Perguntas do paciente (13)

  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Oi! Ter pensamentos, desejos ou imaginar situações diferentes da realidade pode acontecer, mas quando isso vem acompanhado de ansiedade e de um impulso que parece difícil de controlar, vale observar com mais atenção. Não é possível dizer, apenas por esse relato, se isso é “normal” ou se está relacionado a alguma condição específica. Se estiver atrapalhando sua rotina ou causando sofrimento, conversar com um psicólogo pode ajudar a compreender melhor esses pensamentos e comportamentos, sem julgamento.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Ser uma pessoa interessante e atraente começa, principalmente, pela forma como você se relaciona consigo mesmo. Em vez de tentar descobrir o que fazer para agradar ou impressionar os outros, procure construir uma vida que seja interessante para você. Desenvolva interesses, conheça coisas novas, tenha projetos, cuide da sua aparência, aprenda a conversar e, principalmente, permita-se descobrir aquilo que realmente gosta. Quando você deixa de depender tanto da aprovação externa e passa a ter experiências, opiniões, curiosidades e objetivos próprios, isso naturalmente aparece na maneira como você se posiciona e se relaciona com as pessoas. Ser interessante não significa ser perfeito ou chamar atenção o tempo todo, mas ter uma vida na qual você também tenha vontade de estar presente.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Faz sentido você pensar dessa forma depois de vivenciar afastamentos de pessoas importantes. Quando alguém vai embora por causa de um namoro, trabalho ou mudança de vida, pode surgir a sensação de que criar vínculos não vale a pena e que ser totalmente autossuficiente seria mais seguro.

    Mas talvez seja importante perceber se essa independência está sendo uma escolha ou também uma forma de se proteger da possibilidade de ser deixado, decepcionado ou sentir falta de alguém. Evitar vínculos pode diminuir esse risco no momento, mas também pode impedir experiências de proximidade, confiança e pertencimento.

    As pessoas podem mudar de caminho sem que isso signifique que o vínculo anterior foi um erro. Uma relação não precisa durar para sempre para ter significado. O objetivo pode ser conseguir estar bem consigo mesmo, sem depender de alguém para preencher suas necessidades emocionais, mas também sem precisar abrir mão dos relacionamentos por medo de perdê-los.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Na terapia, trabalhamos esses pensamentos com acolhimento e questionamento, buscando entender de onde eles vêm e se realmente correspondem à realidade. O objetivo não é pensar positivo a qualquer custo, mas aprender a enxergar a si mesmo e as situações de uma maneira mais equilibrada.

    Também trabalhamos os comportamentos que mantêm esse ciclo, ajudando a pessoa a enfrentar situações que evita, fortalecer sua autoestima e construir relações mais saudáveis consigo mesma e com os outros.

    Aos poucos, a pessoa começa a perceber que uma crítica não define seu valor, uma rejeição não determina sua capacidade de ser amada e uma dificuldade não significa que ela seja inferior.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) entende que baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem se alimentar mutuamente. Um pensamento como “não sou bom o suficiente” pode gerar insegurança, medo de ser julgado, isolamento e, com o tempo, aumentar a tristeza.

    Na terapia, trabalhamos esse ciclo de forma acolhedora, identificando pensamentos negativos, questionando se eles realmente correspondem aos fatos e construindo uma visão mais equilibrada de si mesmo.

    Também trabalhamos comportamentos, como evitar pessoas, situações sociais ou atividades que antes traziam satisfação. Aos poucos, a pessoa aprende a enfrentar essas situações, desenvolver mais confiança e perceber que **uma crítica não define seu valor e uma dificuldade não determina quem você é**.

    O objetivo não é simplesmente “pensar positivo”, mas aprender a se relacionar consigo mesmo e com a vida de uma maneira mais realista, saudável e gentil.


  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Se seus pais usam suas crises ou dificuldades psicológicas para te pressionar, humilhar ou controlar, isso pode ser muito doloroso. Independentemente de existir ou não um diagnóstico definido, **seu sofrimento merece ser levado a sério e não usado contra você**.

    Procure não entrar em discussões quando estiver emocionalmente abalado. Estabeleça limites simples, como: *“Não quero conversar sobre isso dessa forma. Quando estivermos mais tranquilos, podemos conversar.”*

    Também é importante ter apoio profissional e pessoas de confiança fora desse conflito familiar. Se perceber mudanças importantes, como muita desconfiança, dificuldade para distinguir pensamentos da realidade, alterações intensas no sono ou sensação de perder o controle, procure seu psicólogo ou psiquiatra.
    Você não precisa aceitar ser definido pelas suas crises. Uma crise é uma experiência que você viveu; ela não define quem você é.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    A depressão pode parecer que está “à espreita” porque, depois de um episódio depressivo, acontecimentos difíceis podem reativar padrões de pensamento, emoções e comportamentos que já foram aprendidos durante aquele período. Isso não significa que a depressão esteja esperando para voltar inevitavelmente.

    Quando ocorre uma perda, rejeição, conflito, frustração ou período prolongado de estresse, a pessoa pode ficar mais vulnerável a pensamentos como “nada vai dar certo”, “não vou conseguir lidar com isso” ou “as coisas nunca mudam”. Esses pensamentos podem aumentar o isolamento, diminuir a motivação e fazer a pessoa deixar de realizar atividades que antes proporcionavam prazer ou sensação de competência. Esse conjunto pode alimentar novamente os sintomas depressivos.

