clonazepam foi prescrito por um médico, um resultado positivo não significa uso ilícito. Nesses casos, é importante informar o uso da medicação e, se solicitado, apresentar a receita ou relatório médico.
    Se você puder dizer qual é o exame toxicológico (por exemplo, para CNH, concurso, empresa ou outro motivo), posso responder de forma mais específica.


  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Sim, é possível que isso esteja relacionado ao período de adaptação da medicação, mas não é possível afirmar que seja a única causa.
    Quando a dose do escitalopram é aumentada de 10 mg para 20 mg, algumas pessoas apresentam uma piora temporária da ansiedade nas primeiras semanas, com sintomas como:
    sensação de nó na garganta;
    aperto no peito;
    formigamento ou dormência;
    tremores;
    palpitações;
    sensação de que algo ruim vai acontecer.
    Ao retornar para 10 mg, o organismo também pode levar alguns dias ou semanas para se readaptar. Como você está há 9 dias novamente nessa dose, ainda pode estar nesse período de estabilização.
    No entanto, a dormência embaixo do queixo não é um sintoma típico do escitalopram. Ela pode ocorrer durante uma crise de ansiedade (por exemplo, devido à hiperventilação), mas também pode ter outras causas. Por isso, vale a pena informar esse sintoma ao médico que está acompanhando você.
    Procure atendimento imediatamente se a dormência:
    acometer um lado do rosto;
    vier acompanhada de fraqueza, dificuldade para falar ou sorrir;
    for intensa ou persistente;
    ou se você tiver dor no peito importante, falta de ar ou desmaio.
    Caso contrário, entre em contato com o médico que prescreveu o tratamento para relatar a crise. Ele poderá avaliar se é melhor manter os 10 mg por mais tempo, ajustar a medicação ou usar um medicamento de apoio temporário para controlar a ansiedade.
    Uma pergunta: o escitalopram foi prescrito para transtorno do pânico, ansiedade generalizada ou depressão? Isso ajuda a interpretar melhor o que pode estar acontecendo.


  • Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo

    Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Pelos sintomas que você descreve — sensação de que vai ter uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, peso no peito e aperto no abdômen — é possível que sejam efeitos iniciais da bupropiona, especialmente nos primeiros dias de tratamento. A bupropiona pode aumentar a ansiedade, causar tremores, agitação e sensação de "ativação" no início, principalmente em pessoas com transtorno do pânico ou TAG.
    Como você está no 3º dia de uso, ainda é cedo para saber se esses sintomas vão diminuir espontaneamente. Em muitas pessoas, eles melhoram ao longo da primeira ou segunda semana, mas em outras podem ser intensos o suficiente para exigir ajuste do tratamento.
    Não é recomendável decidir sozinho interromper ou continuar sem falar com o médico que prescreveu a bupropiona, principalmente porque ela foi introduzida dentro de um plano terapêutico.
    Enquanto isso:
    Observe se os sintomas são suportáveis ou se estão piorando progressivamente.
    Evite excesso de cafeína e outros estimulantes, que podem aumentar tremores e ansiedade.
    Se você já tem uma medicação de resgate prescrita pelo seu psiquiatra (por exemplo, um benzodiazepínico), utilize-a apenas conforme a orientação recebida.
    Procure atendimento imediatamente se ocorrer:
    dor no peito intensa ou persistente;
    falta de ar importante;
    desmaio;
    confusão, agitação extrema ou ideias de autoagressão.
    Quero entender melhor sua situação:


  • Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela man

    Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela manhã:
    Hibisco, chá verde, matte ou espinheira santa.
    Eu tomo a sertralina somente as 23h

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Em geral, não há uma interação importante entre a sertralina 50 mg e esses chás, mas há algumas ressalvas:
    Chá de hibisco: geralmente pode ser consumido. Pode reduzir discretamente a pressão arterial em algumas pessoas, então tenha cuidado se você já tem pressão baixa ou usa medicamentos anti-hipertensivos.
    Chá verde: pode ser consumido com moderação, mas contém cafeína. Em pessoas com ansiedade, transtorno do pânico ou insônia, a cafeína pode aumentar nervosismo, palpitações e dificultar o sono, independentemente da sertralina.
    Chá-mate: também contém cafeína e vale a mesma recomendação do chá verde. Se você perceber piora da ansiedade, reduza a quantidade ou prefira versões descafeinadas.
    Espinheira-santa: não há interação clinicamente relevante conhecida com a sertralina. É mais utilizada para sintomas digestivos, embora as evidências de eficácia sejam limitadas.
    Se você toma a sertralina pela manhã, uma medida prática é deixar um intervalo de 30 a 60 minutos antes de consumir esses chás. Isso não é obrigatório, mas ajuda a evitar que a bebida substitua a água na tomada do medicamento e facilita a observação de eventuais efeitos.


  • Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando

    Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Sim. Com apenas duas semanas de uso, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. Em geral, a melhora da ansiedade, da angústia e da dificuldade de socialização costuma ocorrer entre 4 e 8 semanas, podendo levar mais tempo em algumas pessoas.
    Se os sintomas persistirem após esse período ou piorarem, procure seu médico para reavaliação.


  • Como o contexto jurídico influencia a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o contexto jurídico influencia a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    O contexto jurídico influencia significativamente a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) porque, no Direito, não basta o diagnóstico: é necessário analisar como os sintomas afetaram a capacidade da pessoa no momento dos fatos e quais foram suas repercussões funcionais.
    Os principais aspectos são:
    Capacidade civil: o simples diagnóstico de TPB não torna a pessoa incapaz. A regra é que ela mantém sua capacidade para praticar atos da vida civil, salvo situações excepcionais em que haja comprometimento importante do discernimento, avaliado caso a caso.
    Responsabilidade penal: o TPB, por si só, geralmente não exclui a imputabilidade penal. Entretanto, em situações de intensa desorganização psíquica, episódios dissociativos ou grave comprometimento da capacidade de entendimento ou autodeterminação, o transtorno pode ser considerado na perícia para avaliar eventual semi-imputabilidade, conforme as circunstâncias concretas.
    Perícia médica e psicológica: o perito deve avaliar:
    gravidade do transtorno;
    impulsividade;
    controle dos impulsos;
    presença de automutilação ou tentativas de suicídio;
    instabilidade afetiva;
    aderência ao tratamento;
    repercussão sobre trabalho, relações sociais e autonomia.
    Benefícios previdenciários: o diagnóstico isolado não gera direito a benefício. O que se analisa é se o TPB causa incapacidade laborativa temporária ou permanente.
    Direito de família: em disputas de guarda, convivência e curatela, o foco não é o rótulo diagnóstico, mas a capacidade de exercer adequadamente os cuidados parentais e tomar decisões no melhor interesse da criança.
    Credibilidade de depoimentos: o TPB não torna automaticamente uma pessoa incapaz de testemunhar. O juiz valorará o depoimento juntamente com as demais provas, considerando eventuais alterações emocionais ou cognitivas relevantes.
    Em resumo, o Direito não julga o diagnóstico, mas as consequências jurídicas dos sintomas. Assim, uma pessoa com TPB pode ser plenamente capaz em um contexto e apresentar limitações relevantes em outro. A avaliação deve ser individualizada, baseada em evidências clínicas, histórico funcional e, quando necessário, perícia especializada.


  • o que é avaliado em uma perícia psiquiátrica forense no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    o que é avaliado em uma perícia psiquiátrica forense no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Dionei Cardoso Pereira

    Em uma perícia psiquiátrica forense no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), avalia-se principalmente:
    Diagnóstico e gravidade do transtorno.
    Capacidade de compreender e determinar a própria conduta.
    Controle dos impulsos.
    Presença de sintomas associados (ideação suicida, automutilação, dissociação).
    Funcionamento social, familiar e laboral.
    Nexo entre os sintomas e o fato jurídico em análise.
    Capacidade civil ou laborativa, conforme o objetivo da perícia.


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