    Por isso, uma recaída não significa que todo o progresso foi perdido. Muitas vezes, significa que alguns sinais de vulnerabilidade apareceram e precisam ser percebidos mais cedo. Aprender a reconhecer esses sinais e retomar estratégias de cuidado rapidamente pode ajudar a interromper esse ciclo antes que ele se intensifique


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Sim, a psicoterapia pode ajudar bastante nesse tipo de dificuldade, principalmente quando existe um ciclo de impulsividade, busca constante por novos conteúdos, perfeccionismo e dificuldade de permanecer em uma tarefa.

    A questão não é necessariamente estudar ou fazer cursos demais, mas entender o que acontece no momento em que você precisa trabalhar e acaba procurando outro conteúdo. Às vezes, aprender algo novo proporciona uma sensação imediata de prazer, progresso ou alívio, enquanto o trabalho pode trazer tédio, cobrança, insegurança ou medo de não fazer perfeitamente. Assim, a busca por mais conhecimento pode acabar funcionando como uma forma de evitar o desconforto de executar.

    Na psicoterapia, seria possível identificar esse ciclo, trabalhar a necessidade de perfeição, desenvolver maior tolerância ao desconforto e criar estratégias para melhorar o controle dos impulsos e a permanência nas tarefas. O objetivo não seria fazer você deixar de gostar de aprender, mas conseguir escolher quando estudar e quando trabalhar, sem que o impulso ou o perfeccionismo decidam por você.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Se você percebe dificuldade frequente de concentração, agitação e pensamentos acelerados, é importante não concluir imediatamente que se trata de TDAH ou de outra condição. Ansiedade, estresse, privação de sono, excesso de estímulos e outros fatores também podem produzir sintomas parecidos.

    No dia a dia, pode ajudar reduzir distrações, trabalhar com uma tarefa por vez e dividir atividades maiores em períodos menores, fazendo pequenas pausas. Também vale observar em quais situações a concentração piora e o que costuma acontecer antes disso.

    Se essas dificuldades são frequentes, estão prejudicando seu trabalho ou acontecem em diferentes áreas da sua vida, uma avaliação com psicólogo pode ajudar a entender melhor a origem desses sintomas e quais estratégias seriam mais adequadas para você.


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Sim. A DBT não é exclusiva para pessoas com transtorno de personalidade borderline. Ela pode ser utilizada para trabalhar dificuldades como impulsividade, regulação emocional, tolerância ao desconforto, manejo de crises e relações interpessoais, dependendo das necessidades de cada pessoa.

    No seu caso, considerando o diagnóstico de TDAH e bipolaridade, seria importante avaliar o que exatamente não está funcionando na TCC atual. Às vezes, não significa que a abordagem seja inadequada, mas que as estratégias utilizadas precisam ser adaptadas às suas dificuldades e ao momento clínico.

    A DBT pode ser uma possibilidade, especialmente se houver muita dificuldade para controlar impulsos, lidar com emoções intensas ou atravessar situações de crise. Porém, no transtorno bipolar, o acompanhamento médico também é importante, principalmente para monitorar alterações de humor e sono.

    O mais adequado seria conversar com um profissional que conheça DBT e TDAH/bipolaridade para avaliar se esse modelo faz sentido para os seus objetivos terapêuticos.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Quando parece que tudo depende de você, é comum acabar assumindo responsabilidades que nem sempre são suas e sentir que precisa resolver, controlar ou dar conta de tudo. Talvez seja importante começar a perceber o que realmente está sob seu controle e o que pertence às escolhas, limites e responsabilidades das outras pessoas.

    Você não precisa deixar de se importar para deixar de carregar tudo. Pode começar se perguntando: “Isso realmente depende de mim?”, “O que acontece se eu não resolver isso?” e “Estou assumindo uma responsabilidade que não é minha?”. Aos poucos, aprender a colocar limites e tolerar que algumas coisas não saiam exatamente como gostaria pode diminuir essa sensação de estar sempre responsável por tudo.

    Não se trata de ficar indiferente, mas de entender que cuidar da própria vida já é uma responsabilidade grande o suficiente, e que outras pessoas também precisam assumir a parte delas.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Sim. Um término pode ser vivido como um luto, porque envolve a perda de uma pessoa, de uma rotina, de planos e de expectativas construídas ao longo da relação. Por isso, sentir tristeza, saudade, raiva ou até dificuldade para imaginar a vida sem aquela pessoa pode fazer parte desse processo.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Eduardo Goncalves

    Sim, é possível, mas não significa simplesmente voltar a tratar o outro como antes. Depois de anos de conflitos, críticas e ofensas, o respeito pode ser profundamente desgastado, porém a dinâmica do casal pode ser reconstruída quando ambos reconhecem sua responsabilidade no ciclo de conflitos e estão dispostos a mudar a forma como se relacionam.

    Na terapia de casal, o foco não é apenas descobrir quem está certo, mas compreender o padrão que mantém as brigas e trabalhar comunicação, limites, responsabilização e reparação das feridas acumuladas. O respeito começa a ser reconstruído quando as ofensas deixam de ser normalizadas e passam a existir atitudes consistentes de mudança.


Perguntas frequentes

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